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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

15
Set05

O Ovo (alimento)

Praia da Claridade

O ovo é um importante alimento para qualquer animal omnívoro ou carnívoro, por ser rico em vitaminas e conter muitos nutrientes.
O homem moderno costuma preparar o ovo cozido ou frito.
Para todos os que amam comer ovos, aqui estão alguns factos importantes:

Os ovos são uma excelente fonte de proteína e, na verdade, quando se classifica os alimentos pela sua qualidade de proteínas, eles são comparados aos ovos.

Eles fornecem vitaminas B e, para os vegetarianos que não comem carne vermelha, eles são fonte para a vital vitamina B12.
São também portadores de ferro e vitamina E, assim como outras vitaminas e minerais.

Muitos de nós evitam comer ovos por causa da sua quantidade de colesterol. Porém, ainda que a quantidade de colesterol seja um pouco maior de 200 mg (o total recomendado por dia é de menos de 300 mg), somente 25% da gordura total (toda a gordura está na gema)  é saturada. Três claras de ovos somam em torno de 55 calorias, então considere combinar um ovo inteiro com claras de ovos.

A "American Dietetic Association" recomenda, para a maioria das pessoas, um consumo de até 4 ovos inteiros por semana, mas podemos ter uma combinação de clara de ovos com ovos inteiros. Se quisermos adicionar proteínas extra de qualidade à nossa dieta, há muitas formas de preparar claras de ovos.

Por último, para aqueles que adoram ovos cozidos, a "American Dietetic Association" e o "Center for Disease Control" recomendam que eles sejam cozidos cuidadosamente por questão de segurança.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
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15
Set05

Rato (animal)

Praia da Claridade

O rato é um mamífero roedor da família Muridae. Uma grande quantidade de informações sobre a anatomia, fisiologia, comportamento e doenças estão disponíveis devido à popularidade desse animalzinho entre a comunidade biomédica de pesquisadores. O rato de laboratório, (Rattus rattus), é um roedor da família Muridae. Os ratos silvestres foram aparentemente originados nas regiões temperadas da Ásia Central. Através de migrações pelas rotas comerciais e militares, o rato espalhou-se pelo mundo. Do mesmo jeito que acontece com os camundongos, os ratos possuem muitas variedades genéticas. Um dos seus maiores predadores domésticos é o gato doméstico.

Rato-marrom ( Rattus norvegicus ) ou ratazana

Bem como o rato-preto, essa espécie surgiu no Sudeste da Ásia, mas acabou alastrando-se pelo mundo inteiro, devido à acção do homem. Chegou à Europa no século XVIII e à América no século XIX. Esse rato tem hábitos semi-aquáticos. Encontra-se em pequenos grupos compostos por um macho e várias fêmeas. Constrói os ninhos em corredores subterrâneos.

Tem ciclo estral de cinco dias, com uma gestação de apenas vinte e quatro, da qual nascem geralmente oito ratinhos. Ocorre, então, um novo estro dezoito horas depois do parto e outros filhotes nascem ao final do desmame da primeira ninhada, que se dá nos vinte e um dias. Os recém-nascidos abrem os olhos aos quinze ou dezasseis dias e a sua maturidade sexual observa-se com três meses de idade.

[ Estro ou cio, comummente referido como dia zero do ciclo estral, é o período da fase reprodutiva do animal no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual, seguida de ovulação. ]

Esse bicho, de vinte e cinco cm de comprimento, tem cauda mais curta ou igual ao corpo, orelhas pequenas, pele áspera e pés com membranas interdigitais.

Rato preto ( Rattus rattus rattus )

Também o chamam de rato-de-telhado, rato-caseiro ou rato-inglês é bastante conhecido no Nordeste brasileiro como gabiru ou rato-de-couro. Surgiu no Sudeste da Ásia, e depois passou a ser encontrado na Europa do Século XIII, na África do Século XVI e na América do Norte no Século XVII. Na América do Sul, chegou junto com as expedições dos primeiros exploradores, tendo o seu primeiro registo em 1544, no Peru.

O seu refúgio em barcos e também a urbanização de seu habitat, eliminando os possíveis predadores da sua espécie, são alguns dos factores que têm contribuído para a sua proliferação, tornando-os verdadeiros comensais humanos.

O rato preto é encontrado sempre em grupo, formado por 1 macho e 2 ou 3 fêmeas. O seu abrigo, onde também guarda o seu alimento, é construído com o material que encontrar. Por isso, é melhor não deixar nada atirado por aí !...

A sua gestação é de 21 dias, e a fêmea fica grávida novamente no mesmo dia que nasce a 1ª ninhada. Os filhotes que nascem são desmamados após 3 semanas e sua maturidade sexual, fase em que já atingiu todo o seu desenvolvimento, é observada aos 3 meses de idade.

Este rato não possui hábitos nocturnos devido à especialização da espécie, mede 22 cm, possui cauda maior que o corpo, orelha longa quase sem pêlos e pés sem membranas interdigitais.

Rato do campo (Holochilus spp)

Os pequenos ratos do campo são de inúmeras espécies, predominando esta ou aquela de acordo com as regiões.

Contudo, os mais comuns são o Holochilus spp e o Orizomys spp, embora o Mastomys spp seja também bastante encontrado. São roedores de pequeno porte: o macho adulto chega a 25 g.

