Domingo, 26 de Junho de 2005

O Biquíni

O Biquíni - Uma Verdadeira Bomba

Se há um sector do vestuário em que o Brasil está na frente, sem dúvida é o de moda praia. Além de ser o país que mais fabrica e consome esse tipo de roupa, o Brasil avançou em tecnologia e modelagem ao longo dos anos. O biquíni brasileiro é conhecido e reconhecido internacionalmente, seja por seu estilo mais ousado, pela sua qualidade ou mesmo pela criatividade dos modelos, que o diferencia dos outros fabricados noutros países.

Apesar de toda essa vocação natural em relação aos trajes de banho, o biquíni não é uma invenção nacional. Ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard que o baptizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atómicos.

Não é à toa que a famosa editora de moda Diana Vreeland (1903-1989) disse uma vez que o biquíni "é a invenção mais importante deste século (20), depois da bomba atómica". O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de Junho de 1946 e causou o efeito de uma verdadeira bomba.

Apesar de toda euforia em torno do novo traje de banho, descrito por um jornal da época como "quatro triângulos de nada",  o biquíni não se adaptou logo de caras. O primeiro modelo, todo em algodão com estamparia imitando a página de um jornal, se comparado aos de hoje, era comportado até demais. Entretanto, para os padrões da época, um verdadeiro escândalo.
Tanto, que nenhuma modelo quis participar da divulgação do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro biquíni, lá está a corajosa stripper Micheline Bernardini, a única a encarar o desafio.

Na década de 50, as actrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biquíni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos.

No Brasil, o biquíni começou a ser usado no final dos anos 50. Primeiro, pelas vedetas, como Carmem Verónica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir à sensualidade do mais brasileiro dos trajes. A partir daí, a história do biquíni viria a fazer parte da história das praias cariocas, verdadeiras passareles de lançamentos da moda praia nacional.

Na década de 60, a imagem sensual da actriz Ursula Andress dentro de um poderoso biquíni, em cena do filme "007 contra o Satânico Dr. No" (1962) entrou para a história da peça. Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a parte de cima do traje e fez surgir o topless, numa ousadia ainda maior. No Brasil, essa moda não fez tanto sucesso quanto em algumas praias da Europa, mas mesmo assim o então prefeito de São Paulo, Prestes Maia, chegou a proibir o uso do topless em piscinas públicas.
Um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado "engana-mamãe", que de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio ligando as duas partes, e, por trás, um perfeito biquíni.

Mas foi no início dos 70, que um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, surgiu para mudar o cenário e conquistar o mundo  -  a famosa tanga.  Nessa época, a então modelo Rose di Primo era a musa da tanga das praias cariocas.

Durante os anos 80 surgiram outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha.  E quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, ainda o preferido entre as mais jovens. A musa das praias cariocas dos 80 foi sem dúvida a então modelo Monique Evans, sempre com minúsculos biquínis e também adepta do topless.

Nos anos 90, a moda praia se tornou "cult" e passou a ocupar um espaço ainda maior na moda. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e acessórios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a saída de praia, as sacolas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus, cangas e toalhas. Os modelos multiplicaram-se  e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina.

Toda essa intimidade brasileira com a praia, explicada pelo clima do país (em alguns Estados brasileiros é verão durante a maior parte do ano)  e pela extensão do litoral que tem mais de 7 mil km de praias, podem explicar o motivo pelo qual o Brasil é o país lançador mundial de tendências desse segmento.

Por CLAUDIA GARCIA
Publicado por: Praia da Claridade às 00:17
Link do post | comentar
Sábado, 25 de Junho de 2005

Pipocas

Pipoca é um prato feito a partir de uma variedade especial de milho, que explode quando aquecido.

Quando os grãos são aquecidos de maneira rápida, a humidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras, com maior volume do que o grão original.
Não se esqueça:  tem fibras, indispensáveis ao organismo.

O milho cultivado para a produção de pipoca é de uma variedade especial, com espigas menores que as do milho tradicional (doce).

Um chávena de pipoca sem gordura contém apenas 30 calorias. Isso torna a pipoca um lanche pouco calórico. Por outro lado, quando a pipoca é preparada em óleo ou consumida com manteiga, a quantidade de calorias pode chegar a 155 por chávena.

É muito mais saudável a pipoca simples, isto é, sem gordura, sem sal, sem açúcar... Como sai da máquina...

