Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Beatriz Costa

Hoje: Centenário do seu nascimento




A Agulha e o Dedal





Aldeia da Roupa Branca



Beatriz Costa, pseudónimo de Beatriz da Conceição (Mafra, 14 de Dezembro de 1907 — Lisboa, 15 de Abril de 1996) é uma actriz de teatro e cinema portuguesa.
 
Ícone da cultura popular portuguesa, estreou-se aos quinze anos, como corista, na revista Chá e Torradas (1923) no Éden Teatro, em Lisboa. No ano seguinte, em 1924, estreia-se no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) com a revista Rés Vés. Posteriormente, ingressa na companhia do Teatro Avenida estreando-se, no mesmo ano, no Rio de Janeiro onde é felicitada pela imprensa e pelos espectadores, nomeadamente nas revistas Fado Corrido e Tiro ao Alvo.
 
De regresso a Lisboa (1925) ocupa um lugar de destaque ao lado de Nascimento Fernandes em Ditosa Pátria, no Teatro da Trindade. Em Agosto do mesmo ano a Companhia do Trindade segue para o Porto apresentando-se no Sá da Bandeira e Beatriz faz a sua primeira ida como artista à cidade invicta.
 
Em Outubro de 1925 integra uma Companhia de operetas sediada no Teatro São Luiz. De regresso à revista, passa pelos teatros Éden e Maria Vitória nas revistas Fox Trot, Malmequer, Olarila , Revista de Lisboa e Sete e meio.
 
Em 1927, traduzindo uma moda cinéfila, aparece pela primeira vez de franja e estreia-se no cinema em papéis episódicos de filmes de Rino Lupo - O Diabo em Lisboa - e, ainda no mesmo ano, havia dançado um tango em Fátima Milagrosa (do mesmo realizador) ao lado de Manoel de Oliveira.
 
Passou pelo Teatro Apolo, transferindo-se depois com a Companhia de Eva Stachino para o Trindade. Aí se fez Pó de Maio , onde conheceu o maior êxito da popularidade com o celebrado número D. Chica e Sr. Pires ao lado de Álvaro Pereira.
 
Na sua segunda tournée ao Brasil (1929), com a Companhia de Eva Stachino, ao Rio de Janeiro, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul.
 
Após breve incursão aos palcos de S. Paulo, Beatriz é convidada por Procópio Ferreira, comediante de indisputável relevo no teatro brasileiro, para ficar a trabalhar no Rio de Janeiro integrando o elenco da sua Companhia de comédias; mas a proposta seria recusada.
 
De volta ao continente, e ainda neste ano, Beatriz Costa aparece no documentário Memória de uma Actriz (com base nos artigos que já escrevia para O Século a contar episódios pícaros da sua carreira).
 
Em 1930 participa no filme Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros.
 
Em Dezembro de 1930, durante a visita de Ressano Garcia, gerente da Paramount em Lisboa, recebe um convite de Blumenthal e San Martin para um contrato muito vantajoso para o papel da protagonista de A Minha Noite de Núpcias (da versão original Her Wedding Night de Frank Tuttle e que na versão portuguesa foi dirigida por Alberto Cavalcanti), o terceiro fonofilme em português, a realizar-se em França.
 
Recebendo sempre provas de apreço desde o pessoal dos estúdios à mais considerada vedeta destaca das suas colegas estrangeiras Olga Tsehekova e Camila Horn.
 
Deixa a Companhia e é contratada por Corina Freire para participar nos êxitos de revistas como A Bola, Pato Marreco, O Mexilhão ou Pirilau.
 
Numa ida a Espanha, a convite da Casa da Imprensa de Badajoz para uma festa no Teatro Lopez Ayola, obteve estrondoso êxito ao representar Burrié, sendo homenageada juntamente com os outros artistas portugueses que a acompanhavam (Amarante e Nascimento Fernandes).
 
