Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Hidrobase

 
Hidroaviões acostados numa moderna Hidrobase no Canadá

Hidroaviões acostados numa moderna Hidrobase no Canadá

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Denomina-se Hidrobase um aeródromo especialmente concebido para a operação de hidroaviões. Se a instalação for suficientemente desenvolvida poderá ser chamada aeroporto marítimo.
 
Normalmente uma hidrobase situa-se à beira de um lago, de um rio ou de uma baía marítima protegida, que lhe serve de pista de amaragem e de descolagem. Mais raramente existem hidrobases cuja pista é um lago artificial especialmente concebido para a descolagem e amaragem dos hidroaviões.
 
Na margem da pista fluvial ou marítima situam-se as instalações de apoio da hidrobase tais como cais de acostagem, aerogare, hangares, estrutura de abastecimento de combustível, etc.
 
A maioria das hidrobases construídas de raiz destinava-se a fins militares. Com o fim da utilização militar em larga escala do hidroavião a seguir à Segunda Guerra Mundial quase todas essas instalações deixaram de ser utilizada como hidrobase.
 
Durante o apogeu das viagens aéreas intercontinentais por hidroavião, nas décadas de 1930 e 1940, foram construídas também hidrobases civis desenvolvidas, também chamadas Aeroportos Marítimos, com todas as instalações necessárias para o tráfego de passageiros em larga escala. A mais famosa dessas hidrobases era a de Dinner Key, em Miami, onde estava sedeada a Pan American Airways e de onde partiam os seus hidroaviões Clippers que faziam as rotas do Atlântico, ligando à Europa, América do Sul e África Ocidental. A hidrobase de Dinner Key tornou-se, na altura, o maior aeroporto do mundo. Nos pontos servidos por essas rotas, bem como pela do Pacífico, foram construídas outras hidrobases, entre as quais o Aeroporto de Cabo Ruivo em Lisboa.
 
Actualmente apenas existem hidrobases de pequenas dimensões. A maioria destina-se apenas a hidroaviões de recreio ou de desporto, dispondo de poucas estruturas de apoio e aproveitando normalmente instalações de marinas ou de clubes náuticos. Normalmente apenas dispõem do cais de acostagem e, algumas, de hangar com plano inclinado. Em alguns países com grandes superfícies aquáticas como o Canadá, em que existe um tráfego aéreo regular de passageiros e carga através de hidroaviões, existem hidrobases com uma estrutura mais desenvolvida, que pode incluir desde terminais para passageiros até instalações de controlo de tráfego aéreo.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Em tempo de férias...

 
O Voyager of the Seas da Royal Caribbean International

O Voyager of the Seas da Royal Caribbean International

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Navios Cruzeiros são viagens de prazer em barcos ou navios de luxo.Geralmente são feitos em rotas marítimas agradáveis e muito procuradas pelos viajantes e turistas nos seus períodos de férias. Os navios de cruzeiros oferecem muito conforto, luxo e inúmeros atractivos. Durante as viagens existem festas quase que diariamente, cada uma de motivos diferentes para que se tornem mais animadas. Muitos navios de cruzeiros possuem casinos a bordo e estes tornam-se um grande atractivo. Nestas viagens a comida é excelente, abrangendo um cardápio sofisticado, multinacional e extremamente variado.
 
Actualmente os navios de cruzeiro podem transportar até 4.000 passageiros em cabines amplas e confortáveis. Um dos navios cruzeiros mais famosos é o Freedom of the Seas, que pertence a Royal Caribbean International (empresa de cruzeiros turísticos norueguesa e norte-americana, com sede na cidade de Miami nos Estados Unidos).
 
O Freedom of the Seas (Liberdade dos Mares) é considerado o maior navio cruzeiro já construído no mundo, superando o RMS Queen Mary 2 nos quesitos tonelagem e largura. Possui 339 metros de comprimento e 56 de largura, pesa 158 mil toneladas e transporta até 4.370 hóspedes, que são servidos pelos 1.360 tripulantes. No total, pode levar 5.730 pessoas. Foi construído na Finlândia. Os seus vinte e um pavimentos (pontes) comportam vários bares, restaurantes, um parque aquático, dois campos de ténis, campo de golfe, parede para escalada, simulador de ondas, um centro comercial e conta com 2 elevadores panorâmicos e cabines que chegam a alojar vinte pessoas.
 
O "France" foi um dos maiores navios de cruzeiros construídos nos tempos modernos. Transportava mais de 2.000 passageiros. Decorado com extremo luxo e bom gosto, tinha nos seus salões obras de arte de artistas contemporâneos famosos. Por dar prejuízo deixou de navegar alguns anos após ao seu lançamento.


BOAS FÉRIAS !... Conforme a possibilidade de cada um.....

 

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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Madeira (Portugal)

 
Ilha da Madeira - Mapa

Ilha da Madeira - Mapa

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Ilha da Madeira - Fotografia de Satélite com tratamento 3D

Ilha da Madeira - Fotografia de Satélite com tratamento 3D

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Pico do Areeiro

Pico do Areeiro

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Madeira, oficialmente designada por Região Autónoma da Madeira é um território português dotado de autonomia política e administrativa através do Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma da Madeira, previsto na Constituição da República Portuguesa. A Madeira faz parte integral da União Europeia com o estatuto de região ultraperiférica. Descoberta primeiro pelos Romanos ficou conhecida como as "Ilhas Roxas". Mais tarde o arquipélago foi então redescoberto por portugueses, nomeadamente Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco à volta de 1419, que apelidou a ilha com o nome Madeira devido à abundância desta matéria-prima. Primeiro, foi descoberta a ilha de Porto Santo (1418), por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira; depois, a ilha da Madeira (1419), com Bartolomeu Perestrelo, que acompanhava de novo João Gonçalves Zarco.
 