Também se pode fazer no micro-ondas:

Uma bolsa de pano, larga, com duas ou três colheres de sopa de milho lá dentro. Depois de fechada a bolsa, coloca-se no micro-ondas ligando-o depois.
Quando se deixar de ouvir o milho a estoirar, retira-se imediatamente.
A bolsa grande é para poder conter o milho que estoirou e aumentou de volume.
Experimente !... Se não sair à primeira, sai à segunda...
Vamos comer pipocas !!... Bom apetite !
Publicado por: Praia da Claridade às 00:20
Link do post | comentar

Alentejo

Com uma paisagem colorida, enormes estradas e deslumbrantes localidades com as suas habitações caiadas, o Alentejo é considerada uma das regiões mais pitorescas de Portugal.
O Alentejo tem mais encanto na Primavera, quando as flores selvagens enchem as valas e cobrem a terra de pousio.
As cegonhas constroem os seus ninhos no cimo dos telhados e os pastores embalam os cordeiros recém-nascidos, fornecendo aos visitantes uma viva impressão daquilo que é o Portugal real.
Conheci há poucos anos um Monte Alentejanho.
Adorei lá passar uns dias...
--

A Região do  Alentejo  é uma região portuguesa, que compreende integralmente os distritos de Portalegre, Évora e Beja, e as metades sul dos distritos de Setúbal e de Santarém. Limita a norte com a Região Centro e com a Região de Lisboa, a leste com a Espanha, a sul com o Algarve e a oeste com o Oceano Atlântico e a Região de Lisboa. Área: 31 152 km² (33% do Continente). População (2001):  766.339 (8% do Continente).
Compreende 5 sub-regiões estatísticas:

Alentejo Central
Alentejo Litoral
Alto Alentejo
Baixo Alentejo
Lezíria do Tejo

O Alentejo compreende 58 concelhos (18,8% do total nacional).

Note-se que esta divisão não coincide com a antiga região tradicional do Alentejo (que não constituía uma província por si, embora muitos se referissem ao Alentejo como a reunião das duas províncias do Alto e Baixo Alentejo), a qual era ligeiramente menor que a actual:  incluía apenas os distritos de Évora e Beja (na sua totalidade), praticamente todo o distrito de Portalegre (excepto o concelho de Ponte de Sôr, que fazia parte do Ribatejo), e a metade sul do de Setúbal (os concelhos desse distrito que fazem parte da actual região do Alentejo Litoral, a saber:  Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines).

Além disso, fez parte da antiga comarca do Alentejo (até 1801) o município de Olivença, que desde então se encontra ocupado pela Espanha.

Hoje, em destaque:

Santiago do Cacém  é uma cidade portuguesa no Distrito de Setúbal, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral, com cerca de 7 300 habitantes.

É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1.058,62 km²  de área e  31.105 habitantes (2001), subdividido em 11 freguesias.  O município é limitado a norte pelo município de Grândola, a nordeste por Ferreira do Alentejo, a leste por Aljustrel, a sul por Ourique e Odemira e a oeste por Sines e tem litoral no oceano Atlântico.

As freguesias de Santiago do Cacém são as seguintes:

Abela
Alvalade
Cercal
Ermidas-Sado
Santa Cruz
Santiago do Cacém
Santo André
São Bartolomeu da Serra
São Domingos
São Francisco da Serra
Vale de Água
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Árvores do Alentejo

Horas mortas... curvadas aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol postonte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
-Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!


Florbela Espanca



LENDA DA FUNDAÇÃO DO CASTELO
DE
SANTIAGO DO CACÉM


Durante a ocupação árabe, foi proprietário do território à volta de Santiago do Cacém um mouro muito rico.
O mouro tinha dois filhos e uma filha.
Já muito velho, sentindo aproximar-se a morte, um dia chamou os filhos e disse-lhes:
- Estou velho e doente. Sei que não posso durar muito. Mas antes de morrer queria que repartissem os bens que possuo, de modo que todos fiquem satisfeitos e amigos. Morrerei feliz se fizerem o que vos peço.
Então, como era costume na época, o filho mais velho tirou para si as terras que pretendia. O segundo filho procedeu do mesmo modo com a parte restante. Apesar disso enormes propriedades ficaram para a irmã, uma gentil moura, linda como os amores.
- Ficaste satisfeita, minha filha?
- Sim, meu pai, mas não quero propriedades. Acho mais necessário termos um castelo para nossa defesa. Para mim apenas quero o terreno que se possa cobrir com a pele de um boi.
Grande foi a admiração do pai e dos irmãos.
Apresentaram-lhe a pele que pedia para que pudesse demarcar a parte da sua herança.
A jovem mandou cortar a pele em tiras muito finas, e com elas delimitou o perímetro da área do terreno que pretendia.
Depois disto vieram três dias de intenso nevoeiro. Passado este tempo o nevoeiro dissipou-se e apareceu o castelo de Santiago do Cacém, no lugar traçado pela moura, onde ainda hoje o podemos admirar.

(in "Suplemento Litoral Alentejano" Dezembro de 1998)

Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
Link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

Noite de São João

AcidenteFogoArtificioFigFozSaoJoao2005.jpg


São João da Figueira da Foz - 2005


Infelizmente, o que deveria ter sido uma noite de festa, foi de dor e aflição para alguns espectadores, quando um dos sistemas de lançamento do fogo de artifício em vez ser projectado na vertical teria tombado para o lado onde estavam as pessoas, na areia, a assistir ao espectáculo. Vai ser aberto um inquérito para analisar o que correu mal.
Tradição de há muitos anos na Figueira da Foz, que aqui faz deslocar milhares de pessoas, foi esta a primeira vez que aconteceu uma situação deste género. Espera-se que não se repita para que o São João continue a ser uma quadra de divertimento e alegria. 
 