Em 1933 a sua imagem imortalizava-se n' A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo, ao lado de António Silva e Vasco Santana, e em 1936, ao participar na revista Arre Burro.
 
Em 1937 Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos "príncipes do cinema português", protagonizando em 1939 A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia, aquele que seria o seu último filme.
 
Neste mesmo ano de 1939, Beatriz Costa aceitou novo convite para o Brasil (dada a sua enorme popularidade) para uma temporada que se prolongou por 10 anos (de 1939 a 1949), a que chamou "os melhores anos da sua vida". Quase sempre actuou no Casino de Urca, no Rio, desde os tempos da peça Tiro-Liro-Liro, até ao final da década, altura do seu único casamento em 1947, com Edmundo Gregorian (poeta, escritor, escultor), de quem se divorciou dois anos depois.
 
Em 1949, regressa aos palcos de Lisboa para uma revista no Teatro Avenida, cujo título diz tudo sobre o mito que continuava a ser: Ela aí está!. E, aos 41 anos, repetiu os êxitos de há 20 anos atrás.
 
Ainda apareceu em Lisboa em revistas de sucesso como Com Jeito Vai, mas em 1960 despediu-se dos palcos em Está Bonita a Brincadeira.
 
É a partir da década de 60 que começa a viajar por todo o mundo, assistindo a festivais de teatro, de Ocidente a Oriente. Conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Sophia Lorenz, Greta Garbo, Edith Piaf ou o ReHassan II de Marrocos.
 
Depois da Revolução dos Cravos - quando já vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer - começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a "publicara" em vários capítulos nas Páginas das Minhas Memórias nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. Ela que aprendera a ler aos 13 anos de idade e sozinha, seguindo a sua ambição de saber, começou a sua alfabetização à mesa d' A Brasileira, rodeada por figuras como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, entre outros.
 
Após o seu reaparecimento num espectáculo da Casa da Imprensa que decorreu no Coliseu dos Recreios foi sistematicamente solicitada pelos órgãos de comunicação social e espantou-se com as óptimas reacções do público leitor em relação a essa outra faceta da sua vida - escrever.
 
Em 1977 é editado pela Emi-Valentim de Carvalho um álbum que compila vários dos seus sucessos musicais e que em 1996 seria reeditado com o título Grande Marcha de Lisboa na Colecção Caravela da mesma editora. Apesar das muitas propostas para regressar aos palcos (por Vasco Morgado) preferiu ficar longe deles por considerar o teatro de revista muito diferente do que era, por "estar decadente".
 
Muitos foram também os convites para programas de televisão (por Joaquim Letria) e, de facto, viria a participar como membro de júri no concurso Prata da Casa (RTP) apresentado por Fialho Gouveia e que visava lançar jovens no mundo do espectáculo.
 
Um grupo de jovens chegaria mesmo a propor a sua candidatura simbólica nas eleições presidenciais de 1985 como meio de comemorar O Ano Internacional da Juventude do ano seguinte.
 
Morreu na manhã de 15 de Abril de 1996, aos 88 anos, num quarto do 6º andar do Hotel Tivoli Lisboa.
Faz este ano, 2007, 100 anos que nasceu esta prestigiada actriz, com o qual o Museu de Mafra festeja com uma exposição.
 
 
Filmografia
  • A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia (1939);
  • O Trevo de Quatro Folhas, de Chianca de Garcia (1936);
  • A Canção de Lisboa, de José Cotinelli Telmo (1933)
  • Minha Noite de Núpcias, de E. W. Emo (1931)
  • Lisboa, de J. Leitão de Barros (1930)
  • Fátima Milagrosa, de Rino Lupo (1928);
  • O Diabo em Lisboa, de Rino Lupo (1926).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Frank Sinatra

 
Frank Sinatra em 1960

Frank Sinatra em 1960
 



Francis Albert Sinatra (Hoboken, Nova Jersey, 12 de Dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de Maio de 1998) foi um cantor e actor americano. Fazia hoje 92 anos.
 
