Quinta-feira, 17 de Março de 2005

Terras de Portugal

Leiria

Leiria_castelo.jpg

Em terras do meu País
Airosa nasceu um dia
Nas margens do rio Lis
A cidade de Leiria...

Aqui...nosso Rei Primeiro
Constrói em ar triunfal
O seu castelo altaneiro
Relíquia de Portugal.

O rei D. João Terceiro
Cedo a eleva a cidade
Da Sé foi também obreiro
Pra lhe dar tranquilidade.

Sua beleza era tanta
Que a preferiu D. Dinis
Pra com a Rainha Santa
Viver a vida feliz !...

Reza também a história
Da cidade de Leiria
Que a ela cabe a glória
Pioneira em tipografia.

Entre ilustres do seu Povo
De que Leiria é herdeira
Ressaltam Rodrigues Lobo
E Afonso Lopes Vieira!...

Euclides Cavaco

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Quarta-feira, 16 de Março de 2005

Efeméride

Faz hoje 180 anos que nasceu...

Camilo Castelo Branco (1825 - 1890)

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825, na freguesia dos Mártires, num prédio da Rua da Rosa, actualmente com os nºs 5 a 13.
Filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, foi baptizado na Igreja dos Mártires a 14 de Abril de 1825. Os seus padrinhos foram o Dr. José Camilo Ferreira Botelho, de Vila Real, e Nossa Senhora da Conceição.

Camilo Castelo Branco teve uma vida que pode ser confundida com uma de suas próprias novelas, ou seja, uma vida dramática e tão cheia de atribulações que chega a espelhar as histórias que escreveu.
Nascido em Lisboa em 1825, Camilo ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos dez, passando a ser criado por uma tia e uma irmã. Aos 16 anos casou-se com Joaquina Pereira e, dois anos depois, em 1843, matricula-se na Faculdade de Medicina, porém, não conclui o curso. A partir de 1848, passa a viver do jornalismo e a frequentar a boémia.

Quando completa 21 anos, rapta Patrícia Emília e vai viver com ela na cidade do Porto. Logo depois é acusado e preso por bigamia. Depois de conseguir a liberdade, Camilo tem alguns amores passageiros até encontrar, por volta de 1824, Ana Plácido, a "mulher de sua vida". Essa nova relação amorosa, no entanto, não é nada tranquila, uma vez que Ana é casada com Pinheiro Alves, um rico comerciante local.
 

Na impossibilidade de concretizar o seu amor, Camilo busca refúgio na religião e ingressa no Seminário do Porto, porém passa a ter um caso amoroso com a freira Isabel Cândida. Camilo permanece nesse seminário por dois anos e, depois de tentar o suicídio, consegue viver junto à sua amada, que abandona o marido para viver com o escritor. Logo depois o casal é preso pelo crime de adultério. Os dois são julgados, absolvidos e vão morar em Lisboa.

Camilo e Ana têm dois filhos com problemas de saúde e, por isso, enfrentam sérios problemas financeiros. Para garantir a sobrevivência da família, Camilo passa a escrever por encomenda, tornando-se o primeiro escritor português a viver exclusivamente da literatura. Em 1888 Ana e Camilo finalmente casam-se. Ainda nesse ano o escritor começa a sentir os primeiros sintomas de cegueira, causada por uma sífilis crónica. Em 1890, a novela da vida de Camilo chega ao fim. Ele suicida-se com um tiro de pistola em 1 de Junho...

O facto de ter de sobreviver da literatura fez com que Camilo Castelo Branco concentrasse seus esforços na produção de novelas (narração, usualmente curta, ordenada e completa, de factos humanos fictícios, mas, por via de regra, verosímeis). Isso deu-se porque esse género literário agradava ao novo público consumidor, tornando-se assim de fácil consumo.

Dentre a vasta obra composta por Camilo Castelo Branco podemos encontrar novelas de terror, satíricas, históricas e as passionais. Essas últimas compõem o género que mais caracteriza o ultra-romantismo português. Nelas são apresentadas personagens que, devido aos obstáculos encontrados para a realização do amor, tornaram-se verdadeiros mártires desse sentimento.
As obras que merecem maior destaque são:

"Amor de Perdição"    (1862)
"O Irónico Coração"   (1862)
"Cabeça e Estômago" (1862)
"Amor de Salvação"   (1864)
  

Fonte: http://www.mundocultural.com.br/literatura1/romantismo/camilo.htm

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Publicado por: Praia da Claridade às 15:47
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FIGUEIRA antiga

132.JPG

Uma exposição de automóveis no
Salão Nobre do Casino da Figueira da Foz
É uma fotogafia antiga, desconheço a data...
Reparem nos modelos...

