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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

17
Out05

O Radar

Praia da Claridade


 

Radar.jpg

                     Esta antena de radar de longo alcance
                   (aproximadamente 40 metros de diâmetro)
             
gira de modo a observar actividades no horizonte.
 
 

 

 
O radar, do inglês Radio Detection And Ranging (Detecção e Telemetria pelo Rádio), é um dispositivo que permite detectar objectos a longas distâncias.
 
O radar emite ondas electromagnéticas que são reflectidas por objectos distantes. A detecção das ondas reflectidas, permite determinar a localização do objecto.

 
História do Radar

 
O primeiro Radar foi construído em 1904, por C. Hülsmeyer na Alemanha. Naquela época não houve utilidade prática para o dispositivo, de baixa precisão, construção difícil, e sistema de detecção de eco ineficiente.
 

Em 1934, Pierre David, revendo a teoria electromagnética, encontrou o estudo realizado pelo alemão. Iniciou então experiências para o desenvolvimento de um sistema de detecção por ondas de rádio em alta frequência, eficiente para a localização de aviões. Simultaneamente, Henri Gutton e Maurice Ponte, conseguiram criar um dispositivo de detecção que funcionou com grande precisão.
 
Em 1935, foi instalado o primeiro sistema de Radiotelemetria no navio Normandie com o objectivo de localizar e prevenir a aproximação de obstáculos.
 

No início da Segunda Guerra Mundial, Watson Watt, melhorou e desenvolveu novas tecnologias, utilizando o sistema de telemetria fixa e rotatória.
 

Em função da melhoria e da exactidão do processamento de sinal e eco por radiofrequência, foi aprovado um projecto de instalação piloto para detecção de aeronaves inimigas, na costa da Inglaterra. Em função do sucesso alcançado desta estação, foram instaladas muitas outras em todo o País.
 

Os radares foram muito importantes na previsão de ataques inimigos, pois os ingleses sabiam com precisão a distância, velocidade e direcção do ataque, tendo tempo de dar o alarme para a população se proteger, diminuindo imensamente as baixas civis, apesar do bombardeio constante efectuado pelos alemães.
 

As Potências do Eixo, também estavam a desenvolver sistema similar, porém o seu uso era diferente, os radares alemães eram para aumentar a precisão de tiro, facilitando o direccionamento dos projécteis ao alvo.
 
 

Funcionamento do Radar
 

O radar é composto por uma antena transmissora-receptora de sinais para Super Alta Frequência (SHF). A transmissão é um pulso electromagnético de alta potência, curto período e feixe muito estreito. Durante a propagação pelo espaço, o feixe alarga-se em forma de cone, até atingir ao alvo que está sendo monitorizado, sendo então reflectido e, retornando para a antena, que neste momento é receptora de sinais.
 

Como se sabe a velocidade de propagação do pulso electromagnético, e pelo tempo de chegada do eco, pode-se facilmente calcular a distância do objecto. É possível também, saber se o alvo se está afastando, ou se está a aproximar da estação. Isto deve-se ao Efeito Doppler, isto é, pela desfasagem de frequência entre o sinal emitido e recebido.
 
 

Construção física do Radar
 

O Equipamento de radar é composto de uma antena trans-receptora, da linha de transmissão, de um transmissor de alta potência e alta frequência, do sistema de recepção, descodificação, processamento e visualização das informações obtidas, além da mesa de interface entre equipamento e operador.

 
 Utilização dos Radares

 

 
Marinha
 

Na marinha, os radares são utilizados para a navegação, detectando e monitorizando obstáculos que podem oferecer riscos até a distância de duzentos quilómetros aproximadamente.
 

No caso de naves bélicas de guerra, existem radares para a detecção de alvos e direccionamento de tiro passivo para facilitar o acerto de mira de projécteis disparados por canhões, metralhadoras, e para direccionamento de tiro activo de foguetes, mísseis e torpedos.
 

Existem os radares de defesa anti-aérea com alcance de até duzentos quilómetros para captar aeronaves inimigas orientando as defesas na sua direcção.
 

Nos Porta-aviões, existem radares semelhantes aos de aeroportos para orientar o tráfego aéreo, desembarque e embarque de aeronaves com segurança e em movimento.
 

Aeronáutica
 

O uso de radares na aeronáutica dá-se a nível de aeroportos, bases aéreas, aeronaves civis e militares, para monitorização e orientação de tráfego aéreo.
 

Os aeroportos mais modernos possuem radares para "voo cego", isto é, para condições de visibilidade muito baixa, assistindo à aterragem e descolagem com pouco tecto sob neblina leve e baixo horizonte.
 

A defesa aérea e vigilância utiliza radares mais específicos com detecção de alvos até trezentos quilómetros para aviões em grande altitude, e alcance até trinta quilómetros para aeronaves voando em baixa altitude.
 

Os radares de direccionamento bélico são utilizados para orientar os mísseis balísticos no momento inicial de arremesso, para depois da descolagem. Internamente estes artefactos possuem equipamentos de orientação autónomos para dirigi-los até ao seu alvo.
 

Existem também radares de controle de tráfego e vigilância aérea de maior alcance. O sistema não se dá por uma única estação de vigilância e rastreamento, mas sim por muitas interligadas e com os sinais processados de forma redundante pela somatória e processamento de todos os dados numa central. No Brasil, o SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro) possui um sistema que funciona desta forma, onde existem radares com alcance de até 4.000 quilómetros, que interligados cobrem os 8,5 milhões de km² do território nacional.
 

As aeronaves de combate possuem radares de interceptação, radares de ataque com pulsos electromagnéticos de alta definição que permitem o voo em baixa altitude sem visão directa do solo, além de radares nos mísseis ar-ar e ar-terra, para busca de alvos por sistemas de detecção electromagnética, pois os sensores de calor são obsoletos e fáceis de ser despistados.
 

Exército
 

Na força terrestre, o exército, temos os radares de patrulha aérea, com alcance de até trezentos quilómetros, radares de aquisição de alcance até cem quilómetros, de tiro e perseguição de mísseis terra-ar, anti-artilharia, para reconstituição das trajectórias dos projécteis, para localização das peças de artilharia com alcance de até dez quilómetros, e radares de vigilância terrestre para detectar alvos móveis e regulação de tiro de alta precisão.
 

Os radares de pequeno alcance estão sendo desenvolvidos para a guerra moderna, entre eles se destacam os Rasura com alcance de 5 quilómetros usados pela infantaria, o Rapace utilizado nos carros de combate blindados com alcance de até cinco quilómetros, além do Ratac utilizado pelas peças de artilharia para detectar alvos à trinta quilómetros.
 

Meteorologia
 

Os radares meteorológicos hoje são de suma importância para a monitorização da atmosfera, facilitando assim actividades como a agricultura, aeronáutica, entre outras, pois detecta com precisão os movimentos das massas de ar, dando indicações úteis aos meteorologistas para a prevenção, desde geadas, vendavais e chuvas de granizo, entre outros fenómenos que podem ser rastreados.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

16
Out05

O gás natural

Praia da Claridade

GasNatural02.jpg 


O gás natural é uma mistura de gases encontrado frequentemente em combustíveis fósseis, isolado ou acompanhado ao petróleo.

Alguns dos gases de sua composição são eliminados porque não possuem capacidade energética ou porque podem deixar resíduos nas condutas, devido ao seu alto ponto de ebulição em comparação o do gás natural.

Como combustível é empregado tanto em indústrias como no uso doméstico. É considerado uma fonte de energia mais limpa que os derivados do petróleo e o carvão.

