Quarta-feira, 27 de Abril de 2005

Telegrafia

A telegrafia foi inventada por Samuel Finley Breese Morse, nascido em 27 de Abril de 1791, em Charlestown, Massachusetts, Estados Unidos. Estudou no Yale College, onde se interessou por electricidade. Em 1832, durante uma viagem de navio, participou de uma conversa sobre o electroíman, dispositivo ainda pouco conhecido. Em 1835 construiu finalmente o seu primeiro protótipo funcional de um telégrafo, pesquisando-o até 1837, quando finalmente passou a dedicar-se inteiramente ao seu invento. Em meados de 1838, finalmente, estava com um código de sinais realmente funcional chamado Código Morse. Conseguindo em 1843 recursos financeiros para o seu invento através do Congresso norte-americano, em 1844 foi terminada a primeira linha telegráfica ligando Baltimore a Washington, quando se deu a primeira transmissão oficial cuja mensagem foi:
"What hath God wrought! ( Que obra fez Deus!)".
Samuel Finley Breese Morse morreu em 2 de Abril de 1872, em Nova York. Ainda hoje o Código Morse, embora ultrapassado, é utilizado no mundo inteiro pelo radio-amadorismo.


Fonte: "http://pt.wikipedia.org/wiki/Telegrafia"

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Terça-feira, 26 de Abril de 2005

Chernobyl

O vulto da Central Nuclear de Chernobyl domina o horizonte de Pripiat, onde não restou um habitante. Lá, energia nuclear é sinónimo de morte. Depois da explosão do reactor número 4, na madrugada fatídica de 26 de Abril de 1986, a radiação varreu tudo. A cidade foi abandonada e o acidente inutilizou uma área equivalente a um Portugal e meio, 140.000 quilómetros quadrados. Por centenas de anos.

A Europa despertou como se estivesse num pesadelo. Itália, Alemanha, Suécia, Finlândia, Suíça, Holanda e Espanha fizeram marcha a trás nos programas nucleares e fecharam as Centrais Nucleares. Para eles, o risco de um acidente igual era insuportável. Mas há Centrais Nucleares precárias nos antigos países socialistas que ainda ameaçam toda a vizinhança europeia.

Entre 15 mil e 30 mil pessoas morreram desde então por razões associadas ao acidente. A ONU estima que cerca de seis milhões de pessoas ainda vivam em áreas contaminadas.

Em 04 de Outubro de 1994 o governo da Ucrânia aceitou um plano internacional para fechar a Central Nuclear de Chernobyl. E, em 15 de Dezembro de 2000, engenheiros da Central Nuclear de Chernobyl apertaram o botão que desligou os três outros reactores - que continuaram a ser usados depois do acidente - fechando oficialmente as instalações que se converteram, em 1986, no símbolo dos perigos da energia atómica.

Em 26 de Abril de 2002, exactamente 16 anos após a tragédia, o chefe da Comissão de Segurança Radioactiva do governo ucraniano, Dântico Hrodzynskyy, alertou que os níveis de radiação em Chernes continuavam aumentando. Segundo o mesmo cientista, o restante do combustível que existe dentro do reactor nuclear que causou o acidente - hoje protegido por um sarcófago de cimento - está aquecendo. A incidência de cancro de tiróide em crianças é actualmente mil vezes mais alta do que a que existia antes do acidente de 1986. E, noutra advertência, o cientista disse que os vazamentos no sarcófago de cimento que envolve as ruínas do reactor e toneladas de combustível radioactivo podem agravar a situação.

Fontes: Programa Educ@r - USP
            BBC - Brasil
            Terra
            UOL
http://www.unificado.com.br/calendario/10/chernobyl.htm
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2005

Dia da Liberdade

Dois testemunhos, de gente nova...

