Domingo, 11 de Novembro de 2007

Lenda de São Martinho

 
Martinho nasceu entre o ano de 315 e 317 em Sabaria, no território da actual Hungria. Era filho de um soldado do exército romano  e, como era tradição, acabou por seguir a profissão do pai, tendo entrado para o exército com apenas 15 anos de idade.
 
Apesar de professar a religião dos seus antepassados, adorando os deuses que faziam parte da mitologia romana, o jovem Martinho não era sensível à religião pregada três séculos antes por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a sua vida:
 
Numa noite fria e chuvosa de Inverno, às portas de uma localidade de França chamada Amiens, talvez no ano de 338, Martinho ia a cavalo quando viu um homem quase sem roupa no corpo, com um ar miserável, que lhe pediu uma esmola. Como Martinho não levava consigo qualquer moeda, cortou a sua capa ao meio e, num gesto de ternura, entregou metade ao mendigo para que este se pudesse agasalhar.
 
Reza a lenda que o mendigo seria o próprio Jesus e que, depois de ter recebido metade da capa de São Martinho, a chuva parou imediatamente e os raios de sol começaram a aparecer por entre as nuvens.
 
A partir desse dia Martinho sentiu-se um homem novo, tendo sido baptizado provavelmente na Páscoa do ano de 339. Como, oficialmente, só podia abandonar o exército com a idade de 40 anos, Martinho optou por se exilar para, desta forma, se afastar da vida militar.
 
Com o tempo as suas pregações e o seu exemplo de despojamento e simplicidade fizeram dele um homem considerado Santo e muitos homens seguiram-no, optando pela vida monástica.
 
No ano de 357 Martinho foi dispensado oficialmente do exército e, em 371, aclamado bispo de Tours. Faleceu em Candes no dia 8 de Novembro de 397 e o seu corpo foi acompanhado por mais de dois mil monges e muitos homens e mulheres devotos, tendo chegado à cidade de Tours no dia 11 de Novembro.
 
O seu culto começou logo após a sua morte e, hoje em dia, um pouco por toda a Europa, os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com o cultivo da terra, previsões do ano agrícola, festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas do Sul da Europa, com o vinho novo e a água pé.

O São Martinho é festejado não só em Portugal, mas também na Galiza e nas Astúrias, em Espanha. Antigamente, nos tempos dos nossos avós, eram frequentes os "Magustos". Grandes fogueiras ao ar livre, no campo, reuniam amigos e familiares que cantavam e dançavam enquanto as castanhas estalavam no lume. O vinho novo, jeropiga ou água-pé acompanhavam as castanhas assadas, pois, como diz o ditado popular "no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho". Os vendedores de castanhas assadas são um dos símbolos de São Martinho. É nesta época do ano em que, evocando a lenda do Santo, o tempo sempre melhora, período ao qual o povo chama "Verão de São Martinho".
 
 


Quentes e boas... quentinhas...


 
 

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Castanhas

 
Castanhas, algumas no interior do ouriço

Castanhas, algumas no interior do ouriço

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Sabia que...
 
As castanhas retardam o envelhecimento. Para além das gorduras insaturadas, são uma excelente fonte de proteínas, magnésio, potássio, cálcio, zinco e, muito importante, as fibras.  A castanha fresca é uma boa fonte de vitamina C, de tiamina (B1), de piroxila (B6), de potássio (K) e de fósforo (P). Quem tem o hábito de consumir castanhas regularmente parece ter uma melhor condição física.
 
As castanhas ajudam a prevenir  as doenças cardiovasculares. Incluir uma pequena dose de castanhas na alimentação pode diminuir o colesterol e ajudar a reduzir o risco de doença cardíaca.  A castanha não é indigesta, se não for comida em associação com pão, arroz, batata e outros alimentos feculentos. O consumo de castanha é compatível com leite e derivados, fruta fresca, etc. e deve ser bem mastigada.
 
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura.
 
