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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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17
Mar06

Transfusão de sangue

Praia da Claridade
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A transfusão de sangue é uma prática médica que consiste em injectar sangue a um paciente que tenha sofrido de grande perda ou que esteja afectado por uma doença no seu próprio sangue. A primeira transfusão de sangue foi efectuada em 15 de Junho de 1667. É um tipo de terapia que tem se mostrado muito eficaz em situações de choque, hemorragias ou doenças sanguíneas. Frequentemente usa-se transfusão em intervenções cirúrgicas, traumatismos, hemorragias digestivas ou em outros casos em que tenha havido grande perda de sangue.
   
Durante algum tempo, no passado, muitas pessoas tinham receio de aceitar transfusão com medo de contraírem uma doença infecto-contagiosa. Hoje não precisamos ter este tipo de preocupação, pois o sangue colhido de um doador passa por diversos testes antes de ser transferido para um paciente.
  
Tipos Sanguíneos
 
O sangue é um tecido vivo que circula ininterruptamente pelas nossas artérias e veias, levando oxigénio e nutrientes a todos os órgãos do corpo e trazendo o gás carbónico. É composto por plasma, plaquetas, hemácias e leucócitos. O sangue é produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno.
 
Sistema Rh
 
O sangue é classificado em grupos (positivo e negativo) pela presença ou ausência de um antígeno de superfície da hemácia que foi encontrado primeiramente no macaco Rhesius, dando nome ao factor Rh. Assim, o sangue Rh negativo não possui este antígeno na superfície, e o Rh positivo possui-o. A incidência destes grupos varia de acordo com a raça, pois trata-se de um factor hereditário.
 
Sistema ABO
 
O sangue também é classificado como do tipo A, B, AB ou O.
Esta classificação teve origem na descoberta de dois antígenos de superfície, para os quais foram dados os nomes de A e B. Quando a hemácia possuía o antígeno A era chamado de sangue tipo A, quando possuía B, tipo B, quando possuía os dois, tipo AB. Quando não possuía nem A nem B, era assinalado com um número zero (0). As pessoas começaram a ler o zero como a letra O, dando origem ao sistema ABO.
 
Compatibilidade Sanguínea
 
O sangue doado é separado nos seus componentes principais - os hemocomponentes, e estes são fraccionados nos seus diversos elementos  -  os hemoderivados, para a aplicação terapêutica somente da fracção necessária. Se for necessário uma transfusão de sangue total, os hemocomponentes podem ser reunidos.

Hemácias  - é o glóbulo vermelho. As pessoas com sangue Rh positivo podem receber hemácias do tipo Rh negativo. O contrário não é verdadeiro. As pessoas do grupo O só podem receber hemácias do grupo O. As pessoas do grupo AB podem receber hemácias do grupo O, A e B. As pessoas do grupo B podem receber hemácias do grupo O e B, mas não do A. As pessoas do grupo A podem receber hemácias do grupo O e A, mas não do B.

A pessoa portadora do tipo de sangue O negativo é tido como sendo doador universal, (o seu sangue serve para qualquer paciente) mas no caso de transfusão, o ideal é o paciente receber sangue do mesmo tipo que o seu. Cada componente do sangue tem propriedades especiais e pode ser separado para tratar de problemas específicos de cada paciente.
 
Doação de Sangue
 
Os Centros Hemoterápicos necessitam de muito sangue para suprir as necessidades da população, devido ao grande número de acidentes e doenças sanguíneas que necessitam de transfusões. Não existem substitutos para todas as funções do sangue. Geralmente, restabelece-se o volume líquido do sangue mediante soluções salinas ou gelatinosas e estimula-se a produção acelerada de hemácias. Mas nos casos de hemorragias massivas necessitam de hemácias. Também os hemofílicos necessitam dos factores de coagulação (Factor VIII e Factor IX), para a qual não existe substituto. A molécula da hemoglobina artificial ainda se encontra em ensaios pré-clínicos.
  
O doador não corre nenhum risco, já que são utilizadas para a colheita do sangue bolsas e agulhas estéreis descartáveis, isto é, utilizadas apenas uma vez.
 
Para doar sangue o indivíduo deve ter entre 18 e 60 anos, mais de 50 quilos, estar gozando de boa saúde, não ser toxicodependente ou estar tomando certos medicamentos e realizar apenas "sexo seguro". A doação deve ser voluntária e não remunerada, como maneira de evitar a doação de sangue doente.
 
