Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Descoberta da Vacina

 
Edward Jenner (17 de Maio de 1749 - 26 de Janeiro de 1823, faleceu faz hoje 185 anos) foi um naturalista e médico inglês que exercia a profissão de clínico em Berkeley, Gloucestershire, e que ficou conhecido pela invenção da vacina da varíola - a primeira imunização deste tipo na História.
 
 
Descoberta da Vacina
 
Em 1789 Jenner observou que as vacas tinham nas tetas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina, ou bexiga vacum.
 
Ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus bovino tinham uma versão mais suave da doença, ele recolheu o líquido que saía destas feridas e passou-o em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida.
 
A partir daí, o cientista pegou o líquido da ferida de outro doente com varíola e novamente expôs o garoto ao material. Semanas depois, ao entrar em contacto com o vírus da varíola, o pequeno passou incólume à doença. Estava descoberta assim a propriedade de imunização (o termo vacina seria, portanto, derivado de vaca, no latim).

 

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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Egas Moniz

 
António Egas Moniz por volta dos quarenta anos de idade

António Egas Moniz
por volta dos quarenta anos de idade


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António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz (Avanca, 29 de Novembro de 1874 — Lisboa, 13 de Dezembro de 1955), foi um notável médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português. Foi galardoado com o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess (1881-1973).
 
Nascido António Caetano de Abreu Freire, faz hoje 133 anos, no seio de uma família aristocrata rural, seu tio e padrinho, o padre Caetano de Pina Resende Abreu Sá Freire, insistiria para que ao apelido fosse adicionado Egas Moniz, em virtude da família descender em linha directa de Egas Moniz, o aio de Dom Afonso Henriques.
 
 
Vida

Formação e actividade académica
 
Completou a instrução primária na Escola do Padre José Ramos e o Curso Liceal no Colégio de S. Fiel, dos Jesuítas. Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, onde começou por ser lente substituto, leccionando anatomia e fisiologia. Em 1911 foi transferido para a recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde foi ocupar a cátedra de neurologia como professor catedrático. Jubilou-se em Fevereiro de 1944.
 
Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias, aneurismas, hemorragias e outras mal-formações no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.
 
As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da época, que admiravam a acuidade das suas análises e observações.
 
 
Actividade política
 
Egas Moniz teve também papel activo na vida política. Foi fundador do Partido Republicano Centrista, dissidência do Partido Evolucionista; apoiou o breve regime de Sidónio Pais, durante o qual exerceu as funções de Embaixador de Portugal em Madrid (1917) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1918); viu entretanto o seu partido fundir-se com o Partido Sidonista. Foi ainda um notável escritor e autor de uma notável obra literária, de onde se destacam as obras "A nossa casa" e "Confidências de um investigador científico".
 
 
Obra
 
Actividade científica
 
Como investigador, Egas Moniz, contando com a preciosa colaboração de Pedro Almeida Lima, gizou duas técnicas: a leucotomia pré-frontal e a angiografia cerebral.
 
 
Prémio Nobel
 
Egas Moniz foi proposto cinco vezes (1928, 1933, 1937, 1944 e 1949) ao Prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia, quatro delas sem êxito. A primeira delas acontece alguns meses depois de ter publicado o primeiro artigo sobre a encefalografia arterial e, subsequentemente, ter feito, no Hospital de Necker, em Paris, uma demonstração da técnica encefalográfica. Este imediatismo não era uma coisa absolutamente ridícula pois, na verdade, «a vontade de Alfred Nobel era precisamente a de galardoar trabalhos desenvolvidos no ano anterior ao da atribuição do Prémio» (Cf. Manuel Correia, 2006).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 28 de Abril de 2007

Neuróbica

 
Cérebro humano: Fissura Inter-hemisférica e os Hemisférios Cerebrais



Neuróbica consiste em ginástica para o cérebro.
 
O cérebro humano, que requer 25% daquilo que o coração bombeia, é particularmente complexo e extenso. Divide-se em 2 metades, o hemisfério esquerdo e o hemisfério direito. O seu aspecto assemelha-se ao miolo de uma noz. É um conjunto distribuído de milhares de milhões de células que se estende por uma área de mais de 1 metro quadrado dentro do qual conseguimos diferenciar certas estruturas correspondendo às chamadas «áreas funcionais», que podem cada uma abranger até um décimo dessa área. O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo: é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. O hemisfério direito é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade. Nos canhotos as funções estão invertidas. O hemisfério esquerdo diz-se dominante, pois nele se localizam 2 áreas especializadas: a Área de Broca (B), o córtex responsável pela motricidade da fala, e a Área de Wernicke (W), o córtex responsável pela compreensão verbal.
 
 
Neuróbica: conceito
 
Trocar de mão para escovar os dentes é bom para o cérebro.
 
O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência e, assim, realizando um exercício de Neuróbica.
 
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão das suas ligações.
 
 
Autoria
 
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que Neuróbica, a "aeróbica dos neurónios", é uma nova forma de exercício cerebral projectada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de actividades dos neurónios no seu cérebro.
 
Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão a fazer, concentrando-se na tarefa.
 
