Sábado, 29 de Setembro de 2007

Masseiras

 

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"Campos de Masseira"

 

 
Praia do Rio Alto - Estela (Póvoa de Varzim)

Praia do Rio Alto - Estela (Póvoa de Varzim)

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As masseiras ou campos masseira constituem uma forma de agricultura única no mundo existente nas freguesias da Estela e Aguçadoura na Póvoa de Varzim e a vizinha Apúlia em Esposende. Esta forma de agricultura ancestral consiste em fazer uma cova larga e rectangular numa das praias largas e arenosas da região.
 
Nos cantos da cova conhecidos como os "quatro vales", são cultivadas vinhas, de forma a proteger a área central dos ventos do norte, que têm o nome de Nortada. Na área central, encontra-se água doce, não salgada como poderíamos supor, e tudo pode ser cultivado, mas são necessárias grandes quantidades de água e sargaço para que o que é cultivado brote.
 
Com esta cova de apenas alguns metros consegue-se um aumento térmico, que aliado aos quatro vales e às vinhas, que protegem o campo dos ventos, fazem com que as masseiras funcionem como uma espécie de estufa.
 
Este tipo de agricultura foi inventada no século XVIII por monges beneditinos da abadia de Tibães e foi outrora bastante utilizado nas costas da Póvoa de Varzim e Esposende.
 
Hoje em dia é um tipo de agricultura em riscos de extinção devido à popularização das estufas na região e até mesmo ao uso das areias para a construção civil. A Câmara da Póvoa de Varzim concedeu 4 948 377 m2 do seu território para serem de uso exclusivo de masseiras, de forma a proteger este tipo de agricultura.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Berlengas

 
Porto de Berlengas

Porto de Berlengas



O arquipélago das Berlengas localiza-se no Oceano Atlântico a cerca de 5,7 milhas náuticas de distância do Cabo Carvoeiro (cerca de 10 km da cidade de que faz parte, Peniche), na costa de Portugal.
 
Formação granítica muito antiga, é composto por três grupos de ilhéus, todos de natureza geológica diferenciada da costa da Península Ibérica:
  • Berlenga Grande e Cerro da Velha
  • Estelas
  • Farilhões-Forcadas
 
O clima

 
O clima do arquipélago é fruto de dois tipos de influências: a atlântica e a mediterrânea. O seu isolamento proporciona-lhe características únicas de fauna e flora, tornando-o um valioso ecossistema.
 
No tocante à fauna destacam-se a Lagartixa de Bocage e o Sardão, esta última espécie ameaçada pela populações de Gaivota, Coelho-bravo e Rato-preto. Existem várias espécies de aves, marinhas e não-marinhas, que nidificam neste ponto isolado do litoral, tais como:
  • Airo (ave símbolo da Reserva Natural da Berlenga)
  • Cagarra
  • Corvo marinho de crista
  • Gaivotas (Gaivota-de-patas-amarelas, Gaivota-d´asa-escura)
  • Pardela-de-bico-amarelo
  • Roque de Castro
No mar, entretanto, é que se encontra a maior riqueza do arquipélago, de piscosidade ímpar na costa portuguesa.
 
O número de espécies botânicas ascende a cerca de uma centena. Entre as que se adaptaram evolutivamente ao isolamento do arquipélago, marcado pela aridez do solo granítico, pelos constantes ventos e pela elevada salinidade, três espécies se destacam:
  • Armeria berlengensis,
  • Herniara berlengiana,
  • Pulicaria microcephala.
Considerada como a primeira área protegida do mundo, uma vez que o rei D. Afonso V (1438-81) desde 1465 proibiu a prática de qualquer modalidade de caça na Berlenga Grande, na actualidade, com o fim de se preservar o ecossistema e a biodiversidade deste arquipélago singular, foi criada a Reserva Natural das Berlengas (3 de Setembro de 1981).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Centro Geodésico de Portugal Continental

 
Marco trigonométrico que assinala o centro geográfico de Portugal - Serra da Melriça, próximo de Vila de Rei

Marco trigonométrico que assinala o centro geográfico de Portugal
Serra da Melriça, próximo de Vila de Rei

 

Localização de Vila de Rei onde se encontra, a cerca de 2 Km, o Centro Geodésico de Portugal, na Serra da Melriça

Localização de Vila de Rei onde se encontra, a cerca de 2 Km,
o Centro Geodésico de Portugal, na Serra da Melriça
 

 
Localização de Vila de Rei

Localização de Vila de Rei




A Serra da Melriça, também conhecida por "Picôto da Melriça" é uma serra portuguesa situada a pouco mais de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco.
 
Com uma área pequena de ocupação, a Serra da Melriça tem a altura máxima de 591.38 metros
.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental, ou seja, o marco geodésico padrão a partir do qual se deu início à marcação dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental.

As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41´ 37,300 N ; longitude: 8º 07´ 53,310´´ W.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Barrancos - Alentejo

 
Localização e Brasão de Barrancos



Barrancos


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Barrancos é uma vila portuguesa no Distrito de Beja, região Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 1 900 habitantes (2001).
 