O gás natural é um combustível fóssil com origem muito semelhante à do petróleo bruto, ou seja, formou-se durante milhões de anos a partir dos sedimentos de animais e plantas. Encontra-se em jazidas subterrâneas, tal como o petróleo. A principal diferença prende-se com a possibilidade de ser usado tal como é extraído na origem, sem necessidade de refinação.



pipelinegas.jpg


Actualmente, Portugal recebe o gás natural proveniente da Argélia através de gasoduto. Junto às zonas de consumo, em indústrias ou no uso doméstico, o gás natural passa dos gasodutos transportadores para as redes de distribuição, que são instaladas, geralmente, por baixo dos passeios ou das bermas das estradas, e através das quais chega a casa dos consumidores.

Constituído por pequenas moléculas apenas com carbono e hidrogénio, o gás natural apresenta uma combustão mais limpa do que qualquer outro derivado do petróleo. No que respeita à emissão de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono, dióxido de enxofre e óxidos de azoto), a combustão do gás natural apenas origina dióxido de carbono e uma quantidade de óxidos de azoto muito inferior à que resulta da combustão da gasolina ou do fuelóleo.
16
Out05

O fogão

Praia da Claridade

O fogão é um utensílio culinário usado para cozinhar, geralmente em panelas ou frigideiras por meio de calor.

O fogão primitivo era formado por um pequeno buraco no solo onde se acendia o fogo e se colocavam as panelas; a descoberta de que o fogo aberto tinha mais força, levou a utilizar pedras como suporte para as panelas, ou os próprios troncos a arder. Mais tarde, o homem aprendeu a construir fogões de barro e depois de metal, que eram mais eficientes que os anteriores. No entanto, este tipo simples de fogão ainda é utilizado, principalmente pelos pobres em todo o mundo, mas mesmo os menos pobres ainda preferem este tipo de fogão – muitas vezes chamado fogareiro – para certo tipo de cozinhados, principalmente os grelhados quando não se tem uma churrasqueira.

Com a Revolução Industrial, os fogões passaram a ter um aspecto mais parecido com os de hoje, ou seja, uma espécie de móvel grande com um compartimento semi-fechado para o fogo e várias aberturas no topo para utilizar ao mesmo tempo várias panelas; por vezes, esses fogões tinham até um pequeno forno e uma caldeira para ter sempre água quente. No século XX ainda havia destes fogões, embora normalmente a lenha tivesse já sido substituída por carvão. Com a descoberta da refinação do petróleo, foram inventados fogões a nafta (geralmente os industriais, de que ainda devem existir alguns exemplares em antigos hospitais ou prisões) e, mais tarde, a petróleo e depois a gás de cozinha, estes ainda muito utilizados hoje.

Entretanto, foram também inventados os pequenos fogareiros e candeeiros a petróleo e a gás, que ainda hoje se usam, principalmente pelos campistas.

Mas os fogões mais comum nas cozinhas de hoje são eléctricos ou mistos electricidade-gás, formados por várias placas que contêm resistências ou bicos de gás, colocados sobre uma caixa de metal.
Este é o básico fogão de mesa, sem forno, mas é mais comum encontrar-se a combinação fogão-forno.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
15
Out05

