Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005

Nesta data... aconteceu

22 de Fevereiro
Publicação do livro Portugal e o Futuro do General António de Spínola, em que este defende que a solução para a guerra colonial deverá ser política e não militar.


Spinola.jpg


António de Spínola
(n.1910 f.1996)


Militar e Político. Desportista hípico premiado até 1961. Actividade militar apreciada na guerra colonial de Angola (1961-1963). Na Guiné-Bissau, experimenta uma orientação inovadora como comandante-chefe e governador (1968-1973) : notabilizou-se aqui pela política de tentativa de integração social que empreendeu. Como vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (1974), foi exonerado devido à publicação do livro Portugal e o Futuro , em que punha em causa a política colonial do governo de Marcelo Caetano. Após o golpe militar de 25 de Abril de 1974, a Junta de Salvação Nacional elegeu-o para presidente da República (1974), tendo-se demitido em Setembro desse ano. Envolveu-se na conjura militar de 11/3/1975. Foi promovido, mais tarde, a marechal do Exército. Em Dezembro de 1981 é nomeado chanceler das Antigas Ordens Militares.


Fonte:  http://www.uc.pt/cd25a/aedp_po/politicos/spinola.html

Publicado por: Praia da Claridade às 00:53
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Talvez não saiba que...

Cólica...  ah ah ah.....

As cólicas começam por uma dor abdominal de origem situada quase sempre no nível do tubo digestivo. O cavalo tem dor de barriga, "raspa" o solo com as mãos, dá coices, olha o flanco, agita-se, deita-se, rola, transpira, mantém-se em posição de urinar e defecar, exterioriza o pénis (caso do macho), fica em posição de cão sentado e apresenta os olhos vermelhos. Apesar de, na maioria dos casos, serem simples e rapidamente solucionadas, as cólicas são causas frequentes de mortalidade entre os equinos. Para melhor entendermos as causas e origens das cólicas, temos que conhecer a anatomia do aparelho digestivo do cavalo. O estômago do cavalo apresenta duas particularidades: ele é proporcionalmente muito pequeno em comparação ao cavalo adulto (o seu volume não passa os 15 - 16 litros) e sua entrada é formada de um esfíncter chamado cárdia que permanece sempre fechado impedindo o refluxo, ou seja, qualquer regurgitação (volta dos alimentos à boca para melhor mastigação) de gás ou líquido. Assim sendo, o cavalo não pode vomitar. Se, por acaso, ele absorve uma quantidade grande demais de água ou comida, o estômago distende-se e o cárdia fecha-se, o que provoca uma grande dor. Poderá, então, ocorrer ruptura estomacal com consequente morte do animal. A presença de úlceras gástricas sobre a parede estomacal não é rara - sobretudo nos cavalos estressados - e isso pode produzir cólicas reincidentes.
 
Anatomia do Aparelho Digestivo:
 

O intestino delgado é um cilindro bem comprido, bastante móvel (24 metros em média) suspenso na cavidade abdominal pelo mesentério, rico em vasos sanguíneos. As cólicas oriundas dessa parte do intestino são, na maior parte das vezes, muito graves. Podem ser o resultado de uma torção em volta do mesentério, de uma lesão de um vaso por parasitas, de um excesso na alimentação ou de uma infecção. No Garanhão, a passagem de uma asa do intestino delgado na região do testículo provoca uma hérnia inguinal.
 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:02
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005

Figueira da Foz do Mondego

Um pouco de história da cidade da Figueira da Foz :

Situa-se no litoral centro de Portugal, na foz do Rio Mondego.O seu nome completo é Figueira da Foz do Mondego.Quanto á origem da sua denominação, existem várias versões, tendo todas elas como principal personagem uma árvore, uma frondosa figueira, diferindo quanto ao seu local. A mais comum situava-a na foz do rio. Os barqueiros diriam: "Vamos à figueira da Foz do Mondego".

É uma cidade recente, que resultou de um povoado anterior à época Luso-Romana e daí resultarem vestígios daquela época: como moedas, machados, lâminas ou danças de silex.