É sede de um município com 168,43 km² de área e 1 924 habitantes (2001). O município é limitado a norte e a leste pelos municípios espanhóis de Oliva de la Frontera e Valencia del Mombuey (província de Badajoz) e de Encinasola (província de Huelva), a sul e oeste pelo município de Moura e a noroeste pelo município de Mourão. Barrancos é um dos cinco municípios de Portugal constituídos por uma única freguesia. Dista 110 km da sede de distrito (Beja), e o mesmo da cidade de Évora.
 
 
Cultura
 
Possui grandes ligações culturais com Espanha, uma vez que a povoação de Encinasola dista de Barrancos apenas 9 km, ao passo que a localidade portuguesa mais próxima (Santo Aleixo da Restauração), se situa a 21 km. As manifestações mais visíveis deste parentesco cultural são o dialecto aí falado (e actualmente leccionado na escola local), o barranquenho, e na sobrevivência da tourada com touros de morte, até aos nossos dias, apesar das proibições legais.
O facto de confinar com a fronteira espanhola levou ainda ao desenvolvimento, até finais da década de 70 do século XX, de uma intensa actividade de contrabando na vila.
Mantêm-se ainda curiosas tradições de raiz comunitária, tais como:
  • o baile da Pinha, realizado no sábado seguinte ao Carnaval;
  • a romaria do Dia das Flores, na segunda segunda-feira após o domingo de Páscoa;
  • as festas em honra de Nossa Senhora da Conceição, nos dias 28 a 31 de Agosto;
  • o dia de Nossa Senhora da Conceição, a 8 de Dezembro;
  • a fogueira de Natal, comunitária, no largo principal da vila, na noite de 24 de Dezembro.

História e Património
 
O território onde actualmente se situa Barrancos foi conquistado aos Mouros em 1167, por Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, e o repovoamento da área foi ordenado por D. Sancho I em 1200. A sede de concelho situava-se então na vila de Noudar, que só seria definitivamente incorporada no Reino de Portugal em 1295, ano em que lhe foi concedido foral por D. Dinis. A vila de Noudar foi extinta em 1825, iniciando-se então um lento processo de despovoamento, o que implicaria a transição da sede municipal para Barrancos.
Relativamente ao património edificado, destacam-se as ruínas do Castelo de Noudar e dos edifícios da antiga vila homónima.
 
 
Fotografias de Barrancos
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Ilha do Faial - Açores

 
Localização da Ilha do Faial - Açores

Localização da Ilha do Faial - Açores

 
Caldeira do Faial

Caldeira do Faial

 
Vulcão dos Capelinhos

Vulcão dos Capelinhos

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Situada no extremo ocidental do Grupo Central do Arquipélago dos Açores, a Ilha do Faial está separada da Ilha do Pico por um estreito de 8,3 km (ou 4,5 milhas náuticas) de largura - o Canal do Faial. Tem uma área de 172,43 km² e uma população residente de 15 063 habitantes (em 2001). Em 1924, Raul Brandão chamou-a de "Ilha Azul" devido à grande quantidade de hortênsias (localmente chamados de novelos) que florescem ao longo das estradas, nos meses de Verão. Dispõe de um moderno Aeroporto Internacional, com ligações aéreas regulares inter-ilhas e directas com Lisboa, bem como de diversas ligações marítimas inter-ilhas.
 
A Horta é uma cidade com cerca de 8 800 habitantes. É sede do único concelho da Ilha do Faial e sede do Parlamento Regional dos Açores.
 
 
Geografia
 
Com uma forma quase pentagonal, a ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESSE – a mesma que deu origem à
Ilha do Pico, denominada Fractura Faial Pico, uma estrutura do tipo transformante leaky  que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Médio Atlântica (sigla CMA) até uma área a Sul da Fossa do Hirondelle.
 
As suas elevações convergem, de um modo geral, para o centro da ilha onde se ergue uma montanha vulcânica chamada Cabeço Gordo, que atinge uma altitude máxima de 1 043 metros no seu bordo Sul. No seu topo, abre-se uma grande cratera de abatimento – a Caldeira. No seu fundo, situado a cerca de 570 metros acima do nível médio do mar, existe um pequeno cone e onde se forma pequenos lagos.
 
 
Geologicamente, a Ilha do Faial compreende 3 grandes divisões:
 
Período Pré-Caldeira
 
Pertence ao "período Pré-Caldeira", o complexo vulcânico da Ribeirinha datado em 800 mil anos. É a parte mais antiga da ilha. Depois surge o complexo vulcânico dos Cedros, datado em 580 mil anos. Entre 400 mil anos até há 10 mil anos, foi-se desenvolvendo um cone vulcânico de tipo escudiforme, essencialmente constituído por derrames lávicos e uma actividade eruptiva predominantemente efusiva.
 
