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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

08
Fev05

O Carnaval de Buarcos

Praia da Claridade

Hoje, terça-feira 8, mais um dia de Carnaval, para dar as despedidas este ano.
A chuva não apareceu... mas o frio que se fez sentir, com o já famoso Sol da Figueira da Foz, não arrefeceu todo o cortejo Carnavalesco.
E assim se espera que aconteça para o ano:  uma festa ainda mais divertida, para quem entra no Corso e para quem nos visitar.
Para o ano não se esqueça: venha ao Carnaval de Buarcos !
Visite a Figueira da Foz, nesta época ou em qualquer altura do ano.
Conheça os seus encantos, entre os quais, o Rio Mondego, a sua Serra da Boa Viagem e as praias maravilhosas, banhadas por um mar encantador.
Fotos do Carnaval 2005 e comentários no site da "figueira.net": http://figueira.net/carnaval2005/index.html  


Mais fotografias do Carnaval de Buarcos / 2005
Gentilmente cedidas pelo meu amigo A.D.

Carnaval de BUARCOS

Carnaval de BUARCOS

Carnaval de BUARCOS
 

07
Fev05

O Carnaval de Buarcos

Praia da Claridade

Ontem, dia 6, foi domingo, o primeiro dia do desfile do
CARNAVAL DE BUARCOS
Uma linda vila, terra de pescadores, mas que desenvolveu muito ao longo dos anos e que se situa a seguir à Av. 25 de Abril, a marginal da Figueira da Foz.
A partir da chamada Ponte do Galante, a "divisão" entre as duas localidades, mas que quase se confundem, entramos imediatamente em Buarcos na sua Av. do Brasil, uma bonita avenida, com duas faixas de rodagem, mesmo junto à praia.
É neste local que desfila, no domingo e na terça-feira de Carnaval, todos os anos, um bonito cortejo que aqui faz deslocar milhares de pessoas.

- Uma imagem gentilmente cedida pelo meu amigo A.D. -
Reparem nesta beldade !!!...
Venham ver este Carnaval e deixem nos "comentários" o vossa opinião.

Carnaval de BUARCOS
 

04
Fev05

Recordando ALMEIDA GARRETT

Praia da Claridade

Almeida_Garrett.jpg

Almeida Garrett

- João Baptista da Silva Leitão -


 

Cronologia:

 

1799 - João Baptista da Silva Leitão, nasce a 4 de Fevereiro no Porto.

1804-08 - Infância repartida pela Quinta do Castelo e a do Sardão, em Vila Nova de Gaia.

1809-16 - Partida da família para os Açores, antes que as tropas de Soult entrassem no Porto. Primeiras incursões literárias, sob o pseudónimo de Josino Duriense.

1818-20 - Matricula-se na Universidade de Coimbra, em Leis. Lê os escritores das Luzes e os primeiros românticos. Funda, em 1817, uma loja maçónica. Em 1818, primeira versão de "O Retrato de Vénus", que será acusada como sendo "materialista, ateu e imoral". Participa na Revolução vintista. Vem para Lisboa.

1822 - Dirige, com Luís Francisco Midosi, "'O Toucador', periódico sem política, dedicado às senhoras portuguesas". Casa com Luísa Midosi: Garrett tem 23 anos, ela 14...

1823-27 - Com a Vilafrancada, é preso no Limoeiro. Vai para o primeiro exílio em Inglaterra, Birmingham. Vive numa precária subsistência. Em 1824, está em França, no Havre. Escreve "Camões" e "Dona Branca". Em Dezembro, fica desempregado. Com a morte de D. João VI, em 1826, é amnistiado mas só regressa a Portugal depois da outorga régia da Carta Constitucional por D. Pedro.

1828 - D. Miguel regressa a Portugal. Garrett, que vê morrer uma sua filha recém-nascida, parte para o segundo exílio, em Inglaterra, Plymouth. Começa a escrever a "Lírica de João Mínimo".

