Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Taj Mahal - "a maior prova de amor do mundo"

 
Taj Mahal em Agra, Índia

Taj Mahal em Agra, Índia

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O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, pequena cidade da Índia. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo numa celebração em Lisboa no dia 07/07/2007.
 
A obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 22 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória da sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre o seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
 
Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semi-preciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.
 
Supõe-se que o imperador pretendia fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou deposto antes do início das obras, por um dos seus filhos.
 
Apesar da sua opulência, o Taj Mahal é na verdade um gigantesco mausoléu e não um palácio, como muitos pensam.
 
Conta a lenda que, por ordem do monarca, depois de terminar o seu trabalho, os artesãos tiveram as suas mãos cortadas para impedir que pudessem reproduzir a obra.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

As Novas Sete Maravilhas do Mundo

 
Recordando...
 
Foi ao anoitecer do dia 07-07-2007 que Lisboa recebeu a Gala das Sete Maravilhas do Mundo.
 
A lista de candidatos:
 
1 - Acrópole de Atenas (Grécia)
2 - Alhambra de Granada (Espanha)
3 - Angkor Wat (Camboja)
4 - Pirâmide de Chichen Itzá (México)
5 - Cristo Redentor (Rio de Janeiro)
6 - Coliseu de Roma (Itália)
7 - Estátuas da Ilha de Páscoa (Chile)
8 - Torre Eiffel (França)
9 - Grande Muralha (China)
10 - Basílica de Santa Sofia em Istambul (Turquia)
11 - Templo de Kiyomishu em Kyoto (Japão)
12 - Catedral de São Basílio (Moscovo)
13 - Machu Pichu (Peru)
14 - Castelo Neuschwanstein (Alemanha)
15 - Petra (Jordânia)
16 - Pirâmides de Gizé (Egipto)
17 - Estátua da Liberdade de Nova York (EUA)
18 - Stonehenge (Grã-Bretanha)
19 - Ópera de Sydney (Austrália)
20 - Taj Mahal (Índia)
21 - Timbuctu (Mali)
 
 
As Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno
  
 
A Grande Muralha da China
Petra (Jordânia)
Cristo Redentor (Brasil)
Machu Picchu (Peru)
Pirâmide de Chichén Itzá (México)
Coliseu de Roma (Itália)
Taj Mahal (Índia)
 
Veja  AQUI  as Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno
 
 
 
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
 
 

Colosso de Rodes (na ilha grega de Rodes)
 
Estátua de Zeus (na cidade grega de Olímpia)
 
Farol de Alexandria (próxima ao porto de Alexandria, Egipto)
 
Jardins suspensos da Babilónia (na Mesopotâmia. No moderno Iraque, localiza-se a aprox. 80 km ao sul de Bagdad)
 

Mausoléu de Halicarnasso (actual Bodrum, Turquia)
 
Grande Pirâmide de Gizé (Egipto - a única maravilha das sete do mundo antigo ainda existente)
 
Templo de Ártemis (em Éfeso na Ásia Menor, actualmente, pertence à Turquia)

 

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Domingo, 8 de Julho de 2007

Finalmente...

 

AS SETE MARAVILHAS
DE PORTUGAL

 

Foram as eleitas há, aproximadamente, 3 horas:


Castelo de Guimarães

Castelo de Guimarães

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Castelo de Óbidos

Castelo de Óbidos

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Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

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Mosteiro da Batalha

Mosteiro da Batalha

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Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa

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Palácio Nacional da Pena em Sintra

Palácio Nacional da Pena em Sintra

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Torre de Belém em Lisboa

Torre de Belém em Lisboa

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                     Em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007
 

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Novas maravilhas...

 
Os 21 Monumentos Finalistas às 7 Maravilhas de Portugal

Os 21 Monumentos Finalistas às 7 Maravilhas de Portugal



As Sete Maravilhas de Portugal é uma iniciativa apoiada pelo Ministério da Cultura de Portugal e organizada pelo consórcio composto por Y&R Brands S.A. e Realizar S.A. que visa eleger os sete monumentos mais relevantes do património português.
 
A escolha foi baseada em 793 monumentos nacionais classificados pelo IPPAR, à qual foi feita uma primeira selecção, realizada por peritos e da qual resultou uma lista de setenta e sete monumentos. Seguidamente foi feita uma nova escolha, realizada por um Conselho de Notáveis composto por personalidades de diversos quadrantes de onde saíram os vinte e um monumentos finalistas.
 
No dia
7 de Julho de 2007 será feita a divulgação da Declaração Universal das novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, tendo como palco o estádio do Sport Lisboa e Benfica em Lisboa onde serão apresentadas também as Sete Maravilhas de Portugal

Veja as 21 fotos, individualmente, nos links seguintes:
 
Castelo de Almourol    
Castelo de Guimarães
Castelo de Marvão
Castelo de Óbidos
Convento de Cristo em Tomar
Fortaleza de Sagres
Fortificações de Monsaraz
Igreja de São Francisco no Porto
Mosteiro da Batalha
Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa
Paço Ducal de Vila Viçosa
Palácio da Pena em Sintra
Palácio de Mateus em Vila Real
Palácio Nacional de Mafra
Palácio Nacional de Queluz
Ruínas de Conímbriga
Templo Romano de Évora
Torre de Belém em Lisboa
Torre dos Clérigos no Porto
Torre da Universidade de Coimbra

 

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As Sete Maravilhas de Portugal
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Panteão Nacional

 
Vista aérea do Panteão Nacional

Vista aérea do Panteão Nacional

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Igreja de Santa Engrácia - fachada frontal

Igreja de Santa Engrácia - fachada frontal

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O Panteão Nacional de Portugal situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.
 
O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida uma igreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia.
 