Dia da Liberdade

Os Cravos da Liberdade

Há muitos anos atrás, havia um país muito bonito, mas, onde as pessoas viviam tristes e cheias de medo. Elas, quando se encontravam na rua ou nos cafés, falavam baixinho...parecia haver um segredo terrível que as assustava e que não podiam revelar.
Os visitantes de outros países, apercebiam-se que aquele povo era infeliz, porque lhe haviam roubado um Tesouro – a Liberdade. Para elas, viver sem Liberdade, era como sufocar...
Os amigos estrangeiros, achavam que como nos seus países, estas pessoas tinham direito à Liberdade, assim como ao ar que respiravam. Deveriam poder fazer o que quisessem, desde que não fizessem mal a ninguém.
No país das pessoas tristes, havia polícias em todo o lado que, as controlavam e proibiam de contar o seu segredo, de dizer o que pensavam e sentiam. Se fossem descobertas, poderiam ser presas, torturadas ou até mortas. Esses polícias até abriam as cartas das pessoas e ouviam as suas conversas, para saberem os seus pensamentos e as suas opiniões.
Os meninos deste país, também não podiam ler o que quisessem, ou ouvir algumas músicas e, nem sequer podiam beber Coca-Cola, porque era proibido (não se sabia porquê).
Os rapazes e as raparigas, tinham que andar em escolas separadas por muros e por grades. As raparigas não podiam vestir calças, nem andar sem meias ou usar mini-saia porque também era proibido.
Quando cresciam, os rapazes eram mandados para guerras em países distantes e obrigados a matar pessoas que nunca lhes haviam feito mal. Muitos morreram e outros regressaram loucos e deficientes.
No País das Pessoas Tristes, também não se podia votar noutros governantes e, assim, escolher outras pessoas que acabassem com todas as coisas más e lhes devolvessem a Liberdade.
Os visitantes estrangeiros, depois de saberem este segredo terrível, ficaram igualmente amedrontados e com receio de serem vigiados e presos. Só então compreenderam, a importância da Liberdade que havia nos seus países.
Um dia, as pessoas deste País triste e assustado resolveram reconquistar o Tesouro que lhes tinham tirado.
Foram os soldados que pegaram nas suas espingardas e canhões, para arrancar o Tesouro aos ladrões.
Toda a gente saiu para as ruas cantando e gritando: - Viva a Liberdade! Colocaram-se cravos vermelhos e brancos nas varandas e nas espingardas dos soldados. Os presos foram libertados, os soldados regressaram das guerras e as pessoas que tinham fugido do País, voltaram muito felizes.
Esta Revolução, aconteceu no dia 25 de Abril do ano de 1974, no nosso País – Portugal – e este dia ficou conhecido para a História, como O Dia da Liberdade.
Todos os anos, comemoramos o 25 de Abril, para nos lembrarmos da importância da Liberdade na vida das pessoas e, da nossa responsabilidade, que consiste em
guardar e conservar este Tesouro tão precioso.

Manuel António Pina, “O tesouro” (adaptado)
http://www.eb1-lavandeira-vagos.rcts.pt/liber.htm
- Escola EB1 de Lavandeira-Vagos-Aveiro -



EU  e  o  25  de  ABRIL
- Andreia Ribeiro, - aluna nº 4, do 9º Ano B - 2003/04 -

Como só nasci em 1989, o pouco que sei do 25 de Abril foi o meu pai que me contou. 
O meu pai viveu o 25 de Abril e afirma que foi um momento único, um momento de liberdade e de festa para todos. 
Pelas suas opiniões devia ter sido espectacular e só foi pena eu não ter sido testemunha desse dia. 
Para dizer a verdade eu gostava de ter vivido esse dia... mas só esse.Porque, segundo testemunhos credíveis, os dias , meses e anos anteriores, isso não, obrigado ! 
Pelos vistos esses tempos anteriores ao 25 de Abril terão sido horríveis e dignos de serem esquecidos e nunca mais desejados. Só o facto de um país inteiro ter vivido como se estivesse numa prisão, deixa uma pessoa com a raiva à flor da pele. Não se podia falar nem sequer emitir opiniões contra o governo... seria injusto e, segundo o meu pai, era uma situação desesperante e até certo ponto de cariz mórbido e desumano. 
Por assim dizer ... dava a ideia que os portugueses viviam presos entre duas ou mais fronteiras, controlados a cada segundo, a cada minuto e a cada hora. Nem na nossa família, segundo parece, se podia confiar. 
Porque se dizia que a própria P I D E estendia os seus tentáculos para dentro de cada lar. Além de desumano era injusto, indecoroso, e daí à desonra era um pequeno passo, na via da destruição. Que tristeza ! Eu não sei se conseguiria aguentar a ideia de desconfiar que tinha um traidor na própria família ou dentro de casa. As duas coisas que eu mais prezo na vida. 
Se isso acontecesse acho que seria para a minha pessoa o próprio fim. 
Ainda quanto ao 25 de Abril tenho a dizer que eu gostaria de ser um daqueles soldados que libertaram o país e o povo. Acredito que todos os soldados que estiveram naquele dia na linha da frente - isto é - que deram ou arriscaram a vida pela conquista da liberdade hoje devem sentir-se orgulhosos do seu dever cumprido. Eu, no lugar deles, sentir-me-ia herói ! Mas, na impossibilidade de me sentir na pele de um soldado, ao menos gostaria de ter estado lá bem no meio do fogo da acção - no Largo do Carmo - onde o velho império salazarista caiu e onde nasceu um País Novo. 
Teria sido de igual modo uma alegria inesquecível !


