Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Daguerreótipo

 
Louis Daguerre e o Daguerreótipo




O daguerreótipo é um processo fotográfico feito sem uma imagem negativa.
 
 
História:
 
Esta técnica fotográfica foi criada pelo francês Louis Daguerre em 1837 e anunciada em 1839. Foi declarado pelo Governo Francês como domínio público.
 
Com a invenção deste novo processo de reprodução da realidade, as artes plásticas adquiriram muito mais liberdade de criação, visto que não precisavam ater-se ao real, criar cópias deste. Paralelamente ao surgimento do daguerreótipo, acontecia na Europa, e principalmente na França, o Impressionismo, que trazia técnicas inovadoras de pintura por meio da luz.
 
Método daguerreótipo:
 
Uma lâmina de cobre prateada, comprada pronta, é sensibilizada com vapor de iodo, formando iodeto de prata sobre a lâmina. Expondo por cerca de 20 a 30 minutos essa lâmina na câmara escura, obtém-se uma imagem latente que pode ser revelada pelo vapor de mercúrio. O mercúrio adere às partes do iodeto de prata afectadas pela luz. O fixador utilizado é uma solução de hipossulfito de sódio e, após a sua aplicação, a lâmina é lavada.
 
O resultado é um positivo ricamente detalhado, e sua superfície é tão delicada que tem de ser protegida com um cristal e hermeticamente fechada, evitando o contacto com o ar.
 
 
Louis-Jacques-Mandré Daguerre (18 de Novembro de 1787, Cormeilles-en-Parisi, Val-d'Oise, França — 10 de Julho de 1851, Bry-sur-Marbe, França) foi um comerciante e pesquisador francês, tendo sido o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela acção directa da luz (1835 - o daguerreótipo).
 
A descoberta decisiva coube a Louis Daguerre, que em 1835 apanhou uma placa revestida de prata sensibilizada com iodeto de prata, e que apesar de exposta não apresentara sequer vestígios de imagem, guardou-a displicentemente num armário e ao abri-lo no dia seguinte, encontrou uma imagem revelada. Em 1837, ele já havia padronizado o processo que ainda tinha grandes problemas, longo tempo de exposição (15 a 30 minutos), a imagem era invertida e o contraste era muito baixo. Em 1839, Daguerre vendeu a sua invenção ao governo Francês.
 
Conta-se que em 2 de Janeiro de 1839 Louis Daguerre terá tirado a primeira foto da Lua.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Quinze anos ao telemóvel

  





A chamada experimental em Portugal foi feita em 1992.
O telemóvel quando lançado, ainda na tecnologia analógica, era somente usado para falar...
 
Em Portugal, a taxa de penetração dos telemóveis já ultrapassou os 100%, ou seja, existem mais equipamentos que habitantes portugueses.
 
Veja aqui a percentagem de utilização de telemóveis pelo mundo.
 
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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Fotografia Aérea com Papagaio

 
Fotografia Aérea com Papagaio em Bergkirchen, Lippe, Alemanha

Fotografia Aérea com Papagaio em Bergkirchen, Lippe, Alemanha

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Fotografia Aérea com Papagaio, ou Kite Aerial Photography (KAP)  é um método de obtenção de fotos aéreas.
 
KAP é uma técnica de fotografia que usa um papagaio para elevar a máquina fotográfica a uma determinada altura. A máquina fotográfica normalmente fica presa a um suporte que é ligado à linha do papagaio ou mesmo ao papagaio (vulgarmente conhecido como um brinquedo que voa baseado na oposição entre a força do vento e a da corda segurada pelo operador).
 
Esta técnica é maioritariamente usada para fins recreativos e artísticos, sendo também usada para fins de cartografia. Neste caso, podem ser usadas duas câmaras simultaneamente e criar uma imagem estereoscópica de uma paisagem, podendo ser analisado o seu relevo.
 
O registo mais antigo de uma fotografia aérea remonta aos finais de 1880, tirada por Arthur Batut sobre Labruguière (França).
 
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi uma das técnicas usadas para espiar o terreno inimigo. Haviam algumas equipas de fotógrafos que iam para as linhas de combate e que fotografavam as posições das frentes inimigas. Este tipo de espionagem requeria que os fotógrafos levassem consigo equipamento necessário para realizar a revelação.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

O primeiro satélite artificial

 
Sputnik 1, o primeiro satélite artificial

Sputnik 1, o primeiro satélite artificial

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Sputnik 1 aberto, mostrando o seu interior

Sputnik 1 aberto, mostrando o seu interior

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Faz hoje 50 anos que começou a exploração espacial.
 
 
Sputnik, que em Russo significa "amigo" ou "companheiro", foi o primeiro satélite artificial lançado pela URSS (e o primeiro objecto fabricado pelo homem a orbitar a Terra).
  
