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13
Jun06

Santo António de Lisboa

Praia da Claridade

 
Santo António de Lisboa (ou de Pádua), o Santo Casamenteiro
 
 Santo António de Lisboa (ou de Pádua), o Santo Casamenteiro
 
 
 

Santo António de Lisboa, OFM - Ordem dos Frades Menores, também conhecida por Ordem dos Franciscanos ou Ordem Franciscana - (Lisboa, 15 de Agosto de 1195 - Pádua, 13 de Junho de 1231), de seu nome de baptismo Fernando de Bulhões (ou Fernão de Bulhões) é também conhecido como Santo António de Pádua, por ter falecido nessa cidade italiana. Regra geral, os santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias – pois que na doutrina cristã, a morte mais não é que a passagem para a verdadeira vida –, e não daquela que os viu nascer; assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua, e apenas reverenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa. No Brasil, onde tem também milhões de devotos, é também frequentemente reverenciado como Santo António, o Casamenteiro. O mesmo acontece em Portugal.
 
 
Vida
 
Nascido e criado em Lisboa, aos quinze anos entrou para um convento de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, e em 1220, com vinte e cinco anos, impressionado pela pregação de alguns frades que conheceu em Coimbra enquanto estudava, trocou o seu nome por António e ingressou na Ordem dos Franciscanos. Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos. Uma heresia (do latim haeresis que, por seu lado, vem do grego haíresis que significa capacidade de escolher) é qualquer doutrina cristã contrária aos dogmas da Igreja Católica. Opõe-se, desta forma, à ortodoxia. Leccionou ainda teologia em várias universidades europeias, tendo passado os últimos meses da sua vida em Pádua, Itália, onde viria a falecer. A festa de Santo António é no dia 13 de Junho.
 
 
Canonização
 
Santo António detém o recorde de canonização da Igreja Católica: foi declarado santo menos de um ano decorrido sobre a sua morte, em 30 de Maio de 1232. É o santo padroeiro das cidades de Pádua e de Lisboa (nesta última, substituiu a antiga devoção ao mártir São Vicente de Saragoça - mártir, padroeiro de Lisboa, as suas relíquias encontram-se na Sé de Lisboa). Em 1934, o Papa Pio XI proclamou-o segundo padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição. Por fim, em 16 de Janeiro de 1946, o Papa Pio XII juntou o seu nome à lista dos Doutores da Igreja Católica.
 
 
Iconografia e veneração
 
Muitas das suas estátuas e imagens representam-no envergando o traje dos frades menores, segurando o Menino Jesus sobre um livro, enquanto outras o mostram a pregar aos peixes (objecto de um sermão do Padre António Vieira, séculos mais tarde), tal como São Francisco pregava aos pássaros. Para além disso, é ainda considerado padroeiro dos pobres, sendo ainda invocado para ajudar a encontrar objectos perdidos, numa oração conhecida como "os responsos"  (no que é similar a São Longuinho, outro santo católico menos conhecido).
 
Santo António de Lisboa é enfim comummente considerado como um santo casamenteiro; segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais.
 
No Brasil, muitas moças afoitas por encontrar um marido costumavam retirar o bebé dos braços das estátuas do Santo António, prometendo devolvê-lo depois de alcançarem o seu pedido. Por esse motivo, alguns párocos mandavam fazer a estátua do santo com o Menino Jesus preso ao corpo do santo, evitando assim o seu sequestro.
 
Outras jovens colocam a imagem de cabeça para baixo, dizem que só a mudariam de posição quando Santo António lhes arranjasse marido. Estes rituais são geralmente feitos na madrugada do dia 13 de Junho. Outro facto pitoresco digno de nota, é quando a estátua se parte nestas lides - nesse caso, os cacos devem ser juntos e deixados num cemitério...
 
Numa outra cerimónia, conhecida como trezena (por ter a duração de treze dias), os fiéis entoam cânticos, soltam fogos, e celebram comes e bebes junto a uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festança acontece entre 1 e 13 de Junho - é a famosa festa de Santo António.
 
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de Junho, as igrejas distribuem aos pobres os famosos pãezinhos de Santo António. A tradição diz que esse alimento deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, como garantia de que não faltará comida durante todo o ano. Há quem diga que o pão não mofa, mantendo-se íntegro pelo período de um ano.
 
Em Lisboa, é comemorado com as marchas populares, desfile que se realiza anualmente ao longo da Avenida da Liberdade.
 
 
Igreja e museu de Santo António
 
Situados no local do seu nascimento, perto da Sé Patriarcal de Lisboa, são o centro da devoção ao Santo de Lisboa. O museu contém um importante conjunto de documentos, objectos litúrgicos, gravuras, pinturas, cerâmicas e objectos de devoção que evocam a vida e o culto de Santo António.
 
No ano de 1995 comemorou-se o 800.º aniversário do seu nascimento, com grandes celebrações por toda a cidade de Lisboa.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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