 
Exercícios mentais
 
O desafio da Neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Exemplo de exercícios:
  • Use o relógio de pulso no braço direito;
  • Escove os dentes com a mão contrária da de costume;
  • Ande pela casa de trás para frente;
  • Vista-se de olhos fechados;
  • Estimule o paladar, coma coisas diferentes;
  • Veja fotos de cabeça para baixo;
  • Veja as horas num espelho;
  • Faça um novo caminho para ir ao trabalho;
  • Inverta os botões do rato do computador.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma coisa diferente com o seu outro lado e estimule o seu cérebro.
Fonte: Wikipédia. 
 
 

Como manter o seu cérebro vivo

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Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Doença de Crohn

 
A Doença de Crohn é uma doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal). Muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Actualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.
 
A Doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias intestinais. A outra é a colite ulcerosa, que difere em vários detalhes. Muitos acreditam que a Doença de Crohn e a colite ulcerosa são duas manifestações extremas de um mesma patologia intestinal subjacente.
 
Epidemiologia
 
A doença atinge particularmente jovens (mais mulheres que homens) com idades entre 10 e 30 anos em países industrializados. A incidência é de 1 caso em 1000 pessoas.
 
Etiologia
 
A etiologia é ainda oficialmente desconhecida. No entanto supõe-se que seja resultado de hiperactividade intestinal do sistema imunitário digestivo por acção de factores ambientais com tendência genética.
 
Julga-se que esse factor ambiental será provavelmente um vírus ou bactéria que desencadeia uma reacção inflamatória descontrolada e inapropriada nas paredes do intestino, que se torna depois independente do agente inicial. A doença cursa com formação de granulomas, uma forma de defesa especifica do sistema imunitário contra algumas bactérias intracelulares ou fungos. Uma teoria que tem sido suportada em alguns estudos ultimamente é a de que o agente desencadeador seja o Mycobacterium avium-complexo. Contudo é importante frisar que apesar de possivelmente desencadeada por um agente infeccioso, a doença é devida a uma desregulação das defesas do próprio indivíduo devido a factores genéticos (alguns genes do MHC) e não será causada pelo micróbio. Em indivíduos sem essa susceptibilidade, esse microorganismo nunca causa a doença.
 
Recentemente (ainda não publicado, há apenas resumo publicado on-line na revista Science em Outubro de 2006), uma equipe de médicos do Canadá e E.U.A. descreveu que mutações no gene IL23R, do cromossoma 1p31 (que codifica uma subunidade do receptor para a interleucina 23) estariam associadas a risco aumentado ou reduzido de desenvolver uma doença inflamatória intestinal. O achado suporta a hipótese de que a DII teria uma base genética para a sua etiologia e indica novas linhas de pesquisa em busca de tratamentos mais eficazes.
 
Sintomas
 
A doença afecta qualquer porção do tracto gastrointestinal, mas é mais comum no íleo terminal (última porção do intestino delgado) e cólon. Aí ocorre formação de granulomas e inflamação em sectores distintos, intercalados de forma bem delimitada por outros completamente saudáveis (ao contrário das lesões difusas na colite ulcerosa-CI).
 
A doença progride com alguns períodos sintomáticos interrompidos por outros sem sintomas. Pode progredir continuamente com deterioração das lesões, ou ser não progressiva, com regeneração das regiões atingidas entre as crises. Metade dos doentes apresenta lesões em ambos ileo e cólon, enquanto 25% apresentam-nas limitadas ao cólon.
 
Os sintomas mais comuns são diarreia e dor abdominal, geralmente à volta do umbigo na região mais baixa à direita (muitas vezes confundida com a apendicite), acompanhada de náuseas e vómitos acompanhados de febre moderada, sensação de distensão abdominal piorada com as refeições, perda de apetite e peso (podem provocar atraso de desenvolvimento e problemas de crescimento em adolescentes), mal-estar geral e cansaço. Nas fezes pode haver eliminação de sangue, muco ou pus.
 
Em alguns casos pode haver aftas, artralgias, eritema nodoso, inflamação nos olhos (conjuntivite secundária), problemas nos vasos sanguíneos (tromboses ou embolias) e deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.
 
As complicações são possíveis com a repetição das crises: artralgias ou artrite, em alguns casos, abcessos e fístulas (comunicações anormais que facilitam infecções), obstruções intestinais (devido à inflamação ou aderências de partes inflamadas dos intestinos e à fibrosação durante as cicatrizações), cálculos vesiculares (devido a má reabsorção intestinal dos sais biliares). São ainda comuns as fissuras e abcessos anais.
 
Menos frequentemente, pode ocorrer sangramento, perfuração intestinal com peritonite. O cancro do cólon é raro ao contrário do que ocorre na colite ulcerosa.
 
Diagnóstico
 
Radiografias contrastadas do intestino delgado (trânsito intestinal) podem ajudar a apurar o diagnóstico com achados de úlceras, fístulas e obstruções intestinais. O intestino grosso costuma ser examinado por clister baritado ou por colonoscopia.
 