Sputnik foi o primeiro satélite artificial da Terra. Foi lançado pela URSS em 4 de Outubro de 1957, no Cosmódromo de Baikonur (base de foguetes da URSS), e a missão que o lançou chamou-se Sputnik I. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 58,5 cm e pesando 83,6 kg. Ele não tinha nenhuma função, a não ser transmitir um sinal de rádio, "beep", que podia ser sintonizado por qualquer rádio-amador. O satélite orbitou a Terra por seis meses antes de cair.
 
O seu foguete, chamado R.7, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele foi projectado originalmente para lançar ogivas nucleares.
 
A missão Sputnik I, junto com o voo de Yuri Gagarin no Vostok I, teve um impacto profundo na história da exploração espacial, foram os eventos que desafiaram os Estados Unidos da América e foram a gota d'água para o lançamento do programa espacial dos EUA objectivando alcançar a Lua.
 
A Sputnik tornou-se uma lenda e um marco da exploração espacial. A sua história confunde-se com a tenacidade do seu principal engenheiro, Sergei Korolev, que mais tarde foi indicado por Nikita Khrushchov, o líder soviético na época, como "engenheiro-chefe" do programa espacial soviético.
 
A missão Sputnik provou duas coisas importantes. Em primeiro lugar que era possível colocar em órbita um artefacto humano, e em segundo lugar, e mais importante, que era possível colocar seres vivos no espaço, inclusive humanos.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 8 de Outubro de 2006

Estação Espacial Internacional

 
Estação Espacial Internacional em órbita
 
Estação Espacial Internacional em órbita
 
 
 

No seguimento das operações da Mir russa, do Skylab dos Estados Unidos, e do planeado Columbus europeu, a Estação Espacial Internacional (International Space Station, ou simplesmente ISS) representa a permanência humana no espaço: tem sido dirigida com tripulações de número não inferior a dois elementos desde 2 de Novembro de 2000. A cada rendição da tripulação, a estação recebe equipas, bem como um ou mais visitantes.
 
A ISS é um projecto conjunto da Agência Espacial Canadiana (CSA/ASC), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, Agência Espacial Federal Russa e NASA.
 
A estação espacial encontra-se em órbita em torno da Terra a uma altitude de aproximadamente 360 quilómetros, um tipo de órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa (na verdade, a altitude varia ao longo do tempo em vários quilómetros devido ao arrastamento atmosférico e reposição. A estação perde, em média, 100 metros de altitude por dia). A estação orbita a Terra num período de cerca de 92 minutos; a 1 de Dezembro de 2003 completou mais de 33.500 órbitas desde o seu lançamento.
 
A estação é servida primariamente pelo Vaivém Espacial e pelas unidades Soyuz e Progress. Ainda se encontra em construção, embora já tenha sido palco de experiências científicas. Actualmente a estação tem capacidade para suportar tripulações de três elementos. Até 2004, todos os membros da tripulação permanente provinham dos programas espaciais russos ou norte-americanos. No entanto, a ISS já foi visitada por muitos outros astronautas, muitos deles de outros países (e, curiosamente, por quatro turistas espaciais).
 
Montagem da ISS
 
A construção da ISS irá depender de mais de 50 missões de montagem e utilização. Destas, 39 são assistidas pelo Vaivém Espacial. Adicionalmente a estas missões, aproximadamente 30 missões Progress serão necessárias para providenciar a logística. No final, a ISS estará a operar com um volume de pressurização de 1 200 metros cúbicos, uma massa de 419 000 quilogramas, 110 kilowatts de potência, e uma estrutura de suporte de 108,4 metros de comprimento, com módulos de 74 metros e tripulações de 6 elementos.
 
Segundo a configuração de 2003, a estação tinha de massa 187 016 kg, 425 metros cúbicos de espaço útil, 73 metros de envergadura, 52 metros de comprimento e 27,5 metros de altura. Foram necessários 16 missões norte-americanas do Vaivém Espacial e 22 missões russas. Destas últimas, 8 foram tripuladas e 14 não tripuladas. A construção necessitou de 51 caminhadas no espaço, 25 das quais a partir do vaivém, e 26 a partir da própria ISS. No total, o tempo das caminhadas no espaço foi de 318 horas e 17 minutos.
 
A 1 de Dezembro de 1987 a NASA anunciou os nomes das quatro companhias norte-americanas que conseguiram contratos de cooperação na fabricação das componentes para a ISS: Boeing, General Electric's Astro-Space Division, McDonnell Douglas e a Rocketdyne Division of Rockwell.
 
A primeira secção foi colocada em órbita em 1998. As duas peças seguintes foram adicionadas antes do envio da primeira tripulação, que chegou à estação a 2 de Novembro de 2000 e consistia nos astronautas William Shepherd (EUA) e dois cosmonautas russos, Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev. Decidiram designar a estação espacial de "Alpha", embora o uso do nome estivesse restrito à missão.
 