1829 - Em Londres, é secretário de Palmela no governo exilado.

1830-31 - Edita o violento panfleto "Carta de Múcio Cévola ao futuro editor do primeiro jornal liberal em português", numa época marcada por duas crises de saúde graves.

1832 - Um ano de fogo: ao lado de Herculano e Joaquim António de Aguiar, parte em Janeiro, com a expedição de D. Pedro, integrando o corpo académico de voluntários. É o praça nº 72. Em Maio, é chamado para a secretaria do Reino junto de Mouzinho da Silveira, ministro da regência em S. Miguel. Integra em Junho a expedição que desembarca nas praias do Mindelo a 8 de Julho e, a 9, entra no Porto. Começa "O Arco de Santana". É reintegrado por Palmela e é nomeado por Mouzinho da Silveira para coordenar o Código Criminal e Comercial. É encarregue de várias missões diplomáticas, dissolvidas em 1993. Desabafa: "Se não sou exilado ou proscrito, não sei o que sou."

1833 - Regresso a Lisboa, depois de saber da entrada das tropas liberais. Secretário da comissão de reforma geral dos estudos cujo projecto de lei inteiramente redige.

1834 - Cônsul-geral e encarregado de negócios na Bélgica. Lê os grandes românticos alemães: Herder, Schiller e Goethe.

1835-40 - Separa-se da mulher por comum acordo. As nomeações, demissões e rejeição de cargos continua. Em 1836, colabora com o governo setembrista. Apresenta o projecto de criação do Teatro D. Maria II. Em 1837, é deputado por Braga, para as Cortes Constituintes. Em Novembro, nasce o primeiro filho de Adelaide Pastor - com quem começara a viver -, Nuno, que morre com pouco mais de um ano. 1838: enquanto continua a redigir leis, escreve "Um Auto de Gil Vicente". É nomeado cronista-mor do reino. Nasce o segundo filho de Adelaide, que também morrerá. Em 1840, é eleito por Lisboa e Angra na nova legislatura

1841-42 - Nascimento da sua filha Maria e morte de Adelaide Pastor com apenas 22 anos. Com a assinatura de Joaquim António de Aguiar (!), é demitido dos cargos de inspector dos teatros, de presidente do conservatório e de cronista-mor.

Em 1842, é eleito deputado e entra nas Cortes. Publica "O Alfageme de Santarém".

1843 - 17 de Julho: inicia a celebérrima viagem ao vale de Santarém que na está na origem de "As Viagens da Minha Terra". Escreve a sua outra obra-prima: "Frei Luís de Sousa".

1844 - Publica anonimamente uma autobiografia na revista "Universo Pitoresco". No Parlamento, reclama a reforma da Carta Constitucional e revela-se contra a pena de morte. Por ocasião dos acontecimentos de Torres Novas e das posições que defende, a sua própria casa é por três vezes assaltada e devassada pela polícia. Salvo de prisão certa e deportação, graças à imunidade diplomática que lhe concede o acolhimento do embaixador brasileiro. Morre nos Açores a única irmã, Maria Amália.

1845 - Aparece em capítulos, em Junho, na "Revista Universal Lisbonense", "Viagens na Minha Terra". É representada "Falar Verdade a Mentir", enquanto outra, "As Profecias do Bandarra" se estreia. Envolve-se na campanha eleitoral da oposição ao cabralismo. Morre outro irmão, Joaquim António.

1846 - Publica "Viagens na Minha Terra". Conhece Rosa Montufar, com quem tem uma ligação amorosa que se prolongará até ao ano da sua morte.

1847-50 - Anda escondido no auge dos episódios da Patuleia. Com o regresso de Costa Cabral ao executivo, é remetido ao ostracismo político. No ano seguinte, é representado "A Comédia do Marquês". Em 1849, desgostoso de amores, passa uma breve temporada em casa de Alexandre Herculano, à Ajuda. A política passa-lhe ao lado e cultiva a vida dos salões lisboetas. Protesta contra o projecto de lei de imprensa, a designada "lei das rolhas". Dedica-se com regularidade à compilação final do seu "Romanceiro".

