Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Teatro Nacional D. Maria II

 
Teatro Nacional D. Maria II - Lisboa - Portugal
 
Teatro Nacional D. Maria II - Lisboa - Portugal
 
 
 

Aberto desde 1846, pelas mãos de Almeida Garrett, o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro IV, nasceu dos escombros do Palácio dos Estaus, antiga sede da Inquisição e que, em 1836, tinha sido destruído por um incêndio. A estrutura neoclássica foi construída por volta de 1842 do século XIX pelo arquitecto Italiano Fortunato Lodi.
 
O Palácio dos Estaus, onde esteve sediada a Inquisição, era o palácio onde originalmente se alojavam os embaixadores Estrangeiros. Ficava no topo Norte do Rossio onde hoje se encontra o Teatro Nacional D. Maria II.
 
Durante um largo período de tempo o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro que permaneceu no teatro de 1929 a 1964.
 
Em 1964 o Teatro Nacional sofreu um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.
 
Em Março de 2004, o Teatro Nacional D. Maria II foi transformado em sociedade anónima de capitais públicos, passando a denominar-se TNDM II, S.A. – gerido por administração própria e sujeito à superintendência e tutela dos Ministros das Finanças e da Cultura.
 
Neste teatro brilharam muitas estrelas e muitos talentos se revelaram. Aqui brilharam: Eunice Muñoz, Lurdes Norberto, Carmen Dolores, Ruy de Carvalho, Laura Soveral, Anna Paula, Mariana Rey Monteiro, Catarina Avelar, entre muitos outros.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Sábado, 9 de Setembro de 2006

O Palácio Nacional de Belém

 
Palácio Nacional de Belém - Lisboa - Portugal
 
Palácio Nacional de Belém - Lisboa - Portugal
 
 

O Palácio Nacional de Belém, em Lisboa, fica situado na Praça Afonso de Albuquerque, sendo actualmente a residência oficial do Presidente da República Portuguesa.
 
As origens: Palácio de D.Manuel de Portugal
 
O Palácio foi construído em 1559 pelo fidalgo D. Manuel de Portugal. Situa-se na zona sudoeste da cidade de Lisboa, em Belém. O palácio tinha jardins à beira do Tejo, quando o rio tinha a margem mais próxima do que na actualidade.
 
No século XVIII, D. João V que enriquecera com o ouro proveniente do Brasil, comprou-o ao conde de Aveiras, tendo-o alterado radicalmente. Acrescentou-lhe uma escola de equitação (as cavalariças são hoje o esplêndido Museu dos Coches) e adaptou o interior para poder fazer as suas conquistas amorosas com discrição.
 
Na posse da Casa Real
 
Quando o Terramoto de 1755, o monarca D. José e a família encontravam-se a passar o dia feriado na zona de Belém e sobreviveram à devastação. Receando outro sismo, a família real instalou-se em tendas nos terrenos do palácio, cujo interior foi usado como hospital. O Palácio entrou assim no património da Casa Real, que construiu nos seus anexos o seu Picadeiro Régio.
 
Alojamento de convidados estrangeiros
 
D.Maria II habitou alguns anos o Palácio de Belém (quando o Palácio das Necessidades estava em obras), aqui ocorrendo uma tentativa de golpe a que se chamou a Belenzada. A partir do reinado de D.Luís, o Palácio de Belém foi destinado a receber os convidados oficiais que visitavam Lisboa. Assim, aqui estiveram, entre outros, a Rainha Isabel II de Espanha e seu sucessor, o efémero Rei Amadeu de Sabóia.
 
Residência do Príncipe Real
 
Em 22 de Maio de 1886 foi dada nova missão ao Palácio de Belém, a de residência oficial dos Príncipes Reais D.Carlos, Duque de Bragança e sua jovem esposa D.Amélia de Orleães. Aqui nasceram os seus filhos, D.Luís Filipe e D.Manuel, que foram baptizados na capela palatina. Após a subida de D.Carlos ao Trono, em 1889, não tendo Belém as dimensões de residência oficial da coroa, D.Carlos e D.Amélia mudaram-se para o Palácio das Necessidades, voltando Belém à sua condição de residência dos convidados estrangeiros (albergando então, entre outros, Afonso XIII de Espanha, Guilherme II da Alemanha e o Presidente francês Émile Loubet. Em 1905, por iniciativa do espírito culto da Rainha D.Amélia, o elegante Picadeiro Real foi transformado em Museu dos Coches Reais (hoje Museu Nacional dos Coches), preservando-se assim a valiosa colecção de coches e viaturas da Casa Real. Ainda sob a égide da Monarquia, o Palácio de Belém albergou o Presidente eleito da República Brasileira, Marechal Hermes da Fonseca, em 2 de Outubro de 1910. Foi neste palácio, durante a recepção ao presidente do Brasil, que o Rei D.Manuel II teve conhecimento da revolução que dias depois lhe roubou a coroa.
 