A ISS tem tido uma história problemática. Inicialmente planeada como uma "Estação Espacial Livre" da NASA, assim promovida pelo Presidente Reagan, mostrou-se demasiado dispendiosa. Após a Guerra Fria, foi retomada como um projecto conjunto entre a NASA e a Rosaviakosmos russa. Desde essa altura o seu custo tem-se mostrado muito superior ao projectado inicialmente pela NASA, além de atrasado. Em 2003 ainda era incapaz de acomodar uma tripulação de sete, consequentemente limitando a quantidade de ciência passível de se realizar, o que também não beneficia as relações com os parceiros europeus no projecto. Em Julho de 2004, a NASA concordou em completar a estação até ao nível de suporte de 4 membros e ao lançamento de secções adicionais como o módulo japonês de experiências. Enquanto a NASA continuará a gerir a construção, a Rússia irá continuar o lançamento e recolha das tripulações de e para a estação.
 
Objectivos da ISS (Estação Espacial Internacional)
 
Algumas críticas encaram o projecto da NASA como um desperdício de tempo e dinheiro, inibidor do progresso em outros projectos mais úteis: por exemplo, os $100 biliões USD estimados poderiam pagar dezenas de missões espaciais não tripuladas. No geral, existem muitas críticas contra a exploração espacial que defendem que essa quantia seria melhor empregue em problemas na Terra.
 
Os defensores da exploração espacial argumentam que tais críticas são, no mínimo, redutoras e de pouca visão, e talvez decepcionadoras. Os defensores da investigação e exploração espacial tripulada defendem que estes esforços já produziram biliões de dólares de tangíveis benefícios às pessoas na Terra. Algumas projecções apontam para um benefício económico indirecto, materializado pela comercialização das tecnologias desenvolvidas durante a exploração espacial tripulada, que já retornou mais de sete vezes o investimento inicial para a economia (algumas projecções conservadoras colocam este valor em três vezes o investimento inicial). Se a ISS, isolada do restante programa espacial, será um contribuidor considerável é, no entanto, um assunto de renhido debate.
 
A ISS já recebeu o primeiro turista espacial, Dennis Tito, que gastou 20 milhões USD para participar numa missão russa de reabastecimento e o primeiro casamento no espaço quando Yuri Malenchenko, na estação, se casou com Ekaterina Dmitriev, que se encontrava no Texas.
 
Estado actual da ISS
 
Após o acidente do Vaivém Espacial Columbia a 11 de Fevereiro de 2003, e a consequente suspensão das missões com estas naves, ainda permanece alguma incerteza sobre o futuro da ISS. A sua construção está praticamente suspensa dado que as componentes principais são tão pesadas que não podem ser colocadas no espaço com o auxílio das naves actualmente em serviço. Por exemplo, o módulo do laboratório da Agência Espacial Europeia, o Columbus, apesar de concluído, não pode ser lançado em órbita. Entretanto, as rendições da tripulação estão a ser efectuadas pelas naves Soyuz. A partir da Soyuz TMA-2, duas equipas de astronautas foram transportadas, no lugar das tradicionais equipas de três elementos.
 
Porém, a Soyuz não dispõe da capacidade do vaivém. Devido à ausência do suporte à ISS por um vaivém por um longo período de tempo, esta está a acumular grandes quantidades de lixo e desperdício, o que começa a afectar as operações.
 
Esta medida de contenção lançou em aberto a possibilidade do foguetão Energia (russo) ou do vaivém espacial Buran voltarem ao serviço. Contudo, apesar da hipótese do Saturno V poder voar uma vez mais, a realidade é que o equipamento destas duas naves foi recolocado ou mesmo corrompido desde a separação da União Soviética.
 
A 27 de Fevereiro de 2004, a tripulação da ISS Michael Foale e Alexander Kalery fizeram a sua primeira caminhada no espaço, envolvendo toda a tripulação da ISS (a Soyuz 26 foi a primeira a envolver toda a tripulação de um veículo). A maioria dos objectivos desta caminhada, como a instalação de equipamento exterior, foram atingidos antes de um dos tubos no fato de Kalery ter causado um disfunção no arrefecimento e forçar a uma conclusão precoce.
 
A possibilidade de colisões a velocidades muito grandes de detritos espaciais é considerada uma ameaça a longo prazo para a Estação Espacial Internacional. Uma solução proposta pela NASA e outros consiste num laser. No entanto, permanece a preocupação que uma proposta deste tipo possa contrapor os tratados existentes acerca de armamento laser no espaço.
 

Expedições futuras
  • Expedição 15: Fyodor Yurchikin CDR - Rússia, Oleg Kotov - Rússia, John Grunsfeld - Agendada para Março 2007 - Setembro 2007.
A Estação Espacial Internacional é a segunda nave mais visitada na história da exploração espacial. A 12 de Julho de 2006 contava com 120 visitas. A Mir tinha 137. Quase 1/4 dos astronautas que já tinham voado para o espaço estiveram na ISS.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Terça-feira, 26 de Setembro de 2006

O PoSAT-1

 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português
 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português ... fonte da imagem
 
 
 

O PoSAT-1 é o primeiro satélite português, entrou em órbita em 26 de Setembro de 1993, (faz hoje 13 anos) por volta das 2h45, hora de Lisboa. O Satélite foi lançado para o espaço através do foguetão Ariane 4; o lançamento foi no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separava-se do foguetão.
 