1851-53 - Volta, intensamente, à vida política com o advento da Regeneração. Visconde - que pretende aceitar em duas vidas -, chegou a ministro, por cinco meses. Está na reforma da Academia Real das Ciências, redige o primeiro Acto Adicional à Carta, que discute na própria casa com os ministros. Em 1953, é criado um conselho dramático no D. Maria II, por decreto de 22 de Setembro, foi seu presidente, demitindo-se a pedido dos actores e dramaturgos. Começa a escrever o testamento.

1854 - Numa casa na Rua de Santa Isabel, morre, vítima de cancro de origem hepática. O seu biógrafo Francisco Gomes de Amorim escreve: "Eram seis horas e vinte e cinco minutos da tarde de sábado nove de dezembro de mil oitocentos e cinquenta e quatro."

Fonte:

 
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GARRETT
também tem o seu nome na toponímia figueirense,
próximo do famoso Palácio Sotto Mayor,
mandado edificar por Joaquim Sotto-Mayor, no início do século XX. Constitui uma luxuosa vivenda de estilo francês, com fachada sumptuosa, integrando-se em amplo espaço verde.
Localização: Rua Joaquim Sotto Mayor.
Figueira da Foz
 

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Por BÁRBARA REISCOM AIDA LIMA, Joana Gorjão Henriques, Pedro Quedas e Sofia Gonçalves
Quinta-feira, 09 de Dezembro de 2004 in JornalPúblico

 
Garrett, o homem que inventou o português moderno e muito mais...

Tem ruas, praças e avenidas com o seu nome por todo o país, e ainda faz parte das leituras obrigatórias do ensino secundário. Todos, aliás, lhe conhecemos o retrato "oficial": cabelo ondulado, barba oval e estreita que mal cobre o rosto, e todo muito composto - é sabido que era vaidoso e passava horas a arranjar-se, tantas as pequenas almofadas que distribuía pelo corpo para ficar mais elegante.

Mas o que resta, hoje, de Almeida Garrett, 150 anos depois da sua morte?

Garrett só viveu 54 anos mas fez centenas de coisas: foi escritor, deputado, ministro, tribuno, Cronista-Mor do Reino e actor; fundou vários jornais, o Teatro Nacional D. Maria II e co-fundou o Grémio Literário; escreveu peças de teatro, poesia, romances e leis nacionais (da Constituição Setembrista de 1838, à chamada reforma do ensino de Passos Manuel ou a lei da propriedade literária); foi um quase-etnólogo que registou séculos de literatura popular oral; escreveu o que alguns estudiosos consideram ser "a primeira descrição do acto sexual" na literatura portuguesa (em "O Arco de Sant'Ana", quando Ester sonha que é violada pelo futuro bispo); desembarcou em 1832 nas praias do Mindelo, ao pé do Porto, com farda e arma, ao lado do exército liberal de D. Pedro IV para lutar contra as tropas miguelistas; escreveu folhetos políticos incendiários, viveu a "utopia das soluções populares", e morreu visconde.
 

Obras de
Almeida Garrett
 
Viagens na Minha Terra
Frei Luís de Sousa
Folhas Caídas
Falar Verdade a Mentir
Flores sem Fruto
Dona Branca
Camões
Tio Simplício
Lírica de João Mínimo
O Arco de Sant'Ana
O Alfageme de Santarém
Mérope
Helena
Memórias Biográficas
Um Auto de Gil Vicente
Adosinda
Fábulas e Contos
Romanceiro
Catão
D. Filipa de Vilhena

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03
Fev05

Algumas Fotografias da Figueira da Foz

Praia da Claridade

Imagens da Figueira da Foz a publicar brevemente:


"A ponte sobre o Rio Mondego à noite."