O Telescópio

Praia da Claridade

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<P align=center><IMG alt=Telescopio_refractor_do_Observatorio_de_Nice.jpg src="http://galeria.blogs.sapo.pt/arquivo/Telescopio_refractor_do_Observatorio_de_Nice.jpg" <DIV><BR><FONT size=1><BR></FONT><FONT color=#003366><FONT face=Georgia><STRONG>Telescópio refractor do Observatório de Nice</STRONG></FONT>.</FONT></P>
<P align=center><FONT size=+0><FONT color=#000000><FONT face=georgia></P>
<DIV align=justify><FONT size=5>O</FONT> <FONT color=#660000 size=5>telescópio</FONT> óptico é um instrumento do engenho humano que permite estender a capacidade dos olhos humanos de observar e medir objectos longínquos. O telescópio permite ampliar a capacidade de procurar longe, como o seu nome indica [De tel(e)-1 + -scop- + io, onde nesse caso: tel(e)- = 1 'longe','ao longe' e + io = ' acção',' aproximação'], através da captação da luz dos objectos celestes, da focalização dos raios de luz captados numa imagem óptica real e a sua ampliação geométrica.<BR>A objectiva de um telescópio óptico é em geral um grande espelho de superfície com forma aproximadamente paraboloidal (em geral uma superfície cónica de revolução) ou uma lente composta de dois ou mais elementos. Quando a objectiva é destinada a finalidades especiais em astronomia, como para uma câmara astronómica, é comum que a objectiva seja um sistema óptico composto de lentes e espelhos, como é o caso das câmaras rápidas do tipo Smith.<BR><BR></FONT><FONT face=Georgia><STRONG><FONT color=#330000 size=4>Categorias<BR></FONT><FONT size=2><BR></FONT></STRONG>Além dos telescópios ópticos, que são constituídos basicamente por uma objectiva e uma ocular, existe uma gama de aparelhos que captam a radiação electromagnética fora da faixa do visível, isto é, captam radiação electromagnética ao longo de diferentes regiões do espectro electromagnético.<BR><BR>Os telescópios para radiação infravermelha e raios-X tornaram-se comuns ao final do século XX com o desenvolvimento de sensores digitais que pudessem ser arrefecidos a temperaturas muito baixas. Os telescópios para microondas e radiofrequência, chamados radiotelescópios, são também muito utilizados em Astronomia. Os telescópios contemporâneos podem operar isoladamente, como os antigos grandes telescópios, ou em conjunto para compor ou combinar as suas imagens com enormes vantagens e poder de resolução.<BR><BR>O que é mais importante nos telescópios profissionais actuais é a sua capacidade de captar radiação electromagnética e de separá-la nos seus diferentes comprimentos de onda. Isso é realmente mais importante do que o aumento da imagem, pois a espectrografia permite entender a composição e história do astro. Note-se que nunca os telescópios foram tão primorosamente construídos como na actualidade. As técnicas actuais de construção são muito elaboradas, com materiais mais leves e resistentes. Por isso, imagens espectaculares têm sido produzidas pelos telescópios ópticos, sobretudo aqueles espaciais, como o <STRONG>Hubble</STRONG>.<BR><BR></DIV>
<P align=center><IMG height=324 alt=Telescopio_Espacial_Hubble.jpg src="http://galeria.blogs.sapo.pt/arquivo/Telescopio_Espacial_Hubble.jpg" width=400 border=0><BR><FONT size=1><BR></FONT><STRONG>O  <FONT face=Verdana color=#000080>Telescópio Espacial Hubble </FONT>a orbitar acima da Terra.</STRONG></P>
<DIV align=justify>O telescópio é uma importante ferramenta de Astronomia. A sua óptica geométrica permite captar (e focalizar) a radiação electromagnética. Os telescópios aumentam o tamanho angular aparente dos objectos, assim como o seu brilho aparente.<BR><BR></FONT><FONT face=Georgia>Os telescópios usados fora do contexto da Astronomia são referidos como <I>teodolitos</I>, <I>monóculos</I>, <I>binóculos</I>, ou <I>objectivas</I>.<BR>A palavra "telescópio" refere-se geralmente aos telescópios ópticos, embora existam telescópios para a quase totalidade do espectro electromagnético da radiação electromagnética.<BR><BR></FONT><FONT face=Georgia>Os radiotelescópios são sistemas de recepção onde existe um receptor de ondas electromagnéticas do espectro de radiofrequência, ou radio-receptor, uma linha de transmissão que pode ser uma guia de onda dependendo da frequência observada, antenas de rádio dirigidas ou direccionais.<BR><BR>As antenas podem ser com reflectores parabólicos ou planos de grandes dimensões, em caracol, em sistema Yagi-uda ou suas variantes. Também são muito utilizados sistemas de recepção helicoidais, entre outros tipos.<BR><BR>As montagens das antenas de radiotelescópios podem ser simples, no caso de uma antena, ou em baterias quando se usam muitas antenas com a finalidade de aumentar o ganho, ou a área de observação ou para triangulação para determinar a distância do objecto estelar observado.<BR>No caso de antena parabólica, esta é por vezes construída como uma estrutura de fio condutor cujos intervalos são menores que um comprimento de onda daquele do objecto pesquisado.<BR><BR>Os radiotelescópios são por vezes operados aos pares, ou em grandes grupos, para sintetizar uma cobertura "virtual", idêntica em tamanho à distância entre telescópios, além do uso em triangulação para determinar a distância do objecto observado. O recorde actual encontra-se próximo à largura da Terra. Actualmente também se aplica esta técnica aos telescópios ópticos.<BR><BR>Os telescópios de raios-x e raio gama têm um problema, já que estes raios atravessam metal e vidro. Superfícies colectoras feitas de metal pesado e em forma de anéis concêntricos são utilizadas para focalizar a radiação proveniente do espaço profundo. As superfícies desses espelhos apresentam a forma de <I>hipérboles de revolução</I>.<BR><BR></FONT><FONT face=Georgia><STRONG><FONT color=#330000 size=4>História<BR></FONT><FONT size=2><BR></FONT></STRONG>Costuma-se creditar a Hans Lippershey, um fabricante de lentes neerlandês, a construção e patente, em 1608, do primeiro instrumento para a observação de objectos à distância (telescópio) . A sua ideia era a utilização desse tubo com lentes para fins bélicos e não para observações do céu.<BR><BR>A notícia da construção do tubo com lentes por Lippershey espalhou-se rapidamente e chegou até o astrónomo italiano Galileo Galilei, que, em 1609, apresentou várias versões do aparelho feitas por ele mesmo a partir de experiências e polimento de vidro. Galileu logo apontou o telescópio para o céu nocturno, sendo considerado o primeiro homem a usar esse aparelho para investigações astronómicas. O telescópio de Galileu também é conhecido por <STRONG>luneta</STRONG>.<BR><BR>Galileo, utilizando o seu instrumento óptico, descobriu diversos fenómenos celestes, entre os quais as manchas solares, as crateras e o relevo lunar, as fases de Vénus, os principais satélites de Júpiter, e a natureza da <STRONG>Via Láctea</STRONG> como a concentração de incontáveis estrelas, iniciando assim uma nova fase da observação astronómica na qual o telescópio passou a ser o principal instrumento, relegando ao esquecimento os melhores instrumentos astronómicos da antiguidade (astrolábios, quadrantes, sextantes, esferas armilares etc.). As descobertas de Galileu forneceram evidências muito fortes aos defensores do sistema heliocêntrico de Copérnico.<BR><BR>Pouco tempo depois de Galileo, Johannes Kepler descrevia a óptica das lentes, incluindo um novo tipo de telescópio astronómico com duas lentes convexas (um princípio muitas vezes referido como telescópio de Kepler).<BR><BR></FONT><FONT face=Georgia><STRONG><FONT color=#330000 size=4>Tipos de telescópio<BR></FONT></STRONG><FONT size=2><BR></FONT>Um tipo simples de telescópio é o de montagem altazimute chamada também de montagem azimutal. É idêntico aos usados na supervisão de trânsito. Uma forquilha opera no plano horizontal (azimute, e marcas na forquilha permitem ao telescópio variar em altitude (plano vertical).<BR><BR>O maior problema de um telescópio de altazimute na astronomia é que ambos os eixos têm que ser continuamente ajustados para compensar a rotação da Terra. Ainda que este processo seja controlado por computador, a imagem roda a uma velocidade variável, dependendo do ângulo da estrela desde o pólo celestial. Este último efeito torna um telescópio de altazimute pouco prático para fotografia de longa exposição com telescópios pequenos, pois causa algumas aberrações na imagem fotografada.<BR><BR>A solução preferencial para telescópios astronómicos é adaptar este tipo de montagem (altazimute) de maneira que o eixo de azimute fique paralelo com o eixo de rotação da Terra; isto é designado como montagem equatorial.<BR><BR>Os grandes telescópios recentemente construídos usam uma montagem em altazimute controlada por computador, e, para exposições prolongadas, dispõem de primas de rotação de velocidade variável na objectiva.<BR><BR>Existem montagens ainda mais simples que a de altazimute, usadas geralmente em instrumentos especializados. Alguns são: trânsito meridiano (apenas altitude); espelho plano amovível de largura constante para observação solar.</FONT></DIV>
<P align=center><FONT face=Georgia><STRONG><IMG height=228 alt=Grande_Telescopio_de_La_Palma-Canarias.jpg src="http://galeria.blogs.sapo.pt/arquivo/Grande_Telescopio_de_La_Palma-Canarias.jpg" width=400 border=0><BR><FONT size=1><BR></FONT></STRONG><STRONG>O <I>Grande Telescópio de La Palma - Canárias</I></STRONG><BR><FONT face=Georgia><FONT color=#330000 size=4><STRONG><FONT size=2><BR></FONT></P>
<DIV align=justify>
<P></P>Telescópios de investigação<BR></STRONG></FONT><FONT size=2><BR></FONT>A maioria dos telescópios de grandes dimensões podem operar tanto como um <I>cassegraniano</I> (maior distância focal, e maior nitidez no campo de visão com maior magnificação) ou como um telescópio newtoniano (campo mais brilhante). Estes têm um primário blindado, um foco newtoniano, e um tripé para montagem de secundários amovíveis.<BR><BR>Uma nova era na construção de telescópios foi iniciada pelo [MMT], uma abertura sintética composta de seis segmentos que sintetizam um espelho de 4,5 metros de diâmetro. Um seguidor deste tipo foi o telescópio Keck, de abertura sintética de 10 metros.<BR><BR>Os telescópios da actual geração em construção comportam um espelho primário entre 6 e 8 metros de diâmetro (para telescópios terrestres). Nesta geração, o espelho é tipicamente muito fino, e mantido em óptima forma por um grupo de actuadores. Esta tecnologia levou a uma remodelação na concepção dos telescópios do futuro, com diâmetros de 30, 50 e mesmo 100 metros.<BR><BR>Inicialmente o detector utilizado nos telescópios era o olho humano. Posteriormente, a placa fotográfica sintetizada tomou-lhe o lugar, e o espectrógrafo foi introduzido, o que possibilitou a captação de informação espectral. Depois da placa fotográfica, sucessivas gerações de detectores electrónicos, como os CCDs, têm sido aperfeiçoadas, cada vez com maior sensibilidade e resolução.<BR>CCDs: Dispositivo de Carga Acoplado (charge-coupled device/CCD) é um sensor para a gravação de imagens formado por um circuito integrado.<BR><BR>Os telescópios de investigação actuais dispõem de vários instrumentos: câmaras, de diferentes respostas; espectrógrafos, úteis nas diferentes regiões do espectro; polarímetros, que detectam luz, etc.<BR><BR>Nos últimos anos, foram desenvolvidas algumas tecnologias para superar o efeito da atmosfera da Terra em telescópios terrestres, com resultados promissores.<BR><BR>O fenómeno da difracção óptica estabelece um limite para a resolução e qualidade de imagem atingível por um telescópio, o que consiste na área efectiva do disco Airy, que limita a proximidade com que se podem instalar dois desses discos. Este limite absoluto é designado de limite de resolução de Sparrow, e depende do comprimento de onda da luz em observação (uma vez que o limite da luz vermelha é atingido mais rapidamente que o da luz azul) e no diâmetro do espelho do telescópio. Por tudo isto, um telescópio dotado de um determinado diâmetro pode resolver apenas até um determinado limite num determinado comprimento de onda, de maneira que, para se obter mais resolução no mesmo comprimento de onda, será necessário um espelho maior.<BR><BR><BR><FONT color=#330000 size=4><STRONG>Telescópios ópticos famosos</STRONG></FONT></FONT><STRONG> </STRONG></DIV>
<DIV align=justify>
<UL>
<LI><FONT face=Georgia><STRONG>O Telescópio Espacial Hubble </STRONG>encontra-se a orbitar a Terra, fora da atmosfera, para permitir observações não distorcidas pela refracção, de maneira que estas possam estar limitadas em termos de difracção e utilizadas em ultravioleta e infravermelhos. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>O VLT (<I>Very Large Telescope</I> - Telescópio Muito Grande), até 2002, o detentor do recorde em tamanho, com quatro telescópios de 8 metros de diâmetro cada. Os quatro telescópios, pertencentes à ESO e localizados no deserto de Atacama no Chile, podem operar independentemente ou em conjunto. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>Existem muitos planos para telescópios ainda maiores. Um deles é o OWL (<I>Overwhelmingly Large Telescope</I> - Telescópio Incrivelmente Grande), desenhado com uma abertura de 100 metros de diâmetro. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>O Telescópio Hale, de 200 polegadas (5.08 metros), na montanha Palomar, é um telescópio de investigação convencional que deteve o recorde em tamanho durante muitos anos. Tem um único espelho borosílico (Pyrex&amp;tm;) que foi famosamente difícil de construir. A montagem é única no estilo, uma montagem equatorial que não é uma forquilha, e no entanto permite ao telescópio captar o céu no Pólo Norte. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>O Telescópio Hooker de 100 polegadas (2,54 metros), no Observatório do Monte Wilson foi utilizado por Edwin Hubble para descobrir galáxias, e o redshift. O espelho foi feito de vidro verde por Saint-Gobain <STRONG>(1)</STRONG>. É, actualmente, parte de um grupo de abertura sintética com vários outros telescópios localizados no monte, e ainda muito útil para investigação avançada. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>O Telescópio de Yerkes (no Wisconsin) é o maior refractor direccionável em uso. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>O Refractor de Nice (na França), operacional desde 1888, foi na altura o maior telescópio do mundo. Esta foi a última vez que o telescópio operacional mais potente estava em território europeu. Foi ultrapassado um ano depois pelo refractor de 0,91 m do Observatório Lick. </FONT>
<LI><FONT face=Georgia>O maior refractor do século XIX construído era Francês. Esteve exposto na Exposição de Paris de 1900. As suas lentes eram estacionárias, configuradas de maneira a conseguir a forma correcta. O telescópio foi projectado com a ajuda de um sideróstato Foucault, que consiste num espelho plano de 2 m de diâmetro (79 polegadas), montado numa grande estrutura de ferro. O tubo horizontal tinha 60 m (197 pés) de comprimento e a objectiva tinha 1,25 m (4,1 pés) de diâmetro. Foi um fracasso.</FONT><BR><FONT face="Myriad Condensed Web" color=#c0c0c0 size=1>Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</FONT></LI></UL></DIV><FONT face="Myriad Condensed Web" color=#c0c0c0 size=1>
<P><FONT face=Verdana color=#000080 size=2></FONT><FONT color=#008000><FONT face=Georgia><FONT size=3><FONT color=#000000><STRONG>(1)</STRONG></FONT> - A Saint-Gobain Mondego, SA. <STRONG><FONT color=#330000>-</FONT></STRONG> <EM>A fábrica da Figueira da Foz</EM>:<BR>          </FONT></FONT><a href="http://www.sgmondego.com/" rel="noopener"><FONT face=Georgia color=#0000ff size=3>http://www.sgmondego.com/</FONT></A><BR><BR><FONT face=Georgia size=3><FONT color=#660000><STRONG>S</STRONG>imulação espacial grátis em <STRONG>3D</STRONG> em tempo real:<BR></FONT></FONT><a href="http://celestia.sourceforge.net/" rel="noopener"><FONT face=Georgia color=#0000ff size=3>http://celestia.sourceforge.net/</FONT></A><FONT face=Georgia size=3><FONT color=#0000ff> </FONT>  -  <FONT size=2><EM>download gratuito</EM></FONT>.</FONT></FONT></FONT></P></FONT></FONT></FONT>
14
Out05