A castanha pode melhorar:
 
- Anemia, astenia física e intelectual.
- Hemorragia.
- Presença de sangue nas fezes.
- Varizes e hemorróidas.
- Bronquite.
- Vómitos.
- Náuseas.
 
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Pseudo-fruto

 
Caju: fruto com pseudo-fruto, neste caso bem visível

Caju: fruto com pseudo-fruto, neste caso bem visível

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Pseudo-fruto, ou "falso fruto", é um desenvolvimento de um tecido vegetal adjacente à flor que sustenta o fruto, de forma que este se assemelhe em cor e consistência a um fruto verdadeiro (que, por definição, é proveniente do desenvolvimento do ovário).
 
É uma estrutura característica da família Anacardiaceae, onde o caju é o exemplo mais conhecido. O pedúnculo desenvolve-se numa estrutura carnosa, doce em algumas variedades, de forte cor amarela ou alaranjada, que consiste na parte comestível do caju. A fruta em si é o "caroço" em forma de meia-lua no seu ápice, onde se encontra a castanha de caju, a sua semente.
  
O figo é outro exemplo de pseudo-fruto. De facto trata-se de uma estrutura oca com flores no interior (uma inflorescência). O morango, por exemplo, é também um "falso fruto", já que a parte comestível é um receptáculo desenvolvido e carnudo, com os frutos minúsculos (os pequenos grãos negros) na sua superfície. Também a pinha, o ananás, a maçã e a pêra podem ser considerados pseudo-frutos.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Maçã

 
Maçã

Maçã

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A maçã é uma das frutas mais cultivadas do mundo. A maioria das maçãs produzidas são frutos das macieiras, árvores da família Rosaceae, pertencentes ao género Malus. As variedades mais comuns são M. domestica e M. sieversii e respectivos híbridos.
 
 
História
 

A maçã foi uma importante fonte alimentícia em todos os climas frios e, provavelmente, a macieira é a árvore cultivada há mais tempo. São a espécie de fruta, à excepção dos cítricos, que pode ser conservada durante mais tempo, conservando boa parte do seu valor nutritivo. As maçãs de Inverno, colhidas no final do Outono e guardadas em câmaras ou armazéns acima do ponto de congelamento, têm sido um alimento destacado durante milénios na Ásia, Europa e nos Estados Unidos (desde 1800). A maçã, cientificamente falando, não é realmente um fruto, é sim um pseudo-fruto (falso fruto).
 
 
Importância nutritiva
 
A maçã é excelente para prevenir e manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, através da ingestão de uma maçã por dia. Esse efeito é devido ao alto teor de pectina, encontrada na casca. Também tem um efeito acentuado para emagrecimento, pois a pectina dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol. O alto teor de potássio contido na polpa da maçã faz eliminar o sódio excedente, eliminando o excesso de água retida no corpo.
 
A maçã produz uma acção benéfica sobre o coração actuando de duas formas: pelo elevado teor de potássio e pela presença de pectina, que evita a deposição de gorduras na parede arterial, evitando a arteriosclerose. Por tudo isto, melhora a circulação sanguínea, reduzindo o trabalho cardíaco, prolongando a vida útil do coração. Também tem propriedades medicinais, ao ser suavemente usada como uma espécie de laxante, pois ajuda na eliminação das fezes. Ela actua da seguinte maneira: durante a digestão ela absorve a água e durante a eliminação ela liberta esta água que ficou armazenada, assim, não deixando que as fezes sequem, causando problemas posteriores como a prisão de ventre.
 
A maçã possui as seguintes vitaminas: B1, B2 e Niacina, e também contém sais minerais como Fósforo e Ferro. Fermentada é utilizada para elaborar bebidas alcoólicas como a sidra asturiana, o Calvados francês e a sagardua basca.
 
