Domingo, 13 de Maio de 2007

Aparições de Fátima

 

A peregrinação do 13 de Maio será uma das maiores dos últimos anos.
Para isso deverão contribuir as comemorações dos 90 anos das Aparições de Fátima e o facto de coincidir com um fim de semana

 

 
Representação da Aparição de Nossa Senhora de Fátima

Representação da Aparição de Nossa Senhora de Fátima
 

 
Jacinta Marto, Francisco Marto e Lúcia de Jesus dos Santos em 1917

Jacinta Marto, Francisco Marto e Lúcia de Jesus dos Santos em 1917



Nossa Senhora de Fátima é como é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam na sua aparição durante meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pois segundo os relatos, Nossa Senhora do Rosário teria sido o nome pelo qual ela se haveria identificado.
 
 
História
 
Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto a Virgem Maria em 13 de Maio de 1917 (comemoram-se este ano os 90 anos das Aparições) quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria.
 
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de
rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, teriam decidido ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço, e teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos penderia um terço branco.
 
Segundo os fiéis, a Senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. Assim, teriam assistido a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto a aparição terá ocorrido no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho.
 
A 13 de Outubro, estavam presentes alguns milhares de pessoas, e a aparição terá dito às crianças "eu sou a Senhora do Rosário" e terá pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que actualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Alguns dos presentes afirmaram observar um milagre que teria sido prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo uns, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Segundo outros, o Sol movia-se para cima e para baixo. Segundo outros ainda, o Sol dançou. Tal fenómeno inexplicável foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição (como é o caso do escritor Afonso Lopes Vieira), e o relato foi mesmo publicado na imprensa, por um jornalista que ali se deslocara. Contudo, outros houve que nada viram, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol. Não há de facto quaisquer registos astronómicos do fenómeno, e nada observaram milhões de pessoas que à mesma hora nada assinalaram noutros pontos de observação de Portugal e da Europa. Lúcia terá afirmado também que a Guerra terminara naquele preciso instante, o que não aconteceu, o que não é geralmente mencionado em relatos recentes.
 
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-à aparecido novamente na Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
 
Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
 
Este anjo ensinou aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística dos católicos.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 12 de Maio de 2007

Santuário de Fátima


Peregrinação Internacional de Maio


Comemorações dos 90 anos das Aparições da Virgem


As autoridades esperam mais de 500 mil peregrinos nos dias 12 e 13

 

 
Santuário de Fátima - Portugal

Santuário de Fátima - Portugal

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Interior da Basílica do Santuário de Fátima - Portugal

Interior da Basílica do Santuário de Fátima - Portugal

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Imagem de Nossa Senhora de Fátima

Imagem de Nossa Senhora de Fátima



O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal) é um dos mais importantes Santuários Marianos do mundo. Em 1917, Jacinta Marto, Francisco Marto e Lúcia de Jesus (conhecidos por os três pastorinhos), afirmaram ter presenciado várias aparições de Nossa Senhora. Numa dessas aparições ela lhes teria dito para construírem uma capela naquele lugar, que actualmente é a parte central do Santuário onde está guardada uma imagem de Nossa Senhora. No decorrer dos anos o Santuário foi sendo expandido. A Basílica começou a ser construída em 1928, em estilo neo-barroco, segundo um projecto do arquitecto neerlandês G. Van Kriecken, vindo a ser sagrada em 1953. Neste momento encontra-se em curso a construção de uma Igreja com 9.000 lugares sentados, uma obra da autoria do Arq. Alexandros Tombazis. Prevê-se a conclusão desta obra em 2007.
 
Anualmente mais de cinco milhões de visitantes, de todos os países ali se deslocam. As maiores peregrinações ocorrem anualmente nos dias 12 e 13 de Maio a Outubro, sendo tradicionalmente feitas a pé. O CNC (Centro Nacional de Cultura) em colaboração com as entidades responsáveis do Santuário de Fátima lançaram em 2003 um projecto que visava, à semelhança do que acontece com as peregrinações ao Santuário de Santiago de Compostela, demarcar caminhos de peregrinação que pudessem guiar os inúmeros peregrinos que todos os anos se dirigem a pé ao Santuário, criando os Caminhos de Fátima. Deste projecto nasceram dois caminhos, o Caminho do Tejo, ligando Lisboa a Fátima, e o Caminho do Norte, ligando o Porto a Fátima. Apenas o Caminho do Tejo se encontra já concluído com os marcos com as setas azuis que indicam o caminho.
 
