Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Feliz Dia de São Valentim !

 
Neste Dia de São Valentim, um santo católico que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países...
 
... O Lenço dos Namorados


O lenço dos namorados é um lenço fabricado a partir de um pano de linho fino ou de lenço de algodão, bordado com motivos variados. É uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho, sendo usado por mulheres com idade de casar.
 
Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ter bordados versos, para além de vários desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias.
 
Era usado como ritual de conquista. Depois de confeccionado, o lenço acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em público como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço publicamente era sinal que tinha decidido não dar início a ligação amorosa.
 
É provável que a origem dos "Lenços de Namorados", também conhecidos por "Lenços de Pedidos" esteja intimamente ligada aos lenços senhoris dos séculos XVII - XVIII, que posteriormente foram adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo os mesmos, consequentemente, um aspecto mais popular.
 
Existe actualmente uma comissão técnica que funciona como órgão avaliador e de certificação deste tipo de artesanato regional.
 
 
ADERE - lenços de namorados com imagens - veja aqui
 
Lenços de namorados com nova imagem:
- Jornal de Notícias - 30 de Junho de 2004 - veja aqui.
  
Pegue na agulha e borde um LENÇO DE NAMORADOS:
- Notícias Magazine - 14 de Fevereiro de 1999 - veja
aqui.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Lenda de São Martinho

 
Martinho nasceu entre o ano de 315 e 317 em Sabaria, no território da actual Hungria. Era filho de um soldado do exército romano  e, como era tradição, acabou por seguir a profissão do pai, tendo entrado para o exército com apenas 15 anos de idade.
 
Apesar de professar a religião dos seus antepassados, adorando os deuses que faziam parte da mitologia romana, o jovem Martinho não era sensível à religião pregada três séculos antes por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a sua vida:
 
Numa noite fria e chuvosa de Inverno, às portas de uma localidade de França chamada Amiens, talvez no ano de 338, Martinho ia a cavalo quando viu um homem quase sem roupa no corpo, com um ar miserável, que lhe pediu uma esmola. Como Martinho não levava consigo qualquer moeda, cortou a sua capa ao meio e, num gesto de ternura, entregou metade ao mendigo para que este se pudesse agasalhar.
 
Reza a lenda que o mendigo seria o próprio Jesus e que, depois de ter recebido metade da capa de São Martinho, a chuva parou imediatamente e os raios de sol começaram a aparecer por entre as nuvens.
 
A partir desse dia Martinho sentiu-se um homem novo, tendo sido baptizado provavelmente na Páscoa do ano de 339. Como, oficialmente, só podia abandonar o exército com a idade de 40 anos, Martinho optou por se exilar para, desta forma, se afastar da vida militar.
 
Com o tempo as suas pregações e o seu exemplo de despojamento e simplicidade fizeram dele um homem considerado Santo e muitos homens seguiram-no, optando pela vida monástica.
 
No ano de 357 Martinho foi dispensado oficialmente do exército e, em 371, aclamado bispo de Tours. Faleceu em Candes no dia 8 de Novembro de 397 e o seu corpo foi acompanhado por mais de dois mil monges e muitos homens e mulheres devotos, tendo chegado à cidade de Tours no dia 11 de Novembro.
 
O seu culto começou logo após a sua morte e, hoje em dia, um pouco por toda a Europa, os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com o cultivo da terra, previsões do ano agrícola, festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas do Sul da Europa, com o vinho novo e a água pé.

O São Martinho é festejado não só em Portugal, mas também na Galiza e nas Astúrias, em Espanha. Antigamente, nos tempos dos nossos avós, eram frequentes os "Magustos". Grandes fogueiras ao ar livre, no campo, reuniam amigos e familiares que cantavam e dançavam enquanto as castanhas estalavam no lume. O vinho novo, jeropiga ou água-pé acompanhavam as castanhas assadas, pois, como diz o ditado popular "no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho". Os vendedores de castanhas assadas são um dos símbolos de São Martinho. É nesta época do ano em que, evocando a lenda do Santo, o tempo sempre melhora, período ao qual o povo chama "Verão de São Martinho".
 
 


Quentes e boas... quentinhas...


 
 

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Turbante

 
Homem sikh com barba e turbante

Homem sikh com barba e turbante

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O turbante consiste numa grande tira de pano (até 45 metros de comprimento) enrolada sobre a cabeça, e de uso muito comum no Médio Oriente, principalmente entre os muçulmanos.
 
A origem do turbante é desconhecida, mas sabe-se que já era usado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo.
 
As inúmeras formas de amarrar o turbante representam uma espécie de linguagem popular, podendo indicar a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até mesmo o seu humor naquele momento. O uso mais intensivo do turbante estende-se por toda a Ásia e pela África.
 
Os sikhs (religião monoteísta), que não são nem muçulmanos e nem árabes, constituem a maioria das pessoas que usam turbantes no mundo ocidental.
 
 
Uso feminino dos turbantes
 
Os turbantes também são usados pelas mulheres ocidentais, como um acessório de moda. Na década de 1960 eles foram bem populares, mas não eram amarrados da mesma forma que os dos homens, presos à frente da cabeça. Usando longos lenços, elas primeiro amarravam as pontas à frente da cabeça e, a seguir, passando as pontas pela testa, prendiam-nas na nuca.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Santo António

 
Santo António de Lisboa (ou de Pádua), o Santo Casamenteiro

Estátua de Santo António de Lisboa (ou de Pádua),
envergando o traje dos frades menores e segurando o Menino Jesus sobre um livro.



Santo António de Lisboa, (Lisboa, 15 de Agosto de 1195 — Pádua, 13 de Junho de 1231), de seu nome de baptismo Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo (ou Fernon Martin di Bulhon y Tavera Azeyedo) filho de Martim de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo. É também conhecido como Santo António de Pádua, por ter vivido e falecido nessa cidade italiana. Regra geral, os santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias – pois que, na doutrina cristã, a morte mais não é que a passagem para a verdadeira vida –, e não daquela que os viu nascer; assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua, e apenas reverenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa.
 
 
Vida
 
Nascido e criado em Lisboa, aos quinze anos entrou para um convento de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, e em 1220, com vinte e cinco anos, impressionado pela pregação de alguns frades que conheceu em Coimbra enquanto estudava, trocou o seu nome por António e ingressou na Ordem dos Franciscanos. Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos. Leccionou ainda teologia em várias universidades europeias, tendo passado os últimos meses da sua vida em Pádua, Itália, onde viria a falecer no bairro de Arcella.
 