 
Espécies cultivadas
 
Há mais de 7.500 espécies e variedades de maçãs. As diferentes espécies encontram-se em climas temperados e subtropicais, já que as macieiras não florescem em áreas tropicais, pois necessitam de um número importante de horas de frio, que é variável em função da variedade cultivada. As variedades da família da Gala, por exemplo, necessitam de um Inverno com cerca de 700 horas de frio (temperatura abaixo de 7,2 oC) para terem o rendimento ideal na colheita.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006

O Gengibre

 
O Gengibre - os rizomas da planta
 
O Gengibre - os rizomas da planta
 
 

O gengibre é uma planta asiática, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo.
 
O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae. Originário da Ásia é conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colónia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Os indígenas chamavam-na de mangaratiá ou magarataia.
 
Hoje, o gengibre é cultivado principalmente na faixa litoral de Santa Catarina, do Paraná e no sul de São Paulo, em razão das condições de clima e de solo mais adequadas. Trata-se de uma planta perene da Família das Zingiberáceas, que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas erectas.
 
Usos medicinais
 
Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. As suas propriedades terapêuticas são resultado da acção de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.
 
Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais.
 
Desde a Antiguidade, o gengibre é utilizado na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta. A sua acção anti-séptica pode ser a responsável pela fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre. No entanto, esse hábito (mascar gengibre e em seguida cantar ou falar, enfim, fazer uso da voz) é contra-indicado visto que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta "anestesia tópica" diminui o controle da emissão vocal, favorecendo o aparecimento de abusos vocais.
 
No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de Gan Jiang e apresenta as propriedades acre e quente. A sua acção mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarreia, vómitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. Na medicina Ayurvédica, o Zingiber officinale é conhecido como "medicamento universal".
 
Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a acção dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjoos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.
 
Cultivo
 
Os rizomas da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa. A produção no Brasil é pequena e quase totalmente absorvida pelo mercado externo. Para o cultivo, o solo ideal deve ser argilo-arenoso, fértil e de boa drenagem. A cultura necessita de muita água, mas não suporta encharcamento. De acordo com os técnicos do Instituto Agronómico do Paraná, o plantio deve ser feito no início da estação das chuvas.
 
O gengibre prefere solos com pH entre 5,5 e 6,0 e a correcção com calcário deve ser feita no mínimo três meses antes do plantio. Os sulcos de plantio precisam ter cerca de 15 centímetros de profundidade e a distância recomendada entre os rizomas é de 5 a 8 centímetros. Depois de plantados, os rizomas são cobertos com uma camada de 10 centímetros de terra.
 
Embora resistente, o gengibre necessita de alguns tratos culturais: a chamada "amontoa" (o rizoma cresce para cima, portanto, é preciso cobri-lo periodicamente com terra), a irrigação e o controle de pragas. O ciclo da planta varia de sete a dez meses. Os rizomas estão no ponto de colheita quando as folhas começam a amarelar.
 
O gengibre tem acção bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. As suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida acção na circulação sanguínea, ele é utilizado contra a disfunção eréctil. Uma pesquisa da Unicamp, realizada em coelhos, comprovou os efeitos. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massajar o abdómen, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.
 
O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois os seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.
 
O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (com o gengibre espremido) para temperar frango e as conservas (beni shouga) feitas com os rizomas jovens são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático. O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria desde a antiguidade, na culinária e na preparação de medicamentos.
Fonte: Wikipédia.

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Sábado, 19 de Agosto de 2006

Os Orégãos

 
Orégãos
 
 

orégão, é uma erva perene e aromática muito utilizada na cozinha do Mediterrâneo. São utilizadas as suas folhas, frescas ou secas, pelo sabor e aroma que dão aos preparados culinários. Considera-se que as folhas secas tem melhor sabor.
 
O orégão tem alta actividade anti-oxidante pela presença do ácido fenólico e flavanóides. Tem ainda propriedades anti-microbianas contra Listeria monocytogenes (infecção bacteriana ) e outras patogenias presentes nos alimentos, o que faz com que seja bom para ajudar a preservá-los.
 