Em resultado de uma importante actividade tectónica e vulcânica fissural, surgiu há cerca 50 mil anos, o Relevo Falhado da Costa Este. É bastante notório um relevo falhado com levantamento (horst, localmente chamados de Lombas) e afundamento (graben) de blocos rochosos visíveis. Em resultado disso, surgiram vários cones periféricos com derrames lávicos.
 
Formação da Caldeira
 
Há 10 mil anos, deu-se uma mudança de estilo eruptivo, quase exclusivamente explosiva, responsável pelos vastos depósitos de pedras-pomes e outros materiais piroclásticos que cobrem quase toda a ilha. A formação da Caldeira parece ter resultado de 2 episódios de colapso. O primeiro acontecimento ocorreu no seu interior. O segundo foi originado por um violenta erupção do tipo pliniana (libertação de uma "nuvem ardente"). O abatimento da cratera terá ocorrido ao mesmo tempo ou imediatamente depois da erupção.
 
Após esta erupção, mais de 40% da superfície da ilha de então, são cobertos por camadas de materiais piroclásticos para Norte e Leste. A maior parte da cobertura vegetal, senão a sua totalidade, foi destruída. Surgiram várias enxurradas que resultaram de precipitação intensa (resultante da condensação em torno das poeiras vulcânicas presentes na atmosfera), do relevo íngreme e da inconsistência do solo. Poderá encontrar-se vestígios das mesmas nas falésias da Praia do Norte.
 
Posteriormente, há cerca de mil anos, ocorreu nova erupção com derrame lávico no interior da Caldeira. Desconhece-se qual a idade do pequeno cone no seu interior, e se este estará relacionado com o complexo vulcânico do Capelo. A Caldeira é constituída por um acumulamento de materiais de projecção, de pedra-pomes e cinzas, que atingem notável espessura nas proximidades na borda da cratera, diminuindo gradualmente à medida que se afastam da cratera central.
 
Segundo a descrição dada pelo Padre Gaspar Frutuoso (1570-1580), a Caldeira manteve-se praticamente idêntica até à Erupção dos Capelinhos, em Setembro de 1957. No decurso da Crise Sísmica de Maio de 1958, abriram-se fendas no seu interior que romperam a impermeabilização do fundo da Caldeira. Este facto levou ao escoamento das suas águas para o interior do cone central desencadeando violentas explosões freáticas e ocorrência de actividade fumarólica temporária. Em resultado do Sismo de 9 de Julho de 1998, deram-se derrocadas nas paredes quase verticais da cratera.
 
Período Pós-Caldeira
 
Pertence a este período o complexo vulcânico do Capelo, datado em 4/5 mil anos. Em resultado de uma importante actividade vulcânica fissural ao longo de uma linha de fractura, surgiu um alinhamento de cones. Aqui se registaram 2 erupções históricas que destruíram as freguesias do Capelo e da Praia do Norte:
  • erupção do Cabeço do Fogo, em 1672-73.
  • erupção na Ponta dos Capelinhos, em 1957-58.
Durante o Século XX, a ilha registou fortes sismos de origem tectónica, em 31 de Agosto de 1926, em 23 de Novembro de 1973 e o de 9 de Julho de 1998.
 
 
História
 
Deve o seu actual nome à abundância de árvores de faia-das-ilhas (lat. Myrica faya) aquando do seu povoamento. Em 1460, a designação henriquina era "Ilha de São Luís [de França]". Na cartografia do Século XIV, a ilha aparece pela primeira vez individualizada no Atlas Catalão de 1375-1377, como "Ilha da Ventura". No ano de 1432, Gonçalo Velho Cabral terá achado as ilhas do Grupo Central. Diogo de Teive passa ao largo da Ilha do Faial na sua 1.ª viagem de exploração para Ocidente do Mar dos Açores, em 1451.
 
Povoamento
 
O relato da primeira expedição à Ilha do Faial pertence a Valentim Fernandes da Morávia. Ele diz-nos que o confessor da Rainha de Portugal, Frei Pedro, indo a Flandres, como embaixador para a Duquesa de Borgonha, Infanta D. Isabel de Portugal, relacionou-se com um nobre flamengo chamado Joss van Hurtere, ao qual contou "como se acharam as ilhas em tal rota e que havia nelas muita prata e estanho" (porque, para ele, as ilhas dos Açores eram as supostas ilhas Cassitérides - nome dado na antiguidade às actuais ilhas britânicas). Hurtere demoveu 15 homens de bem, trabalhadores, "dando mesmo a entender, de como lhes faria ricos" se lhe o acompanhassem.
 
Por volta de 1465, Hurtere desembarca pela primeira vez na ilha, juntamente com mais 15 flamengos, com o fim de achar os ditos metais preciosos. Os primeiros povoadores terão desembarcado primeiramente no areal da enseada da Praia do Almoxarife. Permaneceram na ilha durante 1 ano, na Lomba dos Frades, até que se esgotaram os mantimentos que tinham trazido. Revoltados por não encontrarem nada do que lhes fora prometido, os seus companheiros andaram para o matar, que com esperteza escapou da ilha, voltando para a Flandres, comparecendo novamente perante a Duquesa da Borgonha. (Crónicas da Província de São João Evangelista, Frei Agostinho de Monte Alverne).
 
