Domingo, 12 de Agosto de 2007

Miguel Torga no Casino da Figueira da Foz

 
Miguel Torga




"Cem anos do seu nascimento:
 
Miguel Torga lembrado no Casino

 
 
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nasceu em São Martinho de Anta a 12 de Agosto de 1907 e morreu em Coimbra a 17 de Janeiro de 1995. Foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.
 
O Casino Figueira assinala este domingo os cem anos do nascimento do escritor com um jantar cultural, a partir das 20h.30m.
 
Os clubes rotários do Baixo Mondego (Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz) irão falar de Torga. Irá haver poesia e música no âmbito da vida e obra de Torga e também intervenções de José Carlos Seabra Pereira, docente universitário na Faculdade de Letras de Coimbra e do advogado e escritor António Arnaut.
 
A sessão será presidida pelo governador rotário do distrito 1970, Bernardino da Costa Pereira. Para a manhã de domingo está prevista a distribuição de poesia de Torga aos banhistas, em plena praia da Figueira, com a colaboração do Instituto Superior Miguel Torga.
 
Para o administrador do Casino Figueira, Domingos Silva, a iniciativa "é mais um serviço prestado à cultura da zona do Baixo Mondego".
 
O jantar, com gastronomia típica do norte alentejano, é aberto ao público em geral, ao preço individual de 25 euros.
 
 
A vida de Torga
 
Filho de gente humilde do campo do concelho de Sabrosa (Alto Douro), frequentou brevemente o seminário, e emigrou para o Brasil em 1920, com doze anos, para trabalhar na fazenda do tio, na cultura do café. O tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925 regressa a Portugal. Em 1927 é fundada a revista Presença de que é um dos colaboradores desde o início. Em 1928 entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro, "Ansiedade", de poesia. É bastante crítico da praxe e tradições académicas, e chama depreciativamente "farda" à capa e batina, mas ama a cidade de Coimbra, onde viria também a exercer a sua profissão de médico a partir de 1939 e onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a formatura em Medicina, com apoio financeiro do tio do Brasil. Exerceu no início nas terras agrestes trasmontanas, de onde era originário e que são pano de fundo da maior parte da sua obra.
 
A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da Natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da Natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano. Ora, estes homens e as suas obras levam Torga a revoltar-se contra a Divindade Transcendente a favor da imanência: para ele, só a humanidade seria digna de louvores, de cânticos, de admiração: (hinos aos deuses, não/os homens é que merecem/que se lhes cante a virtude/bichos que cavam no chão/actuam como parecem/sem um disfarce que os mude).
 
Para Miguel Torga, nenhum deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para fazer a Natureza - mas o homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, à desgraça e à morte é também capaz de criar, e é sobretudo capaz de se impor à Natureza, como os trabalhadores rurais transmontanos impuseram a sua vontade de semear a terra aos penedos bravios das serras. E é essa capacidade de moldar o meio, de verdadeiramente fazer a Natureza mau grado todas as limitações de bicho, de ser humano mortal que, ao ver de Torga fazem do homem único ser digno de adoração. Considerado por muitos como um avarento de trato difícil e carácter duro, foge dos meios das elites pedantes, mas dá consultas médicas gratuitas a gente pobre e é referido pelo povo como um homem de bom coração e de boa conversa. Foi o primeiro vencedor do Prémio Camões.
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Fonte: Jornal "O Figueirense", edição nº. 5520, de 10-08-2007
 
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Almeida Garrett

 
Almeida Garrett, pelo escultor A. Pinheiro

Almeida Garrett, pelo escultor A. Pinheiro

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João Baptista da Silva Leitão e mais tarde visconde Almeida Garrett, (Porto, 4 de Fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de Dezembro de 1854), foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, Par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português.
 
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D.Maria II   
e a criação do Conservatório de Arte Dramática.
 
 
Biografia
 
Primeiros anos
 
João Baptista da Silva Leitão nasceu no Porto a 4 de Fevereiro, faz hoje 208 anos. Na adolescência foi viver para os Açores, em Angra do Heroísmo, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra. Em 1816 seguiu para Coimbra, onde se matriculou no curso de Direito. Em 1821
publicou O Retrato de Vénus, trabalho que lhe custou um processo por ser considerado materialista, ateu e imoral. É neste mesmo ano que ele e a sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.
 