Residência oficial do Presidente da República
 
Na I República
 
Em 1911, já depois da proclamação da república, o Palácio de Belém foi designado residência oficial do Presidente da República. Os presidentes da I República tinham porém que pagar renda ao Estado para residirem no Palácio (para não serem acusados de gozarem de privilégios atribuídos ao anterior regime. Aqui foi velado o corpo do Presidente Sidónio Pais, em 1918 e daqui saiu Bernardino Machado, após ter renunciado ao cargo de Presidente da República, em 1926.
 
No Estado Novo
 
Durante o Estado Novo o Palácio de Belém não foi palco de relevantes acontecimentos políticos, devido ao reduzido papel atribuído ao Presidente da República pela Constituição de 1933. Neste período, apenas o Presidente Craveiro Lopes, habitou permanentemente o Palácio (entre 1951 e 1958). O Presidente Américo Tomás (1958-1974) raramente ia a Belém, exceptuando algumas recepções oficiais (à quinta-feira). Devido a este reduzido papel político na Ditadura, Belém não foi um alvo dos revolucionários, em 25 de Abril de 1974.
 
O Palácio na Actualidade
 
Só após a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, o Palácio de Belém recuperou o seu papel de relevo, nele se instalando a Junta de Salvação Nacional. Aqui viveram os momentos conturbados de 1974 e do Verão quente de 1975 os Presidentes Spínola e Costa Gomes. Com a vigência da actual constituição (aprovada em 1976), o Palácio regressou à sua condição de residência oficial do Chefe de Estado. Desde então, apenas o Presidente Ramalho Eanes habitou permanentemente no Palácio. Os Presidentes Soares e Sampaio utilizaram Belém apenas para trabalhar, igual atitude expressou o Presidente Cavaco Silva no dia da sua posse, quando declarou que Belém seria a sua residência de trabalho.
 
Hoje, o elegante edifício de cor rosada é a residência oficial do Presidente da República Portuguesa. Nessa qualidade é visita obrigatória para os Chefes de Estado e delegações estrangeiras que visitam os presidentes. Semanalmente, à quinta-feira, o Presidente da República recebe o Primeiro-Ministro, para uma reunião de trabalho onde este o põe ao corrente do governo do país. No terceiro domingo de cada mês acontece na Praça Afonso de Albuquerque (em frente do Palácio), o solene Render da Guarda, que serve o Presidente da República. Para o público em geral foi aberto no edifício o Museu da Presidência da República, por iniciativa do Presidente Jorge Sampaio, em 2004, onde estão expostos os espólio dos 17 Presidentes da República que antecederam o actual Presidente.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006

O Palácio Nacional da Ajuda

 
Palácio Nacional da Ajuda e Estátua de D. Carlos I, Lisboa, Portugal
 
Palácio Nacional da Ajuda e Estátua de D. Carlos I, Lisboa, Portugal
 
 

 

O Palácio Nacional da Ajuda é um monumento nacional português, situado na freguesia da Ajuda, em Lisboa.
 
Antigo Palácio Real, é hoje um museu, estando também instalados no edifício a Biblioteca Nacional da Ajuda e o Ministério da Cultura
.
 
Origens: a Real Barraca
 
As origens do Paço da Ajuda remontam ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, que destruiu praticamente toda a cidade de Lisboa, incluindo a residência do Rei, o velho Palácio da Ribeira, que estava situado no Terreiro do Paço, junto ao Rio Tejo. A família Real encontrava-se nesse dia em Belém, zona oriental da cidade onde os efeitos do terramoto não se fizeram sentir com tanta intensidade. Desta forma, o Rei D.José mandou construir no alto da Ajuda um Palácio de Madeira (com medo de um novo abalo telúrico), a que se chamou Real Barraca. Aí viveria até morrer, em 1777. A sua filha e sucessora, D.Maria I habitava, desde o seu casamento com D.Pedro III, o Palácio de Queluz, pelo que a construção de um novo Palácio Real só foi decidido na sequência de um incêndio que destruiu a Real Barraca, em 1795. Decidiu então o Príncipe Regente D.João fazer construir o actual edifício (começado a erguer no início do século XIX
ao gosto neoclássico), que ficou incompleto devido às invasões francesas, que obrigaram a família real a retirar-se para o Brasil.
 