Pelo mundo inteiro foi difundido o Culto a Nossa Senhora de Fátima, graças às viagens das Virgens Peregrinas (imagens de Nossa Senhora que percorrem vários países) e aos emigrantes portugueses. Assim é possível encontrar várias igrejas, paróquias, dioceses, escolas, hospitais, monumentos, etc. dedicadas a Nossa Senhora de Fátima.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 21 de Novembro de 2006

Bom Jesus (Braga)

 
Bom Jesus do Monte - Os Escadórios do Bom Jesus ligam a parte alta da cidade de Braga à estância do Bom Jesus
Bom Jesus do Monte - Os Escadórios do Bom Jesus
ligam a parte alta da cidade de Braga à estância do Bom Jesus


Igreja do Bom Jesus de Braga - Portugal
Igreja do Bom Jesus de Braga



Elevador do Bom Jesus de Braga - aspecto da carruagem
Elevador do Bom Jesus de Braga - aspecto da carruagem



O Bom Jesus é um local religioso e turístico localizado em Tenões, uma freguesia dos arredores de Braga, Portugal.
 
O Bom Jesus possui uma grande igreja, um escadório por onde passa a Via Sacra do Bom Jesus, uma mata (Parque do Bom Jesus) alguns hotéis e um elevador hidráulico centenário.
 
Igreja
 
Foi desenhada pelo arquitecto Carlos Amarante, por encomenda do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, para substituir uma primitiva igreja, mandada construir por D. Rodrigo de Moura Teles, que se encontrava em ruínas. As obras começaram em 1 de Junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811. É um dos primeiros edifícios neoclássicos em Portugal. A fachada é ladeada por duas torres e termina num frontão triangular.
 
Escadório
 
Os Escadórios do Bom Jesus vencem um desnível de 116 metros e estão divididos em três partes:
 
 
Escadório do Pórtico
 
O Pórtico, um arco à entrada da escadaria, mostra o brasão de D. Rodrigo de Moura Teles, Arcebispo de Braga, responsável pela construção, em 1723, do primeiro grande lanço de escadaria e capelas.
 
Nesta primeira parte, estão as capelas do início da Via Sacra.
 
 
Escadório dos Cinco Sentidos
 
Nesta parte do escadório estão cinco lances de escadas, intervalados por patamares com fontes alegóricas aos cinco sentidos, pela seguinte ordem: Visão, Audição, Olfacto, Paladar, Tacto.
 
A primeira fonte, a das Cinco Chagas, tem a seguinte inscrição: «Fontes de púrpura abriu então o ódio amargo; agora o amor transforma-os aqui em cristais para ti»
 
Fonte da Visão
 
Na fonte da Visão existe uma estátua lançando água pelos olhos e onde a inscrição é «Varão prudente, toma-as por um sonho e assim vigiarás». À direita a estátua de Moisés dizendo «Aqueles que feridos olhavam saravam» e de Jeremias, com a inscrição «Eu vejo uma cara vigilante».
 
Fonte do Ouvido
 
A fonte do Ouvido, representado por uma figura que lança água das orelhas tem a estátua de Idito a tocar cítara e a legenda “Que cantava ao som da cítara, presidindo os que cantavam e louvavam o Senhor». À esquerda está David e «Ao meu ouvido darás gozo e alegria» em frente a uma mulher que lhe diz «Tua voz soe aos meus ouvidos».
 
Fonte do Olfacto
 
Na fonte do Olfacto a estátua deita água pelo nariz e a estátua é de um varão encabeçado pela inscrição «Dai flores como o lírio e rescendei suave cheiro». À esquerda está Noé e à direita Sulamite dizendo «A tua estatura é semelhante a uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs».
 
Fonte do Gosto
 
Na fonte do Gosto a estátua deita água pela boca e tem a estátua de José do Egipto com um cálice e um prato nas mãos. «A tua terra seja cheia das bênçãos do Senhor, dos frutos do céu e do orvalho» é o que se lê. À esquerda Jónatas dizendo «Provei um pouco de mel na ponta duma vara e eis porque morro» e na direita Esdras pedindo que «Prove o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos lobos».
 
Fonte do Tacto
 
Na fonte do Tacto, cuja fonte tem uma bilha segurada por duas mãos, donde cai água. A estátua da fonte é de Salomão, com a sugestiva inscrição «As minhas entranhas estremeceram ao seu toque». Salomão está ladeado por Isaías que diz «Tocou a minha boca» e Isaac, cego com as mãos estendidas à procura do filho e proferindo «Chega-te a mim, meu filho, para que te toque».
 
 
Escadório das Três Virtudes
 
Nos mesmos moldes do Escadório dos Cinco Sentidos, data de 1837.
 
Possui as seguintes fontes: , Esperança, Caridade.
 
 
Fonte da Fé
 
A primeira fonte, a Fé, possui a inscrição «Correrão dele águas vivas». As alegorias fazem-se à docilidade e à confissão.
 
Fonte da Esperança
 
A segunda fonte é a da Esperança, com a arca de Noé por baixo da qual cai a água: «Arca na qual... se salvaram almas». Aqui alude-se à confiança e glória.
 
Fonte da Caridade
 
A fonte da Caridade, simbolizada por uma estátua de mulher com duas crianças nos braços: «São três estas virtudes... a maior delas, porém, é a caridade». A água jorra do coração de uma das crianças e as alegorias fazem-se à Benignidade e à Paz.
 