Energia eólica

Praia da Claridade

Aerogerador.jpg

Aerogerador

A energia eólica é a energia que provém do vento. O termo eólico vem do latin Aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento. A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover suas pás.

Na actualidade utiliza-se, ainda, para mover aerogeradores  - moinhos que, através de um gerador, produzem energia eléctrica. Precisam de se agrupar em parques eólicos, concentrações de aerogeradores necessárias para que a produção de energia se torne rentável.


Estacao_Eolica.jpg

   Impacto visual de uma Estação Eólica em Altamont Pass, Califórnia



Este tipo de geradores tem-se popularizado rapidamente devido ao facto de que a energia eólica:

  • É um tipo de energia renovável, diferente da queima de combustíveis fósseis.

  • É considerada uma "energia limpa" (que respeita o meio ambiente, já que não requer uma combustão que produza resíduos poluentes nem a destruição de recursos naturais.

No entanto, a quantidade de energia produzida por este meio é ainda uma mínima parte da que se consome pelos países desenvolvidos.
O uso de aerogeradores acarreta alguns problemas:

  • Nas proximidades dos parques eólicos é detectada poluição sonora, devido ao ruído produzido. Há também quem considere que a sua silhueta afecta a paisagem. Tem sido estudada, recentemente, a hipótese da construção de parques eólicos sobre plataformas ancoradas no mar, não muito longe da costa, mas situadas de tal forma que não incidam de forma excessiva sobre a paisagem.

  • Os lugares mais apropriados para sua instalação coincidem com as rotas das aves migratórias, o que faz com que centenas de pássaros possam morrer ao chocar contra as suas hélices.

  • Os aerogeradores não podem ser instalados de forma rentável em qualquer área, já que requerem um tipo de vento constante mas não excessivamente forte.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
</font></font></font>
13
Out05

Fisioterapia

Praia da Claridade

fisioterapia.gif



A Fisioterapia é a área que realiza o tratamento das doenças por agentes físicos, prepara os pacientes sob o ponto de vista músculo-respiratório para procedimentos cirúrgicos, e actua através de exercícios, calor e técnicas restaurando as funções osteomusculares. É realizada em consultórios, clínicas, centros de reabilitação, asilos, escolas, clubes, residências, hospitais, empresas, pesquisas, entre outros.

Este recurso terapêutico actua hoje nas mais diferentes áreas com técnicas, metodologias e abordagens específicas que tem o objectivo de tratar, minimizar e principalmente prevenir as mais variadas afecções.

Além disto, a complexidade da profissão reside na necessidade do entendimento global da
fisiologia, anatomia, semiologia (1) do homem, baseado na Biofísica, Bioquímica, Cinesiologia (2), Biomecânica
(3) e outras ciências básicas.


(1) - Semiologia médica é a parte da medicina relacionada ao estudo dos sinais e sintomas das doenças humanas.


  • Neste contexto, sintoma é toda a informação subjectiva descrita pelo paciente. Não é passível de confirmação pelo examinador, já que é uma sensação do paciente (dor de cabeça, por exemplo).

  • Sinal é toda alteração objectiva, que afecta algum dos sentidos do examinador (uma mancha na pele, um sopro cardíaco, por exemplo).

