Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Fotografia: o Flash

 
Exemplo de um flash que se encaixa num suporte de algumas câmaras preparado para ligar o adaptador inferior, visível nesta imagem
Um flash que se encaixa num suporte de algumas câmaras
preparado para ligar o adaptador inferior, visível nesta imagem


 
 

Flash é um instrumento utilizado em fotografia que dispara luz em simultâneo com a abertura do obturador das câmaras fotográficas. Usado em situações de pouca luz ou mesmo com bastante luz, ao sol por exemplo, para preenchimento de sombras muito fortes evitando o contraste exagerado, o chamado "fill flash".
 
 
História
 
Nos primeiros flashes eram utilizadas lâmpadas similares às incandescentes de hoje, com a diferença que o seu filamento era bem fino e muito longo que, ao receber uma descarga eléctrica, se queimava. Ou seja, para cada foto era utilizada uma lâmpada. Observe, em filmes anteriores a 1950, que os fotógrafos, após a foto, retiravam a lâmpada (normalmente de baioneta) para colocar uma nova providenciada no seu bolso do paletó - cena comum dos fotógrafos de jornais!
 
O flash electrónico surgiu por volta de 1949 e tinham o tamanho de uma mala, pesava quase 8 quilogramas e utilizava 5.000 volts de energia, por isso eram usados com cautela. Num período de mais ou menos 10 anos do seu surgimento usaram-se bobinas de ignição, acumuladores (baterias) de motocicletas e válvulas electrónicas (tubos).
 
Neste período conseguiram produzir tubos que funcionavam com 300 ou 500 volts. No início dos anos 50 começaram a aparecer tubos (lâmpadas) em "U" ou circulares, o que melhorou muito a eficiência. Em 1950 surgiu o "Sevoblitz" o primeiro flash com o reflector incluído. Ao surgirem as baterias de níquel-cádmio começaram a fabricar-se os primeiros "flashes de bolso", o que reduziu em muito as dimensões, aliado ao aperfeiçoamento dos reflectores.
 
Os flashes tornaram-se tão populares que as próprias câmaras, principalmente as amadoras, já os têm incorporados, alimentados por uma ou duas pilhas AA ou AAA, comuns, alcalinas ou recarregáveis.
 
Mais recentemente, com o surgimento do consumo das câmaras digitais (segunda metade da década de 1990), os flashes estão sempre incorporados. Nas câmaras profissionais é opção os flashes TTLs inteligentes que "conversam" com a câmara ajustando os seus disparos de acordo com os dados de abertura, velocidade, ISO, distância e outros. Tudo isso à velocidade de processamento de um chip. Chegam a disparar mais de uma vez numa única foto, primeiro para calcular a luminosidade, um possível segundo disparo (quando programado) para evitar o "olho vermelho" (quando a pupila do fotografado se "ajusta" à luminosidade) e o segundo ou terceiro disparo para iluminar a cena com vista à imagem pretendida. Mesmo pequenos flashes TTLs, possuem um "poder" de iluminação de 15 ou mais metros, enquanto os flashes incorporados raramente ultrapassam a iluminação de 4 metros.
 
Comum também, em uso profissional, são as "tochas". São flashes mais fortes separados da câmara e disparados por sinais de rádio ou foto-células (hoje quase não usadas). É comum também em eventos, como casamentos, e onde é exigido mais iluminação, os profissionais utilizarem dois ou mais flashes, conduzidos por auxiliares (pessoas) e disparados simultaneamente por dispositivos de sinais de rádio que, incorporados na câmara, enviam o sinal para esses flashes.
 
 
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

O Multibanco

 
Caixa electrónica, caixa automática, terminal bancário ou Multibanco
  
 
 

Uma caixa electrónica, caixa automática, terminal bancário ou Multibanco (Portugal), é um dispositivo electrónico que permite que clientes de um banco retirem dinheiro e verifiquem o movimento das suas contas bancárias sem a necessidade de um funcionário do banco. Muitos terminais bancários também permitem que as pessoas depositem dinheiro ou cheques, transfiram dinheiro entre contas bancárias, comprem cartões pré-pagos para os seus telemóveis ou até mesmo comprem selos.
 
Em Portugal, o Multibanco tem tido muito sucesso, o que levou ao aparecimento de novos serviços não bancários, como a venda de bilhetes ou o pagamento de serviços. Multibanco é uma marca registada propriedade da empresa SIBS. O termo é utilizado comummente para designar as caixas automáticas (as máquinas que permitem a realização de operações bancárias em regime de auto-serviço), sendo mesmo utilizados em relação a caixas automáticas de outros sistemas que o controlado pela SIBS. Neste contexto, também se utiliza o termo ATM, do inglês Automatic Teller Machine.
 
 
História
 
O primeiro caixa electrónico do mundo foi fabricado pela empresa britânica "De La Rue" e foi instalado num bairro no norte da Grande Londres em 27 de Junho de 1967 pelo Barclays Bank. A invenção é creditada à John Shepherd-Barron, apesar de Luther George Simjian ter registado patentes em Nova York, EUA, nos anos 30 e Donald Wetzel e dois outros engenheiros da Docutel também terem registado uma patente em 4 de Junho de 1973.
 