Presença nas lutas liberais
 
Participou da revolução liberal de 1820, seguindo para o exílio na Inglaterra em 1823, após a Vilafrancada. Antes havia casado com Luísa Midosi, de apenas 14 anos. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores, e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior. Em 1824, seguiu para França, onde escreveu Camões (1825) e Dona Branca (1826), poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal. Em 1826 foi amnistiado e regressou à pátria com os últimos emigrados dedicando-se ao jornalismo, fundando e dirigindo o jornal diário O Português (1826-1827) e o semanário O Cronista (1827). Teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel. Ainda nesse ano perdeu a filha recém-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda (1828) e Catão (1828
).
 
Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo e no Cerco do Porto em 1832 e 1833
.
 
Vida política
 
A vitória do Liberalismo permitiu-lhe instalar-se novamente em Portugal, após curta estadia em Bruxelas como cônsul-geral e encarregado de negócios, onde lê Schiller, Goethe e Herder. Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Foram de sua iniciativa a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional  e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa
). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro.
 
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett afasta-se da vida política até 1852. Contudo, em 1850 subscreveu, com mais de 50 personalidades, um protesto contra a proposta sobre a liberdade de imprensa
, mais conhecida por “lei das rolhas”.
 
Garrett sedutor
 
A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra. Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dandy, ou janota, tornando-se árbitro de elegâncias e príncipe dos salões mundanos. Foi um homem de muitos amores, uma espécie de homem fatal. Separado da esposa, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor até à morte desta, em 1841. A partir de 1846, a sua musa é a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, inspiradora dos arroubos românticos das Folhas caídas. Em 1851, Garrett é feito visconde de Almeida Garrett em duas vidas, e em 1852 sobraça, por poucos dias, a pasta dos Negócios Estrangeiros em governo presidido pelo Duque de Saldanha
.
 
Falece em 1854, vítima de cancro, em Lisboa, na sua casa situada na actual Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique
.
 
 
Obra
 
Teatro
 
Dá inicio ao seu projecto de regeneração do teatro português, levando à cena em 1838 Um Auto de Gil Vicente, pouco depois Filipa de Vilhena  e, em 1842, O Alfageme de Santarém, todas sobre temas da história de Portugal. Em 1844 é publicada a sua obra-prima, Frei Luís de Sousa, que um crítico alemão, Otto Antscherl, considerou a "obra mais brilhante que o teatro romântico produziu". Estas peças marcam uma viragem na literatura portuguesa não só na selecção dos temas, que privilegiam a história nacional em vez da antiguidade clássica, como sobretudo na liberdade da acção e na naturalidade dos diálogos
.
 
Prosa
 
Em 1843, Garrett publica o Romanceiro  e o Cancioneiro Geral, colectâneas de poesias populares portuguesas, e em 1845 o primeiro volume d'O Arco de Santana  (o segundo apareceria em 1850), romance histórico inspirado por Notre Dame de Paris de Victor Hugo. Esta obra seduz não só pela recriação do ambiente medieval do Porto, mas sobretudo pela qualidade da prosa
, desespartilhada das convenções anteriores e muito mais próxima da linguagem falada.
 
A obra que se lhe seguiu deu expressão ainda mais vigorosa a estas tendências: Viagens na minha terra, livro híbrido em que impressões de viagem, de arte, paisagens e costumes se entrelaçam com uma novela romântica sobre factos contemporâneos do autor e ocorridos na proximidade dos lugares descritos (outra inovação para a época, em que predominava o romance histórico). A naturalidade da narrativa disfarça a complexidade da estrutura desta obra, em que alternam e se entrecruzam situações discursivas, estilos, narradores e temas muito diversos.
 
Poesia
 
Na poesia, Garrett não foi menos inovador. As duas colectâneas publicadas na última fase da sua vida (Flores sem fruto, de 1844, e sobretudo Folhas caídas, de 1853) introduziram uma espontaneidade e uma simplicidade praticamente desconhecidas na poesia portuguesa anterior. Ao lado de poemas de exaltada expressão pessoal surgem pequenas obras-primas de singeleza ímpar como «Pescador da barca bela», próximas da poesia popular quando não das cantigas medievais. A liberdade da metrificação, o vocabulário corrente, o ritmo e a pontuação carregados de subjectividade
são as principais marcas destas obras.
 