Para terminar, o escadório culmina na Fonte do Pelicano a que se segue a Igreja.
 
 
Elevador
 
O Elevador do Bom Jesus, é um funicular, sobre uma rampa, constituído por duas cabines independentes, ligadas entre si por um cabo.
 
O seu funcionamento baseia-se no sistema Contrapeso de Água. As cabines têm um depósito que é cheio de água, quando estão no nível superior, e vazio no inferior. A diferença de pesos obtida permite a deslocação.
 
História
 
Inaugurado em 25 de Março de 1882, o Elevador do Bom Jesus, em Braga, constituiu o primeiro funicular construído na Península Ibérica. A iniciativa da sua construção deveu-se ao empresário bracarense Manuel Joaquim Gomes e a direcção do respectivo projecto foi do engenheiro suíço Nikolaus Riggenbach. Este, que a partir do seu país natal enviava todas as indicações necessárias para a construção do Elevador, contou com a imprescindível colaboração técnica e prática do engenheiro português de ascendência francesa Raul Mesnier du Ponsard, que em Braga dirigiu a execução do projecto.
 
O Elevador do Bom Jesus é actualmente o mais antigo do mundo em serviço a utilizar o sistema de contrapeso de água.
 
Características
  • Distância: 274 metros
  • Desnível: 116 metros
  • Inclinação: 42 %
  • Capacidade do depósito de água:  5 850 litros
  • Tempo de Viagem: 3 minutos.

Estátua de São Longuinhos
 
Situada sobre uma rocha onde estava a torre da primitiva igreja do Bom Jesus.
 
Parque
 
O Parque do Bom Jesus é constituído por uma mata, jardins, vários lagos artificiais (o maior com barcos para alugar), um campo de ténis, jardim infantil, estabelecimentos de restauração, praças como o Terreiro dos Evangelistas, etc.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Terena (São Pedro)

 
Terena (São Pedro) - Alandroal
 
 
 

Conhecendo um cantinho de Portugal, com muita História...
 
 
Terena é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, distrito e arquidiocese de Évora, com 82,95 km² de área e 859 habitantes (2001). Densidade: 10,4 hab/km². A freguesia inclui esta localidade e Hortinhas. Tem o nome alternativo de São Pedro, sendo por vezes também conhecida como São Pedro de Terena.
 
Localizada no centro do concelho, a freguesia de Terena (São Pedro) tem por vizinhos as freguesias de Nossa Senhora da Conceição a nordeste, Capelins a sueste e Santiago Maior a sudoeste, e os concelhos do Redondo a oeste e de Vila Viçosa a norte.
 
É a 4ª freguesia do concelho em área, mas a 3ª em população e em densidade demográfica.
 
As origens da vila de Terena são muito antigas. O seu primeiro foral foi concedido no século XIII, sendo elaborado pelo Cavaleiro D. Gil Martins e sua mulher D. Maria João. Já no século XVI, em 10 de Outubro de 1514, o Rei D. Manuel I concedeu-lhe o Foral da leitura nova. A vila de Terena desempenhou um importante papel de defesa fronteiriça, através do seu castelo, que integrava a linha de defesa do Guadiana. No seu território desenvolveu-se desde tempos remotos o culto à Virgem Maria (possível fruto da cristianização de cultos pagãos), sendo o seu Santuário, hoje chamado da Boa Nova, já celebrado por Afonso X de Castela nas suas Cantigas de Santa Maria.
 
O concelho de Terena, que abrangia as freguesias de Terena, Capelins e Santiago Maior, foi extinto em 1836, estando desde então integrado no concelho de Alandroal. O concelho tinha, de acordo com o recenseamento de 1801, 1 757 habitantes. Nos finais da década de 1970, foi construída nesta freguesia a Barragem do Lucefécit, que permitiu o desenvolvimento da agricultura de regadio nesta região. Nesta vila decorre anualmente, no Domingo e Segunda-Feira de Pascoela, a afamada e concorrida romaria de Nossa Senhora da Boa Nova.
 

 
A Romaria de Nossa Senhora da Boa Nova ocorre na vila de Terena, sendo organizada pela Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova. A romaria é de origem bastante antiga, tendo como centro o Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, que já existia, com nome de Santa Maria de Terena, no século XIII. No século XVI teve o nome de Nossa Senhora dos Prazeres, sendo que a invocação actual (Senhora da Boa Nova), já aparece documentada no século XVIII. O culto mariano neste local é bastante antigo (talvez o mais antigo do país a sul do Tejo), exprime a exaltação de Maria aquando da Ressurreição de seu Filho, Jesus, daí que a romaria ocorra oito dias após a Páscoa (Domingo e Segunda-Feira de Pascoela). A romaria tem como pontos altos a procissão de velas do Domingo de Pascoela, quando a imagem da Virgem é conduzida para a Igreja Matriz de São Pedro de Terena, nela ocorrendo o chamado Encontro (entre as imagens de São Pedro, padroeiro da freguesia, e da Senhora da Boa Nova). O dia maior da festa é Segunda-Feira de Pascoela (feriado municipal no concelho de Alandroal), quando ocorre a Procissão solene de regresso ao Santuário, percorrendo as ruas do centro histórico de Terena. Paralelamente às festividades religiosas (que são o coração da romaria), a confraria organiza ainda uma série de acontecimentos (bailes, garraiadas, leilão das oferendas, etc.) que decorrem nos dias da festa, no recinto do Santuário e no centro da vila.
  