É um Arquipélago com muito turismo durante todo o ano, devido ao seu clima com temperaturas amenas tanto no Inverno como no Verão e também é um Arquipélago famoso pelo seu espectacular fogo-de-artifício no reveillon, pelo seu vinho característico conhecido mundialmente Madeira Wine, pelas suas flores e pelas suas paisagens.
 
História
 
As ilhas do arquipélago da Madeira já seriam conhecidas antes da chegada dos portugueses, a crer em referências presentes em obras, bem como na representação destas em cartas geográficas. Entre as obras que se referem à Madeira salientam-se passagens do Libro del Conoscimiento (1348-1349), obra de um frade mendicante espanhol na qual as ilhas são referidas pelo nome de Leiname, Diserta e Puerto Santo.
 
Em 1419 a ilha do Porto Santo foi visitada por João Gonçalves Zarco e por Tristão Vaz Teixeira. No ano seguinte estes navegadores, acompanhados por Bartolomeu Perestrelo, chegam à ilha da Madeira.
 
Tendo sido notadas as potencialidades das ilhas, bem como a importância estratégica destas, iniciou-se por volta de 1425 a colonização, que terá sido uma iniciativa de D. João I ou do Infante D. Henrique. A partir de 1440 estabelece-se o regime das capitanias com a investidura de Tristão Vaz Teixeira como Capitão-Donatário da Capitania de Machico; seis anos mais tarde Bartolomeu Perestrelo torna-se Capitão-Donatário do Porto Santo e em 1450 Zarco é investido Capitão-Donatário da Capitania do Funchal.
 
O infante D. Henrique resolveu mandar plantar na ilha da Madeira a cana-de-açúcar — rara na Europa e, por isso, considerada especiaria —, promovendo, para isso, a vinda, da Sicília, da soca da primeira planta e dos técnicos especializados nesta cultura. A cultura da cana e a indústria da produção de açúcar desenvolver-se-iam até ao século XVII, seguindo-se a indústria da transformação — as alçapremas — fazendo a extracção do suco para, depois, vir a fazer-se o recozer dos meles como então se chamava à fase da refinação.
 
A partir do século XVII será o vinho o mais importante produto da exploração madeirense, já que a cultura da cana-de-açúcar fora, entretanto, incentivada no Brasil.
 
 
Localização geográfica
 
O Arquipélago da Madeira situa-se no Oceano Atlântico entre 30° e 33° de latitude norte, a 978 km a sudoeste de Lisboa. De origem vulcânica, é formado pelas ilhas da Madeira (736 km²), Porto Santo (43 km²), Desertas (14 km²) e Selvagens (18 km2). Só as duas primeiras ilhas são habitadas, constituindo as outras reservas naturais.
 
O Arquipélago da Madeira, situado na metade norte do Oceano Atlântico, encontra-se a cerca de 700 Km da costa africana, quase à mesma latitude de Casablanca, muito perto do Estreito de Gibraltar.
 
Território e clima
 
Subdivide-se nas duas ilhas principais da Madeira e do Porto Santo e dois grupos de ilhas desabitadas, as Ilhas Desertas e as Selvagens.
 
A ilha da Madeira possui uma orografia bastante acidentada, sendo os pontos mais altos o Pico Ruivo (1.862 m) e o Pico do Areeiro (1.818 m). A costa norte é dominada por altas arribas e a oeste surge uma região planáltica, o Paul da Serra (1.300-1.500 m). O relevo, bem como a exposição aos ventos predominantes, fazem com que na ilha existam diversos micro-climas o que, aliado ao exotismo da vegetação, constitui um importante factor de atracção para o turismo, principal actividade da região. A precipitação é mais elevada na costa norte do que na costa sul. Não existem grandes variações térmicas durante todo o ano mantendo-se o clima ameno com temperaturas médias a rondar os 22°C (máxima) e os 16°C (mínima). A temperatura da água do mar, devido à influência da corrente quente do Golfo, mantém-se nos 22°C no Verão, arrefecendo gradualmente até atingir os 17°C no fim do Inverno.
 
A ilha do Porto Santo, por outro lado, tem uma constituição geo-morfológica completamente oposta à da ilha da Madeira. Muito plana, apresenta um revestimento vegetal ralo com solos pobres pouco aptos para a agricultura. Possui uma praia de areia fina e dourada com 9 Km de extensão, constituindo uma estância de turismo ainda pouco explorada.
 
Demografia
 
Apesar de possuir uma densidade populacional superior à média do país e mesmo da UE, 75% da população da ilha da Madeira habita em apenas 35% do território, sobretudo na costa sul, onde se encontra a cidade do Funchal, capital da Região Autónoma da Madeira, que concentra 45% da população, com uma densidade populacional de 1.500 h/km². É também nesta zona que se localiza a maior parte das unidades hoteleiras.
 
As fortes limitações ao desenvolvimento impostas pelo meio físico explicam a elevada emigração dos naturais do território, fenómeno mitigado nas últimas décadas. Os principais destinos da emigração madeirense são a Venezuela, África do Sul, França, Suíça, Ilhas do Canal, Estados Unidos e Brasil.
 
 
Economia
 
Agricultura
 
A agricultura foi historicamente o sector dominante na economia madeirense, a partir da qual vivia a maior parte de população. Apesar do solo vulcânico ser fértil, o relevo montanhoso (que conduziu à plantação em socalcos ou poios, como são conhecidos regionalmente) impede a mecanização.
 