Publicado por: Praia da Claridade às 23:17
Link do post | comentar | ver comentários (1)

Gosta de Lulas ?

As  lulas  são moluscos marinhos da classe Cefalópode, subclasse Coleoidea, ordem Teuthida, que inclui duas subordens, Myopsina e Oegopsina  (esta última inclui a espécie Architeuthis dux, a lula gigante).

Como todos os cefalópodes, caracterizam-se por possuírem cabeça distinta, simetria bilateral e tentáculos com ventosas.  Assim como o choco, a lula tem dez tentáculos, dos quais dois se destacam.  As lulas têm cromatóforos na sua pele e a capacidade de expelir tinta como resposta a uma ameaça.  Sendo coleóides, têm um endoesqueleto que na lula é uma placa única.

As lulas movem-se com a ajuda de um sifão capaz de expelir água sob pressão. Na boca, as lulas apresentam a rádula quitinosa  (constituída por filas de pequenos dentes curvos)  que lhes permite triturar alimentos e que é a característica comum a todos os moluscos.

As lulas respiram por duas guelras e têm um sistema circulatório bombeado por um coração principal e dois subsidiários. São animais exclusivamente carnívoros
, alimentando-se de peixes e outros vertebrados, que capturam através dos tentáculos.

A maioria das lulas não tem mais que 60 cm de comprimento, mas já foram identificadas
lulas gigantes
com 20 metros, que são os maiores invertebrados do mundo.

A lula é uma comida popular em muitas partes de mundo e parte integrante de muitas gastronomias regionais incluindo a Portuguesa e a Brasileira.
Na
Espanha os calamares
são uma receita feita de lulas fritas em rodelas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
Link do post | comentar | ver comentários (1)

Planetas: Plutão

Apenas cinco dos nove planetas são visíveis a olho nu.
Urano, Neptuno e Plutão não são visíveis a olho nu e como estão muito afastados do Sol movem-se muito lentamente.

À pergunta  "qual o planeta que se encontra mais longe do Sol ?" ...
... é frequente responder  Plutão.
E tal resposta está certa… na maioria das vezes...

Isto porque o pequeno planeta Plutão é dotado de uma órbita estranha.  Está um pouco fora do plano dos restantes planetas e é mais excêntrica  (ou seja "mais elíptica")  que a destes.  Daqui resulta a peculiaridade de que Plutão por vezes está mais perto do Sol que Neptuno.  De facto, há um cruzar das duas órbitas sem que tal signifique que haja a possibilidade de choque entre os dois planetas.  D
urante cerca de 20 anos Plutão está  "para cá"  de Neptuno...

«Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão».

Durante décadas, foram assim enumerados os planetas mais próximos de nós.
Mas, em 2004, a comunidade científica anunciou ter detectado um novo corpo celeste  – Sedna –  que gravita em volta do Sol numa órbita ainda mais distante e excêntrica que a de Plutão, passando pois a ser 10 os planetas que compõem o nosso Sistema Solar.  Ou será que não ?

Até mesmo através dos telescópios mais poderosos, Plutão — o mais afastado dos planetas do sistema solar — aparece apenas como um minúsculo ponto luminoso.  A sua descoberta foi uma vitória da  astronomia moderna, que determinou a sua posição antes da sua presença ser visualmente constatada.

Em 1905 o astrónomo americano Percival Lowell demonstrou as irregularidades dos movimentos de Urano e Neptuno, atribuindo-as à existência de um planeta desconhecido. Após a sua morte, o seu assistente Clyde Tombaugh prosseguiu as pesquisas. Em 1930, comparando fotografias tiradas em noites diferentes, observou que um dos pontos luminosos se havia deslocado da sua posição inicial. Concluiu, então, que esse ponto deveria ser o planeta desconhecido, porque situava-se bem próximo da posição assinalada pelos cálculos efectuados anteriormente por Lowell.

Com um diâmetro de 5.900 quilómetros, Plutão leva 248 anos para completar a sua órbita solar, cuja distância máxima está calculada em  7.375.000 quilómetros, e a mínima em  4.425.000 quilómetros. Em 1978, James Christi descobriu a existência de um satélite ao redor do planeta, Caronte, que estudos posteriores concluíram achar-se a uma distância de 2.400 quilómetros de Plutão.

A disposição da órbita de Plutão, em relação às dos demais planetas, tem contribuído para fortalecer a hipótese de que esse planeta teria sido um satélite de Neptuno. Afastando-se do planeta-mãe, Plutão teria criado a sua  própria órbita.  Mas essas considerações não passam ainda de conjecturas.