 
Canonização
 
Santo António detém o recorde de canonização da Igreja Católica: foi declarado santo menos de um ano decorrido sobre a sua morte, em 30 de Maio de 1232 (11 meses e 17 dias após a sua morte). É o santo padroeiro das cidades de Pádua e de Lisboa (nesta última, substituiu a antiga devoção ao mártir São Vicente de Saragoça). Em 1934, o Papa Pio XI proclamou-o segundo padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição. Por fim, em 16 de Janeiro de 1946, o Papa Pio XII juntou o seu nome à lista dos Doutores da Igreja Católica.
 
 
Carreira militar
 
 
Em Portugal
 
No século XVII, para alguns historiadores em 1665, Santo António assentou praça no 2° Regimento de Infantaria de Lagos, simbolicamente, por iniciativa de D. Afonso VI (1656-1683), que viu no Santo a bandeira milagrosa para a vitória contra as forças espanholas sob o comando do marquês de Caracena. O estratagema deu resultado, tendo o Exército Português, sob o comando do marquês de Marialva, derrotado as do "Marte da Espanha". No reinado de D. Pedro II (1683-1706), o Santo foi promovido a Capitão, e no de D. Maria I (1777-1816), à patente de Tenente-Coronel, como recompensa pela vitória na batalha do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, quando as forças luso-britânicas derrotaram as tropas francesas de Napoleão sob o comando de André Massena.
 
No Brasil
 
O Santo sentou praça nas milícias luso-brasileiras em 1685, por ocasião das lutas contra o Quilombo dos Palmares, por iniciativa do Governador da Capitania de Pernambuco, João de Souto Maior, invocando o seu milagroso auxílio.
 
Mais tarde, por Carta-régia datada de 21 de Março de 1711, o soberano português promoveu-o a Capitão, no Brasil, por serviços prestados ao Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Morais, quando da invasão da esquadra de corsários franceses de Duclerc.
 
Em 1814, o Príncipe-regente D. João, na Bahia, conferiu-lhe a patente de Tenente-Coronel, com o soldo do posto: 80$000.
 
Após a Proclamação da República no Brasil, o presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca, determinou ao seu Ministro da Guerra, General Dantas Barreto, suspender o pagamento do soldo do Santo (Livro 486, fl. 31 da extinta Directoria de Contabilidade do Ministério da Guerra).
 
 
Iconografia e veneração
 
Muitas das suas estátuas e imagens representam-no envergando o traje dos frades menores, segurando o Menino Jesus sobre um livro, enquanto outras o mostram a pregar aos peixes (objecto de um sermão do Padre António Vieira, séculos mais tarde), tal como São Francisco pregava aos pássaros. Para além disso, é ainda considerado padroeiro dos pobres, sendo ainda invocado para ajudar a encontrar objectos perdidos, numa oração conhecida como os responsos (no que é similar a São Longuinho, outro santo católico menos conhecido).
 
Santo António de Lisboa é enfim comummente considerado como um santo casamenteiro; segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais.
 
No Brasil, muitas moças afoitas por encontrar um marido costumavam retirar o bebé dos braços das estátuas do santo, prometendo devolvê-lo depois de alcançarem o seu pedido. Por esse motivo, alguns párocos mandavam fazer a estátua do santo com o Menino Jesus preso ao corpo do santo, evitando assim o seu sequestro.
 
Outras jovens colocam a imagem de cabeça para baixo, dizem que só a mudariam de posição quando Santo António lhes arranjasse marido. Estes rituais são geralmente feitos na madrugada do dia 13 de Junho. Outro facto pitoresco digno de nota, é quando a estátua se parte nestas lides - nesse caso, os cacos devem ser juntos e deixados num cemitério...
 
Numa outra cerimónia, conhecida como trezena (por ter a duração de treze dias), os fiéis entoam cânticos, soltam fogos, e celebram comes e bebes junto a uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festança acontece entre 1 e 13 de Junho - é a famosa festa de Santo António.
 
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de Junho, as igrejas distribuem aos pobres os famosos pãezinhos de Santo António. A tradição diz que esse alimento deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, como garantia de que não faltará comida durante todo o ano. Há quem diga que o pão não mofa, mantendo-se íntegro pelo período de um ano.
 
 
Festividades
 
Santo António é o padroeiro da cidade de Lisboa e o seu dia, 13 de Junho, é o feriado municipal desta cidade. As festas em honra de Santo António começam logo na noite do dia 12. Todos os anos a cidade organiza as marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da Liberdade (principal artéria da cidade), no qual competem os diferentes bairros, um pouco à maneira das escolas de samba, numa espécie de Carnaval português. Um grande fogo de artifício costuma encerrar o desfile. Os rapazes compram um manjerico (planta aromática) num pequeno vaso, para oferecer à namorada, o qual traz uma bandeirinha com uma quadra popular, por vezes brejeira ou jocosa. A festa dura toda a noite e, um pouco por toda a Lisboa há arraiais, locais engalanados onde se comem sardinhas assadas na brasa, bebe vinho tinto, ouve música e se dança até de madrugada, sobretudo no antigo e muito típico Bairro de Alfama (na cidade do Porto, uma festa semelhante, mas em honra de São João, patrono da cidade, tem lugar todos os anos no dia 23 de Junho). Santo António é o Santo Casamenteiro, pelo que a Câmara Municipal de Lisboa costuma organizar, na Sé Patriarcal de Lisboa, o casamento de dezenas de jovens noivos, todos os anos no dia 13 de Junho. Estes jovens de origem modesta, conhecidos por 'noivos de Santo António', recebem ofertas do município e também de diversas empresas, como forma de auxiliar a nova família.
 
No Brasil, onde o santo tem milhões de devotos, é também frequentemente reverenciado como Santo António, o Casamenteiro. O arraial de Santo António do Leite, no Estado de Minas Gerais, Brasil, tem na sua igreja uma belíssima imagem de Santo António de Lisboa, trazida de Portugal em finais do século XVII. O dia 13 de Junho, é feriado em diversos municípios portugueses e brasileiros.
 
 
Igreja e museu de Santo António em Lisboa
 
Situados no local do seu nascimento, perto da Sé Patriarcal de Lisboa, são o centro da devoção ao santo de Lisboa, em especial no dia que lhe é dedicado, 13 de Junho. O museu contém um importante conjunto de documentos, objectos litúrgicos, gravuras, pinturas, cerâmicas e objectos de devoção que evocam a vida e o culto ao santo.
 