Os primeiros caixas electrónicos aceitavam apenas uma ficha ou "cupom" de uso único, que era retida pelo caixa. Essas trabalhavam em vários princípios como radiação e magnetismo de baixa coercitividade que era retirado pelo leitor de cartão para tornar fraudes mais difíceis.
 
A ideia de um número de identificação pessoal (PIN) armazenado no cartão em si, ao invés de ser digitado quando se queria retirar o dinheiro, foi desenvolvido pelo engenheiro britânico James Goodfellow em 1965, que ainda possui patentes internacionais cobrindo esta tecnologia.
 
Os primeiros caixas automáticos falantes — caixas com instruções sonoras para pessoas com deficiência visual — foram instalados no Canadá em 1999. O primeiro caixa electrónico falante nos Estados Unidos foi instalado em São Francisco em Outubro do mesmo ano. Em 2005 já há em torno de 30.000 caixas automáticos falantes naquele país.
 
 
Usos alternativos
 
Apesar dos caixas electrónicos serem utilizados principalmente para retirar dinheiro, eles evoluíram para incluir muitas outras funções bancárias. Em alguns países que possuem uma rede integrada de terminais bancários compartilhados por mais de um banco, como nas caixas Multibanco em Portugal, os caixas incluem muitas outras funções que não são directamente relacionadas à conta bancária, como por exemplo:
 
- Pagamento de contas, taxas (utilidades, contas de telefone, taxas legais, etc.)
- Trocar dinheiro por cartões pré-pagos (para telemóveis, cabines telefónicas, etc.)
- Compra de ingressos (comboios, espectáculos, etc.)
 
Muitos terminais bancários  nos Estados Unidos também permitem a compra de selos postais.
 
No Japão, onde os bancos cobram por levantamento de dinheiro, os caixas electrónicos não são muito populares. Esperando atrair mais usuários, os novos terminais bancários do Ogaki Kyoritsu Bank irão incluir jogos de sorte que permitirão aos usuários livrarem-se dessa taxa ou ganhar 1000 ienes, enquanto os caixas do Bank of Tokyo Mitsubishi incluirão tecnologia de segurança biométrica.
 
Os sistemas chamados biométricos podem basear o seu funcionamento em características de diversas partes do corpo humano, por exemplo: os olhos, a palma da mão, as impressões digitais do dedo, a retina ou íris dos olhos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

Super Audio CD (SACD)

Para os interessados em novas tecnologias de áudio....   
 
Super Audio CD (SACD) é um disco áudio óptico apenas de leitura desenvolvido com o objectivo de disponibilizar uma maior fidelidade na reprodução de áudio digital, superando a reprodução do tradicional CD. Introduzido no mercado em 1999, foi desenvolvido pela Sony e Philips, as mesmas companhias que criaram o CD.
 
Descrição Geral
 
O SACD utiliza uma tecnologia muito diferente da do CD e do DVD para codificar os dados musicais - uma modulação sigma-delta a 1 bit, conhecido como Direct Stream Digital, com uma taxa de amostragem de 28.224 MHz. Em comparação, um CD clássico possui uma taxa de amostragem de 44.1 kHz e um DVD-Audio de até 192 kHz.
 
Os SACDs podem conter som estéreo, 2-canais estéreo, Surrond (normalmente 5.1) ou ambos. De facto, o tão chamado surround não tem de estar no formato 5.1. O antigo sistema quadrifónico 4.0 também será possível, como se pode ver no SACD de 2001, "Tubular Bells" de "Mike Oldfield". A designação correcta para o som surround de um SACD é "multi-canal", e normalmente tem o seu próprio logo "Multi-Ch" na capa de trás.
 
Há três tipos de SACD's:
 
>  Híbrido: Inclui uma camada compatível com leitores de CDs normais, e uma camada de 4.7GB SACD, lida por leitores de SACD. Este é o género mais habitual.
 
>  Single layer: Semelhante a um DVD-5 DVD, é um SACD de 4.7 GB só com uma camada, sem nenhuma camada de áudio CD. Este é o género usado pela Sony.
 
>  Dual layer: Semelhante a um DVD-9 DVD, é constituído por duas camadas SACD, sem nenhuma camada de áudio CD. Este género raramente é usado.
 