Dois exames de sangue, ASCA e p-ANCA, podem ser usados no diagnóstico da doença, mas não são confirmatórios e são limitados devido ao seu custo elevado. Análises ao sangue permitem ainda verificar se há anemia (que pode indicar sangramento no intestino), e se há uma alta taxa de glóbulos brancos (sinal de infecções algures no corpo). A
TAC é também útil, assim como as biópsias.
 
A distinção com a colite ulcerosa e a eliminação de possíveis diagnósticos alternativos como gastroenterites bacterianas ou parasitárias são importantes na escolha de tratamentos.
 
Tratamento e dieta
 
O tratamento depende da localização, severidade da doença, complicações e resposta aos tratamentos anteriores. Pretende-se reduzir a inflamação, corrigir deficiências nutricionais e aliviar os sintomas. O tratamento pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação das três. Os fármacos mais usados são imunodepressores como aminosalicilatos, corticosteróides. A cirurgia com excisão das regiões mais afectadas melhora o prognóstico dos casos mais graves.
 
Não é possível predizer quando ocorrem os sintomas e regressões; um doente necessita de consultas regulares e vigilância médica.
 
Algumas pessoas sofrem de intolerância alimentar, muitas vezes à lactose, comida picante, chocolate, álcool, café, leguminosas e especiarias; assim, o regime alimentar deve ser individualizado. Através de Dietoterapia, pretende-se manter ou aumentar o peso através dos hidratos de carbono de absorção lenta, mas também de gorduras numa quantidade bem tolerada.
 
Os fármacos do grupo dos aminosalicilatos são usados com algum sucesso no seu controlo, mas menos que com a colite ulcerosa.
 
Prognóstico
 
A maioria dos casos é moderado e controlado pela medicação e a vida normal é possível. A taxa de mortalidade é de 15% em 30 anos com a doença. No entanto pode ser muito debilitante para alguns outros, sem provocar a morte.
 
História
 
A primeira descrição cientifica da doença ocorreu em 1913, pelo escocês Dazliel; no entanto só foi largamente reconhecida quando Burrill Crohn e dois colegas descreveram vários casos em 1932.
Fonte: Wikipédia. 
 

  
 
Nota:
Este post não pretende afligir ninguém nem alterar indicações de médicos assistentes. Foi simplesmente para dar a conhecer um pouco desta doença, a partir de elementos disponíveis na Internet. Por isso desejo a quem ler este artigo que seja portador da Doença de Crohn, ou tenha amigos ou familiares com a mesma, os meus sinceros votos de muitas melhoras e de esperança para uma melhor qualidade de vida.
 
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

Ecografia ou Ultra-sonografia

 
Ecografia ou Ultra-sonografia 3D
 
 

A ecografia, ou ultra-sonografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as sombras produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som (frequência superior àquela que o ouvido do ser humano pode perceber, aproximadamente 20.000 Hz) utilizam, em geral, uma frequência próxima de 1 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo-eléctrico que fica em contacto com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução numa escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.
 
A ultra-sonografia permite também, através do efeito doppler, conhecer-se o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computorizada
, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
 
A ultra-sonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e ubíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método num instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treino constante e uma conduta participativa do usuário.
 
Características
 
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
  • É um método não invasivo (não agressivo) ou minimamente invasivo.
  • Apresenta a anatomia em imagens seccionadas, que podem ser adquiridas em qualquer orientação espacial.
  • Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnóstico na medicina.
  • Não utiliza radiação ionizante.
  • Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler (1).
  • Permite a aquisição de imagens dinâmicas, praticamente em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais.
O método ultra-sonográfico baseia-se no fenómeno de interacção de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimentos dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados correctamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correcta.
 
Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmónicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenómenos físicos.
 
A ultra-sonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo a sua aplicação mais ampla actualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebé desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfo-funcionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento.
 
Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais se firma como um dos pilares do diagnóstico médico na actualidade.
 
(1) - O efeito Doppler  é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou reflectidas por um objecto que está em movimento com relação ao observador. Uma onda, em física, é uma perturbação oscilante de alguma grandeza física no espaço e periódica no tempo.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 5 de Novembro de 2006

O Rim

 
Os dois rins vistos através de uma secção dorsal
 
Os dois rins vistos através de uma secção dorsal
 
 
 

Rim é cada um dos dois órgãos excretores, em forma de feijão (tendo, no ser humano, aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura). É o principal órgão do Sistema Excretor e osmo-regulador dos vertebrados. Os rins filtram dejectos (especialmente ureia) do sangue, e excretam-os, com água, na urina; a urina sai dos rins através dos ureteres, para a bexiga.
 
Anatomia
 
Localização
 
Nos humanos, os rins estão localizados na região posterior do abdómen, atrás do peritónio, motivo pelo qual são chamados de órgãos retroperitoneais. Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço. Em cima de cada rim encontramos a glândula adrenal
.
 
Os rins estão, aproximadamente, no mesmo nível que as vértebras T12 a L3, sendo que o rim direito se localiza um pouco mais inferiormente que o esquerdo. O pólo superior de cada rim está encostado na décima primeira e décima segunda costelas
e ambos se encontram envoltos por uma almofada de gordura, com finalidade de protecção mecânica.
 