O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou por volta de um milhão de contos (ou seja, 5 milhões de euros), 600 mil contos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 mil por empresas portuguesas envolvidas. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, conhecido como o pai do primeiro satélite português.
 
Fernando Carvalho Rodrigues nasceu a 28 de Janeiro de 1947 em Casal de Cinza, freguesia do concelho da Guarda, Portugal. É professor da Universidade Independente em Lisboa. Conhecido como o «pai do satélite português», é, na realidade, o responsável máximo pelo consórcio PoSAT que constitui e lançou o primeiro satélite português em 26 de Setembro de 1993.
 
A Missão
 
A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites, o PoSAT-1, o EyeSat e o ItamSat (Itália), o KitSat-B (Coreia), o HealthSat (da organização médica internacional Satellite), o Stella (França), mas a jóia da coroa era o satélite francês SPOT-3, um super satélite de reconhecimento fotográfico.
 
Composição
 
O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.
 
Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contem 1344 células de GaAs.
 
Números
  • Velocidade7,3 km por segundo.
  • Órbita:  dura 101 minutos, faz uma média de 14 voltas às Terra.
Morte
 
A morte física PoSAT-1 prevê-se para 2043. O Satélite de repente, descerá de órbita,  de dia para dia, até que grande parte deve desintegrar-se na atmosfera.
 
Imagem de Satélite em Tempo real:
(carregue em "Choose satellite", seleccione POSAT, depois "View Earth from Satellite" )
 
Percurso do satélite português POSAT 1 em tempo real.
(clique nas várias opções de visualização - zoom ( +  - ), Satellite, Hybrid...
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Sábado, 23 de Setembro de 2006

O TVG

 
O TGV na estação de Montparnasse, em Paris, França
 
O TGV na estação de Montparnasse, em Paris, França
 
 
 

A França foi o maior impulsionador deste tipo de comboios, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”.
 
Em 23 de Setembro de 1981 (já faz hoje 25 anos !...) foi inaugurado o primeiro troço da linha Paris – Lyon e em 18 de Maio de 1990, um TGV, atinge os 515 km por hora na nova linha Paris-Tours, batendo o anterior recorde de velocidade ferroviário que era de 406 km por hora (1988, na Alemanha). Em 1993 é inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.
 
O TGV é o comboio a grande velocidade francês. Ele é um símbolo nacional na França e, até o momento, o comboio a grande velocidade de maior sucesso na Europa.
 
O TGV é construído pela empresa francesa Alstom, e TGV é uma marca registrada da SNCF (Société nationale des chemins de fer français), empresa pública de transporte ferroviário francesa.
 
Velocidades
 
O TGV viaja em linhas especiais conhecidas como LGV (ligne à grande vitesse, "linha de alta velocidade"), permitindo velocidades de 320 km/h em operação normal nas linhas mais recentes. O TGV também pode usar linhas convencionais, mas neste caso a velocidades mais baixas. O TGV tem um total de aproximadamente 200 destinos na França e no estrangeiro.
 
Durante um teste sem passageiros em 1990, o TGV alcançou a velocidade de 515,3 km/h. Com isso, o TGV é o comboio mais rápido do mundo.
 
Rede
 
A França tem aproximadamente 1.200 km de linhas TGV, construídas durante os últimos 20 anos, com quatro novas linhas propostas ou em construção.
 
Amesterdão e Colónia já são servidas pelos comboios TGV Thalys, circulando em linhas normais, apesar dessas linhas estarem a ser transformadas em linhas de alta velocidade. Londres é servida actualmente pelos comboios Eurostar, que circulam a alta velocidade pela linha do Eurotúnel e pela linha a alta velocidade inglesa (CTRL) até Londres.
 
TGV fora da França
 
A tecnologia do TGV foi adoptada por vários outros países:
  • Thalys, ligando a França à Bélgica, Alemanha e Países Baixos
  • Eurostar, ligando a Grã-Bretanha à França e Bélgica
  • Alfa Pendular, a linha de Alta Velocidade Portuguesa
  • AVE, a linha de alta velocidade na Espanha
  • KTX, a linha de alta velocidade na Coreia do Sul
  • Acela Express, comboio de alta velocidade construído por Bombardier, associado de Alstom, para os Estados Unidos da América, que usa a tecnologia motriz do TGV (apesar de o resto do comboio ser independente).
Alfa Pendular é o nome do comboio de alta velocidade pendolino dos Caminhos de Ferro Portugueses - CP. Liga as cidades de Braga, Porto, Coimbra, Lisboa, e Faro, entre outras. Atinge uma velocidade máxima de 220 km/h (136,7 mph). A sua tecnologia de pendolino permite-lhe fazer curvas a velocidades mais elevadas que os comboios convencionais. A combinação de alta velocidade ao virar com o movimento pendular das carruagens assegura uma experiência dinâmica. As carruagens foram desenhadas para operar na bitola ibérica, utilizada em Portugal. Os comboios são montados pela Alstom na fábrica da Amadora.
 