(2) - Cinesiologia 'do grego kínesis, movimento + lógos, tratado, estudo'. A cinesiologia é a ciência que tem como objectivo a análise dos movimentos do corpo humano. A finalidade da Cinesiologia é compreender as forças que actuam sobre o corpo humano e manipular estas forças em procedimentos de tratamento tais que o desempenho humano possa ser melhorado e lesão adicional possa ser prevenida. Embora os humanos tenham sempre sido capazes de ver e sentir as suas posturas e movimentos, as forças que afectam os movimentos (gravidade, tensão muscular, resistência externa e atrito) nunca são vistas e raramente são sentidas. Conhecer onde essas forças actuam, em relação a posições e movimentos do corpo no espaço, é fundamental para a capacidade de produzir movimento humano e modificá-lo.

(3) - A Biomecânica é o estudo da
mecânica dos organismos vivos. É parte da Biofísica
.


Prevenção

Ao contrário do que muita gente pensa, a fisioterapia não é simplesmente uma terapia de reabilitação. Além de recuperar, ela pode prevenir doenças e curar. A prevenção, aliás, é a primeira atribuição da fisioterapia. Nesse caso é fundamental o trabalho de conscientização, ou seja, a tarefa de alertar e orientar o paciente sobre a necessidade de adoptar procedimentos adequados em certas situações.

Cura

Outra atribuição da fisioterapia está ligada à cura. Tem por objectivo devolver os movimentos e funções perdidas depois de uma doença em que a pessoa ficou um longo tempo imobilizada.

Reintegração

Reintegrar a pessoa à sociedade é outro objectivo da fisioterapia. É a chamada reabilitação. Estimulação do potencial neurológico em pessoas que sofreram sequelas irreversíveis (perda de membros, lesões neurológicas).

Recursos

Os recursos da fisioterapia previnem, curam e reabilitam. Para que o especialista escolha os que serão utilizados, ele terá de analisar não só a doença ou a patologia que deu origem ao problema, mas também como a pessoa estará reagindo ao estímulo da fisioterapia. Conheça os mais conhecidos recursos da Fisioterapia à sua disposição:


  • Cinesioterapia - Terapia por movimentos. São exercícios que têm como objectivo trabalhar articulações e musculatura.

  • Electroterapia - Terapia com aparelhos eléctricos, como o Ultra-som Terapêutico, o laser, dentre outros. Facilita a recuperação dos tecidos lesados.

  • Mecanoterapia - Terapia com aparelhos mecânicos para fortalecer a musculatura.

  • Massoterapia - Terapia pela massagem. A manipulação dos tecidos e músculos do corpo estimula a circulação, a mobilidade e a elasticidade.

  • Hidroterapia - Terapia feita dentro da água. Utiliza exercícios para articulações e músculos.

  • Terapias manuais - são terapias feitas a partir da mobilização de uma articulação, da tracção de um segmento, etc.

  • Termoterapia - tratamento com aplicação de calor.

  • Crioterapia - emprego de gelo como terapêutica, geralmente em aplicações localizadas para tratamento de contusões e luxações.

O que faz um fisioterapeuta


Fisioterapeuta é o profissional formado em curso superior, onde é exigido profundo conhecimento das ciências da saúde, pois terá a seu cargo a avaliação dos pacientes e determinação das condutas necessárias para se atingir os objectivos da Fisioterapia.


Principais áreas de intervenção:

  • Afecções respiratórias - Ensina exercícios respiratórios para doentes acamados ou com bronquite crónica, asma e enfisema pulmonar. Cuidar dos aparelhos de respiração e aspiração de secreções pulmonares de pacientes nos Cuidados Intensivos. É a chamada Fisioterapia Respiratória.

  • Dermatologia - Fazer massagens e aplicar raio laser, infravermelho ou ultravioleta para evitar ou reduzir retracções musculares e acelerar os processos de cicatrização.

  • Estimulação precoce - Ajuda o desenvolvimento físico, motor e sensorial de crianças e bebés com problemas neurológicos.

  • Fisioterapia do trabalho - Avaliar, prevenir e tratar doenças causadas pelo exercício de funções exigidas no trabalho. Também conhecida como Ergonomia.

  • Geriatria e Gerontologia - Estimular a musculatura, evitar o seu enrigecimento e treinar a coordenação motora de pessoas idosas.

  • Gestantes - Ensinar exercícios musculares e respiratórios para evitar problemas circulatórios e de postura em mulheres grávidas e treiná-las para o parto.

  • Neurologia - Ajudar pacientes com traumatismo craniano, derrame cerebral, paralisias e recuperar a coordenação motora.

  • Ortopedia e Traumatologia - Usar a electroterapia, termoterapia, hidroterapia para aumentar a capacidade de movimentação, estimular a circulação e diminuir as dores de pacientes com fracturas, traumas musculares e luxações.

  • Reeducação postural - Tratar deformidades da coluna ou problemas de postura com exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular. Também conhecido como RPG.

  • Reumatologia - Melhorar os movimentos de pacientes com problemas nas articulações, deformações, artrite e reumatismos.

RPG

A Reeducação Postural Global é uma técnica da Fisioterapia que visa a reeducação posicional do corpo, com melhoria acentuada de problemas dorso lombares, mau posicionamentos como a
Hipercifose e escoliose.

Actualmente, o RPG é uma técnica divulgada para o tratamento do indivíduo, com ênfase no tratamento de disfunções da coluna, mas existem outras técnicas ainda pouco divulgadas. A grande maioria destas técnicas surgiram a partir da
Osteopatia e foram sendo desmembradas ou analisadas de maneiras diferentes. Uma grande contribuição para estas técnicas foi dada por uma terapeuta francesa conhecida como madame Meziéres; o criador do RPG, Phillip Souchard, foi um dos seus alunos. Dentre os seus alunos também se destaca Leopold Busquet, o qual desenvolveu o método de Cadeias Musculares, método este ainda pouco divulgado, mas que apresenta extrema eficiência.

Fisioterapia Neurológica

Os tratamentos de reabilitação neurológica baseiam-se em exercícios que promovam a restauração de funções motoras, de forma a resolver deficiências motrizes e aperfeiçoar padrões motores. Vários enquadramentos teóricos foram propostos para atingir este objectivo. Enquanto que alguns destes enquadramentos teóricos se mantiveram estáticos ao longo do tempo, outros foram-se desenvolvendo, à medida que iam incorporando novos conhecimentos proporcionados pela investigação científica. Um exemplo notável é o da chamada "Ciência do Movimento".  As diversas correntes relacionadas com a fisioterapia neurológica têm originado um debate considerável.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

12
Out05

Convento de Cristo

Praia da Claridade

TOMAR_IGREJA_ConventoCristo.jpg

Igreja do Convento



O Convento de Cristo, em Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários.
Fundado em
1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, dom Gualdim Pais, o Convento de Cristo ainda conserva recordações desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede. Sob Infante D. Henrique o Navegador, Mestre da Ordem desde 1418, foram construídos claustros entre a Charola e a fortaleza dos Templários, mas as maiores modificações verificam-se no reinado de D. João III (1521-1557). Arquitectos como João de Castilho e Diogo de Arruda procuraram exprimir o poder da Ordem construindo a igreja e os claustros com ricos floreados manuelinos que atingiram o máximo esplendor na janela da fachada ocidental
.

Trata-se de uma construção peri-urbana, implantada no alto de uma elevação sobranceira à planície onde se estende a cidade. Está circundado pelas muralhas do
Castelo de Tomar
e pela mata da cerca.
Actualmente é um espaço cultural,
turístico e ainda devocional. A arquitectura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, maneiristas e barrocos
.