É um ingrediente imprescindível da culinária italiana, onde é utilizado em molhos de tomate, vegetais refogados, carne e nas célebres pizas. Junto com o manjericão (a) dá o carácter da culinária italiana.
 
Em Portugal, o orégão é indispensável na confecção de caracóis, e é usado também nas famosas caldeiradas portuguesas, e em saladas de tomate e queijo fresco ou requeijão. Aparece também, mas em menor quantidade, nas cozinhas espanhola, francesa, mexicana e grega.
 
O orégão deve ser utilizado em receitas de saladas, em molhos de manteiga para pratos de peixe, bem como em receitas de carne que levem pimentão e alho. Mas só deve adicionar os orégãos nos últimos minutos de cozedura. O seu forte aroma perde-se rapidamente quando é exposto à acção do calor. 
 
Valor Terapêutico: estimulante, anti-espasmódico, expectorante, depurativo, digestivo. Utilizado na cura da asma, catarros, nevralgias, menstruações difíceis, constipações e reumatismo.
 
(a) - O manjericão ou alfavaca, também chamada de manjericão de folha-larga, é bastante apreciada como planta ornamental devido às suas flores. Recomenda-se retirar as primeiras florações para aumentar o número de folhas e o ciclo da planta.

Na culinária, as folhas são utilizadas como um aromático tempero. Na medicina popular, as suas folhas e flores são utilizadas no preparo de chás pelas suas propriedades tónicas e digestivas. São indicados ainda para problemas respiratórios e reumáticos.
 
A alfavaca fresca entra no preparo de saladas, pizas, massas, cogumelos, carnes, sanduíches e sopas. Combina com molho de tomate, queijo parmesão, beringela, aboborinha e tomate fresco. Use-a também nas receitas que pedem manjericão.
 
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Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006

O Champignon - cogumelo comestível

 
O Champignon - cogumelo comestível
 
 
 

O champignon é um cogumelo comestível da família das agaricáceas ou também da espécie Agaricus bisporus.
 
Os cogumelos comestíveis, apreciados em muitas dietas Europeias e Orientais, vêm crescendo de importância nos últimos anos, quanto à possibilidade de reciclar economicamente certos resíduos agrícolas e agro-industriais. Por outro lado, considerando o elevado conteúdo proteico dos cogumelos comestíveis, o seu cultivo tem sido apontado como uma alternativa para incrementar a oferta de proteínas.
 
Importância nutricional
 
Além de saboroso, o champignon é nutritivo, rico em proteínas, contendo 2.69% de proteínas, cálcio, ferro, cobre, zinco, vitamina C e folato. Contem dezoito aminoácidos. O folato ou ácido fólico é uma potente vitamina antidepressiva natural. Fontes de folato: espinafre, feijão branco, laranja, espargo, couve de Bruxelas.
 
Como se produz
 
A produção deste tipo de cogumelo é feita em composto orgânico à base de capins (nome de várias plantas gramíneas e quase sempre forraginosas), bagaço de cana, palhas de arroz e/ou trigo e/ou soja, onde primeiramente é feita uma hidratação da mistura e a correcção do pH por meio de calcário. Na sequência é feita uma compostagem para transformação da celulose em proteínas e outros nutrientes que serão digeridos pelo fungo e posteriormente é feita a pasteurização do composto e a “semeadura” do fungo. Após algum tempo é colocada uma camada de turfa (terra vegetal) sobre o composto para induzir os frutos. O produto fica em repouso por um período de tempo em local climatizado até o aparecimento dos frutos e posterior colheita.
 
Como conservar o produto “in natura”
 
Os cogumelos podem ser conservados por 10 dias em refrigerador (4 °C) desde que não estejam lavados. Geralmente, são embalados em bandejas de isopor (250g), recobertos por filme de PVC. Este cogumelo "in natura" é muito mais sadio, pois não leva nenhum agente de branqueamento (bissulfito de sódio) e conserva muito mais o seu sabor original, pois também dispensa conservante (ácido cítrico).
 