O templo passou a ter a função de Panteão a partir de 1916. Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos Amália Rodrigues, depois de se alterarem as disposições legais que apenas permitiam a trasladação para o Panteão Nacional quatro anos após a morte da individualidade. No mesmo local encontram-se os restos mortais dos escritores João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro.
 
Os Presidentes da República portugueses Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona estão também aí sepultados.
 
São também evocados no Panteão Nacional, através de cenotáfios (monumentos fúnebres, erguidos em memória de alguém, sem lhe conter o corpo), as personalidades de Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do Infante D. Henrique, ainda que os seus corpos aí não estejam presentes.
 
 
Igreja de Santa Engrácia
 
A igreja original foi constantemente alvo de modificações e alterações, de tal modo que hoje nada resta dela. A versão original foi vítima de um temporal, em 1681. A primeira pedra do novo edifício barroco, lançada em 1682, marcou o início de uma saga de 284 anos. As obras mantiveram-se durante tanto tempo que se deu azo à expressão popular "obras de Santa Engrácia" para designar algo que nunca mais acaba. A igreja só foi terminada em 1966.
O interior está pavimentado com mármore colorido e coroado por uma cúpula gigante. Como Panteão Nacional abriga os cenotáfios de heróis da história portuguesa, tais como Vasco da Gama e Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia, à esquerda, Henrique o Navegador e Luís de Camões, à direita. Também aqui se encontra o túmulo da fadista Amália Rodrigues, ícone cultural para os Portugueses, bem como de Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 18 de Fevereiro de 2007

Fonte do Ídolo - Bracara Augusta

 
Fonte do Ídolo - Braga

Fonte do Ídolo - Braga

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A Fonte do Ídolo é um monumento romano da cidade de Braga, norte de Portugal. Localiza-se na Rua do Raio, na zona central da cidade.
 
Bracara Augusta foi fundada cerca de 16 a.C., na época de Augusto, numa região que era ocupada anteriormente por povos autóctones. Os romanos, geralmente tolerantes em matéria religiosa, permitiam o culto a divindades locais, além dos deuses romanos. Nesse contexto se insere a Fonte do Ídolo, um santuário dedicado a um deus local chamado Tongoenabiago
, associado a cursos d'água.
 
Possivelmente construída no século I d.C., a Fonte do Ídolo  consiste numa fonte de água com inscrições e figuras esculpidas num afloramento natural de granito. Uma inscrição indica que um tal Célico Fronto, natural de Arcóbriga (povoação dos Célticos na Lusitânia
), mandou fazer o monumento. Perto dessa inscrição encontra-se uma figura vestida com uma toga, que poderia representar o dedicante. Ao lado, sobre a fonte d'água, encontra-se outra figura esculpida: um busto, erodido, dentro de um nicho de perfil clássico com a figura de uma pomba no frontão. Perto dessa figura encontra-se outra inscrição com o nome do dedicante e o nome da divindade Tongoenabiago, que provavelmente é representada pela figura do nicho. Perto da fonte encontraram-se vestígios arquitectónicos que indicam que o santuário pode ter sido parte de um templo.
 
A Fonte do Ídolo é o único monumento romano de Bracara Augusta
a ter sobrevivido intacto até os nossos dias, sendo muito importante pelas informações que fornece sobre o culto de deuses indígenas na época romana.
 
 
Bracara Augusta, o nome romano da actual cidade de Braga, foi construída no lugar de um povoado indígena anterior. A cidade romana foi fundada pelo imperador César Augusto cerca de 16 a.C., após a pacificação definitiva da região. Durante o período dos Flávios, Bracara Augusta recebeu o estatuto municipal e foi elevada a sede do conventus  (assembleia), tendo tido funções administrativas sobre uma extensa região. A partir da reforma de Diocleciano (imperador romano) passou a ser a capital da recente província da Galécia. No século V a cidade foi tomada pelos invasores suevos
, que a escolheram como capital do seu reino.
 
São conhecidos da cidade romana restos de alguns edifícios. Nas escavações efectuadas no claustro do Seminário de Santiago encontrou-se uma grande sala com restos de colunas, tendo ao centro uma piscina decorada com mosaicos, que foi provavelmente parte de um balneário. Em escavações realizadas pela Universidade do Minho foram descobertas umas quantas termas. Na área da Fonte do Ídolo, situada na actual Rua do Raio e fora do antigo perímetro da cidade romana, terá existido um edifício religioso consagrado ao deus Tongoenabiagus (deus da Fonte do Juramento na mitologia lusitana).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Sé do Porto

 
Vista nocturna da Sé do Porto. A estátua representa Vímara Peres (c. 820 - 873), primeiro conde de Portucale

Vista nocturna da Sé do Porto.
A estátua representa Vímara Peres (1), c. 820 - 873, primeiro conde de Portucale

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Claustros góticos da Sé do Porto

Claustros góticos da Sé do Porto

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A Catedral (Sé) da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico, é um dos seus principais e mais antigos monumentos.
 
O início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. Esse primeiro edifício, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral da fachada com as torres e a bela rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por abóbada de canhão. A abóbada da nave central é sustentada por arcobotantes, sendo a Sé do Porto um dos primeiros edifícios portugueses em que se utilizou esse elemento arquitectónico.
 
Na época gótica construiu-se a capela funerária de João Gordo (cerca de 1333), cavaleiro da Ordem dos Hospitalários e colaborador de D. Dinis, sepultado em um túmulo com jacente. Também da época gótica data o claustro (séc. XIV-XV), construído no reinado de D. João I. Este rei casou-se com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387.
 
O exterior da Sé foi muito modificado na época barroca. Cerca de 1772 construiu-se um novo portal em substituição ao românico original. As balaustradas e cúpulas das torres também são barrocas. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma bela galilé barroca à fachada lateral da Sé. (Galilé, é uma construção arquitectónica, normalmente na entrada de um Templo. Situa-se no exterior do edifício e é constituído por um telhado ou coberto, que protege a entrada da Igreja. Por vezes é decorada com arcos, estátuas, trabalho em ferro, etc.).
 