***
Plutão é o nono planeta em distância do sol.  Antigamente era o planeta mais distante do Sol, mas com uma descoberta em 1997 perdeu este posto.  Plutão tem sua órbita muito elíptica, faz com que ele passe pelo interior da órbita de Neptuno durante 20 anos dos 248 anos que leva para dar uma volta ao redor do Sol.
É tão pequeno e distante que pouco se conhece a seu respeito. É um planeta rochoso, provavelmente coberto de gelo e metano congelado.
A única lua conhecida, Caronte, é muito grande para ser considerada uma lua, pois tem metade do tamanho do seu planeta pai. Em razão da pequena diferença das suas dimensões, Plutão e Caronte são algumas vezes considerados como um sistema duplo de planetas.
Mas muito há para descobrir....
Publicado por: Praia da Claridade às 00:03
Link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 23 de Junho de 2005

Compre lotes na Lua

Pode parecer brincadeira mas faz 22 anos que a companhia Lunar Embassy  ("Embaixada Lunar")  vende lotes na Lua para particulares.  Segundo o material promocional da empresa Lead Rewards (EUA), tudo é legalizado e qualquer pessoa pode participar e  "ganhar muito dinheiro vendendo propriedades lunares".

A página da empresa na Internet afirma que mais de 1.1 milhão de indivíduos em 176 países já adquiriu lotes no satélite natural da Terra, inclusive dois ex-presidentes dos EUA e trinta funcionários da NASA.

O direito de vender lotes lunares teria sido conquistado pelo Sr. Dennis M. Hope em 1980, aproveitando uma brecha no Tratado do Espaço Exterior da ONU (1967).  O tratado estipulou que nenhum governo pode ter propriedades em corpos extraterrestres mas "não mencionou indivíduos e empresas".  Cada acre  ( 4.046,84 m2 )  custa US$ 29.95 e o comprador recebe um bonito Certificado nominal de posse juntamente com um mapa lunar que indica a localização do lote.
www.buylandonthemoon.com
Fonte
: ARQUIVOS DO INSÓLITO
Informativo redigido por Philippe Piet van Putten e
distribuído pela Mahatma Multimídia - mahatma@uol.com.br

Está alguém interessado ???...
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
Link do post | comentar | ver comentários (2)

Dia de S. João

DIA DE SÃO JOÃO NA FIGUEIRA DA FOZ  -  FESTAS DA CIDADE

Como acontece todos os anos, é já amanhã, 5ª para 6ª-feira  (de 23 para 24 de Junho)  que a "noite mais longa do ano" na cidade da Figueira da Foz, a  Noite de S. João,  faz deslocar a esta cidade milhares de pessoas.
Alguns acontecimentos do programa:

A Festa da Sardinha, que tem lugar nos restaurantes aderentes do Concelho, durante todo o período das Festas da Cidade, através do qual se promove um dos pratos mais típicos da gastronomia figueirense  -  a  Sardinha Assada.

A Noite de S. João, no dia 23 de Junho, na Avenida 25 Abril, junto à Torre do Relógio,com o tradicional desfile das Marchas Populares, um grandioso espectáculo Piromusical  (fogo de artifício e música)  e o tradicional, divertido e inesquecível Banho Santo.

No dia 24 de Junho, durante a tarde, será celebrada a Missa de S. João, a Procissão e a Bênção do Mar. À noite, com o apuramento da marcha vencedora, será efectuado o  segundo desfile, desta vez a realizar no Coliseu Figueirense.

-  A Feira das Freguesias, como é costume terá lugar na Praça da Europa, em frente à Câmara Municipal da Figueira da Foz, desde 25 de Junho até  03 de Julho. Conta com a  representação das 18 Freguesias do Concelho da Figueira da Foz, que promovem a sua gastronomia, artesanato e oferta artística e cultural.

-  Tunas da Figueira da Foz animam  o S. João  -  um S. João da Figueira cheio de festa !

-  Na noite da véspera do dia de S. João  -  dia 23, às 21:30  -  a Imperial Neptuna Académica vai mais uma vez abrilhantar as majestosas e populares marchas da cidade da Figueira da Foz.

A Bruna-Tuna Académica da Universidade Internacional da Figueira da Foz, actuará em simultâneo, dia 23 e noite de S. João nas festas da cidade, designadamente no Coliseu Figueirense.

Salienta-se, entre outros, estes dois acontecimentos:

-  Mundialito de Futebol de Praia  -  Praia da Figueira da Foz  -  22 a 24 de Julho.

- Campeonato Internacional de Esculturas em Areia  -  Praia da Figueira da Foz   -  4 de Julho a 30 de Agosto.

Motivos mais que suficientes para visitar a Figueira da Foz, o S.João / 2005 e as Festas da Cidade !...
Hoje à noite na Praia da Claridade, para se divertir !...

Sabia que...

A tradição de festejar o dia de São João no Brasil veio de Portugal ?
O mês de Junho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas bandeirinhas em todo o país, apesar das peculiaridades e características próprias de cada região brasileira.

Introduzidas pelos portugueses, onde o culto a São João é um dos mais antigos e populares, as festas Juninas (de Junho) ou Joaninas (de João) iniciam-se no dia 12 do mês, com os festejos da véspera de Santo António, a 13. Terminam no dia 29 (São Pedro).
Têm seu auge, como em Portugal, na noite de 23 para 24, o dia de São João propriamente dito.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
Link do post | comentar
Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

O tubarão

Vamos rever os nossos conhecimentos sobre este...
"simpático", "meigo", "carinhoso" animal...
Verdade ?...  Então leia, para ver como é interessante.
Apresento-vos Sua Excelência, o...