No ano de 1995 comemorou-se o 800º aniversário do seu nascimento, com grandes celebrações por toda a cidade de Lisboa.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007

Ano-Novo



FELIZ ANO DE 2007 
 
Fogo de artifício para celebrar a chegada do Ano-Novo em Seaport Village, San Diego, Califórnia

Fogo de artifício para celebrar a chegada do Ano-Novo em Seaport Village, San Diego, Califórnia


 

 

O Ano-Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".
 
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de Janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.
 
 
Celebrações modernas de Ano-Novo
 
1º de Janeiro:

Culturas ocidentais nas quais o ano começa em Janeiro.
  • Em Nova Iorque a celebração mais famosa de Ano-Novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exactamente zero horas (00:00:00).
  • No Rio de Janeiro a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhares de cariocas e turistas juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao interminável espectáculo, que começa prontamente à meia-noite do novo ano.
  • Em São Paulo a Avenida Paulista é o palco de atracões e queima de fogos. Em 31 de Dezembro de 2005, a festa reuniu mais de 2 milhões de pessoas.
  • Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano-Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos.
  • Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício nas suas casas, como é o caso do Brasil, dos Países Baixos e de outros países europeus.
  • Muitas pessoas tomam decisões de Ano-Novo, ou fazem promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Elas podem desejar perder peso, parar de fumar, economizar dinheiro e arrumar um amor para suas vidas.
  • Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne é muito popular logo após a meia-noite.
Fonte: Wikipédia. 
 


Algumas tradições em Portugal:
 
- Comer doze passas ao som das doze badaladas, ao mesmo que pede doze desejos para o novo ano. Dá sorte!
- Ter uma moeda na mão à meia-noite. Dá dinheiro.
- Ouvir foguetes às zero horas.
- Subir a uma cadeira. Dá poder e altura: tudo de bom.
- Vestir cuecas novas azuis dá sorte. Vermelhas paixão.
 
Depois bebe-se champanhe ou vinho do Porto e vai-se para a rua bater em tachos e fazer barulho com gritos e assobios. É para espantar os maus espíritos do Ano Velho!
 
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Domingo, 31 de Dezembro de 2006

Corrida de São Silvestre

 
São Paulo - Brasil

São Paulo - Brasil


 

 

A Corrida de São Silvestre é a mais antiga, tradicional e prestigiosa corrida de rua no Brasil.
 
Reconhecida como o principal evento internacional do atletismo de rua na América Latina, a corrida realiza-se anualmente na cidade de São Paulo no dia 31 de Dezembro. Este é o dia de São Silvestre, pois foi neste dia que morreu o santo católico, que foi Papa, no quarto século da Era Cristã. Neste mesmo dia, Silvestre I (o Papa), foi canonizado, anos após sua morte.
 
A corrida é muitas vezes chamada de “maratona”, mas o seu percurso mede apenas 15 km, o que a categoriza como uma meia-maratona. Isto ocorre porque o evento era originalmente denominado “Maratona de São Silvestre”. Em tempos recentes os organizadores do evento passaram a empregar o termo “corrida” e evitar o nome “maratona”, mas a tradição e a força do hábito ainda levam muitos, inclusive sectores dos "mídea", a referirem-se a ela como “Maratona de São Silvestre”. Jamais houve qualquer esforço oficial declaradamente voltado à correcção da nomenclatura do evento.
 
A corrida torna-se mais difícil devido a factores como o intenso calor do Verão brasileiro e os obstáculos geográficos a serem superados pelos participantes. Desidratação e insolação, entre outros, não são raros tanto entre profissionais como entre amadores (mas são muito mais frequentes entre os segundos).
 
História
 
Cásper Líbero, um milionário que fez fortuna no início do século XX no sector de imprensa, é o idealizador e fundador do evento. A sua ideia original era utilizar a corrida como meio de promoção do seu jornal. Em 1928, ano da quarta edição do evento, Líbero fundou um dos primeiros periódicos dedicados exclusivamente ao desporto no país, a “Gazeta Esportiva”, que a partir de então passou a ser a organizadora e patrocinadora oficial do evento, condição que detém até os dias actuais. A corrida tornar-se-ia o principal meio de publicidade daquela publicação desportiva.
 
A primeira edição da corrida foi realizada em 31 de Dezembro de 1925, pelo que a edição de 2004 marcou o 80º aniversário do evento. Dado importante é o facto de que, ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre jamais deixou de se realizar, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial (pelo que o ano de 2004 terá visto a sua 80ª edição).
 
Originalmente restrita a homens, o regulamento original da competição também previa a participação exclusiva de cidadãos da cidade de São Paulo. Nos anos seguintes, corredores de outras partes do país foram aceites ao evento, mas somente em 1941 a corrida seria vencida por um corredor de fora do estado de São Paulo: José Tibúrcio dos Santos, de Minas Gerais. Nesta época, a participação de estrangeiros era proibida. É preciso salientar que a regra bania a vinda de atletas do estrangeiro para participar, mas não impedia que estrangeiros residentes na cidade de São Paulo (imigrantes) participassem. Nesse contexto, um italiano, Heitor Blasi, foi o único estrangeiro a vencer a prova antes de 1947. Em 1945 foi libertada à participação de estrangeiros, mas apenas para corredores convidados provenientes de outros países da América do Sul. O sucesso das duas primeiras “edições internacionais”, no entanto, levou os organizadores a libertarem a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947. Este ano marcou o início de período de 34 anos durante o qual nenhum brasileiro venceria a prova, o que se encerrou somente quando José João da Silva, de Pernambuco, venceu a edição de 1980 (feito que repetiria em 1985).
 
A corrida permaneceria restrita a homens até 1975, quando as Nações Unidas declararam aquele ano como “Ano Internacional da Mulher”. Os organizadores da São Silvestre aproveitaram o momento para realizar a primeira corrida feminina no mesmo ano. O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira vitória brasileira ocorreria somente na 20ª edição da prova, quando Carmem Oliveira venceu, em 1995.
 
Em 1993, realizou-se a primeira maratona infantil, denominada “São Silvestrinha”, como evento unisex.
 
Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, mas o ano de 1989 foi marcado por sensíveis modificações no formato do evento. O objectivo era cumprir as determinações da Federação de Atletismo. O horário de início da corrida foi alterado, passando às 15 horas para mulheres e às 17 horas para homens; e a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km, o mínimo exigido pela Federação de Atletismo. Naquele mesmo ano de 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da Federação.
 
