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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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14
Abr06

A Páscoa

Praia da Claridade

 
O coelhinho e os ovos da Páscoa




A Páscoa é a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação (Sexta Feira Santa) que terá ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canónico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.
 
A data é também uma importante data para os judeus (com o nome de Pesach, significando passagem), comemorando a libertação e fuga do seu povo escravizado no Egipto, conduzidos por Moisés e passando pelo Mar Vermelho. A palavra Páscoa advém, exactamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do Inverno para a Primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir. A última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “seder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.
 
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica como o Pesach (Páscoa). As hipóteses mais aceites relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a Primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o historiador inglês do século VIII, Beda. É sugerido por alguns historiadores que muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de Primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pesach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os Persas, Romanos, Judeus e Arménios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
 
Ishtar tinha alguns rituais de carácter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.
 
Um ritual importante ocorria no equinócio da Primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milénio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantêm-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da Primavera.
 
Cálculo
 
Como o calendário judeu é baseado na Lua, a Páscoa cristã passa a ser móvel no calendário cristão, assim como as demais datas referentes a Páscoa, tanto na Igreja Católica como nas Igrejas Protestantes e Igrejas Ortodoxas:
 
A Páscoa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo o primeiro domingo após a lua cheia seguinte à entrada do equinócio de Outono no hemisfério sul ou o equinócio de Primavera no hemisfério norte.
 
As datas móveis que dependem da Páscoa são:
 
>  Domingo de Carnaval - 46 dias antes (por isso as Cinzas sempre são numa quarta-feira)
>  Quaresma - Inicia na Quarta-feira de cinzas
>  Domingo de Ramos - Uma semana antes
>  Sexta-feira Santa - a sexta-feira imediatamente anterior
>  Sábado de Aleluia - o sábado de véspera
Pentecostes - o oitavo domingo após a Páscoa
>  Corpus Christi - (ou Ascensão de Cristo) a quinta-feira após o Pentecostes.
 
Todavia, o Vaticano tem autoridade para indicar outras datas.
 
Páscoa no Judaísmo
 
Segundo a Bíblia, Deus lançou pragas contra o Egipto. Na última delas, disse que todos os primogénitos egípcios seriam exterminados, mas os de Israel seriam poupados. Para isso, os de Israel deveriam imolar um cordeiro, e passar o sangue nas portas das casas e Deus passaria por elas.
 
Diz ainda a Bíblia: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua. (Livro do Êxodo 12, 14). Assim, ficou instituída a festa da Páscoa.
 
Páscoa no Cristianismo
 
Jesus Cristo é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado a sua morte exactamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.
 
No primeiro concílio de Nicéia, em 325, foi decidido que a Páscoa seria celebrada no mesmo domingo para todas as correntes cristãs, mas é bem provável que nenhum método de cálculo da data tenha sido explicitamente indicado. Assim, a Páscoa cristã é comemorada (segundo o costume da Idade Média) no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera: a data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.
 
A sequência da liturgia para todos os domingos do Ano Cristão está na dependência da Páscoa, excepto os domingos do Advento, que são sempre quatro domingos antes do Natal, não importando se cai no domingo ou noutro dia da semana.
 
Como, segundo a tradição cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num domingo, surgiu a prática de os Cristãos se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus (shabat).
 
Esta tradição foi modificada posteriormente por algumas igrejas protestantes que retornaram ao costume judeu de guardar o sábado.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Os meu votos sinceros de uma
PÁSCOA FELIZ
a todos os que visitarem este meu Blog
 

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