Tubarão ...  é o nome dado vulgarmente aos peixes de esqueleto cartilaginoso pertencentes à super-ordem Selachimorpha.

História natural

Calcula-se que os tubarões existam há cerca de 150 milhões de anos, sem grandes alterações a nível da sua morfologia, o que sugere um bom nível de adaptação e evolução. Ocuparam diversos nichos ecológicos, desde os mares tropicais aos oceanos Árctico e Antártico.

Estes seres providos de estrutura corporal hidrodinâmica são criaturas importantes em quase todos os ecossistemas marinhos. A quase totalidade dos tubarões é marinha, carnívora e pelágica, habitando águas costeiras e oceânicas da maioria dos mares e oceanos, quer na sua superfície, quer na sua profundidade.
São conhecidas cerca de 400 espécies em todo o planeta, cujos tamanhos podem variar entre os 0,10m e os 18m de comprimento.
No Brasil, existem 88 espécies de tubarão conhecidas.

Reprodução

A reprodução dos tubarões ocorre por fecundação interna, na qual o macho introduz o clasper (dois órgãos alongados e cônicos que funcionam como um aparelho copulador) no oviducto da fêmea.
As fêmeas atingem, em geral, a sua maturidade sexual com maior tamanho do que os machos e normalmente procriam em anos alternados.
Nas espécies ovíparas, que correspondem a cerca de 20% do total, a fêmea realiza a postura dos ovos rectangulares, protegidos por uma membrana filamentosa, de modo a fixá-los ao substrato marinho.
Nas espécie ovovíparas  -  cerca de 70%  -,  o desenvolvimento dos ovos ocorre no oviducto da fêmea, sendo as crias expulsas já desenvolvidas.
Nas espécies vivíparas  -  cerca de 10%  -,  o desenvolvimento do embrião realiza-se internamente, com ligações placentárias, sendo as crias também expulsas já desenvolvidas.
O facto das crias, nestas duas últimas espécies, já nascerem bem desenvolvidas e, por vezes, com um comprimento que pode atingir 1 metro, originou que, ao longo da sua história evolutiva, os tubarões fossem sendo gradativamente menos predados por outros animais, tornando-se o topo da cadeia alimentar dos mares.
A selecção natural dos tubarões inicia-se, nalgumas espécies ovovíparas e vivíparas, no próprio meio intra-uterino, através da prática do canibalismo. As crias que se formam primeiro  -  num número entre quatro a quinze   - e providas de dentes afiados, ingerem, na sua vida uterina, os embriões em formação e, posteriormente, devoram-se umas às outras, sobrevivendo apenas as mais fortes e aptas.

Pele e escamas

A pele dos tubarões é protegida por escamas placóides, as quais lhes conferem uma superfície muito áspera.
Possui ainda quimio-receptores, os quais possibilitam aos tubarões determinar se há substâncias nocivas na água, medir a salinidade e outros parâmetros químicos.

Órgãos dos sentidos

Como a maioria dos animais selvagens, os tubarões agem quase que exclusivamente por instinto, não sendo, no entanto, as suas reacções muito previsíveis. Possuem um sistema nervoso primitivo, mas eficiente.
Os tubarões apresentam sete órgãos sensitivos. Assim como muitos outros peixes, são míopes, estando a sua visão adaptada apenas para distâncias entre 2 e 3 metros, embora possa ser utilizada para distâncias até 15m com um menor grau de definição. O seu olho possui uma camada reflectiva, a qual permite um aproveitamento superior da luminosidade em locais com pouca luz, como nas águas turvas ou profundas e à noite.

O seu olfacto é extremamente apurado, permitindo-lhes identificar substâncias bastante diluídas na água, como concentrações de sangue abaixo de 1 parte por milhão  -  o que equivale a aperceberem-se de uma gota de sangue a 300 metros de distância em pleno oceano. Deste facto, advém o facto de já terem sido designados como narizes nadadores. Quando detectam o cheiro de sangue ou de corpos em decomposição, facilmente encontram o local de origem, utilizando principalmente o seu olfacto (ou a visão para distâncias inferiores a 15m).

A sua grande sensibilidade às vibrações, provoca comportamentos semelhantes. O seu ouvido interno, responsável pelo equilíbrio e detecção das vibrações de baixa frequência, situa-se postero-superiormente ao olho. Possui três canais semicirculares e detecta vibrações a longas distâncias, podendo o tubarão  aperceber-se do som de um peixe a debater-se a uma distância de 250 a 600m.  Em conjunto com o olfacto, esta sensibilidade às vibrações, são os primeiros mecanismos utilizados na detecção de potencial alimentação. Uma vibração desconhecida, tanto pode provocar curiosidade como medo ao tubarão.