Vivem em grupos familiares, geralmente instalados a uma boa distância de habitações humanas e preferentemente próximos às plantações de cereais. É comum, também, encontrá-los perto de bambuzais (plantações de bambu). A sua vida é curta, raramente chegando a 1 ano, mas a prole (família) é numerosa, encontrando-se frequentemente ninhadas de 5 a 10 filhotes. Algumas espécies têm o pelame avermelhado, mas há outra cor de terra, chegando mesmo ao cinza-chumbo.

Quando não estão excessivamente concentrados, fazem parte de uma cadeia ecológica bastante estável, servindo de alimento preferencial a outras espécies predadoras, como cobras, aves de rapina e pequenos carnívoros.

A falta dos seus predadores naturais ou o excesso de alimento desfaz esse equilíbrio e os pequenos roedores, aos milhares, são capazes de efectuar verdadeiras invasões devastadoras nas áreas agrícolas.

É importante saber que o camundongo não é um ratinho pequeno, mas um animal que pertence a outra espécie.

O camundongo é um pequeno roedor da família dos murídeos, encontrado originalmente na Europa e Ásia, e actualmente distribuído por todo o mundo, geralmente associado a habitações humanas; com cerca de 8 cm de comprimento, pelagem macia, cinza-amarronzada, mais clara nas partes inferiores, orelhas grandes e arredondadas e cauda nua e longa; calunga, calungo, catita, catito.
Existe também a forma: camondongo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
14
Set05

Mensagem...

Praia da Claridade




“ NÃO DESISTAS DO BEM "


“ Seja qual for a dificuldade, persevera no Bem.
Fracasso é lição.
Dor é porta de acesso a esferas superiores.

Quem te agride não te conhece por dentro.
Os que te desprezam, desconhecem tua essência.
Pensa no bem e esquece o mal.

Rompe as algemas que te atam ao pessimismo.
Mentaliza o progresso e abraça a tarefa nobilitante.
O tempo tudo encaminha e a tudo corrige.

Entra no clima da prece sincera,
em cuja atmosfera ouvirás a voz do Mais Alto.
Segue para frente, confiando em Deus e em ti.

A felicidade do amanhã, começa no pensamento que cultivares agora.
Abraça o ideal elevado, entregando-te ao bem possível.
No final, a vitória será sempre do amor. ”

( Scheilla / Clayton B. Levy )

14
Set05

O Sarampo

Praia da Claridade

O Sarampo é uma doença causada pelo vírus do sarampo e transmitida por via respiratória. Apesar de geralmente de resolução sem problemas, esta doença ainda é uma das causas mais frequentes de óbito em crianças em muitas regiões, particularmente em países onde a vacinação em massa não é satisfatória.

Vírus do Sarampo

  • Grupo: Grupo V ((-)ssRNA)
  • Ordem: Mononegavirales
  • Família: Paramyxoviridae
  • Género: Morbillivirus
  • Espécie: Vírus do sarampo
O vírus do sarampo é um vírus com genoma de RNA simples de sentido negativo (a sua cópia é que é mRNA e serve para síntese proteica). É um vírus envelopado (com membrana lípidica externa) pleomórfico com cerca de 150-300 nanómetros.

Induz a fusão de células infectadas formando células gigantes, o que facilita a sua circulação e multiplicação sem ser reconhecido e inactivado por anticorpos circulantes, e é resistente ao complemento. Ele infecta as células fundindo a sua membrana (envelope) com a da célula após acoplagem da sua proteína envelopar fusão a receptor especifico. Reproduz-se no citoplasma da célula. A sua multiplicação destrói as células excepto nos neurónios. As eritemas cutâneos são causados mais pela acção do sistema imunitário contra o vírus que por ele próprio. A resolução da doença dá imunidade para toda a vida.

Epidemiologia

É um dos quatro exantemas da infância clássicos, como a varicela, rubéola, eritema infeccioso e roséola. É altamente infeccioso e transmitido por secreções respiratórias como espirros e tosse. Após o inicio do uso da vacina tornou-se rara nos países que a utilizam de forma eficaz, como América do Norte e Europa. Contudo ainda causa 40 milhões de casos e um a dois milhões de mortes por ano em países sem programas de vacinação eficientes. As epidemias tendem a ocorrer a cada dois ou três anos, necessitando do nascimento de novas crianças susceptíveis para se propagar.

Progressão e Sintomas

O período de incubação, que ocorre entre a infecção e o início dos sintomas, é de cerca de 10 dias (variando de 8 a 14). Antes de surgirem os sintomas o doente já é altamente contagioso. As manifestações iniciais são febre alta (até 40ºC), tosse rouca e persistente, rinite alérgica, conjuntivite e fotofobia (hipersensibilidade à luz). Na boca surgem manchas brancas (manchas de Koplic) na mucosa da boca (interior das bochechas) que são diagnósticas. Após isso surgem manchas maculopapulares avermelhadas frequentemente confluentes (eritemas) na pele, inicialmente do rosto e que progridem em direcção aos pés, durando pelo menos três dias, e desaparecendo na mesma ordem de aparecimento.