À mesa de Figueira da Foz, há muitos sabores a desvendar, entre os quais se aconselham os Mariscos, as Caldeiradas, as Enguias, o Chouriço de Quiaios, a Broa das Alhadas e de Brenha, as Tortas e Folares das Alhadas, as Freirinhas de Milho Assado e as Brisas da Figueira. Se gosta de se divertir, não falte ao Carnaval de Buarcos (Fevereiro), as Festas da Cidade, de S. João (23 e 24 de Junho), a Romaria de Nossa Senhora da Encarnação (8 de Setembro). Indubitávelmente, são de visita obrigatória: o Convento e Igreja de Santo António, a Igreja Matriz de S. Julião, a Igreja da Mesericórdia, a Capela de Seiça, o Mausoléu Fernandes Tomás, o Forte de Santa Catarina, os Pelourinhos da Figueira, de Buarcos e de Redondos, o Museu Municipal Dr. Santos Rocha, a Lagoa da Vela, a Lagoa das Braças, o Parque Florestal da Serra da Boa Viagem e Diversas Praias.

 

Figueira_Foz_vista_a_partir_do_mar

Figueira da Foz e o seu Mar
 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:31
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Espaço RISOTA

Aprender línguas para quê?

Um suíço, procurando orientação sobre o caminho, pára o seu carro ao lado de outro com dois alentejanos dentro. O suíço pergunta:
- Entschuldigung, koennen sie Deutsch sprechen?
Os dois alentejanos ficaram mudos.
- Excusez-moi, parlez vous français? - Tentou.
Os dois continuaram a olhar para ele impávidos e serenos.
- Prego signori, parlate italiano?
Nada por parte dos alentejanos...
- Hablan ustedes español?
Nenhuma resposta...
- Please, do you speak english?
Nada... Angustiado, o suíço desiste e vai-se embora.
Um dos alentejanos vira-se para o outro e diz:
- Talvez devêssemos aprender uma língua estrangeira...
- Mas pra quê, compadre? Aquele idiota sabia cinco e adiantou-lhe alguma coisa?!
 

Temas:
Publicado por: Praia da Claridade às 14:42
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Amizade...

segundafeira2.gif


Uma mensagem numa bonita página que aconselho:
http://paginas.terra.com.br/lazer/mensagempravoce/semana_chaplin.htm


Amizade0005.GIF

  


A Amizade torna os fardos mais leves,
porque os divide pelo meio.
A Amizade intensifica as alegrias,
elevando-as ao quadrado
na matemática do coração.

A Amizade esvazia o sofrimento,
porque a simples lembrança do amigo
é lenitivo com jeito de talco na ferida.

A Amizade ameniza as tarefas difíceis,
porque a gente não as realiza sozinho.
São dois cérebros e quatro braços agindo.

A Amizade diminui as distâncias.
Embora longe, o amigo seja alguém perto de nós.

A Amizade enseja confidências redentoras:
problema partilhado, percalço amaciado,
felicidade repartida, ventura acrescida.

A Amizade coloca música e poesia
na banalidade do cotidiano.

A Amizade é a doce canção da vida
e a poesia da eternidade.
O Amigo é a outra metade da gente.
O lado claro e melhor.

Sempre que encontramos um amigo,
encontramos um pouco mais de nós mesmos.
O Amigo revela, desvenda, conforta.

É uma porta sempre aberta
em qualquer situação.
O Amigo na hora certa, é sol ao meio dia,
estrela na escuridão.

O Amigo é bússola e rota no oceano,
porto seguro da tripulação.
O Amigo é o milagre do calor humano
que Deus opera no coração.
  
Poema da Autoria de Roque Schneider.

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A  Amizade  é  Indispensável  ao  Nosso  Ser

A amizade é a unica coisa cuja utilidade é unanimemente reconhecida. A própria virtude tem muitos detratores, que a acusam de ostentação e charlatanismo. Muitos desprezam as riquezas e, contentes de pouco, agradam-se da mediocridade. As honras, à procura da qual se matam tanto as pessoas, quantos outros as desdenham até olhá-las como o que há de mais fútil e de mais frívolo? E, assim, quanto ao mais! O que a uns parece admirável, ao juízo doutros nada é. Mas quanto à amizade, toda a gente está de acordo: os que se ocupam dos negócios públicos, os que se apaixonaram pelo estudo e pelas indagações sapientes, e os que, longe do bulício, limitam os seus cuidados aos seus interesses privados: todos enfim, aqueles mesmos que se entregaram todos inteiros aos prazeres, declaram que a vida nada é sem a amizade, por pouco que queiram reservar a sua para algum sentimento honorável.