 
Cronologia das obras (primeiras edições ou representações)
  • 1819 Lucrécia
  • 1821 O Retrato de Vénus; Catão (representação); Mérope (representação)
  • 1822 O Toucador
  • 1825 Camões
  • 1826 Dona Branca
  • 1828 Adozinda
  • 1829 Lírica de João Mínimo; Da Educação (ensaio)
  • 1830 Portugal na Balança da Europa (ensaio)
  • 1838 Um Auto de Gil Vicente
  • 1841 O Alfageme de Santarém (1842 segundo algumas fontes)
  • 1843 Romanceiro e Cancioneiro Geral - tomo 1; Frei Luís de Sousa (representação)
  • 1845 O Arco de Sant'Ana - tomo 1; Flores sem fruto
  • 1846 Viagens na minha terra; D. Filipa de Vilhena (inclui Falar Verdade a Mentir e Tio Simplício)
  • 1848 As profecias do Bandarra; Um Noivado no Dafundo; A sobrinha do Marquês
  • 1849 Memória Histórica de J. Xavier Mouzinho da Silveira
  • 1850 O Arco de Sant'Ana - tomo 2;
  • 1851 Romanceiro e Cancioneiro Geral - tomos 2 e 3
  • 1853 Folhas Caídas
  • 1871 Discursos Parlamentares e Memórias Biográficas (antologia póstuma)
 
Publicações periódicas 
     1827 O cronista

Relevância na literatura portuguesa
 
No
século XIX e em boa parte do século XX, a obra literária de Garrett era geralmente tida como uma das mais geniais da língua, inferior apenas à de Camões. A crítica do século XX (notavelmente João Gaspar Simões) veio questionar esta apreciação, assinalando os aspectos mais fracos da produção garrettiana. No entanto, a sua obra conservará para sempre o seu lugar na história da literatura portuguesa, pelas inovações que a ela trouxe e que abriram novos rumos aos autores que se lhe seguiram. Garrett, até pelo acentuado individualismo que atravessa toda a sua obra, merece ser considerado o autor mais representativo do romantismo em Portugal.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Poema

 
 
Noite de saudade
Florbela Espanca
 
 
A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...
 
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!
 
Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
 
Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!
 
  
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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006

Florbela Espanca

 
Florbela Espanca 
 
 
 


 
Florbela Espanca
, baptizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930, faleceu no dia do seu aniversário) foi uma poetisa portuguesa, precursora do movimento feminista em Portugal, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando os seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.
 
Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e a sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela.
 
Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.
 
Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.
 
O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino.
 
Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, às vésperas da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930. Charneca em Flor  viria a ser publicado em Janeiro de 1931.
 
Nasceu, casou e faleceu em 8 de Dezembro, no dia da Imaculada Conceição...
 
 
  • A lembrança dos teus beijos
    Inda na minh'alma existe,
    Como um perfume perdido,
    Nas folhas dum livro triste.
     
  • Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
     
  • Ai as almas dos poetas
    Não as entende ninguém;
    São almas de violetas
    Que são poetas também.
     
  • "Há uma primavera em cada vida é preciso cantá-la assim florida."
     
  • "Quem disser que pode amar alguém pela vida inteira é porque mente".
Fonte: Wikipédia. 
 

 
Poemas de Florbela
 
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Domingo, 17 de Setembro de 2006

Guerra Junqueiro

 
Guerra Junqueiro
 


Abílio Guerra Junqueiro ( 1850– 1923 ) foi bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra, alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta. Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada “Escola Nova”. Poeta panfletário, a sua poesia ajudou criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República.
 
Biografia
 
Nasceu em Freixo de Espada à Cinta (distrito de Bragança) a 17 de Setembro de 1850, fazia hoje 156 anos,  filho do negociante e lavrador abastado José António Junqueiro e de sua mulher D. Ana Guerra. A mãe faleceu quando Guerra Junqueiro contava apenas 3 anos de idade.
 
Estudou os preparatórios em Bragança, matriculando-se em 1866 no curso de Teologia da Universidade de Coimbra. Compreendendo que não tinha vocação para a vida religiosa, dois anos depois transferiu-se para o curso de Direito. Terminou o curso em 1873.
 