Crescimento e prestígio
 
Na primeira edição do evento, em 1925, 60 pessoas preencheram o formulário de inscrição para participar, mas apenas 48 compareceram no local e horário marcados para o evento. Desses, apenas 37 foram oficialmente classificados, pois o regulamento da época exigia que todos os corredores cruzassem a linha de chegada no máximo 3 minutos após a chegada do vencedor para que fossem classificados no quadro oficial da prova.
 
Em 2004, 13 mil homens e 2 mil mulheres participaram nos seus respectivos eventos.
 
Apesar de ter sido aberto à participação internacional já em 1945, a São Silvestre adquiriu fama no calendário do atletismo internacional apenas em 1953, quando o corredor mais famoso da época (e, possivelmente, de todos os tempos), Emil Zatopek, participou e venceu a corrida. Nas últimas duas décadas, quase todos os principais corredores de longa distância do mundo (com a notável excepção de Haile Gebrselassie, da Etiópia) participaram da São Silvestre pelo menos uma vez.
 
O maior vencedor de todos os tempos é, no momento, Paul Tergat, do Quénia, que venceu a prova 5 vezes (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). Tergat também detém o recorde para a actual distância de 15 km, marcado já na sua primeira participação no evento, de 43 minutos e 12 segundos.
 
Vencer a Corrida de São Silvestre representa fama instantânea no Brasil. Paul Tergat é hoje a segunda figura africana mais reconhecida no país, atrás apenas de Nelson Mandela.
 
Vencedores portugueses na Corrida de São Silvestre
 
Manoel Faria    - 1956 e 1957
Carlos Lopes   -  1982 e 1984
Rosa Mota       -  1981,1982,1983,1984,1985 e 1986
Aurora Cunha  -  1988
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006

Nascimento de Jesus

 
O nascimento de Jesus retratado numa tela de 1535-40, pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino
  
O nascimento de Jesus retratado numa tela de 1535-40,
pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino
 

   

Depois da "consoada" (jantar na véspera de Natal, geralmente reunindo toda a família em ambiente de festa e terminando com a distribuição dos presentes) chegámos ao Dia de Natal, tradicionalmente o nascimento de Jesus.
 
 
 
 
Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado por cinco pequenos livros do Novo Testamento da Bíblia, designados por Evangelhos canónicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, os Actos dos Apóstolos. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus, nomeadamente no Evangelho de Judas e no Evangelho de Tomé.
 
Esses Evangelhos narram os factos mais importantes da vida de Jesus. Os Actos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também dizem alguma coisa sobre Jesus e algumas das suas palavras aparecem noutros lugares. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo, que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetónio, que escreveu por volta do ano 120. Todos eles escreveram sobre Jesus muitos anos após a sua morte.
 
Preparação para o nascimento e anunciação segundo Lucas
 
O trabalho da vida de Jesus na Terra, teria sido iniciado por João Baptista. Zacarias, o pai de João, era um sacerdote judeu, enquanto a sua mãe, Isabel, era membro do ramo mais próspero do mesmo grande grupo familiar ao qual também pertencia Maria, a mãe de Jesus. Zacarias e Isabel, embora estivessem casados há muitos anos, não tinham filhos.
 
Levando em conta a datação do nascimento de Jesus, aconteceu que, algures no final do mês sexto, do ano 8 a.C., cerca de três meses após o casamento de José e Maria, Gabriel, certo dia, apareceu a Isabel, ao meio-dia, tal como mais tarde se apresentaria perante Maria. E Gabriel contou-lhe do nascimento do seu filho João e do nascimento de um menino esperado na sua parente Maria.
 
Essa visão tocou Isabel profundamente, mas não falou da revelação a ninguém, excepto ao seu marido, até que posteriormente visitasse Maria, em princípios do segundo mês seguinte.
 
Durante cinco meses, contudo, Isabel guardou aquele seu segredo até mesmo do marido. Quando lhe contou sobre a visita de Gabriel, Zacarias permaneceu céptico e por semanas duvidou de toda a experiência, só consentindo em acreditar na visita de Gabriel à sua esposa, e sem maior entusiasmo, quando não mais podia duvidar de que ela esperava uma criança. Zacarias ficou muito perplexo com a maternidade próxima de Isabel, mas não duvidava da integridade da sua esposa, apesar da idade avançada dele. E, apenas seis semanas antes do nascimento de João, é que Zacarias, em consequência de um sonho impressionante, tornou-se plenamente convencido de que Isabel estava para tornar-se a mãe de um filho do destino, aquele que iria preparar o caminho para a vinda do Messias.
 
Gabriel apareceu para Maria por volta de meados do décimo primeiro mês, do ano 8 a.C., no momento em que ela estava a trabalhar na sua casa em Nazaré. Mais tarde, após Maria ter sabido que era certo que estava para ser mãe, ela persuadiu José a deixá-la viajar à cidade de Judá, a sete quilómetros a oeste de Jerusalém, nas montanhas, para visitar Isabel.
 
Gabriel tinha informado a cada uma dessas duas futuras mães sobre a sua aparição à outra. Naturalmente elas estavam ansiosas para se encontrar, para compartilhar as suas experiências, e para falar sobre os prováveis futuros dos seus filhos. Maria permaneceu com a sua prima distante por três semanas. Isabel fez muito para fortalecer a fé de Maria na visão de Gabriel, de modo que ela voltou para a sua casa mais plenamente dedicada ao chamamento de ser mãe do menino predestinado, a quem ela, muito em breve, iria apresentar ao mundo como um bebé indefeso, uma criança comum e normal deste reino.
 
João nasceu na cidade de Judá, perto dos 25 do terceiro mês, do ano 7 a.C. Zacarias e Isabel rejubilaram-se grandemente com o facto de que um filho tivesse vindo para eles como Gabriel tinha prometido.
 
Ao oitavo dia, quando apresentaram a criança para a circuncisão, eles baptizaram-no formalmente como João, exactamente como se lhes tinha sido ordenado. E logo um sobrinho de Zacarias partiu para Nazaré, levando até Maria a mensagem de Isabel, proclamando o nascimento de um filho cujo nome seria João.
 
Desde a mais tenra infância os pais inculcaram em João a ideia de que ele cresceria e tornar-se-ia um líder espiritual e um mestre religioso. E o coração de João sempre foi sensível a essas sementes sugestivas.
 