"A Malta do Colégio Bartolomeu Dias"
http://www.portalcen.org/revistas/malta/002.htm
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25 de Abril de 1974 - "A Revolução dos Cravos"

E já passaram 31 anos....

Pelo menos para os portugueses, aquele 25 de Abril de 1974 nascia diferente. Todos sentiam que os acontecimentos seriam a definição do futuro das gerações vindouras e de vários países. Era uma primavera, como tantas outras, mas nunca as flores tinham representado tanto para um povo, especialmente os cravos vermelhos, símbolo do 25 de Abril de 1974.  Tinha nascido a "Revolução dos Cravos"...

Podemos dizer que tudo começou há muito tempo atrás, em meados dos anos de 1920, mas, ao contrário de um conto de fadas, essa é uma história de horror. Naquela época assumia o poder em Portugal o ditador fascista Salazar, que governou com mão-de-ferro tanto o país como as suas colónias de além-mar. O pequeno Portugal era um país pobre e agrícola e dependia do monopólio das riquezas de suas colónias, especialmente na África, para tentar equilibrar a sua fraca economia. O atraso do país era potencializado por um controle forte das forças armadas e uma censura rígida, que impediam a competitividade dos poucos produtos industrializados e as inovações nos meios de produção e nas relações de trabalho. Partidos da esquerda e do centro foram banidos e a intelectualidade, se não comungasse com as ideias de extrema-direita, era considerada subversiva e não patriótica. A força do regime era tão evidente, que com a morte de Salazar, seu sucessor, Marcelo Caetano, não faz nenhuma alteração significativa nos quadros do Governo, indicando que não ocorreriam mudanças. O salazarismo sobrevive ao seu fundador.

Para a manutenção do controle sobre as colónias, era indispensável um forte aparato repressor e a mecanização e aparelhamento das forças armadas, o que não saia barato para os cofres públicos. Aumenta o arrocho nos salários e nos impostos em todos os "territórios portugueses". Para suprir a falta de oficiais para a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, jovens são convocados para servir "ao seu país". Estudantes universitários eram mandados, após pequeno treino, para as colónias, para combater pessoas que nunca lhes havia feito mal algum (uma situação bem actual), em nome de um regime que eles execravam.

Destes novos quadros sairão os "Capitães de Abril", um grupo de oficiais que planeia derrubar o Governo salazarista, implantando a democracia em Portugal. Naquele mesmo ano de 1974, em 16 de Março, um único regimento de infantaria marcha sobre Lisboa. Essa tentativa de golpe é frustrada e o regimento – isolado – capitula; 200 militares são presos, mas é um indicativo forte do que está por vir.
Para "resumir" esta história aqui está uma breve cronologia dos acontecimentos, retirada do site de notícias AEIOU
.

23 de Abril
Otelo Saraiva de Carvalho entrega, a capitães mensageiros, sobrescritos fechados contendo as instruções para as acções a desencadear na noite de 24 para 25 e um exemplar do jornal a Época, como identificação, destinada às unidades participantes.