Fonte:  www.figueira.net/

Publicado por: Praia da Claridade às 00:53
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Ser Português

É amar a Pátria Portuguesa
É tê-la sempre presente...
E gostar...
Com muita firmeza,
Das nossas coisas
E da nossa Gente.

Ser português,
É vibrar de emoção
Ao descobrir
Entre mil bandeiras,
Desfraldadas ao vento,
A bandeira da Nação.

Ser português,
É ter orgulho
Da nossa historia...
E dos nossos antepassados.
É dar testemunho,
De tudo o que somos
E com muito prazer
Nos sentirmos honrados.

Ser português,
É entoar com emoção
O nosso Hino e as nossas canções...
E sem apreensão
Cantar...falar...ou rezar,
Em qualquer parte,
Sem hesitar,
A língua de Camões.

Ser português,
É ser diferente...
É ter alma Lusíada...
É saber estar ausente...
E em qualquer lado, 
Gostar de tudo,
O que evoca a Pátria
E nos inspira... amor,
A esse cantinho...
Á beira-mar plantado.

Euclides Cavaco

Publicado por: Praia da Claridade às 00:20
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Terça-feira, 15 de Março de 2005

Sátira

Sátira à Condução

Conduzir em Portugal,
É como ter passaporte,
P'ra sem processo legal,
Entrar no país da morte.

Conduz-se em sinistro jeito,
Sempre em forma acelerada,
Sem o mínimo respeito,
Pelo código da Estrada.

Velocidades ingentes,
De pedal sempre ao fundo,
Faz-nos ser em acidentes,
Quase os primeiros do mundo.

Quanta manobra perigosa,
Por vezes na condução,
Termina em forma horrorosa,
À pancada ou discussão.

As "bombas" p'ra ultrapassar,
É de gesto ou palavrão,
Ou dão luzes p'ra avisar,
Um eminente empurrão.

Passam, mas ficam zangados,
Se afrouxam por acaso,
Atrás dos carros pesados,
Lentos e fora do prazo.

Onde está a cortesia?
Que fica por demonstrar,
Dos que por mera mania,
Só têm pressa a guiar.

Tome este conselho a sério,
Deixe de conduzir mal,
P'ra não fazer cemitério,
Das estradas de Portugal!

Euclides Cavaco

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Publicado por: Praia da Claridade às 01:02
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Segunda-feira, 14 de Março de 2005

ALBERT EINSTEIN - cientista e humanista

Em 14 de Março de 1879  nascia Albert Einstein (morreu em 18/04/1955).
             
Físico alemão-americano que desenvolveu as teorias especiais e gerais de relatividade e ganhou o Prémio Nobel da Física em 1921 pela sua explicação do efeito fotoeléctrico. Reconhecido em seu próprio tempo como um dos intelectos mais criativos da história humana, nos primeiros 15 anos do século XX Einstein avançou uma série de teorias que propuseram modos completamente novos de pensamento sobre espaço, tempo, e gravitação. Suas teorias da relatividade e gravitação foram um profundo avanço em cima da velha física Newtoniana e uma revolução científica e investigação filosófica. Considerado o pai da Física Atómica, seu nome é consenso na comunidade científica mundial e ninguém duvida de que suas teorias revolucionaram a ciência abrindo perspectivas até então inimagináveis.


.....................


Ulm, 1879 - Princeton, New Jersey, 1955
                 
Físico alemão. De origem judaica, naturaliza-se suíço e, posteriormente, norte-americano. Educado em Munique e na Suíça, doutora-se em Zurique em 1905. Entre os anos de 1902 e 1909 está a trabalhar num escritório de patentes em Berna, até que em 1909 consegue incorporar-se no ensino universitário, que exerce em Zurique, Praga e Berlim. Dirige o Instituto de Física Kaiser Wilhelm e é membro da Academia de Ciências Prussiana. Em 1905 publica os seus primeiros trabalhos sobre a análise matemática do movimento de Brown, o efeito fotoeléctrico, o estabelecimento da equivalência massa-energia e a exposição dos fundamentos da teoria especial (ou restringido) da relatividade.


Estes temas vão impulsionar uma mudança espectacular e revolucionária da concepção do mundo físico baseado na geometrização espácio-temporal da física moderna. A partir de 1910 aprofunda a teoria da relatividade e, em 1916, publica o resultado dos seus esforços. Recebe o Prémio Nobel de Física em 1921. A partir de então viaja pela Europa, Estados Unidos e Ásia. Em 1933, pela sua condição de judeu tem que exilar-se da Alemanha e instala-se em Princeton (Estados Unidos). Em 1939 adverte o presidente Roosevelt, numa famosa carta, sobre o perigo de a Alemanha se ter adiantado na descoberta das possibilidades da energia nuclear, o que propicia a realização do Projecto Manhattan (criação das primeiras bombas atómicas). Apesar da sua contribuição para a investigação bélica, é um pacifista militante.
       