 
A Capela da Boa Nova, também conhecido por Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, trata-se de um santuário mariano bastante antigo, julgando-se que possa resultar da cristianização de cultos pagãos, visto que nas imediações da vila de Terena subsistem as ruínas do templo do deus Endonvélico. As referências históricas a este santuário remontam ao século XIII, uma vez que nas Cantigas de Santa Maria, do Rei Afonso X de Castela, existem algumas composições dedicadas a Santa Maria de Terena. O templo é obra do século XIV, possuindo a característica de ser um raro exemplar português de igreja-fortaleza que chegou praticamente intacto aos nossos dias. A origem da invocação Senhora da Boa Nova parece estar ligada à lenda da Fermosíssima Maria (Dona Maria, Rainha de Castela), a filha do Rei D. Afonso IV de Portugal que se deslocou à corte portuguesa para solicitar a seu pai que auxiliasse o marido na
Batalha do Salado. Reza a lenda que a Rainha se encontrava neste local, nas imediações de Terena, quando recebeu a boa notícia, daí tendo nascido a invocação Boa Nova. O culto mantém-se bastante vivo, sendo este santuário palco de uma grande romaria que se celebra no primeiro fim-de-semana posterior à Páscoa. A importância desta romaria na região é de tal importância que a Segunda-Feira de Pascoela (dia principal da festa) é o feriado municipal do concelho do Alandroal. O Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova foi classificado Monumento Nacional em 1910.
 
 
Património
 
Arquitectura civil
  • Antigos Paços do Concelho
  • Pelourinho de Terena
  • Povoado fortificado e Santuário de Endovélico
  • Torre do Relógio
  • Ponte do Lucefécit
Arquitectura militar
  • Castelo de Terena
  • Castro de Castelo Velho
Arquitectura religiosa
  • Igreja Matriz de São Pedro
  • Igreja da Misericórdia
  • Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova ou Capela da Boa Nova
  • Capela de Santo António
  • Ermida de São Sebastião
  • Ermida de Santa Clara (ruínas)
  • Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Fonte Santa
Associações culturais, recreativas e religiosas da Freguesia de Terena
  • Associação de Protecção aos Idosos da Freguesia de Terena (APIT)
  • Centro de Cultura e Desporto de Terena
  • Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova
  • Confraria do Pão (Monte das Galegas)
  • Santa Casa da Misericórdia de Terena (actualmente sem actividade)
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

Papa João Paulo II

 
Papa João Paulo II
 
 

Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła, (Wadowice, Polónia, 18 de Maio de 1920 - Vaticano, 2 de Abril de 2005) foi o Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana de 16 de Outubro de 1978, faz hoje 28 anos,  até à data da sua morte. Sucedeu ao Papa João Paulo I, tornando-se o primeiro Papa não italiano em 450 anos (desde o holandês Adriano VI, no século XVI). Teve o 3.º papado mais longo da história do catolicismo. O seu funeral foi o maior de um Chefe de Estado em toda a história.
 
História pessoal
 
Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920 em Wadowice, Sul da Polónia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyla. O seu irmão Edmund, ao formar-se em medicina, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal.
 
Em 1929, perderia a mãe Emília, vitimada por uma doença nos rins. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
 
Manifestando interesse pelo teatro — cuja participação potenciava apoios à Resistência Polaca contra o nazismo —, pela música popular e pela literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação nazi, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha nazista. Atleta (chegou a actuar como guarda-redes de futebol numa equipe amadora de Wadowice), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1 de Novembro de 1946 pelo então Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.
 
Foi docente de Ética na Universidade Jagieloniana de Cracóvia e posteriormente na Universidade Católica de Lublin. Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 30 de Dezembro de 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio. Foi elevado a Cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
 
Eleição
 
Quando da morte de Paulo VI, que aconteceu no dia 6 de Agosto de 1978, esteve presente no conclave de 26 de Agosto de 1978, que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da história. Trinta e três dias depois de votar no conclave, no dia 28 de Setembro de 1978, o então cardeal de Cracóvia Karol Wojtyła ficou sabendo da triste – e até hoje suspeita – morte de João Paulo I pelo aviso do seu motorista particular. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de Outubro de 1978.
 