Regresso de D.João VI
 
Quando D.João VI regressou a Portugal (na sequência na revolução liberal de 1820), ainda o Palácio não estava concluído, pelo que o monarca foi viver para o Palácio da Bemposta, onde morreu. Em 1828, foi ainda palco (na actual Sala dos Banquetes) da reunião das Cortes que aclamaram D.Miguel
como Rei de Portugal.
 
Residência oficial do Rei
 
Só foi residência permanente da família real quando D. Luís I se tornou rei em 1861 e casou com uma princesa italiana, Maria Pia de Sabóia. D.Luís tomou a decisão de se instalar no Palácio depois das mortes sucessivas dos seus irmãos D.Pedro V, D.Fernando e D.João, respondendo assim aos apelos do povo, que considerava amaldiçoado o Palácio das Necessidades. A sua jovem esposa, D.Maria Pia, encarregou-se então da condigna decoração das principais salas do palácio. Aqui nasceram os príncipes D.Carlos e D.Afonso. O Palácio foi palco dos principais acontecimentos políticos da segunda metade do século XIX, como é o caso do golpe do Marechal Saldanha
, que cercou o Paço, obrigando o Rei a nomeá-lo chefe do governo, tendo ouvido então a célebre frase de D.Maria Pia: se eu fosse o rei, mandava-o fuzilar.
 
Residência da Rainha-Mãe
 
Após a morte de D.Luís, em 1889, D.Carlos não quis privar a mãe de residir na Ajuda, resolvendo então habitar o velho Paço das Necessidades, reservando porém as salas do andar nobre da Ajuda para as cerimónias oficiais do seu reinado. Aqui decorreram os banquetes e recepções de Estado em honra de Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, Guilherme II da Alemanha, Émile Loubet, Presidente da República Francesa, entre outros convidados de Estado que visitaram Portugal durante o reinado de D.Carlos. D.Maria Pia residiu no Palácio até Outubro de 1910, data em que foi forçada a abandonar Portugal, na sequência da derrocada da Monarquia
.
 
O Palácio na actualidade
 
Encerrado durante vários anos, apenas no Estado Novo
o Palácio seria transformado em Museu, continuando a servir de cenário às recepções oficiais do Estado.
 
As luxuosas salas estão decoradas com papel de seda, porcelanas de Sèvres e candelabros de cristal. Um dos exemplos do luxo real é a extraordinária Sala Saxe, um presente do rei da Saxónia a Maria Pia, em que todas as peças de mobiliário estão decoradas com porcelanas de Meissen
. No piso térreo conservam-se ainda relativamente intactos os aposentos de D.Luís I e de D.Maria Pia.
 
No primeiro andar, o enorme Salão de Banquetes apresenta candelabros de cristal, cadeiras forradas a seda e uma alegoria ao nascimento de D. João VI nos frescos do tecto, o que é realmente impressionante. Na outra extremidade do palácio, o estúdio neogótico de D. Luís I é decorado com mobílias refinadamente esculpidas. São ainda particularmente imponentes as Salas do Trono, dos Embaixadores e de D.João IV, que são ainda utilizadas pela Presidência da República
para recepções e cerimónias de Estado, nomeadamente a posse dos Governos Constitucionais.
 
Foi classificado como Monumento Nacional em 1910.
Fonte: Wikipédia.

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Domingo, 11 de Junho de 2006

O Palácio de Westminster

 
Palácio de Westminster em Londres
 
Palácio de Westminster em Londres
 
 
 

O Palácio de Westminster - também conhecido como Casas do Parlamento (Houses of Parliament, em inglês) é a sede do parlamento britânico. É considerado um dos edifícios mais célebres do mundo.
 
O primeiro palácio foi construído por Eduardo, o Confessor, que subiu ao trono em 1042. 45 anos depois, Guilherme Rufus, filho de Guilherme, o conquistador, fez acrescentar aos apartamentos a Westminster Hall - a mais elegante da Europa - e aqui se baqueteou [tocou tambor com baquetas] em 1099.
 
Henrique III, no século XIII, juntou-lhe a Câmara Pintada e, durante o seu reinado, o Parlamento (do francês "parler") teve aqui a sua origem. Em 1265 os cavaleiros das regiões e os burgueses das cidades reuniram-se ali. Trinta anos mais tarde um Parlamento Modelo, mais democrático, reuniu-se com os representantes eleitos, em lugar de serem nomeados. Por volta de 1550 os membros dos Comuns e dos Lordes encontraram-se separadamente, reunindo-se com os membros do Parlamento na magnífica Capela do Santo Estêvão, desconsagrada.
 