Integração na mercado
 
Há uma guerra de formatos entre o Super Áudio CD e o DVD-Áudio. Outro desafio é o formato DualDisc. Neste momento o SACD tem um grande interesse por parte dos audiófilos, mas ainda tem pouca aceitação por parte do mercado de massas. Em Maio de 2005, havia aproximadamente 3.000 SACD editados, 40% dos quais são de música clássica. (fonte: http://www.sa-cd.net). Contudo, alguns dos álbuns mais populares foram editados neste formato, onde se incluem a maioria dos álbuns de Peter Gabriel, Bob Dylan e The Greatfull Dead, o clássico Dark Side of the Moon (the 30th anniversary edition of 2003), dos Pink Floyd e Avalon (the 21st anniversary edition, 2003) dos Roxy Music. Os dois últimos foram editados em SACD para tirar partido das capacidades do formato Multi-Canal. Ambos foram remasterizados em 5.1 surround (deixando a mixagem estereofónica original intacta), e editados como SACDs híbridos, não para se submeterem ao seu principal rival em Multi-Canal, o DVD-Áudio, mas para incentivar os compradores a trocarem o CD pelo SACD. O seu rival, o DVD-Áudio, tem os seus próprios álbuns de interesse não editados em SACD, pela mesma razão. Fazem parte destes álbuns "The Game" e "A Night at The Opera", dos "Queen".
 
Como alguns álbuns são editados apenas num formato híbrido, como a versão remasterizada dos álbuns dos "Rolling Stones", editada em 2002, muitos compradores de música estão a formar uma colecção de SACDs, apesar de não terem equipamento capaz de ler SACD e de não darem grande importância a este formato. No entanto isto dá uma vantagem de partida ao SACD em relação ao DVD-Áudio, que aumentará quando os leitores de SACD forem mais baratos. Ao mesmo tempo, compradores interessados em SACD acham-no mais atraente se também puder ser reproduzido em leitores de CDs convencionais. O DVD-Áudio, apesar de também poder ser reproduzido nos habituais leitores de DVDs, necessita sempre de um televisor para a selecção dos menus.
 
Uma vantagem para o DVD-Áudio é a actual falta de software e hardware para lidar com áudio DSD. A maioria dos receptores AV de som surround conseguem fazer algum processamento em áudio multi-canal, afim de melhorar a correspondência do altifalante e a acústica da sala. Contudo, actualmente isto não pode ser feito em áudio DSD sem primeiro o converter para áudio PCM como o usado no DVD-Áudio.
 
Contudo, há muitos mais compradores a escolher o mais conveniente e com uma qualidade de som menor, como o MP3 e formatos de alta compressão similares, do que a arranjar som de alta qualidade, como o SACD ou o DVD-Áudio. Isto deve-se ao facto de as pessoas ouvirem música fora de casa e não poderem notar as diferenças de qualidade nos equipamentos portáteis. Outra razão é o facto de as pessoas quererem fazer downloads de música: um álbum em MP3 tem cerca de 70 MB, enquanto que em SACD ou em DVD-Áudio tem 4,7 GB.
 
A PlayStation 3, da Sony, que sairá nos primeiros meses de 2006, suportará SACD.
 
Leitura do disco
 
As lentes usadas nos leitores de CD convencionais têm uma distância de trabalho mais longa, ou distância focal, que as lentes desenhadas para os leitores de SACD. Isto significa que quando um SACD híbrido é lido num leitor de CD convencional, o feixe do laser passa a camada de alta resolução e é reflectido pela camada convencional aos habituais 1,2 mm de distância, estando a camada de alta densidade fora de focagem. Quando o disco é colocado num leitor de SACD, o laser é reflectido pela camada de alta resolução (à distância de 600µm), antes de poder alcançar a camada convencional. Do mesmo modo, se um CD convencional for colocado num leitor de SACD, o laser lerá o disco sem nenhum problema, uma vez que não há nenhuma camada de alta resolução.
 
DSD
 
No SACS, o áudio é armazenado num formato chamado Direct Stream Digital (DSD), muito diferente do convencional PCM usado pelo CD ou pelos sistemas de áudio convencionais dos computadores. O DSD é 1-bit, tem uma taxa da amostragem de 2.8224 mHz, e emprega técnicas de quantização do noiseshaping de modo a empurrar o ruído da quantização 1-bit até frequências ultra-sónicas. Isto dá ao formato uma escala dinâmica maior e uma resposta de frequência mais larga do que o CD. Os materiais promocionais sobre SACD fornecido pela Philips e pela Sony sugerem que o sistema é capaz de uma escala dinâmica de 120 decibéis, de 20 hertz a 20 kHz e a uma frequência de resposta estendida até aos 100 kHz, embora a maioria dos leitores tenham um limite máximo de 80-90 kHz.
 
Devido à natureza dos conversores sigma-delta, não se pode fazer uma comparação directa da escala dinâmica e da frequência de resposta entre o DSD e o PCM. É possível fazer uma aproximação, que colocaria o DSD em alguns aspectos comparável a um formato PCM, que tem uma taxa de amostragem de 20 bits e uma frequência de amostragem de 200 kHz, fazendo efectivamente do DSD um rival do formato PCM de elevada definição, como o DVD-Audio - 24-bit a 192 kHz.
 