O Nascimento
 
Jesus nasceu durante a vida de Herodes, o Grande, que os romanos haviam designado para governar a Judeia. Os calendários são contados a partir do ano em que se supõe ter nascido Jesus, mas as pessoas que fizeram essa contagem equivocaram-se com as datas: Herodes morreu no ano 4 a.C., de modo que Jesus nasceu 3 anos antes, a quando dos censos do povo Judeu, que ocorreu exactamente 1 ano após os censos dos outros povos também subjugados ao poder Romano. Estes censos ocorreram para facilitar aos Romanos a contagem do povo e a respectiva cobrança dos impostos. Os Judeus sempre se opuseram a qualquer tentativa de contagem; por essa razão, esta ocorreu um ano depois de ter sido efectuada nos povos vizinhos. Desde o séc. IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de Dezembro. Esta foi uma adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos. A data real ainda é incerta (ver mais adiante).
 
Maria foi a mãe de Jesus. Ela e o carpinteiro José, seu marido, moravam em Nazaré, uma cidade da província da Galileia, no norte da Palestina. O Evangelho de Lucas conta que o arcanjo Gabriel apareceu a Maria e anunciou que ela ia dar à luz o filho de Deus, o prometido Messias. Algum tempo antes de Jesus nascer, Maria e José foram a Belém, a fim de terem os seus nomes registados num recenseamento. Belém era uma pequena cidade do sul da Judeia. Maria e José encontraram abrigo num estábulo, e foi aí que Jesus nasceu. Maria fez de uma manjedoura o berço para ele.
 
Os Evangelhos falam de pastores que, perto de Belém, viram anjos no céu e os ouviram cantar: "Glória a Deus nas alturas e, na Terra, paz e boa vontade entre os homens (Lucas 2:14). Algumas traduções da Bíblia dizem:  paz na Terra aos homens de boa vontade
. Outra história diz que vieram sábios do Oriente para ver o Messias recém-nascido. Ao princípio perguntaram por ele na corte de Herodes. Mais tarde puderam localizá-lo, seguindo até Belém a luz de uma estrela. Trouxeram a Jesus oferendas de ouro, incenso e mirra.
 
Herodes pedira-lhes que voltassem para informá-lo quando tivessem encontrado o menino, mas eles não fizeram isso. Herodes tomou-se de fúria e, com medo desse novo rei dos judeus, mandou que fossem mortos todos os meninos de Belém que tivessem dois anos de idade ou menos. Um anjo apareceu a José, em sonho, e preveniu-o. José fugiu então para o Egipto, com Maria e o menino Jesus. Só retornaram a Nazaré depois da morte de Herodes.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 23 de Dezembro de 2006

O Natal

 
Decoração de Natal


 
 
 

O Natal é a festividade que comemora o nascimento de Jesus Cristo. Segundo os crentes, o nascimento do Messias (ou Cristo) estava já previsto no Antigo Testamento. A data convencionada para a sua celebração foi o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.
 
É um acontecimento religioso e socialmente muito importante para as religiões cristãs, juntamente com a Páscoa. Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e as suas primeiras manifestações. É encarado universalmente como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.
 
Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua germânica, é Weihnachten e têm o significado "Noite Bendita".
 
Aspectos históricos
 
Ilustração: Digamos que pessoas em grande número vão a casa de certo cavalheiro, dizendo que estão ali para celebrar o aniversário natalício dele. Ele não é a favor de celebrações de aniversários natalícios. Não gosta de ver pessoas comer demais ou embriagarem-se, nem empenharem-se em conduta desregrada. Mas algumas dessas pessoas fazem todas essas coisas, e trazem presentes para todos os que se acham ali, menos para ele! E, ainda por cima, escolhem como data para tal celebração o aniversário natalício de um inimigo desse homem. Como se sentirá tal homem? Gostaria você de ser participante disso? É exactamente isso que se faz nas celebrações do Natal.
 
No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de Janeiro o seu nascimento, ocasião do seu baptismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No Século IV, as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
 
A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.c.. Na realidade, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar  as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do Solstício de Inverno.
 
Foi por isso que, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o Solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
 
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e um nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
 
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em Junho.
 
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa da sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colónias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.
 
Com a chegada do Natal, vários vídeos com esta temática entram em cena. Alguns abordando assuntos sérios e enaltecendo o espírito natalício e outros com um humor um tanto quanto duvidoso, que é o caso de "Um jinglebell para a morte".
 
O Ponto de Vista da Bíblia
 
A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de quisleu (que corresponde ao nosso Novembro/Dezembro) era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte era tebete (Dezembro/Janeiro). Era o mês em que ocorriam as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o clima naquela região:
 
O escritor bíblico Esdras mostra que quisleu era de facto um mês frio e chuvoso. Depois de dizer que uma multidão se havia reunido em Jerusalém “no nono mês [quisleu], no vigésimo dia do mês”, Esdras informa que o povo ‘tiritava por causa das chuvas’. Sobre as condições do tempo naquela época do ano, as próprias pessoas reunidas disseram: “É a época das chuvadas e não é possível ficar de pé do lado de fora.” (Esdras 10:9, 13; Jeremias 36:22). Não é de admirar que os pastores que viviam naquela parte do mundo não ficassem ao ar livre à noite com os seus rebanhos em Dezembro. Mas o escritor bíblico Lucas mostra que, na ocasião do nascimento de Jesus, havia pastores “vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos” perto de Belém (Lucas 2:8-12). Note que os pastores estavam vivendo ao ar livre, não apenas saindo para os campos durante o dia. Eles mantinham os seus rebanhos nos campos à noite.
 
Como a ideia da vida ao ar livre é oposta às condições climáticas do Inverno, a maioria dos estudiosos acredita que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, mas sim na Primavera ou no Verão.
 
Impacto social do Natal
 
Por causa do foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado ou que recentemente sofreram perdas possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isso aumenta o pedido de serviços de apoio psicológico durante esse período. Nessa quadra, muitos acidentes rodoviários devidos a motoristas alcoolizados, a excessos de velocidade e a manobras perigosas ceifam vidas desnecessariamente.
 
Nos países predominantemente cristãos, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. É altamente caracterizado pela troca de presentes entre família e amigos, e presentes que são trazidos pelo Pai Natal (ou Papai Noel) ou outros personagens. Tradições locais de Natal ainda são ricas e variadas, apesar da alta influência dos costumes natalícios de estado-unidenses e britânicos através da literatura, televisão, e outros modos.
 