Entretanto, a impressionante Westminster Hall tinha sido reconstruída: tecto de traves descobertas e canto entalhados. Quando Carlos II subiu ao trono em 1660, o crânio de Cromwell ficou enfiado num sabre do telhado, ficou apodrecido por 25 anos. Com o século XIX a falta de espaço tornou-se o problema principal.
 
Apressavam-se de maneira dramática os projectos de reconstrução quando o céu nocturno de Londres foi iluminado por chamas violentas. O Palácio de Westminster foi submerso por um mar de chamas no incêndio de 1834. Sir Charles Barry recebeu o encargo da reconstrução, no esplendor do estilo gótico, com a ajuda de August Pugin que realizou a pitoresca decoração. A Capela do Santo Estêvão passou a ser Hall de Santo Estêvão - um amplo corredor com quadros e esculturas em mármore e uma placa de latão no pavimento, a indicar o lugar onde era colocada a cadeira do Speaker. A cripta sobrevive, tal como a Westminster Hall, ainda que a adjacente Câmara dos Comuns tenha sido de novo destruída duramente na Segunda Guerra Mundial.
 
Todos os cidadãos britânicos têm o direito tradicional de pedir para verem os seus membros do Parlamento, encontrando-se na descoradíssima Central Lobby. Durante as reuniões do Parlamento é possível assistir aos debates, das Strangers' Galleries. Até a Rainha está sujeita a restrições. Durante o State Opening of Parlament deve sentar-se no trono entre os Lordes enquanto o Primeiro-Ministro e os membros do Gabinete são convidados a entrar pela Câmara dos Comuns - um costume que remonta à intrusão arbitrária de Carlos I para pedir a prisão de cinco membros do Parlamento.
Mas falhou no seu propósito.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Sábado, 27 de Maio de 2006

Panteão dos Braganças

 
Vista geral do interior do Panteão Real dos Bragança
 
Vista geral do interior do Panteão Real dos Bragança
 
 

O Panteão Real da Dinastia de Bragança, situado no Mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora, é o lugar onde descansam muitos dos Monarcas e Príncipes da quarta e última dinastia real portuguesa iniciada por D. João IV e tendo o seu último rei com D. Manuel II. O Panteão situa-se hoje no que outrora foi o antigo refeitório do mosteiro, os seus túmulos são em maioria gavetões de mármore situados nas laterais da grande sala que ocupa, sobre os túmulos existem coroas e os nomes e títulos dos seus ocupantes está gravado a letras douradas na sua parte frontal.
 
É de se chamar a atenção para o túmulo de D. João IV, e também os túmulos da rainha D. Amélia, do rei D. Carlos I e do Príncipe Luís Filipe, Duque de Bragança e do Rei D. Manuel II. O Panteão está aberto a visitas, incluídas no roteiro do Mosteiro. Alguns braganças que não estão lá sepultados são: D. Maria I que se encontra na Basílica da Estrela, D. Pedro IV, Imperador do Brasil, que foi transladado do Panteão para o Monumento do Ipiranga em São Paulo no Brasil, e a rainha D. Maria Pia, que jaz no Panteão dos Sabóias na Basílica de Superga em Turim na região do Piemonte, Itália. O arranjo actual do Panteão data de 1933, quando também se ergueu junto aos túmulos de D. Carlos e de D. Luís Filipe uma estátua de uma mulher simbolizando a Pátria a chorar pelos seus mártires (recorde-se que ambos foram assassinados).
 
Todos os anos no dia 1 de Fevereiro é realizada uma missa pelas almas do rei D. Carlos I e do Príncipe D. Luís Filipe (vitimados no atentado republicano em 1908), com a presença dos Duques de Bragança D. Duarte Pio e D. Isabel de Herédia e muitos monárquicos, que seguem sempre para depositar uma coroa de flores nos túmulos do Panteão Real.
 
Panteão, que, etimologicamente, deriva de pan (todo) théos (deus), significa, literalmente, o templo que é dedicado a todos os deuses. Mais tarde, com o monoteísmo, os panteões foram reformulados para servir de última morada àqueles que através dos seus feitos engrandeceram a sua Pátria (intelectuais, estadistas, artistas, etc.).
Fonte: Wikipédia.