Anatomia macroscópica
 
No adulto o rim tem cerca de 11 a 13 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura, 2,5 a 3 cm de espessura, com aproximadamente 125 a 170 gramas no homem e 115 a 155 gramas na mulher.
 
Cada rim possui a forma de um grão de feijão com duas faces (anterior e posterior), duas bordas (medial e lateral) e dois pólos ou extremidades (superior e inferior). Na borda medial encontra-se o hilo (fissura ou depressão), por onde passam o uréter, artéria e veia renal, linfáticos e nervos. Os rins estão envolvidos em toda a sua superfície por um tecido fibroso fino chamado cápsula renal. Ao redor do rim existe um acúmulo de tecido adiposo
chamado gordura perirrenal, que por sua vez está envolvida por uma condensação de tecido conjuntivo, representando a fáscia de Gerota ou fáscia renal.
 
Ao corte frontal, que divide o rim em duas partes, é possível reconhecer o córtex renal, uma camada mais externa e pálida, e a medula renal
, uma camada mais interna e escura. O córtex emite projecções para a medula denominadas colunas renais, que separam porções cónicas da medula chamadas pirâmides.
 
As pirâmides têm bases voltadas para o córtex e ápices voltados para a medula, sendo que os seus ápices são denominados papilas renais. É na papila que desembocam os ductos colectores pelos quais a urina
escoa atingindo a pelve renal e o uréter. A pelve é a extremidade dilatada do uréter e está dividida em dois ou três tubos chamados cálices maiores, os quais se subdividem num número variado de cálices menores. Cada cálice menor apresenta um encaixe em forma de taça com a papila renal.
 
Vascularização
 
Os rins são supridos pela artéria renal, que se origina da aorta. A artéria renal dividi-se no hilo num ramo anterior e num ramo posterior. Estes, dividem-se em várias artérias segmentares que irão irrigar vários segmentos do rim. Essas artérias, por sua vez, dão origem às artérias interlobares, que na junção cortiço-medular se dividem para formar as artérias arqueadas e posteriormente as artérias interlobulares. Dessas artérias surgem as arteríolas aferentes, as quais sofrem divisão formando os capilares dos glomérulos, que em seguida, se confluem para formar a arteríola eferente
. A arteríola eferente dá origem aos capilares peritubulares a às arteríolas rectas, responsáveis pelo suprimento arterial da medula renal.
 
A drenagem venosa
costuma seguir paralelamente o trajecto do sistema arterial. O sangue do córtex drena para as veias arqueadas e destas para as veias interlobares, segmentares, veia renal e finalmente veia cava inferior.
 
No córtex há numerosos linfáticos que drenam para a cápsula ou junção córtico-medular. Na medula, os linfáticos correm do ápice das pirâmides para a junção córtico-medular, onde formam linfáticos arqueados que acompanham os vasos sanguíneos até o hilo para drenar em linfonodos
para-aórticos.
 
Acção dos elementos nervosos
 
As fibras simpáticas alcançam o rim através do plexo celíaco. Essas fibras envolvem e seguem os vasos arteriais através do córtex e medula. As fibras para a sensibilidade dolorosa alcançam a medula espinhal pelos nervos esplâncnicos ou pelas raízes dorsais
dos nervos espinhais de T12 a L2.
 
Anatomia microscópica
 
Cada rim é formado por cerca de 1 milhão de pequenas estruturas chamadas néfron
. Cada néfron é capaz de eliminar resíduos do metabolismo do sangue, manter o equilíbrio hidroelectrolítico e ácido-básico do corpo humano, controlar a quantidade de líquidos no organismo, regular a pressão arterial e segregar hormonas, além de produzir a urina. Por esse motivo dizemos que o néfron é a unidade funcional do rim, pois apenas um néfron é capaz de realizar todas as funções renais.
 
O néfron é formado pela Cápsula de Bowman, pelo glomérulo, túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e túbulo colector
.
 
Funções dos rins
 
Além de excretar substâncias tóxicas, os rins também desempenham muitas outras funções. Abaixo estão listadas as principais funções renais:
  • Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a ureia e creatinina;
  • Manter o equilíbrio de electrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogénio, cloro e outras;
  • Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo;
  • Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal eliminando o excesso de água do organismo;
  • Excreção de substâncias exógenas como por exemplo medicações e antibióticos;
  • Produção de hormonas: eritropoietina (estimula a produção de hemácias), renina (eleva a pressão arterial), vitamina D (actua no metabolismo ósseo e regula a concentração de cálcio e fósforo no organismo), cininas e prostaglandinas.
  • Produção de urina para exercer as suas funções excretórias.
 
Fisiologia
 
Inicialmente o sangue vem por um vaso chamado Arteríola aferente passa pelo glomérulo e sai pela Arteríola eferente. O sangue é filtrado ao passar pelo glomérulo num processo chamado filtração glomerular. A quantidade de líquido
que passa do glomérulo para a Cápsula de Bowman (conhecido como filtrado glomerular) é muito grande, cerca de 170 litros por dia, sendo 99% desse total reabsorvidos pelos túbulos renais, resultando em aproximadamente 1,5 a 2 litros de urina por dia.
 
