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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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18
Abr05

Ataque a Pearl Harbor

Praia da Claridade

Na manhã de 7 de Dezembro, 1941, aviões e mini-submarinos da marinha Imperial Japonesa, comandados pelo Vice Almirante Chuichi Nagumo, executaram um ataque surpresa contra a marinha dos Estados Unidos da América, na base de Pearl Harbor. O plano de ataque foi criado pelo Almirante Isoroku Yamamoto. O ataque ficou conhecido como Bombardeamento de Pearl Harbor e Batalha de Pearl Harbor, mas o nome mais comum é Ataque a Pearl Harbor ou simplesmente Pearl Harbor.

História

A 26 de Dezembro, 1941 uma frota incluindo seis porta-aviões comandados pelo Vice Almirante Chuichi Nagumo, deixaram a baía de Hitokappu, nas Ilhas Kuril e seguiram para Pearl Harbor sobre um silêncio restrito.
Manhã de 7 de Dezembro, 1941, os aviões da frota bombardearam todas bases aéreas americanas na ilha, e muitos navios ancorados em Pearl.
Os primeiros tiros disparados e a causar as primeiras baixas em Pearl Harbor, ocorreram quando o USS Ward, atacou e afundou um mini-submarino japonês. Existiam cinco mini-submarinos classe Ko-hyoteki, que planearam destruir usando  navios-torpedos dos EUA. Nenhum dos submarinos conseguiu voltar a salvo e apenas 4 dos 5 foram encontrados desde o ataque. Dos 10 marinheiros a bordo dos 5 submarinos, 9 morreram e o único sobrevivente, Kazuo Sakamaki, foi capturado, tornou-se o primeiro prisioneiro de guerra capturado pelos americanos na Segunda Guerra Mundial.
Fotografias recentes analisadas pelo Instituto Naval dos Estados Unidos, indicou que um mini-submarino conseguiu entrar no porto e com sucesso disparou 1 torpedo contra o USS West Virginia. A posição final deste submarino é desconhecida. Os porta-aviões japoneses eram: Akari, Hiryu, Kaga, Shokaku, Soryu, Zuikaku. Todos juntos tinham um total de 441 aviões, incluíndo, bombardeiros-torpedo, bombardeiros-de-mergulho e bombardeiros-caça. Destes, 39 foram abatidos durante a batalha. Os aviões atacaram em duas vagas, e Nagumo decidiu cancelar a terceira a favor de um retirada.

Ataque previsto

Segundo várias fontes oficiais, os Estados Unidos da América chegaram a receber 4 alertas:
Tendo decifrado o código Púrpura, os peritos da cifra americanos puderam prever o ataque, embora não pudessem indicar o local e hora.
Os espiões, Richard Sorge e Dusko Popov tinham alertado para o ataque. Políticos americanos decidiram ignorar a informação.
O novo radar instalado apenas uns dias antes do ataque indicou a presença dos aviões japoneses. Oficiais pensaram que fossem aviões B-25 a voltar de um exercício.
Um barco de patrulha americano, contactou o quartel-general de Pearl Harbor, a informar que tinha avistado algo parecido com um submarino e que tinha disparado.

Resposta americana

A 8 de Dezembro, 1941, o congresso americano, declarou guerra ao Japão, com um único voto contra - voto de Jeannette Rankin. O presidente Roosevelt assinou a declaração de guerra, apenas alguns minutos depois. Os EUA, continuaram e aumentaram a intensidade da mobilização militar, e iniciaram uma economia de guerra no país.

Também como resposta o presidente Roosevelt ordenou um ataque ao coração do Japão, Tóquio, o qual era praticamente impossível. A 18 de Abril 1942, faz hoje 63 anos, é lançado o ataque Doolittle.


O ataque Doolittle (Doolittle Raid), teve o lançamento de um bombardeamento na costa japonesa a 18 de Abril, 1942. O ataque — propaganda e um exercício de moral — foi planeado pelo Tenente-Coronel James Harold Doolittle. O bombardeamento foi possível graças ao técnico de observação, Capitão Francis Low, que afirmou que aviões de 2 motores podiam ser lançados de porta-aviões. Testes subsequentes provaram que um B-25 Mitchell podia ser lançado com uma carga de bombas razoável, atingir alvos no Japão e depois voar e aterrar na China.