Ao nível da organização do espaço agrícola podem ser distinguidos três andares. Nas terras de baixa altitude junto ao mar localizam-se as culturas de maior rendimento, como a banana, a anona, a manga, cana-de-açúcar e o maracujá e outras espécies tropicais. No nível intermédio situam-se culturas alimentares como a batata, feijão, trigo e milho e árvores de fruta da região mediterrânea (figueira, nespereira), em sistema de policultura. Nas altitudes mais elevadas encontram-se os pastos, pinhais e bosques.
 
A pecuária complementa a actividade agrícola. O tipo de gado predominante é o ovino e caprino, com menor presença do bovino. Para além do seu papel na alimentação, o gado proporciona o adubo natural.
 
A pesca recorre a métodos artesanais. As principais espécies capturadas são o atum e o peixe-espada.
 
Actualmente, o turismo constitui uma fonte média de receitas da economia madeirense. No sector agrícola, a produção de banana dirigida fundamentalmente ao consumo regional e nacional, as flores e o afamado vinho da Madeira (Madeira Wine), constituem também um importante contributo para a economia regional.
 
Indústria
 
A indústria consiste fundamentalmente em actividades de carácter artesanal: bordados, tapeçaria e artigos de vime. Saliente-se ainda a existência de pequenas indústrias orientadas para o consumo local (massas alimentícias, lacticínios, produção de cana-de-açúcar).
 
A indústria existente concentra-se nos concelhos do Funchal, Santa Cruz e Machico.
 
Contribuindo de forma muito positiva para o desenvolvimento económico da Madeira, não pode ser esquecida a actividade desenvolvida pela Zona Franca da Madeira a qual integra as actividades financeira, industrial e comercial e é constituída por um conjunto de incentivos fiscais e financeiros de que podem beneficiar todas as empresas que ali se instalem.
 
A Madeira tem uma política fiscal muito apelativa, cobrando a todos os contribuintes (tanto famílias como empresas) taxas muito abaixo das praticadas em quase toda a União Europeia. Este facto colocou a Madeira no mapa económico e financeiro mundial, como um local propício ao investimento. Muitas empresas, portuguesas e estrangeiras, têm investido na Madeira.
 
 
Política
 
Desde 1976 a Madeira é uma região autónoma da República Portuguesa. Possui órgãos do governo como a Assembleia Legislativa da Madeira e o Governo Regional. O Estado Português é representado na região pelo Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, cargo ocupado por Antero Alves Monteiro Diniz.
 
A Assembleia Legislativa é um parlamento unicameral composto actualmente por 68 deputados; deverá possuir, a partir de 2008, 47 deputados, em função de alteração na lei. Os deputados são eleitos para um mandato de quatro anos em listas apresentadas pelos partidos em círculos eleitorais correspondentes aos municípios. Os partidos presentes na Região Autónoma da Madeira encontram-se ligados aos grandes partidos do espectro político português. Nas últimas eleições legislativas regionais em Outubro de 2004 consagrou-se como vencedor o PSD-Madeira. O cargo de Presidente do Governo Regional é ocupado por Alberto João Jardim, reeleito nas sucessivas eleições desde 1978.
 
 
Divisão administrativa
 
A divisão administrativa do arquipélago consiste em 11 municípios:
  • Calheta
  • Camacha
  • Câmara de Lobos
  • Funchal
  • Machico
  • Ponta do Sol
  • Porto Moniz
  • Porto Santo
  • Ribeira Brava
  • Santa Cruz
  • Santana
  • São Vicente

Religião
 
A população do arquipélago da Madeira é tradicionalmente seguidora do catolicismo romano, embora à semelhança do que acontece em outros locais, hoje em dia essa identificação tenda a ser apenas nominal.
 
A Diocese do Funchal foi criada a 12 de Junho de 1514 através da bula Pro Excellenti Praeeminentia do Papa Leão X, em resultado de um pedido do rei D. Manuel II. Em 1536 o Papa Paulo III desligou o bispado da Ordem de Cristo. Esta diocese, cujo primeiro bispo foi Diogo Pinheiro, teve a maior jurisdição do mundo, já que esta era alargada aos territórios com presença portuguesa na África, Brasil, Índia e Japão. Em 1533 o Papa Clemente VII elevaria a diocese a arcebispado, que seria extinguido em 1551, passando novamente a diocese dependente do arcebispado de Lisboa. Em 1991 a Madeira recebeu a visita de João Paulo II, primeiro Papa a visitar a ilha. D. Teodoro de Faria é o bispo da diocese desde 1984, tendo apresentado a sua renúncia em virtude de já ter ultrapassado a idade canónica para exercer o cargo.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

O Chiado - Lisboa

 
Rua do Carmo - Lisboa
 
Rua do Carmo - Lisboa
  

 
 
 
 

É sempre bonito andar pelo Chiado, em Lisboa.
E em toda a baixa lisboeta, nesta altura de Natal...
   
 
São muitas as hipóteses para a palavra Chiado, usada desde 1567, uma das mais interessantes refere-se ao chiar  das rodas das carroças que subiam as íngremes vertentes. Uma segunda refere-se à alcunha ao poeta do século XVI, António Ribeiro, "O Chiado".
 
Área tradicionalmente conhecida pelas suas ligações intelectuais, encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa, um famoso poeta português do século XIX e XX, está sentado a uma mesa no exterior do Café A Brasileira.
 