O sarampo pode causar complicações como otite, pneumonia (oriunda do próprio vírus do sarampo ou secundariamente, por bactérias) e encefalite. O sarampo geralmente é mais grave em desnutridos, gestantes, recém-nascidos e pessoas portadoras de imunodeficiências. Em gestantes, pode causar abortos espontâneos e parto prematuro, embora não sejam conhecidos casos de malformações congénitas associadas à infecção pelo sarampo. A doença também pode agravar a tuberculose, em pessoas ainda não tratadas dessa doença pulmonar.

A encefalite geralmente ocorre em 15% dos casos (0,5% resultam em morte) e surge uma semana depois do inicio da doença. Outra forma de encefalite, pós infecciosa, será de natureza auto-imune. A pneumonia por bactérias oportunistas é responsável por 60% das mortes por sarampo.

A infecção por vírus mutante pode dar origem a um terceiro tipo de encefalite muito grave, encefalite esclerosante sub-aguda, numa pequena minoria de doentes (7 em um milhão), ocorrendo vários anos após o episódio agudo, com distúrbios nas funções intelectuais (memória, personalidade, comportamento).

A mortalidade é de 0,1% em crianças de boa saúde e nutrição, mas pode subir até 25% em crianças sub-nutridas.

Diagnóstico e Tratamento do Sarampo

O diagnóstico é clínico devido às características muito típicas, especialmente as manchas de Koplik. Pode ser feita detecção de antigénios em amostra de soro.
Antigénio é toda partícula ou molécula capaz de iniciar a produção de um anticorpo específico.

Não há cura. A prevenção é por vacina de vírus vivo de baixa virulência.

História

O sarampo hoje é uma doença de infância pouco perigosa mas não terá sido sempre assim. A alta mortalidade que provocou nos ameríndios sem defesas imunitárias ou genéticas quando foi introduzido na América no seguimento da descoberta de Colombo, indica que a sua introdução na Europa poderá ter sido igualmente traumática, e terá provavelmente ocorrido nos últimos séculos da existência do Império romano, em cujo declínio e queda as suas epidemias combinadas com as da varíola terão tido importância significativa. O termo ameríndio é usado para designar os nativos do continente americano, em substituição às palavras "índios", "indígenas" e outras consideradas preconceituosas.

A doença era desconhecida antes da era cristã, Hipócrates não descreve nada parecido. A epidemia terá surgido na Europa nos séculos II e III dC, matando grande proporção da população totalmente não imune do Império romano, como mais tarde faria na América, e sendo um factor principal do declínio dessa civilização. Segundo alguns autores conceituados (o historiador William McNeil entre outros) terá sido a queda da população de Roma e do seu império devido às doenças antes desconhecidas varíola, sarampo e varicela que diminuiu a população do império ao ponto de leis serem decretadas da hereditariedade das profissões, postos oficiais e redução à servidão dos agricultores antes livres, dando origem ao feudalismo.

Nesta situação de debilidade, os povos germânicos e outros terão encontrado a oportunidade de se estabelecer nas terras quase vazias devido à epidemia no império, de inicio com a aquiescência dos oficiais romanos, desesperados com a queda dos rendimentos fiscais. Só depois desta época terão sido a varíola e o sarampo frequentes na Europa, e naturalmente atingindo as crianças não imunes, ao contrário das epidemias raras, que matam os adultos. A infecção das crianças, com morte das susceptíveis mas imunidade para as sobreviventes, é menos danosa para uma civilização que a de adultos já ensinados, donde se explica os graves problemas criados em Roma pela morte de adultos que não tinham encontrado a doença nas suas infâncias.

Na China o panorama terá sido semelhante, e também aí caiu pela mesma altura o Império Han. Julga-se que estas doenças terão sido importadas simultaneamente nessa altura da Índia para as duas grandes civilizações dos extremos da Eurásia, e não será talvez coincidência que foi precisamente nos século I e século II dC que as rotas comerciais para a Índia e a rota da seda para a China foram estabelecidas pela primeira vez, ligando as três regiões com grande débito de mercadorias e comerciantes.

O sarampo foi um dos principais responsáveis pela destruição das populações nativas da América após a sua importação da Europa com Colombo. Juntamente com a Varíola, Varicela e outras doenças, ela matou mais de 90% da população do continente, derrotando e destruindo as civilizações Asteca e Inca muito mais que Hernán Cortéz (1) e Francisco Pizarro (2) alguma vez seriam capazes.

A primeira descrição reconhecível do sarampo é atribuída ao médico árabe Ibn Razi (860-932) - conhecido como Rhazes na Europa. O vírus foi isolado apenas em 1954,  e a vacina foi desenvolvida em 1963.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


(1) -
Entre 1519 e 1526 Hernan Cortez, conquistador espanhol, o intrépido capitão que venceu e aniquilou a maior e mais poderosa civilização do Novo Mundo: o império Asteca.

(2) - Em 1534, o conquistador espanhol Francisco Pizarro iniciou o processo de desintegração do império Inca, derrotando o imperador Atahualpa e o seu exército, e depois fundando sobre os escombros incas uma cidade espanhola Cuzco, localizada no Peru, o que originou um património arquitectónico único no mundo, combinando traços de duas grandes culturas: espanhola e inca.
13
Set05

Guilhotina e Decapitação

Praia da Claridade

A guilhotina é um instrumento utilizado para aplicar a pena de morte por decapitação (1).