O mecanismo de passagem do líquido e a sua composição é devido ao equilíbrio entre as forças que tendem a manter o líquido no vasos e as que tendem a expulsá-lo (Forças de Starling). Os dois principais factores são a Pressão hidrostática que favorece a passagem de líquido do sangue para a Cápsula de Bowman e a Pressão oncótica
, que impede a saída de líquidos do sangue.
 
Após ser produzido pelo glomérulo, o filtrado glomerular segue para os túbulos renais onde será processado para dar origem à urina. Em cada segmento dos túbulos renais ocorrem movimentos activos (com gasto de energia) e passivos (sem gasto de energia) para a reabsorção de água e electrólitos. Algumas substâncias, como electrólitos e medicamentos, são segregadas do sangue para o filtrado glomerular pelos túbulos renais. O líquido final resultante do processamento tubular é a urina
, num volume de aproximadamente 1,5 a 2,0 litros por dia.
 
Os rins actuam na manutenção de ácido-básico, regulam a concentração de bicarbonato (HCO3), o qual possui a função de tamponamento, excretando iões de hidrogénio e regulam a produção de heritrócitos, através da secreção de heritropoetina, uma hormona que estimula a síntese de heritrócito.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

Densitometria óssea

 
Aparelho de densitometria óssea
Aparelho de densitometria óssea
 
 

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.
 
Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição à radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.
 
As partes mais afectadas na osteoporose são: o colo do fémur, coluna, a bacia e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fémur e a coluna vertebral.
 
Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e consequente predição do índice de fractura óssea.
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitectura do tecido ósseo.
 
É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.
 
O objectivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fracturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparação especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
  
Veja também aqui: Densitometria Óssea
 
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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006

A Acupunctura

 
Aplicação de agulhas de acupuntura
 
 
 

Acupuntura ou Acupunctura é um método de tratamento chamado complementar de acordo com a nova terminologia da OMS - Organização Mundial da Saúde.
 
Atribui-se o nome Acupunctura a um jesuíta europeu que, retornando da China no século XVII, adaptou os termos chineses Zhen Jiu, juntando as palavras latinas Acum (que significa agulha) e Punctum (picada ou punção).
 
A tradução literal do termo chinês, no entanto, é bem diferente. O correcto seria Zhen (agulha) e Jiu (moxa).
 
A moxa ou mogusa (termo de origem japonesa) é confeccionada com as folhas secas da planta Artemisia sinensis, usada na moxibustão. Assim como a acção da agulha pode interferir na energia do meridiano, a queima da moxa sobre a pele pode conduzir a resultados perceptíveis sobre a energia nos meridianos.
 
É, na verdade, uma tradução imprópria que causa a impressão de que o terapeuta só trabalha com agulhas. Os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outros tipos de energias.
 
Pesquisadores discutem sobre elementos que poderiam alterar a energia nos meridianos, assim como debatem até a onde pode chegar a acção destes mesmos estímulos.
 
Actualmente no Brasil há uma ampla discussão de carácter político sobre se esta prática deve ser praticada apenas por médicos, se pode ser praticada também por outros profissionais habilitados de nível superior, como dentistas e psicólogos, ou se pode ser também praticada por profissionais especializados nesta arte, mas sem formação académica.
 
Funcionamento da Acupunctura
 
Para a visão geral ocidental, os mecanismos utilizados pela prática acupuncturista ainda não estão satisfatoriamente explicados.
 
Na tentativa de satisfazer alguns conceitos académicos, a acupunctura, na linguagem ocidental, é um método de estimulação neurológica, com efeitos sobre neurotransmissores, neuromoduladores e reacção do sistema imunitário (pró e anti-inflamatória).
 
Historicamente, a primeira propriedade da acupunctura que foi capaz de chamar a atenção académica, foi justamente no domínio da dor. Esquemas foram levantados para associar libertações de endorfinas causadas por estímulos de agulhas sobre nervos específicos.
 
Durante algum tempo, muitos pesquisadores duvidam da aplicação da acupunctura fora do tratamento da dor e nas funções do sistema nervoso autónomo. Os mecanismos da terapêutica da acupunctura, ainda não estão claramente associados aos mecanismos fisiológicos sob os domínios da ciência actual.
 
Ainda hoje, apesar do espaço que ganha nos hospitais e clínicas médicas, alguns estudiosos aceitam a "contra-gosto" a actuação terapêutica da acupunctura no tratamento da dor e nas disfunções do sistema nervoso autónomo.
 
Entretanto, não é possível ignorar os testes realizados com metodologias largamente aceites no meio académico, assim como não é possível ignorar uma cirurgia realizada sob a anestesia produzida pela simples punção de agulhas.
 
Visão tradicional chinesa
 
Bem diferente é a explicação que podemos colher no berço da acupunctura, a milenária China.
 