O nome "Chiado" é por vezes usado para designar apenas a Rua Garrett, a principal artéria comercial, que recebeu o nome do escritor e poeta Almeida Garrett. A rua que desce do Largo do Chiado para a Baixa, é bem conhecida pelas suas lojas, cafés e livrarias. A zona, devastada pelo fogo está a ser restaurada gradualmente.
 
No Largo do Chiado erguem-se duas igrejas barrocas: a italiana, Igreja do Loreto, no lado norte, e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, em frente, com as paredes exteriores parcialmente decoradas com azulejos.
 
O Incêndio do Chiado
 
A 25 de Agosto de 1988 deflagrou um desastroso incêndio numa loja da Rua do Carmo, que liga a Baixa ao Bairro Alto. Os carros de bombeiros não conseguiram entrar na rua, reservada aos peões, e o fogo propagou-se para a Rua Garrett. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Os piores estragos foram na Rua do Carmo. O projecto de renovação agora completo, preservou muitas fachadas originais e foi dirigido pelo arquitecto português Siza Vieira.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

O Castelo de Leiria

 
O Castelo de Leiria




O Castelo de Leiria localiza-se na cidade, freguesia, concelho e distrito de Leiria, em Portugal.
 
Edificado em posição dominante a norte sobre a primitiva povoação e o rio Lis, este belo e imponente castelo medieval, onde se contrastam as belezas do património edificado e da paisagem natural, é um dos ex-libris da cidade, recebendo, anualmente, entre 60 e 70 mil turistas. Considerado o melhor exemplo de transformação residencial de um castelo no país, o monumento compreende outras atracções arquitectónicas, históricas e arqueológicas.
 
 
História
 
Antecedentes
 
Não existem informações seguras acerca da primitiva ocupação humana deste sítio. Sabe-se, entretanto, que à época da reconquista cristã da península Ibérica, a região de Leiria constituía, no século XII, um ponto nevrálgico da defesa da fronteira sul do Condado Portucalense.
 
O castelo medieval
 
Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho, a sudoeste pela Serra da Estrela e a sul pelo Rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.
 
Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar (cf. Brevis historia Gothorum). À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu castelo foram assaltados pelos almóadas, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e os seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.
 
De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão, na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e o seu castelo, cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu alcaide, D. Paio Gueterres, a cair prisioneiro. De volta às mãos de D. Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).
 
O seu sucessor, D. Sancho I  (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).
 
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à Rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso. É a D. Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324), poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.
 
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.
 
Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras. D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).
 
 
Da Restauração da independência aos nossos dias
 
Ao raiar a Restauração da Independência (1640), o Castelo de Leiria foi uma das primeiras fortificações a erguer o pendão de Portugal. Sem valor militar, entretanto, mergulharia progressivamente no abandono, vindo a arruinar-se.
 
No contexto da Guerra Peninsular, no início do século XIX, as tropas francesas provocaram extensos danos à cidade e aos seus monumentos.
 
Ao final do século XIX, por iniciativa da Liga dos Amigos do Castelo, o arquitecto Ernesto Korrodi elaborou um projecto de restauro das ruínas do castelo (Zurique, 1898). Estas foram classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.
 
Finalmente, em 1915, a Liga iniciou as obras de restauro pleiteadas, com fundos próprios e o auxílio do poder público, através da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Este órgão, entretanto, não aceitou o nome do arquitecto suíço para a direcção das obras, paralisadas no ano seguinte. Os trabalhos foram retomados, a partir de 1921, quando uma derrocada parcial nos muros lhes imprimiu carácter de urgência. Korrodi foi finalmente nomeado director das obras, à frente de uma comissão sujeita à DGEMN. O seu trabalho desenvolveu-se até 1934, quando se desligou. As obras, porém, prosseguiram na década de 1930, com base nos seus desenhos. As campanhas de recuperação foram retomadas pela DGEMN em meados da década de 1950, prosseguindo nas duas décadas seguintes. Novas campanhas se sucederam a partir de meados da década de 1980, prosseguindo pela década de 1990.
 
 
Características
 
Os estudiosos atribuem a actual configuração do Castelo de Leiria à soma de quatro grandes períodos construtivos:
  • o Românico do século XII;
  • o Gótico dionisino, da primeira metade do século XIV;
  • o Gótico joanino, de inícios do século XV, e
  • as correntes restauradoras de finais do século XIX e primeira metade do século XX.
Algumas das intervenções promovidas por Korrodi foram posteriormente desfeitas, considerando-se que o seu projecto pecava por excesso de romantismo, sem respeitar o real perfil (original) do monumento.
 
O castelo apresenta planta poligonal irregular, marcada pela solidez do seu sistema defensivo (muros e torres) no interior do qual destacam-se o Paço Real, a Igreja de Santa Maria da Pena e a Torre de Menagem. Defendida externamente por uma barbacã (muro construído diante das muralhas e mais baixo do que elas, que servia para defender o fosso), a cerca é reforçada por torreões de planta quadrangular, a intervalos regulares. Nesta cerca rasgam-se duas portas: a Porta do Sol, a sul, onde hoje está a Torre da Sé, e a Porta dos Castelinhos, a norte, flanqueada por duas torres. Ultrapassando-se a Porta do Sol  ingressa-se num largo onde se encontram algumas edificações, o antigo Paço Episcopal  (hoje sede da PSP) e a Capela de São Pedro. Subindo por uma rampa, ao longo da cerca, acede-se à entrada do castelo, pela Porta da Albacara, em arco de volta redonda sob uma torre rematada por merlões chanfrados e rasgada por frestões, que funcionou como torre sineira da vizinha Igreja de Nossa Senhora da Pena.
 
