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PRAIA DA CLARIDADE

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11
Mai06

O Pólen

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Grãos de pólen variados aumentados 500 vezes
 
Grãos de pólen variados, aumentados 500 vezes
 
 

O pólen  (do grego "pales" = "farinha" ou "pó")  é o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das plantas angiospérmicas (ou pelas pinhas masculinas das gimnospérmicas), que são os elementos reprodutores masculinos ou microgametófitos, onde se encontram os gâmetas que vão fecundar os óvulos, para os transformar em frutos.
 
As principais características das Angiospermas incluem óvulos e grãos de pólen encerrados em folhas modificadas, inteiramente fechadas sobre eles, respectivamente o carpelo e a antera. Estes órgãos podem encontrar-se juntos ou separados em estruturas especializadas, as flores.
 
Os grãos de pólen são normalmente arredondados, embora os dos pinheiros sejam alados, e podem ser muito pequenos, apenas alguns micra (equivale à milésima parte do milímetro). O mais pequeno grão de pólen conhecido é o do Myosotis, com cerca de 6 μm (0.006 mm) de diâmetro. A forma e ornamentação dos grãos de pólen é típica de cada família ou mesmo espécie de plantas.
 
O pólen contém uma grande proporção de proteínas (16 a 40 %) contendo todos os aminoácidos conhecidos, assim como numerosas vitaminas, principalmente as vitaminas C e PP, sendo a principal fonte de alimentação das abelhas. Outro importante produto fabricado com pólen é a geleia real. Esta composição do pólen pode ser responsável pelas alergias que lhe são atribuídas.
 
O estudo do pólen é a palinologia
 
 
Estrutura e formação do pólen
 
Os grãos de pólen são produzidos por meiose no microsporângio das plantas angiospérmicas, que é o estame, ou a escama masculina das gimnospérmicas.
 
Meiose:  tipo de divisão celular na qual o número de cromossomas é reduzido a metade através de duas divisões sucessivas, constituindo uma parte do ciclo de vida em que é assegurado que, durante a fecundação, o número de cromossomas da espécie permanece constante de geração em geração.
 
Cada grão de pólen é um gametófito que contém dois núcleos haplóides, um maior que corresponde a uma célula vegetativa e outro menor que é o verdadeiro anterozóide, que vai fecundar o óvulo.
 
Esta célula "dupla" encontra-se encerrada numa cápsula de celulose, a intina, recoberta por um invólucro muito resistente de esporopolenina, um biopolímero ligado a ceras e proteínas.
Esta camada externa é denominada exina e é composta de três partes:
 
>  tectum,  que contém os elementos esculturais que dão a forma exterior ao grão de pólen;
>  columelas,  uma estrutura em forma de colunas; e
>  base,  uma estrutura sólida formada sobre a intina.
 
Este invólucro possui ainda pequenas aberturas (pontos de menor resistência) por onde sairá o tubo polínico, que penetra no estigma para fecundar o óvulo.
 
 
Polinização
 
A transferência dos grãos de pólen dos órgãos onde são produzidos até à estrutura reprodutiva feminina (o carpelo das angiospérmicas ou a escama feminina das gimnospérmicas) chama-se polinização.
 
Durante o processo evolutivo, as plantas desenvolveram várias estratégias reprodutivas, para assegurar a sua multiplicação e colonização dos habitates. As espermatófitas, ou seja, as plantas que produzem flores, apresentam várias modalidades de polinização como estratégias reprodutivas:
 
Autopolinização - algumas espécies de plantas admitem a germinação dos grãos de pólen no estigma da mesma flor que o produziu, ou em outras flores da mesma planta; esta estratégia diminui as possibilidades de recombinação genética, mas assegura que maior número de óvulos sejam fecundados.
 
A maior parte das espécies, no entanto, desenvolveu estratégias para aumentar as possibilidades de recombinação - a transferência dos grãos de pólen por elementos exteriores à flor:
 
>  Polinização anemófila - realizada pelo vento - estas plantas produzem grande número de grãos de pólen, muito leves ou com extensões da exina, como os grãos de pólen alados dos pinheiros, que lhes permitem ser transportados para flores de plantas que se encontram a maior distância da que os produziu, portanto com maior probabilidade de terem um genoma diferente;
 
>  Polinização entomófila - realizada por insectos - as flores possuem características que atraem os insectos, tais como nectários, coloração ou cheiro especiais;
 
> Polinização hidrófila - realizada pela água - este tipo de polinização é mais frequente nas plantas aquáticas.
 
 
Alergias ao pólen
 
Rinite alérgica.
Também conhecida por sinusite alérgica ou febre dos fenos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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