Por volta de 1467, Hurtere regressa numa expedição organizada sob o patrocínio da Duquesa da Borgonha. Ela mandou homens e mulheres de todas as condições, e bem assim como padres, e tudo quanto convém ao culto religioso, e além de navios carregados de móveis e de utensílios necessários à cultura das terras e à construção de casas, e deu-lhes, durante 2 anos, tudo aquilo de que careciam para subsistir, segundo legenda feita pelo geógrafo alemão Martin Behaim no Globo de Nuremberga. Valentim Fernandes acrescenta um pormenor, por rogo da dita Senhora, os homens que mereciam morte civil mandou que fossem degredados para esta ilha.
 
Ainda não satisfeito com o local, Hurtere decide contornar a Ponta da Espalamaca. Próximo do local de desembarque mandou erguer a Ermida de Santa Cruz (onde hoje existe a Igreja de N. Sra. das Angústias). Hurtere regressa a Lisboa e casa-se com D. Beatriz de Macedo, criada da Casa do Duque de Viseu. O Infante D. Fernando, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo, fez-lhe doação da Capitania do Faial, em 21 de Março de 1468. Por volta de 1470, desembarca Willelm van der Hagen, que aportuguesou o seu nome para Guilherme da Silveira, liderando uma segunda vaga de povoadores. O rápido crescimento económico da ilha ficou a dever-se à cultura de trigo e do pastel (nome comum da planta Isatis tinctoria L. e do extracto fermentado das suas folhas usado como corante azul em pintura e tinturaria).
 
É o Padre Gaspar Frutuoso que conta a história de que o primeiro povoador teria sido um eremita vindo do Reino. Este vivia só, apenas com algum gado miúdo que nela deitaram os primeiros povoadores (em 1432?), e mais tarde, os moradores da Ilha da Terceira. "Somente no Verão iam pessoas da Terceira às suas fazendas, visitar os seus gados e comunicavam com este ermitão." Ele acabaria por desaparecer ao fazer a travessia do Canal do Faial para ir até à Ilha do Pico, numa pequena embarcação revestida de couro. (Saudades da Terra, Vol. VI, Cap. 37).
 
 
Tradições, Festas e Curiosidades
 
Festa do Sr. Santo Cristo da Praia do Almoxarife (1 de Fevereiro); Festa de São João Baptista, padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho), Festas do Culto do Divino Espírito Santo; Festa de N. Sra. das Angústias (), Semana do Mar; Festa de N. Sra. da Graça, na Praia do Almoxarife (); Festa de N. Sra. de Lurdes, na Feteira (), Festa de Santa Cecília, na Matriz, padroeira dos músicos (25 de Novembro), Festa de Santa Catarina de Alexandria de Castelo Branco (), Festa de N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro).
 
A nível de artesanato destacam-se as miniaturas em miolo de figueira que retratam cenas do dia-a-dia, edifícios, flores, animais e pequenos navios, sendo Euclides Silveira da Rosa o mestre mais conhecido desta arte. A arte popular também engloba esculturas em osso de cachalote, objectos em vime, os bordados de crivo, bordados em ponto de cruz, bordados a palha de trigo sobre tule; as flores de escama de peixe, as toalhas de papel recortado e chapéus e bolsas de palha. Não deixe de conhecer no Capelo, a Escola de Artesanato, pelo trabalho desenvolvido na divulgação do artesanato local e regional, bem como na formação de novos artesãos.
 
Dentre as personalidades ligadas ao concelho que mais se distinguiram, destaca-se: o Duque de Ávila e Bolama e Dr. Manuel de Arriaga, na política (o 1.º Presidente da República Portuguesa); Dr. João José da Graça, no jornalismo; Sário Nunes, na música; Marquês de Ávila e Bolama, como militar e geodesista; e Dr. José de Arriaga, no papel de historiador.
 
Economia
 
O concelho da Horta tem um sector primário forte na área da agro-pecuária e em que a área agrícola ocupa 28% da área total da ilha. O cultivo é praticado em pequenas explorações, destacando-se as culturas forrageiras, a horta familiar, as culturas de citrinos, bananas, trigo e milho. Na pecuária, destaca-se a criação de gado suíno e bovino. A actividade piscatória, nomeadamente a pesca do atum, é outro pilar importante na sua subsistência. Outrora, a indústria baleeira ("caça à Baleia") foi outra fonte de sua subsistência.
 