As suas linhas laterais são também capazes de captar vibrações de média e baixas frequências, correntes, mudanças na temperatura e pressão da água, assim como localizar obstáculos e alimentos em águas turvas. Do mesmo modo, pode também detectar, pela turbulência causada, a aproximação de um inimigo de grande porte.

A cabeça, especialmente ao redor do focinho, apresenta pequenos poros, denominados ampolas de Lorenzini. Estes receptores são sensíveis à temperatura, salinidade e pressão da água, com uma especial capacidade para detectar campos eléctricos muito subtis, gerados por outros animais. Podem, deste modo, detectar o batimento cardíaco de um peixe que esteja enterrado na areia, a alguns metros de distância. A capacidade de se aperceberem destas ligeiras mudanças na corrente eléctrica do ambiente, além de facilitar a caça às suas presas, possibilita-lhes a navegação em mar aberto durante as grandes migrações, guiando-se através do campo electromagnético da Terra.

Respiração e natação

A maioria dos tubarões, quando parados, não conseguem bombear a água para as brânquias ou guelras (termo vernáculo), de modo a respirarem. Necessitam, portanto, de forçar a entrada da água pela boca, para que passe pelas brânquias e saia pelas fendas branquiais.  Por outro lado, a ausência de  [bexiga natatória],  um órgão hidrostático existente noutros animais, dificulta a sua flutuação.  Estas duas características são as responsáveis pela maioria dos tubarões nadarem incessantemente, pois, se por algum motivo pararem, afundam e/ou morrem por asfixia.  No entanto, algumas espécies conseguem permanecer paradas e deitadas no fundo do mar, inclusivamente dentro de grutas espaçosas.

Temperatura e hábitos de alimentação

Os tubarões são animais ectodérmicos, pelo que a temperatura do seu sangue é variável e dependente do ambiente externo.  Muitos tubarões, apresentam um menor metabolismo, sendo mais lentos e com menores necessidades energéticas.  Para manter a sua temperatura constante e um bom grau de actividade, dependem de águas tropicais quentes e das regiões costeiras.
O deslocamento natatorial constante origina um enorme gasto de energia e uma consequente necessidade em se alimentar constantemente. Devido a essa voracidade natural, algumas espécies limpam os oceanos ao comerem os animais feridos ou mortos, mesmo que em elevado estado de decomposição. A quase totalidade das espécies também rouba as presas de outros tubarões, quando surge a oportunidade. Quanto às suas preferências alimentares, seguem uma dieta regular de peixes, crustáceos, lulas, polvos, tartarugas, raias e outros tubarões, sendo o canibalismo uma prática muito comum.

A prática da caça é guiada e determinada basicamente pela combinação dos seus sentidos. No entanto, os padrões de comportamento na procura de alimento variam de forma substancial.  Num padrão normal, os seus movimentos costumam ser lentos e determinados;  outras vezes, são compulsivos e rápidos.  Na realidade, estes padrões quanto à natação, aproximação e ataque final, variam de espécie para espécie e conforme as situações particulares.
A sua boca, em posição ventral, possui uma grande abertura, graças à inexistência de contacto rígido com o crâneo. Os dentes, triangulares, afiados e extremamente eficientes para agarrar e cortar, não possuem raiz. São providos de várias fileiras de dentes de reposição, dispostas posteriormente à fileira que está em uso. Quando um dente é perdido, o posterior move-se para ocupar o seu lugar.  Algumas espécies não possuem os afiados dentes triangulares, essenciais aos predadores, dado terem-se adaptado a outras formas de alimentação.

Papel do tubarão no ecossistema

Os tubarões exercem duas funções primordiais no ambiente marinho. Como predadores  (aquele que mata e come outros animais)  situados no topo da cadeia alimentar, mantêm o controlo populacional das suas presas habituais e são um instrumento da selecção natural, ao predar os mais lentos e os mais fracos.
Ao contrário da cadeia alimentar terrestre, na qual os herbívoros podem apresentar um porte maior que os carnívoros, a hierarquia nos oceanos é basicamente determinada pelo tamanho. Os estratos da cadeia alimentar são denominados de níveis tróficos. Quanto mais distante da base, a qual é formada pelos produtores primários, maior o nível trófico.

No final dos anos 80 do século XX, a pesca excessiva de algumas espécies de tubarão na Austrália, originou um aumento da população dos polvos, o que por sua vez, com os polvos a predarem as lagostas em quantidades acima do habitual, originou uma séria crise na indústria da pesca da lagosta.

Por outro lado, quando os tubarões se alimentam de animais e peixes doentes, feridos ou mortos, contribuem para a manutenção da salubridade dos oceanos. Embora possuam um sistema imunológico primitivo, apresentam uma baixa incidência de doenças em geral, raramente contraem infecção após ferimentos graves e raramente desenvolvem neoplasias  (alterações celulares que acarretam um crescimento exagerado destas células).

