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PRAIA DA CLARIDADE

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22
Jun06

O ADN

Praia da Claridade

 
Uma cadeia de ADN
   
Uma cadeia de ADN
 
 

ADN (ou à inglesa, DNA) é o acrónimo ácido desoxirribonucléico (desoxirribonucleico, na ortografia africana e europeia). O acrónimo em inglês DNA significa deoxyribonucleic acid.
 
O ADN é a molécula orgânica que quando transcrita em RNA, tem a capacidade de codificar proteínas. Tem a forma parecida com uma escada espiral cuja disposição dos "degraus"  se dá em quatro partes moleculares diferentes. Esta disposição constitui as chamadas "quatro letras do código genético".
 
 
Origem
 
Presume-se que a Terra ao formar-se de poeira e gases interestelares há mais ou menos 4,6 biliões de anos, no turbilhão que se formava, já continha os elementos que posteriormente seriam a base da vida.
 
Através dos registos fósseis estudados, alguns cientistas afirmam que a vida se desenvolveu em torno de 4 biliões de anos atrás nos oceanos primitivos do planeta. Segundo alguns, a complexidade das primeiras formas vivas era muito menor que qualquer organismo unicelular, que pode ser considerado um ser vivo altamente sofisticado em relação àquelas.
 
Presume-se que em reacções das mais diversas, influenciadas pela luz ultravioleta do Sol, relâmpagos, etc., iniciaram as composições de moléculas bastante simples. Estas eram ricas em hidrogénio procedente da atmosfera primitiva.
 
Com o avançar do tempo, iniciou-se um processo que levou aqueles fragmentos primitivos a combinarem-se e recombinarem, o que gerou moléculas cada vez mais complexas.
 
Os oceanos da Terra assemelhavam-se a um caldo orgânico porém, ainda não eram vivos. À medida em que a complexidade das moléculas aumentava, começaram a surgir algumas que iniciaram um processo grosseiro de se copiarem a si mesmas.
 
Estas eram provavelmente as primeiras ancestrais do ácido desoxirribonucleico, ou ADN (DNA), molécula principal da vida na Terra.
 
 
Vida
 
Cada ser vivo que habita a Terra possui uma codificação diferente de instruções "escritas"  na mesma linguagem no seu ADN. Estas diferenças geram as diferenças orgânicas entre os organismos vivos. O ADN encontra-se no núcleo celular, as quatro partes que formam a figura parecida com uma escada espiral, contém uma estrutura muito parecida a degraus. Estes são chamados nucleotídeos e decifram as instruções hereditárias para a formação dos organismos vivos e compõem os cromossomas, juntamente com proteínas. Mais precisamente, eles formam os genes, pois no longo código genético de cada ADN, registado na sequência das bases nitrogenadas, está implícita a programação de um ou mais caracteres hereditários como a cor dos olhos, da pele, dos cabelos e etc...
 
 
Mutações
 
Uma alteração no código sequencial, gerará uma mutação, e esta dá-se no nucleotídeo, que uma vez copiada para a geração seguinte, causará uma mudança nas características dos seres que descendem daquele que sofreu a mutação.
 
Dependendo da profundidade da alteração, e uma vez que esta é casual, poderá ser letal ao ser vivo primitivo, pois poderá codificar para a existência daquele uma enzima não-funcional, por exemplo.
 
Logo, de mutação em mutação, ao longo de muito tempo, começaram a aparecer algumas modificações que ao invés de serem letais, passaram algumas a ser benéficas, o que facilitou a sobrevivência de alguns organismos ao invés de outros.
 
Uma vez que a possibilidade de uma mutação benéfica é muito pequena, esta foi provavelmente o desencadeante da evolução.
 
 
Evolução
 
Há cerca de quatro biliões de anos, alguns cientistas afirmam que o Planeta Terra era um Jardim do Éden molecular. Ocorriam reproduções de algumas moléculas de forma ineficiente, estas deixavam cópias grosseiras de si mesmas. Desta forma ocorreram as primeiras reproduções, mutações, e eliminações de forma selectiva e casual. As variedades menos eficientes eram eliminadas, as mais eficientes tendiam a aumentar a sua eficiência a cada geração (se é que se pode dizer neste momento o termo "geração"). Portanto, a evolução no início da existência da "vida"  (não se pode afirmar vida ou organismo vivo no momento descrito, mas processo de desenvolvimento que chegará a um organismo) processou-se a nível molecular.
 
Avançando-se no tempo, as moléculas orgânicas foram adquirindo mais e mais funções especializadas, foram-se juntando aos poucos e de forma casual. A princípio, pode dizer-se que estas "colectividades" moleculares formaram algo parecido com o primeiro "ser-vivo"  composto a partir de algum momento por um ADN funcional.
 
 
Composição do ADN
 
O ADN é composto de uma pentose, radicais fosfatos e bases nitrogenadas.
 
As bases em ADN são:

Adenina
-  Guanina
-  Citosina
-  Timina
 
Sendo que Adenina se liga por meio de pontes de hidrogénio à Timina, e a Citosina se liga à Guanina.
 
A Cadeia de ADN apresenta-se enrolada numa estrutura em dupla-hélice que uma vez no núcleo recebe a acção de histonas e se enovela para formar a cromatina.
 
O ADN é encontrado em todos os seres vivos, incluindo os vírus, que ora possuem ADN, ora possuem RNA, porém, rara e recentemente, foi encontrado um vírus que possuía tanto ADN como RNA, ao mesmo tempo.
 
ARN (em inglês, RNA), é a sigla que designa o ácido ribonucleico. A composição do RNA é muito semelhante ao do ADN, contudo apresenta algumas diferenças. O RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do ADN.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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