O aparelho é constituído por uma grande armação vertical (aproximadamente 4 m de altura)  na qual é suspensa uma lâmina triangular pesada (uns 40 kg). A lâmina é guiada à parte superior da armação por uma corda, e fica mantida no alto até que a cabeça do condenado seja colocada sobre uma barra que a impede de se mover.
Em seguida, a corda é libertada e a lâmina cai de uma distância de 2,3 metros, seccionando o pescoço da vítima. (As medidas e peso indicados são os das normas
francesas).

A guilhotina foi uma espécie de homenagem ao médico e deputado Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814), que considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam o seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.

Mas não foi ele o inventor desse terrível aparelho de cortar cabeças, usado muitos séculos antes. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu o seu regresso na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana. O aparelho serviu para decapitar 2.794 "inimigos da Revolução" em Paris.

No primeiro projecto de guilhotina havia uma lâmina horizontal. Foi o doutor Louis, célebre cirurgião da época, que preconizou, num relatório entregue em 7 de Março de 1792, a construção de um aparelho com lâmina oblíqua, única maneira de matar todos os condenados com certeza e rapidez, o que era impossível com uma lâmina horizontal.

Guilhotinados Célebres (França)

  • 25 de Abril de 1792 o operário Nicolas Jacques Pelletier foi o primeiro condenado à guilhotina.
  • 21 de Janeiro de 1793 : Louis XVI, ex-Rei da França
  • 16 de Outubro de 1793 : Maria-Antonieta da Áustria, ex-rainha da França
  • 28 de Julho de 1794 (10 Termidor do ano II), Maximilien de Robespierre.
  • 17 de Junho de 1939 : Eugen Weidmann, assassino de seis pessoas (última execução pública na França)
  • 25 de Fevereiro de 1922 : Henri Landru, assassino de dez mulheres e de um menino.
  • 25 de Maio de 1946 : Marcel Petiot, assassino de pelo menos 27 pessoas.
  • Novembro de 1972 : execução de Claude Buffet e Roger Bontemps (por sequestro seguido do assassinato dos sequestrados)
  • 28 de Julho de 1976 : execução de Christian Ranucci, acusado de matar uma criança.
  • 10 de Setembro de 1977 : última execução, a de Hamida Djandoubi pela tortura seguida do assassinato de uma menina.
Estas três últimas execuções contribuíram para pôr um fim à pena de morte na França, que foi abolida em 1981 pela Assembleia Nacional sob proposta de François Mitterrand e Robert Badinter. Em particular a de Christian Ranucci, pois certos elementos sugeriam que ele fosse talvez inocente do crime pelo qual fora acusado e condenado.

(1) -
Decapitação é a remoção da cabeça de um ser vivo, que invariavelmente resulta em morte, na grande maioria dos seres vivos - com algumas excepções, como minhocas e baratas. A decapitação é muitas vezes intencional, com o intuito de assassinar ou executar uma pessoa - através do uso de uma faca, espada ou machado.
A decapitação também pode acontecer por acidente, através de uma explosão, acidente automobilístico ou industrial ou outro acidente violento. Em
2003, um homem britânico suicidou-se através do uso de uma guilhotina, feita pelo mesmo.

A separação da cabeça do resto do corpo resulta invariavelmente em morte nos humanos: a rápida perda de sangue tanto da cabeça como do corpo, causam uma queda drástica da pressão sanguínea, seguida de rápida perda de consciência e morte cerebral. Mesmo que o sangramento parasse, a falta de circulação sanguínea ao cérebro iria causar morte cerebral, pela falta de oxigénio. Nenhum tratamento médico actual pode salvar uma vítima de decapitação. Em teoria, um coração artificial poderia bombear sangue ao cérebro, mantendo vivo o paciente decapitado, mas algo do género nunca aconteceu em prática. Porém, transplantes bem sucedidos de cabeças - ou, mais propriamente, transplante de corpo - foram realizados em macacos. Neste tipo de transplante, naturalmente, a decapitação é feita  através de métodos cirúrgicos, onde grandes cuidados são mantidos para manter um fluxo de sangue contínuo ao cérebro. Por isto, a sobrevivência de uma cabeça separada do seu corpo é possível.

Uma questão muito debatida é se a cabeça decapitada mantém consciência após separação do corpo, ou não. Alguns argumentam que perda de consciência seria imediata após decapitação, por causa da queda massiva da pressão sanguínea. Apesar disto, vários estudos, realizados durante séculos, indicam que, em certas circunstâncias, a cabeça decapitada mantém consciência pelo menos alguns segundos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
12
Set05

Democracia

Praia da Claridade

Democracia é um sistema de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com o povo. Para usar uma frase famosa, democracia é o "governo do povo para o povo". Democracia opõe-se às formas de ditadura e totalitarismo, onde o poder reside numa elite auto-eleita.

As democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado num número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia directa (algumas vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa a sua vontade por voto directo em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indirecta"), onde o povo expressa a sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

Outros itens importantes na democracia incluem exactamente quem é "o Povo", isto é, quem terá direito ao voto; como proteger os direitos de minorias contra a "tirania da maioria" e qual sistema que deve ser usado para a eleição de representantes ou outros executivos.

