Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Funicular

 
Funicular dos Guindais na cidade do Porto

Funicular dos Guindais na cidade do Porto

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Um funicular é um carro de cabos que circula sobre carris; a sua principal função é o transporte de passageiros ou carga ao longo de encostas. Uma linha de funicular é normalmente constituída por dois carros puxados por um cabo de aço, um em cada extremo da linha; partem ao mesmo tempo numa linha única e a meio do percurso a linha divide-se em duas permitindo o cruzamento. O nome deriva do latim, funiculus, diminutivo de funis que significa "corda".
 
Os primeiros funiculares funcionavam com a força da água (através de uma roda de água que puxava o carro) e eram utilizados sobretudo no embarque e desembarque de navios que circulavam em canais. Um dos primeiros funiculares foi construído em 1777 no Tyrone canal, na Irlanda.
 
No século XIX, com o começo da era dos canais os funiculares foram muito utilizados. A tracção animal foi também no início uma forma de funcionamento, contudo, mais tarde, o contrapeso de água passou a ser o mecanismo preferencial, tal como no funicular de Montmartre. A tracção eléctrica foi a mais actual inovação no que diz respeito à locomoção dos funiculares.
 
O primeiro funicular em Portugal, e também na Península Ibérica, foi o Elevador do Bom Jesus em Braga. O projecto é do engenheiro suíço Nikolaus Riggenbach e foi inaugurado em 1882. Foi nessa obra que se notabilizou o engenheiro português de ascendência francesa Mesnier du Ponsard, que veio a constituir a Companhia dos Ascensores em Lisboa. Foi aí que construiu grande parte da sua obra, na qual se destacam o elevador de Santa Justa, o elevador da Lavra, o elevador da Glória e o elevador da Bica.
 
O Funicular dos Guindais é uma ferrovia que se localiza na cidade do Porto e liga a Praça da Batalha à Praça da Ribeira. O funicular original, projectado por Raul Mesnier, foi inaugurado em 4 de Junho de 1891, e fechou dois anos depois devido a um grave acidente em 5 de Junho de 1893. Foi totalmente recuperado depois de um século de inactividade. Mais de que um simples meio de transporte, o funicular dos Guindais significa uma excelente oportunidade de fazer um passeio turístico entre duas zonas monumentais da cidade Invicta. O funicular actual abriu em 19 de Fevereiro de 2004 e é operado pelo Metro do Porto.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 14 de Outubro de 2007

Amistad

 
Aguarela contemporânea do Amistad

Aguarela contemporânea do Amistad

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Representação contemporânea da revolta

Representação contemporânea da revolta

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Réplica do navio Amistad

Réplica do navio Amistad

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O La Amistad (A amizade em castelhano) foi um navio mercante espanhol utilizado no tráfico de escravos.
 
Em 1839, Sengbe Pieh
e outros cinquenta e dois africanos tomaram o controle do navio enquanto estavam acorrentados, matando toda a tripulação mas poupando os navegadores Ruiz e Montez para que eles pudessem pilotar o navio.
 
 
Captura e julgamento
 
Antes da rebelião, o La Amistad iria para Camaguey, em Cuba. Após o levante, os navegadores conseguiram enganar os escravos, que acreditavam que voltariam para Serra Leoa, na África. O navio foi apreendido em 26 de Agosto de 1839, em águas territoriais dos Estados Unidos da América
pelo navio Washington, enquanto a tripulação buscava mantimentos.
 
Depois da captura houve um longo julgamento sobre o destino dos africanos, acusados de assassinato (considerado fora da jurisdição americana), e dos navegadores, que utilizaram documentos de nascença forjados (uma prática comum) e violaram leis internacionais entre a Inglaterra e a Espanha, que proibia a captura de novos escravos (apenas filhos de escravos já nasciam sem liberdade, e portanto eram os únicos que poderiam ser comercializados).
 
A Corte dos E.U.A. concordou que a captura dos africanos fora ilegal, e obrigou a que fossem retornados imediatamente para a África. O presidente Martin Van Buren lançou um recurso de apelação, mas a Corte continuou defendendo a sua decisão. Entretanto, devido à importância do caso decidiu que a Suprema Corte deveria ter a palavra final. A Suprema Corte confirmou a decisão de libertar o grupo.
Fonte: Wikipédia. 
 