 
Símbolos e tradições do Natal
 
Árvore de Natal
 
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceite atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Chegando lá, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.
 
Presépio
 
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o Presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.
 
O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. A sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos estendeu-se ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.
 
Decorações natalícias
 
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.
 
Amigo secreto ou oculto
 
No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste em cada pessoa seleccionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.
 
Anúncio do anjo e nascimento de Jesus
 
É um facto que a morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", se deu cerca de 2 anos após o nascimento de Jesus. Segundo a Bíblia, antes de morrer, mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo livrar-se de um possível novo "rei dos judeus"). Antes do nascimento de Jesus, sabe-se que Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem recensear-se, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de se registar com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.
 
"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno "era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial]." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador).
 
Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 a.C. a 6 a.C.), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 d.C.. O único recenseamento relacionado a Quirínio documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo. (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".
 
A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto. (Lucas 2:4-8) Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando os seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.
 
A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende." Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se aos Evangelhos Apócrifos, conjuntos de histórias mais ou menos fantasistas, que começaram a ser escritas desde o 2.º Século.
 
A Estrela de Belém
 
Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente a Jerusalém uns magos [ou sacerdotes astrólogos, em gr. magoi ] que perguntavam: Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus? Pois do Oriente vimos a sua estrela [em gr. astêr ] e viemos adorá-lo." (Mateus 2:1-2). A "sua estrela" não era uma estrela [em gr. astêr ] comum, visto que seguia um percurso invulgar de Oriente para Ocidente, sempre adiante dos magos. Seria um ponto luminoso que ao observador comum se pareceria uma "estrela", e permitiria ao Rei Herodes achar o futuro "Rei dos Judeus". Primeiramente, conduziu os magos até Jerusalém, e daí, à presença do Rei Herodes. Somente depois, a "estrela" os conduziu de Jerusalém até Belém, e uma vez chegados a Belém, "se deteve sobre o lugar onde estava o menino". Não é possível determinar em absoluto o que era essa "estrela".
 
Teorias sobre a estrela
 
Cometa, super-nova ou alinhamento de planetas?
 
A primeira explicação astronómica que se procurou dar para a "Estrela de Belém" foi que teria sido um cometa. Astrónomos do Século XVI propuseram o cometa Halley como a "Estrela de Belém". Essa imagem ainda é muito forte no imaginário popular, onde frequentemente a "Estrela de Belém" é representada como uma "estrela com cauda". Hoje sabemos que o Cometa Halley apareceu no ano 12 a.C.; muito cedo para estar associado ao nascimento de Jesus. E nenhum dos cometas conhecidos, segundo os dados hoje catalogados, passou na Judeia capaz de ser visto a olho nu, entre 7 a.C. e 1 d.C..
 
Astrónomos chineses, entretanto, registaram uma "nova estrela" na Constelação de Capricórnio, no ano 5 a.C. Essa "nova estrela" poderia ser um cometa ou uma estrela "explodindo", uma vez que os registos não nos dizem se essa nova estrela se movimentava em relação às estrelas de fundo. Ao fenómeno de "explosão de uma estrela" os astrónomos chamaram de "super-novas".
 
No ano 7 a.C., houve uma tripla conjunção planetária entre Júpiter e Saturno. Esses planetas aproximaram-se no céu (mas não o bastante para serem confundidos como um único objecto), na Constelação de Peixes, nos meses de Maio, Setembro e Dezembro. Aqueles que acreditam ser essa tripla conjunção a "Estrela de Belém", argumentam que os magos viram a 1.ª conjunção em Maio, e iniciaram a jornada. Durante a 2.ª conjunção, em Setembro, chegaram a Jerusalém e durante a 3.ª conjunção, em Dezembro, chegaram a Belém. Em Fevereiro de 6 a.C., houve uma grande aproximação (quase uma conjunção planetária) entre Júpiter, Saturno e Marte - também na Constelação de Peixes...
 
Conjunções Júpiter-Régulo e Júpiter-Vénus
 
Em Setembro de 3 a.C., Júpiter aproximou-se de Régulo (do lat. Régulus, que significa "pequeno Rei"), a estrela mais brilhante da Constelação de Leão. Essa constelação era considerada a constelação dos reis. Além disso, o "novo leão jubado" estava associado à Tribo de Judá. Em Outubro, houve uma nova conjunção entre Júpiter e Vénus, na Constelação de Leão.
 
No ano 2 a.C., em Fevereiro e Maio, aconteceram outras duas conjunções entre Júpiter e Régulo. Em Junho, houve uma conjunção planetária entre Júpiter e Vénus. Nesse mesmo ano, Júpiter realizou um "loop" no céu - um movimento retrógrado, onde inverteu a direcção do seu movimento em relação às estrelas de fundo - ficando então estacionário - no dia 25 de Dezembro.
 
Outras teorias
 
Outros teólogos encaram esta estrela como uma estrela teológica. Segundo eles, Mateus estaria a fazer interpretação de tradições e, por isso, não se refere a uma estrela literal, apenas no significado do nascimento de um personagem importante.
 
Visita dos magos
 
Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."
 
Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.
 
Outro factor muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.
 
Infância e adolescência de Jesus
 
Lucas faz um breve resumo da infância e adolescência de Jesus: "E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. ... E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens." (Lucas 2:40, 51-52) Toda a sua família frequentava a sinagoga de Nazaré. José ensina-lhe o ofício de carpinteiro. Aos 12 anos, Jesus acompanha pela primeira vez os seus pais ao Templo de Jerusalém para a celebração da Páscoa. Durante alguns dias, Jesus deixa-se ficar nos pátios do Templo, apenas escutando e questionando os sacerdotes. (Lucas 2:41-50)
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006

O Presépio

 
Presépio tradicional português - com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas
 
Presépio tradicional português
com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas

 

 
 
 

O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém. De acordo com a mesma fonte, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, dias mais tarde, por magos (ou reis) vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra ao recém-nascido.
 
Segundo a história, estes acontecimentos ocorreram no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus.
  
Costume Natalício
 
Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567 a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.
 
O Presépio em Portugal
 
Em Portugal o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares. Este é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente é perto do Presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O Presépio é desmontado no "dia de Reis". Na maioria das cidades o presépio é montado pelas autarquias e em algumas tenta-se ter o maior presépio, como é o caso de Vila Nova de Famalicão. No entanto foi Alenquer que ganhou o epíteto de "Vila Presépio" depois de em 1968 ter iniciado a tradição de montar um gigantesco presépio elaborado pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida numa das colinas da cidade.
 