Definição Alternativa de 'Democracia'

Há outra definição de democracia além da que foi citada acima, embora seja menos comummente usada. De acordo com essa definição, a palavra democracia refere-se somente à democracia directa, enquanto a democracia representativa é conhecida como república.

As primeiras origens desta definição podem ser encontradas no trabalho do antigo filósofo grego Aristóteles. Aristóteles distinguiu, no seu livro Política, seis formas de governo, dependendo de que forma era governado, por poucos ou muitos, e se o seu governo era justo ou injusto. Ele chamou de demokratia (democracia) um governo injusto governado por muitos, e a um sistema justo governado por muitos chamou politeia, normalmente traduzido como república (do latim res publica, 'coisa pública'). A demokratia de Aristóteles chegou mais perto do que hoje podemos chamar democracia directa, e politeia chegou mais perto do que podemos chamar democracia representativa, embora a demokratia ainda tenha executivos eleitos.

As palavras "democracia" e "república" foram usadas num modo similar a Aristóteles por alguns dos Pais Fundadores dos Estados Unidos. Eles argumentavam que só uma democracia representativa (que eles chamavam de 'república') poderia proteger o direito dos indivíduos; eles usavam a palavra 'democracia' para se referir à democracia directa, que eles consideravam tirânica.

Nem a definição de Aristóteles nem a dos Pais Fundadores americanos é normalmente usada hoje  -  a maioria dos cientistas políticos (e ainda mais do que o povo em geral)  usa hoje o termo "democracia" para se referir a um governo pelo povo, seja directo ou representativo. O termo "república" normalmente significa hoje um sistema político onde um chefe de estado é eleito por um tempo limitado, ao oposto de uma monarquia constitucional.

Note, no entanto, que os termos mais antigos ainda são usados algumas vezes em discussões de teoria política, especialmente quando considerando o trabalho de Aristóteles, ou dos "Pais Fundadores" americanos. Essa terminologia antiga também tem alguma popularidade entre políticos conservadores e liberais nos Estados Unidos.

Dentro dessa ideia, a definição de democracia dada no início do artigo (isto é, democracia inclui democracia directa e indirecta)  será usada neste texto.

Democracia Directa e Representativa

Democracia directa refere-se ao sistema onde os cidadãos decidem directamente cada assunto por votação.
Em democracias representativas, em contraste, os cidadãos elegem representantes em intervalos regulares, que então votam os assuntos em seu favor.

A democracia directa tornou-se cada vez mais difícil, e necessariamente se aproxima mais da democracia representativa, quando o número de cidadãos cresce. Historicamente, as democracias mais directas incluem o encontro municipal de Nova Inglaterra (dentro dos Estados Unidos), e o antigo sistema político de Atenas. Nenhum destes se enquadraria bem para uma grande população. (Embora a população de Atenas fosse bastante grande, a maioria da população não era composta por cidadãos, portanto sem direitos políticos).

É questionável se já houve algum dia uma democracia puramente directa de qualquer tamanho considerável. Na prática, sociedades de qualquer complexidade precisam sempre de uma especialização de tarefas, inclusive das administrativas; e portanto uma democracia directa precisa de oficiais eleitos. (Embora alguém possa tentar manter todas as decisões importantes feitas por voto directo, com os oficiais meramente implementando essas decisões).

Do mesmo modo, muitas democracias representativas modernas incorporam alguns elementos da democracia directa, normalmente referendada.

Nós podemos ver democracias directas e indirectas como os tipos ideais, com as democracias reais aproximando-se umas das outras. Algumas entidades políticas modernas, como a Suiça ou alguns estados americanos, onde é frequente o uso do referendo iniciada por petição (chamado referendo por consulta popular) ao invés de membros da legislatura ou do governo. A última forma, que é frequentemente conhecida por plebiscito, permite ao governo escolher se e quando manter um referendo, e também como a questão deve ser abordada. Em contraste, a Alemanha está muito próxima de uma democracia representativa ideal: na Alemanha os referendos são proibidos - em parte devido à memória de como Adolf Hitler usou isso para manipular plebiscitos em favor do seu governo.

O sistema de eleições que foi usado em alguns países comunistas, chamado centralismo democrático, pode ser considerado como uma forma extrema de democracia representativa, onde o povo elegia representantes locais, que por sua vez elegiam representantes regionais, os quais elegiam a assembleia nacional, que finalmente elegia os que iam governar o país. No entanto, alguns consideram que esses sistemas não são democráticos na verdade, mesmo que as pessoas possam votar, já que a grande distância entre o indivíduo eleitor e o governo permite que se tornasse fácil manipular o processo. Outros contrapõem, dizendo que a grande distância entre eleitor e governo é uma característica comum em sistemas eleitorais desenhados para nações gigantescas (os Estados Unidos e a União Europeia, só para dar dois exemplos considerados inequivocamente democráticos, têm problemas sérios na democraticidade das suas instituições de topo), e que o grande problema do sistema soviético e de outros países comunistas, aquilo que o tornava verdadeiramente não-democrático, era que, em vez de serem escolhidos pelo povo, os candidatos eram impostos pelo partido dirigente.

Qual forma é superior?

Muitos têm argumentado em favor da democracia directa, tendo por base que ela representa a vontade do povo mais precisamente; essas pessoas argumentam que, em contraste, a democracia representativa representa melhor a vontade daqueles privilegiados o suficiente para montar uma campanha eleitoral de sucesso.