A visão tradicional da medicina chinesa está profundamente ligada a teorias baseadas no Taoísmo, sobre energias conhecidas pela dualidade Yin/Yang, sobre meridianos e outros conceitos bastante "exóticos" para a ciência médica ocidental. Contudo, contribuições da Antropologia, mais especificamente da Antropologia Médica, vem facilitando a interpretação destes à luz da interpretação lógica das explicações mítico-religiosas compreendidas como sistemas etno-médicos capazes de dar respostas aos pedidos por cuidados de saúde de uma determinada população.
 
O Yin e o Yang são aspectos opostos de uma mesma energia. No corpo do homem existe um equilíbrio energético que pode ser alterado por diversos tipos de influências, como alimentar, comportamental e muitas outras.
 
A energia deve percorrer os meridianos e a sua falta ou o seu excesso podem ser reequilibrados através da manipulação de pontos determinados dos meridianos.
 
Existem muitas formas de diagnóstico na medicina tradicional chinesa. Algumas delas são a pulsação, a observação e aspectos da língua, a cor e aspectos da pele, <...> Um médico chinês costuma dizer que não se deve olhar apenas o paciente, mas escutá-lo, tocá-lo, cheirá-lo, provar a sua urina e conhecer as suas fezes.
 
Exageros à parte, uma consulta baseada no modelo tradicional chinês pode levar de vários minutos a algumas horas. O terapeuta questiona vários aspectos da vida (incluindo sobre a infância e expressão das emoções), da alimentação e costumes.
 
A natureza das explicações tradicionais da medicina chinesa não tornam essa prática essencialmente distinta de outros sistemas etno-médicos, excepto porém pela sua notável semelhança com a medicina hipocrática - a quem se atribui a origem da moderna medicina cosmopolita. O estudo da sua história revela o seu rompimento com algumas tradições "mágicas" e incorporação do conhecimento empírico proveniente de cuidadosas observações, consolidado no que vem sendo chamado do paradigma do Yin - Yang e dos 5 elementos descrito nos livros clássicos para os orientais ou documentos etnológicos brutos para a antropologia estrutural. Entre os livros clássicos o mais conhecido é, sem dúvida o "Livro do Imperador Amarelo" cujo exemplar mais antigo foi encontrado num túmulo da dinastia Han (Fu Weikang).
 
No pensamento taoista chinês, os elementos da Natureza podem ser classificados em cinco tipos: metal, madeira, terra, água, fogo . Esses Cinco Elementos não são somente os materiais aos quais os nomes se referem, mas metáforas e símbolos para descrever como as coisas interagem e se relacionam umas com as outras.
 
História da Acupunctura
 
Atribui-se à China, a criação da acupunctura. Outros países do oriente, também têm nos seus recursos terapêuticos a acupunctura, como Japão, Coreia e Vietname.
 
Os primeiros registos sobre a prática da acupunctura datam de mais de 6 mil anos na China. Contudo, a primeira descrição histórica da acupunctura como terapêutica é feita por Ssu Ma Ch'ien no "Shih Chi", 90 a.C.
 
O paradigma da Medicina Chinesa interpretava o funcionamento do organismo humano pela sua comparação com fenómenos naturais, como o fogo, vento, humidade, etc. Na visão daqueles médicos antigos, a intervenção com agulhas permitiria alterar o comportamento de elementos externos, (já que as patologias também eram interpretadas como invasão do corpo por elementos como o frio, vento ou humidade) e dos fluidos e energia (Qi) do organismo.
 
Em 1255, com a "Viagem à Terra dos Mongóis", William de Rubruk já fazia referências à Acupunctura.
 
Monges Jesuítas, a partir do século XVI, cunharam o termo, em língua portuguesa, que significa "Punção com agulhas", perpetuando o erro de tradução.
 
Mas foi a partir de 1971, com o relato do efeito da acupunctura no tratamento das dores pós-operatórias do jornalista James Reston e após 1972, com a visita do presidente norte-americano Richard Nixon à China, que a Acupunctura passou a ser estudada pelo método científico, no Ocidente.

 
Acupunctura aplicada com o auxílio da electricidade
Acupunctura aplicada com o auxílio da electricidade
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Terça-feira, 10 de Outubro de 2006

O fígado

 
Fígado posterior
Fígado posterior
 
 
 

O fígado é a segunda maior glândula do corpo humano, localiza-se no canto superior direito do abdómen, sob o diafragma, o seu peso aproximado é cerca de 1,5 kg no homem adulto, e um pouco menos na mulher. Em crianças é proporcionalmente maior, pois constitui 1/20 do peso total de um recém nascido. Na primeira infância é um órgão tão grande, que pode ser sentido abaixo da margem inferior das costelas, ao lado direito. Funciona como glândula exócrina, isto é, liberta secreções em sistema de canais que se abrem numa superfície externa ou interna. Actua também como glândula endócrina, uma vez que também liberta substâncias no sangue ou nos vasos linfáticos.
 
As funções do fígado
 
Em algumas espécies animais o metabolismo alcança a actividade máxima logo depois da alimentação; isto diminui-lhes  a capacidade de reacção a estímulos externos. Noutras espécies, o controle metabólico é estacionário, sem diminuição desta reacção. A diferença é determinada pelo fígado e pela sua função reguladora, órgão básico da coordenação fisiológica.
 