 
O Amistad entrou para a história em 1839, quando 53 escravos africanos tomaram de assalto o navio. Nos 200 anos da abolição da escravatura a réplica da embarcação espanhola Amistad está ancorada na Doca de Alcântara, em Lisboa, entre 13 de Outubro e 3 de Novembro de 2007, e pode ser visitada gratuitamente. Consulte aqui.
 



DESCRIÇÃO: A escuna Amistad, representação da original de 1839, está em Lisboa e pode ser visitada até ao dia 21 de Outubro.

 
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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Metropolitano de Lisboa

 
Estação das Olaias do Metropolitano de Lisboa
 
Estação das Olaias do Metropolitano de Lisboa


 
  
 

Metropolitano de Lisboa é o nome pelo qual é conhecido o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa e o primeiro metropolitano de Portugal.
 
História
 
Inaugurado em 29 de Dezembro de 1959, faz hoje 47 anos, com uma linha bifurcada, formando um Y e ligando Sete Rios (agora Jardim Zoológico) e Entrecampos, com um ramo comum entre Rotunda (agora Marquês de Pombal) e Restauradores, no centro da cidade. O comprimento total era então de 6,5 km. Posteriormente, foi sendo estendido: uma grande extensão foi completada em 1972, quando o prolongamento chegou a Alvalade. Novas ligações à Cidade Universitária e Colégio Militar foram inauguradas em 1988. Em 1998 uma linha totalmente nova (a vermelha) permitiu aceder à zona da Expo'98 - exposição mundial que decorreu na zona Este da cidade - actualmente Parque das Nações.
 
Linhas
 
O sistema conta agora com 4 linhas, 44 estações (48 se as estações de correspondência contarem mais que uma vez) e comprimento total de 36,9 km. Estão actualmente (2006) em construção os prolongamentos da Linha Azul entre Baixa-Chiado e Santa Apolónia (a inaugurar em 2007) e da linha vermelha entre Alameda e São Sebastião (2008). A próxima expansão será a ligação ao Aeroporto de Lisboa, com a expansão da linha vermelha no seguimento da estação Oriente, incluindo as novas estações de Moscavide, Encarnação e Aeroporto. A conclusão desta obra está prevista para 2010. Com a conclusão destas extensões, o Metro terá uma rede de cerca de 40 km de via dupla, e 52 estações.

Site oficial do Metro de Lisboa
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 28 de Outubro de 2006

Caminho-de-Ferro

 
Inauguração do Caminho-de-ferro em Portugal (28 de Outubro de 1856) - Aguarela de Alfredo Roque Gameiro

Inauguração do Caminho-de-Ferro em Portugal (28 de Outubro de 1856)
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro
 
 

A tarde de 28 de Outubro de 1856, ficou para a História de Portugal como o início da circulação de comboios em Portugal.
 
A 1ª viagem teve o seu inicio em Lisboa - Santa Apolónia - com destino ao Carregado, tendo o percurso de cerca de 40 quilómetros demorado 40 minutos.

Hoje,  28 de Outubro de 2006, o Caminho de Ferro público português assinala 150 anos sobre a sua primeira viagem.
 
George Stephenson é conhecido como o pai dos caminhos de ferro britânicos e que projectou a sua primeira locomotiva em 1814. Após 1825, data da construção da primeira linha-férrea em Inglaterra, defendeu-se a sua introdução em Portugal, como uma das formas de modernizar o país.
 
Espaço aberto aos Entusiastas do Caminho de Ferro:
Empresa CP Comboios de Portugal.
 
 
                                      
 
  
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Caminho-de-ferro
é um sistema de transporte baseado em trens ou comboios correndo sobre carris previamente dispostos. O transporte ferroviário é predominante em regiões altamente industrializadas, como a Europa, o extremo leste da Ásia e ainda em locais altamente populosos como a Índia. As ferrovias são o meio de transporte terrestre com maior capacidade de transporte de carga e de passageiros. Em muitos países em desenvolvimento da África e da América Latina, as ferrovias foram preteridas pelas auto-estradas como tipo de transporte predominante.
  