À esquerda da capela-mor encontra-se um magnífico altar de prata, construído na segunda metade do século XVII por vários artistas portugueses, salvo das tropas francesas em 1809 por meio de uma parede de gesso construída apressadamente. No século XVII a capela-mor original românica (que era dotada de um deambulatório) foi substituída por uma maior em estilo barroco. O altar-mor, construído entre 1727-1729, é uma importante obra do barroco joanino, projectado por Santos Pacheco e esculpido por Miguel Francisco da Silva. As pinturas murais da capela-mor são de Nasoni.
 
O transepto sul dá acesso aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni conduz aos pisos superiores, onde os painéis de azulejos exibem a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.
 
A sé integra três belos órgãos. Um deles, no coro-alto, marca em Portugal um período que dá início ao desenvolvimento organístico. Trata-se de um órgão do construtor Jann, o mesmo construtor do órgão da igreja da Lapa (Porto), ambos promovidos pelo esforço e iniciativa do Cónego Ferreira dos Santos.
 
 
(1) - Vímara Peres (Galiza, c. 820 – 873), senhor da guerra cristão da segunda metade do século IX do Nordeste da Península Ibérica. Vassalo do Reino das Astúrias, foi enviado, a mando de Afonso III das Astúrias, retomar o vale do Douro das mãos dos mouros, já que se afigurava uma linha de defesa fundamental para o pequeno reino cristão das Astúrias. Vímara foi um dos responsáveis pela repovoação da linha entre o Minho e Douro e, auxiliado por cavaleiros da região, pela acção de presúria do burgo de Portucale (Porto), que foi assim definitivamente conquistado aos muçulmanos no ano de 868. Nesse mesmo ano, tornou-se o primeiro conde de Portucale.
 
Vímara Peres foi também o fundador de um pequeno burgo fortificado nas proximidades de Braga, Vimaranis (derivado do seu próprio nome), que com o correr dos tempos, por evolução fonética, se tornou na moderna Guimarães, tendo sido o principal centro governativo do condado Portucalense aquando da chegada de D.Henrique.
 
Foi em Guimarães que viria a falecer, em 873. O seu filho, Lucídio Vimaranes (etimologicamente, «filho de Vímara»), sucedeu-lhe à frente dos destinos do condado, instituindo-se assim uma dinastia condal que governaria a região até 1071.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Mosteiro da Batalha

 
Mosteiro da Batalha

Mosteiro da Batalha

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Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas

Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas

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Mosteiro da Batalha - Claustro Real

Mosteiro da Batalha - Claustro Real

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O Convento de Santa Maria da Vitória (também conhecido como Mosteiro da Batalha) situa-se na Batalha, Portugal, e foi mandado edificar por D. João I como agradecimento do auxílio divino e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota. Em 1388 já ali viviam os primeiros dominicanos.
 
 
História
 
No arranque das obras do Mosteiro da Batalha foi construído um pequeno templo, cujos vestígios eram ainda visíveis no princípio do século XIX. Era nesta edificação, Santa Maria-a-Velha, também conhecida por Igreja Velha, que se celebrava missa, dando apoio aos operários do estaleiro. Tratava-se de uma obra pobre, feita com escassos recursos.
 
Em traços esquemáticos conhece-se a evolução do estaleiro propriamente dito e o grau de avanço das obras. Sabe-se que ao projecto inicial corresponde a igreja, o claustro e as dependências monásticas inerentes, como a Sala do Capítulo, sacristia, refeitório e anexos. É um modelo que se assemelha ao adoptado, em termos de orgânica interna, pelo grande mosteiro alcobacense.
 
A capela do Fundador, capela funerária, foi acrescentada a este projecto inicial pelo próprio rei D. João I, o mesmo acontecendo com a rotunda funerária conhecida por Capelas Imperfeitas, da iniciativa do rei D. Duarte.
 
O claustro menor e dependências adjacentes, ficaria a dever-se à iniciativa de D. Afonso V, sendo de notar o desinteresse de D. João II pela edificação. Voltaria a receber os favores reais com D. Manuel, mas somente até 1516-1517, ou seja, até à sua decisão em favorecer decididamente a fábrica do Mosteiro dos Jerónimos.
 
O Mosteiro foi restaurado no Século XIX, sob a direcção de Luís Mouzinho de Albuquerque, de acordo com a traça de Thomas Pitt, viajante inglês que estivera em Portugal nos fins do Século XVIII, e que dera a conhecer por toda a Europa o mosteiro através das suas gravuras. Neste restauro, o Mosteiro sofreu transformações mais ou menos profundas, designadamente pela destruição de dois claustros, junto das Capelas Imperfeitas e, num quadro de extinção das ordens religiosas em Portugal, pela remoção total dos símbolos religiosos, procurando tornar o Mosteiro num símbolo glorioso da Dinastia de Avis e, sobretudo, da sua primeira geração (a dita Ínclita Geração  de Camões). Data dessa altura a actual configuração da Capela do Fundador  e a vulgarização do termo Mosteiro da Batalha (celebrando Aljubarrota) em detrimento de Santa Maria da Vitória, numa tentativa de erradicar definitivamente as designações que lembrassem o passado religioso do edifício.
 
 
Caracterização arquitectónica
 
Planta
 
Em planta de cruz latina, a igreja revela o apego à tradição do gótico mendicante português. Trata-se de um templo de 3 naves, com transepto pronunciado e cinco capelas na cabeceira, sendo as laterais de igual profundidade (as mais interiores no enfiamento das colaterais; as exteriores deitando para o braço final do transepto), todas elas precedidas de um tramo recto (ligeiramente prolongado na capela-mor).
 
