Domingo, 10 de Abril de 2005

História de Portugal - D.Inês de Castro

No passado dia 8 publiquei um artigo sobre D.Pedro I de Portugal.
Como não podia ser esquecida a sua amada D.Inês dou sequência ao assunto, dedicando a todos os que apreciam esta fase da História de Portugal, em particular para a minha grande amiga Inês Mendonça.


D. Inês de Castro morreu a 7 de Janeiro 1355.
Foi uma dama Castelhana, filha ilegítima de Pedro Fernandez de Castro com D. Aldonza Soares de Valadares, que se tornou conhecida ao ter sua história lembrada por Camões no Canto III de "Os Lusíadas", onde faz referência à "...mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...". Foi amante e declarada postumamente esposa legítima de Pedro I de Portugal. E sua desventurada vida e controvertido casamento ainda faz com que historiadores se debrucem sobre o caso, procurando indícios se houve ou não um casamento.

D. Inês chegou Portugal em 1340, integrada como aia no séquito de D. Constança Manuel, filha de João Manuel poderoso nobre descendente da Casa Real Castelhana, que iria casar com o príncipe Pedro, herdeiro do trono. O príncipe D. Pedro apaixona-se por Inês pouco tempo depois, negligenciando a mulher legítima, Constança, e pondo em perigo as débeis relações com Castela. Tentando colocar empecilhos entre D. Pedro e D. Inês, D. Constança dá a Inês seu filho recém-nascido, o Infante D. Luís (1343), em baptismo, com a esperança de que os laços de parentesco espiritual impostos pelo compadrio afastasse os enamorados. Mas D. Luís não chega ao primeiro ano de vida, e pouco afecta os sentimentos de Pedro e Inês.

O Rei D. Afonso IV, exila D. Inês de sua corte em 1344, temendo o escândalo. Não há porém indícios de que o relacionamento tenha sido consumado, então.

Em Outubro de 1345, D. Constança Manuel morre em decorrência do nascimento do Infante D. Fernando, deixando Pedro viúvo e livre para enfrentar o pai e trazer D. Inês de volta do exílio em Albuquerque. O casal foi morar longe da corte, no norte de Portugal, onde nasceram os quatro filhos, os Infantes D. Afonso (morto ainda criança), D. João, D. Dinis e D. Beatriz, reconhecidos pelo pai. D. Pedro afastou-se da política, da corte e de suas prerrogativas de herdeiro.

Afonso IV tentou por diversas vezes organizar um terceiro casamento para o seu filho, com princesa de sangue real, mas Pedro recusa tomar outra mulher que não Inês. Entretanto, o único filho legítimo de Pedro, o futuro rei Fernando I de Portugal, mostrava-se uma criança frágil, enquanto que os bastardos de Inês prometiam chegar à idade adulta. A nobreza portuguesa começava a inquietar-se com a crescente influência castelhana sobre o futuro rei.

Depois de alguns anos no Norte, Pedro e Inês, retornam à Coimbra e  instalam-se no Paço de Santa Clara. A 7 de Janeiro de 1355, D. Afonso cede às pressões de seus conselheiros, e aproveitando a ausência de D. Pedro numa excursão de caça, assina a sentença de morte de D. Inês. Pero Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco dirigiram-se ao Mosteiro de Santa Clara em Coimbra, onde Inês se encontrava e a justiçaram, degolando-a. A morte de Inês não trouxe Pedro para mais próximo do pai, antes pelo contrário, o herdeiro revoltou-se contra Afonso IV, que responsabilizou pela morte. Mais uma vez pai e filho se encontram em campos opostos numa guerra civil. A Rainha D. Beatriz intervém e após meses de escaramuças, a paz é selada em Agosto de 1355.

Pedro tornou-se o oitavo rei de Portugal em 1357. Em Junho de 1360 faz a famosa declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se havia casado secretamente com Inês, em 1354 "...em dia que não se lembrava...". A palavra do rei, e de seu capelão foram a única prova deste casamento, mas para tanto talvez devamos repensar a questão dentro do conceito de casamento na Idade Média. Pedro mandou construir dois esplêndidos túmulos no mosteiro de Alcobaça, um para si e outro para onde trasladou os restos de sua amada Inês. A tétrica cerimónia do beija mão, tão vívida no imaginário popular, provavelmente foi inserida nas narrativas do final do século XVI, depois de Camões escrever em seu Canto III, a tragédia da Linda Inês.

D. Pedro juntou-se à amada em 1367, e os restos de ambos jazem juntos, até hoje.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%AAs_de_Castro

O amor ultrapassa distâncias, vence as forças mais poderosas, basta lutar.
D. Pedro e D. Inês venceram as forças opressoras e durante algum tempo foram muito felizes, mas ( sempre o conhecido “ mas “ ) certas pessoas maldosas conseguiram acabar com toda a felicidade...

Publicado por: Praia da Claridade às 00:04
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1 comentário:
De Anónimo a 10 de Abril de 2005 às 00:59
Desde miúda q adoro esta história: pela coragem, pelo amor, pela força, pela revolta contra os "hipócritas e retrógradas"... jksMalucaResponsavel
(http://malucaresponsavel.blogs.sapo.pt)
(mailto:claudiageiroto@hotmail.com)


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