Impacto
 
As linhas de TGV reduziram consideravelmente o tráfego aéreo entre as cidades. Bruxelas–Paris em 90 minutos incrementou o intercâmbio entre as duas capitais, e, do mesmo modo, a linha Paris–Marselha reduziu o tempo de viagem em relação ao avião de maneira significativa.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

O Multibanco

 
Caixa electrónica, caixa automática, terminal bancário ou Multibanco
  
 
 

Uma caixa electrónica, caixa automática, terminal bancário ou Multibanco (Portugal), é um dispositivo electrónico que permite que clientes de um banco retirem dinheiro e verifiquem o movimento das suas contas bancárias sem a necessidade de um funcionário do banco. Muitos terminais bancários também permitem que as pessoas depositem dinheiro ou cheques, transfiram dinheiro entre contas bancárias, comprem cartões pré-pagos para os seus telemóveis ou até mesmo comprem selos.
 
Em Portugal, o Multibanco tem tido muito sucesso, o que levou ao aparecimento de novos serviços não bancários, como a venda de bilhetes ou o pagamento de serviços. Multibanco é uma marca registada propriedade da empresa SIBS. O termo é utilizado comummente para designar as caixas automáticas (as máquinas que permitem a realização de operações bancárias em regime de auto-serviço), sendo mesmo utilizados em relação a caixas automáticas de outros sistemas que o controlado pela SIBS. Neste contexto, também se utiliza o termo ATM, do inglês Automatic Teller Machine.
 
 
História
 
O primeiro caixa electrónico do mundo foi fabricado pela empresa britânica "De La Rue" e foi instalado num bairro no norte da Grande Londres em 27 de Junho de 1967 pelo Barclays Bank. A invenção é creditada à John Shepherd-Barron, apesar de Luther George Simjian ter registado patentes em Nova York, EUA, nos anos 30 e Donald Wetzel e dois outros engenheiros da Docutel também terem registado uma patente em 4 de Junho de 1973.
 
Os primeiros caixas electrónicos aceitavam apenas uma ficha ou "cupom" de uso único, que era retida pelo caixa. Essas trabalhavam em vários princípios como radiação e magnetismo de baixa coercitividade que era retirado pelo leitor de cartão para tornar fraudes mais difíceis.
 
A ideia de um número de identificação pessoal (PIN) armazenado no cartão em si, ao invés de ser digitado quando se queria retirar o dinheiro, foi desenvolvido pelo engenheiro britânico James Goodfellow em 1965, que ainda possui patentes internacionais cobrindo esta tecnologia.
 
Os primeiros caixas automáticos falantes — caixas com instruções sonoras para pessoas com deficiência visual — foram instalados no Canadá em 1999. O primeiro caixa electrónico falante nos Estados Unidos foi instalado em São Francisco em Outubro do mesmo ano. Em 2005 já há em torno de 30.000 caixas automáticos falantes naquele país.
 
 
Usos alternativos
 
Apesar dos caixas electrónicos serem utilizados principalmente para retirar dinheiro, eles evoluíram para incluir muitas outras funções bancárias. Em alguns países que possuem uma rede integrada de terminais bancários compartilhados por mais de um banco, como nas caixas Multibanco em Portugal, os caixas incluem muitas outras funções que não são directamente relacionadas à conta bancária, como por exemplo:
 
- Pagamento de contas, taxas (utilidades, contas de telefone, taxas legais, etc.)
- Trocar dinheiro por cartões pré-pagos (para telemóveis, cabines telefónicas, etc.)
- Compra de ingressos (comboios, espectáculos, etc.)
 
Muitos terminais bancários  nos Estados Unidos também permitem a compra de selos postais.
 
No Japão, onde os bancos cobram por levantamento de dinheiro, os caixas electrónicos não são muito populares. Esperando atrair mais usuários, os novos terminais bancários do Ogaki Kyoritsu Bank irão incluir jogos de sorte que permitirão aos usuários livrarem-se dessa taxa ou ganhar 1000 ienes, enquanto os caixas do Bank of Tokyo Mitsubishi incluirão tecnologia de segurança biométrica.
 
Os sistemas chamados biométricos podem basear o seu funcionamento em características de diversas partes do corpo humano, por exemplo: os olhos, a palma da mão, as impressões digitais do dedo, a retina ou íris dos olhos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

Super Audio CD (SACD)

Para os interessados em novas tecnologias de áudio....   
 
Super Audio CD (SACD) é um disco áudio óptico apenas de leitura desenvolvido com o objectivo de disponibilizar uma maior fidelidade na reprodução de áudio digital, superando a reprodução do tradicional CD. Introduzido no mercado em 1999, foi desenvolvido pela Sony e Philips, as mesmas companhias que criaram o CD.
 