Dimensões
 
A igreja, que possui 80 m de comprimento 22 m de largura e um vão máximo na flecha de 32,5 m, denuncia um sistema proporcional relativamente simples. A diferença de altura entre as naves laterais e a nave central é baseada numa «razão» proporcional de 3:2 ou razão sesquitércia, aliás corrente no gótico. A mesma «razão» foi adoptada para determinar a relação entre a largura do templo e o seu comprimento, da porta axial até ao arco triunfal, e, mais tarde, para determinar a dimensão da Capela do Fundador que, assim, se constitui num quadrado que «preenche» três vezes o corpo da igreja (cabeceira excluída).
 
Cobertura
 
O templo só difere dos seus congéneres mais antigos pelo facto de ser completamente abobadado e de muito maior comprimento. Com oito tramos, marcados por arcada longitudinal este traçado remete todo o projecto inicial para uma condição de continuidade relativamente à tradição portuguesa, havendo apenas que solucionar os trâmites relativos ao abobadamento. A experiência do deambulatório da Sé de Lisboa deve ter sido importante para o facto, sabendo-se para mais que o mestre Afonso Domingues, morador em Lisboa na freguesia da Madalena, sendo natural desta cidade, poderá ter ali tirocinado.
 
Os pilares das naves são polistilos e de grande espessura, sendo cada coluna adossada, ininterrupta da base até ao capitel, sem qualquer marcação de gola ou cornija, sendo isto válido também para as meias colunas que sustentam os arcos torais da nave central. A cobertura das três naves é estruturalmente idêntica, com arcos torais simples, duas nervuras cruzadas e cadeia unindo as chaves longitudinalmente. O mesmo acontece no transepto, onde se registam cinco tramos de abóbada, de oito panos cada, e com o mesmo sistema de ogivas cruzadas (sendo obviamente maiores os tramos do cruzeiro). O uso de abóbadas na nave central, elevada a muito maior altura que as colaterais, obrigou à utilização de arcobotantes, que descarregam o seu peso nos estribos do flanco exterior do templo, ao nível da cobertura das laterais. As abóbadas das capelas da cabeceira, com topo poligonal de cinco tramos cada, são cobertas por abóbada de ogivas, com nervuras nascentes de arcos adossados às paredes, dotadas de dois tramos rectos solidários com o topo poligonal, formado por nervuras radiantes com as chaves também ligadas por cadeias. Este sistema dispensou qualquer reforço exterior, cingindo-se o respectivo apoio a contrafortes radiais.
 
O mestre Afonso Domingues não terá finalizado a obra, deixando, no entanto, configurado quase todo o templo, com excepção talvez das partes mais elevadas e boa parte da zona claustral. Assim, no interior é fácil perceber a intervenção do mestre português nas abóbadas das naves, dotadas de grandes chaves de decoração naturalista, enquanto a abóbada do transepto, com chaves de menores dimensões, parece ser já obra da empreitada seguinte. O mesmo acontece com os capiteis devidos à empreitada de Domingues, com decoração vegetalista e antropomórfica (cabeças e anjos) desenvolvendo-se em «dois andares» com a cesta visível, em contraste com os capiteis mais avançados da empreitada de Huguet, com decoração quase exclusivamente vegetalista muito desenvolvida e cobrindo a cesta até quase a mascarar.
 
Alçado
 
Em termos de alçado, as diferenças existentes são consequência do abobadamento geral das naves da igreja. A iluminação é feita por janelões apontados a partir dos flancos colaterais e por um clerestório que corre ao longo da parede superior da nave central, onde se rasgam janelões apontados ao eixo dos arcos. Convém relembrar ainda que o facto de a capela-mor da cabeceira do Mosteiro da Batalha possuir fenestração em dois andares (em vez de uma só janela por pano) é, segundo Mário T. Chicó, resultante da influência directa da capela-mor afonsina da Sé de Lisboa, então já edificada. Tudo isto aponta para a importância da primeira empreitada de obras devida a Domingues.
 
 
Áreas
 
Capela-Mor
 
A Capela-Mor parece ser de acabamento posterior, com o seu arco triunfal acairelado, podendo igualmente considerar-se duas as fases de trabalho das capelas colaterais. Na zona das dependências claustrais é possível que os trabalhos tivessem avançado mais rapidamente do que no corpo do templo. As galerias norte e ocidental estariam já levantadas, mas foi Huguet quem terá dado acabamento às do lado sul e nascente (todas elas com sete tramos), respeitando porém o traçado anterior, com abóbadas de cruzaria de grandes chaves unidas por cadeia longitudinal, sem mísulas, descansando em finos colunelos de um e de outro lado das paredes.
 
Sala do Capítulo
 
Coube ao mestre Huguet finalizar a célebre Sala do Capítulo (Túmulo do Soldado Desconhecido), de planta quadrada, coberta por uma abóbada de estrela de um só voo. Esta abóbada é, efectivamente, uma obra de notável técnica construtiva gótica, sendo formada por dezasseis nervuras radiais, oito lançadas das paredes, as restantes lançadas das chaves secundárias exteriores, convergindo para uma grande chave central de decoração vegetalista, desenvolvida em duas coroas. A face exterior desta sala, deitando para a galeria do claustro, é formada por um portal central de rasgamento profundo, com cinco arquivoltas de fora e quatro do lado de dentro, o vão ornado por cogulhos radiantes. De cada lado abrem-se dois grandes vãos quebrados, preenchidos cada um deles por duas janelas geminadas com uma bandeira recortada e rendilhada segundo preceitos do gótico flamejante. São sobrepujadas por um óculo.
 
A sala capitular possui ornamentação figurativa digna de registo: o programa dominante é mariológico, assinalando-se na janela sul virada para a crasta em dois capitéis, a representação de uma Anunciação, com a virgem à direita e o anjo à esquerda. Nossa Senhora segura uma vasilha com o seu braço direito, tendo o colo ornado por um colar de pendentes em forma de mão (signos apotropaicos), e o anjo a típica filcatéria enrolada em torno do corpo.
 