O cogumelo pode ser preparado em sopas, molhos, pizas, saladas, estufado acompanhando carne, salteado com ovos, refogados, etc. Quando for retirar a parte mais fibrosa dos cogumelos, não as deite fora. Elas podem ser usadas para o preparar deliciosas sopas.
 
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006

A Ostra

 
Uma ostra apanhada no Rio Mondego - Figueira da Foz - Portugal
 
 
 

O nome ostra é usado para um número de grupos diferentes de moluscos que crescem na sua maioria em águas marinhas ou relativamente salgadas. As ostras verdadeiras pertencem à ordem Ostreoida, família Ostreidae. As ostras têm um corpo mole, protegido dentro de uma concha altamente calcificada, fechada por fortes músculos adutores. As guelras filtram o plâncton da água.
 
A ostra é muito apreciada como comida, tanto crua quanto cozinhada, e tem reputação de ser um afrodisíaco dada a alta concentração de zinco que ela possui.
 
Ostras perlíferas
 
Apesar de todas as ostras (e, com certeza, muitos outros bivalves) poderem criar pérolas, aquelas de ostras comestíveis não têm valor comercial. As ostras perlíferas vêm de uma família diferente, as Pteriidae (ostras aladas). Tanto as pérolas cultivadas e pérolas naturais são obtidas dessas ostras, apesar de alguns outros moluscos, por exemplo mexilhão, também produzirem pérolas de valor comercial.
 
Uma pérola (também designada por margarita) é um material orgânico duro e esférico produzido por alguns molusco, nomeadamente as ostras, em reacção a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como um grão de areia.
 
O processo natural de formação da pérola tem início quando uma substância estranha – um grão de areia, por exemplo – se deposita no interior do bivalve, causando-lhe uma irritação, que desencadeia uma reacção para tentar isolar o "invasor", que inclui a produção de uma secreção que recobre o corpo estranho. Esta secreção é constituída por nácar, composto quase exclusivamente por carbonato de cálcio (sob a forma de cristais de aragonite) e por uma substância proteica denominada conchina. Os cristais de aragonite dispõem-se em camadas finas e concêntricas sobrepostas com a conchina e é esta estrutura que produz o brilho especial das pérolas dito de nacarado.
 
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Domingo, 9 de Julho de 2006

Barco Moliceiro, Moliço e Ovos Moles

 

Barcos Moliceiros atracados na Ria de  Aveiro - Portugal
 
Barcos Moliceiros atracados na Ria de  Aveiro - Portugal
 
 

Moliceiro é o nome dado aos barcos que circulam na Ria de Aveiro, originalmente para a apanha do moliço, mas actualmente mais usados para fins turísticos. É um dos "ex-libris" de Aveiro, em conjunto com os Ovos Moles e a Universidade de Aveiro. De entre os barcos típicos da região, o moliceiro é considerado o mais elegante; apesar da decoração colorida e humorística, é um barco de trabalho.
 
A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira. A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa. Abarca 11.000 hectares, dos quais 6.000 estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes. Nela desaguam o Rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro.
 
Moliço é o nome dado às plantas aquáticas que são colhidas para serem usadas na agricultura. Esta palavra provém do Latim "mollis", que expressa a qualidade de mole. A designação de moliço é geralmente usada para as plantas vasculares que crescem submersas em água salgada, que em Inglês são designadas por "seagrass", mas pode também ser aplicada às algas que crescem no meio dessas plantas. Um caso diferente é o de outras algas, incluindo algas do género "Sargassus", designadas por sargaço, que eram colhidas na zona de rebentação das praias do norte de Portugal, também para utilização na agricultura. O moliço era particularmente importante na laguna costeira da Ria de Aveiro, situada na costa do norte de Portugal. Ali o moliço era colhido em grandes quantidades, por ancinhos arrastados a partir de um barco moliceiro. As plantas mais abundantes no moliço pertenciam ao género "Zostera", com destaque para "Z.noltii" (cirgo), mas também incluía outras plantas aquáticas tolerantes de água salgada, como são a "Ruppia" e o "Potamogeton". Nos séculos XIX e XX, a colheita de moliço teve um papel importante ao remover nutrientes de plantas da Ria de Aveiro, ajudando a estabilizar esta laguna eutrófica. O barco moliceiro pertence à família de barcos pequenos de origem mediterrânica designados por bateiras. O aspecto mais fascinante deste barco são as pinturas ornamentais, que seguem uma tradição popular bem estabelecida.
 