Entre algumas das funções do fígado, podemos citar:
  • destruição das hemácias
  • emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile, ou bílis
  • armazenamento e libertação de glicose
  • síntese de proteínas do plasma
  • produção de precursores das plaquetas
  • conversão de amónia em ureia
  • purificação quanto a diversas toxinas
Uma fábrica de processamento
 
Além das funções citadas acima, este órgão efectua aproximadamente 220 funções diferentes todas interligadas e correlacionadas. Para o entendimento do funcionamento dinâmico e complexo do fígado, podemos dizer que uma das suas principais actividades é a formação e excreção da bile, ou bílis; as células hepáticas produzem em torno de 1,5 litros por dia, descarregando-a através do ducto hepático. A transformação de glicose em glicogénio, este conhecido como amido animal, e o seu armazenamento, dá-se nas células hepáticas. Ligada a este processo, há a regulação e a organização de proteínas e gorduras em estruturas químicas utilizáveis pelo organismo da concentração dos aminoácidos no sangue, que resulta na conversão de glicose, esta utilizada pelo organismo no seu metabolismo. Neste mesmo processo, o sub-produto resulta em ureia, eliminada pelo rim. Além disso, paralelamente, existe a elaboração da seroalbumina, da seroglobulina e do fibrinogénio, isto tudo ao mesmo tempo em que ocorre a desintegração dos glóbulos vermelhos. Durante este processo, também age em diversos outros, tudo simultaneamente, destruindo, reprocessando e reconstruindo, como se fossem vários órgãos independentes, por exemplo, enquanto destrói as hemácias, o fígado forma o sangue no embrião; a heparina; a vitamina A a partir do caroteno, entre outros.
 
O fígado, além de produzir nos seus processos diversos elementos vitais, ainda age como um depósito, armazenando água, ferro, cobre e as vitaminas A, vitamina D e complexo B. Durante o seu funcionamento produz calor, participando da regulação do volume sanguíneo; tem acção antitóxica importante, processando e eliminado os elementos nocivos de bebidas alcoólicas, café, barbitúricos, gorduras entre outros. Além disso, tem um papel vital no processo de absorção de alimentos.
 
Morfologia
 
Nos humanos, o fígado tem formato de prisma, com ângulos arredondados, dando-lhe aparência ovalizada, a sua coloração é vermelho-escuro, tendendo ao marrom arroxeado, os tecidos que o compõem são de natureza muito frágil. A sua aparência e consistência seguem o padrão de outros animais. A sua localização é na parte mais alta da cavidade abdominal, abaixo do diafragma no hipocôndrio direito. É formado por três superfícies: superior ou diafragmática, inferior ou visceral e posterior.
 
Alguns anatomistas dividem o órgão em dois lobos,ou lóbulos (designação das grandes porções que constituem certos órgãos, tais como os lobos do fígado, do cérebro, etc.): o direito é bem maior que o esquerdo, tendo ainda mais dois lobos bem menores situados entre o direito e o esquerdo. A superfície superior fica imediatamente abaixo do diafragma e o ligamento falciforme divide-a em dois lobos: o direito e o esquerdo. A superfície inferior é plana, dividida por três sulcos, dando uma forma de H. Na parte anterior do sulco direito, encontra-se a vesícula biliar, que é uma bolsa membranosa que armazena bílis; na parte frontal do sulco esquerdo, está situado o ligamento redondo que é uma extensão da veia umbilical.
 
Existe ainda um sulco transverso determinado pelo hilo, que é por onde entram e saem todos os vasos sanguíneos, exceptuando-se as veias hepáticas. Os sulcos dividem a superfície inferior do fígado em quatro lobos: o direito ou quadrilátero; o esquerdo ou triangular; o quadrado, situado na parte da frente do hilo e, por último, o alongado ou na parte posterior também chamado de Spiegel.
 
O fígado tem grande parte da superfície externa revestida pelo peritónio, que forma os ligamentos que o ligam ao abdómen e às vísceras vizinhas. Envolvendo-o, há um invólucro especial, formado pela chamada cápsula de Glisson; esta reveste todo o órgão, sem interrupção, como uma capa, que na parte mais próxima do hilo envolve a artéria hepática, a veia porta, o condutor hepático e os nervos.
 
Embora o tecido hepático seja macio, a cápsula que o recobre é extremamente resistente e diminui a possibilidade de lesões traumáticas. Em caso de ruptura, as consequências são gravíssimas, pois o tecido interno se dilacera, rasga, com grande facilidade.
 
O órgão é constituído por aproximadamente cem mil lóbulos, que são minúsculos agregados celulares formados pelas células hepáticas que se organizam em cordões dispostos em volta da veia chamada de centrolobular. A veia porta contém muitas pequenas ramificações, ligadas às sinusóides, que são espaços compreendidos entre as diversas camadas de células hepáticas.
 