Outro elemento iconográfico bastante conhecido, é a representação, numa das mísulas, do que se supõe ser, com bastante razão, o mestre pedreiro, em fórmula de retrato (é notoriamente individualizada a expressão do rosto). Vestido com traje de inícios do século XV, uma túnica cintada por faixa, chapéu de turbante traçado e pendente, segura na mão esquerda uma régua tendo a outra mão pousada no joelho direito.
 
Capela do Fundador
 
Um dos mais importantes edifícios adjacentes ao mosteiro e que marca indelevelmente o seu carácter «real», sendo bem esclarecedor quanto aos intentos envolvidos é, precisamente, a chamada Capela do Fundador. Trata-se de uma construção situada à direita do templo, encostada ao flanco exterior da nave sul, por onde se faz a entrada. Possui planta quadrada, na qual se inscreve ao centro um octógono, que se desenvolve em volume para cima, ao nível do seu segundo andar, um octógono que funciona, também, como lanterna. Esta capela foi traçada por mestre Huguet e encontrava-se ainda em obras em 1426, sendo terminada pouco depois do falecimento do monarca, que para ali foi trasladado, juntamente com o corpo da rainha, um ano depois (1434).
 
Pelo exterior, impõe-se como uma massa homogénea acentuando a horizontalidade do frontispício do templo. Oferece três faces livres, cada uma das quais ritmada por dois contrafortes, e onde se rasgam três janelões, com o que fica a eixo mais largo do que os restantes. Em cima, salienta-se o exterior do octógono central de onde partem oito arcobotantes acailerados apoiados nos contrafortes exteriores, que se prolongam em pegões pinaculados além do terraço. O conjunto é rematado por um friso de grilhagens flamejantes. Originalmente, o octógono era coroado por um grande coruchéu em agulha, que caiu com o terramoto de 1755.
 
No interior, a luz irrompe dos janelões da fachada e das frestas de dois lumes existentes em cada face do octógono central. É uma luz diáfana, que incide particularmente no centro do monumento, onde se ergue o mausoléu do rei e da rainha. A abóbada é complexa, formada por arcos cruzeiros que, partindo de baquetas embebidas nas paredes, entroncam em chaves centrais, a partir das quais as nervuras despejam o seu peso sobre as baquetas da face exterior do octógono central, compondo, desta forma, uma espécie de nave ou deambulatório.
 
O octógono propriamente dito, no centro do edifício, é formado por oito pilares compósitos, de colunas enfeixadas e abre-se através de oito arcos apontados com o intradorso ornado de cairéis trilobados. O seu interior é de «dois andares»: o inferior corresponde aos pilares e arcos, enquanto no andar superior se rasgam as janelas lanternárias. Também a abóbada deste corpo central é estrelada, com oito braços principais, oito terceletes e dezasseis nervuras secundárias, apoiadas em oito chaves radiais e uma chave central de grande diâmetro, mostrando o rendilhado, no meio da qual se inscrevem, em relevo, as armas reais. Nas paredes rasgam-se arcos sólidos que albergam os túmulos dos príncipes de Avis: D. Pedro, sua mulher e D. Fernando. Os túmulos dentro do nicho de volta quebrada com arquivolta exterior em contracurva, possuem frontais em relevo decorados com os brasões dos príncipes, enquadrados por ornamentação floral, sendo na sua totalidade um dos primeiros e mais profusos conjuntos de heráldica familiar de grande porte existente em Portugal, de acordo, aliás, com esquemas certamente importados de Inglaterra. Outros arcos sólidos vazios previam mais deposições tumulares, mas foram desaproveitados atendendo à decisão de D. Duarte em construir novo panteão, vindo a ser preenchidos somente em 1901.
 
Panteão de D. Duarte
 
O Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário. Assim, D. Duarte deu inicio à edificação de uma rotunda atrás da cabeceira. De qualquer modo, as obras, também conduzidas por Huguet, não foram terminadas, uma vez que a sua edificação terá começado sensivelmente em 1434, tendo o monarca falecido quatro anos depois, deixando-as incompletas. Mas o traçado estava certamente delineado e as obras dos reinados seguintes foram lentamente tentando rematar o edifício, tendo porém ficado por fazer o principal: o lançamento da grande abóbada central. Ao contrário do que se possa julgar, esta operação não levantaria grandes problemas técnicos visto que o vão a cobrir pouco maior era do que o existente na Sala do Capítulo.
 
Tratava-se, efectivamente, de um edifício com um corpo central octogonal e entrada a eixo (articulada com a cabeceira por um átrio abobadado), à volta do qual se dispunham sete capelas radiantes. Nascendo dos grandes maciços polistilos que conformam a estrutura, levantar-se-ia um corpo octogonal provido de grandes janelões, abobadado e devidamente escorado em arcobotantes, previsto para configurar um amplo espaço de planta centrada completamente unificado. As capelas existentes abrem-se para o recinto através de grandes arcos quebrados acairelados, possuindo cada uma delas um coro recto e um topo prismático de três faces, com um só janelão de dois lumes em cada face e cobertura de abóbada nervurada. Entre as capelas, servindo de reforço, abrem-se seis pequenas áreas de planta triangular, sem acesso, mais baixas que as capelas e decoradas exteriormente com um janelão.
 
Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A data desta intervenção é difícil de determinar, podendo ser bastante tardia. De qualquer modo, a decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente assombrosas, sendo um exemplo único no gótico português. As nervuras são acaireladas, com nervos secundários de função apenas escultórica, mas com pequenas chaves em cúspide invertida, decoradas com motivos vegetalistas trepanados, sendo as chaves maiores rendilhadas, apresentando, por sua vez, as armas reais e o «corpo de empresa» de D. João II (o pelicano) e da Rainha D. Leonor (o camaroeiro).
 