No entanto é de notar que os dois formatos continuam a diferir em termos de fidelidade nos sons de alta frequência, uma vez que o DSD, graças à sua frequência de amostragem elevada, não mostra os típicos efeitos de ringing dos filtros de reconstrução usados com o PCM. Por outro lado, no DSD, devido ao uso de fortes técnicas de noiseshaping, a escala dinâmica diminui rapidamente em frequências acima dos 20 kHz, em oposição ao PCM, onde a escala dinâmica é a mesma em todas as frequências. Contudo, devido aos limites da audição humana (cuja frequência de resposta do ouvido não ultrapassa os 20-22 kHz) ambos os formatos soam igualmente bem (alguns leitores SACD high-end empregam um filtro low-pass opcional ajustado aos 30 kHz, devido a razões da compatibilidade e de segurança, apropriado para as situações onde os amplificadores ou os altifalantes dos agudos utilizados não conseguem entregar um output sem distorção, se harmónicos acima dos 30 kHz estiverem presentes no sinal).
 
Comparação entre SACD, DVD-Áudio e CD
 
Não há evidências de os seres humanos serem sensíveis a frequências mais altas, e a maioria das pessoas com mais de 35 anos são incapazes de ouvir sons acima dos 15–16 kHz e 72 dB. No entanto parece haver um consenso entre os especialistas de Hi-Fi de que a capacidade de um sistema de áudio reproduzir sons acima dos 20 kHz não é necessária para o conteúdo musical em si mesmo. Contudo, pode ajudar com a impressão espacial e temporal, assim como para uma distorção mais baixa de sons de alta frequência, em comparação com os formatos PCM de 44,1-kHZ ou 48 kHz. De facto, ainda há alguma discussão se a modulação sigma-delta de 1-bit é melhor ou pior que o PCM para maior qualidade de áudio.
 
Dentro dos limites da típica capacidade auditiva humana, o formato comum de áudio digital, incluindo CD, SACD e DVD-Áudio, parece ser equivalentes para ouvintes comuns. Alguns testes independentes falharam em mostrar diferenças "distinguíveis" entre uma faixa ouvida em SACD/DVD-Áudio e a mesma faixa de áudio editada para a taxa de amostragem e escala dinâmica do CD-Áudio. Alguns SACDs híbridos mostraram mesmo ter precisamente o mesmo conteúdo na camada de SACD e na camada de CD, mostrando a falta de ética da parte de algumas editoras discográficas.
 
Por outro lado, é indiscutível que os filtros anti-alias e anti-image, necessários para operações lineares de sistemas digitais, produzem atraso de grupo -group delay- ou deslocamento da fase frequência-dependente. Os CDs são criticamente amostrados na frequência de Nyquist, enquanto que tanto o DSD do SACD como o PCM do DVD-Áudio são oversampled. Filtros para sistemas oversampled podem ser desenhados com dramaticamente menos group delay do que com processos de amostragem críticos, resultando numa resposta de fase significativamente mais linear. A maioria dos engenheiros de áudio concorda que este é o principal benefício oferecido pelo DSD e pelo PCM de alta resolução.
 
Poucos sistemas caseiros de som conseguem reproduzir com rigor sons acima dos 20 kHz, e a maioria das faixas de gravação são desenhadas por volta deste limite. A música pop moderna é tipicamente comprimida para uma pequena percentagem da escala dinâmica máxima disponível, e assim não se beneficiaria da escala dinâmica prolongada disponível no SACD ou DVD-Audio. Em comparação, os desempenhos acústicos das músicas jazz, folk, clássica e alternativa podem definitivamente beneficiar da falta de compressão da amplitude que a escala dinâmica estendida possibilita.
 
Cada vez mais, os sistemas de som caseiros são multicanal, e esta simples característica é a mais importante, quando consideradas as diferenças entre o CD e os novos formatos. Os CDs são estéreo, e tanto o SACD como o DVD-Áudio permitem som multicanal. Mais, o SACD pode ser compatível com os leitores de CD exitentes, tal como o DVD-Áudio é compatível com leitores de DVD-Vídeo.
 
Argumentou-se que o SACD e o DVD-Áudio são apenas tentativas de adicionar protecção anti-cópia a álbuns, em vez de serem melhorias efectivas nas tecnologias de gravação e de audição. Contudo, nas mãos de um engenheiro de som competente, os formatos SACD e DVD-Áudio proporcionam várias características adicionais que podem criar uma experiência de audição única.
 
Protecção anti-cópia
 
O SACD tem um dispositivo anti-cópia a um nível físico, que neste momento faz deste formato um formato praticamente impossível de copiar com perfeição. Este inclui uma encriptação de 80 bit do ficheiro áudio, com uma chave codificada numa área especial do disco que só é passível de ser lida por um aparelho licenciado de SACD. O SACD não pode ser tocado num computador, nem podem ser criados SACDs, com excepção de facilidade de licença de replicação do disco. Copiar a música ainda é possível por meios analógicos (por exemplo, ligar o output de um leitor de SACD ao input de um gravador de CD), mas fazer isto dará uma cópia imperfeita uma vez que a conversão para e de analógico é perdedora.
 