Foi casado com Nancy Barbato e posteriormente com as actrizes Ava Gardner e Mia Farrowe com a socialite Barbara, com quem terminou os seus dias. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma pelo seu trabalho no cinema e outra pelo seu trabalho na TV americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música no século XX. Teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr., e Tina Sinatra.
 
Sem nenhum treino formal, Sinatra desenvolveu um estilo altamente sofisticado. A sua habilidade em criar uma longa e fluente linha musical sem pausas para respiração (recursos vocais normalmente encontrados em ópera), a sua manipulação de frases (apenas encontradas em Billie Holiday e Mabel Mercer), fê-lo chegar bem mais longe que o usual dos cantores pop.
 
Sinatra apareceu em mais de cinquenta filmes, entre eles: "Anchors Aweigh" (1945), "On The Town" (1949), "From Here To Eternity" (1953), com o qual ganhou o Oscar, "The Man With The Golden Arm" e "High Society" (ambos de 1956), "The Manchurian Candidate" (1962) e "The First Deadly Sin" (1980). Fez parte do chamado Rat Pack, grupo de artistas muito activo entre meados da década de 1950 e 1960.
 
Teve o seu próprio show de TV durante vários anos e nos anos 90 continuou no activo em concertos e gravações, onde lançou uma série de duetos, inclusive via satélite, utilizando recursos da mais moderna tecnologia.
 
The Voice (a voz) ou Blue Eyes (olhos azuis), como também era conhecido, certamente ainda irá influenciar muitas gerações.
Fonte: Wikipédia. 
 



 
Frank Sinatra:  Strangers In The Night


 
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

Luciano Pavarotti faleceu hoje

 
Luciano Pavarotti (Módena, 12 de Outubro de 1935 - Módena, 6 de Setembro de 2007) foi um cantor lírico italiano, grande intérprete das obras de Donizetti, Puccini e Verdi.
 
É considerado um dos mais importantes tenores de sempre. A sua imponente figura, a soberba barba escura e sorriso cativante, o seu famoso lenço branco...
 
Pavarotti participou com os tenores espanhóis José Carreras e Plácido Domingo nos concertos "Os três tenores", e gravou famosos duetos com Bryan Adams, Andrea Bocelli, Céline Dion, U2 e Roberto Carlos, entre outros.  Cantou nos mais importantes teatros mundiais, como sendo o Teatro alla Scala (Milão), a Royal Opera House - Covent Garden (Londres), a Metropolitan Opera House (Nova Iorque), entre outros. Mais de 30 anos de digressões mundiais do triunfante tenor.
 

 


 

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Domingo, 1 de Julho de 2007

Amália Rodrigues

 
Amália Rodrigues, desenho de André Koehne

Amália Rodrigues, desenho de André Koehne

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Amália da Piedade Rebordão Rodrigues (Lisboa, 23 de Julho ou 1 de Julho de 1920 — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.
 
Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado  e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das melhores embaixadoras do país. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras canções de tradição popular portuguesa, como música de outras origens (por exemplo, música espanhola).
 
 
Biografia
 
Infância
 
Amália da Piedade Rodrigues, filha de um músico sapateiro que, para sustentar os quatro filhos e a mulher, tentou a sua sorte em Lisboa, terá nascido, segundo o seu assento de nascimento, às cinco horas de 23 de Julho de 1920 na rua Martim Vaz, na freguesia lisboeta da Pena. Amália pretendia, no entanto, que o aniversário fosse celebrado a 1 de Julho ("no tempo das cerejas"), e dizia : talvez por ser essa a altura do mês em que havia dinheiro para me comprarem os presentes. Catorze meses depois, o pai, não tendo arranjado trabalho, volta com a família para o Fundão. Amália fica com os avós na capital.
 