Refeitório
 
O Refeitório é coberto por abóbadas de berço quebrado de quatro tramos marcados por arcos torais e apoiada em mísulas sobre friso circundante.
 
Claustro Real
 
O Claustro Real é de um só piso com sete tramos por ala, constituídos por arcos quebrados, de vãos dissemelhantes, com bandeiras rendilhadas apoiadas em colunelos esculpidos, entre contrafortes com ressaltos, rematados por pináculos piramidais. Tem galerias cobertas por abóbadas de cruzaria de ogivas com cadeia longitudinal, assentes em meias-colunas fasciculadas com capitéis vegetalistas em dois andares, e remate em platibanda rendilhada com flores-de-liz. No cunhal, foi edificado um torreão octogonal de remate piramidal. No interior, encontra-se uma fonte com bacia lobulada e duas taças polilobadas escalonadas, a primeira com máscaras semi-vegetalistas. Tem uma cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas com cadeia, apoiada em pilares fasciculados.
 
Claustro D. Afonso V
 
O Claustro D. Afonso V tem dois pisos, o primeiro de sete tramos por ala marcados por contrafortes entre arcos duplos quebrados assentes em colunas facetadas grupadas transversalmente sobre murete. Tem galerias abobadadas de cruzaria de ogivas com arcos torais robustos, apoiadas em mísulas cónicas lisas. O segundo piso tem um alpendre assente em colunas prismáticas sobre parapeito e contrafortes diagonais que sobem até ao beiral.
 
A importância do estaleiro da Batalha deu origem a outros estaleiros que reflectem as aportações do gótico tardio, quase sempre fruto do recrutamento de oficiais ou mestres secundários que fizeram ali o seu tirocínio.
 
 
Gótico de Avis
 
Pelo exterior, o Mosteiro denuncia, igualmente, a intervenção de duas empreitadas. O portal sul do templo, claramente desenhado ainda por Afonso Domingues, denuncia esta simplicidade de processos. Este portal, aliás, é importante pelo que revela de apego aos traçados «portugueses»: dois contrafortes esguios (as proporções lembram o pequeno e singelo portal lateral da Igreja Matriz de Santiago do Cacém), enquadram um vão de quatro arquivoltas decoradas por relevos repetitivos em séries de arquinhos cegos. Os colunelos são providos de capiteis com decoração vegetalista em «dois andares». O espelho da porta é trilobado, com filetes que se entrecruzam. Quase certamente de acabamento posterior é o gablete triangular, muito agudo, decorado no extradorso por cogulhos e, à face, pela heráldica real (os escudos de D. Filipa e de D. João I, encimados pelo escudo do reino, todos com baldaquinos como coroamento).
 
Mas à empreitada de Huguet coube, também, desenhar a generalidade dos frontispícios transportando consigo uma nova linguagem arquitectónica, um outro gótico.
 
De facto não restam dúvidas que o Mosteiro da Batalha se passará a assumir como um depoimento de poder real e da autonomia de um reino. Sabe-se como foi necessário impor através do trato legal e diplomático o direito de D. João I ao trono. Sabe-se igualmente da oposição dos meios-irmãos de D. João e de sua sobrinha D. Beatriz às suas pretensões; e sabe-se até que ponto as relações com o reino vizinho eram problemáticas. O facto de D. João I mandar erguer um panteão para si e para a sua família é sinal desta mística dinástica sem precedentes. O Mosteiro da Batalha foi um projecto de legitimação de uma nova dinastia, a dinastia de Avis: daí a dimensão da obra, sinal de capacidade financeira e de poder de realização.
 
Efectivamente, o Mosteiro da Batalha difere da restante arquitectura portuguesa e destaca-se na paisagem artística nacional com o seu sinal de mudança. A decoração, o remate e o acabamento, para além da opção final das empreitadas, já segundo esquemas daquilo a que se convencionou chamar gótico final, são os seus principais elementos distintivos. Alguns aspectos que distinguem este modo novo do gótico português da primeira dinastia são fáceis de enunciar, uma vez que, globalmente, o tratamento plástico e ornamental do exterior do edifício possui indicações valiosas quanto ao que viria a ser, a partir daqui, a orientação da arquitectura quatrocentista da fase pós-batalhina.
 
É dada imediatamente uma grande atenção à decoração das superfícies. Vale a pena anotar, a marcação «horizontal» das fachadas por pautas feitas de ressaltos (cornijas ou lacrimais), percorrendo todo o edifício; o preenchimento de todos os vãos, janelas, frestas, por rendilhados de recorte flamejante, como no grande janelão de fachada que assim substitui a habitual rosácea. Vale a pena realçar a forma como as paredes (ou até os contrafortes) se animam através do jogo de claro-escuro de frisos de redes flamejantes, por exemplo, os estiletes em relevo do alfiz ou da parede do janelão, as grilhagens dos terraços e os proporcionados pináculos floreados. Percebem-se, também, outros novos factores: a simplificação estrutural dos alçados; a complexidade dos suportes, dos pilares aos colunelos, que se tornam cada vez mais finos e desmultiplicados, aparecendo as colunas finas e as baquetas; a desmultiplicação das molduras em alçado mostrando agora perfis variadíssimos no que se refere ao respectivo recorte e ao seu entrecruzamento; nestas, o aparecimento do arco contracurvado; o achatamento das abóbadas e o aparecimento de sistemas complexos de nervuras, desdobrando-se o número de chaves e terceletes (como nas abóbadas estreladas); o alastramento da decoração vegetalista mas só em pontos concentrados (como os capiteis); o retorno à figuração alegórica e narrativa (também em zonas concentradas); a exibição da arquitectura enquanto arquitectura, ou a sua abstracção, sendo casa suporte ou tema estrutural tratado como se fosse uma realidade em si, uma espécie de forma cristalina e mineral, e, sobretudo, a acentuação dramática do uso da heráldica.
 