Contribuições dos tubarões para a saúde humana

Além da contribuição energética através dos pratos de culinária que utilizam o tubarão, existe uma conhecida contribuição farmacêutica.
A vitamina  -A-  foi obtida principalmente pelo óleo de fígado de tubarão até 1947, altura em que passou a ser sintetizada em laboratório. Em 1916, um cientista japonês isolou deste óleo um hidrocarboneto denominado esqualena, até hoje empregue nas indústrias domésticas e farmacêuticas, como base para cremes de beleza, pomadas e medicamentos. O óleo é também eficaz no tratamento paliativo das hemorróidas.  Alguns estudos indicam que este óleo contribui para a produção de leucócitos nos seres humanos. Alguns ácidos polinsaturados extraídos do fígado têm sido utilizado como anticoagulantes no tratamento de enfartes do miocárdio.
Por outro lado, o extracto da sua cartilagem tem vindo a ser utilizado em doenças osteo-articulares e no tratamento de queimados.

Experimentalmente, têm sido feitos transplantes de córnea para olhos humanos, estudos relativos à proteína esqualamina  -  encontrada no estômago, fígado e vesícula biliar  -  quanto à sua capacidade de inibir tumores cerebrais, bem como a um lípido quase omnipresente nas suas células e com um poder antibiótico de largo espectro.

Ataques de tubarão

Das  400 espécies  que habitam os oceanos, 33 já atacaram comprovadamente o homem.  Destas 33, 18 encontram-se em registos de ataques não provocados, embora este número desça para 3 espécies se se considerar apenas o último século (registos entre 1907 e 2002).
A maioria das espécies só ataca um ser humano quando acredita que o seu território está a ser invadido, tal como faria com outro tubarão. Das 1848 ocorrências documentadas de ataques não provocados ao homem, 75% não estava relacionada com a alimentação, mas sim com este factor.
As três espécies potencialmente perigosas para o homem são o Carcharodon carcharias (tubarão-branco)  -  tornado famoso em 1975 pelo filme Tubarão de Steven Spielberg  -,  Carcharhinus leucas (tubarão-touro) e Galeocerdo cuvier (tubarão-tigre).
A biologia e os hábitos destas três espécies têm sido extensivamente estudados. Entre si, apresentam dietas, estratégias de caça e padrões de comportamento distintos.

A interacção entre o homem e o tubarão, só acontece quando este está a nadar ou surfar nas águas costeiras. Uma grande percentagem dos ataques não provocados deve-se a um erro de identificação, que pode ocorrer em animais mais jovens, condições de baixa visibilidade  -  como águas escuras ou turvas, períodos da alvorada e crepúsculo  -,  ou em ambientes de água agitada.

O tubarão-branco não se comporta como foi mostrado no referido filme de terror, sendo, salvo raras excepções, o seu ataque ao ser humano devido a um erro de identificação. Os surfistas e mergulhadores, quando vestidos com roupas de neoprene, podem ser confundidos com focas, uma das presas habituais desta espécie.

Já o tubarão-touro, além do ataque por erro de identificação, podem considerar as suas vítimas como invasoras, dado ser muito territorialista.  Mesmo que o ser humano não se aperceba, o tubarão pode sentir-se atacado ou que a sua área territorial está a ser invadida pela presença humana.

Os ataques do tubarão-tigre estão normalmente relacionados com a sua caça às tartarugas marinhas, que se dirigem para a costa, de modo a se alimentarem e desovarem. O ataque ao homem pode ocorrer quando o tubarão, com a visão contra ao sol, confunde os surfistas e banhistas com as tartarugas.

O ataque não provocado mais comum, denominado hit and run, ocorre mais frequentemente nas zonas de rebentação com banhistas e surfistas.  As provocativas e falsas vibrações (natação, surf, etc.), e/ou enganosas atracções visuais (objectos e aparências humanas, como adereços brilhantes, roupas de banho coloridas ou o contraste de bronzeamento entre a perna e a planta do pé), podem originar que o tubarão confunda o homem ou parte dos seus membros com as suas presas. A vítima raramente consegue ver o seu agressor e o tubarão não costuma retornar após a primeira mordidela, muitas vezes inquisitória  -  o tubarão utiliza os seus dentes para identificar a textura, sabor e consistência do que está a morder, sem empregar a potência total da mordidela. Suspeita-se que o tubarão, durante a mordidela, identifica que o ser humano é um objecto estranho ou muito grande e, tão rápido quanto mordeu, solta a sua vítima e não volta. As lesões provocadas por este tipo de ataque ocorrem, com maior frequência, nos membros.  Costumam limitar-se a áreas restritas, raramente provocando fatalidades quando a vítima é rapidamente resgatada da água e os primeiros socorros executados adequadamente para evitar uma grande hemorragia. Cerca de  90%  das mortes ocorrem por afogamento secundário, provocado pelo choque que advém da falta de controlo da hemorragia.

Apesar da maioria dos ataques de tubarão se dar sem nenhuma provocação  -  cerca de  86%  -,  outros dão-se quando são provocados. Entre as provocações mais frequentes, encontram-se o arpoar, tocar, segurar a cauda, oferecer comida, bloquear a sua passagem ou qualquer outra acção que importune o tubarão.

