Sábado, 4 de Fevereiro de 2006

O Estreito de Bósforo

Estreito de Bósforo
O Estreito de Bósforo (Istambul em baixo na foto), situa-se tanto na Europa (esquerda) como na Ásia (direita). Em baixo, o Mar de Mármara, e em cima o Mar Negro.



O Bósforo é um estreito que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara e marca o limite dos continentes asiático e europeu na Turquia. Tem um comprimento de aproximadamente 30 km e uma largura de 550 a 3000 m. A sua profundidade varia de 36 m a 124 m no meio do estreito.

O seu nome significa «passagem da vaca» e refere-se à história de
Io, jovem amada por Zeus, transformada por ele em vaca, e perseguida por uma mosca sugadora de sangue enviada por Hera, ciumenta.

As margens do estreito são densamente povoadas, como exemplifica a cidade de
Istambul.

Duas pontes atravessam o estreito de Bósforo. A primeira, Ponte do Bósforo, tem 1074 metros e foi terminada em
1973. A segunda, Fatih Sultan Mehmet Bridge, tem 1090 metros e foi terminada em 1988, mais ou menos a 5 km ao norte da primeira ponte.

Marmaray, um túnel ferroviário de 13,7 km está em construção e o seu término é previsto em 2008. Aproximadamente 1400 m de túnel passarão sob o estreito, a uma profundidade de 55 m.

Marmaray é o nome para um projecto que liga as metades
europeia e a pertencente à Ásia menor de Istambul por um túnel submarino de trilhos através do estreito de Bósforo. O nome provém da combinação do mar de Marmara, que se encontra junto ao sul do local do projecto, enquanto ray  é palavra turca para o "trilho".


História

Os
gregos antigos chamavam o estreito de Bósforo da Trácia, assim como chamavam o estreito de Kerch de Bósforo Cimeriano. Para aumentar a confusão, também chamavam uma área perto do estreito pelo mesmo nome: o Chersonesus Trácio, conhecido actualmente como Gallipoli, e o Chersonesus Cimeriano, conhecido actualmente como Criméia.

Dada a importância do estreito na defesa de
Istambul, os sultões otomanos construíram uma fortificação em cada lado dele, Anadoluhisari (1393) e Rumelihisari (1451). A sua importância estratégica continua alta: diversos tratados internacionais mantêm navios na área, incluindo a Convenção de Montreux para o Regime dos estreitos Turcos, assinada em 1936.

Alguns historiadores lançaram a hipótese de que uma imensa enchente ocorrida na região por volta de
5600 a.C. teria sido a base histórica para a história do dilúvio bíblico e da Epopeia de Gilgamesh.

A Epopeia de Gilgamesh é história de um rei sumério que governou a Babilónia. O seu registo mais completo provém de uma tábua de argila do século VII antes de Cristo pertencente ao rei
Ashurbanipal. É o mais antigo texto literário conhecido. A primeira tradução moderna foi realizada na década de 1860 pelo estudioso inglês George Smith. Desta epopeia vem um dos mitos antigos do dilúvio, que é recorrente em várias culturas.

Gilgamesh foi um dos reis
sumérios que governou após o dilúvio histórico. Conta-se que era 2/3 deus e 1/3 humano e que foi autor de grande feitos sobre-humanos, sendo que se livrou de algumas armadilhas armadas por feitiçaria.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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2 comentários:
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 18:54
Mais uma bela lição de história.Obrigada.jo
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:mjoaojara@sapo.pt)


De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 16:14
Gilgamesh. Tenho aí na minha estante uma versão desta epopeia. Vou procurá-la porque o teu texto me deu vontade de relê-la.
Gostava de visitar a Turquia e conhecer todos estes locais a que te referes. Pode ser que um dia...Luisa
(http://ecosdotempo.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisa34@netcabo.pt)


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