Apresenta uma baixa densidade florestal, de 14,1%, que corresponde a uma área florestal de 645 ha, salientando-se a faia-das-ilhas, para além de cedros-do-mato, zimbros e fetos. Quanto ao sector secundário, é de referir uma moderna indústria - de lacticínios, de carnes de muita boa qualidade e de panificação. No sector terciário, o Turismo é a actividade económica de maior importância na ilha, que resulta fundamentalmente do movimento gerado pela passagem dos veleiros e cruzeiros que atravessam o Atlântico Norte e do turismo sazonal às ilhas. Dispõe de várias e excelentes instalações hoteleiras com pessoal qualificado, e regista-se o grande interesse no desenvolvimento do Turismo Rural e do Eco-turismo.
 
As principais actividades e atracções turísticas que se podem encontrar no concelho consistem no hipismo, desportos náuticos, excursões de observação de cetáceos (baleias, cachalotes e golfinhos), mergulho e fotografia subaquática, bem como passeios pedestres e marítimos. Está prevista a construção de um campo de golfe em terrenos já adquiridos nos arredores da cidade da Horta.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Ilha do Pessegueiro

 
Ilha do Pessegueiro - Porto Covo - Portugal

Ilha do Pessegueiro - Porto Covo

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A Ilha do Pessegueiro localiza-se na costa do Alentejo Litoral, ao largo da freguesia de Porto Covo (da qual depende administrativamente), no concelho de Sines, Distrito de Setúbal, em Portugal.
 
História
 
Os estudiosos acreditam que a ocupação desta costa remonta a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). À época da ocupação romana da Península Ibérica, a ilha abrigou um pequeno centro pesqueiro, conforme atestam os vestígios, recentemente descobertos, de tanques de salga.
 
À época da Dinastia Filipina, projectou-se ampliar aquele ancoradouro natural com o objectivo de evitar que corsários o usassem como ponto de apoio naquele trecho do litoral. Um enrocamento artificial de pedras ligaria a ilha do Pessegueiro à linha costeira.
 
A partir de 1590, no âmbito desse projecto, foi iniciado, em posição dominante na ilha, a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, que lhe era fronteiro, no continente.
 
Os trabalhos no projecto do Pessegueiro foram interrompidos em 1598 diante da transferência do seu responsável para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes, jamais tendo sido completadas.
 
 
A Lenda de Nossa Senhora da Queimada

A tradição refere o milagre de Nossa Senhora da Queimada. Em meados do século XVIII, chegando à ilha piratas do norte de África, foram enfrentados por um eremita que aí mantinha uma ermida sob a invocação de Nossa Senhora. Assassinado o religioso e saqueada a capela, a imagem da santa foi atirada às chamas.
 
Após a retirada dos agressores, chegaram os habitantes de Porto Covo, que constataram os danos e deram sepultura cristã ao eremita. Sem conseguir localizar a imagem cultuada, deram-lhe busca por toda a ilha, terminando por localizá-la miraculosamente intacta no meio dos restos de uma moita queimada. Essa imagem foi recolhida numa nova ermida, erguida para abrigá-la, no continente a cerca de 1 km de distância: a Capela de Nossa Senhora da Queimada, local que passou a ser venerada pela população.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Entroncamento - cidade

 
Bandeira

Bandeira



O Entroncamento é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e sub-região do Médio Tejo. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.
 
É sede do segundo mais pequeno município do País, com apenas 13,71 km² de área e 18 173 habitantes (2001), o que corresponde a uma densidade demográfica de 1 325,6 h/km². O município é limitado a leste pelos municípios de Vila Nova da Barquinha e Golegã, e a sul, oeste e norte por Torres Novas.
 
O Entroncamento tem três oragos padroeiros: a Sagrada Família, São João Baptista e Nossa Senhora de Fátima.
 
 
História
 
O Entroncamento deve o seu nome ao facto de aqui entroncarem duas linhas de comboio: a que liga Lisboa ao Porto, e a que liga a Linha do Norte a Espanha. O que antes era um espaço ermo desenvolveu-se, em grande medida, devido à passagem do comboio. Dessa forma, o Entroncamento acabou por se tornar uma freguesia autónoma, sendo desanexada de Vila Nova da Barquinha em 24 de Agosto de 1926. Mais tarde (24 de Novembro de 1945), devido ao continuado progresso aí verificado, foi elevado a vila e tornou-se, ele mesmo, sede de município independente; por fim, foi elevado à condição de cidade (em 20 de Junho de 1991).
 
Os Caminhos-de-Ferro
 
Num padrão semelhante ao de localidades associadas a indústrias, o desenvolvimento do Entroncamento está intimamente associado aos Caminhos-de-Ferro. Estima-se que, durante alguns períodos da sua história, principalmente nas décadas de 20 e 30, a população associada à CP (Caminhos de Ferro Portugueses) excedesse os 50%. As armas da cidade reflectem claramente esta ligação.
 
Freguesias
 
Durante muito tempo, o Entroncamento foi dos poucos municípios de Portugal que possuíam apenas uma freguesia. Contudo, em Agosto de 2003 a única freguesia do Entroncamento foi renomeada (passando a chamar-se São João Baptista), tendo depois uma parte ao Norte sido desanexada, para formar a nova freguesia de Nossa Senhora de Fátima. Estas alterações tornaram-se efectivas a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte. As primeiras eleições para as duas novas freguesias (assembleia de freguesia) decorreram no dia 9 de Outubro de 2005.
 
