Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Os Marsupiais

Koala
Koala ou Coala


Marsupiais são mamíferos, como o canguru e o coala, onde o desenvolvimento das crias se processa principalmente fora do corpo das fêmeas, dentro de uma bolsa, o marsúpio (marsupium, em latim). O grupo é integrado na taxionomia dos mamíferos como infra-classe Marsupialia (previamente Metatheria), a par com os Placentalia, dos quais se separam por critérios de anatomia sexual. As fêmeas possuem duas vaginas, que conduzem a diferentes compartimentos no útero, e os machos apresentam um pénis bifurcado.

Canguru é o nome genérico dado a um mamífero marsupial da família Macropodidae, que também inclui os wallabies (várias espécies de marsupiais da Oceânia). As características incluem patas traseiras muito desenvolvidas e a presença de uma bolsa (o marsúpio) na qual o filhote completa o seu desenvolvimento.
O seu habitat situa-se em florestas e campos. A sua alimentação baseia-se em vegetais e frutas. O pêlo do canguru é, geralmente, espesso. Crescem durante toda a vida. A sua cauda mede de 0,70 cm a 1,40 m. A maior parte dos cangurus têm orelhas grandes e cabeça pequena. O canguru, quando jovem permanece com a mãe, subindo na sua bolsa para se alimentar e ficar seguro, até que tenha mais que um ano de idade. Os Cangurus vivem na Austrália, Tasmânia e na Nova Guiné. Pesam cerca de 23 a 70 kg, medindo cerca de 80 cm a 1,60 metros. A sua gravidez (gestação) demora de 30 a 40 dias, dando à luz apenas um filhote de cada vez. Os cangurus nascem imaturos. O seu desenvolvimento é no interior de uma bolsa na barriga da sua mãe que se chama, como se disse, marsúpio. Aí, o filhote mama e protege-se.

Os Koalas ou Coala (Phascolarctos cinerus, família Phascolarctidae, grupo dos mamíferos) são marsupiais de pêlo cinza e branco que vivem no Sudeste e Nordeste da Austrália. Os Koalas vivem em média 14 anos. Vivem em eucaliptos de onde tiram o seu alimento. Um Koala passa em média 14 horas por dia dormindo e o restante comendo. A sua bolsa marsupial situa-se nas costas. O filhote fica lá até crescer, continuando agarrado às costas da mãe até tornar-se adulto.

Os marsupiais não são um antepassado primitivo dos mamíferos placentários. Ambos os grupos surgiram no fim do Mesozóico (1) e desde então competem pelos mesmos nichos ecológicos. Os marsupiais não foram bem sucedidos onde os placentários eram abundantes e desenvolveram-se sobretudo em zonas isoladas onde constituíam o único grupo de mamíferos. A Austrália, onde não há placentários endémicos, é o melhor exemplo. A América do Sul teve uma fauna abundante de marsupiais até à formação do Istmo do Panamá, que serviu como ponte migratória para os placentários que habitavam a América do Norte. Sujeitos à competição, os marsupiais sul-americanos extinguiram-se na quase totalidade. A excepção foi o opossum (ou gambá, um
mamífero marsupial com pele é muito apreciada como agasalho), que seguiu o caminho inverso e colonizou com sucesso a América do Norte. No Brasil encontramos actualmente a cuíca (rato anfíbio malhado de preto e branco) e o gambá, habitando a Mata Atlântica (2).

(1) - Na escala de tempo geológico, o Mesozóico é a era do éon Fanerozóico que está compreendida entre 251 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente.

(2) - A Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira que basicamente acompanha o litoral do país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste chegava até Argentina e Paraguai. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, ainda abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazónica. Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Publicado por: Praia da Claridade às 00:20
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3 comentários:
De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 22:17
Os marsupiais e...outras coisas mais.
Foi isso que me trouxe aqui e também ouvir a Helena pois já estava com saudades.
Vim à Praia da Claridade, não trouxe fato de banho nem toalha, mas trouxe uma sandes de leitão assado e uma botelha e, mesmo sem toalha, consegui comer na praia.
Rima e é verdade !
Ó Filipão...um abraço e parabéns!ACÁCIO SIMÕES
(http://atonito.blogspot.com/)
(mailto:acacio.luis.simoes@iol.pt)


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 15:15
Amigo Filipe que investigação esta acerca dos marsupiais (que palavrita estranha ;)), mas fiquei esclarecida. Gostei verdade que sim...venham mais assuntos interessantes e esclarecedores ;) ficamos mais ricos...Beijo e uma boa semana pa ti :). Já agora obrigada pela tua visita.oteudoceolhar
(http://oteudoceolhar.blogs.sapo.pt)
(mailto:joanstar@sapo.pt)


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 12:58
Muito interessante este artigo sobre os marsupiais e afins. É pena vermos estes animais irem desaparecendo mas são os custos da chamada civilização. Quando vi a imagem, pensei que te ias referir a uma cena do nosso novo Presidente quando em Cabo Verde, aqui há uns anos, subiu a um coqueiro...Depois vi que não, que não te queres meter em politiquices....Luisa
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisa34@netcabo.pt)


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