A sua faceta de cantora cedo se revela. Amália era muito tímida, mas começa a cantar para o avô e os vizinhos, que lhe pediam. Na infância e juventude, cantarolava tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia e lhe pediam para cantar.
 
Aos 9 anos, a avó, analfabeta, manda Amália para a escola, que tanto gostava de frequentar. Contudo, aos 12 anos tem que interromper a sua escolaridade como era frequente em casas pobres. Escolhe então o ofício de bordadeira, mas depressa muda para ir embrulhar bolos.
 
Aos 14 anos decide ir viver com os pais, que entretanto regressam a Lisboa. Mas a vida não é tão boa como em casa do avós. Amália tinha que ajudar a mãe e aguentar o irmão mais velho, autoritário.
 
Aos 15 anos vai vender fruta para a zona do Cais da Rocha, e torna-se notada devido ao especialíssimo timbre de voz. Integra a Marcha Popular de Alcântara (nas festividades de Santo António de Lisboa) de 1936. O ensaiador da Marcha insiste para que Amália se inscreva numa prova de descoberta de talentos, chamada Concurso da Primavera, em que se disputava o título de Rainha do Fado. Amália acabaria por não participar, pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela.
 
Conhece nessa altura o seu futuro marido, Francisco da Cruz, um guitarrista amador, com o qual casará em 1940. Um assistente recomenda-a para a casa de fados mais famosa de então, o Retiro da Severa, mas Amália acaba por recusar esse convite, e depois adiar a resposta, e só em 1939 irá cantar nessa casa.
 
 
Uma carreira que começa
 
Alcança tremendo êxito no Retiro da Severa, onde faz a sua estreia profissional, e torna-se a vedeta do fado com uma rapidez notável. Passa a actuar também no Solar da Alegria e no Café Luso. Era o nome mais conhecido de todos os cantores de fado. Fazia com que por onde actuasse as lotações se esgotem, inflacionando o preço dos bilhetes. Em poucos meses atinge tal reconhecimento e popularidade que o seu cachet é o maior até então pago a fadistas.
 
Estreia-se no teatro de revista em 1940, como atracção da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. No meio teatral encontra Frederico Valério, compositor de muitos dos seus fados.
 
Em 1943 divorcia-se a seu pedido. Torna-se então independente. Neste mesmo ano actua pela primeira vez fora de Portugal. A convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira, canta em Madrid.
 
Em 1944 consegue um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Em Setembro, chega ao Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas para actuar no Casino Copacabana. Aos 24 anos, Amália tem já um espectáculo concebido em exclusivo para ela. A recepção é de tal forma entusiástica que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongará por 4 meses. É convidada a repetir a tournée, acompanhada por bailarinos e músicos.
 
É no Rio de Janeiro que Frederico Valério compõe um dos mais famosos fados de todos os tempos: Ai Mouraria, estreado no Teatro República. Grava discos, vendidos em vários países, motivando grande interesse das companhias de Hollywood.
 
Em 1947 estreia-se no cinema com o filme Capas Negras, o filme mais visto em Portugal até então, ficando 22 semanas em exibição. Um segundo filme, do mesmo ano, é Fado, História de uma Cantadeira.
 
Amália é apoiada por artistas nacionalistas como Almada Negreiros e António Ferro. Esse que a convida pela primeira vez a cantar em Paris, no Chez Carrère, e a Londres, no Ritz, em festas do departamento de Turismo que o próprio organiza.
 
A internacionalização de Amália aumenta com a participação, em 1950, nos espectáculos do Plano Marshall, o plano de "apoio" dos EUA à Europa do pós-guerra, em que participam os mais importantes artistas de cada país. O êxito repete-se por Trieste, Berna, Paris e Dublin (onde canta a canção Coimbra, que, atentamente escutada pela cantora francesa Yvette Giraud, é popularizada por ela em todo o mundo como Avril au Portugal) . Em Roma, Amália actua no Teatro Argentina, sendo a única artista ligeira num espectáculo em que figuram os mais famosos cantores de música clássica.
 