Especula-se que talvez seja possível capturar o sinal digital após o estádio de desencriptação, mas antes do estádio de conversão de digital para analógico de um leitor de SACD, o que tornaria possível criar uma cópia perfeita de um SACD. Mais, uma vez que alguns novos leitores de SACD têm IEEE 1394 (também chamado FireWire ou i.Link) DSD outputs digitais, talvez seja possível obter os dados em bruto a partir dessa ligação. O mecanismo de protecção usado é o Digital Transmission Content Protection - DTCP (protecção de transmissão digital de conteúdos), que pode ser usado nos modos "Copiar uma vez" ou "Nunca copiar". É improvável, contudo, que as regras da licença de utilização permitam alguma coisa para além do uso do modo "Nunca copiar".
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sinto-me: Paciência para lerem o post ?
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Disco de Vinil

 

LP versus CD

Comparação dos diferentes formatos

 
 
O disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play, ou coloquialmente bolachão (abreviatura LP) é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usava um material plástico chamado vinil.
 
Trata-se uma "bolacha" de material plástico, usualmente de cor negra, que regista informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um gira-discos.
 
O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do gira-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal eléctrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música).
 
O vinil é tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e livres de poeira, guardados na posição vertical e dentro do seu envelope de protecção e capa. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco com a agulha.
 
História
 
O disco de vinil surgiu no inicio da década de 1950, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores, principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora.
 
A partir da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiadas, fazendo os discos de vinil serem considerados obsoletos. Mas na verdade o vinil possui uma qualidade sonora melhor que o CD, pois este último não armazena toda a amplitude dos sons que o vinil contém.
 
Tipos
 
Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:
 
>  LP: abreviatura do inglês Long Play. Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos.
 
> EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diâmetro e que era tocado, normalmente, a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
 
>  Single: abreviatura do inglês Single Play. Disco com 17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado.
 
>  Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era tocado a 45 rotações por minuto. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.
 
 
Analógico versus digital
 
Os discos de goma-laca de 78 rotações, foram substituídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido à sua practicidade, tamanho reduzido e som livre de chiadas. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado, mas a sonoridade do LP é superior ao CD. Testes "cegos" onde ouvintes escutam CD e LP sem saber qual é qual, mostram que a maioria dos ouvintes prefere o som do LP.
 
Até hoje fabricam-se LPs e gira-discos...
 
Ou seja, por ironia do destino o LP ainda sobrevive e quem parece estar fadado a desaparecer é o CD, com o surgimento do SACD e do DVD Audio. O LP é uma referência de sonoridade para que a indústria melhore a sonoridade do CD e seus derivados, a fim de que estes se equiparem ao som de qualidade do LP.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

 
Num dos próximos post's:
 

O sucessor do CD actual: o Super Audio CD (SACD)  -  um disco audio óptico apenas de leitura desenvolvido com o objectivo de disponibilizar uma maior fidelidade na reprodução de áudio digital, superando a reprodução do tradicional CD.

sinto-me: A tecnologia nunca pára !...
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Domingo, 9 de Abril de 2006

CD (disco compacto)



CD - disco compacto
CD gravável   ( Lápis incluído para escala )


CD é a abreviatura de compact disc (disco compacto). É actualmente o mais popular meio de armazenamento de dados digitais, principalmente música comercializada e software de computador, caso em que o CD recebe o nome de CD-ROM. A tecnologia utilizada nos DVD's é semelhante à dos CD's.
 
A partir da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiadas, fazendo os discos de vinil serem considerados obsoletos.
 
Com a banalização dos discos compactos, a consecutiva banalização de gravadores de CD's permitiu a qualquer utilizador de PC gravar os seus próprios CD's, tornando este meio como um sério substituto ao outros dispositivos de backup. Surge assim a banalização dos discos virgens (CD-R), para gravação apenas, e os discos reescrevíveis também chamados regraváveis (CD-RW).
 
A diferença principal entre estes dois é precisamente a capacidade de se poder apagar e reescrever o conteúdo no segundo tipo, característica que iria contribuir para o desaparecimento das disquetes como meio mais comum de transporte de dados. Efectivamente, um CD é agora capaz de armazenar conteúdo equivalente a mais de 400 disquetes (de capacidade 1,44 MB), com muito maior fiabilidade - uma das características negativas das disquetes era a reduzida fiabilidade destas, já que facilmente se danificavam ou corrompiam.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:04
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

O Relógio Atómico



 

Relógio atómico 

Relógio atómico




Um relógio atómico é um tipo de relógio que usa um padrão ressonante de frequência como contador.
 

Como o próprio nome diz, é um medidor de tempo que funciona baseado numa propriedade do átomo, sendo o padrão a frequência de oscilação da sua energia. Como um pêndulo de relógio, o átomo pode ser estimulado externamente (no caso por ondas electromagnéticas) para que a sua energia oscile de forma regular. Os elementos mais utilizados nos relógios são o césio (principalmente), hidrogénio e rubídio.
 

O seu funcionamento não é exactamente simples. Com base em estudos anteriores, os pesquisadores conhecem a frequência máxima com que esses átomos libertam energia, a sua frequência de oscilação. Os mecanismos do relógio estimulam os átomos por meio de microondas e ondas magnéticas, até atingir essa frequência, que é interpretada como tempo de acordo com os padrões já conhecidos. Por exemplo, a cada 9.192.631.770 oscilações do átomo de césio-133 o relógio entende que se passou um segundo.
 