As muralhas do castelo são rematadas por merlões quadrangulares, estando reforçadas no seu trecho mais vulnerável por uma barbacã, seguida por uma cerca avançada, a norte e a leste. Pelo lado oeste, rasga-se a chamada Porta da Traição, em arco quebrado. O reduto interno, envolvido por cinta de muralhas, encontra-se disposto numa plataforma mais elevada a noroeste, e é dominado pela Torre de Menagem.
 
As principais estruturas do castelo podem ser descritas sucintamente:
  1. Portas da Albacara (recolha de gado, em árabe), em estilo românico, em cotovelo conforme o uso muçulmano. No embasamento das torres que a defendem, encontram-se algumas lápides com inscrições romanas, oriundas da antiga civitas de Collippo.
  2. Casa da Guarda, conjunto erguido à época dos trabalhos de restauro iniciados em 1915, conforme projecto de original de Korrodi. No seu alpendre figuram algumas colunas e mísulas tardo-góticas oriundas do claustro do antigo Convento de Santa Ana de Leiria (1494-c. 1917-1920), das monjas da Ordem de São Domingos.
  3. Torre dos Sinos, porta de acesso ao primitivo recinto fortificado, com arcadas românicas e aduelas contendo sinais cruciformes orbiculares ou templários. No século XIII foi adaptada como torre sineira da vizinha Igreja de Santa Maria da Pena, quando foram rasgadas novas janelas em estilo gótico. Foi também denominada, à época medieval, como Torre da Buçaqueira, o que pode indicar que nela se abrigariam os falcões usados pela realeza nas suas caçadas.
  4. Igreja de Santa Maria da Pena, evolução do primeiro templo de Leiria, a capela casteleira de Nossa Senhora da Pena. Apresenta uma única nave e capela-mor em estilo gótico, acedida lateralmente por um portal ogival de cinco arquivoltas apoiadas em colunelos. A abside poligonal revela cobertura de abóbadas nervuradas. Os panos laterais da capela-mor são rasgados por frestas ogivais de dois lumes, encimadas por quadrifólios. Foi utilizada como capela palaciana pela Dinastia de Avis.
  5. Ruínas da Colegiada dos cónegos e clérigos crúzios de Leiria. Local de interesse arqueológico, aqui existiam sala de audiências, celas e dormitórios, refeitório, cozinha, pátio, cumuas e cisterna que atendiam aos religiosos.
  6. Paços Novos, Paços do Castelo, ou Paços Reais, com planta quadrangular, nas dimensões de 33 m x 21 m. No pavimento inferior, encontra-se um amplo salão com três robustos arcos góticos (Salão dos Arcos), enquanto no segundo piso dois salões menores serviam ao dia-a-dia do palácio (cozinha, adega, dormitório). No terceiro pavimento, os quartos régios situam-se nos extremos, divididos pelo Salão Nobre (Salão das Audiências) que abria para uma galeria ou loggia de arcaria gótica mediterrânica de onde se usufrui a paisagem circundante. Dois corpos que o flanqueiam constituem um quarto piso, que tinha o seu interior repartido por, à época, luxuosas instalações sanitárias.
  7. Pátio Interior, de interesse histórico e arquitectónico é testemunho das políticas de restauro do monumento no século XX, com destaque para as opções pela falsa ruína e pelo trabalho intencionalmente inacabado.
  8. Celeiros Medievais, conjunto de três celeiros datáveis do século XIII, abobadados em alvenaria, que deveriam ser primitavamente rematados por construção em madeira e taipa, hoje desaparecida.
  9. Porta da Traição e Falsas Ruínas, rasgada num pano da muralha a oeste quase que integralmente restaurado na década de 1930, assinala o sítio da porta original. Observam-se também falsas ruínas características das opções de restauro do monumento entre a década de 1930 e a de 1950.
  10. Torre de Menagem, de planta prismática, elevando-se a 17 metros de altura, divide-se internamente em três pavimentos encimados por terraço, coroada por merlões quadrangulares. Mandada executar sobre os alicerces de uma anterior por D. Dinis, uma lápide epigráfica gótica, com os brasões reais inscritos, assinala o facto no lado esquerdo junto à porta. Foi utilizada como prisão régia desde meados do século XIV, estando activa, ainda, na segunda metade do século XVIII. No recinto, persistem vestígios arruinados de obras do século XV.
  11. Torre Sineira da Sé, em estilo barroco, ergue-se sobre uma das antigas torres medievais da Porta do Sol. Por volta de 1546, procedeu-se ao seu alargamento e reforma. Posteriormente, durante o episcopado de D. Miguel de Bulhões (1761-1779) adquiriu a forma actual apresentando no coruchéu o brasão deste bispo. Comporta seis sinos fabricados, em 1800, pelo mestre-fundidor João Craveiro de Faria.
  12. Portas do Norte, marcam o início das muralhas românicas de Leiria que envolviam um perímetro de cerca de 5 hectares. Anteriores a 1152, davam acesso à desaparecida igreja paroquial de Santiago e à Ponte Coimbrã. São compostas por duas quadrigas de vigia e uma barbacã em cujo pórtico se inscreve um dos brasões mais antigos do concelho de Leiria (século XIV), no qual se observa, em torno de um castelo, dois pinheiros encimados por corvos, simbolizando a lenda da fundação de Leiria por D. Afonso Henriques.
  13. Antigo Paço Episcopal, hoje ocupado pela PSP, constitui um significativo exemplar da arquitectura solarenga portuguesa do século XVII, destacando-se o portal e a janela nobre sobreposta. Ergue-se no sítio dos antigos Paços Régios de São Simão onde residiram, entre outros, D. Afonso III, D. Dinis, a Rainha Santa Isabel e D. Fernando.
  14. Igreja de São Pedro, em estilo românico coimbrão (cabeceira) e meridional (pórtico), foi edificado em calcário e alvenaria, apresentando figurações escultóricas românicas ao nível dos cachorros e dos frisos decorativos das arquivoltas. Chegou a ser a segunda catedral de Leiria (c. 1548-1574) e, no século XIX, utilizado como sala de teatro.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 21 de Novembro de 2006