Descrição Geral
 
O SACD utiliza uma tecnologia muito diferente da do CD e do DVD para codificar os dados musicais - uma modulação sigma-delta a 1 bit, conhecido como Direct Stream Digital, com uma taxa de amostragem de 28.224 MHz. Em comparação, um CD clássico possui uma taxa de amostragem de 44.1 kHz e um DVD-Audio de até 192 kHz.
 
Os SACDs podem conter som estéreo, 2-canais estéreo, Surrond (normalmente 5.1) ou ambos. De facto, o tão chamado surround não tem de estar no formato 5.1. O antigo sistema quadrifónico 4.0 também será possível, como se pode ver no SACD de 2001, "Tubular Bells" de "Mike Oldfield". A designação correcta para o som surround de um SACD é "multi-canal", e normalmente tem o seu próprio logo "Multi-Ch" na capa de trás.
 
Há três tipos de SACD's:
 
>  Híbrido: Inclui uma camada compatível com leitores de CDs normais, e uma camada de 4.7GB SACD, lida por leitores de SACD. Este é o género mais habitual.
 
>  Single layer: Semelhante a um DVD-5 DVD, é um SACD de 4.7 GB só com uma camada, sem nenhuma camada de áudio CD. Este é o género usado pela Sony.
 
>  Dual layer: Semelhante a um DVD-9 DVD, é constituído por duas camadas SACD, sem nenhuma camada de áudio CD. Este género raramente é usado.
 
Integração na mercado
 
Há uma guerra de formatos entre o Super Áudio CD e o DVD-Áudio. Outro desafio é o formato DualDisc. Neste momento o SACD tem um grande interesse por parte dos audiófilos, mas ainda tem pouca aceitação por parte do mercado de massas. Em Maio de 2005, havia aproximadamente 3.000 SACD editados, 40% dos quais são de música clássica. (fonte: http://www.sa-cd.net). Contudo, alguns dos álbuns mais populares foram editados neste formato, onde se incluem a maioria dos álbuns de Peter Gabriel, Bob Dylan e The Greatfull Dead, o clássico Dark Side of the Moon (the 30th anniversary edition of 2003), dos Pink Floyd e Avalon (the 21st anniversary edition, 2003) dos Roxy Music. Os dois últimos foram editados em SACD para tirar partido das capacidades do formato Multi-Canal. Ambos foram remasterizados em 5.1 surround (deixando a mixagem estereofónica original intacta), e editados como SACDs híbridos, não para se submeterem ao seu principal rival em Multi-Canal, o DVD-Áudio, mas para incentivar os compradores a trocarem o CD pelo SACD. O seu rival, o DVD-Áudio, tem os seus próprios álbuns de interesse não editados em SACD, pela mesma razão. Fazem parte destes álbuns "The Game" e "A Night at The Opera", dos "Queen".
 
Como alguns álbuns são editados apenas num formato híbrido, como a versão remasterizada dos álbuns dos "Rolling Stones", editada em 2002, muitos compradores de música estão a formar uma colecção de SACDs, apesar de não terem equipamento capaz de ler SACD e de não darem grande importância a este formato. No entanto isto dá uma vantagem de partida ao SACD em relação ao DVD-Áudio, que aumentará quando os leitores de SACD forem mais baratos. Ao mesmo tempo, compradores interessados em SACD acham-no mais atraente se também puder ser reproduzido em leitores de CDs convencionais. O DVD-Áudio, apesar de também poder ser reproduzido nos habituais leitores de DVDs, necessita sempre de um televisor para a selecção dos menus.
 
Uma vantagem para o DVD-Áudio é a actual falta de software e hardware para lidar com áudio DSD. A maioria dos receptores AV de som surround conseguem fazer algum processamento em áudio multi-canal, afim de melhorar a correspondência do altifalante e a acústica da sala. Contudo, actualmente isto não pode ser feito em áudio DSD sem primeiro o converter para áudio PCM como o usado no DVD-Áudio.
 
Contudo, há muitos mais compradores a escolher o mais conveniente e com uma qualidade de som menor, como o MP3 e formatos de alta compressão similares, do que a arranjar som de alta qualidade, como o SACD ou o DVD-Áudio. Isto deve-se ao facto de as pessoas ouvirem música fora de casa e não poderem notar as diferenças de qualidade nos equipamentos portáteis. Outra razão é o facto de as pessoas quererem fazer downloads de música: um álbum em MP3 tem cerca de 70 MB, enquanto que em SACD ou em DVD-Áudio tem 4,7 GB.
 
A PlayStation 3, da Sony, que sairá nos primeiros meses de 2006, suportará SACD.
 