Entrando no funcionalismo público da época, foi secretário-geral do Governador Civil dos distritos de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo. Em 1878, foi eleito deputado pelo círculo de Macedo de Cavaleiros. Faleceu em Lisboa a 7 de Julho de 1923.
 
Obra literária
 
Guerra Junqueiro iniciou a sua carreira literária de maneira promissora em Coimbra no jornal literário A Folha, dirigido pelo poeta João Penha, do qual mais tarde foi redactor. Aqui cria relações de amizade com alguns dos melhores escritores e poetas do seu tempo, grupo geralmente conhecido por Geração de 70.
 
Guerra Junqueiro desde muito novo começou a manifestar notável talento poético, e já em 1868 o seu nome era incluído entre os dos mais esperançosos da nova geração de poetas portugueses. No mesmo ano, no opúsculo intitulado O Aristarco Português, apreciando-se o livro Vozes Sem Eco, publicado em Coimbra em 1867 por Guerra Junqueiro, já se prognostica um futuro auspicioso ao seu autor.
 
No Porto, na mesma data, aparecia outra obra, Baptismo de Amor, acompanhada dum preâmbulo escrito por Camilo Castelo Branco; em Coimbra publicara Guerra Junqueiro a Lira dos Catorze Anos, volume de poesias; e em 1867 o poemeto (poema pequeno) Mysticae Nuptiae; no Porto a casa Chardron editara-lhe em 1870 a Vitória da França, que depois reeditou em Coimbra em 1873.
 
Em 1873, sendo proclamada a República em Espanha, escreveu ainda nesse ano o veemente poemeto À Espanha Livre. Em 1874 apareceu o poema A Morte de D. João, edição feita pela casa Moré, do Porto, obra que alcançou grande sucesso. Camilo Castelo Branco consagrou-lhe um artigo nas Noites de Insónia, e Oliveira Martins, na revista Artes e Letras.
 
Vindo residir para Lisboa, foi colaborador em prosa e em verso, de jornais políticos e artísticos, como a Lanterna Mágica, com a colaboração de desenhos de Rafael Bordalo Pinheiro. Em 1875 escreveu o Crime, poemeto a propósito do assassínio do alferes Palma de Brito; a poesia Aos Veteranos da Liberdade; e o volume de Contos para a Infância. No Diário de Notícias também publicou o poemeto Fiel e o conto Na Feira da Ladra. Em 1878 publicou em Lisboa o poemeto Tragédia Infantil.
 
Uma grande parte das composições poéticas de Guerra Junqueiro está reunida no volume que tem por título A Musa em Férias, publicado em 1879. Neste ano também saiu o poemeto O Melro, que depois foi incluído na Velhice do Padre Eterno, edição de 1885. Publicou Idílios e Sátiras, e traduziu e coleccionou um volume de contos de Hans Christian Andersen e outros.
 
Após uma estada em Paris, aparentemente para tratamento de doença digestiva contraída durante a sua permanência nos Açores, publicou em 1885 no Porto A velhice do Padre Eterno, obra que provocou acerbas réplicas por parte da opinião clerical, representada na imprensa, entre outros, pelo cónego Sena Freitas.
 
Quando se deu o conflito com a Inglaterra sobre o "mapa cor-de-rosa", que culminou com o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1891, Guerra Junqueiro interessou-se profundamente nesta crise nacional, e escreveu o opúsculo Finis Patriae, e a Canção do Ódio, para a qual Miguel Ângelo escreveu a música. Posteriormente publicou o poema Pátria. Estas composições tiveram uma imensa repercussão, contribuindo poderosamente para o descrédito das instituições monárquicas.
 