Vias-férreas
 
As vias-férreas são compostas por dois trilhos ou carris (peças de aço, fixadas de forma paralela entre si) destinados ao trânsito de veículos especialmente projectados para tal, como bondes (carro eléctrico tradicional em grandes cidades), vagonetes, litorinas (veículo de transporte ferroviário dotado de motor, também é chamada automotora, comboios ou trens, etc.
 
No caso de tráfego de comboios ou trens a vias denominam-se ferrovias ou caminhos-de-ferro.
 
A distância entre os trilhos de uma via-férrea é denominada bitola.
 
A bitola da via, vulgarmente chamada apenas de bitola, é a distância entre as faces interiores das cabeças dos carris. Em Portugal, como na Espanha, usa-se uma bitola comum de 1668 mm, chamada de bitola ibérica. Recentemente, passaram-se a usar dispositivos de mudança de bitola nos trens que vão para a França (onde se usa a bitola internacional).
 
Engenharia Ferroviária
 
A maioria das linhas-férreas é formada por dois carris paralelos geralmente feitos de aço, dispostos perpendicularmente sobre travessas de madeira ou betão (material da construção civil composto por uma mistura de cimento, areia, pedras britadas e água) assentes em balastro ou lastro (camada de pedra britada sobre o qual assenta o conjunto das travessas). As rodas dos trens ou comboios encaixam-se nos carris, mantidos a uma distância específica constante, a bitola, como se disse acima. A função das travessas é manter os carris na mesma bitola, para evitar distâncias irregulares. Os acidentes provocados pela saída das rodas dos carris são chamados descarrilamentos.
 
No transporte ferroviário, um trem ou comboio consiste em um ou vários veículos (carruagens ou vagões), ligados entre si e capazes de se movimentarem sobre uma linha ou carril, para transportarem pessoas ou carga de um lado para outro, segundo uma rota previamente planeada.
 
O percurso das ferrovias é pontuado por estações, gares, ou terminais, dispostos em locais estratégicos, como concentrações populacionais (cidades, vilas, povoados) ou de produção (fazendas, indústrias, portos).
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

Joseph Cugnot

 
A locomotiva de Cugnot


A locomotiva de Cugnot

A locomotiva de Cugnot
 
 

Nicolas-Joseph Cugnot (nasceu em 25 de Setembro de 1725, faz hoje 281 anos, faleceu em 2 de Outubro de 1804) foi um inventor francês que construiu o que poderá ter sido o primeiro veículo auto-propulsionado do mundo.
 
Cugnot nasceu em Poid, Meuse, Lorraine. A Lorena (francês Lorraine ) é uma região do nordeste da França. A única região francesa a possuir fronteiras com três outros países: a Bélgica (Valónia), o Luxemburgo e a Alemanha (länder de Sarre e Renânia-Palatinado). Ela é também vizinha de três regiões francesas: Alsácia, Champanha-Ardenas e Franche-Comté.
 
Foi engenheiro militar e fez experiências com modelos de máquinas a vapor. Estas experiências destinavam-se ao transporte de pesados canhões para o Exército Francês. Corria o ano de 1765.
 
Cugnot parece ter sido o primeiro a conseguir converter o movimento de um piston num movimento rotativo.
 
Uma versão funcionável da sua máquina a vapor, circulou em 1769 e no ano seguinte construiu uma versão melhorada. Este veículo tinha capacidade para carregar até 4 toneladas à velocidade de 4 km por hora; tinha dois pares de rodas atrás e um na frente que suportavam a caldeira e era dirigido por um leme. Em 1771, o seu veículo bateu contra uma parede de tijolos, ficando conhecido como o primeiro acidente automóvel do mundo. Este acidente, juntamente com problemas financeiros, puseram termo às experiências do exército francês com veículos mecanizados; no entanto, no ano seguinte, Luís XV atribuiu a Cugnot uma pensão de 600 francos anuais, como prémio pelo seu trabalho inovador.
 
Com a Revolução Francesa, a pensão foi-lhe retirada em 1789 e o inventor exilou-se em Bruxelas, onde viveu na pobreza. Pouco antes da sua morte, voltou a Paris a convite de Napoleão Bonaparte, onde veio a morrer.
 