Caracterização arquitectónica

Claustros

TOMAR_ConventoCristo_GrandeClaustro.jpg


Os claustros são góticos, com estrutura de arcadas quebradas sobre colunas agrupadas. Já a nave manuelina, de espaço unificado, está coberta com uma abóbada rebaixada. As janelas, frisos e platibandas (dispositivo, utilizado em arquitectura, que tem a função de esconder o telhado) têm corpo manuelino com decoração vegetalista, enquanto a planta do conjunto monacal quinhentista parece inspirar-se na do Ospedale Maggiore, em Milão.

Iniciado nos
anos 50 do século XVI, provavelmente por Diogo de Torralva, o Grande Claustro reflecte a paixão de D. João III pela arte italiana. Escadas em espiral
ocultas nos cantos conduzem ao Terraço da Cera.

O Claustro da Lavagem é quadrangular de dois pisos; o Claustro do Cemitério é quadrangular, com um piso com cinco tramos por ala. O Claustro da Micha é quadrangular com quatro alas, enquanto o dos Corvos é também quadrangular, mas com duas galerias de dupla arcada separadas por contrafortes. Por último, o Claustro de D. João III é ainda quadrado, com chanfres nos ângulos. O Refeitório é rectangular, com
abóbada de berço
com nervuras formando caixotões quadrados. O Dormitório está disposto em cruz, com dois grandes corredores. Existem ainda o Claustro da Hospedaria e o Claustro de Santa Bárbara, quadrado, com quatro arcos rebaixados por ala, sobre colunas de fuste liso.

TOMAR_Janela_Capítulo_Convento.jpg


A Janela do Capítulo do Convento, mais tarde imitada para o Palácio da Pena em Sintra, foi encomendada por D. Manuel I e desenhada por Diogo de Arruda. É o mais conhecido exemplo de arquitectura manuelina, ilustrativo do naturalismo exótico e do uso de pormenores marítimos.


A Charola

Charola é uma passagem que circunda uma área central e que pode ser encontrada em diversas aplicações, todas elas, no entanto, inerentes a edifícios religiosos.

O núcleo do
mosteiro é a Charola do século XII, o Oratório dos Templários. Tal como em muitos dos seus templos, baseia-se na Rotunda do Santo Sepulcro de Jerusalém, adaptada pelo Infante D. Henrique. Em 1356, Tomar passou a ser a sede da Ordem de Cristo em Portugal, e a decoração da Charola reflecte a riqueza da Ordem. As pinturas e frescos ( quase só cenas bíblicas do século XVI) e a estatuária dourada sob a cúpula bizantina
, foram cuidadosamente restauradas. Quando foi construída a igreja manuelina, esta ficou ligada à Charola por uma arcada.

A Charola,
poligonal
, é o centro do conjunto de edificações, cominando-as visualmente. A norte e a este estão a Sacristia, os claustros do Cemitério e da Lavagem, as ruínas dos Paços, as Enfermarias e ainda a Sala dos Cavaleiros e a Farmácia.

A oeste, a igreja, os claustros e as dependências conventuais. A norte pontifica a Portaria Real, entre o corpo das Enfermarias e Hospedaria. A fachada sul está realçada pela arcaria do Aqueduto dos Pegões
, apoiada numa plataforma rústica, que corresponde ao corpo do Claustro dos Corvos, Dormitórios e Claustro de D. João III.

TOMAR_Aqueduto_dos_Pegões.jpg


O Aqueduto dos Pegões, foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar, e tem cerca 6 km de extensão.
A sua construção foi iniciada em
1593, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a direcção de Filipe Terzio, (arquitecto-mor do reino) e foi concluída em 1614 por Pedro Fernando de Torres
.
O aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à
decantação
da água.

No que diz respeito à planta da igreja, é composta por dois corpos diferentes: a Charola, actual capela-mor, e o corpo da nave, que se adapta ao desnível do terreno para oeste, onde possui três registos assentes num forte embasamento e marcados por frisos decorativos envolventes, com decoração naturalista emblemática manuelina.
No interior, a nave é coberta por uma
abóbada
polinervada de combados.

A abóbada caracteriza-se por um tecto curvo, usualmente constituído de
pedras e que se prolonga adquirindo uma forma rectangular. O seu peso distribui-se ao longo do pé-direito. Não confundir com cúpula (é uma abóbada hemisférica ou esferóide
).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
11
Out05

O zero absoluto

Praia da Claridade

O zero absoluto corresponde à temperatura de -273,15 °C  (-459.69 °F).  Nesta temperatura, uma substância não contém nenhuma energia. Esta temperatura é a mais baixa temperatura possível. Corresponde ao ponto de partida (zero) do sistema kelvin.

Pode ser demonstrado, a partir das leis da Termodinâmica, que a temperatura jamais pode ser exactamente igual a 0 kelvin (0 K); este é o mesmo princípio que garante que nenhum sistema tem uma eficiência de 100%, apesar de ser possível alcançarem-se temperaturas próximas de 0 K.

Propriedades

A temperaturas extremamente baixas, nas vizinhanças do zero absoluto, a matéria exibe muitas propriedades extraordinárias, incluindo a supercondução, a superfluidez e Condensação de Bose-Einstein.
A fim de estudar tais fenómenos, os cientistas têm trabalhado na obtenção de temperaturas cada vez mais baixas. Até
2004, a temperatura mais baixa obtida para um condensado Bose-Einstein era de 450 pK, ou seja,  4,5 ×10-10 K. Esta façanha foi realizada por Wolfgang Ketterle e colegas do MIT (A Leanhardt et al. 2003 Science 301 1513).  A mais baixa temperatura jamais obtida foi de 250 pK, durante uma experiência de Ordenação magnética nuclear no Laboratório de Baixas Temperaturas da Universidade de Tecnologia de Helsinki.

Curiosidades

A nebulosa Bumerangue recebeu recentemente o título de lugar mais frio do Universo (fora de um laboratório), a somente -272 graus Celsius (1 kelvin). A nebulosa está a 5.000 anos-luz da Terra (na constelação de Centauro).

O kelvin

O kelvin (símbolo: k) é a unidade SI (Sistema Internacional de Unidades) de temperatura e é uma das sete unidades-base do SI. É definida por dois factos: zero kelvin é o zero absoluto (quando param os movimentos moleculares), e um kelvin é a fracção 1/273.16 da temperatura termodinâmica do ponto triplo da água (0.01°C). A escala de temperaturas Celsius é hoje definida em função do kelvin.

O kelvin recebeu este nome em honra do físico e engenheiro William Thomson, que se tornou Lorde Kelvin quando foi feito par do reino.

Enquanto unidade SI, o kelvin é escrito com um k minúsculo (excepto, claro, no princípio das frases) e não deve ser precedido pelas palavras grau ou graus ou o símbolo °, como os graus Celsius ou Fahrenheit.
Isto acontece porque estas são escalas de medição, enquanto que o kelvin é uma unidade de medição. Quando o kelvin foi introduzido em 1954 (na 10ª CGPM, Resolução 3, CR 79), recebeu o nome de grau Kelvin e o símbolo ºk; o "grau" foi removido em 1967 (13ª CGPM, Resolução 3, CR 104).

CGPM  (Conferência Geral de Pesos e Medidas) é uma das três organizações criadas para avaliar e gerir o Sistema Internacional de Unidades (SI) nos termos da 'Metre Convention' (1875).
Reúne-se em Paris cada quatro ou seis anos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
11
Out05

Leónidas (Chuva de estrelas)

Praia da Claridade

Leonidas04.jpg


O fenómeno das Leónidas consiste numa chuva de estrelas associadas à passagem do cometa Tempel-Tuttle. A chuva de estrelas pode ser observada todos os anos por volta de 17 de Novembro, altura em que a Terra se cruza com o rasto do cometa. Este rasto consiste em pequenas partículas sólidas, conhecidas como meteoróides, ejectadas pelo cometa quando passa pelo Sol. As Leónidas foram assim baptizadas devido à aparente origem da constelação Leo: observando o céu tem-se a percepção do fluxo de partículas originar na direcção desta constelação.