Bom Jesus (Braga)

 
Bom Jesus do Monte - Os Escadórios do Bom Jesus ligam a parte alta da cidade de Braga à estância do Bom Jesus
Bom Jesus do Monte - Os Escadórios do Bom Jesus
ligam a parte alta da cidade de Braga à estância do Bom Jesus


Igreja do Bom Jesus de Braga - Portugal
Igreja do Bom Jesus de Braga



Elevador do Bom Jesus de Braga - aspecto da carruagem
Elevador do Bom Jesus de Braga - aspecto da carruagem



O Bom Jesus é um local religioso e turístico localizado em Tenões, uma freguesia dos arredores de Braga, Portugal.
 
O Bom Jesus possui uma grande igreja, um escadório por onde passa a Via Sacra do Bom Jesus, uma mata (Parque do Bom Jesus) alguns hotéis e um elevador hidráulico centenário.
 
Igreja
 
Foi desenhada pelo arquitecto Carlos Amarante, por encomenda do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, para substituir uma primitiva igreja, mandada construir por D. Rodrigo de Moura Teles, que se encontrava em ruínas. As obras começaram em 1 de Junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811. É um dos primeiros edifícios neoclássicos em Portugal. A fachada é ladeada por duas torres e termina num frontão triangular.
 
Escadório
 
Os Escadórios do Bom Jesus vencem um desnível de 116 metros e estão divididos em três partes:
 
 
Escadório do Pórtico
 
O Pórtico, um arco à entrada da escadaria, mostra o brasão de D. Rodrigo de Moura Teles, Arcebispo de Braga, responsável pela construção, em 1723, do primeiro grande lanço de escadaria e capelas.
 
Nesta primeira parte, estão as capelas do início da Via Sacra.
 
 
Escadório dos Cinco Sentidos
 
Nesta parte do escadório estão cinco lances de escadas, intervalados por patamares com fontes alegóricas aos cinco sentidos, pela seguinte ordem: Visão, Audição, Olfacto, Paladar, Tacto.
 
A primeira fonte, a das Cinco Chagas, tem a seguinte inscrição: «Fontes de púrpura abriu então o ódio amargo; agora o amor transforma-os aqui em cristais para ti»
 
Fonte da Visão
 
Na fonte da Visão existe uma estátua lançando água pelos olhos e onde a inscrição é «Varão prudente, toma-as por um sonho e assim vigiarás». À direita a estátua de Moisés dizendo «Aqueles que feridos olhavam saravam» e de Jeremias, com a inscrição «Eu vejo uma cara vigilante».
 
Fonte do Ouvido
 
A fonte do Ouvido, representado por uma figura que lança água das orelhas tem a estátua de Idito a tocar cítara e a legenda “Que cantava ao som da cítara, presidindo os que cantavam e louvavam o Senhor». À esquerda está David e «Ao meu ouvido darás gozo e alegria» em frente a uma mulher que lhe diz «Tua voz soe aos meus ouvidos».
 
Fonte do Olfacto
 
Na fonte do Olfacto a estátua deita água pelo nariz e a estátua é de um varão encabeçado pela inscrição «Dai flores como o lírio e rescendei suave cheiro». À esquerda está Noé e à direita Sulamite dizendo «A tua estatura é semelhante a uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs».
 
Fonte do Gosto
 
Na fonte do Gosto a estátua deita água pela boca e tem a estátua de José do Egipto com um cálice e um prato nas mãos. «A tua terra seja cheia das bênçãos do Senhor, dos frutos do céu e do orvalho» é o que se lê. À esquerda Jónatas dizendo «Provei um pouco de mel na ponta duma vara e eis porque morro» e na direita Esdras pedindo que «Prove o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos lobos».
 
Fonte do Tacto
 
Na fonte do Tacto, cuja fonte tem uma bilha segurada por duas mãos, donde cai água. A estátua da fonte é de Salomão, com a sugestiva inscrição «As minhas entranhas estremeceram ao seu toque». Salomão está ladeado por Isaías que diz «Tocou a minha boca» e Isaac, cego com as mãos estendidas à procura do filho e proferindo «Chega-te a mim, meu filho, para que te toque».
 
 
Escadório das Três Virtudes
 
Nos mesmos moldes do Escadório dos Cinco Sentidos, data de 1837.
 
Possui as seguintes fontes: , Esperança, Caridade.
 
 
Fonte da Fé
 
A primeira fonte, a Fé, possui a inscrição «Correrão dele águas vivas». As alegorias fazem-se à docilidade e à confissão.
 
Fonte da Esperança
 
A segunda fonte é a da Esperança, com a arca de Noé por baixo da qual cai a água: «Arca na qual... se salvaram almas». Aqui alude-se à confiança e glória.
 
Fonte da Caridade
 
A fonte da Caridade, simbolizada por uma estátua de mulher com duas crianças nos braços: «São três estas virtudes... a maior delas, porém, é a caridade». A água jorra do coração de uma das crianças e as alegorias fazem-se à Benignidade e à Paz.
 