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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

Palácio Nacional da Pena


PalacioDaPenaSintra.jpg
 

O Palácio Nacional da Pena, localizado na histórica vila de Sintra, representa uma das melhores expressões do Romantismo do século XIX em Portugal. Este monumento foi mandado construir por D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, que casou com a Rainha Maria II em 1836. Dotado de uma educação muito completa, o futuro Rei Fernando II depressa se apaixonou por Sintra e, enquanto visitava a montanha pela primeira vez, avistou as ruínas do antigo Convento dos Frades Hieronimitas, erguido no reinado de D. João II, sendo substancialmente transformado pelo rei Manuel I de Portugal que, no cumprimento de uma promessa, ordenou a sua reconstrução de raiz, em homenagem a Nossa Senhora da Pena, doando-o de volta à Ordem dos Monges de São Jerónimo.

Com o Terramoto de 1755, que devastou Lisboa e toda a região circundante, o convento da Pena caiu em ruínas. Apenas a Capela, na zona do altar-mor, com o magnífico retábulo em mármore e alabastro atribuído a Nicolau de Chanterenne, permaneceu intacto. Foram estas ruínas, no topo escarpado da Serra de Sintra, que maravilharam o jovem príncipe D. Fernando. Em 1838, decidiu adquirir o velho convento, toda a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros e outras quintas e matas circundantes. Cedo iniciou as obras de consolidação do velho convento, dotando-o de novos acessos em túnel. Em 1840, dois anos antes que Varnhagen desse à estampa a sua colecção de artigos sobre os Jerónimos, o príncipe D. Fernando decide a ampliação do Convento de forma a construir um verdadeiro paço acastelado romântico, residência de verão da família real portuguesa.

Pensou, igualmente, em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excepcional lição de arquitectura.

História

No século XVI, D. Manuel I mandou construir o convento de madeira para a Ordem de São Jerónimo, substituindo-o ligeiramente mais tarde por um de cantaria para 18 monges. No século XVIII, um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia. Isto ocorreu pouco antes do fatídico terramoto de 1755, que deixou o convento em plena ruína.

Depois do seu abandono, em 1838, D. Fernando comprou o espaço, cercando-o de terras de semeadura, pinhal e mata, efectuando também diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de Verão. O novo projecto foi encomendado ao mineralogista germânico barão von Eschwege, arquitecto amador. Homem viajado, Eschwege, que nascera em Essen, deveria conhecer pelo menos em forma de projecto as obras que Frederico Guilherme IV empreendera com o concurso de Schinkel nos Castelos do Reno, tendo passado em viagem de estudo por Berlim, Inglaterra e França, pela Argélia e por Espanha (Córdova, Sevilha e Granada). Em Sintra, os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projecto do alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do príncipe consorte.

Embora a direcção da obra fosse entregue ao engenheiro prussiano, o seu programa construtivo e decorativo ficou a dever-se em grande parte ao ecléctico e exótico temperamento romântico do próprio monarca que, a par de arcos ogivais, torres de sugestão medieval e elementos de inspiração árabe, desenhou e fez reproduzir, na fachada norte do Palácio, uma imitação do Capítulo, do Convento de Cristo em Tomar.

Após a morte de D. Fernando, o palácio seria deixado para a sua mulher, Elisa Hendler, a condessa de Edla, que receberia uma proposta de venda de D. Luís I e a aceitaria.

Durante o reinado de D. Carlos I, a família real ocupou com frequência o palácio.

Em 1889, o Estado comprou o complexo que, em 1910, com a implantação da República, foi transformado em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena.

Caracterização arquitectónica

Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana)  é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo.
Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:
  • A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça;
  • O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio;
  • O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos;
  • A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.
Durante a construção, apesar de se manter a estrutura básica, foram feitas alterações em quase todos os vãos, ao mesmo tempo que a pequena torre cilíndrica que se encostava à maior passou para a retaguarda do edifício. O arco do corpo, ladeado por duas torres, recebeu uma profusa decoração em relevo a imitar corais.

Sobre ela, uma janela, a bow window, recebeu na sua base, também em relevo, uma figura de um ser híbrido, meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos que se transformam num tronco de videira cujos ramos são sustentados pela enigmática personagem, relembrando propositadamente o homem barbado da janela da sala do coro do Convento de Cristo de Tomar, transformado aqui num ser monstruoso de carácter quase demoníaco. Este conjunto, conhecido por pórtico do Tritão, foi programado por D. Fernando, que o desenhou como um «Pórtico allegórico da creação do mundo», e parece condensar em termos simbólicos a teoria dos «quatro elementos». Reforçando esta relação com Tomar, a janela existente no lado oposto deste corpo copia com alguma liberdade o célebre vão manuelino da autoria de Diogo de Arruda, «achatando-a». Nicolau Pires foi a Tomar desenhá-la para o príncipe, que reformulou o conjunto.