Canta em todo os cantos do mundo. Passa pelos Estados Unidos, onde canta pela primeira vez na televisão (na NBC), no programa do Eddie Fisher patrocinado pela Coca-Cola, que teve que beber e de que não gostara nada. Grava discos de fado e de flamenco. Convidam-na para ficar, mas não fica porque não quer.
 
Amália dá ao fado um fulgor novo. Canta o repertório tradicional de uma forma diferente, sincretisando o que é rural e urbano.
 
Canta os grandes poetas da língua portuguesa (Camões, Bocage), além dos poetas que escrevem para ela (Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, Ary dos Santos, Manuel Alegre, O’Neill). Conhece também Alain Oulman, que lhe compõe várias canções.
 
O seu fado de Peniche é proibido por ser considerado um hino aos que se encontram presos em Peniche, Amália escolhe também um poema de Pedro Homem de Mello Povo que lavas no rio, que ganha uma dimensão política.
 
Em 1966, volta aos Estados Unidos. Neste mesmo momento o seu amigo Alain Oulman é preso pela PIDE. Amália dá todo o seu apoio ao amigo e tudo faz para que seja libertado e posto na fronteira.
 
Em 1969, Amália é condecorada pelo novo presidente do concelho, Marcelo Caetano, na Exposição Mundial de Bruxelas antes de iniciar uma grande digressão à União Soviética.
 
Em 1971, encontra finalmente Manuel Alegre, exilado em Paris.
 
 
Amália após o 25 de Abril
 
Na chegada da democracia são-lhe prestadas grandes homenagens. É condecorada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então presidente da República, Mário Soares. Ao mesmo tempo, atravessa dissabores financeiros que a obrigam a desfazer-se de algum do seu património.
 
Em 1990, em França, depois da Ordem das Artes e das Letras, recebe, desta vez das mãos do presidente Mitterrand, a Légion d'Honneur.
 
Ao longo dos anos que passam, vê desaparecer o seu compositor Alain Oulman, o seu poeta David Mourão-Ferreira e o seu marido, César Seabra, com quem era casada há 36 anos.
 
Em 1997 é editado pela Valentim de Carvalho o seu último álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975 (Segredo). Amália publica um livro de poemas (Versos). É-lhe feita uma homenagem nacional na Feira Mundial de Lisboa (Expo 98).
 
A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre com 79 anos, pouco depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. No seu funeral centenas de milhares de lisboetas descem à rua para lhe prestar uma última homenagem.
 
Sabe-se então que Amália, vista por muitos como um dos F's da ditadura ("Fado, Fátima e Futebol"), colaborara economicamente com o Partido Comunista Português quando este era clandestino. Sepultada no Cemitério dos Prazeres, o seu corpo é posteriormente trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa (após pressão dos seus admiradores e uma modificação da lei que exigia um mínimo de quatro anos antes da trasladação), onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nacionalidade.
 
Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, de Lisboa ao Rio Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tokyo a União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris (onde actuou tantas vezes no prestigiosíssimo Olympia). Propagou a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o Fado.
 
 
Discografia
  • Perseguição (1945)
  • Tendinha (1945)
  • Fado do Ciúme (1945)
  • Ai Mouraria (1945)
  • Maria da Cruz (1945)
  • Ai Mouraria 1951/52
  • Sabe-se Lá 1951/52
  • Novo Fado da Severa (1953)
  • Uma Casa Portuguesa (1953)
  • Primavera (1954)
  • Tudo Isto é Fado (1955)
  • Foi Deus (1956)
  • Amália no Olympia (1957)
  • Povo que Lavas no Rio (1963)
  • Estranha Forma de Vida (1964)
  • Amália Canta Luís de Camões (1965)
  • Formiga Bossa Nossa (1969)
  • Amália e Vinicius (1970)
  • Com que Voz (1970)
  • Fado Português (1970)
  • Oiça Lá ó Senhor Vinho (1971)
  • Amália no Japão (1971)
  • Cheira a Lisboa (1972)
  • Amália no Canecão (1976)
  • Cantigas da Boa Gente (1976)
  • Lágrima (1983)
  • Amália na Broadway (1984)
  • O Melhor de Amália - Estranha Forma de Vida (1985)
  • O Melhor de Amália volume 2 - Tudo Isto é Fado (1985)
  • Obsessão (1990)
  • Abbey Road 1952 (1992)
  • Segredo (1997)
Fonte: Wikipédia. 
 

