Segunda-feira, 21 de Março de 2005

Rafael Bordalo Pinheiro

O ilustre caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em Lisboa no dia 21 de Março de 1846. O pai iniciou-o no desenho e não apoiava a inclinação do filho para a caricatura. Todavia, contrariou o pai, trocando os pincéis pelo lápis. Desta forma alcançou a fama internacional como caricaturista exímio, genial ceramista e decorador.
Matriculou-se na Academia de Belas-Artes, apresentando, nas exposições, trabalhos muito aplaudidos pela crítica. Continuamente rejeitou propostas aliciantes de jornais estrangeiros, por gostar muito do seu País. Colaborou com várias publicações espanholas, inglesas e francesas.
Com a criação da "Lanterna Mágica" quebrou a monotonia portuguesa, ligando-se a Guerra Junqueiro, Guilherme de Azevedo e Lino de Andrade.
Em 1870 publica um álbum de caricaturas gravadas a água-forte, sob o título de "Calcanhar de Aquiles", onde figuravam os homens mais notáveis do seu tempo, como Júlio César Machado, Alexandre Herculano, Manuel Pinheiro Chagas, Bulhão Pato, Ramalho Ortigão, Manuel de Arriaga e outros.
Em 1871 cria "O Binóculo", sendo o primeiro jornal que se vendeu dentro dos teatros. De imediato, faz sair o "Mapa de Portugal", vendendo mais de 4000 exemplares no espaço de um mês.
Dirige o jornal "O Mosquito", no Rio de Janeiro, onde deixa críticas mordazes e momentos de grande saudade por Portugal. Em 1879 voltou para Lisboa e funda a folha humorística "António Maria", seguindo-se "Álbum de Glórias" e "Pontos nos ii".
Em Janeiro de 1885 resolve terminar com o "António Maria" e abandonar o jornalismo. A partir de então, dedica-se à cerâmica, dando todo o seu esforço à Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, levando-lhe uma lufada de ar fresco, cheia de imaginação e criatividade. De imediato, apareceram obras como a famosa "Jarra Beethoven". Caricaturista também no barro, deu forma a essas notáveis figuras como o sacristão, o padre, o polícia, a ama de leite, a alcoviteira e o genial "Zé Povinho".

rafael_bordalo_pinheiro.jpg

Dirigiu a construção do pavilhão português na Exposição de Paris de 1889.
Nas Caldas da Rainha existe um museu com o seu nome.
Em Lisboa, no ano de 1905, desapareceu do número dos vivos.

Fonte: http://www.lerparaver.com/cultura/fig_bordalo.html
Publicado por: Praia da Claridade às 01:32
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