As agências nacionais responsáveis pelos horários oficiais zelam pela manutenção de uma precisão de 10-9 segundo por dia:
Isto é 0,000 000 001 segundo ou ainda, um bilionésimo de segundo.
 

O primeiro relógio atómico foi construído em 1949 nos Estados Unidos. Uma versão aprimorada, baseada na transição do átomo de césio-133 foi construído por Louis Essen em 1955 no Reino Unido. Isto levou a uma definição, internacionalmente aceite, acerca do segundo baseada no tempo atómico.
 

Em Agosto de 2004, os cientistas do NIST (em inglês: National Institute of Standards and Technology) apresentaram um relógio atómico do tamanho de um chip (circuito integrado, um dispositivo microelectrónico), que segundo eles, esse relógio atómico teria um milésimo do tamanho de qualquer outro modelo e consumindo apenas 75mW, tornando possível a sua utilização em aparelhos movidos a pilhas ou baterias.
 

Desde 1967, a definição internacional do tempo baseia-se num relógio atómico, assim como os relógios, satélites e aparelhos de última geração. Ele é considerado o mais preciso já construído pelo homem e mesmo assim atrasa: 1 segundo a cada 3 mil anos. Assim, o Sistema Internacional de Unidades (SI) equiparou o segundo a 9.192.631.770 ciclos de radiação correspondendo à transição entre dois níveis de energia do átomo de césio-133.

 
O césio (do latim "caesium", que significa "céu azul") é um elemento químico de símbolo Cs. Os seus isótopos mais relevantes são o Cs-133 usado para definir o segundo e o radioisótopo Cs-137 para a cura do cancro.
 
O césio é um metal alcalino localizado no grupo 1 (1A) da classificação periódica dos elementos. É dúctil, muito reactivo, encontrado no estado líquido na temperatura ambiente. Foi descoberto em 1860 por Robert Wilhelm Bunsen e Gustav Kirchhoff, por análise espectral.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 
 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

Radiação Infravermelha

 

Cão visto com infravermelho



Radiação infravermelha é um tipo de radiação electromagnética com comprimento de onda maior que o da luz visível, porém menor que o das microondas, consequentemente tem menor frequência que a da luz visível e maior que a das microondas. O vermelho é a cor de comprimento de onda mais larga da luz visível, compreendida entre 700 nanómetros e um milímetro. Um nanómetro vale 1.0×10−9 metros, ou um milionésimo de milímetro.
 

No espectro electromagnético, os infravermelhos subdividem-se em infravermelhos curtos (0,7-5 µm), infravermelhos médios (5-30 µm) e infravermelhos largos (30-1000 µm). Entretanto, esta classificação não é precisa porque em cada área de utilização, se tem uma ideia diferente dos limites dos diferentes tipos. Os infravermelhos estão associados ao calor porque os corpos na temperatura normal emitem radiação térmica no campo dos infravermelhos.
 

Um micrómetro ou mícron, cujo símbolo é µm é uma unidade de comprimento. Está definido como um milionésimo de metro (ou 1 × 10-6 m). Equivale à milésima parte do milímetro. A letra µ é a letra grega miu. O plural de micrómetro é micrómetros ou micra.

 
Utilidade dos raios infravermelhos
 

Os infravermelhos são utilizados nos equipamentos de visão nocturna quando a quantidade de luz visível é insuficiente para ver os objectos. A radiação é detectada e depois reflectida numa tela. Os objectos mais quentes se convertem nos mais luminosos. Um uso muito comum do infravermelho é para efectuação de comandos a distância ( telecomandos ), preferíveis em relação as ondas de rádio por que não sofrem interferências de outras ondas electromagnéticas como. por exemplo, os sinais de televisão.

Os infravermelhos também são utilizados para comunicação a curta distância entre os computadores e os seus periféricos (aparelhos ou placas que enviam ou recebem informações do computador). Os aparelhos que utilizam este tipo de comunicação cumprem geralmente um padrão publicado por Infrared Data Association.

A luz utilizada nas fibras ópticas é geralmente de infravermelhos.

 
História
 

Os infravermelhos foram descobertos em 1800 por William Herschel, um astrónomo inglês de origem alemã. Hershell colocou um termómetro de mercúrio no espectro obtido por um prisma de cristal com o a finalidade de medir o calor emitido por cada cor. Descobriu que o calor era mais forte ao lado do vermelho do espectro, observando que ali não havia luz. Esta foi a primeira experiência que demonstrou que o calor pode ser transmitido por uma forma invisível de luz.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005

Lâmpada incandescente

                                      

     
        Lâmpada incandescente de Edisson       Lâmpada incandescente actual 

 
 
 
A lâmpada incandescente ou lâmpada eléctrica
é um dispositivo eléctrico que transforma energia eléctrica em energia luminosa.
 