O conjunto das diversas guaritas, o desnivelamento dos sucessivos terraços, o revestimento parietal com azulejos neo-hispano-árabes, oitocentistas, são elementos significativos. A adaptação da janela do Convento de Cristo, do lado do Pátio dos Arcos e a notável figura do Tritão, simbolizando, segundo alguns autores, a alegoria da Criação do Mundo, são pormenores fundamentais na interpretação deste Palácio.

A planta do edifício é bastante irregular e está condicionada por uma construção ali preexistente (a Capela de Nossa Senhora da Pena) e ainda pela topografia. O resultado é um núcleo sensivelmente quadrangular, organizado à volta de claustro e um outro alongado.

As fachadas são divididas por bocéis ou torçais e fenestradas, mais ou menos regularmente, e por vãos quadrangulares, rectangulares e de arco pleno. As torres e os baluartes possuem anéis superiores sobre cachorrada ou arcatura, formando caminhos de ronda, mirantes ou terraços. Já as torres quadradas têm nos cunhais guaritas circulares com coberturas cónicas.

A fachada principal está revestida com azulejos de padrão policromo e dispõe de uma varanda ao nível do terceiro piso. No núcleo quadrangular, destacam-se várias arcadas interrompidas sobre murete. Uma escada em U conduz ao claustro, de dois pisos, com arcada de arcos plenos no primeiro e abatidos no segundo. À volta destes dispõem-se algumas das principais salas.

Na ala norte encontra-se a capela, forrada a azulejos padrão, com a nave separada da capela-mor por teia em pau-santo. O parque possui uma ambiência fria e nórdica, o que se deve às influências dos jardins românticos da Alemanha.

Todas as torres (exceptuando a do Relógio)  receberam cúpulas. Os motivos de inspiração foram essencialmente colhidos em fontes mouriscas e mudéjares espanholas e em quase todas as obras manuelinas da Grande Estremadura, entre as quais se encontram: a Torre de Belém (justificando as guaritas com cúpulas gomeadas e os renques de ameias), os Jerónimos (os vãos, a ornamentação de cordas entrançadas e frisos), o Convento de Cristo (a bow window, a própria expressão quase caricatural)  e o Palácio da Vila (os frisos de relevos góticos nas cornijas, e a própria realização orgânica do complexo). As rosas com cruzes inscritas demonstram a secreta genealogia do príncipe, que devia remontar miticamente aos Irmãos Rosa-Cruz do século XVII, da qual o príncipe foi grão-mestre e, ainda mais tarde, à Ordem de Cristo, herdeira dos Templários.

A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque, pinturas murais em trompe-l'oeil e diversos revestimentos em azulejo do século XIX, integrando as inúmeras colecções reais em ambientes onde o gosto pelo bricabraque e pelo coleccionismo são bem evidentes.

Os elementos

Para além da Torre do Relógio, a arte manifesta-se no palácio por todos os cantos:  na Sala dos Veados, ampla e cilíndrica, de larga coluna como eixo, actualmente utilizada para exposições;  na Sala de Saxe, onde tudo ou quase é feito em porcelana de Saxe;  o Salão Nobre, onde estuques, lustres, móveis e pedaços de vitrais variam do século XIV ao século XIX, e onde surgem vários elementos maçónicos;  os aposentos, onde se identifica o grande baixo-relevo de madeira de carvalho quinhentista, de autor desconhecido, ilustrando a Tomada de Arzila, comprado por D. Fernando em Roma;  a Sala Indiana, onde repousam admiráveis obras de arte, como o lustre em cristal da Boémia e o Cólera Morbus, um baixo-relevo de Vítor Bastos;  a Sala Árabe, que expõe algumas das pinturas de Paolo Pizzi, e as pinturas em pratos do rei-artista, numa outra sala.

Parque da Pena

O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo assim o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.

São pontes e grutas, bancos de jardim, pérgolas e fontes. Pequenas casas onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros, rosas, de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são igualmente pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um imenso tubo de fetos arbóreos.

Todo o parque da Pena é hoje considerado o Parque da Europa, com o mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes donde são originárias.
Fonte: Wikipédia.
 
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