Hematologia e irrigação
 
O fígado é irrigado pela artéria hepática, cuja função é levar sangue arterial oxigenado necessário ao seu metabolismo. O sangue procedente do baço e do intestino vem da veia porta; este é rico em substâncias nutritivas, absorvidas durante a digestão. O sangue é recolhido pela veia centrolobular e conduzido para veias cada vez mais grossas, até chegar à veia supra-hepática.
 
Processamento químico e sub produtos
 
As impurezas são filtradas pelo fígado, que destrói as substâncias tissulares transportadas pelo sangue. Os lípidos, glicídios, proteínas, vitaminas, etc., vindos pelo sangue venoso, são transformados em diversos sub-produtos. Os glicídeos são convertidos em glicose, que metabolizada se converte em glicogénio, e novamente convertida em açúcar que é libertado para o sangue quando o nível de plasma cai. As células de Kupfer, que se encontram nos sinusóides, agem sobre as células sanguíneas que já não tem vitalidade, e sobre bactérias, sendo decompostas e convertidas em hemoglobina e proteínas, gerando a bilirrubina (pigmento biliar de cor amarelo-avermelhado), que é absorvida pelos condutores biliares, que passam entre cordões dessas células que segregam bílis; esta, por sua vez, vai-se deslocando para condutos de maior calibre, até chegar ao canal hepático, (também chamado de ducto hepático, ou duto hepático); neste, une-se numa forquilha em forma de Y com o ducto cístico, chegando à vesícula biliar. Da junção em Y, o ducto biliar comum estende-se até ao duodeno, primeiro trecho do intestino delgado, onde a bílis se vai misturar ao alimento para participar da digestão. O alimento decomposto atravessa as paredes permeáveis do intestino delgado e as suas moléculas penetram na corrente sanguínea. A veia porta conduz estas ao fígado que as combina e recombina, remetendo-as para o resto do organismo.
 
A importância do fígado e seu poder de regeneração
 
Em casos de impactos muito fortes, pode haver ruptura da cápsula que recobre o fígado, com a imediata laceração do tecido do órgão. As lesões em geral são importantes e de extrema gravidade, podendo ser muitas vezes fatais, devido à enorme quantidade de sangue que pode ser perdida, dado o grande número de vasos sanguíneos que compõem o órgão. Se, em caso de acidente grave e consequente lesão, a pessoa sobreviver, o fígado geralmente demonstrará alto e rápido poder de regeneração.
 
Enfermidades
 
Entre as principais enfermidades que acometem ao fígado estão, as Hepatites agudas de etiologia desconhecida, chamadas de hepatites criptogénicas, as hepatites B, C, D e E, as doenças alcoólicas do fígado, as doenças hepáticas tóxicas, as insuficiências hepáticas, as fibroses e cirroses hepáticas, entre outras.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006

O Champignon - cogumelo comestível

 
O Champignon - cogumelo comestível
 
 
 

O champignon é um cogumelo comestível da família das agaricáceas ou também da espécie Agaricus bisporus.
 
Os cogumelos comestíveis, apreciados em muitas dietas Europeias e Orientais, vêm crescendo de importância nos últimos anos, quanto à possibilidade de reciclar economicamente certos resíduos agrícolas e agro-industriais. Por outro lado, considerando o elevado conteúdo proteico dos cogumelos comestíveis, o seu cultivo tem sido apontado como uma alternativa para incrementar a oferta de proteínas.
 
Importância nutricional
 
Além de saboroso, o champignon é nutritivo, rico em proteínas, contendo 2.69% de proteínas, cálcio, ferro, cobre, zinco, vitamina C e folato. Contem dezoito aminoácidos. O folato ou ácido fólico é uma potente vitamina antidepressiva natural. Fontes de folato: espinafre, feijão branco, laranja, espargo, couve de Bruxelas.
 
Como se produz
 
A produção deste tipo de cogumelo é feita em composto orgânico à base de capins (nome de várias plantas gramíneas e quase sempre forraginosas), bagaço de cana, palhas de arroz e/ou trigo e/ou soja, onde primeiramente é feita uma hidratação da mistura e a correcção do pH por meio de calcário. Na sequência é feita uma compostagem para transformação da celulose em proteínas e outros nutrientes que serão digeridos pelo fungo e posteriormente é feita a pasteurização do composto e a “semeadura” do fungo. Após algum tempo é colocada uma camada de turfa (terra vegetal) sobre o composto para induzir os frutos. O produto fica em repouso por um período de tempo em local climatizado até o aparecimento dos frutos e posterior colheita.
 
Como conservar o produto “in natura”
 
Os cogumelos podem ser conservados por 10 dias em refrigerador (4 °C) desde que não estejam lavados. Geralmente, são embalados em bandejas de isopor (250g), recobertos por filme de PVC. Este cogumelo "in natura" é muito mais sadio, pois não leva nenhum agente de branqueamento (bissulfito de sódio) e conserva muito mais o seu sabor original, pois também dispensa conservante (ácido cítrico).
 
O cogumelo pode ser preparado em sopas, molhos, pizas, saladas, estufado acompanhando carne, salteado com ovos, refogados, etc. Quando for retirar a parte mais fibrosa dos cogumelos, não as deite fora. Elas podem ser usadas para o preparar deliciosas sopas.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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