24 de Abril
O jornal República, em breve notícia, chama a atenção dos seus leitores para a emissão do programa "Limite" dessa noite, na Rádio Renascença.
22:00 horas
Otelo Saraiva de Carvalho e outros cinco oficiais ligados ao MFA (Movimento das Forças Armadas) já estão no Regimento de Engenharia 1 na Pontinha onde, desde a véspera, fora clandestinamente preparado o Posto de Comando do Movimento. Será ele a comandar as operações militares contra o regime.
22:55 horas
A transmissão da canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho, aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, marca o início das operações militares contra o regime.

25 de Abril
00:20 horas

A transmissão da canção " Grândola Vila Morena " de José Afonso, no programa "Limite" da Rádio Renascença, é a senha escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis.
Das 00:30 às 16:00 horas
Ocupação de pontos estratégicos considerados fundamentais ( RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Aeroporto de Lisboa, Quartel General, Estado Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi).
Primeiro Comunicado do MFA difundido pelo Rádio Clube Português.
Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém estacionam no Terreiro do Paço.
As forças paramilitares leais ao regime começam a render-se: a Legião Portuguesa é a primeira.
Desde a primeira hora o povo vem para a rua para expressar a sua alegria.
Início do cerco ao Quartel do Carmo, chefiado por Salgueiro Maia, entre milhares de pessoas que apoiavam os militares revoltosos. Dentro do Quartel estão refugiados Marcelo Caetano e mais dois ministros do seu Gabinete.
16:30 horas
Expirado o prazo inicial para a rendição anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, e após algumas diligências feitas por mediadores civis, Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se e pede a comparência no Quartel do Carmo de um oficial do MFA de patente não inferior a coronel.
17:45 horas
Spínola, mandatado pelo MFA entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo.
O Quartel do Carmo hasteia a bandeira branca.
19:30 horas
Rendição de Marcelo Caetano. A chaimite (tipo de blindado) BULA entra no Quartel para retirar o ex-presidente do Conselho e os ministros que o acompanhavam, levando-os, à guarda do MFA para o Posto de Comando do Movimento no Quartel da Pontinha.
20:00 horas
Disparos de elementos da PIDE/DGS (polícia política) sobre manifestantes que começavam a afluir à sede daquela polícia na Rua António Maria Cardoso, fazem quatro mortos e 45 feridos.

26 de Abril
A PIDE/DGS rende-se após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais director daquela corporação.
Apresentação da Junta de Salvação Nacional ao país, perante as câmaras da RTP.
Por ordem do MFA, Marcelo Caetano, Américo Tomás, César Moreira Baptista e outros elementos afectos ao antigo regime, são enviados para a Madeira.
O General Spínola é designado Presidente da República.
Libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche.

27 de Abril
Apresentação do Programa do Movimento das Forças Armadas.

29 a 30 de Abril
Regresso dos líderes do Partido Socialista (Mário Soares) e do Partido Comunista Português (Álvaro Cunhal).

1 de Maio
Manifestação do 1º de Maio, em Lisboa, congrega cerca de 500.000 pessoas. Outras grandes manifestações decorreram nas principais cidades do país.

4 de Maio
O MRPP organiza a primeira manifestação de boicote ao embarque de soldados para as colónias. A Junta de Salvação Nacional previra a necessidade de envio de alguns batalhões de militares para substituírem a tropa portuguesa ainda em território africano e cujo período de mobilização já terminara. Pensava-se também que seria importante manter as Forças Armadas Portuguesas em África até final das negociações com os Movimentos de Libertação Africanos, com vista à independência dos territórios.

16 de Maio
Tomada de posse do Iº Governo Provisório, presidido por Adelino da Palma Carlos.
Do Iº Governo fazem parte, entre outros, Mário Soares, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro.

20 de Maio
Américo Tomás e Marcelo Caetano, com o conhecimento da JSN mas não do Governo, partem para o exílio no Brasil.