A isto chama-se gótico final, querendo com isto designar um período em que os diversos modos de construção se regionalizam, independentemente dos arquitectos em causa serem de origens alógenas. Estes obedecem a encomendas determinadas por vontades políticas locais, exploram novos meios no estaleiro onde são chamados a trabalhar e libertam-se dos cânones mais correntes do gótico internacional, habitualmente dito «clássico».
 
Quanto à importância da heráldica, sabe-se que o disciplinamento do armorial português é certamente fruto da acção do rei D. João I, por motivos que igualmente se prendem com o exercício do poder, com a sua centralização e a chamada a si (e à Casa de Avis) de um esboço de poder concentrado, o que ia ao encontro das necessidades de legitimação. A importância concedida à heráldica no Mosteiro da Batalha (uma heráldica extremamente regrada, quer dizer, executada a preceito e sem concessões a qualquer tipo de incoerência de códigos) é, portanto, o ponto de arranque para um protagonismo simbólico do brasonário em obras posteriores, sendo isto visível no exterior do edifício (portal sul e portal axial) ou outras zonas de acabamento posterior.
 
 
Fotografias do Mosteiro da Batalha
 
Fonte: Wikipédia. 

  

O Mosteiro da Batalha é um dos 21 monumentos finalistas  às 7 Maravilhas de Portugal.
 
 
Sábado, 7 de Julho 2007:
 
- Cerimónia Oficial da Declaração de Lisboa, Portugal -
 
Declaração das Novas 7 Maravilhas do Mundo,
  
e a Eleição das 7 Maravilhas de Portugal.
 
 
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Castelo do Alandroal

 
Castelo do Alandroal, Portugal: vista do adarve; em segundo plano, a Igreja de N. Sra. da Graça, e, ao fundo, a Torre de Menagem

Castelo do Alandroal, Portugal:
vista do adarve; em segundo plano, a Igreja de N. Sra. da Graça,
ao fundo, a Torre de Menagem

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O Castelo do Alandroal, no Alentejo, ergue-se na vila do Alandroal, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Distrito de Évora, em Portugal.
 
A freguesia de Nossa Senhora da Conceição tem 156,60 km² de área e 1 938 habitantes (2001). Densidade: 12,4 hab/km². Tem o nome alternativo de Alandroal e inclui esta vila e a aldeia do Rosário. Localizada no centro do concelho, a freguesia de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição) tem por vizinhos as freguesias de São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) a nordeste, Capelins (Santo António) a sul e Terena (São Pedro) a sudoeste, o concelho de Vila Viçosa a norte e a Espanha a leste. É a maior freguesia do concelho em área mas apenas a segunda em população e em densidade demográfica.
 
 
O castelo medieval

Erguido sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), de acordo com a inscrição epigráfica sobre uma das portas, a sua primeira pedra foi lançada em 6 de Fevereiro de 1294, faz hoje 713 anos, por D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis. Uma segunda inscrição, no alçado Oeste da Torre de Menagem (hoje integrado na Sala do Tesouro da Igreja Matriz), informa a conclusão da sua edificação, em 24 de Fevereiro de 1298, sendo Mestre da Ordem, D. Lourenço Afonso. Uma terceira inscrição, no torreão à direita do portão principal, datada criticamente entre 1294 e 1298, refere o nome do seu construtor, que se identificou apenas como "Eu, Mouro Galvo".
 
O Alandroal foi elevado à condição de vila por Carta de Foral de 1486, outorgada por D. João II (1481-1495). Nessa qualidade, no reinado de seu filho e sucessor, D. Manuel I  (1495-1521), a vila e o seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).
 
 
Do século XVII aos nossos dias
 
Em 1606, a maior parte das construções no interior da cerca encontravam-se arruinadas. No século XVIII, o conjunto perdeu a sua barbacã, demolida para dar lugar, no interior dos muros, às edificações dos novos Paços do Concelho e da Cadeia da Comarca.
 
(A barbacã, do latim medieval barbacana, constituía-se num muro anteposto às muralhas, de menor altura do que estas, com a função de defesa do fosso de uma fortificação, onde era oferecida a primeira resistência ao agressor. Também denomina uma fresta na muralha, aberta para possibilitar o tiro sobre o inimigo.)
 
O Castelo do Alandroal, considerado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, apenas na década de 1940 se procederam a obras de consolidação e restauro, principalmente a reconstrução de alguns troços de muralhas e a desobstrução da estrutura de numerosas casas que, ao longo dos séculos, se haviam adossado às muralhas.
 
 
Características
 
Em estilo gótico, o castelo apresenta planta oval (na qual se inscreve um pequeno bairro intra-muros), reforçada por três torres de planta quadrangular, nos ângulos, e uma sólida Torre de Menagem adossada à cerca. O portão principal (Porta Legal) é ladeado por duas torres quadrangulares, ligeiramente avançadas (para permitir o tiro vertical sobre a entrada), ligados por uma cortina e encimadas por ameias de remate piramidal.
 
A Torre de Menagem, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. O acesso ao seu interior encontra-se, actualmente, entaipado. A esta sólida torre, adossou-se, ainda no século XIII, a Igreja de Nossa Senhora da Graça, que alterada posteriormente, hoje apresenta traços renascentistas, patentes particularmente na abóbada artesoada. Em 1744, o terraço da igreja foi aproveitado para edificar a Torre do Relógio.
 
Ao castelo, em posição dominante, associava-se à cerca da vila, de urbanismo muito simples, com uma única via (rua do Castelo) no sentido leste-oeste, flanqueada por duas portas. A principal, denominada Porta Legal, a leste, através da qual se acede ao adro da igreja, é constituída por um arco gótico com corredor, flanqueada por dois torreões quadrangulares ligados por cortina e encimados por ameias de remate piramidal. Parte daqui a única rua que atravessa a vila e que termina na chamada Porta do Arrabalde, a oeste, com seteiras em mármore e também flanqueada por uma torre, onde no seu pé-direito, no exterior, foi gravada a “vara”, medida padrão à época, para a aferição das medidas utilizadas no comércio local.
 