A máquina de Cugnot de 1770 encontra-se preservada em Paris no ‘Conservatoire des Arts et Metiers’.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Sábado, 23 de Setembro de 2006

O TVG

 
O TGV na estação de Montparnasse, em Paris, França
 
O TGV na estação de Montparnasse, em Paris, França
 
 
 

A França foi o maior impulsionador deste tipo de comboios, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”.
 
Em 23 de Setembro de 1981 (já faz hoje 25 anos !...) foi inaugurado o primeiro troço da linha Paris – Lyon e em 18 de Maio de 1990, um TGV, atinge os 515 km por hora na nova linha Paris-Tours, batendo o anterior recorde de velocidade ferroviário que era de 406 km por hora (1988, na Alemanha). Em 1993 é inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.
 
O TGV é o comboio a grande velocidade francês. Ele é um símbolo nacional na França e, até o momento, o comboio a grande velocidade de maior sucesso na Europa.
 
O TGV é construído pela empresa francesa Alstom, e TGV é uma marca registrada da SNCF (Société nationale des chemins de fer français), empresa pública de transporte ferroviário francesa.
 
Velocidades
 
O TGV viaja em linhas especiais conhecidas como LGV (ligne à grande vitesse, "linha de alta velocidade"), permitindo velocidades de 320 km/h em operação normal nas linhas mais recentes. O TGV também pode usar linhas convencionais, mas neste caso a velocidades mais baixas. O TGV tem um total de aproximadamente 200 destinos na França e no estrangeiro.
 
Durante um teste sem passageiros em 1990, o TGV alcançou a velocidade de 515,3 km/h. Com isso, o TGV é o comboio mais rápido do mundo.
 
Rede
 
A França tem aproximadamente 1.200 km de linhas TGV, construídas durante os últimos 20 anos, com quatro novas linhas propostas ou em construção.
 
Amesterdão e Colónia já são servidas pelos comboios TGV Thalys, circulando em linhas normais, apesar dessas linhas estarem a ser transformadas em linhas de alta velocidade. Londres é servida actualmente pelos comboios Eurostar, que circulam a alta velocidade pela linha do Eurotúnel e pela linha a alta velocidade inglesa (CTRL) até Londres.
 
TGV fora da França
 
A tecnologia do TGV foi adoptada por vários outros países:
  • Thalys, ligando a França à Bélgica, Alemanha e Países Baixos
  • Eurostar, ligando a Grã-Bretanha à França e Bélgica
  • Alfa Pendular, a linha de Alta Velocidade Portuguesa
  • AVE, a linha de alta velocidade na Espanha
  • KTX, a linha de alta velocidade na Coreia do Sul
  • Acela Express, comboio de alta velocidade construído por Bombardier, associado de Alstom, para os Estados Unidos da América, que usa a tecnologia motriz do TGV (apesar de o resto do comboio ser independente).
Alfa Pendular é o nome do comboio de alta velocidade pendolino dos Caminhos de Ferro Portugueses - CP. Liga as cidades de Braga, Porto, Coimbra, Lisboa, e Faro, entre outras. Atinge uma velocidade máxima de 220 km/h (136,7 mph). A sua tecnologia de pendolino permite-lhe fazer curvas a velocidades mais elevadas que os comboios convencionais. A combinação de alta velocidade ao virar com o movimento pendular das carruagens assegura uma experiência dinâmica. As carruagens foram desenhadas para operar na bitola ibérica, utilizada em Portugal. Os comboios são montados pela Alstom na fábrica da Amadora.
 
Impacto
 
As linhas de TGV reduziram consideravelmente o tráfego aéreo entre as cidades. Bruxelas–Paris em 90 minutos incrementou o intercâmbio entre as duas capitais, e, do mesmo modo, a linha Paris–Marselha reduziu o tempo de viagem em relação ao avião de maneira significativa.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Terça-feira, 5 de Setembro de 2006

As Eclusas

 
Uma eclusa no Canal do Panamá. As comportas abrem-se para a entrada do navio. Observe que a água está ao mesmo nível do lado do navio. Após a entrada, o contentor será esvaziado e o navio estará ao nível das águas da comporta ao fundo.
 
Uma eclusa no Canal do Panamá.
As comportas abrem-se para a entrada do navio.
Observe que a água está ao mesmo nível do lado do navio.
Após a entrada, o contentor será esvaziado e o navio estará ao nível
das águas da comporta ao fundo.
 