A Revolução ficou conhecida como a "Revolução dos Cravos". Os militares  passaram a "desfilar" pelas ruas de Lisboa com cravos "na lapela" ou "na boca das espingardas". Para uma revolução pacífica, onde a população se irmanava com os militares, não havia melhor símbolo que uma flor, tanto mais que fosse bem "portuguesa". Rapidamente todos estavam acompanhando o desenrolar dos acontecimentos com um cravo nas mãos e a esperança no coração.
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Domingo, 24 de Abril de 2005

Revolução dos Cravos

Preparativos para a Revolução dos Cravos em Portugal
no dia 25 de Abril de 1974

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

Às 22.55 horas é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que despoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado, porgramado para o dia seguinte.

Ao longo de 48 anos de ditadura os portugueses tornaram-se num povo triste e miserável que frequentemente se envergonhava si próprio.  O único orgulho que diziam que possuía era o de ter  um vasto império colonial, sustentado por uma guerra onde morriam, desde 1961, milhares de portugueses e combatentes pela libertação das antigas colónias.


Amanhã:
Um resumo do  25 de Abril de 1974  na comemoração do 31.º aniversário.

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Banda Desenhada


24 de Abril:
dia de 24 horas de quadrinhos (evento anual de produção de quadrinhos)

A banda desenhada, BD, história em quadrinhos ou HQ (em Portugal também é designada popularmente por livros aos quadradinhos) é uma forma de arte sequencial que conjuga texto e imagens sequencialmente organizadas com o objectivo de contar histórias dos mais variados géneros e estilos. São, em geral, publicadas no formato de revistas, livros ou de pequenos trechos editados em jornais e revistas.

Através da actual BD é possível remontar aos tipos de registro pictórico utilizados pelo homem pré-histórico para representar, por meio de desenhos, suas crenças e o mundo ao seu redor. Ao longo da História da Humanidade esse tipo de registro desenvolveu-se de várias formas, desde os hieróglifos egípcios até à própria escrita alfabética.

Na sua história mais recente, a banda desenhada encontra os seus precedentes nas sátiras políticas publicadas por jornais ingleses e norte-americanos, que traziam caricaturas acompanhadas de comentários ou pequenos diálogos humorísticos entre os personagens retratados. Mais tarde esse recurso daria origem aos "balões", recurso gráfico que indica ao leitor qual dos personagens em cena está a "falar" (donde o termo italiano "fumetti" - os balões lembram fumaça saindo da boca dos interlocutores).

Apesar do nascimento exacto ser tema de controvérsia, a maioria dos autores parece concordar que, a despeito de qualquer trabalho precursor isolado, a paternidade dessa forma de arte cabe aos EUA. Foi lá que os cânones das actuais HQs primeiro se fixaram para, só então, ganharem o mundo.

Entre esses cânones, além do já citado balão, podem ser destacados: o uso de sinais gráficos convencionados (como as onomatopeias para a tradução dos sons, pequenas estrelas sobre a cabeça de um personagem indicando dor ou tontura, o próprio formado do balão pode indicar o volume ou tom da fala e até mesmo informar que se trata de um pensamento); uso da "calha" para separar um quadro de outro e estabelecer um sentido de evolução no tempo entre as cenas representadas; uso de cartelas ou recordatórios para estabelecer uma "voz do narrador" dentro da história; entre outros.

Com a popularização das "mídias" impressas, a partir da viragem do século XIX para o XX a banda desenhada tornou-se imensamente popular em todo o mundo. A sua linguagem é cada vez mais apurada e, apesar de ser muitas vezes tratada como uma forma de expressão menor, o seu respeito nos meios académicos vem crescendo a cada dia.

Os quadrinhos, quadradinhos ou banda desenhada, são lidos pelas mais diversas faixas etárias, desde crianças em idade de alfabetização a idosos coleccionadores.

Apesar de nunca ter sido oficialmente baptizado, os quadrinhos receberam diferentes nomes ditados de acordo com as circunstâncias específicas de diversos países em que se estabeleceu. Por exemplo, nos EUA, convencionou-se chamar de comics, pois as primeiras historinhas eram de humor, cómicas; na França, eram publicadas em tiras - bandes - diariamente nos jornais e ficaram conhecidas por bandes-dessinées; na Itália, ganharam o nome dos balõezinhos ou fumacinhas (fumetti) que indicam a fala das personagens; na Espanha, chamou-se de tebeo, nome de uma revista infantil (TBO), da mesma forma que, no Brasil, chamou-se por muito tempo de gibi (também nome de uma revista). Tudo, no entanto, se refere à mesma coisa: uma forma narrativa por meio de imagens fixas, ou seja, uma história narrada em sequência de pequenos quadros. Nesse sentido, o nome utilizado no Brasil seria o mais adequado: uma história em quadrinhos.