O conclave que se sucedeu ao inesperado falecimento do Papa João Paulo I foi dominado por duas correntes que tiveram como candidatos o conservador Arcebispo de Génova Giuseppe Siri e o mais liberal Arcebispo de Florença Giovanni Benelli. Crê-se que a eleição de Karol Wojtiła tenha sido uma solução de compromisso e constituiu uma surpresa. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente se colocou do lado da paz e da concórdia internacionais, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das Nações.
 
No fundo, foi o Papa mais novo desde Pio IX, porque ele foi eleito na época com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; para muitos tem o carisma do Papa João XXIII; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; escreveu 14 encíclicas.
 
 
Brasão e Lema
  • Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de blau, com uma cruz latina de jalde adestrada acompanhada de uma letra M de mesmo, no cantão senestro da ponta. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: TOTVS TVVS, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
  • Interpretação: O escudo obedece ás regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e, sendo de jalde (ouro), simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. A letra M representa a Virgem Maria, co-redentora do género humano, que esteve todo o tempo junto à cruz de seu Filho (“Iuxta crucem lacrimosa” Cf. Jo 19,25), sendo de jalde (ouro), tem o significado já descrito deste metal. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do Papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-hei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema TOTVS TVVS, é uma expressão da imensa confiança do Papa na Mãe de Deus : “Sou todo teu, Maria”, sendo que ele colocou toda a sua vida sacerdotal sob a protecção da Virgem.
 
Pontificado
 
Com mais de 26 anos, é o terceiro mais longo da história da Igreja Católica. Alguns números que se destacam são o de viagens pastorais fora da Itália (mais de 100, visitando 129 países e mais de 1000 localidades), cerimónias de beatificação (147) e canonizações (51), nas quais foram proclamados 1338 beatos e 482 santos. Tornando-se, com o seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação, o Papa mais popular da história.
 
A primeira metade do pontificado fica marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Na segunda metade é de notar a crítica ao mundo ocidental capitalista, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo e aos pobres.
 
Criticou a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento, e em especial a Teologia da Libertação. Em visita à Nicarágua, João Paulo II chegou a discutir com fiéis, e depois de condenar a participação de padres católicos no governo sandinista foi vaiado.
 
"Não é possível compreender o homem a partir de uma visão económica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de Novembro de 2002.
 
Durante a sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, por intermédio do cardeal Angelo Sodano, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e também as condenações à pena capital".
 
Condenou também o terrorismo e o ataque ao World Trade Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.
 
Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões monoteístas do mundo, João Paulo II enfrentou no entanto acusações de «proselitismo agressivo» feitas pelo mundo Ortodoxo. A reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em Março de 2000 e uma «viragem» nas relações entre as duas religiões. Motivou o diálogo interreligioso, o ecumenismo e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar ao Muro das Lamentações em 26 de Março de 2000, em Jerusalém e onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
 
Na década de 1980, os líderes da União Soviética estavam a fazer planos para matar o pontificado. Como estratégia, o serviço secreto russo negou as acusações feitas pelo Parlamento da Itália. As acusações foram negadas pelo ultimo chefe da KGB da União Soviética.
 
Visitas ao Brasil
 
O Papa João Paulo II visitou o Brasil três vezes. Na primeira vez chegou ao meio-dia do dia 30 de Junho de 1980 e percorreu treze cidades em apenas doze dias. A maratona teve um total de 30.000 km. Entrou por Brasília e partiu por Manaus. A segunda foi entre 12 e 21 de Outubro de 1991. O Papa não costumava beijar o solo de um país que ele já tinha visitado, mas no Brasil ele quebrou a tradição. Visitou sete cidades e fez 31 discursos e homilias. Esteve também no Brasil entre 2 e 6 de Outubro de 1997. O Papa sempre demonstrou grande amor pelo Brasil, o país com mais católicos no mundo. Inclusive, na sua primeira visita, chegou a demonstrar o seu apoio ao movimento sindical então liderado por Lula, em aberto desafio ao governo militar brasileiro – uma situação parecida com a da sua Polónia natal. O marco dessas visitas ao país foi a música entoada por todo o povo brasileiro: "A bênção, João de Deus", composta por M. Marciel. A música retrata o carinho de uma nação pelo Papa. A música ganhou tanta notoriedade que até hoje é entoada pela torcida do Fluminense, que clama pelo apoio do Papa João Paulo II não só nos momentos de maior dificuldade, mas também nos momentos de maior alegria.
 
Visitas a Portugal
 
A primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior, em plena Praça de São Pedro, no altar da Nossa Senhora de Fátima
. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.
 
Em 14 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Em 15 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro em Braga.
 
Em 2 de Março de 1983 fez escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima. Uma outra visita, em que beatificou os videntes de Fátima, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000.
 
Beatificação
 
No dia 13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção ao caso da beatificação de João Paulo II (tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá) e abriu mão do que diz o código de direito Canónico, abrindo, assim, o seu processo de beatificação em 28 de Junho do mesmo ano.
Fonte: Wikipédia.  
 