Ovos Moles é um doce típico da cidade de Aveiro. Doce Regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda na paragem dos comboios da estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.
 
A «massa de doce de ovos» é comercializada em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro. Também se apresenta em tacinhas de cerâmica e ainda envolvida em hóstia (massa especial de farinha de trigo), moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, como amêijoas, peixes, bateiras, conchas e búzios, que são passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos a dar mais consistência.
 
A massa do doce de ovos usada, embora consistente, é muito cremosa e obtida exclusivamente através de açúcar em ponto e gemas de ovos muito frescos, na sua confecção, não deve ser mexida em círculo (para não ficar estriada), mas aproximando e afastando a colher do operador.
 
Às gemas de ovos, depois de cuidadosamente separadas das claras e misturadas, junta-se cerca de metade do peso de açúcar em ponto, de «estrada» a «bola rija», já frio. Mexendo sempre para o mesmo lado com a colher de pau, evitando os círculos, leva-se ao lume até se ver o fundo da caçarola de cobre.
 
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Sábado, 25 de Março de 2006

A Lampreia



Lampreia Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


As lampreias são peixes de água doce ou anádromas com forma de enguias, mas sem maxilas. A boca está transformada numa ventosa circular com o próprio diâmetro do corpo, reforçada por um anel de cartilagem e armada com uma língua-raspadora  igualmente cartilaginosa. Várias espécies de lampreia são consumidas como alimento.
 
Dada a sua anatomia básica, a lampreia foi durante muito tempo classificada, juntamente com a mixina, no grupo Cyclostomata ou ciclóstomos (que significa boca circular) e também no grupo Agnatha, ou seja, sem maxilas. No entanto, pelo facto de ter vértebras rudimentares e musculatura radial, ao contrário da mixina, a lampreia é actualmente considerada um Hyperoartia, um clade dos vertebrados, em oposição aos Gnathostomata, ou seja, vertebrados com maxilas.
 
As mixinas ou enguias de casulo são um grupo de peixes marinhos, de águas frias, com forma de enguia e sem maxilas. É o único grupo de peixes que não pertence ao grupo dos vertebrados, uma vez que não tem um verdadeiro esqueleto interno: o corpo é sustentado pela corda dorsal e o crânio é incompleto, uma vez que o cérebro está protegido apenas por uma bainha fibrosa.
 
As lampreias são ainda agrupadas na classe Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi, na ordem Petromyzontiformes, família Petromyzontidae.
 
Algumas espécies de lampreias têm um número de cromossomas que é recorde entre os vertebrados, chegando a 174. A larva ammocoetes tem um tamanho máximo de 10 cm, enquanto que os adultos podem ultrapassar 120 cm.
 
Anatomia
 
As lampreias possuem no topo da cabeça um "olho pineal" translúcido e, à frente, uma única "narina", o que é um caso único entre os vertebrados actuais (embora se encontre em alguns fósseis). Esta "narina" também é chamada abertura naso-hipofisial, uma vez que liga ao órgão do olfacto e a um tubo cego que inclui a glândula pituitária ou hipófise. Pensa-se que este tubo seja um resíduo do canal nasofaringeal das mixinas, com quem a lampreia tem algumas características em comum.
 