 
Fenómenos
 
O Entroncamento é vulgarmente conhecido em Portugal como sendo 'a terra dos fenómenos'. De acordo com relatos populares, passam-se desde a sua incepção eventos curiosos, extraordinários ou mesmo fantásticos, que recebem ainda hoje alguma cobertura dos media.
 
Uma origem plausível para esta denominação remonta à década de 50, altura em que um comerciante local colocou na montra do seu estabelecimento uma abóbora gigante, ou 'fenomenal', de modo a atrair a atenção dos transeuntes. A abóbora, adquirida por um agricultor da vizinha vila da Golegã, teria cerca de 50 kg. Durante os anos seguintes foram sendo expostos na dita montra outros legumes e frutos ditos 'fenomenais', fosse pelo tamanho ou por suas formas sugestivas, frequentemente antropomórficas, vindo a história a propagar-se e adquirir as dimensões actuais. Na realidade, os acontecimentos tidos como fenomenais, confirmados ou não, têm sido registados por todo o mundo.
 
 
Fotografias do Entroncamento
Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Angra do Heroísmo (Açores)

 
Localização da cidade de Angra do Heroísmo - ilha Terceira, Açores

Localização da cidade de Angra do Heroísmo - ilha Terceira, Açores

 
A zona central de Angra do Heroísmo, com a Sé Catedral; em segundo plano, as muralhas do Castelo de São João Baptista e a encosta do Monte Brasil

A zona central de Angra do Heroísmo, com a Sé Catedral
Em segundo plano, as muralhas do Castelo de São João Baptista
e a encosta do Monte Brasil

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Angra do Heroísmo é uma pequena cidade portuguesa na ilha Terceira, Região Autónoma dos Açores, com cerca de 12 300 habitantes.
 
É sede de um município com 237,52 km² de área e 35 581 habitantes (2001), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município da Praia da Vitória, sendo banhado pelo Oceano Atlântico em todas as outras direcções.
 
Angra situa-se na costa sul da Terceira. É sede de um destacamento militar, e residência de um bispo da Igreja Católica. Os edifícios principais são a catedral, a academia militar, o arsenal e o observatório. O porto, agora de reduzida importância comercial ou estratégica, foi já um importante posto naval de visita obrigatória nas viagens pelo Oceano Atlântico. Angra tem a sul e sudoeste o promontório do Monte Brasil, resto de uma antiga caldeira vulcânica.
 
Angra do Heroísmo foi a primeira localidade dos Açores a ser elevada a cidade em 1534, sendo no mesmo ano escolhida pelo Papa Paulo III para sede do Bispado. Só no Século XIX se passou a denominar “do Heroísmo” devido ao seu Contributo nas lutas liberais. Foi em 1983 declarada Património Mundial pela UNESCO atestando assim o seu grande valor arquitectónico e histórico.
 
O passado de riqueza e desta cidade reflectiu-se no traçado rectilíneo das ruas, obedecendo a regras de urbanização do Renascimento. Para atestá-lo estão os belos exemplos dos palácios, como é o caso do Solar da Madre de Deus, ou o Palácio Bettencourt, os conventos, em que surge como expoente máximo o Convento de São Gonçalo, Capelas, Ermidas e igrejas em que se destaca a Igreja da Sé, sede da diocese de Angra do Heroísmo e simultaneamente Sede do Bispado dos Açores. O património artístico dos edifícios é de grande qualidade formando no seu todo um aspecto único que dão a Angra do Heroísmo o carácter de cidade monumento.
 
Pelo porto de Angra, actualmente desactivado e transferido para a Praia da Vitória, para dar lugar à marina de Angra, passaram ao longo dos vários séculos naus e caravelas, barcos de sonhos e fortunas que ao longo do tempo contribuíram para o passado glorioso desta cidade e das suas gentes como atestam também as grandes casas senhoriais e os nomes sonantes das famílias do mundo de antanho como são o caso dos Corte Reais, os Noronhas, os Ávilas, os Silveiras, os Barcelos, os Britos do Rio, os Bettencourts, os Cantos, os Homem, os Ormondes, os Pamplonas, os Baldaias, os Brugues, etc..
 
Angra do Heroísmo, encontra-se protegida a Norte pela Serra do Cume ou da Nasce Água e a Sul pelo Monte Brasil. A Nascente eleva-se a Serra da Ribeirinha que alberga a freguesia do mesmo nome. A Poente estende-se uma paisagem costeira que desce suavemente desde a Serra de Santa Bárbara, esta sempre presente na paisagem, formando pequenas baías e enseadas.
 
A economia da região assenta na pecuária (indústria de carne e lacticínios) e agricultura.
 
Em Angra encontraram refúgio Almeida Garrett, durante as guerras napoleónicas, e a rainha D. Maria II entre 1830 e 1833, durante as chamadas lutas liberais.
 