 
Nota:
  
Porque foi um pormenor que muitos viram, como eu, numa reportagem na TV, e que certamente recordarão, transcrevo, por achar útil, como complemento ao presente post, este comentário inserido no mesmo, embora de autor anónimo:
 
[ De eu_mesmo a 16 de Outubro de 2006 às 15:26
Caríssimo,
Deixo este comentário sem mais comentários.
 
Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.

(João Paulo II, mensagem deixada entre as pedras do Muro das Lamentações (Kotel), em Jerusalém, a 26 de Março de 2000).]
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:21
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Stonehenge

 
Stonehenge e a sua localização de na Grã-Bretanha
 
 
 

Stonehenge é um monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado próximo a Amesbury, no condado de Wiltshire, a cerca de 13 km (8 milhas) a noroeste de Salisbury, na Inglaterra.
 
Seria Stonehenge um calendário antigo?
Ou um templo?
Ou uma grande piada?
 
Há provavelmente uma centena de mitos e lendas sobre Stonehenge e a vários povos são atribuídos a edificação deste grande monumento: Dinamarqueses, Romanos, Saxões, Gregos, Atlânticos, Egípcios, Fenícios, Celtas, Merlin, e, é claro, Aliens.
 
Stonehenge parece ter sido projectado para permitir a observação de fenómenos astronómicos - solstícios do Verão e do Inverno, eclipses, e mais. Uma das opiniões mais populares fora a de John Aubrey, a quem primeiro ligou Stonehenge aos Druidas. No século XVII, antes do desenvolvimento de métodos de datamento arqueológico e da pesquisa histórica exata, o arqueólogo supôs que Stonehenge e outras estruturas megalíticas foram construídas pelos Druidas (pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta).
 
Esta ideia (e uma colecção de falsas noções relacionadas) tornaram-se inquestionáveis na opinião da cultura popular do século XVII até os dias actuais, sendo que, na verdade, os Druidas não tiveram nenhuma participação na construção dos anéis de pedra, pois só apareceram na Grã-Bretanha após 300 AC. Mais de 1500 anos após os últimos anéis de pedra serem construídos, porém, algumas evidências sugerem que os Druidas encontraram os anéis de pedra e os usaram para fins religiosos.
 
Outros arqueólogos sugeriram que estes monumentos foram construídos pelos Romanos, mas esta ideia é ainda mais improvável que a teoria dos Druidas, já que os Romanos nunca pisaram nas Ilhas britânicas até 43 DC, quase 2000 anos após a construção dos anéis de pedra.
 
Durante os séculos XIX e XX, alguns arqueólogos atribuíram a construção de Stonehenge e outros anéis da pedra aos Egípcios e outros povos.
 
Somente com o desenvolvimento do método de datação histórica a partir do carbono-14 se descobriram as datas aproximadas para os anéis de pedra, porém nenhuma explicação da sua função. Durante décadas, os arqueólogos supuseram que a sua função se limitava às actividades de rituais e sacrifícios, mas pesquisas fora dos limites ortodoxos começaram a sugerir usos alternativos.
 
Nos anos 50 e 60, o professor Alexander Thom, coordenador da universidade de Oxford e o astrónomo Gerald Hawkins, abriram caminho para um novo campo de pesquisas, chamado de arqueoastronomia - o estudo astronómico de civilizações antigas. Conduziram exames precisos nos anéis de pedra e nos numerosos outros tipos de estruturas. Thom e Hawkins descobriram muitos alinhamentos astronómicos significativos entre as pedras. Esta evidência sugeriu que os anéis de pedra foram usados como observatórios astronómicos. Além disso, os arqueoastrónomos revelaram as habilidades matemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que os ingleses nativos desenvolveram antes das culturas dos egípcios. Dois mil anos antes do teorema de Pitágoras, descobriu-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos (o conceito e o valor do {Pi} ) nos seus anéis de pedra.
 
Stonehenge, o mais visitado e bem conhecido dos anéis de pedra britânicos, é uma estrutura composta, construída durante três períodos distintos:
 
No período I (3100 AC), Stonehenge era uma vala circular com um banco de pedras interno, com um círculo de 97,54 metros de diâmetro, e uma única entrada; 56 misteriosos furos em torno do seu perímetro (com restos de cremações humanas); e um santuário de madeira no meio. O círculo foi alinhado com o pôr do sol do último dia do Inverno, e com as fases da lua.
 
O período II (2150 AC) deu-se a recolocação do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (pedras pintadas com um matiz azulado), alargamento da entrada, a construção de uma “avenida” de entrada marcada pelas valas paralelas alinhadas ao sol nascente do primeiro dia do Verão, e a elevação do círculo de fora, com 35 pedras que pesavam toneladas. As altas pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas no Wales, 24 quilómetros ao norte.
 