 
1850: Nasce, a 17 de Setembro, no lugar de Ligares, Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança;
1866: Frequenta o curso de Teologia na Universidade de Coimbra;
1867: «Vozes Sem Eco»;
1868: «Baptismo de Amor». Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
1873: «Espanha Livre». Colaboração de Guerra Junqueiro em «A Folha» de João Penha. É bacharel em Direito;
1874: «A Morte de D. João»;
1875: Primeiro número de «A Lanterna Mágica» em que colabora;
1878: É nomeado Secretário Geral do Governo Civil em Angra do Heroísmo;
1879: «A Musa em Férias». Adere ao Partido Progressista. É transferido de Angra do Heroísmo para Viana do Castelo e eleito para a Câmara dos Deputados;
1880: Casa a 10 de Fevereiro com Filomena Augusta da Silva Neves. A 11 de Novembro nasce a filha Maria Isabel;
1881: Nasce a filha Júlia. Interditada por demência vem a ser internada no Porto;
1885: «A Velhice do Padre Eterno». Criação do movimento «Vida Nova» do qual Guerra Junqueiro é simpatizante;
1887: Segunda viagem de Guerra Junqueiro a Paris;
1888: Constitui-se o grupo «Vencidos da Vida». «A Legítima»;
1890: «Finis Patriae». Guerra Junqueiro é eleito deputado pelo círculo de Quelimane;
1895: Vende a maior parte das colecções artísticas que acumulara;
1896: «A Pátria». Parte para Paris;
1902: «Oração ao Pão»;
1903: Reside em Vila do Conde;
1904: «Oração à Luz»;
1905: Visita a Academia Politécnica do Porto e instala-se nesta cidade;
1908: É candidato do Partido Republicano pelo Porto;
1910: É nomeado Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da República Portuguesa junto da Confederação Suiça, em Berna;
1911: Homenagem a Guerra Junqueiro no Porto;
1914: Exonera-se das funções de Ministro Plenipotenciário;
1920: «Prosas Dispersas»;
1923: Morre a 7 de Julho, em Lisboa.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006

Bocage

 
Manuel Maria Barbosa du Bocage
  
  
 Já Bocage não sou!...
À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
(...)
Bocage


Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du Bocage (Setúbal, 1765 – Lisboa, 1805), poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.
 
Nascido em Setúbal às três horas da tarde de 15 de Setembro de 1765, fazia hoje 241 anos, falecido em Lisboa na manhã de 21 de Dezembro de 1805, era filho do bacharel José Luís Soares de Barbosa, que foi juiz de fora, ouvidor, e depois advogado, e de D. Mariana Joaquina Xavier l’Hedois Lustoff du Bocage, cujo pai era francês.
 
A sua mãe era segunda sobrinha da célebre poetisa francesa, madame Marie Anne Le Page du Bocage, tradutora do Paraíso de Milton, imitadora da Morte de Abel, de Gessner, e autora da tragédia As Amazonas e do poema épico em dez cantos A Columbiada, que lhe mereceu a coroa de louros de Voltaire e o primeiro prémio da academia de Rouen.
 
Apesar das inúmeras biografias publicadas após a sua morte, uma boa parte da sua vida permanece um mistério. Não sabemos que estudos fez, embora se deduza da sua obra que estudou os clássicos e as mitologias grega e latina, que estudou francês e também latim. A identificação das mulheres que amou é muito duvidosa e discutível.
 
A sua infância foi infeliz. O seu pai foi preso por dívidas ao Estado quando ele tinha 6 anos de idade e permaneceu na cadeia seis anos. A sua mãe faleceu quando ele tinha dez anos. Possivelmente ferido por um amor não correspondido, assentou praça como voluntário em 22 de Setembro de 1781 e permaneceu no Exército até 15 de Setembro de 1783. Nessa data, foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. No final do curso desertou, mas, ainda assim, aparece nomeado guarda-marinha por D. Maria I. Nessa altura, já a sua fama de poeta e versejador corria por Lisboa.
 
Em 14 de Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, na nau “Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena”, que fez escala no Rio de Janeiro (finais de Junho) e na Ilha de Moçambique (início de Setembro) e chegou à Índia em 28 de Outubro de 1786. Em Pangim, frequentou de novo estudos regulares de oficial de marinha. Foi depois colocado em Damão, mas desertou, embarcando para Macau. Estranhamente, não foi punido e deverá ter regressado a Lisboa em meados de 1790.
 
A década seguinte é a da sua maior produção literária e também o período de maior boémia e vida de aventuras. Ainda em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino. Mas passado pouco tempo escrevia já ferozes sátiras contra os confrades. Em 1791, foi publicada a 1.ª edição das “Rimas”. Dominava então Lisboa o Intendente da Polícia, Pina Manique, que decidiu pôr ordem na cidade, tendo em 7 de Agosto de 1797, dado ordem de prisão a Bocage por ser “desordenado nos costumes”. Ficou preso no Limoeiro até 14 de Novembro de 1797, tendo depois dado entrada no calabouço da Inquisição, no Rossio. Aí ficou até 17 de Fevereiro de 1798, tendo ido depois para o Real Hospício das Necessidades, dirigido pelos Padres Oratorianos de São Filipe Neri, depois de uma breve passagem pelo Convento dos Beneditinos. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redactor e tradutor. Só saiu em liberdade no último dia de 1798.
 