A objecção tradicional  -  e para muitos a principal  -  à democracia directa como forma de governo é que esta é aberta a demagogia. É por essa razão que os Estados Unidos estabeleceram  -  segundo a terminologia usada na época  -  uma "república" e não uma "democracia". Por isso a famosa resposta de Benjamin Franklin à pergunta de que tipo de governo os "Pais Fundadores" estabeleceram, foi: "Uma República, se você puder mantê-la assim."

Um cínico apontaria que demagogia e populismo são dois lados da mesma moeda. Demagogos apelam para os instintos mais básicos do povo; populista alegadamente apela para os seus interesses mais esclarecidos.

Democracia é uma coisa boa?

Hoje quase todos estados apoiam a democracia em princípio, embora geralmente não na prática. Mesmo muitas ditaduras comunistas chamam-se a si mesmos democracias (p.ex. a "República Democrática do Vietenam", "República Democrática Popular da Coreia"), embora de modo algum sejam democráticas do ponto de vista da maioria dos ocidentais.
Uma das fraquezas apontadas à Democracia é o facto de não permitir que objectivos lançados por um governo a longo prazo, mesmo que sejam essenciais para o progresso/bem estar dos cidadãos, não possam ser postos de lado pelo governo seguinte, adiando assim decisões importantes, ou seja, não permite que haja um rumo para a nação em causa.

Algumas ideologias opõem-se abertamente à democracia, por exemplo, o Fascismo.

Os comunistas argumentam que as democracias não são realmente democráticas, mas na verdade apenas uma ilusão criada pelas classes dominantes, que exercem o poder real. Na análise comunista, a classe trabalhadora nas democracias não tem um voto realmente livre, já que as classes dominantes controlam a "mídia" e o público em geral já foi doutrinado pela propaganda da classe dominante. De acordo com os comunistas, a democracia real somente é possível sob um sistema socialista.

Direito ao Voto

No passado muitos grupos foram excluídos do direito ao voto, em vários níveis. Algumas vezes essa exclusão é uma política bastante aberta, claramente descrita nas leis eleitorais; outras vezes não é claramente descrita, mas é implementada na prática por meios que parecem ter pouco a ver com a exclusão que está sendo realmente feita (p.ex., impostos de voto e requerimentos de alfabetização que mantinham afro-americanos longe das urnas antes da era dos direitos civis). E algumas vezes a um grupo era permitido o voto, mas o sistema eleitoral ou instituições do governo eram propositadamente planeadas para lhes dar menos influência que outros grupos favorecidos.

Obrigatoriedade do voto

Em alguns países, o voto não é um direito, mas sim uma obrigação.

A prática do voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o legislador ateniense Sólon fez aprovar uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não quisessem perder seus direitos de cidadãos. A medida foi parte de uma reforma política que visava conter a radicalização das disputas entre facções que dividiam a pólis. Além de abolir a escravidão por dívidas e redistribuir a população de acordo com a renda, criou também uma lei que impedia os cidadãos de se absterem nas votações da assembleia, sob risco de perderem os seus direitos.
A polis  é o modelo das antigas cidades-estado gregas, especialmente durante o período helénico, vindo a perder importância durante o domínio romano. Devido às suas características, o termo pode ser usado como sinónimo de cidade.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 65 anos, e opcional para cidadãos de 16, 17 ou acima de 65 anos. Críticos dessa lei argumentam que ela facilita a criação de currais eleitorais, onde eleitores de baixo nível educacional e social são facilmente corrompidos por políticos de maior poder financeiro, que usam técnicas de marketing (quando não dinheiro vivo ou favores directos) para cooptá-los. Ainda de acordo com os críticos, o voto obrigatório é uma distorção: o voto é um direito, e a população não pode ser coagida a exercê-lo.

Exclusão Étnica ou Racial

Muitas sociedades no passado negaram a pessoas o direito de voto baseadas em raça ou grupo étnico. Exemplo disso é a exclusão de pessoas com descendência Africana, na era anterior à dos direitos civis, e na época do apartheid na África do Sul.

Hoje, a maioria das sociedades não mantêm essa exclusão, mas algumas ainda o fazem. Por exemplo, Fiji reserva um certo número de cadeiras no Parlamento para cada um dos principais grupos étnicos; essas exclusões foram adoptadas para discriminar entre índios em favor dos grupos étnicos fijianos.

Exclusão em níveis de classe

Até ao século XIX, muitas democracias ocidentais tinham propriedades de qualificação nas suas leis eleitorais, o que significava que apenas pessoas com um certo grau de riqueza podia votar. Hoje essas leis foram amplamente abolidas.

Exclusões em nível de sexo

Outra exclusão que durou por muito tempo foi a exclusão baseada no sexo. Todas as democracias proibiam as mulheres de votar até 1893, quando a Nova Zelândia se tornou o primeiro país do mundo a dar às mulheres o direito de voto nos mesmos termos dos homens. Isso aconteceu devido ao sucesso do movimento feminino pelo direito de voto. Hoje praticamente todos os estados permitem que mulheres votem; as únicas excepções são sete estados muçulmanos, principalmente no Médio Oriente: Arábia Saudita, Barein, Brunei, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

Direito de Voto, Hoje

Hoje, em muitas democracias, o direito de voto é garantido sem discriminação de raça, grupo étnico, classe ou sexo. No entanto, o direito de voto ainda não é universal. É restrito a pessoas que atingem uma certa idade, normalmente 18, embora em alguns lugares possa ser 16, como no Brasil, ou 21. Somente cidadãos de um país podem votar normalmente nas suas eleições, embora alguns países façam excepções a cidadãos de outros países com quem tenham laços próximos (p.ex., alguns membros da Comunidade Britânica, e membros da União Europeia).