Durante o período III (2075 AC), as pedras azuis foram derrubadas e pedras enormes - que estão ainda hoje - foram erguidas. Estas pedras, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando 25 toneladas, foram transportadas do norte por 19 quilómetros. Entre 1500 e 1100 AC, aproximadamente sessenta das pedras azuis foram restauradas e postas num círculo dentro de outro círculo, e outras dezanove foram colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho. Estudos recentes indicam ser improvável que Stonehenge estivesse terninado muito após 1100 AC. As teorias actuais, a respeito da finalidade de Stonehenge, sugerem o seu uso simultâneo para observações astronómicas e funções religiosas. Recolhendo os dados a respeito do movimento de corpos celestiais, as observações de Stonehenge foram usadas para indicar os dias apropriados no ciclo ritual anual.
 
Nesta consideração, é importante mencionar que a estrutura não foi usada somente para determinar o ciclo agrícola, uma vez que nesta região o solstício de Verão ocorre bem após o começo da estação de crescimento; e o solstício de Inverno bem depois que da colheita terminada. A respeito de sua forma e função arquitectónicas, os estudiosos sugeriram que Stonehenge - especialmente os seus círculos mais antigos - pretendia ser a réplica de um santuário de pedra, sendo que os de madeira eram mais comuns em épocas Neolíticas.
 
Formações circulares de pedras com a função de templo/calendário foram "marcas registadas" de culturas pré-históricas, que com a sua construção, estabeleciam um vínculo cerimonial e transcendental entre os seus ciclos vitais e a mecânica celeste. Uma característica comum destes sítios é a existência de alinhamentos especiais de blocos de pedras e do Sol, marcando os solstícios de Inverno e/ou de Verão, entre outras marcações, tais como registos do calendário anual e das fases da Lua.
 
No dia 21 de Junho, o sol nasce em perfeita exactidão sob a pedra principal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:59
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Sexta-feira, 28 de Julho de 2006

O Mar da Galileia

 
O Mar da Galileia
 
 
 

O Mar da Galileia, também dito Mar de Tiberíades (cidade no norte de Israel, situada às margens do Mar da Galileia) ou Lago de Genesaré, é um extenso lago de água doce, o maior de Israel, com comprimento máximo de cerca de dezanove quilómetros e largura máxima de cerca de treze. Na moderna língua hebraica é conhecido por Yam Kinneret. Desagua nele o rio Jordão, que vem do Monte Hérmon (nas águas do mar da Galileia pode-se, por vezes, ver o reflexo do cume do Monte Hérmon toucado de neve) e de Cesareia de Filipe, e que depois segue para o Mar Morto.
 
O Mar da Galileia fica a 213 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Nos tempos do Novo Testamento, ficavam nas suas costas a cidade de Tiberíades — fundada por Herodes Antipas ao tempo da infância de Jesus —, Cafarnaum, Betsaida e Genesaré.
  
A nascente do Mar da Galileia, ficam os montes Golã (um planalto na fronteira entre Israel, Líbano, Jordânia e Síria).
 
 
História
 
Era bíblica
 
Grande parte do ministério de Jesus Cristo decorreu nas margens do Lago de Genesaré. Naqueles tempos havia uma faixa de povoamentos à volta do lago e muito comércio e transporte por barco. Os evangelhos de Marcos (1:14-20) e Mateus (4:18-22) descrevem como Jesus recrutou quatro dos seus apóstolos nas margens do Lago de Genesaré: o pescador Pedro e o seu irmão André, e os irmãos João e Tiago. Um famoso episódio evangélico, o Sermão da Montanha, teve lugar numa colina com vista para o lago. Muitos dos seus milagres também aconteceram aqui: caminhada pela água, acalmar uma tempestade, alimentar cinco mil pessoas e muitos outros.
 
Em 135, a segunda revolta judaica contra os Romanos, chamada de "revolta de Bar Cosiba " (líder da revolta contra Roma), foi derrotada. Os romanos responderam com o exílio forçado de todos os judeus de Jerusalém. O centro da cultura judaica passou então a ser esta região do Quineret, particularmente a cidade de Tiberíades. Foi provavelmente nesta região que o chamado "Talmud de Jerusalém" foi compilado.
 
O Talmud é uma compilação, que data de 499 d.C, de leis e tradições judaicas, consistindo-se em 63 (sessenta e três) tratados de assuntos legais, éticos e históricos. O Judaísmo ortodoxo e o conservador baseiam suas leis geralmente nas decisões encontradas no Talmud.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:54
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Terça-feira, 25 de Julho de 2006

Santiago de Compostela

 
Espanha: Dia de Santiago de Compostela
 
Catedral de Santiago 
 
Catedral de Santiago
 
 
Santiago de Compostela é um município da Espanha na província da Corunha, capital da comunidade autónoma da Galiza, de área 221,50 km² com população de 92.298 habitantes (2004) e densidade populacional de 416,70 hab/km².
 