 
 

Eclusa é uma construção que permite que as embarcações subam ou desçam os rios em locais onde há quedas de água ou onde as águas correm mais rápidas.
 
O sistema de eclusas funciona segundo o princípio dos vasos comunicantes, que é o seguinte: quando se põe um líquido em diversos recipientes que se comunicam entre si, ele se distribui até ficar em nível igual em todos eles.
 
As eclusas funcionam como degraus: há duas portas separando os dois níveis do rio. Quando uma embarcação precisa subir o rio ela entra pela porta da eclusa a jusante e fica no reservatório que é, então, enchido com água, elevando a embarcação para que esta possa atingir o nível mais alto. Quando a embarcação precisa descer o rio ela entra pela porta da eclusa a montante e permanece no reservatório enquanto ele é esvaziado, descendo a embarcação até ao nível mais baixo do rio. Um dos seus objectivos é permitir a navegação. O processo de enchimento do reservatório é hidráulico de modo que não é necessário o uso bombas de água e motores.
 
No caso de rios com barragens sucessivas, para o aproveitamento hidroeléctrico, em geral, quase nada precisa ser feito ao longo do curso de água. As obras fundamentais são as eclusas, ou obras de transposição de nível. As eclusas de navegação são formadas por uma câmara de nível variável, alimentada por montante, onde se liga com o reservatório formado pela barragem. Para se ter uma ideia do uso de eclusas pelo mundo, a União Europeia tem cerca de 700 eclusas; a China tem cerca de 900 eclusas, os Estados Unidos por volta de 230 (dados referentes ao início do ano de 2004).
 
A construção de eclusas, no caso de aproveitamentos hidroeléctricos, se elas forem executadas na altura em que é construída a barragem, não implica maiores impactos, em face do volume muitas vezes maior da própria barragem. Se for executada depois, em geral junto à barragem, leva a alguma perturbação local, porque é uma área já degradada ambientalmente.
  
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006

O Canal de Suez

 
O Canal de Suez



O Canal de Suez  é um canal longo de 163 km que liga Port-Saïd, porto egípcio no
Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.
 
Ele permite às embarcações irem da Europa à Ásia sem terem que contornar a África pelo
Cabo da Boa Esperança
. Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
 
História
Antiguidade
 
Possivelmente no começo da 12ª Dinastia o faraó Senuseret III (1878 a.C. - 1839 a.C.) deve ter construído um canal oeste-leste escavado através do Wadi Tumilat, unindo o
Rio Nilo ao Mar Vermelho, para o comércio directo com Punt. Evidências indicam a sua existência pelo menos no século 13 a.C. durante o reinado de Ramsés II. Mais tarde entrou em decadência, e de acordo com a História do historiador grego Heródoto, o canal foi re-escavado por volta de 600 a.C. por Necho II, embora Necho II não tenha completado o seu projecto.
 
O canal foi finalmente completado em cerca de 500 a.C. pelo rei Dario I, o conquistador persa do Egipto. Dario comemorou o seu feito com inúmeras estelas de granito que ele ergue às margens do Nilo, incluindo uma próximo a Kabret, a 130 km de Suez, onde se lê:
Diz o rei Dario: Eu sou um persa. Partindo da Pérsia, conquistei o Egipto. Eu ordenei que esse canal fosse escavado a partir do rio chamado Nilo que corre no Egipto, até ao mar que começa na Pérsia. Quando o canal foi escavado como eu ordenei, navios vieram do Egipto através deste canal para a Pérsia, como era a minha intenção.
O canal foi novamente restaurado por Ptolomeu II Filadelfo por volta de 250 a.C. Nos próximos 1000 anos ele será sucessivamente modificado, destruído, e reconstruído, até ser totalmente abandonado no século VIII pelo califa abássida Al-Mansur.
 
  
O moderno Canal de Suez
 
A Companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal.
 
Estima-se que 1,5 milhões de egípcios tenham participado à construção do canal e que 125.000 morreram, principalmente da cólera.
 
Em 17 de Fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal, mas a inauguração oficial foi em 17 de Novembro de 1869. O imperador Napoleão III estava presente, e foi a première da ópera Aïda.Também presente como jornalista convidado, o escritor português
Eça de Queirós escreveu uma reportagem para o Diário de Notícias de Lisboa.
 