No Japão são chamados Mangás que, por sua história e ampla diversidade, merecem um verbete à parte.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Dia Internacional do Jovem Trabalhador

24 de Abril - Dia Internacional do Jovem Trabalhador

Todos os seres humanos, nascem livres e iguais em dignidade e direitos, e como possuem razão e consciência, devem comportar-se fraternalmente uns com os outros. Todo o esforço do jovem, visa uma sobrevivência social, ele condensa as forças que na infância se aplicavam ao trabalho em torno de um só objectivo: "auto-afirmar-se". O jovem quer viver com os braços e o coração abertos. Quer a luta, o esforço e o trabalho, que são as duras pedras do caminho certo. Há muitos jovens, que mesmo estando capacitados para o trabalho, não encontram campo para desempenhar a sua profissão. Em suas mãos, está o progresso da nação.

Mas... os jovens merecem atenção especial !

As estatísticas mais recentes disponíveis são claras. Em 2001 o número de acidentes no grupo dos trabalhadores com “menos de 25 anos” quase iguala o grupo de “45 a 54 anos”.

Um relatório publicado em 2004 pela Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho constata que os jovens trabalhadores com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos têm 50 por cento mais probabilidades de sofrer um acidente de que o trabalhador médio em países industrializados. Os autores do relatório chamam a atenção para o facto de que a maior parte dos jovens entra para o mercado de trabalho com pouca formação na área da prevenção dos riscos profissionais.

Esta realidade levou aquela Agência, representada em Portugal pelo Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST), a promover a divulgação de vários projectos de “Boas práticas” desenvolvidos em vários países europeus que procuram integrar a saúde e segurança do trabalho na educação.

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Sábado, 23 de Abril de 2005

Provérbios Chineses

"A palavra é prata, o silêncio é ouro."

"O cão não ladra por valentia e sim por medo."

"A gente todos os dias arruma os cabelos:  por que não o coração?"

"A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros."

"Um homem feliz é como um barco que navega com vento favorável."

"Antes de dar comida a um mendigo, dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar."

"Não há que ser forte. Há que ser flexível."

"Jamais se desespere no meio das sombrias aflições da sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda."

"Uma longa viagem começa por um passo."

"Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa."

"O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância."

"Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede."

"Dê um peixe a um homem faminto e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar, e você estará alimentando-o pelo resto da vida."

Publicado por: Praia da Claridade às 00:16
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Parábola da Rosa

Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente.
Antes que ela desabrochasse, ele examinou-a e viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou:
"Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?"
Entristecido por este pensamento, ele recusou-se a regar a rosa e antes mesmo de estar pronta para desabrochar ela morreu.
Assim é com muitas pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa:  São as qualidades dadas por Deus.
Dentro de cada alma temos também os espinhos:  São as nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós próprios e vemos apenas os espinhos, os defeitos.
Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir do nosso interior.
Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e consequentemente, isso morre.
Nunca percebemos o nosso potencial.
Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas.
Portanto alguém deve mostrar-lhes essa rosa.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.
Esta é a característica do amor.
Olhar uma pessoa e conhecer as suas verdadeiras qualidades.
Aceitar aquela pessoa na sua vida, enquanto reconhece a beleza na sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar as suas aparentes imperfeições.
Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão os seus próprios espinhos.
Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
Portanto Sorriam !!!...  e descubram as rosas que existem dentro de cada um de vós e das pessoas que amam...
  


( Mens@geiro )
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2005

Vaticano

 
Na sequência do meu artigo publicado ontem sobre ROMA, faço hoje algumas referências ao estado do VATICANO do qual muito se tem falado nos últimos dias, pelo falecimento do Papa João Paulo II e a eleição de Bento XVI. 
 