Thomas Alva Edison em 1880 construiu a primeira lâmpada incandescente utilizando uma haste de carvão muito fina que aquecendo até próximo do ponto de fusão passa a emitir luz.
 

A haste era inserida numa ampola de vidro onde havia sido formado alto vácuo. O sistema diferia da lâmpada a arco voltaico, pois o filamento de carvão saturado em fio de algodão ficava incandescente, ao invés do centelhamento (pequenos arcos voltaicos) ocasionado pela passagem de corrente das lâmpadas de arco.
 

Como o filamento de carvão tinha pouca durabilidade, Edison começou a fazer experiências com ligas metálicas, pois a durabilidade das lâmpadas de carvão não passava de algumas horas de uso.
 

A lâmpada de filamento de bambu carbonizado foi a que teve melhor rendimento e durabilidade, sendo em seguida substituída pela de celulose, e finalmente a conhecida até hoje com filamento de tungsténio cuja temperatura de trabalho chega à três mil Celsius.
 

O tungsténio ou volfrâmio (ou wolfrâmio) é um elemento químico de símbolo W, número atómico 74 ( 74 protões e 74 electrões ) com massa atómica 183,8 u, situado no grupo 6 da classificação periódica dos elementos. É um metal de transição que, à temperatura ambiente, se encontra no estado sólido.
 
Metal escasso na crosta terrestre, é encontrado em forma de óxido e de sais em certos minérios tais como wolframita e scheelita, entre outros. De cor branca acinzentada, brilhante, muito duro e denso, tem o ponto de fusão mais alto de todos os elementos. É utilizado em filamentos de lâmpadas incandescentes, em resistências eléctricas, em ligas de aço e na fabricação de ferramentas.


Construção
 

A maior dificuldade encontrada por Swan e Edison, quando tentavam fazer lâmpadas desse tipo, era encontrar um material apropriado para o filamento, que não devia se derreter ou queimar.
 
Hoje em dia os filamentos são, geralmente, feitos de tungsténio, metal que só derrete quando submetido a temperatura altíssima.
Para que os filamentos se queimem com lentidão, remove-se todo o ar da lâmpada, enchendo-a com a mistura dos gases árgon e nitrogénio.


Funcionamento
 

Quando se acciona um interruptor, a corrente eléctrica passa pela lâmpada através de duas gotas de solda de prata que se encontram na parte inferior, e em seguida, ao longo de fios de cobre que se acham firmemente fixados dentro de uma coluna de vidro. Entre as duas extremidades dos fios de cobre estende-se um outro fio muito fino chamado filamento. Quando a corrente passa por este último, torna-o incandescente, produzindo luz.
 

No caso de lâmpadas incandescentes, a função do filamento, é emitir luz visível por consequência do calor gerado pela passagem de intensidade de corrente eléctrica.
 

Já em lâmpadas fluorescentes, o filamento serve para aquecer e agitar as moléculas do gás inserido no seu interior proporcionando uma ionização e posterior emissão de luz visível através da sua ampola.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2005

O Radar


 

Radar.jpg

                     Esta antena de radar de longo alcance
                   (aproximadamente 40 metros de diâmetro)
             
gira de modo a observar actividades no horizonte.
 
 

 

 
O radar, do inglês Radio Detection And Ranging (Detecção e Telemetria pelo Rádio), é um dispositivo que permite detectar objectos a longas distâncias.
 
O radar emite ondas electromagnéticas que são reflectidas por objectos distantes. A detecção das ondas reflectidas, permite determinar a localização do objecto.

 
História do Radar

 
O primeiro Radar foi construído em 1904, por C. Hülsmeyer na Alemanha. Naquela época não houve utilidade prática para o dispositivo, de baixa precisão, construção difícil, e sistema de detecção de eco ineficiente.
 

Em 1934, Pierre David, revendo a teoria electromagnética, encontrou o estudo realizado pelo alemão. Iniciou então experiências para o desenvolvimento de um sistema de detecção por ondas de rádio em alta frequência, eficiente para a localização de aviões. Simultaneamente, Henri Gutton e Maurice Ponte, conseguiram criar um dispositivo de detecção que funcionou com grande precisão.
 
Em 1935, foi instalado o primeiro sistema de Radiotelemetria no navio Normandie com o objectivo de localizar e prevenir a aproximação de obstáculos.
 

No início da Segunda Guerra Mundial, Watson Watt, melhorou e desenvolveu novas tecnologias, utilizando o sistema de telemetria fixa e rotatória.
 

Em função da melhoria e da exactidão do processamento de sinal e eco por radiofrequência, foi aprovado um projecto de instalação piloto para detecção de aeronaves inimigas, na costa da Inglaterra. Em função do sucesso alcançado desta estação, foram instaladas muitas outras em todo o País.
 

Os radares foram muito importantes na previsão de ataques inimigos, pois os ingleses sabiam com precisão a distância, velocidade e direcção do ataque, tendo tempo de dar o alarme para a população se proteger, diminuindo imensamente as baixas civis, apesar do bombardeio constante efectuado pelos alemães.
 