Para terminar, o escadório culmina na Fonte do Pelicano a que se segue a Igreja.
 
 
Elevador
 
O Elevador do Bom Jesus, é um funicular, sobre uma rampa, constituído por duas cabines independentes, ligadas entre si por um cabo.
 
O seu funcionamento baseia-se no sistema Contrapeso de Água. As cabines têm um depósito que é cheio de água, quando estão no nível superior, e vazio no inferior. A diferença de pesos obtida permite a deslocação.
 
História
 
Inaugurado em 25 de Março de 1882, o Elevador do Bom Jesus, em Braga, constituiu o primeiro funicular construído na Península Ibérica. A iniciativa da sua construção deveu-se ao empresário bracarense Manuel Joaquim Gomes e a direcção do respectivo projecto foi do engenheiro suíço Nikolaus Riggenbach. Este, que a partir do seu país natal enviava todas as indicações necessárias para a construção do Elevador, contou com a imprescindível colaboração técnica e prática do engenheiro português de ascendência francesa Raul Mesnier du Ponsard, que em Braga dirigiu a execução do projecto.
 
O Elevador do Bom Jesus é actualmente o mais antigo do mundo em serviço a utilizar o sistema de contrapeso de água.
 
Características
  • Distância: 274 metros
  • Desnível: 116 metros
  • Inclinação: 42 %
  • Capacidade do depósito de água:  5 850 litros
  • Tempo de Viagem: 3 minutos.

Estátua de São Longuinhos
 
Situada sobre uma rocha onde estava a torre da primitiva igreja do Bom Jesus.
 
Parque
 
O Parque do Bom Jesus é constituído por uma mata, jardins, vários lagos artificiais (o maior com barcos para alugar), um campo de ténis, jardim infantil, estabelecimentos de restauração, praças como o Terreiro dos Evangelistas, etc.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 15 de Outubro de 2006

Turismo espacial

 
 Anousheh Ansari, a mais recente turista espacial
 
Anousheh Ansari, a mais recente turista espacial

 
 

Turismo espacial é um fenómeno recente que consiste em viagens espaciais realizadas por indivíduos com propósitos não científicos, de puro lazer. Actualmente o turismo espacial está aberto apenas a indivíduos excepcionalmente saudáveis, e o transporte é assegurado pelo programa espacial russo.
 
As principais atracções no turismo espacial é a própria experiência em si, a fantástica sensação de observar a Terra desde o espaço (descrito pelos astronautas como extremamente intenso e impressionante), a elevação do status quo (poder dizer eu estive no espaço), e as vantagens da ausência de gravidade — potencial para desportos extremos, sexo não convencional, e benefícios na saúde, especialmente para pessoas idosas.
 
 
Lista de turistas espaciais

Esta é uma lista de todas as pessoas (quatro até 2006) que pagaram para estar no espaço. Todos os participantes descolaram e aterraram na Estação Espacial Internacional em naves Soyuz.
  1.  Dennis Tito: 28 de Abril a 6 de Maio de 2001
  2.  Mark Shuttleworth: 25 de Abril a 5 de Maio de 2002
  3.  Gregory Olsen: 1 a 11 de Outubro de 2005
  4.  Anousheh Ansari: 18 a 29 de Setembro de 2006

Futuros Turistas Espaciais
  •  Charles Simonyi: Previsto para Março de 2007
  •  Daisuke Enomoto: Sem previsão (deveria ter ido na Soyuz TMA-9, mas, por problemas médicos, foi substituído por Anousheh)

Anousheh Ansari
  (Mashad, 12 de Setembro de 1966) é uma empresária iraniana naturalizada norte-americana. Tornou-se a primeira mulher cosmonauta-turista em 18 de Setembro de 2006, quando a bordo da missão Soyuz TM-9 visitou durante onze dias a Estação Espacial Internacional.
 
Em 1984 a sua família decidiu enviá-la para a Virgínia nos Estados Unidos da América, onde residia uma tia, de modo a poder seguir estudos na área da ciência, limitados às mulheres no Irão pós-revolução islâmica de 1979. Naturalizada norte-americana nos anos 80, formou-se em engenharia eléctrica e ciência de computadores na Universidade George Madison.
 
Fluente em inglês, francês e persa, tornou-se executiva no ramo das telecomunicações, e é hoje sócia, co-fundadora e CEO da empresa Telecom Technologies, que fundou com o seu marido e o seu cunhado nos anos 90. A empresa de sua família, Prodea Systems, anunciou a formação de uma sociedade com a Space Adventures - a empresa que faz os acordos comerciais com a agência espacial russa para levar turistas ao espaço - com a intenção de criar uma frota de veículos espaciais sub-orbitais para uso comercial ao redor do mundo.
 
Como principal contribuinte financeira da Fundação X-Prize, Anousheh Ansari dá nome ao prémio Ansari X-Prize, oferecido pela fundação a quem fizesse o primeiro voo espacial sub-orbital independente da história; o prémio, de dez milhões de dólares, foi conquistado pela equipe do engenheiro e astronauta Mike Melvill e o protótipo espacial SpaceShipOne, do Projecto Tier, entre os vinte e seis concorrentes ao prémio.
 