A dívida externa do Egipto obrigou o país a vender a sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim a sua rota para as Índias. Essa compra, conduzida pelo primeiro-ministro Disraeli, foi financiada por um empréstimo do banco Rotschild. As tropas britânicas instalaram-se nas margens do canal, para o proteger, em 1882.
 
Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, os ingleses negociaram o Acordo Sykes-Picot, que dividia o Médio Oriente, de modo a afastar a influência francesa do canal.
 
Em 26 de Julho de 1956, Nasser nacionaliza a Companhia do Canal com o intuito de financiar a construção da Barragem de Assuão, após a recusa dos Estados Unidos de fornecer os fundos necessários. Em represália, os bens egípcios foram congelados e a ajuda alimentar suprimida. Os principais accionistas do canal eram, então, os britânicos e os franceses. Além disso, Nasser denuncia a presença colonial do Reino Unido no Médio Oriente e apoia os nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino Unido, a França e Israel lançam-se então numa operação militar, baptizada "operação mosqueteiro", em 29 de Outubro de 1956. A Crise do Canal de Suez durou uma semana. A Nações Unidas confirmaram a legitimidade egípcia e condenaram a expedição franco-israelo-britânica com uma resolução.
 
Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o canal permaneceu fechado até 1975, com uma força de manutenção da paz da ONU permanecendo lá estacionada até 1974.
 
Características
 
O canal não possui eclusas, pois todo o trajecto está ao nível do mar, contrariamente ao
Canal do Panamá. O seu traçado apoia-se em três planos de água, os lagos Manzala, Timsah e Amer.
 
O canal permite a passagem de navios de 15 m de quilha submersa, mas estão previstos trabalhos a fim de permitir a passagem de superpetroleiros até 22 metros no ano de 2010. Actualmente, esses enormes navios devem descarregar uma parte da carga num barco que pertence ao canal para o poderem atravessar.
 
A sua largura média é de 365 metros, dos quais 190 m são navegáveis. Inicialmente, esses dois valores eram de 52 e 44 m. Situados dos dois lados do canal, os canais de derivação atingem a largura total da obra a 195 km.
 
Aproximadamente 15.000 navios por ano atravessam o canal, representando 14% do transporte mundial de mercadorias. Uma travessia demora de 11 a 16 horas.

Zona do Canal de Suez
  • 25 de Abril 1859  - início da construção do canal.
  • 16 de Novembro de 1869  - o Canal de Suez é aberto; operado e pertencente à Companhia do Canal de Suez (Compagnie Universelle du Canal Maritime de Suez).
  • 25 de Novembro de 1875  - o Reino Unido torna-se accionista maioritário do Canal de Suez (172.602 acções de um total de 400.000 acções ordinárias).
  • 25 de Agosto de 1882  - os britânicos tomam o controle do canal.
  • 14 de Novembro de 1936  - a Zona do Canal de Suez é estabelecida, sob controle britânico.
  • 13 de Junho de 1956  - a Zona do Canal de Suez é devolvida ao Egipto.
  • 26 de Julho de 1956  - o Egipto nacionaliza o Canal de Suez.
  • 5 de Novembro de 1956 - 22 de Novembro de 1956 - forças francesas, britânicas e israelitas ocupam a Zona do Canal de Suez.
  • 22 de Dezembro de 1956  - o canal é novamente devolvido ao Egipto.
  • 10 de Abril de 1957  - o canal é reaberto.
  • 5 de Junho de 1967 - 5 de Junho de 1975 - o canal é fechado e bloqueado pelo Egipto.
Fonte: Wikipédia.

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Domingo, 27 de Agosto de 2006

O Caminho de Ferro Transiberiano

 
Complemento ao meu artigo "A Rota da Seda"
 
 
A Transiberiana em vermelho, e a linha Baikal Amur em verde. Note o Lago Baikal entre as duas.
 
A Transiberiana em vermelho, e a linha Baikal Amur em verde.
Note o Lago Baikal entre as duas.
 
A marca do quilómetro 9288, no final da linha, em Vladivostok.
 