De 1799 a 1801 trabalhou sobretudo com Frei José Mariano da Conceição Veloso, um frade brasileiro, politicamente bem situado e nas boas graças de Pina Manique, que lhe deu muitos trabalhos para traduzir. A partir de 1801, até à morte por aneurisma, viveu em casa por ele arrendada no Bairro Alto, naquela que é hoje o nº 25 da travessa André Valente.
 
Para a biografia do poeta pode consultar-se o seguinte: Memorias sobre a vida de Manuel Maria Barbosa de Bocage, por António Maria do Couto; Vida de M. M. B. du B. por José Maria da Costa e Silva, no tomo IV das Poesias publicadas por Marques Leão; Biographia, que Rodrigo Felner publicou em 1846, no Panorama, vol. IX; Noticia da vida e obras de M. M. de B. du B., por José Feliciano de Castilho; Memoria biographica e litteraria àcerca de M. M. de B. du B., de Rebelo da Silva, e também no Estudo biographico e litterario, na edição completa das Poesias de Bocage, feita, em 1853, e no tomo X do Panorama, do mesmo ano. Os documentos para a biographia de M. M. de B. du B. por F. N. Xavier, no Archivo Universal; Bocage, por Teófilo Braga.
 
Recentemente foi publicada a biografia de Adelto Gonçalves, Bocage, o perfil perdido. Editorial Caminho, Lisboa, 2003, ISBN 972-21-1561-8.
 
15 de Setembro, hoje, data de nascimento do poeta, é feriado municipal em Setúbal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Terça-feira, 15 de Agosto de 2006

João de Barros

 
Lápide de homenagem a João de Barros, com parte de um seu poema, na Serra da Boa Viagem - Figueira da Foz
 
Lápide de homenagem a João de Barros, com parte de um seu poema,
na Serra da Boa Viagem - Figueira da Foz
 
 

João de Barros, poeta, pedagogo e publicista, nasceu na cidade da Figueira da Foz em 4 de Fevereiro de 1881 e faleceu em Lisboa em 1960. João de Barros dedicou os seus últimos anos de vida à adaptação em prosa de alguns dos mais famosos textos clássicos: "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões e a "Odisseia" de Homero, entre outros.
 
A sua poesia traduz estados de alma que se baseavam em valores elevados: a sinceridade e as virtudes do espírito de um homem de verdade.
 
Diversos manuscritos do autor encontram-se no Arquivo Histórico Municipal da Figueira da Foz.
 
Aquele mar
Meu confidente de horas idas
Tudo escutava e adivinhava
Do meu pueril e ingénuo anseio
 
E a eternidade em tudo via
Humano sonho sempre esquecido
Na eterna voz que fala o mar

 
"João de Barros"
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 14:20
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Quinta-feira, 17 de Março de 2005

Terras de Portugal

Leiria

Leiria_castelo.jpg

Em terras do meu País
Airosa nasceu um dia
Nas margens do rio Lis
A cidade de Leiria...

Aqui...nosso Rei Primeiro
Constrói em ar triunfal
O seu castelo altaneiro
Relíquia de Portugal.

O rei D. João Terceiro
Cedo a eleva a cidade
Da Sé foi também obreiro
Pra lhe dar tranquilidade.

Sua beleza era tanta
Que a preferiu D. Dinis
Pra com a Rainha Santa
Viver a vida feliz !...

Reza também a história
Da cidade de Leiria
Que a ela cabe a glória
Pioneira em tipografia.

Entre ilustres do seu Povo
De que Leiria é herdeira
Ressaltam Rodrigues Lobo
E Afonso Lopes Vieira!...

Euclides Cavaco

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:23
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Quarta-feira, 16 de Março de 2005

Efeméride

Faz hoje 180 anos que nasceu...

Camilo Castelo Branco (1825 - 1890)

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825, na freguesia dos Mártires, num prédio da Rua da Rosa, actualmente com os nºs 5 a 13.
Filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, foi baptizado na Igreja dos Mártires a 14 de Abril de 1825. Os seus padrinhos foram o Dr. José Camilo Ferreira Botelho, de Vila Real, e Nossa Senhora da Conceição.