Dezasseis B-25Bs americanos foram carregados no USS Hornet, com 230 kg de bombas e extra-tanques de combustível mas com armas reduzidas. Os aviões foram postos no convés de descolagem na ordem de lançamento e verificados. O Hornet deixou o porto a 2 de Abril e juntou-se ao USS Enterprise no oceano Pacífico. Os dois porta-aviões, juntamente com uma frota de 14 barcos de escolta, partiram para a zona de lançamento.

Contudo, os bombardeiros foram lançados enquanto ainda a 800 milhas da costa do Japão ao invés das desejadas 450 a 650 milhas. A frota avistou um barco de patrulha. Embora o barco de patrulha tenha sido afundado por fogo de artilharia americano, foi decidido lançar os aviões, para o caso em que o barco de patrulha tivesse alertado por rádio o Japão. Todos os B-25s chegaram à costa japonesa, largaram as suas bombas em zonas de armazenamento de petróleo, fábricas e instalações militares em Tóquio e Nagoya, e dirigiram-se para Este do mar da China.

Os bombardeiros, no entanto, ao chegarem começaram a ficar com pouco combustível, e o tempo começou a ficar rapidamente ruim. As tripulações deram conta que não conseguiriam chegar às bases aéreas chinesas e tiveram a opção ou de saltar dos aviões para o mar ou de fazer uma aterragem forçada em terra. Um avião aterrou em Vladivostok, onde a sua tripulação foi salva pelos Russos.

Em comparação com os ataques dos B-29 contra o Japão, dois anos depois, o ataque foi um esforço simbólico. Quando as notícias do ataque foram publicadas, a moral americana subiu muito, após a descida devido ao ataque japonês. O ataque obrigou aos japoneses a transferência para as ilhas do Japão de unidades de caças que poderiam ter sido usadas contra os Aliados, e usadas na tentativa de destruir a armada americana na Batalha de Midway.

Após o ataque a Tóquio, as tripulações de dois aviões estavam desaparecidas. A 15 de Agosto de 1942, soube-se pelo General suíço do consulado em Shanghai que 8 pilotos americanos eram prisioneiros na sede da policia japonesa, nessa mesma cidade. Em 19 de Outubro de 1942 os japoneses transmitiram que tinham julgado as duas tripulações e que as tinham condenado à morte, mas que um número deles tinha recebido comutação das suas sentenças para aprisionamento, e que um pequeno número tinha sido executado. Quaisquer nomes ou factos não foram dados.

Após a guerra, os factos foram descobertos no Julgamento de Crimes de Guerra em Shanghai, que abriu a Fevereiro de 1946, para julgar 4 oficiais japoneses que maltrataram 8 prisioneiros de guerra do ataque a Tóquio. Dois dos 10 homens, Dieter e Fitzmaurice, morreram quando seu B-25 caiu na costa chinesa. Os outros 8, Hallmark, Meder, Nielsen, Farrow, Hite, Barr, Spatz, e DeShazer foram capturados. Além de terem sido torturados, contraíram doenças devido às más condições sob as quais estavam presos.

A 28 de Agosto de 1942, Hallmark, Farrow e Spatz foram julgados por oficiais japoneses. Em 14 de Outubro de 1942, Hallmark, Farrow e Spatz foram avisados que seriam executados no dia seguinte.

Às 16h30 min de 15 de Outubro de 1942, os três americanos foram levados num camião até um cemitério público de Shanghai. Após procedimentos cerimoniais apropriados dos militares japoneses, foram fuzilados.

Os outros cinco continuaram presos, mas a sua saúde começou rapidamente a  deteriorar-se. Em Abril de 1943, foram movidos para Nanking e em 1 de Dezembro de 1943, Meder morreu. Os outros cinco homens começaram a receber um melhor tratamento e para o seu conforto receberam um cópia da Bíblia. Sobreviveram até Agosto 1945, quando foram libertados.

Os 4 oficiais japoneses foram julgados pelos seus crimes de guerra contra os 4 tripulantes do ataque de Tóquio e todos foram considerados culpados. Três foram sentenciados a 5 anos de trabalhos forçados e o 4º a 9 anos de sentença.

Nos 3 meses após o ataque, os japoneses conduziram uma busca pelos pilotos que tinham escapado para a área Chekiang. Aproximadamente 23000 chineses foram massacrados em retaliação por ajudarem a esconder os pilotos americanos.

Em Novembro de 1944, o Japão começou a lançar cerca de 9000 balões bomba, como retaliação ao bombardeamento.

O ataque foi recriado nos filmes Treze segundos sobre Tóquio (Thirty Seconds over Tokyo) e no final do filme Pearl Harbor de 2001.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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