As Potências do Eixo, também estavam a desenvolver sistema similar, porém o seu uso era diferente, os radares alemães eram para aumentar a precisão de tiro, facilitando o direccionamento dos projécteis ao alvo.
 
 

Funcionamento do Radar
 

O radar é composto por uma antena transmissora-receptora de sinais para Super Alta Frequência (SHF). A transmissão é um pulso electromagnético de alta potência, curto período e feixe muito estreito. Durante a propagação pelo espaço, o feixe alarga-se em forma de cone, até atingir ao alvo que está sendo monitorizado, sendo então reflectido e, retornando para a antena, que neste momento é receptora de sinais.
 

Como se sabe a velocidade de propagação do pulso electromagnético, e pelo tempo de chegada do eco, pode-se facilmente calcular a distância do objecto. É possível também, saber se o alvo se está afastando, ou se está a aproximar da estação. Isto deve-se ao Efeito Doppler, isto é, pela desfasagem de frequência entre o sinal emitido e recebido.
 
 

Construção física do Radar
 

O Equipamento de radar é composto de uma antena trans-receptora, da linha de transmissão, de um transmissor de alta potência e alta frequência, do sistema de recepção, descodificação, processamento e visualização das informações obtidas, além da mesa de interface entre equipamento e operador.

 
 Utilização dos Radares

 

 
Marinha
 

Na marinha, os radares são utilizados para a navegação, detectando e monitorizando obstáculos que podem oferecer riscos até a distância de duzentos quilómetros aproximadamente.
 

No caso de naves bélicas de guerra, existem radares para a detecção de alvos e direccionamento de tiro passivo para facilitar o acerto de mira de projécteis disparados por canhões, metralhadoras, e para direccionamento de tiro activo de foguetes, mísseis e torpedos.
 

Existem os radares de defesa anti-aérea com alcance de até duzentos quilómetros para captar aeronaves inimigas orientando as defesas na sua direcção.
 

Nos Porta-aviões, existem radares semelhantes aos de aeroportos para orientar o tráfego aéreo, desembarque e embarque de aeronaves com segurança e em movimento.
 

Aeronáutica
 

O uso de radares na aeronáutica dá-se a nível de aeroportos, bases aéreas, aeronaves civis e militares, para monitorização e orientação de tráfego aéreo.
 

Os aeroportos mais modernos possuem radares para "voo cego", isto é, para condições de visibilidade muito baixa, assistindo à aterragem e descolagem com pouco tecto sob neblina leve e baixo horizonte.
 

A defesa aérea e vigilância utiliza radares mais específicos com detecção de alvos até trezentos quilómetros para aviões em grande altitude, e alcance até trinta quilómetros para aeronaves voando em baixa altitude.
 

Os radares de direccionamento bélico são utilizados para orientar os mísseis balísticos no momento inicial de arremesso, para depois da descolagem. Internamente estes artefactos possuem equipamentos de orientação autónomos para dirigi-los até ao seu alvo.
 

Existem também radares de controle de tráfego e vigilância aérea de maior alcance. O sistema não se dá por uma única estação de vigilância e rastreamento, mas sim por muitas interligadas e com os sinais processados de forma redundante pela somatória e processamento de todos os dados numa central. No Brasil, o SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro) possui um sistema que funciona desta forma, onde existem radares com alcance de até 4.000 quilómetros, que interligados cobrem os 8,5 milhões de km² do território nacional.
 

As aeronaves de combate possuem radares de interceptação, radares de ataque com pulsos electromagnéticos de alta definição que permitem o voo em baixa altitude sem visão directa do solo, além de radares nos mísseis ar-ar e ar-terra, para busca de alvos por sistemas de detecção electromagnética, pois os sensores de calor são obsoletos e fáceis de ser despistados.
 

Exército
 

Na força terrestre, o exército, temos os radares de patrulha aérea, com alcance de até trezentos quilómetros, radares de aquisição de alcance até cem quilómetros, de tiro e perseguição de mísseis terra-ar, anti-artilharia, para reconstituição das trajectórias dos projécteis, para localização das peças de artilharia com alcance de até dez quilómetros, e radares de vigilância terrestre para detectar alvos móveis e regulação de tiro de alta precisão.
 

Os radares de pequeno alcance estão sendo desenvolvidos para a guerra moderna, entre eles se destacam os Rasura com alcance de 5 quilómetros usados pela infantaria, o Rapace utilizado nos carros de combate blindados com alcance de até cinco quilómetros, além do Ratac utilizado pelas peças de artilharia para detectar alvos à trinta quilómetros.
 

Meteorologia
 

Os radares meteorológicos hoje são de suma importância para a monitorização da atmosfera, facilitando assim actividades como a agricultura, aeronáutica, entre outras, pois detecta com precisão os movimentos das massas de ar, dando indicações úteis aos meteorologistas para a prevenção, desde geadas, vendavais e chuvas de granizo, entre outros fenómenos que podem ser rastreados.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

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