Leitura do disco
 
As lentes usadas nos leitores de CD convencionais têm uma distância de trabalho mais longa, ou distância focal, que as lentes desenhadas para os leitores de SACD. Isto significa que quando um SACD híbrido é lido num leitor de CD convencional, o feixe do laser passa a camada de alta resolução e é reflectido pela camada convencional aos habituais 1,2 mm de distância, estando a camada de alta densidade fora de focagem. Quando o disco é colocado num leitor de SACD, o laser é reflectido pela camada de alta resolução (à distância de 600µm), antes de poder alcançar a camada convencional. Do mesmo modo, se um CD convencional for colocado num leitor de SACD, o laser lerá o disco sem nenhum problema, uma vez que não há nenhuma camada de alta resolução.
 
DSD
 
No SACS, o áudio é armazenado num formato chamado Direct Stream Digital (DSD), muito diferente do convencional PCM usado pelo CD ou pelos sistemas de áudio convencionais dos computadores. O DSD é 1-bit, tem uma taxa da amostragem de 2.8224 mHz, e emprega técnicas de quantização do noiseshaping de modo a empurrar o ruído da quantização 1-bit até frequências ultra-sónicas. Isto dá ao formato uma escala dinâmica maior e uma resposta de frequência mais larga do que o CD. Os materiais promocionais sobre SACD fornecido pela Philips e pela Sony sugerem que o sistema é capaz de uma escala dinâmica de 120 decibéis, de 20 hertz a 20 kHz e a uma frequência de resposta estendida até aos 100 kHz, embora a maioria dos leitores tenham um limite máximo de 80-90 kHz.
 
Devido à natureza dos conversores sigma-delta, não se pode fazer uma comparação directa da escala dinâmica e da frequência de resposta entre o DSD e o PCM. É possível fazer uma aproximação, que colocaria o DSD em alguns aspectos comparável a um formato PCM, que tem uma taxa de amostragem de 20 bits e uma frequência de amostragem de 200 kHz, fazendo efectivamente do DSD um rival do formato PCM de elevada definição, como o DVD-Audio - 24-bit a 192 kHz.
 
No entanto é de notar que os dois formatos continuam a diferir em termos de fidelidade nos sons de alta frequência, uma vez que o DSD, graças à sua frequência de amostragem elevada, não mostra os típicos efeitos de ringing dos filtros de reconstrução usados com o PCM. Por outro lado, no DSD, devido ao uso de fortes técnicas de noiseshaping, a escala dinâmica diminui rapidamente em frequências acima dos 20 kHz, em oposição ao PCM, onde a escala dinâmica é a mesma em todas as frequências. Contudo, devido aos limites da audição humana (cuja frequência de resposta do ouvido não ultrapassa os 20-22 kHz) ambos os formatos soam igualmente bem (alguns leitores SACD high-end empregam um filtro low-pass opcional ajustado aos 30 kHz, devido a razões da compatibilidade e de segurança, apropriado para as situações onde os amplificadores ou os altifalantes dos agudos utilizados não conseguem entregar um output sem distorção, se harmónicos acima dos 30 kHz estiverem presentes no sinal).
 
Comparação entre SACD, DVD-Áudio e CD
 
Não há evidências de os seres humanos serem sensíveis a frequências mais altas, e a maioria das pessoas com mais de 35 anos são incapazes de ouvir sons acima dos 15–16 kHz e 72 dB. No entanto parece haver um consenso entre os especialistas de Hi-Fi de que a capacidade de um sistema de áudio reproduzir sons acima dos 20 kHz não é necessária para o conteúdo musical em si mesmo. Contudo, pode ajudar com a impressão espacial e temporal, assim como para uma distorção mais baixa de sons de alta frequência, em comparação com os formatos PCM de 44,1-kHZ ou 48 kHz. De facto, ainda há alguma discussão se a modulação sigma-delta de 1-bit é melhor ou pior que o PCM para maior qualidade de áudio.
 
Dentro dos limites da típica capacidade auditiva humana, o formato comum de áudio digital, incluindo CD, SACD e DVD-Áudio, parece ser equivalentes para ouvintes comuns. Alguns testes independentes falharam em mostrar diferenças "distinguíveis" entre uma faixa ouvida em SACD/DVD-Áudio e a mesma faixa de áudio editada para a taxa de amostragem e escala dinâmica do CD-Áudio. Alguns SACDs híbridos mostraram mesmo ter precisamente o mesmo conteúdo na camada de SACD e na camada de CD, mostrando a falta de ética da parte de algumas editoras discográficas.
 
Por outro lado, é indiscutível que os filtros anti-alias e anti-image, necessários para operações lineares de sistemas digitais, produzem atraso de grupo -group delay- ou deslocamento da fase frequência-dependente. Os CDs são criticamente amostrados na frequência de Nyquist, enquanto que tanto o DSD do SACD como o PCM do DVD-Áudio são oversampled. Filtros para sistemas oversampled podem ser desenhados com dramaticamente menos group delay do que com processos de amostragem críticos, resultando numa resposta de fase significativamente mais linear. A maioria dos engenheiros de áudio concorda que este é o principal benefício oferecido pelo DSD e pelo PCM de alta resolução.
 