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Música: Ai Mouraria
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Alfredo Marceneiro


Alfredo Rodrigues Duarte, ComIH (Comendador da Ordem do Infante D. Henrique), nasceu em 25 de Fevereiro de 1891, Lisboa, e faleceu em 26 de Junho de 1982, Lisboa. Mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.
 
Vida
 
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigues Duarte. Era filho de uma família muito humilde. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
 
Desde pequeno, sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
 
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
 
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e com a qual teve três filhos.
 
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
 
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
 
Em 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado  no Café Luso.
 
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
 
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinhas, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
 
Faleceu no dia 26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer, com 91 anos de idade.
 
No dia 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
 
 
Curiosidades
 
Alfredo Marceneiro teria nascido a 29 de Fevereiro mas dada a complexidade da data, a mãe tê-lo-ia registado na mesma data de nascimento que o pai, o 25 de Fevereiro.
  • Alfredo ganhou o nome Marceneiro em 1920, quando um grupo de pessoas decidiu organizar uma homenagem a dois fadistas conhecidos na época. Como só o conheciam como Alfredo Lulu, decidiram colocar o nome da sua profissão no cartaz. Depois disso Alfredo Marceneiro nunca mais largou o nome artístico.
  • Em 1943 Alfredo Marceneiro participou numa greve geral que reivindicava as oito horas de trabalho diário. Foi preso. Não aceitou a prisão e demitiu-se. Foi a partir deste momento que passou a dedicar-se inteiramente ao fado.
  • Foi, de todos os tempos, uma das principais figuras do fado, sem nunca se ter ausentado de Portugal com o objectivo de divulgar a sua música no estrangeiro, e escassas foram também as vezes que saiu de Lisboa.
Fonte: Wikipédia. 
    
Site oficial: Alfredo Marceneiro


A Casa da Mariquinhas
(para ouvir esta canção, desligue a que está a tocar na coluna esquerda)


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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Zeca Afonso

 
Zeca Afonso - Monumento em Grândola

Zeca Afonso - Monumento em Grândola

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Comemora-se hoje o 20º aniversário do seu falecimento.
 
 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por Zeca Afonso, foi um cantor e compositor de música de intervenção português. Escreveu, entre outras coisas, música de crítica à ditadura fascista que vigorou em Portugal desde 1933 até 1974.
 
Biografia
 
Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.
 
A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta, esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do "apartheid".
 
Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.
 
O tio Filomeno era, na altura, presidente da Câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoso admirador. Ele era pro-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. "Foi o ano mais desgraçado da minha vida", confidenciou Zeca.
 
Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.
 
Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira), se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.
 
Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anti-colonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.
 
Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, "Baladas e Canções".
 
Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a LUAR e o PCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no 1º Encontro da "Chanson Portugaise de Combat", em Paris, e grava também o LP "Cantares do Andarilho", recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa em virtude de ser alvo de censura.
 
Em 1971, edita "Cantigas do Maio", no qual surge "Grândola Vila Morena", que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da Revolução de Abril. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP "Eu vou ser como a toupeira". Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum "Venham mais cinco".
 
Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP "Coro dos tribunais" e participa em numerosos "cantos livres". A sua intervenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à Presidência da República.
 
Os seus últimos espectáculos decorrem nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final deste ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa. Mais tarde, em 1994, é feita nova tentativa a título póstumo, mas a sua mulher recusa, dizendo que, se o marido a não tinha aceitado em vida, não seria depois de morto que a iria receber.
 
Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, "Galinhas do Mato", em que, devido ao avançado estado da doença, José Afonso não consegue cantar a totalidade das canções. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República.
 
José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, faz hoje 20 anos, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Será certamente recordado como um resistente que conseguiu trazer a palavra de protesto antifascista para a música popular portuguesa e também pelas suas outras músicas, de que são exemplo as suas baladas.
 
 
Discografia
  • Balada do Outono (1960, EP)
  • Baladas de Coimbra (1962, EP)
  • Ó vila de Olhão (1964, single)
  • Cantares de José Afonso (1964, EP)
  • Baladas e canções (1964)
  • Cantares de andarilho (1968)
  • Contos velhos rumos novos (1969)
  • Menina dos olhos tristes (1969, single)
  • Traz outro amigo também (1970)
  • Cantigas do Maio (1971)
  • Eu vou ser como a toupeira (1972)
  • Venham mais cinco (1973)
  • Coro dos tribunais (1974)
  • Viva o poder popular (1974, single)
  • Grândola, vila morena (1974, EP)
  • Com as minhas tamanquinhas (1976)
  • Enquanto há força (1978)
  • Fura fura (1979)
  • Ao vivo no Coliseu (1983, álbum duplo)
  • Como se fora seu filho (1983)
  • Galinhas do mato (1985)
Fonte: Wikipédia. 
Grândola Vila Morena
(para ouvir esta canção, desligue a que está a tocar na coluna esquerda)




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Música: Traz outro amigo também
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Sábado, 2 de Dezembro de 2006

Salvatore Adamo

 


 
 


Salvatore Adamo é um cantor franco-italiano. Nasceu em Cosimo em 1 de Novembro de 1943, no seio de uma família pobre com 8 filhos. Estudou numa escola religiosa de educação rígida. O sonho dos seus pais era oferecer-lhe um futuro glorioso. Aluno consciencioso e solitário, Adamo revelou um grande dom para o canto. Adolescente, participou num concurso radiofónico em que ganhou o 1º prémio. Ao mesmo tempo gravou o 1º disco, sem sucesso. Desanimado pensou retomar os estudos. Seguindo o conselho do pai, António, um velho mineiro, Adamo tomou o caminho da capital para tentar a sua sorte. Sustentado pelo pai bateu sem cessar às portas das editoras e assinou por fim um contrato.
 
Em 1963, lançou «Sans toi, ma mie », o seu primeiro sucesso, seguido de «Vous permettez, Monsieur», «Les filles du bord de mer», «Mes mains sur tes hanches» e «Tombe la neige». Cantor popular por excelência, Adamo seduziu o público em França e no estrangeiro. Ele foi idolatrado no Japão e os seus concertos tinham milhares de espectadores em todos os países do mundo. Artista emérito e trabalhador esforçado, Adamo não poupou esforços, e passou o essencial do seu tempo nas estradas, entre dois concertos. Restabelecido de um grave enfarte que teve em 1984, Adamo publicou, em 1992, «Rêveur de fonds», um novo álbum que foi objecto de críticas elogiosas. Confortado por esta popularidade reencontrada, lançou em 1994, «C’est ma vie», um disco ao vivo, recordação de uma série de concertos no Casino de Paris e título do seu disco de 1975. Em 1995, editou «La vie comme elle passe», um álbum introspectivo, muito intimista, seguido, em 1998, de «Regards».
 
Artista apaixonado, Adamo seguiu a carreira sem se preocupar com modas e tendências. Ele provou que, apesar disso, a sua popularidade se mantém intocável. Ao fim de quarenta anos de carreira ele publicou «Les mots de l’âme», em 2002, um cd com os seus grandes sucessos. Em 2004 foi a vez de «Zanzibar», o seu último álbum.
Fonte: Wikipédia. 
 

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