Ansari contratou a viagem ao espaço através da empresa Space Adventures, (responsável pela viagem dos três primeiros turistas pagantes ao espaço, todos homens) e treinava como cosmonauta-reserva em Baikonur, para uma viagem futura, quando o passageiro principal, Daisuke Enomoto, um empresário japonês, foi reprovado no exame médico final em 21 de Agosto, permitindo a ela ocupar a vaga titular muito antes do que havia imaginado, estando apta a ir ao espaço dali a menos de vinte dias. Em 18 de Setembro de 2006, ela foi lançada em órbita na missão Soyuz TM-9, em companhia dos astronautas Michael Lopez-Alegria e Mikhail Tyurin, para uma estadia de nove dias na ISS (International Space Station - Estação Espacial Internacional).
 
Durante a sua permanência de dez dias no espaço, ela realizou duas experiências da Agência Espacial Europeia e um terceiro do consórcio aeroespacial russo Energia.
 
Estima-se que os turistas espaciais paguem vinte milhões de dólares aos russos pela viagem e estadia de dez dias em órbita. Acredita-se que esse seja o custo do lançamento do foguete da Soyuz. As autoridades russas mantêm confidencialidade sobre os contratos com os turistas.
 
Ansari retornou à Terra a bordo da nave Soyuz TMA-8 juntamente com os membros da Expedition 13 que completaram 6 meses na Estação Espacial Internacional.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Sábado, 30 de Setembro de 2006

A Ópera de Sydney

 
Ópera House, em Sydney
 
Ópera House, em Sydney
 
 
 

A Casa da Ópera de Sydney é um dos edifícios de espectáculo mais marcantes a nível mundial, e um dos símbolos da Austrália.
 
Sydney é a capital do estado de Nova Gales do Sul sendo a metrópole mais populosa da Austrália. Tem cerca de 150 mil moradores na sua região central, enquanto a sua região metropolitana possui mais de 4 milhões de habitantes espalhados por cerca de 600 subúrbios.
 
A construção da Casa da Ópera, projectada por Jorn Utzon, começou em 1959. Apesar do arquitecto ter abandonado o projecto em 1966, foi inaugurada em 1973.
 
A Ópera de Sydney tem cerca de 1.000 divisões, incluindo cinco teatros, cinco estúdios de ensaio, dois auditórios, quatro restaurantes, seis bares e numerosas lojas de souvenirs.
 
O maior auditório, conhecido como Concert Hall, tem capacidade para 2.690 espectadores sentados.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:34
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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

Navio Queen Mary 2

 
Navio Queen Mary 2
 
 
 

O RMS Queen Mary 2 foi por muitos anos o maior navio de passageiros do mundo (superado em 2006 pelo Freedom of the Seas). Construído para fazer a mesma rota (Nova Iorque --> Reino Unido) do RMS Titanic, o Queen Mary 2 é operado pela empresa inglesa Cunard proprietária da extinta White Star Line que era proprietária do Titanic.
 
O Queen Mary 2 possui 33 elevadores, cinco piscinas, dez restaurantes, catorze bares, planetário, em 345 metros de comprimento e 72 metros de altura (equivalente a um prédio de 23 andares) pesando 150 mil toneladas. O Queen Mary 2 é mais que um navio, ele foi construído para uma jornada de quarenta anos de navegação, foram usados 2.500 quilómetros de cabos eléctricos no seu interior, 500 km de condutas para petróleo e derivados, e encanamentos, possuindo dois mil banheiros, oito mil telefones, cinco mil degraus de escada, 1.100 portas corta-fogo, 8.350 extintores automáticos, oitenta mil pontos de luz.
 
No seu interior está o maior spa (actividades de lazer saudáveis - "em boa saúde através da água") já construído a bordo de um navio com 1.860 metros e 24 salas de tratamento e um "fitness center" com equipamentos de última geração. Internamente o Queen Mary 2 "carrega" um teatro com 1.094 poltronas com palco que se eleva, e uma visão de 360°. O único planetário instalado num navio está no Queen Mary 2 com 473 poltronas. O navio possui suites de 18 a 210 metros quadrados, e os restaurantes são frequentados de acordo com o padrão social de cada cabine.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006

A Ilha da Culatra

 
 A Ilha da Culatra e o Farol - Ria Formosa, Algarve, Portugal
 
 A Ilha da Culatra e o Farol  -  Ria Formosa, Algarve, Portugal
 
 

Como este blog é interactivo, comentário de Cova-Gala - Ricardo, e de outros com avaliação idêntica, que agradeço, aproveito, com satisfação, a opinião dos meus leitores. E, uma vez mais, correspondendo a um comentário de Gatinhos Voadores - Aldora, que agradeço,   "A Ilha da Culatra" será o meu tema de hoje, no seguimento do post anterior.
 
  
A Ilha da Culatra é uma ilha portuguesa situada na Ria Formosa, no Algarve, em frente a Olhão. Faz parte do conjunto de ilhas barreira que delimitam a Ria Formosa. Tem três núcleos populacionais: Culatra, maioritariamente habitado por pescadores mas também por alguns turistas no Verão; Hangares; e Farol, ocupada principalmente no Verão por turistas. A ilha tem uma costa de alguns quilómetros de praia, sendo a área do Farol mais frequentada.
 
Em 1918, por ocasião da 1ª Guerra Mundial (A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra antes de 1939, Guerra das Guerras ou ainda como a Última Guerra Feudal) foi um conflito mundial ocorrido entre Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918) começou a ser construído, na Ilha da Culatra, um Centro de Aviação Naval vocacionado para a luta anti-submarina. Apesar de parcialmente construído e utilizado, com o fim da guerra o centro nunca foi oficialmente activado, sendo as suas instalações utilizadas como infra-estruturas de apoio a um campo de tiro da marinha ali instalado.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:16
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