Missa do Galo
 
Nome dado em países católicos à Missa celebrada depois do jantar de Natal que começa à meia noite de 24 para 25 de Dezembro. Na Missa do Galo já todas as velas do Advento se encontram acesas e canta-se o cântico de Glória. Tradicionalmente, depois da Missa, as famílias voltavam para casa, colocavam a imagem do Menino Jesus no Presépio, distribuíam os presentes e comiam a Ceia de Natal.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

Praxe académica

 
Queima das Fitas - Universidade Internacional da Figueira da Foz - Portugal
 
 
 

A Praxe académica, ou simplesmente Praxe, consiste no conjunto de tradições, usos e costumes de uma comunidade académica.
 
No que consiste
 
A Praxe Académica é um conjunto amplo de tradições usos e costumes académicos que se praticam e repetem ao longo dos anos. Fortemente ligada ao conceito de Praxe Académica, está a tradição de integrar os caloiros na sua nova escola e na própria Praxe, pelo que a praxe pode ser considerada um ritual iniciático fortemente hierarquizado. Esta ligação é forte de tal modo que por muitas vezes se confunde o conceito de Praxe como conjunto de tradições e rituais com os meros rituais de integração dos novos alunos (talvez semelhante ao Trote estudantil do Brasil), porém tal não deve ser feito. Actualmente, as actividades que os compõem incluem, a título de exemplo, comer sem recorrer a talheres, pinturas no corpo ou banhar-se em fontes públicas. Embora estas actividades sejam aparentemente pacíficas, os excessos e os efeitos que causam nos alunos que as praticam, são mais controversos.
 
Associado à praxe académica, está o mote Dura Praxis, Sed Praxis - a praxe é dura, mas é a praxe! - baseada no mote latino Dura Lex, Sed Lex .
 
Origens
 
A actual praxe académica surge na Universidade de Coimbra. Tem como base uma jurisdição especial, que (o "foro académico"), a qual era aplicada pela Polícia Académica. A organização desta polícia era constituída por alunos, e a hierarquia definida pela antiguidade dos mesmos na universidade. O seu papel era o de zelar pela ordem no campus, e fazer cumprir as horas de estudo e recolher obrigatório por alunos e professores, sob pena de prisão, sobrepondo-se às autoridades oficiais. Também tinha a incumbência de evitar a entrada na faculdade dos habitantes da cidade que não fossem estudantes ou professores. Com estas responsabilidades, misturavam-se rituais de iniciação (ou "investidas"), para os novos alunos, recém-chegados - os caloiros - à universidade, geralmente envolvendo actos de violência.
 
Campus é uma palavra latina que se refere a um local, numa universidade ou faculdade
, onde fisicamente se concentram as salas de aula e laboratórios de várias disciplinas.
 
Pouco mais é conhecido destes rituais, até que em 1727, devido à morte de um aluno, D. João V proíbe-a: "Hey por bem e mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos."
 
No século XIX, o termo "investida" dá lugar aos termos "caçoada" e "troça". Os episódios de violência sucedem-se, com os novos alunos a serem rapados ou obrigados a cantar e a dançar e chega mesmo a haver confrontos físicos com os mais velhos.
 
Com o fim da polícia universitária em 1834, os estudantes decidem criar uma adaptação desta tradição e recuperar os rituais de iniciação. Assim, após o toque da "cabra" - o sino da torre da Universidade - patrulham as ruas da cidade, em busca de infractores, organizados em "trupes". No final do século XIX, surgem novamente relatos de violência entre estudantes, relacionados com os rituais de iniciação, onde os novos alunos eram obrigados a cantar e dançar, e em que era também frequente cortar-lhes o cabelo. Num destes episódios, um dos praxistas é morto por um caloiro.
 
                                 "Cabra" - o sino da torre da Universidade
                              "Cabra" - o sino da torre da Universidade


A praxe foi entretanto interrompida durante alguns períodos. Durante a Implantação da República a praxe é abolida devido à oposição dos estudantes republicanos, sendo reposta em 1919.
 
Do século XX à actualidade
 
Durante o século XX, a praxe académica desempenhou um papel de luta contra o salazarismo, e a Guerra Colonial. As consequentes represálias, culminaram no Luto Académico em 1961, que levou à suspensão de todas as actividades. Com o fim do regime a 25 de Abril de 1974, no final da década de 70, a praxe regressou a Coimbra e espalhou-lhe pelas restantes universidades de Portugal, na década seguinte (anos 80). A Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto são exemplos de instituições que nunca voltaram a re-implantar a tradição. No entanto, alguns dos seus alunos, são por vontade própria praxados por outros alunos das faculdades de Medicina, Ciências e Letras. Na cidade de Lisboa a adesão à praxe aumentou mas lentamente, devido também em parte à dimensão da própria cidade e ao facto de não ser uma cidade académica, como Coimbra ou Évora. Um caso de sucesso é o da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, regendo-se por um código de praxe próprio e tentando respeitar e reavivar a tradição. No entanto, devido à volatilidade própria do meio estudantil, é difícil precisar actualmente qual é a adesão à praxe em cada Universidade. Têm sido frequentes os relatos de violência física e psicológica cometidos sobre os 'caloiros', tanto nas grandes universidades como nos estabelecimentos de menor dimensão. Os movimentos anti-praxe que entretanto surgiram opõem-se às tradições da Praxe, remetendo para aspectos obscuros e desonrosos destas tradições. Afirmam que o número de relatos é inferior ao número de incidentes que realmente acontecem, enquanto que aqueles vinculados à Praxe negam vigorosamente. Assim a sociedade vê-se também dividida entre as duas versões, mantendo-se o actual status quo.
 
