Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Damião de Góis

 
Damião de Góis



Damião de Góis, (2 de Fevereiro de 1502 em Alenquer, Portugal — 30 de Janeiro de 1574, parece que também em Alenquer). Figura ímpar do renascimento português, historiador e grande humanista, tinha uma mente enciclopédica e foi um dos espíritos mais críticos da sua época. Foi um verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI.
 
De família nobre, filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa Isabel Gomes de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal. Devido à morte do seu pai, Damião de Góis passou 10 anos da sua infância na corte de D. Manuel I como moço de câmara. Em 1523 foi colocado por D. João III como secretário da Feitoria portuguesa em Antuérpia - também, em atenção, à sua ascendência flamenga.
 
Efectuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Tornou-se amigo íntimo do humanista holandês Desiderius Eramus, com quem convive em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos assim como nos seus escritos. Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos.
 
Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de D. João III que o trouxe para Portugal. Em 1548 foi nomeado Guarda-Mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e 10 anos mais tarde foi escolhido pelo Cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do Rei D. Manuel I que foi completada em 1567.
 
No entanto este seu trabalho histórico desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caiu nas garras do Santo Ofício (Inquisição), de maneira brutal, pois foi preso, sujeito a processo e depois transferido para o Mosteiro da Batalha. Trágico fim de vida, pois abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de Janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila.
 
As suas maiores obras em Latim e em Português são históricas. Incluem a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Emanuel (4 parts, 1566-67) e a Crónica do Príncipe Dom João (1567). Ao contrário do seu contemporâneo João de Barros, ele manteve uma posição neutra nas suas crónicas sobre o Rei D. Manuel I e do seu filho o príncipe João, depois João III de Portugal.
Fonte: Wikipédia. 
 

.......................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 12:37
Um bocado atrasada mas nao quiz deixar de te desejar muitos e muitos anos de vida! Um GRANDE BEIJO MARYSOL
(http://ricavida.blog.sapo.pt)
(mailto:marysol@sapo.pt)


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