Fonte: http://www.vidaslusofonas.pt/albert_einstein.htm 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Domingo, 13 de Março de 2005

FIGUEIRA antiga

 
No início dos anos 50 começou a construção de uma grande obra.
Reparem na foto.
Muitas pessoas se recordam e não é difícil de adivinhar...

Grande Hotel da Figueira - em construção -

Agora vejam a obra concluída, numa antiga fotografia...

Grande Hotel da Figueira

É isso mesmo:  O GRANDE HOTEL DA FIGUEIRA.
Foi inaugurado no dia 28 de Junho de 1953
na altura em que era Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, o
Dr. Álvaro Malafaia
Arquitecto:  Peres Fernandes
Construtor civil:  
Carlos Eduardo Rodrigues

Fonte destas duas fotografias:  www.figueira.net/fotosantigas/slideshow.html
 

Publicado por: Praia da Claridade às 02:29
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Sábado, 12 de Março de 2005

Arte xávega

A arte xávega terá sido trazida para Portugal por volta de 1776.

A localidade a que se refere este artigo - Costa de Lavos - é uma praia que pertence ao concelho da Figueira da Foz, uns 10 quilómetros a sul.
Assisti muita vez ao desenrolar desta actividade piscatória, digna de se apreciar, desde a saída do barco, ao seu regresso, ao puxar das redes onde, na parte final, formava um grande saco de peixe que depois era estendido na areia da praia.
De salientar que em muitas outras praias se podia ver esta actividade. 

Arte _xávega
           
Os bois puxando a rede com o peixe capturado

"A arte xávega é um dos cartazes turísticos da Costa de Lavos, terra que tem mantido esta tradição.

Arte xávega, ou arte grande, é o nome dado a uma forma tradicional de pesca de arrasto, em que um grupo de pescadores, organizado em companha, num barco a remos, lança as redes a grande distância, para cercar os cardumes, puxando-as no fim do lanço para a praia, à força de braços ou com a ajuda de bois.

Chegado ao areal, o pescado é separado e vendido, logo na praia, ou pelas ruas, com a ajuda dos pregões das varinas.

Outrora, na praia da Costa de Lavos, a imagem de animais que puxavam os barcos era comum. (...)
Se, noutros tempos, os bois faziam parte da vida das pessoas, nas suas culturas caseiras, hoje, com a diminuição das práticas agrícolas, não é fácil conseguir as necessárias juntas de boi para a demonstração da arte xávega.

Mas, como <quem não tem cão caça com gato>, os promotores da tradição substituíram os bois pelas vacas, em metade do número ideal, mas ainda assim suficiente para conseguir o efeito visual pretendido.

Quanto à função dos animais, sendo em menor quantidade, foi desempenhada por tractores, que se encarregaram de puxar as redes de arrasto, trazendo o peixe fresquinho, e ainda a saltar."

   

Fonte:  Jornal "O Figueirense" - 11/03/2005 - "Arte xávega na Costa de Lavos", pág. 14.
Publicado por: Praia da Claridade às 02:09
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Sexta-feira, 11 de Março de 2005

Poema

Olhe…



Olhe para trás!  
Veja os obstáculos que você já superou.  
Veja quanto você já aprendeu 
nesta vida e quanto já cresceu.  

Olhe para frente!  
Não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair.  
Estabeleça metas, tenha planos e prossiga com firmeza.  

Olhe para dentro!  
Conheça seu coração e analise seus projectos;  
mantenha puros seus sentimentos.  
Não deixe que o orgulho, a vaidade e a inveja 
dominem seus pensamentos e seu coração.  

Olhe para o lado!  
Socorra quem precisa de você.  
Ame o próximo e seja sensível para perceber 
as necessidades daqueles que o cercam.  

Olhe para baixo!  
Não pise em ninguém... 
Perceba as pequenas coisas e aprenda a valorizá-las. 

Olhe para cima!  
Há um Deus maior do que você,  
que te ama muito e tem 
todas as coisas sob seu controle.  

Olhe para Deus!  
Perceba a profundidade, a riqueza 
e o poder da bondade divina.  
Sinta esse Deus que olha por você 
em todos os dias da sua vida!

(desconheço o autor)

Publicado por: Praia da Claridade às 02:43
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Aniversário de uma tragédia

Madrid recorda as vítimas do 11 de Março de 2004 no primeiro aniversário dos atentados nos "comboios da morte", em Madrid.


A minha homenagem às vítimas.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:50
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FILIPE FREITAS

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