Traje académico
 
O traje académico actual, também apelidado de "capa e batina", é composto por um casaco longo (a batina), colete, camisa branca, calças simples, sapatos simples, e por uma capa, que deverá tocar no chão, quando colocada sobre os ombros, sem dobras. Esta é a indumentária reservada aos homens, que podem também usar um gorro simples. As senhoras, em vez da batina, usam um casaco pela cinta, mas não cintado, uma camisa branca, uma saia travada e abaixo do joelho, meias compridas, pretas e não opacas, sapatos simples, e uma capa igual à dos homens. Todas as peças, à excepção da camisa, são pretas, a cor que simboliza a igualdade entre os estudantes e a solenidade. O preto também é utilizado porque era útil quando um estudante se queria esconder ao longo da noite, e é a cor menos vulnerável à sujidade. Contudo, o traje académico não é igual em todo lado: na Universidade do Minho, por exemplo, as calças do traje masculino não são compridas, mas sim pelo joelho, enquanto que, em vez de um gorro, se usa o "tricórnio", um chapéu de três bicos, ostentado por ambos os sexos; na Universidade do Porto, algumas mulheres usam meias compridas transparentes e não pretas, como são os casos do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) que as usam, pois mantém a cor original das meias usadas inicialmente pela Universidade a que pertencem - UP, e o caso das Orfeonistas, que as usam para se destacar, pela honrosa instituição à qual pertencem; na Universidade do Algarve, o traje académico adoptou a cor azul escuro, o chapéu "Infante" de largas abas (homenagem ao Infante D. Henrique), as senhoras, uma saia rodada comprida, e os senhores, umas plainas vincadas, com quatro botões na canela e quatro botões na braguilha.
 
As origens do traje académico masculino remontam ao século XVI, e sua principal função era esbater as diferentes origens sócio-económicas de cada aluno, sendo assim uma forma de promover a igualdade entre todos. Aliás, e apesar de hoje ter atingido um significado mais simbólico, ainda é esse o seu principal objectivo, se bem que nem sempre é assim entendido. Supõe-se que o traje feminino tenha surgido, na Universidade do Porto, em 1920.
 
Ao final dos estudos está geralmente associado o "rasganço" de toda a indumentária académica, com excepção da capa e da pasta académica, que assim acompanham o resto da vida do antigo estudante. Hoje em dia, são raros os estudantes que fazem, de facto, o "rasganço", devido ao peso sentimental atribuído ao traje, no final do curso. Dá-se, então, um "rasganço" simbólico através da "proibição" de se voltar a vestir o traje, usando-se apenas a capa - esta é a indumentária mais característica dos Veteranos, os alunos mais experientes.
 
Fitas
 
O uso da pasta académica só é permitido a partir do momento em que se deixa de ser caloiro. Contudo, o aspecto que a ela está mais associado são as Fitas. Estas são impostas ao estudante antes de este iniciar o último ano do seu curso. São oito fitas ao todo, da cor da faculdade/instituto/escola superior de cada estudante, identificando-o como um Finalista. Esta tradição remonta a meados do século XIX, quando as pastas eram compostas por duas partes independentes, e que eram mantidas unas com recurso a estas fitas.
 
A "Queima das Fitas" tem as suas origens nas celebrações que se faziam aquando o final dos cursos, onde os Finalistas queimavam as suas fitas dentro de um penico. Tal como o "rasganço", aplicado ao traje académico, a "Queima das Fitas" é também um momento de despedida da vida de estudante. Terá sido iniciada em Coimbra, e é actualmente um dos maiores acontecimentos do calendário académico, em todas as cidades universitárias do país.
 
Hierarquia
 
A praxe estrutura-se, segundo o seu código, numa hierarquia complexa. No topo da hierarquia, encontramos o Dux Veteranorum, que será em princípio o estudante com mais inscrições, sendo eleito pelo Conselho de Veteranos. Os Veteranos são todos os estudantes que têm mais inscrições que as necessárias para acabar o curso. Em termos gerais, pode-se dizer que a praxe divide os estudantes em dois grupos: os "caloiros" (alunos do primeiro ano) e os "doutores". Dentro desta última categoria, cabem vários graus hierárquicos, dependendo do número de inscrições.
 
Contestação
 
É difícil precisar quando surgiu pela primeira vez a contestação à praxe. Teófilo Braga, que viria a ser Presidente da República, relatava como no seu tempo os estudantes faltavam às aulas para fugir à praxe. Segundo ele, "Enquanto o estudante vivia em Coimbra, envolvido ou exposto às sangrentas investidas, tinha de andar armado até aos dentes". Em 1902, um grupo de anti-praxistas liderados por José de Arruela consegue acabar com o canelão, praxe na qual os novos alunos eram arrastados ao pontapé pelos praxistas na ponte de Coimbra. Em 1903, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão assinam, em conjunto com outros estudantes, um "Manifesto anti-praxe". Apenas na década de 90 surgem movimentos organizados de combate à praxe, o MATA e o Antípodas. Estes movimentos juntam estudantes na contestação às tradições académicas e têm conseguido criar um clima de debate em torno da praxe, que até aí era assunto tabu. Em 2000 estreia o filme "Rasganço", de Raquel Freire. Apesar de não conter uma mensagem anti-praxe, o filme é por vezes crítico em relação ao fechamento da Universidade de Coimbra. O Conselho de Veteranos emite um comunicado contra a película. Em 2003, o MATA e o Antípodas juntam-se para criar um manifesto anti-praxe. O manifesto foi assinado por dezenas de personalidades, tais como Eduardo Prado Coelho, Baptista Bastos, Pedro Abrunhosa, Pacman, Rosa Mota, Vitorino, José Luís Peixoto, Manuel Cruz, Miguel Guedes e Sérgio Godinho.
Fonte: Wikipédia. 

 
 
Observação:
 
Apesar de não ter endereço de e-mail nem url, com o devido respeito e agradecendo a colaboração, transcrevo para este corpo principal um comentário feito a este artigo, alterando um pouco a minha "fonte":
 
 

"De Duarte Portela a 5 de Novembro de 2006 às 21:42
 
«na Universidade do Porto, algumas mulheres usam meias compridas transparentes e não pretas, como são os casos do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) que as usam, pois mantém a cor original das meias usadas inicialmente pela Universidade a que pertencem - UP, e o caso das Orfeonistas, que as usam para se destacar, pela honrosa instituição à qual pertencem»
 
Permita-me que o corrija, mas as estudantes da Universidade do Porto pertencentes ao Orfeão Universitário do Porto, de facto e tal como as do ICBAS, usam meias "cor de pele" exactamente pelas mesmas razões: não para se destacar, como refere, mas porque quem criou o primeiro traje universitário feminino em Portugal foi o Orfeão Universitário do Porto, mesmo antes de Coimbra. Só posteriormente, a cor original foi transformada e adoptada pela Universidade de Coimbra no preto, “tradição” mais tarde adaptada à grande maioria das Faculdades do Porto, no renascimento da Praxe na cidade Invicta. O Orfeão e o ICBAS, na verdade, apenas se mantiveram fiéis ao traje inicial."
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:33
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