Os estudiosos apontam ainda, como marcas identificativas da formação cultural islâmica do seu construtor, além da epigrafia anteriormente citada, uma janela em forma de ferradura numa das torres e semelhanças entre o sistema de torres deste castelo e as muralhas almóadas de Sevilha.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Fortaleza, Farol e Capela da Guia (Macau)

 
A Capela e o Farol da Guia, localizados no interior da Fortaleza da Guia

A Capela e o Farol da Guia, localizados no interior da Fortaleza da Guia

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A Fortaleza da Guia, a Capela de Nossa Senhora da Guia e o Farol da Guia simbolizam o passado marítimo, militar e missionário de Macau. Estes 3 edifícios de grande valor, situados na colina mais alta de Macau (a Colina da Guia), são incluídos na Lista dos monumentos históricos do "Centro Histórico de Macau", por sua vez incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO.
 
 
Fortaleza da Guia
 
A construção da Fortaleza da Guia foi terminada em 1622. Em 1638, ela foi ampliada para aumentar a capacidade defensiva. Durante a tentativa holandesa de invasão a Macau (1622), ela desempenhou, juntamente com a Fortaleza do Monte, um papel fundamental e importantíssimo na defesa da Cidade.
 
Ela tem uma área de 800 m2, eleva-se a 90 metros acima do nível médio das águas do mar e apresenta uma planta trapezoidal. Está equipada com um posto de sentinela, cisternas, um depósito de munições e uma torre de vigia.
 
No interior desta importante estrutura de defesa, encontram-se a Capela de Nossa Senhora da Guia, construída por volta de 1622, e o Farol da Guia, o primeiro farol do Extremo Oriente, construído em 1865.
 
Dentro da fortaleza, perto do Farol e da Capela da Guia, existe uma rede de túneis subterrâneos que, antigamente, tinham o objectivo de proteger a guarnição militar desta fortaleza dos ataques aéreos. Serviam também de instalações militares com os seus próprios geradores de energia eléctrica, salas de descanso e depósitos de combustíveis e de mantimentos. O túnel mais comprido tem 456 metros e o mais curto apenas 47.
 
A fortaleza, até à saída da Guarnição Militar Portuguesa de Macau (1976), manteve-se como uma zona de reserva militar, de entrada restrita. Só no dia 25 de Agosto (dia de "Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior") e no dia do Culto dos Antepassados (ou também chamada, em chinês, de "Chong Yeong") é que era permitido a entrada de fiéis para a Capela, dedicada a Nossa Senhora da Guia. Depois de 1976, a fortaleza, incluindo os túneis subterrâneos, foi aberta ao público e tornou-se uma atracção turística.
 
Na fortaleza, próximo do Farol, existe um poste onde é içado o aviso de aproximação de tufões. Antigamente, os avisos da aproximação das tempestades eram feitos pelo toque do sino da torre da capela.
 
 
Capela de Nossa Senhora da Guia
 
A Capela de Nossa Senhora da Guia, também chamada de Ermida de Nossa Senhora da Guia, foi construída por volta de 1622 no interior de Fortaleza da Guia. Originalmente, esta ermida era administrada por freiras clarissas, que residiram no local até à fundação do Convento de Santa Clara. Algumas lendas locais contam que, durante a tentativa de invasão holandesa (1622), a imagem da Virgem Maria saiu da capela e estendeu o manto para afastar as balas dos inimigos. Nesta ermida, foram sepultados alguns missionários do séc. XVII.
 
A fachada da capela é de cor branca e simples, com um frontão triangular assente sobre pilastras de cor amarela. Esta pequena capela, de nítido traçado português, é composta por um pequeno coro-alto, situado por cima da zona da entrada, e por uma nave de 16m por 4,7 m. As suas grossas paredes, decoradas com pinturas murais, sustentam a abóbada interior. O telhado, em forma de arco, está coberto com telhas tradicionais vermelhas, feitas de cera.
 
Em 1998, durante a realização de trabalhos de manutenção, foram descobertas pinturas murais no seu interior. Estas pinturas foram tapadas por camadas de cal, depositadas ao longo de quase dois séculos. Estes frescos ilustram personagens bíblicas e as suas respectivas histórias, e também ilustram figuras de estilo chinês (ex: morcegos, leões de pedra, bonsai...). É a única capela existente no Sul da China com pinturas decorativas no interior, representando perfeitamente um exemplo da dimensão multicultural de Macau (um lugar onde a cultura ocidental e oriental se encontram e convivem harmoniosamente).
 
 
Farol da Guia
 
O Farol da Guia é o primeiro e o mais antigo farol do Extremo Oriente. Em 1864, começou a construção deste farol e, no dia 24 de Setembro de 1865, entrou finalmente em serviço. Uma tempestade, em Setembro de 1874, causou grandes danificações a esta torre de grande importância. Seguiu-se rapidamente as obras de restauro e foi-lhe adicionado um novo mecanismo. Entrou novamente em serviço no dia 29 de Junho 1910. Hoje, ele continua a funcionar.
 
O Farol, situado nas proximidades da Capela de Nossa Senhora da Guia e no interior da Fortaleza, tem uma altura de 15 metros. A base do farol tem um diâmetro de 7 m e o topo um diâmetro de 5 metros. No topo foi construído uma área circular de observação, na qual está instalada a lanterna do farol. Uma escadaria em espiral, situada no interior da estrutura, conduz as pessoas ao transmissor de luz. A torre de 3 andares, pintada de branco, tem um exterior rústico e simples, em harmonia com a Capela.
 
A sua localização (113º 55” Leste e 21º 11” Norte) foi adoptada como as coordenadas geográficas oficiais de Macau.
Fonte: Wikipédia. 
 

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