Alternativas Actualmente Disponíveis
 
Muitos médicos têm reconhecido que a posição contrária à transfusão de hemocomponentes por parte das Testemunhas de Jeová incentivou a pesquisa de tratamentos alternativos, permitindo efectuar cirurgias complexas sem a necessidade do uso de sangue total e hemoterapia, técnicas que beneficiam as Testemunhas de Jeová. Uma grande parte da comunidade médica, porém, continua crítica em relação a esta opção religiosa, recusando-se a dar tratamento ou submeter a cirurgias a menos que seja permitida a transfusão. Isto obriga os pacientes a buscar tratamento em outros hospitais ou os força a protelar o tratamento para encontrar um médico disposto a utilizar as diversas técnicas disponíveis para evitar transfusões.

São alguns exemplos de técnicas utilizadas para evitar transfusões sanguíneas :

>Uso de bisturis eléctricos para cirurgias mais simples;
>Uso de bisturis ultrassónicos para cirurgias complexas;
>Uso de soluções salinas (soro fisiológico a 0,9%, solução de Ringer, e Ringer com lactato de sódio ou Solução de Hartmann );
>Haemmacell (solução gelatinosa que substitui até 1000 ml de plasma humano);
>Eritropoietina ou EPO  -  hormona produzida nos rins que estimula a medula óssea a produzir hemácias em ritmo acelerado;
>Eritropoietina recombinante ( medicamento que substitui a hormona eritropoietina );
>Dextran de ferro (ou Imferon) administrado intravenosamente;
>Auto-transfusão - reutilização do próprio sangue perdido durante a cirurgia após passagem por um filtro. É o mesmo sistema utilizado nas cirurgias cardíacas, onde o coração pára de funcionar durante algum tempo e uma bomba faz o seu papel temporariamente com o sangue circulando através de uma máquina, sistema chamado de circulação extracorpórea e similar no funcionamento à hemodiálise.

>
Transfusão autóloga ou Auto-transfusão
Existem dois tipos:
O paciente retira o seu próprio sangue alguns dias antes da cirurgia e esse sangue fica guardado em bolsas até que seja necessário utilizá-lo durante a cirurgia programada. No outro tipo, o sangue é retirado no início da cirurgia e armazenado, sendo substituído por soluções (cristalóides ou colóides) como expansores do volume do plasma. Ocorrendo algum sangramento ele obviamente será menor, já que estará diluído. Ao final da cirurgia o sangue é reposto.

Para além da conhecida auto-transfusão (ou transfusão autóloga), do aproveitamento (após filtração/heparinização) do sangue perdido no decurso de intervenções cirúrgicas e da chamada transfusão isovolémica  -  todas estas técnicas implicando apenas a utilização de sangue autólogo   - as alternativas reais à transfusão são limitadas. Fora das situações de hemorragia aguda, são de considerar a utilização de eritropoietina humana recombinante para estimular a eritropoiese, e de trombopoietina humana recombinante (esta de utilização ainda não generalizada e limitada a situações de trombocitopenia).

Estão a ser submetidos aos primeiros ensaios clínicos substitutos sintéticos e semi-sintéticos das plaquetas, constituídos por micro-esferas de albumina (ou eritrócitos fixados), revestidos com fibrinogénio ou peptídeos derivados do fibrinogénio. No entanto, a semi-vida destes produtos parece ser muito curta, o que poderá limitar a sua utilização a situações agudas. A utilização de alguns produtos de recombinação genética como factores de coagulação, proteína C, antitrombina e antitripsina (bem como outros agentes terapêuticos de situações de discrasia da hemostase como DDAVD, antifibrinolíticos, colas de fibrina recombinante, etc.) poderá, em alguns casos, corrigir situações discrásicas, evitando assim a ministração de sangue ou seus hemocomponentes. Em situações de anemia por hemorragia aguda tem sido indicada, em condições específicas e limitadas, a utilização de transportadores do oxigénio do grupo dos perfluorcarbonos, alguns já comercializados, devendo ter em atenção os efeitos sobre os rins e o fígado. Já se pratica a terapêutica genética para a deficiência do Factor VIII (Hemofilia A) e está eminente a utilização da mesma tecnologia para o tratamento da deficiência do Factor IX (Hemofilia B). Ainda se encontra em ensaios pré-clínicos uma hemoglobina artificial.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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