O Vaticano é o menor estado independente do mundo, encravado na capital de Itália, Roma. Deve a sua existência ao facto de ser a sede da Igreja Católica Romana.

História

O Vaticano, na sua forma actual, foi estabelecido pelo tratado de Latrão, em 11 de Fevereiro de 1929, sucedendo aos Estados Pontifícios. As terras destes haviam sido doadas em 756 por Pepino, o Breve, rei dos francos.

Política

O Papa é o chefe de estado do Estado do Vaticano. É eleito por um colégio de cardeais denominado conclave e o cargo é vitalício. Conclave (do latim cum clave, que significa com chave) é a reunião em clausura muito rigorosa dos cardeais aquando da eleição do Papa. Os cardeais permanecem incomunicáveis com o exterior até haver um Papa escolhido.

Tecnicamente é uma monarquia electiva não hereditária. O termo cidade do Vaticano é referente ao Estado, enquanto que Santa Sé é referente ao governo da Igreja Católica efectuado pelo Papa e pela Cúria Romana. O Estado do Vaticano, com o estatuto de observador nas Nações Unidas foi admitido como membro de pleno direito em Julho de 2004, mas não requereu direito de voto.

Geografia

A área do Vaticano é de 0.44 Km². Ele está situado no meio da capital italiana, Roma. Por isso, não possui área costeira. A defesa do país é da responsabilidade da Itália, enquanto que a segurança do Papa fica a cargo da Guarda Suíça.

Economia

A economia do Vaticano é baseada na captação de donativos nas igrejas subordinadas ao país em questão pelo mundo fora. Essa maneira de arrecadação existe com a finalidade de suprir as contas do Vaticano com evangelização e suportar os programas sociais que desenvolve.

O país mantém um canal de donativos conhecido como "Óbolo de São Pedro", onde o doador remete os fundos diretamente ao Santo Padre.

Bento XVI (nascido em 16 de Abril 1927 em Marktl am Inn, na Baviera, Alemanha) é o nome adoptado pelo Cardeal Joseph Ratzinger ao ser escolhido como o novo Papa após o conclave de 2005. O colégio de Cardeais elegeu-o como Papa a 19 de Abril de 2005.

Papa_BentoXVI_19Abril2005.jpg

Outra forma de captação de recursos é o turismo dentro do complexo de museus e patrimónios da humanidade que há na Santa Sé. Não há outro lugar no mundo com tanto valor artístico e intelectual concentrado como os arquivos secretos do Vaticano, biblioteca, acervos diversos e a arte contida nos templos locais.

Demografia e outros dados

Língua oficial ................. Latim (o italiano é muito comum)
Papa .............................. Bento XVI
Área ............................... 194º maior
- Total ............................. 0.44 km²
- % água ......................... Insignificante
População ..................... 194º mais populoso
- Total (2000) ................. 890
- Densidade ................... 2023 h/km²
Independência ............... Tratados de Latrão
- Data .............................. 11 de Fevereiro de 1929
Moeda ............................. Euro  (Antes de 1999: Lira do Vaticano)
Fuso horário ................... UTC +1
Hino nacional .................
Inno e Marcia Pontificale
Código Internet .............. .VA
Código telefónico ........... 379

Cultura

A cultura do Vaticano é obviamente correspondente à cultura da Igreja Católica e o seu expoente são as soberbas obras de arquitectura como a Basílica de São Pedro, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina e a colecção do Museu do Vaticano. O palácio onde reside o Papa tem 5 mil quartos, 200 salas de espera, 22 pátios, 100 gabinetes de leitura, 300 casas de banho e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas.

Guarda Suíça é o nome que recebe o grupo de soldados contratados para proteger o papa. Foi criado no século XV.

Bandeira do Vaticano

A bandeira do Vaticano consiste em duas bandas verticais em amarelo (à tralha) e branco, com as chaves cruzadas de São Pedro e a mitra papal centradas na banda branca.

Em heráldica, amarelo e branco representam em geral dois metais, ouro e prata, que não são colocados lado a lado. Esta é uma excepção especial, porque as cores também representam as chaves de São Pedro.

 

Bandeira_Vaticano.jpg

 

Fonte: Wikipédia

Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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FILIPE FREITAS

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