"Avenida 25 de Abril, a marginal junto à praia da Figueira da Foz."


"Avenida 25 de Abril, a Torre do Relógio e ao fundo a Serra da Boa Viagem."


 
- Descubra as belas paisagens desta cidade -
Se conhece esta zona aprecie-a melhor
Se não conhece, se puder, venha até cá e dê a sua opinião


Se não pode vir até à Figueira da Foz, consulte regularmente este meu Blog onde colocarei algumas imagens.
O espaço "comentários" está à sua disposição !

02
Fev05

Pensamento do dia

Praia da Claridade

NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS


- Num dia especial para o autor deste Blog -





A invocação de Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei mosaica, todo filho varão deveria ser apresentado no Templo quarenta dias após seu nascimento. A mãe, considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimónia especial. Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus. Esta festividade dos luzeiros foi denominada "das candeias", porque comemorava-se o trajecto de Maria ao templo, com uma procissão, na qual acompanhantes levavam na mão velas acesas. A procissão dos luzeiros provém de um antigo costume romano, pelo qual o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira do Império dos Mortos. Esta tradição estava tão arraigada, que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Os primeiros padres da Igreja tentaram eliminá-la, mas não conseguiram. Como aquela festa sempre caia no dia 2 de Fevereiro, data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria, o papa Gelásio (492-496) resolveu instituir um solene cortejo nocturno, em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora. Esta celebração propagou-se por toda a Igreja Romana e, em 542, Justiniano I instituiu-a no Império do Oriente, após ter cessado uma peste. Na liturgia actual a solenidade denomina-se "Apresentação do Senhor", mantendo-se antes da missa a tradicional bênção de velas com procissão. Em Portugal, a devoção à Virgem das Candeias ou da Purificação já existe desde o século XIII, quando uma imagem era venerada em Lisboa, na paróquia de São Julião. De lá veio para o Brasil, onde são inúmeras as igrejas dedicadas a esta invocação, merecendo destaque as da Bahia. Na ilha Madre de Deus, situada na Bahia de Todos os Santos, existe um templo lendário, cuja imagem foi encontrada por pescadores num rochedo junto ao mar. No dia 2 de Fevereiro, grande multidão proveniente da capital baiana e das ilhas circunvizinhas acorre para assistir à festa das Candeias. Desde o amanhecer o mar se cobre de canoas, que cortam as águas da Baía e trazem milhares de devotos para as cerimónias da Purificação de Maria. O culto de Nossa Senhora das Candeias é muito desenvolvido na Bahia devido a sua sincretização com os cultos afro-brasileiros. Uma das festividades mais concorridas acontece na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, que já era celebrada em 1720. Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e costureiras. Na Sé de Lisboa, no altar da Senhora das Candeias, esteve também a do alfaiate São Bom Homem, modelo da classe. Em Ouro Preto, na Capela dos Terceiros de São Francisco, existe também uma imagem desse santo, com o nome de Santo Homobono. Além da localidade "Senhora das Candeias", no oeste de Minas, tem essa invocação uma imagem e um altar no arraial de São Bartolomeu, próximo de Ouro Preto. Nossa Senhora das Candeias, Rogai por nós que recorremos a vós!


Fonte:
Nilza Botelho Megale, "Invocações da Virgem Maria no Brasil", Ed. Vozes, pp. 122-124;
Augusto de Lima Júnior, "História de Nossa Senhora em Minas Gerais", Imprensa Oficial, 1956, pp. 249-254

01
Fev05

Mais um pouco de História

Praia da Claridade

D. Carlos I

 Faz hoje 97 anos que faleceu....

D. Carlos I

 

Nasceu no Palácio da Ajuda, a 28 de Setembro de 1863, recebendo o nome de Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão e morreu assassinado em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1908, sendo sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora.
Sucedeu no trono D. Manuel II.

 

 

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