Domingo, 12 de Junho de 2005

Anne Frank

Anne Frank  nasceu em 12 de Junho de 1929 e faleceu em 31 de Março 1945).
Foi uma rapariga judia obrigada a viver escondida dos nazis durante o Holocausto. Ela e a sua família, juntamente com mais quatro pessoas, viveram 25 meses, durante a Segunda Guerra Mundial, num anexo de quartos por cima do escritório do seu pai, em Amesterdão, na Holanda, denominado Anexo Secreto.

O seu diário é um dos documentos mais importantes do século passado. E pensar, que antes de ser tão importante, era somente um livrinho de capa xadrez vermelha e linhas verdes delicadas!

Ao fim de longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabou por ser denunciada aos Nazis e deportada para os campos de concentração nazis. Primeiro foi levada juntamente com a família para Westerkerk, na Holanda, antes de serem deportados para o leste da Europa. Anne Frank foi deportada inicialmente para Auschwitz, juntamente com os pais, irmã e as outras pessoas com quem se refugiava na casa de Amesterdão (hoje casa-museu). Depois levaram-na para Bergen Belsen, juntamente com a irmã, separando-a dos pais. Em 1945, nove meses após a sua deportação, Anne Frank morre de tifo em Bergen Belsen. A irmã, Margot Frank tinha falecido também vítima do tifo e da subnutrição duas semanas antes de Anne. Tinha 15 anos. Morre 2 semanas antes de o campo ser libertado.

O seu diário, guardado durante a guerra por Miep Gies, foi publicado pela primeira vez em 1947. O diário está actualmente traduzido em 67 línguas e é um dos livros mais lidos do mundo. A casa em Amesterdão onde se escondeu e escreveu o diário é hoje um museu visitado por pessoas do mundo inteiro.

Hoje, é o mais famoso símbolo do Holocausto.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Um fragmento do Diário de Anne Frank:

     ”Depois de Maio de 1940 os bons tempos foram poucos e muito espaçados: primeiro veio a guerra, depois a capitulação, e em seguida a chegada dos alemães, e foi então que começaram os problemas para os judeus. Nossa liberdade foi seriamente restringida com uma série de decretos anti-semitas: os judeus deveriam usar uma estrela amarela; os judeus eram proibidos de andar nos bondes; os judeus eram proibidos de andar de carros, mesmo que fossem carros deles; os judeus deveriam fazer suas compras entre três e cinco horas da tarde; os judeus só deveriam frequentar barbearias e salões de beleza de proprietários judeus; os judeus eram proibidos de sair às ruas entre oito da noite e seis da manhã; os judeus eram proibidos de comparecer a teatros, cinemas ou qualquer outra forma de diversão; os judeus eram proibidos de frequentar piscinas, quadras de ténis, campos de hóquei ou qualquer outro campo de atletismo; os judeus eram proibidos de ficar em seus jardins ou nos de seus amigos depois das oito da noite; os judeus eram proibidos de visitar casas de cristãos; os judeus deveriam frequentar escolas judias etc. Você não podia fazer isso ou aquilo, mas a vida continuava.”


CONTEXTO HISTÓRICO

O Diário De Anne Frank é escrito durante a Segunda Guerra Mundial, onde Hitler perseguia os judeus, e estes foram perseguidos durante anos pelos alemães. É uma época rígida, onde mulheres e crianças não tinham quase direito algum, onde moças e rapazes quase não se falavam e onde os avós, os pais, os tios, enfim, o homem mais velho e responsável do lar era o líder. Era uma época em que o Nazismo acontecia e com isso a vigilância em cima dos judeus era forte. Anne Frank pode escrever seu diário durante apenas dois anos. Ela e sua família tiveram que fugir para não serem mortos. Na segunda publicação de seu diário, houve a necessidade de serem cortados alguns itens escritos por Anne como, por exemplo, dados sobre a sua sexualidade e as suas vontades. Era uma época de morais, onde não se ousava falar de sexo com jovens e onde os jovens (principalmente mulheres) não "podiam" ter vontade própria.

Publicado originalmente em 1947, O Diário de Anne Frank já foi lido por milhões de pessoas em todo o mundo. É comovente descobrir que, no contexto tenebroso do nazismo e da guerra ela viveu problemas e conflitos de uma adolescência de qualquer tempo e lugar. No livro acompanha-se o desabrochar da sexualidade de Anne, a relação conflituosa que a jovem tinha com a mãe e a sua admiração sem reservas pelo pai.

Anne Frank registou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. O seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século mas é também uma narrativa terna e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:13
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