Camilo Castelo Branco teve uma vida que pode ser confundida com uma de suas próprias novelas, ou seja, uma vida dramática e tão cheia de atribulações que chega a espelhar as histórias que escreveu.
Nascido em Lisboa em 1825, Camilo ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos dez, passando a ser criado por uma tia e uma irmã. Aos 16 anos casou-se com Joaquina Pereira e, dois anos depois, em 1843, matricula-se na Faculdade de Medicina, porém, não conclui o curso. A partir de 1848, passa a viver do jornalismo e a frequentar a boémia.

Quando completa 21 anos, rapta Patrícia Emília e vai viver com ela na cidade do Porto. Logo depois é acusado e preso por bigamia. Depois de conseguir a liberdade, Camilo tem alguns amores passageiros até encontrar, por volta de 1824, Ana Plácido, a "mulher de sua vida". Essa nova relação amorosa, no entanto, não é nada tranquila, uma vez que Ana é casada com Pinheiro Alves, um rico comerciante local.
 

Na impossibilidade de concretizar o seu amor, Camilo busca refúgio na religião e ingressa no Seminário do Porto, porém passa a ter um caso amoroso com a freira Isabel Cândida. Camilo permanece nesse seminário por dois anos e, depois de tentar o suicídio, consegue viver junto à sua amada, que abandona o marido para viver com o escritor. Logo depois o casal é preso pelo crime de adultério. Os dois são julgados, absolvidos e vão morar em Lisboa.

Camilo e Ana têm dois filhos com problemas de saúde e, por isso, enfrentam sérios problemas financeiros. Para garantir a sobrevivência da família, Camilo passa a escrever por encomenda, tornando-se o primeiro escritor português a viver exclusivamente da literatura. Em 1888 Ana e Camilo finalmente casam-se. Ainda nesse ano o escritor começa a sentir os primeiros sintomas de cegueira, causada por uma sífilis crónica. Em 1890, a novela da vida de Camilo chega ao fim. Ele suicida-se com um tiro de pistola em 1 de Junho...

O facto de ter de sobreviver da literatura fez com que Camilo Castelo Branco concentrasse seus esforços na produção de novelas (narração, usualmente curta, ordenada e completa, de factos humanos fictícios, mas, por via de regra, verosímeis). Isso deu-se porque esse género literário agradava ao novo público consumidor, tornando-se assim de fácil consumo.

Dentre a vasta obra composta por Camilo Castelo Branco podemos encontrar novelas de terror, satíricas, históricas e as passionais. Essas últimas compõem o género que mais caracteriza o ultra-romantismo português. Nelas são apresentadas personagens que, devido aos obstáculos encontrados para a realização do amor, tornaram-se verdadeiros mártires desse sentimento.
As obras que merecem maior destaque são:

"Amor de Perdição"    (1862)
"O Irónico Coração"   (1862)
"Cabeça e Estômago" (1862)
"Amor de Salvação"   (1864)
  

Fonte: http://www.mundocultural.com.br/literatura1/romantismo/camilo.htm

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Publicado por: Praia da Claridade às 15:47
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Domingo, 6 de Março de 2005

FIGUEIRA antiga


 Ponte antiga da Figueira da Foz

A ponte antiga sobre o Rio Mondego na Figueira da Foz

Fonte: www.figueira.net/fotosantigas/slideshow.html

          
Mondego

    

Mondego te quero tanto
Por nasceres em Portugal
Parece ter mais encanto
Em Coimbra o teu caudal...

Tuas águas prateadas
São mais belas ao luar
Nas tuas margens douradas
Mulheres roupa vão lavar !...

Mondego vai
Vai devagar
Mondego vai
Até ao mar...
Mondego vai
Vai em sossego
Fica a saudade
Adeus Mondego!...

Coimbra à tua passagem
Toda inteirinha a acenar
Fica ali na tua margem
Feliz por te ver passar...

De Coimbra vai deslizando
Em corrente mais ligeira
Já que bem perto esperando
'stá sua noiva a Figueira!...


Euclides Cavaco
Publicado por: Praia da Claridade às 00:29
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FILIPE FREITAS

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