Poucos sistemas caseiros de som conseguem reproduzir com rigor sons acima dos 20 kHz, e a maioria das faixas de gravação são desenhadas por volta deste limite. A música pop moderna é tipicamente comprimida para uma pequena percentagem da escala dinâmica máxima disponível, e assim não se beneficiaria da escala dinâmica prolongada disponível no SACD ou DVD-Audio. Em comparação, os desempenhos acústicos das músicas jazz, folk, clássica e alternativa podem definitivamente beneficiar da falta de compressão da amplitude que a escala dinâmica estendida possibilita.
 
Cada vez mais, os sistemas de som caseiros são multicanal, e esta simples característica é a mais importante, quando consideradas as diferenças entre o CD e os novos formatos. Os CDs são estéreo, e tanto o SACD como o DVD-Áudio permitem som multicanal. Mais, o SACD pode ser compatível com os leitores de CD exitentes, tal como o DVD-Áudio é compatível com leitores de DVD-Vídeo.
 
Argumentou-se que o SACD e o DVD-Áudio são apenas tentativas de adicionar protecção anti-cópia a álbuns, em vez de serem melhorias efectivas nas tecnologias de gravação e de audição. Contudo, nas mãos de um engenheiro de som competente, os formatos SACD e DVD-Áudio proporcionam várias características adicionais que podem criar uma experiência de audição única.
 
Protecção anti-cópia
 
O SACD tem um dispositivo anti-cópia a um nível físico, que neste momento faz deste formato um formato praticamente impossível de copiar com perfeição. Este inclui uma encriptação de 80 bit do ficheiro áudio, com uma chave codificada numa área especial do disco que só é passível de ser lida por um aparelho licenciado de SACD. O SACD não pode ser tocado num computador, nem podem ser criados SACDs, com excepção de facilidade de licença de replicação do disco. Copiar a música ainda é possível por meios analógicos (por exemplo, ligar o output de um leitor de SACD ao input de um gravador de CD), mas fazer isto dará uma cópia imperfeita uma vez que a conversão para e de analógico é perdedora.
 
Especula-se que talvez seja possível capturar o sinal digital após o estádio de desencriptação, mas antes do estádio de conversão de digital para analógico de um leitor de SACD, o que tornaria possível criar uma cópia perfeita de um SACD. Mais, uma vez que alguns novos leitores de SACD têm IEEE 1394 (também chamado FireWire ou i.Link) DSD outputs digitais, talvez seja possível obter os dados em bruto a partir dessa ligação. O mecanismo de protecção usado é o Digital Transmission Content Protection - DTCP (protecção de transmissão digital de conteúdos), que pode ser usado nos modos "Copiar uma vez" ou "Nunca copiar". É improvável, contudo, que as regras da licença de utilização permitam alguma coisa para além do uso do modo "Nunca copiar".
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sinto-me: Paciência para lerem o post ?
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Disco de Vinil

 

LP versus CD

Comparação dos diferentes formatos

 
 
O disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play, ou coloquialmente bolachão (abreviatura LP) é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usava um material plástico chamado vinil.
 
Trata-se uma "bolacha" de material plástico, usualmente de cor negra, que regista informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um gira-discos.
 
O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do gira-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal eléctrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música).
 
O vinil é tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e livres de poeira, guardados na posição vertical e dentro do seu envelope de protecção e capa. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco com a agulha.
 
História
 
O disco de vinil surgiu no inicio da década de 1950, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores, principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora.
 
A partir da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiadas, fazendo os discos de vinil serem considerados obsoletos. Mas na verdade o vinil possui uma qualidade sonora melhor que o CD, pois este último não armazena toda a amplitude dos sons que o vinil contém.
 
Tipos
 
Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:
 
>  LP: abreviatura do inglês Long Play. Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos.
 
> EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diâmetro e que era tocado, normalmente, a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
 
>  Single: abreviatura do inglês Single Play. Disco com 17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado.
 
>  Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era tocado a 45 rotações por minuto. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.
 
 
Analógico versus digital
 
Os discos de goma-laca de 78 rotações, foram substituídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido à sua practicidade, tamanho reduzido e som livre de chiadas. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado, mas a sonoridade do LP é superior ao CD. Testes "cegos" onde ouvintes escutam CD e LP sem saber qual é qual, mostram que a maioria dos ouvintes prefere o som do LP.
 
Até hoje fabricam-se LPs e gira-discos...
 
Ou seja, por ironia do destino o LP ainda sobrevive e quem parece estar fadado a desaparecer é o CD, com o surgimento do SACD e do DVD Audio. O LP é uma referência de sonoridade para que a indústria melhore a sonoridade do CD e seus derivados, a fim de que estes se equiparem ao som de qualidade do LP.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

 
Num dos próximos post's:
 

O sucessor do CD actual: o Super Audio CD (SACD)  -  um disco audio óptico apenas de leitura desenvolvido com o objectivo de disponibilizar uma maior fidelidade na reprodução de áudio digital, superando a reprodução do tradicional CD.

sinto-me: A tecnologia nunca pára !...
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