O Centro Histórico de Angra do Heroísmo está, desde 1983, classificado como local de Património Mundial pela UNESCO.
 
 
As freguesias do concelho de Angra do Heroísmo são as seguintes:
  • Altares
  • Cinco Ribeiras
  • Doze Ribeiras
  • Feteira
  • Nossa Senhora da Conceição (Angra do Heroísmo)
  • Porto Judeu
  • Posto Santo
  • Raminho
  • Ribeirinha
  • Santa Bárbara
  • Santa Luzia (Angra do Heroísmo)
  • São Bartolomeu de Regatos
  • São Bento
  • São Mateus da Calheta
  • São Pedro (Angra do Heroísmo)
  • Sé (Angra do Heroísmo)
  • Serreta
  • Terra Chã
  • Vila de São Sebastião
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Castelo do Alandroal

 
Castelo do Alandroal, Portugal: vista do adarve; em segundo plano, a Igreja de N. Sra. da Graça, e, ao fundo, a Torre de Menagem

Castelo do Alandroal, Portugal:
vista do adarve; em segundo plano, a Igreja de N. Sra. da Graça,
ao fundo, a Torre de Menagem

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O Castelo do Alandroal, no Alentejo, ergue-se na vila do Alandroal, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Distrito de Évora, em Portugal.
 
A freguesia de Nossa Senhora da Conceição tem 156,60 km² de área e 1 938 habitantes (2001). Densidade: 12,4 hab/km². Tem o nome alternativo de Alandroal e inclui esta vila e a aldeia do Rosário. Localizada no centro do concelho, a freguesia de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição) tem por vizinhos as freguesias de São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) a nordeste, Capelins (Santo António) a sul e Terena (São Pedro) a sudoeste, o concelho de Vila Viçosa a norte e a Espanha a leste. É a maior freguesia do concelho em área mas apenas a segunda em população e em densidade demográfica.
 
 
O castelo medieval

Erguido sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), de acordo com a inscrição epigráfica sobre uma das portas, a sua primeira pedra foi lançada em 6 de Fevereiro de 1294, faz hoje 713 anos, por D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis. Uma segunda inscrição, no alçado Oeste da Torre de Menagem (hoje integrado na Sala do Tesouro da Igreja Matriz), informa a conclusão da sua edificação, em 24 de Fevereiro de 1298, sendo Mestre da Ordem, D. Lourenço Afonso. Uma terceira inscrição, no torreão à direita do portão principal, datada criticamente entre 1294 e 1298, refere o nome do seu construtor, que se identificou apenas como "Eu, Mouro Galvo".
 
O Alandroal foi elevado à condição de vila por Carta de Foral de 1486, outorgada por D. João II (1481-1495). Nessa qualidade, no reinado de seu filho e sucessor, D. Manuel I  (1495-1521), a vila e o seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).
 
 
Do século XVII aos nossos dias
 
Em 1606, a maior parte das construções no interior da cerca encontravam-se arruinadas. No século XVIII, o conjunto perdeu a sua barbacã, demolida para dar lugar, no interior dos muros, às edificações dos novos Paços do Concelho e da Cadeia da Comarca.
 
(A barbacã, do latim medieval barbacana, constituía-se num muro anteposto às muralhas, de menor altura do que estas, com a função de defesa do fosso de uma fortificação, onde era oferecida a primeira resistência ao agressor. Também denomina uma fresta na muralha, aberta para possibilitar o tiro sobre o inimigo.)
 
O Castelo do Alandroal, considerado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, apenas na década de 1940 se procederam a obras de consolidação e restauro, principalmente a reconstrução de alguns troços de muralhas e a desobstrução da estrutura de numerosas casas que, ao longo dos séculos, se haviam adossado às muralhas.
 
 
Características
 
Em estilo gótico, o castelo apresenta planta oval (na qual se inscreve um pequeno bairro intra-muros), reforçada por três torres de planta quadrangular, nos ângulos, e uma sólida Torre de Menagem adossada à cerca. O portão principal (Porta Legal) é ladeado por duas torres quadrangulares, ligeiramente avançadas (para permitir o tiro vertical sobre a entrada), ligados por uma cortina e encimadas por ameias de remate piramidal.
 
A Torre de Menagem, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. O acesso ao seu interior encontra-se, actualmente, entaipado. A esta sólida torre, adossou-se, ainda no século XIII, a Igreja de Nossa Senhora da Graça, que alterada posteriormente, hoje apresenta traços renascentistas, patentes particularmente na abóbada artesoada. Em 1744, o terraço da igreja foi aproveitado para edificar a Torre do Relógio.
 
Ao castelo, em posição dominante, associava-se à cerca da vila, de urbanismo muito simples, com uma única via (rua do Castelo) no sentido leste-oeste, flanqueada por duas portas. A principal, denominada Porta Legal, a leste, através da qual se acede ao adro da igreja, é constituída por um arco gótico com corredor, flanqueada por dois torreões quadrangulares ligados por cortina e encimados por ameias de remate piramidal. Parte daqui a única rua que atravessa a vila e que termina na chamada Porta do Arrabalde, a oeste, com seteiras em mármore e também flanqueada por uma torre, onde no seu pé-direito, no exterior, foi gravada a “vara”, medida padrão à época, para a aferição das medidas utilizadas no comércio local.
 