O direito de voto normalmente é negado a prisioneiros. Alguns países também negam o direito a voto para aqueles condenados por crimes graves, mesmo depois de libertados. Em alguns casos (p.ex. em muitos estados dos Estados Unidos) a negação do direito de voto é automático na condenação de qualquer crime sério; em outros casos (p.ex. em países da Europa)  a negação do direito de voto é uma penalidade adicional que a corte pode escolher por impor, além da pena do aprisionamento.

Democracias ao redor do Mundo

Hoje é difícil precisar o número de democracias no mundo. Não há uma linha clara dividindo ditaduras e democracias. Muitos países (p.ex. Singapura) têm supostamente eleições livres, onde o partido do governo vence sempre, normalmente acompanhado por alegações ou evidências de repressão a qualquer oposição ao governo. Se nesses países há uma democracia ou se são democracias de um só partido mascaradas como democracias, é uma questão de discussão.

Houve, no entanto, tentativas de determinar o número de democracias actualmente no mundo. De acordo com a Casa da Liberdade, no fim do ano 2000 havia 120 democracias.

Ciber-Democracia

Ciber-democracia é a representação da democracia num meio virtual, o que se acredita existir na Internet.
A democracia na Internet é vista como a democracia directa (ou "democracia pura")  idealizada na Antiga Grécia, pois os cidadãos deste "ambiente" têm, teoricamente, o poder de decisão e total liberdade de expressão da sua cidadania, denominada aqui como Linkania.


Curiosidades

  • Uma anedota proveniente da Europa Oriental:

    Pergunta: Qual a diferença entre uma democracia e uma democracia popular (ou democracia socialista) ?
    Resposta: A mesma diferença que entre uma cadeira e uma cadeira eléctrica.


  • Das 165 repúblicas actuais, só 12 mantêm um regime democrático há mais de 30 anos:


      • EUA
      • França
      • Alemanha
      • África do Sul
      • Venezuela
      • Colômbia
      • México
      • Portugal
      • Itália
      • Irlanda
      • Suíça
      • Áustria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
12
Set05

Júlio Dinis

Praia da Claridade

Joaquim Guilherme Gomes Coelho
(
14 de Novembro de 1839 – 12 de Setembro de 1871)
Foi um
médico e escritor português nascido no Porto.

Licenciou-se em medicina na Escola Médica do Porto, onde também foi professor, mas foi principalmente à literatura que dedicou a maior parte da sua curta vida.

Utilizou vários pseudónimos, sendo Júlio Dinis o principal e o que o tornou mais conhecido. É por muitos considerado como um escritor de transição entre o fim do
Romantismo e o princípio do Realismo. Embora tenha escrito poesia e teatro, notabilizou-se principalmente como romancista.

Sofria de tuberculose, e devido a essa doença foi viver para zonas rurais como a Madeira e Ovar, onde tomou conhecimento da vida das gentes do campo, principal tema da sua obra, onde demonstrava uma grande preocupação pela descrição realista das aldeias e das pessoas, assim como dos seus problemas sociais.

Morreu em 1871, com 31 anos vítima da tuberculose, como já tinham sido sua mãe, e seus dois irmãos.

Obra:

  • As Pupilas do Senhor Reitor  (1867)
  • A Morgadinha dos Canaviais  (1868)
  • Uma Família Inglesa  (1868)
  • Serões da Província  (1870)
  • Os Fidalgos da Casa Mourisca  (1871)
  • Poesias  (1873)
  • Inéditos e Dispersos  (1910)
  • Teatro Inédito  (1946-1947).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
11
Set05

Cidade da Amadora

Praia da Claridade

A Amadora é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa.

É sede de um dos mais pequenos municípios de Portugal, com apenas 23,77 km² de área mas 175.872 habitantes (2001), subdividido em 11 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Odivelas, a sueste por Lisboa, a sul e oeste por Oeiras e a oeste e norte por Sintra. As freguesias da Amadora são as seguintes:

  • Alfornelos  (Amadora)
  • Alfragide
  • Brandoa
  • Buraca  (Amadora)
  • Damaia  (Amadora)
  • Falagueira  (Amadora)
  • Mina  (Amadora)
  • Reboleira  (Amadora)
  • São Brás  (Amadora)
  • Venda Nova  (Amadora)
  • Venteira  (Amadora)


História

A Amadora constituiu-se em torno do lugar da Porcalhota.
Em
1907, a população local pediu ao rei D. Carlos que permitisse a mudança de nome, situação a que o Ministério do Reino deu despacho, renomeando a povoação para Amadora em 1907. Foi elevada a freguesia dentro do concelho de Oeiras em 1916, e feita vila em 1936.
O Município da Amadora viria a ser criado em 11 de Setembro de 1979, por secessão da Amadora e da Venteira, do nordeste do concelho de Oeiras. Nesse mesmo dia, foi elevada a cidade, e dividida nas freguesias de Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira-Venda Nova, Mina e Reboleira. Em 1997, foram enfim criadas as freguesias de Alfornelos, Falagueira, Venda Nova e São Brás, que prefigura a actual divisão municipal.