Ela se insinua, com efeito, não sei como, no coração de todos os homens e não se admite que, sem ela, possa passar nenhuma condição da vida. Bem mais, se é um homem de natureza selvagem, muito feroz para odiar seus semelhantes e fugir do seu contacto, como fazia, diz-se, não sei mais que Timon de Atenas. É preciso ainda que este homem procure um confidente no seio do qual possa verter o seu veneno e o seu ódio. A necessidade da amizade será ainda mais evidente, se ele pudesse admitir que um Deus nos tirasse do seio da sociedade para nos colocar numa solidão profunda, onde, fornecendo-nos em abundância tudo o que a natureza nos pode propinar, nos subtraísse ao mesmo passo a esperança e os meios de ver jamais qualquer face humana.

Qual é a alma de ferro que suportaria uma tal existência e a quem a solidão não tornaria insípidos todos os gozos? Assim tenho por verdadeiras as palavras de Arquitas de Taranto, que entendi recordar a velhos que as ouviram eles próprios de seus pais: «se alguem subir ao céu, e de lá contemplar a beleza do universo e dos astros, todas essas maravilhas deixá-lo-ão indiferente, enquanto que o embasbacarão de surpresa se tiver de contá-las a alguém». Assim, a natureza do homem se recusa à solidão, e parece sempre procurar um apoio: e não o há mais doce que o coração de um terno amigo.

Marcus Cícero, in 'Diálogo sobre a Amizade'

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Domingo, 20 de Fevereiro de 2005

Vitorino Nemésio

 
Nasceu em 19 de Dezembro de 1901
Faleceu em 20 de Fevereiro de 1978
 

VitorinoNemesio03.jpg

Cronologia

 
1901
 - A 19 de Dezembro, nasce Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva, na Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores.

1912 -  Inicia os estudos secundários no liceu de Angra do Heroísmo.

1916 - Colabora no «Eco Académico». Semanário dos Alunos do Liceu de Angra, desde o n.º 2 (13 de Fevereiro). Funda e dirige «Estrela d'Alva». Revista Literária Ilustrada e Noticiosa, também em Angra do Heroísmo.

1918 - Conclui na Horta (Faial) o 5.º ano do liceu.

1919 -  Inicia o serviço militar, como voluntário, em Infantaria, o que lhe proporciona a primeira viagem a Lisboa.

1921 -  Em Lisboa, é redactor dos jornais «A Pátria» e «A Imprensa de Lisboa» e do «Última Hora».

1922 -  Conclui o liceu em Coimbra e inscreve-se na Faculdade de Direito. Trabalha como revisor na Imprensa da Universidade.

1923 -  Ingressa na Maçonaria, na loja Revolta, de Coimbra. Morte do pai, a 7 de Abril. Colaboração na revista «Bizâncio», de Coimbra. Primeira viagem a Espanha, com o Orfeão Académico: em Salamanca conhece Unamuno.

1924 -  Abandona o curso de Direito e matricula-se na Faculdade de Letras, em Ciências Histórico-Geográficas. Com Afonso Duarte, António de Sousa, Branquinho da Fonseca, Gaspar Simões e outros, funda a revista «Tríptico».

1925 -  Opta definitivamente pelo curso de Filologia Românica. Surge o jornal «Humanidade». Quinzenário de Estudantes de Coimbra, de que é redactor principal Vitorino Nemésio. Colaboram, entre outros, José Régio, João Gaspar Simões e António de Sousa.

1926 -  A 12 de Fevereiro, casa com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem terá quatro filhos, a primeira das quais, Georgina, nasce em Novembro.

1927 -  Funda e dirige, com Paulo Quintela, Cal Brandão e Sílvio Lima, «Gente Nova». Jornal Republicano Académico.

1928 -  Passa a colaborar na revista «Seara Nova».

1929 -  Início de correspondência com Miguel de Unamuno.

1930 -  Nemésio colabora na «presença» (n.º 27, Junho-Julho, e 29, Novembro-Dezembro), com textos poéticos. Em Outubro transfere-se para a Faculdade de Letras de Lisboa. Começa a pesquisa sobre Herculano que o ocupará ao longo da vida.

1931 -  Licencia-se na Faculdade de Letras de Lisboa, após o que inicia ali o magistério, lecionando Literatura Italiana.

1933 -  Começa a leccionar Literatura Espanhola (a par da Italiana) em Lisboa, na Faculdade de Letras.

1934 -  Passa por Salamanca para se encontrar pessoalmente com Unamuno. Início de correspondência com Valery Larbaud. Inicia o desempenho das funções de chargé de cours na Universidade de Montpellier. Larbaud lerá os poemas franceses de Nemésio e proporcionar-lhe-á a chancela de um editor parisiense (Corrêa). Doutoramento em Letras, em Outubro, com A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.