Os estudiosos apontam ainda, como marcas identificativas da formação cultural islâmica do seu construtor, além da epigrafia anteriormente citada, uma janela em forma de ferradura numa das torres e semelhanças entre o sistema de torres deste castelo e as muralhas almóadas de Sevilha.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Alenquer (Portugal)

 
Alenquer (Portugal)

Alenquer (Portugal)

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Castelo de Alenquer, Portugal: vista do adarve

Castelo de Alenquer, Portugal: vista do adarve

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Alenquer é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Lisboa, região Centro e sub-região do Oeste, com cerca de 8 900 habitantes.
 
É sede de um município com 302,18 km² de área e 39 180 habitantes (2001), subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a norte pelo município do Cadaval, a leste pela Azambuja, a sul por Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos, a sudoeste por Sobral de Monte Agraço e a oeste por Torres Vedras.
 
Alenquer que ganhou o epíteto de "Vila Presépio" depois de, em 1968, ter iniciado a tradição de montar um gigantesco presépio elaborado pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida numa das colinas da cidade.
 
 
História
 
Alenquer de "Alen Ker" significa "Templos dos Alanos". O cão alano, uma raça conhecida pelas suas qualidades na caça e combate, continua a proteger a vila de Alenquer no seu brasão. Alenquer foi fundada por Ataces, rei lendário dos Alanos. Recebeu foral em 1212 da infanta D. Sancha, filha de Sancho I de Portugal.
 
 
Freguesias
 
As freguesias de Alenquer são as seguintes:
  • Abrigada
  • Aldeia Galega da Merceana
  • Aldeia Gavinha
  • Cabanas de Torres
  • Cadafais
  • Carnota
  • Carregado
  • Meca
  • Olhalvo
  • Ota
  • Pereiro de Palhacana
  • Ribafria
  • Santo Estêvão (Alenquer)
  • Triana (Alenquer)
  • Ventosa
  • Vila Verde dos Francos
"Filhos da vila"
  
 
O Castelo de Alenquer localiza-se na vila de mesmo nome, Freguesia de Triana, Concelho de Alenquer
.
 
Antecedentes
 
A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história, conforme os testemunhos arqueológicos que atestam ter sido sucessivamente visitada e ocupada, ao longo dos séculos, por povos Gregos, Fenícios, Cartagineses, Romanos, Alanos, Godos e Muçulmanos
, estes últimos responsáveis pela fortificação.
 
O castelo medieval
 
No contexto da
Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação e o seu castelo foram conquistados pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1148
, que determinou o seu repovoamento e reconstrução das suas defesas.
 
O seu filho e sucessor,
D. Sancho I  (1185-1211), fez erguer o Paço Real, posteriormente doado à Infanta D. Sancha, sua segunda filha. Sob o reinado de D. Afonso II (1211-1223), esta senhora concedeu o primeiro foral à vila (1212
).
 
Posteriormente, Alenquer veio a receber Carta de Foral  passada por
D. Dinis (1279-1325) em 1302, e o Foral Novo de D. Manuel I (1495-1521), em 1510
.
 
 
Da Dinastia Filipina
aos nossos dias
 
No contexto da crise de sucessão de 1580, a vila apoiou as pretensões de D. António, Prior do Crato
, ao trono, vindo a sua defesa a cair no ostracismo desde então.
 
O castelo encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 20 de Outubro de 1955
.
 
Os seus remanescentes encontram-se actualmente bem conservados, destacando-se alguns troços de muralha, a Porta da Conceição e a Torre da Couraça, de planta quadrada.
 
Características
 
O castelo encontra-se em posição estratégica no terreno, o que dificultou a sua conquista em meados do século XII. Os seus muros, ameados(1), percorridos por adarve
(2), são em aparelho de pedra regular.
 
(1) - A ameia (do latim mina[s]) é a abertura, no parapeito das muralhas de um castelo ou fortaleza
, por onde os defensores visavam o inimigo.
 
(2) - O termo adarve deriva do árabe ad-darb (segundo outras fontes, adz-dzir-we: muro da fortaleza). Originalmente constituía-se num caminho estreito acompanhando o alto dos muros dos castelos, com a função de ronda dos sentinelas e de distribuição dos defensores. Elemento típico das fortificações medievais, ficava coberto externamente por um parapeito de alvenaria com ameias onde se rasgavam as seteiras, visando a protecção dos defensores. Estes corredores internos eram acessados por escadas pelo interior das muralhas ou das torres. Num processo de ampliação de sentido, posteriormente passou a designar também os muros construídos com ameias nas fortalezas.
  

Fotografias de ALENQUER
Fonte: Wikipédia. 
 

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