Entre os seus símbolos contam-se o aqueduto subsidiário do Aqueduto das Águas Livres, bem como os campos de aviação que tiveram tanta importância na emergência da aviação em Portugal. Ambos figuram nas armas da cidade.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

10
Set05

O Tratado de Tordesilhas

Praia da Claridade

Um tratado é um acordo vinculativo sob a lei internacional concluído por sujeitos de lei internacional, nomeadamente estados e organizações internacionais. Aos tratados dão-se muitos nomes: tratados, acordos internacionais, protocolos, convenções, trocas de cartas, pactos, alianças etc. No entanto, todos estes tipos de documentos são igualmente tratados, e as regras são as mesmas independentemente do nome que é dado ao tratado. Os tratados podem ser comparados a contratos: são ambos meios para as partes interessadas assumirem obrigações entre elas, e qualquer parte que falhe em cumprir as suas obrigações pode ser responsabilizada legalmente por essa falha. O princípio central da lei dos tratados é expresso na máxima: pacta sunt servanda — "pactos devem ser respeitados".

O Tratado de Tordesilhas - assinado em Tordesillas, Castela, em 7 de Junho de 1494 - define a divisão do Novo Mundo entre a Espanha e Portugal. O tratado estabelece uma divisão entre somente os dois estados signatários, tendo como linha divisória o meridiano localizado a 370 léguas (1770 km)  a oeste das ilhas do Cabo Verde - meridiano que se situaria hoje a 46° 37' oeste. Este tratado foi ratificado pela Espanha em 2 de Julho e por Portugal em 5 de Setembro do mesmo ano.

O tratado resolvia os conflitos que seguiram à descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Em 1481, a bula pontifical Æterni regis garantia a Portugal todas as terras ao sul das ilhas Canárias. Em Maio de 1493, o Papa Alexandre VI - de origem espanhola - decretou pela bula Inter cætera que as novas terras descobertas situadas a oeste de um meridiano a 100 léguas das ilhas do Cabo Verde pertenceriam à Espanha, e as terras a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal. A bula excluía todas as terras conhecidas já sob controle de um estado cristão. A bula não agradou ao rei João II de Portugal, que abriu negociações com os soberanos espanhóis Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela para mover a linha mais a oeste, argumentando que o meridiano em questão se estendia sob todo o globo, limitando assim as pretensões espanholas na Ásia. O tratado contrariava a bula de Alexandre VI, mas foi aprovado pelo Papa Júlio II em uma nova bula de 1506.

Muito pouco das novas terras já havia sido visto, pois foram determinadas pelo tratado e não por explorações. A Espanha via-se assim com a quase totalidade das Américas. No entanto, quando Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500, a parte oriental das novas terras foram atribuídas a Portugal, e a Espanha não teve meios necessários para garantir os limites do Tratado e impedir a expansão portuguesa para o oeste.

As outras potências marítimas europeias (França, Inglaterra, Países Baixos, etc.) foram totalmente excluídas do Tratado, não tendo assim direito algum sobre as novas terras. Puderam somente recorrer à pirataria e ao contrabando para explorar as riquezas do Novo Mundo, mas a situação mudou quando apareceu o Protestantismo e a autoridade papal foi rejeitada. A situação ficou representada pela frase de Francisco I de França, pedindo para ver a cláusula no testamento de Adão que excluía a França desta divisão de terras.

Com a volta ao mundo de Fernão de Magalhães, uma nova disputa surgiu a fim de localizar a continuação da linha de demarcação no outro lado do mundo. Uma das terras disputadas pelos dois signatários era o arquipélago de Molucas, importante região devido às suas especiarias. Depois de muitas negociações, o Tratado de Saragoça (1), assinado em 22 de Abril de 1529, define a continuação do meridiano a 297,5 léguas a oeste das Molucas, com vantagem para Portugal, a Espanha recebendo uma compensação financeira.

(1) - O Tratado de Saragoça, assinado em 22 de Abril de 1529 entre João III de Portugal e o imperador Carlos V, para solucionar a questão das Molucas, que dominava as relações entre Portugal e Espanha, já que ambos alegavam que as ilhas ficavam dentro do seu hemisfério de acção, de acordo com o meridiano de divisão estabelecido em Tordesilhas e um meridiano imaginário que projectava em semicírculo a linha de partilha no Pacífico. Houve uma primeira conferência sem êxito em Badajoz.

Pelo Tratado de Saragoça definiu-se a continuação do meridiano a 297,5 léguas a oeste das ilhas Molucas, cedidas a Portugal mediante 350.000 ducados, mas em todo o seu tempo se o imperador ou sucessores quisessem restituir aquela avultada quantia, ficaria desfeita a venda e cada um «ficará com o direito e a acção que agora tem».

Foram plenipotenciários por parte de Portugal, António Azevedo Coutinho e, por parte de Espanha, Mercurio de Gatinara, conde Gatinara, e Garcia de Loyosa, bispo de Osma, e Garcia de Padilla, comendador de Calatrava.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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