1935 -  Colabora no jornal «O Diabo» com vários poemas.

1936 -  Concorre a Professor Auxiliar da Faculdade de Letras.

1937 -  Funda e dirige, em Coimbra, a «Revista de Portugal» (n.º 1, Outubro), em cujo editorial, não assinado, se afirma: "Não vamos traçar nenhum programa. O nosso melhor programa seriam vinte ou trinta anos de vida e de realizações de cultura universal e portuguesa." Radica-se na Bélgica e na Universidade Livre de Bruxelas lecciona, durante dois anos.

1939 -  O n.º 7 (Abril) da «Revista de Portugal» publica o primeiro fragmento do romance que virá a ter o título Mau Tempo no Canal ("Um ciclone nas Ilhas"). Regressa a Portugal, para ensinar na Faculdade de Letras de Lisboa.

1940 -  Concorre ao lugar de Professor Catedrático da Universidade de Lisboa.

1941 -  Colabora com um poema nos «Cadernos de Poesia».

1942 -  Colabora na revista de António Pedro, «Variante», e na de Ruy Cinatti, «Aventura».

1944 -  É editada a primeira edição de Mau Tempo no Canal. Colabora na revista de Carlos Queiroz, «Litoral» (n.º 1, Junho).

1945 -  O Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências é atribuído a Mau Tempo no Canal.

1946 - É colaborador regular no «Diário Popular», com uma secção intitulada "Leitura Semanal".

1947 - Colabora na revista «Vértice» ("Arquipélago dos Picapaus", vol. IV, n.º 52, Novembro-Dezembro).

1952 -  Primeira viagem ao Brasil, que se tornará um destino frequente para Nemésio. Dela resultam os primeiros estudos, crónicas e poemas brasileiros.

1955 -  Viagem aos Açores, em Maio.

1956 -  É Director, até 1958, da Faculdade de Letras de Lisboa, onde fora secretário de 1944 a 47.

1958 -  Lecciona no Brasil (Baía, Ceará, Rio de Janeiro, etc.).

1960 -  Intervém na reforma dos planos de estudos das Faculdades de Letras então projectada. Viagem a África, relacionada com os cursos de extensão universitária em Luanda e Lourenço Marques.

1963 -  Efectua uma viagem à Holanda. É eleito sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa.

1965 -  Preside à Comissão Nacional do V Centenário de Gil Vicente, redigindo parte do programa das comemorações. Nova viagem ao Brasil. A Universidade Paul Valery, de Montpellier, doutora honoris causa o seu antigo leitor. Recebe o Prémio Nacional de Literatura pelo conjunto da obra.

1966 -  A Biblioteca e Arquivo Distrital de Angra comemora os "50 Anos da Vida Literária de Vitorino Nemésio" com uma exposição bibliográfica e a realização de conferências.

1969 -  Inicia uma colaboração regular na RTP, com o programa "Se bem me lembro", que o imporá como figura ímpar em matéria de comunicação audio-visual.

1970 -  Inaugura as comemorações do centenário da Geração de 70 no Centro Cultural Português de Paris, da Fundação Calouste Gulbenkian.

1971 -  A partir de Fevereiro, colabora regularmente na revista «Observador». A 12 de Dezembo, profere a sua "Última lição" na Faculdade de Letras de Lisboa, onde ensinara durante quase quarente anos.

1974 -  Recebe o Prémio Montagine, da Fundação Freiherr von Stein/Friedrich von Schiller, de Hamburgo. A Bertrand lança a primeira colectânea de estudos sobre a obra de Nemésio.

1975 -  Colabora na Homenagem ao Prof. Aurélio Quintanilha, a quem dedicará Limite de Idade. A 11 de Dezembro, assume a direcção do jornal «O Dia».

1977 -  Coordenador nacional do centenário de Herculano.

1978A 20 de Fevereiro, morre em Lisboa, no Hospital da CUF, e será sepultado em Coimbra, no cemitério de Santo António dos Olivais. 
Pouco antes de morrer, Nemésio pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais em Coimbra. Mas pediu mais: que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.
Publica-se o primeiro estudo em livro que lhe é exclusivamente consagrado: Vitorino Nemésio, a Obra e o Homem, de José Martins Garcia.
 
António Valdemar
Diário de Notícias, 16 de Dezembro de 2001


---------------------------

Um poema:

 
A concha
 
A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.
 