Meteoróides são fragmentos de material que se vaporizam quando passam muito próximo de um “corpo” celeste que possui atmosfera.

As Leónidas são famosas devido à espectacularidade do fenómeno. A sua recorrência tende a ser de 33 em 33 anos, associada à órbita de 33 anos do Tempel-Tuttle. Podem ser observadas verdadeiras tempestades de estrelas cadentes em determinados anos, chegando a atingir os milhares de meteoritos por hora; com efeito, algumas datas assinaláveis para este fenómeno foram 1698, 1799, 1832, 1833, 1866, 1966, 1999, 2001 e 2002.

A Estrela cadente, na verdade, não é uma estrela. São pequenas partículas minerais que viajam pelo espaço, que ao entrarem na atmosfera da Terra tornam-se incandescentes, dando a impressão de uma estrela caindo. Uma tradição popular é a de formular um desejo quando se vê uma "estrela cadente".
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A chuva de "Leónidas" acontece em cada mês de Novembro, quando a Terra passa próximo do véu de matéria deixado pelo Cometa Tempel-Tuttle, que completa sua órbita a cada 33 anos. Estas partículas se chamam-se "Leónidas" porque parecem surgir da constelação de Leo e os seus fragmentos são muito pequenos, na sua maioria não maiores que um grão de arroz.

O termo meteoro vem do grego meteoron, que significa fenómeno no céu. É usado para descrever a faixa de luz produzida quando matéria do sistema solar cai na atmosfera terrestre criando incandescência temporária resultante da fricção na atmosfera. Isto ocorre tipicamente a alturas de 80 a 110 quilómetros (50 a 68 milhas) acima da superfície da Terra. O termo também é usado livremente com a palavra meteoróide referindo-se à própria partícula sem relação com o fenómeno que produz ao entrar na atmosfera terrestre. Um meteoróide é a matéria que gira em volta do Sol ou qualquer objecto do espaço interplanetário que é pequeno demais para ser chamado asteróide ou cometa. Partículas ainda mais pequenas são chamadas micrometeoróides ou grãos de poeira cósmica, que inclui material interestelar que ocasionalmente entre no nosso sistema solar. Um meteorito é um meteoróide que atinge a superfície da Terra sem ser completamente vaporizado.

10
Out05

Tritão - a maior lua de Neptuno

Praia da Claridade
align=center>height=360 alt=TRITAO.jpg src="http://galeria.blogs.sapo.pt/arquivo/TRITAO.jpg" width=429 border=0>

size=+0>color=#000000>face=georgia>
align=justify>color=#660000 size=4>Tritão
é a maior lua (satélite) de Neptuno, sendo maior que o planeta Plutão. Tritão é um dos objectos mais frios do sistema solar, possuindo vulcões gelados, uma espécie de géisers, que lançam materiais gelados verticalmente.

Tritão percorre a sua órbita no sentido oposto à órbita de Neptuno, presumindo-se que seja um objecto capturado da Cintura de Kuiper. Dentro de 1400 a 3600 milhões de anos, cálculos indicam que a órbita de Tritão diminuirá em tamanho progressivamente, o que poderá resultar que Tritão se quebre numa grande aproximação a Neptuno, formando um anel à volta do planeta ou, num choque colossal, atingir Neptuno.

face=Georgia>color=#660000>Mitologia

Tritão (do grego Τρίτων) provém do nome do deus do mar, filho de Poséidon (Neptuno), na mitologia grega. Este nome foi proposto por Camille Flammarion em 1880. O nome Tritão também foi proposto por outros, mas mesmo em 1939, o nome não era genericamente utilizado. Na literatura científica era apenas referido como "o satélite de Neptuno". Estranhamente, as referências a Tritão no final do século XIX e princípios do século XX são para o nome de um suposto canal em Marte.

Talvez seja estranho que Lassell, o descobridor, não tenha dado o nome à lua que descobriu, já que ele deu o nome às suas outras descobertas feitas uns anos mais tarde, Hipérion em Saturno, e a terceira e quarta luas do planeta Urano, Ariel e Umbriel.

Só à volta de 1949 é que o nome Tritão começa a ser usado oficialmente, isto na altura em que um pequeno satélite - Nereida - é descoberto em Neptuno.

face=Georgia>color=#660000>História de observação e exploração

Tritão foi descoberto por William Lassell a 10 de Outubro de 1846, apenas 17 dias depois do planeta Neptuno (planeta que Tritão orbita) ter sido descoberto. Lassell também acreditou que tinha visto um anel à volta de Neptuno.

Pouco se sabia sobre o que teria Tritão para desvendar e na primeira fotografia que foi tirada, aparecia com uma cor rosa-amarelada.

Com a aproximação da Voyager 2 a Neptuno em 25 de Agosto de 1989, decidiu-se que a sonda iria sobrevoar Tritão de perto, mesmo que isso afectasse a sua trajectória. E a maioria do que sabemos hoje deve-se a esta sonda, já que foi a única que explorou este mundo recôndito e gelado.

Na década de 1990, foram feitas diferentes observações a partir da Terra ao limbo de Tritão com recurso a ocultações de estrelas por Tritão. Estas observações mostraram uma atmosfera mais densa que na altura da passagem da Voyager 2.

face=Georgia>color=#660000>Geologia planetária

Tritão tem tamanho e composição semelhantes a Plutão, e ao verificar a órbita excêntrica de Plutão que atravessa a de Neptuno, podemos ver pistas da possível origem de Tritão como um planeta semelhante a este e capturado por Neptuno.

O efeito gravitacional de Tritão na trajectória da Voyager 2 sugere que o gelo brilhante ou outro manto deve cobrir um núcleo substancial de rocha (com probabilidade de conter metal). O núcleo corresponde a dois terços da massa total de Tritão (65% a 75%), o que é mais do que qualquer outra lua do sistema solar, com excepção de Io e Europa. A diferenciação pode ter sido eficiente devido ao efeito gravitacional de Neptuno durante a captura de Tritão. Tritão tem uma densidade média de 2,05 g/cm³, e é composto por cerca de 25% de gelo de água, essencialmente localizado no manto.

A superfície é composta principalmente por gelo de azoto, mas também gelo seco (dióxido de carbono gelado), gelo de água, gelo de monóxido de carbono e metano. Pensa-se que poderão existir gelos ricos em amónia à superfície, mas não foram detectados.

face=Georgia>color=#660000>Topografia geral

A área total da superfície corresponde a 15,5% da área emersa da Terra, ou 4,5% da área total). A dimensão de Tritão sugere que deverão existir regiões de densidades diferentes, variando entre 2,07 a 2,3 gramas por centímetro cúbico. Existem áreas que têm exposições rochosas, e são áreas escorregadias, devido às substâncias geladas, nomeadamente o metano gelado que cobre parte da superfície.

A região do pólo Sul de Tritão é coberta por uma capa de azoto e metano gelados salpicado por crateras de impacto e aberturas de géisers. A capa gelada é altamente reflectora, porque absorve a pouca energia solar. Desconhece-se como será o pólo Norte já que este se encontrava na penumbra quando a Voyager 2 visitou Tritão. No entanto, pensa-se que, tal como o pólo Sul, deverá ter uma calota polar.

Na região equatorial longas falhas com cordilheiras paralelas de gelo expelido do interior cortam terrenos complexos com vales imperfeitos. Yasu Sulci, Ho Sulci e Lo Sulci são alguns destes sistemas conhecidos como "Sulci", termo que significa 'sulcos'. A leste destes sulcos encontram-se as planícies Ryugu e Cipagu e o planalto Cipango.