É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca aonde acorrem os peregrinos que efectuam os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o manto de Sant'Iago, um dos apóstolos de Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
 
Saiba mais aqui: Santiago de Compostela
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:03
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

O Muro das Lamentações

 
Jerusalém - O Muro das Lamentações e a Cúpula da Rocha
 
Jerusalém - O Muro das Lamentações e a Cúpula da Rocha
 
 

Em Jerusalém, o Muro Ocidental, mais conhecido como o Muro das Lamentações, é um dos locais sagrados do judaísmo. Trata-se do único vestígio presumido do antigo templo de Herodes, erigido por Herodes o Grande no ano de 70 d.C. no lugar do templo de Jerusalém inicial. Segundo a Bíblia, durante o reinado de Salomão, foi construído um grande templo para abrigar a Arca da Aliança, com as tábuas dos Mandamentos de Deus.
 
A Arca da Aliança é descrita na Bíblia como o objecto em que as tábuas dos Dez Mandamentos teriam sido guardadas, e também como veículo de comunicação entre Deus e o seu povo escolhido. A Arca foi objecto de veneração entre os hebreus até ao seu desaparecimento, presumivelmente quando da conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, rei da Babilónia.
 
Os judeus vão orar no Muro das Lamentações e depositar seus desejos por escrito.
 
Antes da sua reabilitação por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, o local servia de depósito de lixo.
 
Cúpula da Rocha ou Domo da Rocha é um dos nomes dados à Mesquita de Omar muçulmana que está construída sobre uma "rocha sagrada" no Monte Moriah. A rocha foi considerada como um santuário e altar por Abraão, Jacob e outros profetas. David e Salomão também consideraram o local como sagrado. A Cúpula da Rocha foi o lugar de partida da Al Miraaj (viagem aos céus realizada pelo profeta Maomé).
 
O Domo da Rocha recebeu o seu nome devido à grande rocha — ainda actualmente exposta dentro da Mesquita — que constitui uma das razões pelas quais Jerusalém é considerada Cidade Santa por várias religiões.
 
Segundo a tradição judaica, foi naquela rocha que Abraão preparou o sacrifício do seu filho Isaac a Deus e onde, mil anos antes de Cristo, o Rei Salomão construiu o primeiro templo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
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Sábado, 13 de Maio de 2006

Santuário de Fátima

 
O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal)
 
 
 

O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal) é um dos mais importantes Santuários Marianos do mundo. Em 1917, Jacinta Marto, Francisco Marto e Lúcia de Jesus (conhecidos por os três pastorinhos), afirmaram ter presenciado várias aparições de Nossa Senhora. Numa dessas aparições ela lhes teria dito para construírem uma capela naquele lugar, que actualmente é a parte central do Santuário onde está guardada uma imagem de Nossa Senhora.
 
No decorrer dos anos o Santuário foi sendo expandido. A Basílica começou a ser construída em 1928, em estilo neo-barroco, segundo um projecto do arquitecto holandês G. Van Kriecken, vindo a ser sagrada em 1953. Neste momento encontra-se em curso a construção de uma Igreja com 9.000 lugares sentados, uma obra da autoria do Arq. Alexandros Tombazis.
Prevê-se a conclusão desta obra em 2007.
 
Anualmente mais de 5 milhões de visitantes, de todos os países ali se deslocam. As maiores peregrinações ocorrem anualmente nos dias 12 e 13 de Maio a Outubro.
 
Pelo mundo inteiro foi difundido o Culto a Nossa Senhora de Fátima, graças às viagens das Virgens Peregrinas (Imagens de N.ª S.ª que percorrem vários países) e aos emigrantes Portugueses. Assim é possível encontrar várias igrejas, paróquias, dioceses, escolas, hospitais, monumentos, etc. dedicadas a Nossa Senhora de Fátima.
 
O Pe. LUCIANO GOMES PAULO GUERRA é Reitor do Santuário de Fátima desde 13 de Fevereiro de 1973, onde desempenha também as funções de Presidente do Serviço de Ambiente e Construções (SEAC) e de Director do jornal «Voz da Fátima» e do boletim internacional "Fátima Luz e Paz".
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

 

Santuário de Fátima em 13 de Maio 2006 pelas 13 horas
 
Cerimónia de hoje - 13 Maio 2006
Estima-se que estejam no Santuário de Fátima
cerca de 300 mil peregrinos
 


Nas cerimónias de hoje também se relembra que há 25 anos (em 13 de Maio de 1981) ocorreu uma tentativa de homicídio do Papa João Paulo II em plena Praça de São Pedro, em Roma.
 
Na primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) o Papa João Paulo II depositou, no altar da Nossa Senhora de Fátima, a bala com que foi atingido na tentativa de homicídio no ano anterior. Essa mesma bala encontra-se na coroa de Nossa Senhora de Fátima.
 
Mais notícias: Santuário de Fátima
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:03
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