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
 
E telhadosa de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.
 
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
 
                   Vitorino Nemésio
 

Publicado por: Praia da Claridade às 01:04
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2005

Animais...

Se puder faça uma visita a um Jardim Zoológico...
observe os animais... descubra e analise coisas interessantes !


1. Tamanhos

Os animais evoluíram através do tempo para funcionarem bem fisicamente. Compare a largura das pernas dos animais pesados com a largura das pernas dos animais pequenos. Que animais você usou na comparação e o que descobriu? Observe os animais que correm mais rapidamente e os animais mais lentos, compare suas pernas com o corpo. Que animais você escolheu, e o que descobriu? A comida é necessária para fornecer energia, e essa energia é usada principalmente para produzir calor e manter o corpo aquecido. O calor é perdido pela superfície, e os animais pequenos perdem calor mais rapidamente porque eles possuem uma superfície maior comparada com seu peso. Escolha um animal que na sua opinião come bastante para o seu peso.

2. Centro de gravidade

Olhe para vários animais e estime onde está o seu centro de gravidade (ou ponto de equilíbrio). Se o centro de gravidade não for apoiado pelas pernas do animal, o animal cairá no chão. Olhe para uma girafa, um pavão e um elefante. Observe outros animais. Que animais você observou? Olhe para uma mulher grávida; como a gravidez a altera sua postura ao caminhar?

3. Estimar

Estime o peso de alguns animais, por exemplo:  pássaro, macaco, leão, girafa e elefante. Que animais você escolheu? Qual o peso estimado? Agora procure saber qual o peso real desses animais e compare os pesos estimados com o peso real. Acertou na estimativa?

4. Como os animais se movimentam

Todo animal precisa empurrar alguma coisa para trás (ou fazer uma força) para se mover. Pense nas cobras e nos pássaros. O que eles empurram? Quando a pata está no chão, o que o leão empurra para trás para andar?

5. Princípio de Arquimedes (sobre afundar e flutuar)

Como as tartarugas, cobras, ou peixes afundam e sobem dentro da água?

6. Reme um barco 

O Jardim zoológico possui barcos de remo para alugar. Quando eles estão sobre a água é possível uma pessoa caminhar sobre eles? O que acontece se a pessoa tentar caminhar? Por que o barco vai para trás quando a pessoa caminha para a frente? Por que um barco flutua se é feito de metal?

7. Animais dentro da água 

Procure um tanque onde você possa ver um peixe nadando debaixo da água. Olhe para o peixe. Você está vendo esse peixe directamente ou a imagem sofreu algum tipo de desvio? Coloque um lápis dentro de um copo de água, o que acontece com a imagem do lápis? Compare.

8. Como os animais caem?

Olhe para o macaco? Como ele faz para cair de um lugar alto e não se machucar? O que um pássaro faz para descer?

9. Som

Diga o nome de alguns animais que produzem sons altos e de animais que produzem sons baixos? O que você diria do morcego? Como eles produzem um som alto? Por que os sons produzidos debaixo da água são perigosos para os animais?



E os animais que nos são queridos e nos fazem companhia em casa, assistindo por vezes às nossas lamentações, às nossas próprias lágrimas ?...

Publicado por: Praia da Claridade às 23:52
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Figueira da Foz

Recordei alguns nomes consagrados...
O caso do guitarrista  CARLOS PAREDES
e o poeta do povo ou "Poeta Cauteleiro",  ANTÓNIO ALEIXO,
tendo  "alguém que sonha"  comentado que gostou muito do meu artigo sobre este poeta algarvio, também guardador de rebanhos e cantor popular...
Agradeço publicamente as suas palavras e volte sempre que quiser, pode ser que descubra novos assuntos de seu interesse.

Também para todos...
volte-sempre.gif
E deixem um comentário !

Conforme prometi outro dia, 
vou publicar mais duas fotografias da Figueira da Foz.



Av_25_de_Abril.jpg

A Av. 25 de Abril, paralela ao Oceano Atlântico.
Ao fundo a vila de Buarcos e a Serra da Boa Viagem. 

____________________________________________________

Agora, para ELAS e também para ELES,
para TODOS os que visitarem esta página,
os meus votos de que...


SejaFeliz.gif

 

Bom_fim_SEMANA03.gif

FigFozPonteNoite.JPG

A Ponte da Figueira da Foz à noite,
deixando "cair" as suas luzes no rio Mondego...