As zonas planas de Sipagu Planitia e Abatus Planum no hemisfério Sul encontram-se rodeadas por pontos negros - as "maculae". Dois grupos de maculae, Acupara Maculae e Zin Maculae destacam-se a leste do Abatus Planum. Estas marcas parecem ser depósitos na superfície deixados por gelos que evaporaram, mas não se sabe ao certo do que serão compostos e a sua origem.

Perto de Sipagu e Abatus Planum encontra-se ainda uma grande cratera fresca, com 27 km de diâmetro, chamada Mozamba. Seguindo para noroeste, outras duas crateras mais pequenas (Kurma e Llomba) seguem a cratera Mozamba quase em linha recta. A maioria dos poços e terreno agreste são causados por derretimento e colapso de gelo, ao contrário do que acontece em outras luas, onde as crateras de impacto dominam a superfície. No entanto, a Voyager fotografou uma cratera de impacto com 500 km de diâmetro, que foi extensivamente modificada por inundação repetida, derretimento, falhas e colapsos.

face=Georgia>color=#660000>Terreno casca-de-meloa

Tano Sulci é uma das longas falhas que percorrem a estranha região de Bubembe em Tritão, uma região também conhecida por terreno casca-de-meloa, por causa do seu aspecto de casca de meloa, uma das regiões mais estranhas do sistema solar. Desconhece-se a origem deste terreno, mas pode ter sido causado pela subida e queda de gelo de azoto, pelo colapso e inundação causados por criovulcanismo. Apesar de ser um terreno com poucas crateras, acredita-se que poderá ser a superfície mais antiga em Tritão. Este terreno deverá cobrir a maioria do hemisfério Norte.

Estes terrenos casca-de-meloa são únicos e só existem em Tritão e compreendem depressões com 30 a 50 km de diâmetro, provavelmente não relacionadas com impacto de meteoritos por serem demasiado regulares, com espaçamento regular e separadas por escarpas curvadas. Estes cumes poderão ter origem em erupções de gelo viscoso por entre as fracturas em anel, e podem ter até 1 km de altura.

face=Georgia>color=#660000>Vulcões gelados

Surpreendentemente, Tritão é geologicamente activo; a sua superfície é recente e com poucas crateras. Existem vales e cristas num padrão complexo por toda a superfície, provavelmente resultantes dos ciclos do congelamento e aquecimento e dos vulcões. A sonda Voyager 2 observou vulcões gelados (as Plume) que cuspiam verticalmente azoto líquido, pó ou compostos de metano, proveniente de baixo da superfície, em plumas que atingiam 8 km de altura. Provavelmente, esta actividade vulcânica é devida ao aquecimento sazonal causado pelo Sol, e não como o aquecimento dos vulcões registados em Io.
size=2>

align=center>height=300 alt=IO_satelite_natural_de_Jupiter.jpg src="http://galeria.blogs.sapo.pt/arquivo/IO_satelite_natural_de_Jupiter.jpg" width=300 border=0>
align=justify>
align=justify>color=#660000 size=4>Io
é um dos satélites, descobertos por Galileu Galilei nas suas observações de Júpiter, com o recém criado telescópio.
Trata-se de um dos quatro maiores satélites de Júpiter, os quais também são chamados de galileanos, em homenagem ao seu descobridor. Os outros são Ganimedes, Europa e Calixto. Io tem vulcões.

Hili e Mahilani são os criovulcões tritanianos observados, ambos com nomes de espíritos da água de mitologias africanas. Tritão é assim com a Terra, Io e talvez Vénus e Titã, um dos poucos planetas do sistema solar a possuir actividade vulcânica no momento presente.

face=Georgia>color=#660000>Atmosfera e clima

Tritão possui uma atmosfera ténue composta por azoto (99,9%) com pequenas quantidades de metano (0,01%). A pressão atmosférica tritoniana é de apenas 14 microbars.

A sonda Voyager 2 conseguiu observar uma camada fina de nuvens numa imagem que tirou do limbo desta lua. Estas nuvens formam-se nos pólos e são compostas por gelo de azoto, existe também nevoeiro fotoquímico até uma altura de 30 km que é composto por vários hidrocarbonetos, semelhante ao que foi encontrado em Titã, no entanto nenhum destes hidrocarbonetos foi detectado. Pensa-se que os hidrocarbonetos contribuem para o aspecto cor-de-rosa da superfície.

A temperatura à superfície é de cerca de -235 graus Célcius, ainda mais baixa que a temperatura média de Plutão (cerca de -229° C), logo é a mais baixa temperatura jamais medida no sistema solar. A 800 km da superfície, a temperatura é de -180° C.

face=Georgia>color=#660000>As estações do ano

O eixo de rotação de Tritão é invulgar, inclinado 157° em relação ao eixo de Neptuno, e 130° em respeito à órbita de Neptuno, expondo um pólo ao Sol de cada vez. Como Neptuno orbita o Sol, as regiões polares de Tritão trocam de posição num intervalo de 82 anos, o que provavelmente resulta em mudanças de estações do ano radicais cada vez que um pólo se move para a luz do Sol. Dada a sua órbita e inclinação axial, Tritão apresenta um ciclo de estações amenas e extremas. As estações mais extremas ocorrem em intervalos de cerca de 700 anos, e o próximo grande Verão em Tritão será em 2007.

Durante o encontro com a Voyager 2, o pólo sul de Tritão estava virado para o Sol, o que acontece desde que Tritão foi descoberto. E quase todo o hemisfério sul estava coberto de uma calota de azoto e metano gelado. Possivelmente esse metano evapora lentamente.

A mudança do estado sólido para o estado gasoso e de volta ao estado sólido da capa polar produz uma variação súbita da atmosfera. Observações mais recentes à atmosfera de Tritão, a partir de ocultação de estrelas, mostraram que, de 1989 (data do encontro com a Voyager 2) para 1998, a pressão atmosférica em Tritão tinha dobrado. A maioria dos modelos predizem que os gelos voláteis evaporam e ampliam a pressão da atmosfera. No entanto, outros modelos prevêem que o gelo volátil que se encontra no pólo sul possa migrar para o equador e, assim, não desaparecem para a atmosfera, mas mudam de localização, deixando dúvidas do que poderá causar o aumento de pressão sazonal.

face=Georgia>color=#660000>Vida em Tritão

Tritão é um do locais mais frios do sistema solar. Esta lua tem uma órbita pouco convencional, é retrógrada, o que é um comportamento orbital estranho. Em especial, a interacção com as outras luas de Neptuno poderá causar aquecimento interno em Tritão. Com a passagem da Voyager 2 em 1989, descobriu-se que tinha actividade vulcânica, mas de um tipo de vulcanismo gelado que consiste no derretimento de gelos de água e azoto e talvez metano e amónia.

A atmosfera é composta de azoto e metano, e estes são os mesmos compostos que existem na grande lua de Saturno, Titã. O azoto é também o composto principal da atmosfera terrestre, e o metano na Terra está normalmente associado à vida, sendo um produto secundário da actividade desta. Mas tal como Titã, Tritão é extremamente frio, se não fosse esse o caso, estes dois componentes da atmosfera seriam sinais de vida.

No entanto e devido à actividade geológica e ao possível aquecimento interno tem sido sugerido que Tritão poderia albergar formas de vida primitiva em água líquida por debaixo da superfície, muito semelhante ao que tem sido sugerido para a lua Europa de Júpiter. Tritão e Titã são assim mundos que apesar de fisicamente extremos são capazes de suportar formas exóticas de vida desconhecidas na Terra.
size=1>color=#c0c0c0>Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




















































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