Os olhos são relativamente grandes, estão equipados de cristalino, mas não possuem músculos oculares intrínsecos, como os restantes vertebrados. Por trás deles, abrem-se sete fendas branquiais. Uma outra característica deste grupo de peixes é a inexistência de verdadeiros arcos branquiais – a câmara branquial é reforçada externamente por um cesto branquial cartilagíneo.
 
A ventosa que forma a boca da lampreia funciona como tal através dum complexo mecanismo que age como uma bomba de sucção: inclui um pistão, o 'velum' e uma depressão na cavidade bucal, o hydrosinus.
 
As lampreias não têm um esqueleto mineralizado, mas encontram-se regiões de cartilagem calcificada no seu endoesqueleto. O crânio é composto por placas cartilagíneas, como o das mixinas, mas é mais complexo e inclui uma verdadeira caixa craniana onde está alojado o cérebro.
 
A coluna vertebral é basicamente formada pelo notocórdio, tal como as mixinas, mas nas lampreias existem pequenos reforços cartilagíneos, os arcualia dorsais.
 
Reprodução
 
Tanto as lampreias marinhas como as de água doce reproduzem-se em rios. A sua vida larvar (ver abaixo), que pode durar até sete anos, é sempre passada no rio onde nascem. A certa altura, elas sofrem uma metamorfose e transformam-se em adultos.
 
As espécies anádromas migram para o mar depois da metamorfose, onde se desenvolvem e atingem a maturação sexual. Este processo pode durar um ou dois anos. Quando atingem a maturidade sexual, as lampreias entram num rio, reproduzem-se e morrem.
 
Cada fêmea gera milhares de ovos pequenos e sem reservas nutritivas. Os ovos são enterrados em "ninhos" cavados em fundos duros e lisos.
 
Desenvolvimento larvar
 
As lampreias sofrem um desenvolvimento larvar que pode durar até sete anos, passando-se sempre em água doce. A larva, denominada ammocoetes, não tem ventosa e os olhos são pouco desenvolvidos. A câmara branquial não é fechada e a larva alimenta-se capturando pequenas partículas orgânicas com uma fita de muco produzida na faringe.
 
Para promover o fluxo de água, o ammocoetes possui entre a boca e a faringe um sistema de bombagem anti-refluxo com duas válvulas, o 'velum' que nos adultos não toma parte na respiração.
 
O esqueleto da cabeça do ammocoetes é composto dum tecido elástico, a muco-cartilagem que, durante a metamorfose dá origem a uma variedade de tecidos, entre os quais a verdadeira cartilagem.
 
Ecologia
 
As lampreias encontram-se principalmente em águas temperadas, tanto no hemisfério norte, como no sul. Algumas espécies são parasitas, fixando-se a outros peixes, cuja pele abrem com a sua língua-raspadora e sugam-lhes o sangue. Esta é também uma forma de se deslocarem.
 
A ventosa bucal também lhes serve para se agarrarem a pedras ou vegetação aquática para descansarem. Por esta razão, em alguns locais da Europa são conhecidas por suga-pedra ("stone-sucker" em inglês).
 
As lampreias, principalmente a larva ammocoetes, são usadas como isco na pesca. No entanto, em alguns países (como Portugal, por exemplo), os adultos são considerados uma especialidade culinária.
 
A poluição dos rios, à qual as larvas são especialmente sensíveis, tem sido a causa da sua quase extinção em muitos rios da Europa.
 
Existem registos fósseis de lampreias desde o período Carbónico superior, com cerca de 280 milhões de anos de idade.
 
Uso humano
 
Algumas espécies de lampreias são usadas como alimento. No Sul da Europa, sobretudo em Portugal, Espanha e França, a lampreia é tida por iguaria requintada, sendo vendida nos restaurantes a preços muito elevados.
 
Em Portugal, a lampreia é comida sobretudo em arroz de lampreia, com uma confecção próxima da cabidela, e à bordalesa, um guisado normalmente acompanhado de arroz. Alguns restaurantes e casas fazem-na também assada no espeto. A lampreia é comida de finais de Janeiro a meados de Abril.
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