Publicado por: Praia da Claridade às 01:26
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

António Aleixo

AntonioAleixo.gif

O poeta António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia.
Nasceu em Vila Real de Santo António a 18 de Fevereiro de 1899
Faleceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949
.
Não sendo totalmente analfabeto, sabe ler e leu meia dúzia de bons livros - não é porém capaz de escrever com correcção e a sua preparação intelectual não lhe dá certamente qualificação para poder ser considerado um poeta culto. Todavia, há nos versos que fazem parte do seu livro "Este livro que vos deixo", uma correcção de linguagem e sobretudo, uma expressão concisa e original de uma amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida, que não deixa de impressionar. António Aleixo, compõe e improvisa nas mais diversas situações e oportunidades. Umas vezes cantando numa feira ou festa de aldeia, outras, a pedido de amigos que lhe beliscam a veia; ora aproveitando traços caricaturais de pessoas conhecidas, ora sugestionado por uma conversa de tom mais elevado e a cuja altura sobe facilmente. Passeando, sozinho, a guardar umas cabras ou a fazer circular as cautelas de lotaria - sua mais habitual ocupação, por isso também chamado "poeta cauteleiro" - ou acompanhado por amigos, numa ceia ou num café, o poeta está presente e alerta e lá vem a quadra ou a sextilha, a fixar um pensamento, a finalizar uma discussão, a apreciar um dito ou a refinar uma troça. E, normalmente, a forma é lapidar, o conceito incisivo e o vocabulário justo e preciso. O que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acontecimentos e as acções dos homens.
       
Joaquim Magalhães
In
Este Livro que vos deixo...
António Aleixo

Quadras e Versos
       

A obra do poeta é constituída por
Quadras, Versos,Glosas e Autos: "Auto da Vida e da Morte", "Auto do Curandeiro" e " Auto do Ti Jaquim".
Os motivos e temas de inspiração são bastantes variados. Não sendo um revoltado, acaba por desabafar na sua poesia todo o sofrimento provocado por certas injustiças, como se pode apreciar na quadra seguinte:

Quem nada tem, nada come;
     E ao pé de quem tem de comer,
     Se alguém disser que tem fome,
  Comete um crime, sem querer

 

Mentiu com habilidade,
fez quantas mentiras quis,
Agora fala verdade,
ninguém crê no que ele diz.

A quadra tem pouco espaço
Mas eu fico satisfeito
Quando numa quadra faço
Alguma coisa com jeito.

Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão mesmo vencida,
não deixa de ser Razão

Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um Mundo novo a sério.

Uma mosca sem valor
Poisa c'o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

São parvos, não rias deles,
deixa-os ser, que não são sós:
Às vezes rimos daqueles,
que valem mais do que nós.

Embora os meus olhos sejam,
os mais pequenos do Mundo
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo.

Este Livro que vos deixo... 7ª edição, 1983

Temas:
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005

Carlos Paredes

Ontem, dia 16, Carlos Paredes
completaria 80 anos se estivesse entre nós...
Um grande nome da música portuguesa, nasceu em 16 de Fevereiro de 1925 e faleceu em 23 de Julho de 2004, aos 79 anos de idade, após uma doença prolongada, nos ossos e de diabete.
Paredes, que nasceu em Coimbra, começou a tocar a guitarra portuguesa de 12 cordas quando tinha apenas quatro anos. Ele gravou o primeiro álbum em 1957 e lançou vários trabalhos e trilhas sonoras até 1987.
"Ele era um perfeccionista e tocava até os dedos sangrarem" , disse o cineasta Paulo Rocha.
"Ele era um gênio, um grande artista que deu uma dimensão mundial para a guitarra portuguesa, e, através de seu trabalho, expressou a alma portuguesa", disse o político e poeta Manuel Alegre.
“Enorme, desajeitado, com o seu eterno sorriso tímido de quem pede desculpa de existir. Sentou-se, aconchegou a guitarra a si, agarrou-se à guitarra e a guitarra a ele, passaram a ser um corpo único, um só tronco de música e de raiva, de sonho e de melodia, de angústia e de esperança, exprimindo por sons tanta coisa que nós não tínhamos palavras para dizer” - José Carlos de Vasconcelos.
«Já me tem sucedido fazer as pessoas chorar enquanto eu toco… E eu não compreendia isto, mas depois percebi que é a sonoridade da guitarra, mais do que a música que se toca ou como se toca, que emociona as pessoas». - Carlos Paredes

Carlos_Paredes.jpg

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FILIPE FREITAS

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