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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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Figueira da Foz - Portugal

08
Mai05

António Champalimaud

Praia da Claridade
António Sommer Champalimaud  (19 de Março de 1918 - 8 de Maio de 2004)  foi um empresário português, com muita influência no Brasil, citado muitas vezes como o homem mais rico em Portugal, sendo mesmo alcunhado de "Rockfeller" ou "Velha Raposa". Visto como exemplo de um capitalismo descarado por parte dos políticos de esquerda, que apontam o dedo às relações amistosas que manteve com governos ditatoriais (tanto no Brasil como em Portugal), tinha presença assídua nos "tops" das fortunas mundiais, como, por exemplo, nas listas apresentadas regularmente pela revista Forbes (revista de economia, finanças e negócios norte-americana), que, em 2004, o posicionava na 153ª posição, entre os mais ricos do mundo.

Estudou na Faculdade de Ciências de Lisboa (onde cursou Ciências Físico-Químicas), que abandonou aos 19 anos de idade para começar a sua vida empresarial. Com vinte e quatro anos de idade, tomava posse da administração da Empresa de Cimentos de Leiria. Nos anos seguintes foi expandindo a sua influência na indústria cimenteira, ultrapassando as fronteiras da metrópole portuguesa, onde controlava também a "Cimentos Tejo" (detentora, na altura, do maior forno de cimento do mundo, que começou a funcionar em 1960) e a "Companhia de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego (Figueira da Foz)", até Angola, onde fundou a "Companhia de Cimentos de Angola" e mandou construir a "Fábrica do Lobito", em 1952 - ano em que aderiu ao grupo CUF - e Moçambique, onde comprou a "Fábrica de Cimentos Portland de Moçambique", sedeada na Matola; fundou a "Fábrica de Nova Maceira", no Dondo, em 1951, bem como a "Fábrica de Nacala", em 1963.

Em 1941, casou com Maria Cristina de Mello, de quem teve sete filhos: António, Maria Luísa, Maria Cristina, Manuel, José, João e Luís.

Entretanto, ia expandindo os seus negócios para outras áreas, como na banca (comprou o Banco Pinto & Sotto Mayor em 1960). Em 1969 é obrigado a exilar-se no México, devido a um processo judicial movido contra si (o "Caso Sommer"). Foi absolvido em 1973.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, as suas empresas são nacionalizadas durante o governo de Vasco Gonçalves. Muda-se para o Brasil, privado da sua fortuna mas com um nome que já era conhecido e respeitado na área empresarial. Recomeçou aí a sua carreira, em 1976, também no negócio das cimenteiras (investindo também na agropecuária).

Em 1992 volta a Portugal onde o património do estado, que tinha sido nacionalizado em 1974, voltava a ser privatizado. Compra as empresas que tinham sido suas. Em 1999, vendia o Banco Totta & Açores e o Crédito Predial Português ao Banco Santander Central Hispano (do qual passou a possuir 4% das acções).

No seu testamento, lega 400 milhões de euros para a criação, em Portugal, de uma Fundação destinada à investigação na área da Medicina.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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