A marca do quilómetro 9288, no final da linha, em Vladivostok
 
 

O Caminho de Ferro Transiberiano ou simplesmente Transiberiana, construída entre 1891 e 1916, é uma rede ferroviária ligando a Rússia europeia com as províncias russas do extremo oriente. Com 9289 km (5772 milhas) e atravessando 8 fusos horários, é a mais longa ferrovia do mundo.
 
A rota principal é a "Linha Transiberiana", que sai de Moscovo para Vladivostok (nas margens do mar do Japão), passando por Nizhny Novgorod no Volga, Perm no rio Kama, Ekaterinenburg nos Urais, Omsk no rio Irtysh, Novosibirsk no rio Ob, Krasnoyarsk no rio Yenisei, Irkutsk perto da extremidade sul do Lago Baikal, Chita e finalmente Khabarovsk. (De 1956 a 2001 o comboio chegava via Yaroslavl em vez de Nizhny Novgorod). Em 2002 a electrificação foi finalizada. Cerca de 30% das exportações russas viajam por esta linha.
 
Uma segunda linha é a Linha Transmanchuriana, que coincide com a Transiberiana até Tarskaya, algumas centenas de quilómetros a leste do lago Baikal (ver imagem). De Tarskaya a Transmanchuriana dirige-se para o sudeste, China adentro, terminando o seu percurso em Pequim.
 
A terceira linha é a Linha Transmongoliana, que coincide com a Transiberiana até Ulan Ude, na margem oriental do Baikal. De Ulan-Ude a Transmongoliana dirige-se para o sul, em direcção de Ulaanbaatar, para depois dirigir-se ao sudeste, em direcção a Pequim.
 
Em 1991, uma quarta rota indo mais longe para o norte foi finalmente terminada, depois de mais de 50 anos de trabalhos esporádicos. Conhecida como a Linha Baikal Amur (em verde no mapa), esta extensão inicia-se da Linha Transiberiana, a várias centenas de quilómetros a oeste do Lago Baikal, e passa pelo lago na sua extremidade norte. Chega ao Pacífico a nordeste de Khabarovsk, em Sovetskaya Gavan (i.e., Porto Soviético, também conhecida como Sovgavan, Sovietgavan e, antigamente, Imperatorskaya Gavan, i.e., Porto Imperial). Apesar desta rota dar acesso à sensacional costa norte do Baikal, ela também passa por algumas zonas de acesso restrito.
Fonte: Wikipédia.

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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006

Transporte público urbano

 
Faz hoje precisamente 59 anos, que se estreou em Coimbra, e no país, um novo tipo de viatura, movido a electricidade, que prometia revolucionar a rede de transportes públicos da cidade, o trólei.
 
Com a devida vénia, transcrevo um comentário inserido hoje, neste blog, nas comemorações do 100.º aniversário do nascimento de Marcello Caetano:
 
De
Ricardo
a 17 de Agosto de 2006 às 10:16
Já agora, hoje não é só o 100º aniversário do nascimento de Marcelo Caetano, é também o 59º aniversário do trólei de Coimbra. Numa altura em que se fala de metros e TGV, convém relembrar este veículo histórico.
Um abraço.
http://www.diariocoimbra.pt/13245.htm
http://paginas.fe.up.pt/histel/fhistre/NOT_trolei.pdf#search=%22trolei%22
 
Aproveitando este comentário, que agradeço, e aconselhando uma visita aos dois endereços indicado acima, e também ao blog
http://chavedespedro.blogspot.com/, de Ricardo, completo com mais alguns pormenores:
 
Os transportes públicos numa cidade providenciam o deslocamento de pessoas de um ponto a outro na área dessa cidade. A grande maioria das áreas urbanas de médio e grande porte possuem algum tipo de transporte público urbano. O seu fornecimento adequado é, geralmente, de responsabilidade municipal, embora o município possa conceder licenças, às vezes acompanhadas de subsídios, a companhias particulares.
 
O transporte público urbano é parte essencial de uma cidade. Diminui a poluição, uma vez que menos carros são utilizados para a locomoção de pessoas.
 

Os «autocarros movidos a electricidade», contribuem, como os tróleis, geralmente chamados "tróleis" ou " troleicarros", uma tradição na cidade de Coimbra,  para "um melhor ambiente na cidade", pois «a poluição destas viaturas é praticamente nenhuma".
 
Publicado por: Praia da Claridade às 19:19
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