Turismo / mergulho para alimentação de tubarões

Proibida na Florida, esta actividade tem proliferado nas últimas décadas nas Caraíbas, como nas Bahamas. Estes tubarões passam a associar o barulho do motor e a movimentação dos mergulhadores com a oferta de comida. Alguém que, inadvertidamente, pare o seu barco e mergulhe no mesmo local, pode vir a ser atacado por um tubarão mais impaciente e frustrado por não ter sido alimentado naquele momento, como já estava condicionado.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
Link do post | comentar

Reciclar... por quê ?

Vou escrever um segundo artigo sobre a RECICLAGEM, hoje abordando o assunto de outra maneira...
Será que, a partir do primeiro artigo, alguém já começou a separar o lixo doméstico para ser depositado nos recipientes próprios ?...

Reciclagem01.gif


O que é Lixo

Lixo é todo e qualquer resíduo proveniente das actividades humanas ou gerado pela natureza em aglomerações urbanas. Comummente, é definido como aquilo que ninguém quer. Porém, precisamos reciclar este conceito, deixando de vê-lo como uma coisa suja e inútil na sua totalidade. Grande parte dos materiais que vão para o lixo podem  (e deveriam)  ser reciclados. 
A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. Visando uma melhoria da qualidade de vida actual e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações, torna-se necessário o desenvolvimento de uma consciência ambientalista.

O que é Reciclagem

Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutilizá-los no ciclo de produção de que saíram. E o resultado de uma série de actividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, colectados, separados e processados para serem usados como matéria-prima no fabrico de novos produtos.
Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em que, por alguma razão, foi rejeitado.  
Reciclar outro termo usado, é na verdade fazer a reciclagem.
O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem, embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.

Porque Reciclar

A quantidade média de lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg. 
* Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores.
* Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por dia.
* O aumento excessivo da quantidade de lixo deve-se ao aumento do poder aquisitivo e pelo perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas, etc.

Tipos de lixo:

-         Doméstico (alimentos)
-         Industrial  (carvão mineral, lixo químico, fumaças) 
-         Agrícola  (esterco, fertilizantes) 
-         Hospitalar 
-         Materiais Radioactivos  ( indústria medicina...) 
-         Tecnológico  (TV, rádios)

Aproximadamente  88%  do lixo doméstico vai para o aterro sanitário.

A fermentação produz dois produtos: a gordura e o gás metano. 
Menos de 3% do lixo vai para as fábricas de compostagem (adubo). 
O lixo hospitalar, por exemplo, deve ir para os incineradores. 
Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado !! ...
Esperemos que em Portugal estes valores  já se encontrem numa posição muito mais favorável ao meio ambiente, para bem de todos nós e das futuras gerações...

Por quê?

Porque reciclar é 15 vezes mais caro do que colocar o lixo em aterros.

Nos países desenvolvidos como a França e Alemanha, a iniciativa privada é encarregada do lixo. Fabricantes de embalagens são considerados responsáveis pelo destino do lixo e o consumidor também tem que fazer sua parte. Por exemplo, quando uma pessoa vai comprar uma pilha nova, é preciso entregar a usada.

Uma garrafa plástica ou vidro pode levar 1 milhão de anos para se decompor. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. Porém todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria prima, sem perder as propriedades.

Separando todo o lixo produzido em residências, estaremos a evitar  a poluição e impedir que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim o seu reaproveitamento pelas indústrias. Além disso, estaremos a poupar o meio ambiente e contribuindo para o nosso bem estar no futuro, ou você quer ter sua água racionada, seus filhos com sede, com problemas respiratórios ?

Algumas Vantagens:

Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já atirou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a preservar.

Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita.

Quantas latinhas de refrigerantes você já atirou fora até hoje?

Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exactamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes...

Agora imagine só os aterros sanitários: quanto material que está lá, ocupando espaço, e poderia ter sido reciclado!

Economia de energia e matérias-primas. Menos poluição do ar, da água e do solo.

Melhora a limpeza da cidade, pois o morador que adquire o hábito de separar o lixo, dificilmente o atira para as vias públicas.

Gera renda pela comercialização dos recicláveis. Diminui o desperdício.

Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde da zona onde reside.

Dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.


Como Reciclar

Com a colaboração do consumidor, podemos facilitar ainda mais o processo de reciclagem. A reciclagem do material é muito importante, não apenas para diminuir a acumulação de dejectos, como também para poupar a natureza da extracção inesgotável de recursos. Veja como fazer a recolha selectiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente.

Passo a passo:

1. Procure o programa organizado de recolha do seu município ou uma instituição ou entidade assistencial que recolhe o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe. Não adianta separar, por exemplo, plástico, se a entidade só recebe papel.

2. Para uma recolha de maneira ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis e dentro dos recicláveis separe papel, metal, vidro e plástico.

3. Veja um exemplo de materiais recicláveis:

- Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.
- Vidros: garrafas, copos, recipientes.
- Metal: latas de aço e de alumínio, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.
- Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

4. Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis até à hora da recolha. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios espalmando-as, amassando-as.  As caixas devem ser guardadas desmontadas.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
Link do post | comentar

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags