Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

1.º avião do mundo

 
Santos Dumont e o seu 14-bis

Santos Dumont e o seu 14-bis

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O 14-bis é o 1.º avião do mundo criado por Santos Dumont, e voou pela primeira vez em 23 de Outubro de 1906, em Bagatelle, França, faz hoje 101 anos. Santos Dumont foi o primeiro a descolar a bordo de um avião, impulsionado por um motor aeronáutico.
 
O "avião" dos irmãos Wright, que é considerado por especialistas americanos o 1.º avião, nada mais era do que um planador pois tinha todas as características desse tipo além de mal alcançar a distância de 3 metros, enquanto o 14-bis alcançava até 50 metros e ainda desencadeou o modo de como construir uma máquina voadora.
 
O 14-bis descolou usando os seus próprios meios e sem auxílio de dispositivos de lançamento, percorreu 60 metros em sete segundos, a uma altura de aproximadamente 2 metros, perante mais de mil espectadores (ver foto com Santos Dumont a pilotar o avião). Esteve presente, a Comissão Oficial do Aeroclube da França, entidade reconhecida internacionalmente e autorizada a homologar qualquer evento marcante, tanto no campo dos aeróstatos como no dos "mais pesado que o ar".
 
Em 12 de Novembro do mesmo ano, novamente descolando pelos seus próprios meios, percorreu a distância de 220 metros em 21,5 segundos, estabelecendo o recorde de velocidade da época (36,84 km/h).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Hidrobase

 
Hidroaviões acostados numa moderna Hidrobase no Canadá

Hidroaviões acostados numa moderna Hidrobase no Canadá

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Denomina-se Hidrobase um aeródromo especialmente concebido para a operação de hidroaviões. Se a instalação for suficientemente desenvolvida poderá ser chamada aeroporto marítimo.
 
Normalmente uma hidrobase situa-se à beira de um lago, de um rio ou de uma baía marítima protegida, que lhe serve de pista de amaragem e de descolagem. Mais raramente existem hidrobases cuja pista é um lago artificial especialmente concebido para a descolagem e amaragem dos hidroaviões.
 
Na margem da pista fluvial ou marítima situam-se as instalações de apoio da hidrobase tais como cais de acostagem, aerogare, hangares, estrutura de abastecimento de combustível, etc.
 
A maioria das hidrobases construídas de raiz destinava-se a fins militares. Com o fim da utilização militar em larga escala do hidroavião a seguir à Segunda Guerra Mundial quase todas essas instalações deixaram de ser utilizada como hidrobase.
 
Durante o apogeu das viagens aéreas intercontinentais por hidroavião, nas décadas de 1930 e 1940, foram construídas também hidrobases civis desenvolvidas, também chamadas Aeroportos Marítimos, com todas as instalações necessárias para o tráfego de passageiros em larga escala. A mais famosa dessas hidrobases era a de Dinner Key, em Miami, onde estava sedeada a Pan American Airways e de onde partiam os seus hidroaviões Clippers que faziam as rotas do Atlântico, ligando à Europa, América do Sul e África Ocidental. A hidrobase de Dinner Key tornou-se, na altura, o maior aeroporto do mundo. Nos pontos servidos por essas rotas, bem como pela do Pacífico, foram construídas outras hidrobases, entre as quais o Aeroporto de Cabo Ruivo em Lisboa.
 
Actualmente apenas existem hidrobases de pequenas dimensões. A maioria destina-se apenas a hidroaviões de recreio ou de desporto, dispondo de poucas estruturas de apoio e aproveitando normalmente instalações de marinas ou de clubes náuticos. Normalmente apenas dispõem do cais de acostagem e, algumas, de hangar com plano inclinado. Em alguns países com grandes superfícies aquáticas como o Canadá, em que existe um tráfego aéreo regular de passageiros e carga através de hidroaviões, existem hidrobases com uma estrutura mais desenvolvida, que pode incluir desde terminais para passageiros até instalações de controlo de tráfego aéreo.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Balão barragem

 
Navios de desembarque descarregam numa das praias na Normandia durante o Dia D. É possível ver os balões barragem que protegem os navios de ataques aéreos

Navios de desembarque descarregam numa das praias na Normandia
durante o Dia D. É possível ver os balões barragem que protegem
os navios de ataques aéreos

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Um balão barragem é um balão enorme, baseado no desenho de Caquot do balão de observação, utilizado como defesa contra aviões. O balão possuía um cabo que o ligava ao solo ou a edifícios e que servia como obstáculo aos aviões, nomeadamente às hélices. Algumas versões carregavam pequenas cargas explosivas que eram puxadas contra o avião para garantir a destruição do aparelho. Os balões barragem apenas eram realmente bem-sucedidos para aviões de baixo voo, pois o peso de um cabo mais longo impedia a sua utilização em maiores altitudes.
 
Em 1938 o Comando Britânico de Balões foi estabelecido para proteger cidades e pontos importantes como áreas industriais e portos. Com a intenção de servirem de defesa contra bombardeiros-de-mergulho, voando em altitudes até aos 5 mil pés, forçando o avião a voar mais alto e a entrar no alcance de fogo anti-aéreo concentrado. A meio de 1940 existiam 1400 balões, um terço dos quais sob a zona de Londres, onde se provaram de grande utilização contra os bombardeiros alemães que voavam mesmo sob eles. Contudo a construção de mais balões continuou, e por volta de 1944 existiam já 3 mil balões. Provaram-se particularmente eficazes contra mísseis V-1, que voavam abaixo dos 2 mil pés, sendo-lhe atribuída a destruição de pelo menos 100 mísseis.
 
Muitos bombardeiros alemães foram equipados com aparelhos para cortarem os cabos destes balões. Durante a Segunda Guerra Mundial estes balões foram também utilizados presos a navios de guerra e de transporte, nomeadamente durante o Dia D.
 
No vocabulário militar, o Dia D é um termo usado frequentemente para denotar o dia em que um ataque ou uma operação de combate devem ser iniciados. Um dos Dias D mais famosos da história militar foi 6 de Junho de 1944 - o dia em que a Batalha da Normandia começou - iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Queda livre em para-quedismo


 

 

 

Em 22 de Junho 2006, na Florida, EUA, oitenta e um "skydivers" uniram a maior formação de pára-quedas construída desde sempre.
 
 
A queda livre é classificada como a condição de aceleração causada pela gravidade e atrito com o ar.
 
No para-quedismo, "free fall" (skydiving) refere-se ao acto de cair e atrasar a abertura do pára-quedas
.
 
Um pára-quedas é um aparelho, normalmente de tecido, com um formato semelhante ao de uma sombrinha destinado a diminuir a velocidade da queda de pessoas ou objectos despenhados de grande altura.
 
Existem evidências de que Leonardo da Vinci fez projectos de um pára-quedas um pouco rudimentar mas que funcionou em testes recentes. O pára-quedas de Leonardo da Vinci consistia num quadrado com quatro pirâmides de pano espesso e em cujo centro (onde se cruzam as diagonais) se prendiam as cordas que seguravam o corpo do pára-quedista.
 
O pára-quedas de abertura automática está preparado para ser engatilhado por um gancho que, amarrado a um cabo resistente, irá abrir o pára-quedas depois do salto com a tensão no cabo resultante do afastamento do para-quedista em relação ao avião. Este tipo de pára-quedas permite, assim, saltos de baixa altitude, já que o pára-quedas é aberto quase instantaneamente. Não é muito manobrável e é utilizado especialmente para a largada de militares em alvos cirurgicamente estudados.
 
 

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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006

Base Aérea das Lajes

 
Vista aérea da Base Aérea das Lajes, 1989. Na imagem é possível ver aviões de carga da Força Aérea dos Estados Unidos da América e aviões de patrulha anti-submarina da Força Aérea Portuguesa.
 
Vista aérea da Base Aérea das Lajes, 1989.
Na imagem é possível ver aviões de carga da Força Aérea dos Estados Unidos da América e aviões de patrulha anti-submarina da Força Aérea Portuguesa.

 
 
 

A Base Aérea Nº4 (BA4) é uma infra-estrutura aeronáutica de grandes dimensões da Força Aérea Portuguesa, dependente do Comando da Zona Aérea dos Açores.
 
A base está instalada na povoação das Lajes situada na parte nordeste da ilha Terceira, no arquipélago dos Açores. Com cerca de 10 km², a base ocupa a parte central da planície do Ramo Grande (designação dada à zona plana sita na parte nordeste da ilha Terceira) e boa parte da encosta da Serra de Santiago, com pistas de aterragem e áreas de estacionamento. Tem ainda anexo o molhe norte do porto da Praia da Vitória (Porto Militar), ao qual está ligada por uma estrada militar. Tem ainda instalações de telecomunicações e de armazenamento de combustíveis dispersas pela ilha (em boa parte desactivadas).
 
História
 
A base foi criada em 1941 por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Na altura havia uma ameaça de eventual ocupação dos Açores por forças aliadas ou alemãs, violando a neutralidade portuguesa. Para dissuadir as tentativas de ocupação, o Governo de Portugal enviou fortes contingentes militares para as ilhas, onde se incluiam unidades da Aeronáutica Militar do Exército Português que se instalaram em várias bases no arquipélago.
 
Em 1943, contudo, o Governo Britânico solicitou ao Governo Português, ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico, o uso da Base das Lajes pela Real Força Aérea Britânica (Royal Air Force, amais antiga força aérea independente do mundo, formada no dia 1º de Abril de 1918) o que foi concedido. Ainda antes do fim da 2ª Guerra Mundial, a base começou também a ser utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) que ainda lá se mantém instalada.
 
Após o fim da 2ª Guerra Mundial a base teve sobretudo funções na área das operações de Busca e Salvamento, Reconhecimento Meteorológico e Transporte Aéreo Militar.
 
A base tem tido uma importância estratégica para as Forças Armadas Americanas ao servir de ponto de apoio no meio do Oceano Atlântico às aeronaves que têm vindo a participar ou dar apoio às operações na Europa e no Médio Oriente.
 
Responsável pela vasta área do Atlântico, águas territoriais dos Açores/Portugal, existe um Centro Coordenador de Busca e Salvamento ao qual estão atribuídos os meios aéreos existentes.

Fonte: Wikipédia.
 
 
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

Ataques de 11 de Setembro de 2001

 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas e vista dos ataques.
 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas
e vista dos ataques.

  
 
 
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus
 
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus, depois das torres caírem.
 

 
 

Cinco anos depois... O dia em que o mundo mudou...
 
 
Os ataques de 11 de Setembro foram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001. Membros do grupo islâmico al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves, fazendo duas delas colidirem contra as duas torres do World Trade Center em Manhattan, Nova Iorque, e uma terceira contra o quartel general do departamento de defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, no Condado de Arlington, Virgínia, próximo da capital dos Estados Unidos, Washington, D.C.. O quarto avião sequestrado foi intencionalmente derrubado num campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas.
 
Desde a Guerra de 1812, esse foi o primeiro ataque de efeitos psicológicos e altamente correctivos imposto por forças inimigas em território americano. Embora ainda não declaradas as respectivas autorias, esse inimigo invisível deixou um saldo de mortes próximo a 3.000, ainda sem reivindicação de autorias, permanece até hoje um mistério. Mesmo tratando-se de vitimas inocentes, para se ter uma ideia quantitativa do seu arrasador resultado, só o ataque em si excedeu o saldo de aproximadamente 2.400 militares norte-americanos mortos no ataque sem um aviso prévio dos japoneses à base militar de Pearl Harbor em 1941. Além disso, essa terrível demonstração de impunidade, tudo indica que foi caprichosamente planeada e direccionada aos ícones americanos, praticado impunemente tendo como arma simples aviões de linhas comerciais. O acto agravou-se muito mais por ter sido transmitido ao vivo pelas cadeias de TV do mundo inteiro com a própria tecnologia americana, tal ataque ainda sem precedentes em toda a história da humanidade, que feriu profundamente o orgulho americano, superou em muito o efeito moral imposto às tropas americanas pela força aérea japonesa.
 
Os ataques
 
Os ataques envolveram o sequestro de quatro aviões de passageiros. Com aproximadamente 91.000 litros (24 mil galões) de combustível de aviação nos tanques, os aviões foram transformados em bombas voadoras. O voo 11 da American Airlines colidiu com a torre norte do WTC às 8:46 da manhã horário local (12:46:40 UTC). Às 09:03:11 da manhã, horário local (13:03:11 UTC), o voo 175 da United Airlines colidiu com a torre sul. O voo 77 da American Airlines colidiu no Pentágono às 9:37:46 da manhã, horário local de(13:37:46). O quarto avião sequestrado, o voo 93 da United Airlines, possivelmente teria sido abatido num campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC) ou quando num confronto directo entre os passageiros (revoltosos) e sequestradores. Nenhum dos ocupantes dos aviões sequestrados sobreviveu.
 
Os mortos nos ataques de 11 de Setembro de 2001 foram milhares: 265 nos aviões; pelo menos 2.602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center, e 125 no Pentágono. Pelo menos 2.992 pessoas foram mortas. Além das Torres Gémeas de 110 andares do World Trade Centre ("WTC"), cinco outras construções nas proximidades do WTC e quatro estações subterrâneas de metropolitano foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou por se desmoronar.
 
Alguns passageiros e tripulantes puderam fazer chamadas telefónicas dos voos condenados. Eles relatavam que vários sequestradores dos ataques de 11 de Setembro estavam em cada avião. Um total de 19 sequestradores foram posteriormente identificados, cinco na maioria dos voos, quatro no voo 93 da United. Segundo informações, os sequestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as assistentes de bordo, pilotos, e/ou ao menos um passageiro. No voo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os sequestradores usavam punhais. Foi relatado o uso de algum tipo de spray químico nocivo, chamado gás de efeito moral para manter os passageiros longe da primeira classe nos voos 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Ameaças de bombas foram feitas em três aviões, mas não no 77 da American.
 
A quarta aeronave
 
Especula-se que o alvo dos sequestradores da quarta aeronave, o voo 93 da United Airlines, era o Capitólio ou a Casa Branca em Washington, DC. As gravações da caixa preta revelaram que os passageiros tentaram assumir o controle do avião dos sequestradores, e como abanar o avião não foi o suficiente para subjugar os passageiros, os sequestradores derrubaram o avião num descampado entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC). Some-se aos acontecimentos a possibilidade da quarta aeronave ter sido abatida em voo pela força aérea americana o que também explicaria o abanar da aeronave na tentativa inútil de desviar dos caças. Esta notícia divulgada no início, mas depois suprimida dos noticiários, seria a única explicação ao padrão de destroços da quarta aeronave distribuídos em inúmeras localidades. O próprio espalhamento dos destroços sugere que, antes do impacto com o solo, houve de facto uma desintegração da fuselagem da aeronave ainda em voo, possivelmente causada por uma explosão no ar, resultado da acção de abate provocada por míssil ar-ar ou de forma indirecta, devido ao desgaste estrutural prematuro causado pela alternância da acção centrípeta que era submetida a aeronave em fuga. Teoriza-se que a difícil decisão para abater uma aeronave civil, com vidas humanas a bordo, teria partido do presidente Bush, que se viu na difícil posição de ordenar o ataque e abater a aeronave sobre uma aérea desabitada ou esperar que mais uma possível incursão kamikaze contra outra instituição governamental fosse concluída e mais vidas perdidas, além das que já estavam a bordo.
 
11 de Setembro
 
Normalmente as pessoas referem-se aos ataques como o 11 de Setembro. Era uma terça-feira, e os voos domésticos nos Estados Unidos carregam poucos passageiros no meio da semana, portanto tornando um voo mais fácil de ser sequestrado.
 
Responsabilidade
 
Em 29 de Outubro de 2004, Osama bin Laden assumiu explicitamente a responsabilidade pelos ataques. Ele afirmou que "nós decidimos destruir as torres na América ... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa ideia, mas nossa paciência esgotou-se diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelitas contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a ideia surgiu na minha mente."
 
O grupo militante Islâmico al-Qaeda elogiou os ataques e os líderes do grupo haviam previamente dado a entender que tinham participação nos ataques. De facto, pouco depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos declarou-os, juntamente com o líder deles, Osama bin Laden, como principais suspeitos. Em 2004, a comissão do governo norte-americano que investigou os ataques oficialmente concluiu que os ataques foram concebidos e implementados por pessoal da al-Qaeda. A comissão que investigou os ataques relatou que, embora tenha havido contactos com o Iraque durante a presidência de Saddam Hussein, não foram encontradas "relações colaborativas" entre o Iraque e a al-Qaeda quanto ao ataque de 11 de Setembro em especial. Entretanto entidades ligadas à Casa Branca afirmam que a al-Qaeda tinha ligações com grupos Iraquianos desde o início da década de 1990. Porém a veracidade dessas afirmações é profundamente questionada pela sociedade civil mundial.
 
 
Consequências do 11 de Setembro
 
Medidas militares e de segurança
 
Os ataques levaram ao que o Presidente George W. Bush chamou de "Guerra contra o Terror" ou "Guerra contra o Terrorismo". O governo dos Estados Unidos intensificou as operações militares, pressões políticas e medidas económicas contra grupos que ele considera serem terroristas, assim como governos e países acusados de os acolher. Em Outubro de 2001 aconteceu a primeira operação militar iniciada pelos Estados Unidos segundo essa política, quando os Estados Unidos derrubaram o governo Taliban no Afeganistão, após estes se negarem a extraditar Osama bin Laden para os Estados Unidos. Os ataques de 11 de Setembro também levaram ao aumento da segurança interna dos Estados Unidos e à criação de uma nova agência federal em nível de gabinete, o Departamento de Segurança Interna.
 
De imediato, os ataques de 11 de Setembro colocaram os Estados Unidos e outros países num alto grau de alerta contra ataques subsequentes em potencial. O tráfego aéreo sobre os Estados Unidos foi — pela primeira vez na história — quase totalmente suspenso por três dias, com vários eventos e locais a serem afectados por encerramentos, cancelamentos, adiamentos e evacuações. Outros países impuseram restrições de segurança similares; na Inglaterra, por exemplo, a aviação civil foi proibida de voar sobre Londres por vários dias depois dos ataques.
 
Reacção internacional
 
Os ataques também tiveram importantes efeitos na política mundial. Muitos países introduziram legislações duras anti-terrorismo - nos Estados Unidos foi o USA PATRIOT Act - e também levaram adiante acções para cortarem as finanças de terroristas (inclusive através do congelamento de contas bancárias suspeitas de serem usadas pelos eles). As agências da lei e de inteligência estabeleceram cooperação para prenderem suspeitos de terrorismo e destruírem células supostamente terroristas ao redor do mundo. Esse foi um processo altamente controverso, já que restrições anteriores impostas pelas autoridades governamentais foram levantadas e certos direitos civis foram derrubados. Isso foi levantado em Setembro de 2004, quando Yusuf Islam, um activista muçulmano britânico conhecido pelo seu trabalho pela paz e pela caridade, anteriormente conhecido como Cat Stevens, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Isso levou o secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw a reclamar com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, que ordenou uma revisão na restrição colocada contra pessoas para entrarem nos EUA.
 
Os ataques levaram, por todo o mundo, a várias cerimónias em memória das vítimas. Em Berlim, 200 mil Alemães marcharam para mostrar a sua solidariedade às vítimas. O jornal francês Le Monde, tipicamente crítico contra os Estados Unidos, colocou em manchete de primeira página "Nous Sommes Tous Américains", ou "Somos todos americanos". Em Londres, o hino dos Estados Unidos foi tocado durante a troca de guarda no palácio de Buckingham. De imediato, o apoio ao direito dos americanos de se defenderem foi expressado por todo o mundo, como expresso na Resolução 1368 do Conselho de Segurança da ONU.
 
As reacções aos ataques no mundo Islâmico foram confusas. A grande maioria dos líderes religiosos e políticos islâmicos condenaram o ataque - a única excepção significativa foi Saddam Hussein, então presidente do Iraque. Logo após ao ataque foram relatadas celebrações em alguns países por pessoas opositoras às políticas americanas no Médio Oriente.
 
Reacção da população norte-americana
 
Os ataques também tiveram efeitos imediatos e avassaladores na população dos Estados Unidos. A gratidão diante dos trabalhadores uniformizados de segurança pública (especialmente no caso dos bombeiros) foi amplamente expressada na luz tanto do drama dos riscos envolvidos no momento quanto no alto saldo de mortes entre eles. O número de mortos entre os serviços de emergência foi sem precedentes. O papel feito por Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova Iorque, garantiu-lhe enorme prestígio nacional. Ele foi eleito Pessoa do Ano de 2001 pela Revista Time, e mantém um prestígio maior nos Estados Unidos do que o do presidente George W. Bush.
 
Consequências económicas
 
Os ataques tiveram impactos significativos nos mercados dos Estados Unidos e mundiais. A Bolsa de Valores de Nova Iorque, o American Stock Exchange e a NASDAQ não abriram em 11 de Setembro e permaneceram fechadas até ao dia 17. As instalações e centros de processamento de dados remotos da Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”) mais as empresas participantes, consumidores e mercados, foram incapazes de se comunicarem devido aos danos ocorridos na instalação da central telefónica próxima ao World Trade Center. Quando os mercados de acções reabriram em 17 de Setembro de 2001, após o maior período em que estiveram fechadas desde a Grande Depressão em 1929, o índice do mercado de acções Dow Jones Industrial Average (“DJIA”) caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8920 pontos, a sua maior queda num único dia. No fim da semana, o DJIA tinha caído 1369,7 pontos (14,3%), a sua maior queda numa semana na história. O mercado de acções americano perdeu 1,2 trilião de dólares em valores numa semana.
 
Salvamento e resgate
 
Apesar da remoção dos escombros do que sobrou dos ataques levarem meses para serem concluídos, com respeito ao cidadão comum, os esforços de salvamento e resgate as vitimas praticamente foram nulos. Levou dias e até semanas simplesmente para apagarem o fogo que queimavam nos escombros do Pentágono e WTC e a limpeza só foi completada parcialmente em Maio de 2002. Apesar de muitos fundos de ajuda terem sido organizados imediatamente para auxiliarem as vítimas dos ataques, o objectivo de fornecer ajuda financeira aos sobreviventes e às famílias das vítimas ainda ocorrem, mostrando uma "desligação" das autoridades.
 
Apenas um pequeno número de sobreviventes e surpreendentemente poucos restos mortais intactos de vítimas foram encontradas nos escombros do WTC.
 
As forças libertadas na desintegração das torres foi tão grande que muitos dos que ficaram presos nos prédios foram simplesmente pulverizados no colapso. Algumas vítimas foram identificadas por coisas mínimas como restos de músculos ou dentes misturados com os escombros. Muitos corpos jamais foram encontrados, presumivelmente por que o calor das chamas os teria incinerado. Em 18 de Janeiro de 2002, o último sobrevivente hospitalizado do ataque ao World Trade Center recebeu alta do hospital.
 
Os mais de 1,5 milhões de toneladas de entulho produzidos pela queda do WTC mostraram serem problemas incríveis de limpeza. Um prédio totalmente ocupado nunca fora derrubado antes, e as consequências sócio-ambientais e para a saúde de tal evento eram desconhecidas. Por volta de 100 toneladas de amianto usados na construção do WTC ainda não foram totalmente removidos. Os ataques libertaram densas nuvens de poeira contendo cimento pulverizado, fibra de vidro, amianto e outros poluidores. Em 2004, por volta da metade dos mais de 1000 trabalhadores e voluntários de resgate envolvidos, relataram problemas respiratórios persistentes e mais da metade relatavam problemas psicológicos. Por causa do grande período de latência entre exposição ao amianto e o desenvolvimento de doenças relacionadas, os residentes de Manhattan, especialmente os trabalhadores do resgate, podem ter problemas futuros de saúde.
 
Seis meses depois do ataque 1,5 milhões de toneladas de entulho foi removido do local do WTC e o trabalho continuou abaixo do solo, apesar das preocupações de que as fundações pudessem vir abaixo. Cerimónias marcando o encerramento da remoção do entulho foram realizadas no final de Maio de 2002.
 
Por que caiu o WTC ?
 
Existe muita especulação sobre as causas do efeito implosório observado nos desabamentos das Torres Gémeas do WTC. Embora sem precedentes na história, a razão de tal queda tão sincronizada acontecer, ainda é um mistério para a ciência que vem sendo debatida por arquitectos, engenheiros de estruturas e agências governamentais, todos voltados à segurança do meio ambiente e interessadas nas respostas ao seguinte questionamento: " Até que ponto os cálculos matemáticos e as técnicas de implosão programada atenderiam ao desmantelamento das grandes estruturas?"
 
Sobre as colisões, deve-se considerar que a força dos impactos com as torres foram relativamente nulas, tendo em vista o efeito trespassador observado quando as velocidades relativas são muito grandes.
 
Contudo, a queima de 91m³ (24.000 galões) de combustível líquido de aviação "praticamente injectados dentro das torres", somado ao design do WTC e as zonas de baixa pressão localizadas nas aberturas “as janelas panorâmicas dos andares superiores por onde os destroços da aeronave abriram fendas”, deram inicio ao efeito-chaminé acelerado. Tal efeito acontece quando a convecção de gases numa chaminé é apressado pelo calor das chamas no seu interior. O alto poder calórico conseguido nesses ciclos promove uma reacção semelhante ao jacto de um maçarico. Essa pois, a causa da falência localizada na estrutura do WTC e que deu início ao aspecto de uma implosão programada.
 
Esta é contudo a versão oficial. O grande problema que se coloca é conseguir provar o que acima está descrito, dado que tal facto é fisicamente impossível.
 
Especulações e teorias da conspiração
 
A partir das fatídicas colisões contra as estruturas que formam a alma dos americanos, tem havido muita especulação sobre o seu planeamento na derrubada desses ícones, em especial relacionadas com a possibilidade de haver mais sequestradores que iriam executar o ataque surpresa. Atrás dessa procura desesperada por informações, formou-se uma comissão para organizar as inúmeras hipóteses, no entanto até agora a comissão do 11 de Setembro não conseguiu explicar de forma racional e coerente os inúmeros fenómenos que rondam esses eventos e mesmo sabendo que existe muita informação disponível da Internet, apoiada por milhares de peritos, que põe em litígio as versões oficiais do 11 de Setembro, apresentando para isso as mais variadas provas cientificas, até agora nada de novo foi acrescentado, demonstrando que os políticos norte-americanos não estão interessados em fazer justiça ou evitar outros ataques mas sim explorar os eventos para alimentar a sua ambição política.
 
O vigésimo sequestrador
 
Apesar de tudo não passar de suposição, Binalshibh 'O vigésimo sequestrador', aparentemente iria participar dos ataques, mas frequentemente foi-lhe negada entrada nos Estados Unidos, recusa essa que deve tê-lo deixado muito deprimido. Mohamed al-Kahtani era outro terrorista em potencial, que também lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional de Orlando, em Agosto de 2001, sendo que posteriormente foi capturado e aprisionado encontrando-se hoje na Baía de Guantânamo. Zacarias Moussaoui era considerado um substituto para Ziad Jarrah, que em certo momento ameaçou abandonar o esquema por causa das tensões entre os envolvidos. Os planos para incluir Moussaoui nunca se completaram, pois a hierarquia da al-Qaeda tinha dúvidas sobre a sua lealdade. No fim, Moussaoui não foi inserido no sequestro.
 
Os outros membros da al-Qeada que tentaram sem sucesso participar dos ataques foram Saeed al-Ghamdi (não confundir com o sequestrador bem sucedido de mesmo nome), Mushabib al-Hamlan , Zakariyah Essabar , Ali Abdul Aziz Ali , e Tawfiq bin Attash. Khalid Sheikh Mohammed, o articulador intelectual do ataque, queria eliminar mais um membro da operação -- Khalid al-Mihdhar -- mas foi impedido por Osama bin Laden.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006

O Giroscópio

 
O Giroscópio
 
 

Giroscópio é um dispositivo usado para orientação de navios, aviões e espaçonaves (naves espaciais), inventado por Léon Foucault (físico e astrónomo francês) em 1852. O giroscópio consiste num rotor suspenso por um suporte formado por dois círculos articulados, com juntas tipo "cardan". O seu funcionamento baseia-se no princípio da inércia (1). O eixo em rotação guarda a direcção fixa em relação ao espaço. O giroscópio veio substituir a bússola na navegação marítima. Na aviação, serve de girocompasso e piloto automático, permitindo o voo em condições de visibilidade zero. Nos voos espaciais o dispositivo é fundamental para a orientação das espaçonaves.
 
O giroscópio consiste essencialmente numa roda livre, ou várias rodas, para girar em qualquer direcção e com uma propriedade: opõe-se a qualquer tentativa de mudar a sua direcção original. Exemplo disso é virar a roda de uma bicicleta no ar e tentar mudar a sua rota bruscamente: você sentirá uma enorme reacção.
 
Existem giroscópios completos, quer dizer, eles actuam em todas as direcções e giroscópios simples, actuam apenas num sentido.
 
Ele é usado como auxiliar em navegação de helicópteros rádio-controlados, corrigindo automaticamente o curso.
 
(1) - A inércia é uma propriedade física da matéria. Considere um corpo não submetido à acção de nenhuma força ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento e a sua velocidade se mantém constante. Tal princípio, formulado pela primeira vez por Galileu e, posteriormente, confirmado por Newton, é conhecido como primeiro princípio da Dinâmica (1ª lei de Newton) ou "princípio da Inércia".
 
Podemos interpretar o seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são "preguiçosos" e não desejam modificar o seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa "preguiça" é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa (grosso modo, o mesmo que quantidade de matéria).
 
O princípio da inércia pode ser observado no movimento de um comboio. Quando o comboio "arranca" a partir do repouso, os passageiros tendem a deslocar-se para trás, resistindo ao movimento. Da mesma forma, quando o comboio entra em travagem, os passageiros deslocam-se para a frente, tendendo a continuar com a velocidade que possuíam.
 
O conceito de inércia teve um importante precursor na Idade Média, com a "teoria do ímpeto" do filósofo Jean Buridan.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

O Helicóptero

 
Bell Helicopters - Bell 407
 
 
 

Helicóptero - do grego helix (espiral) e ptero (asa) - é uma aeronave de asas rotativas mais pesada que o ar propulsionada por um ou mais rotores (1) horizontais maiores (propulsores) que quando girada pelo motor cria a sustentação necessária para o voo. São classificados como aeronave de asa-rotativa para os distinguir das aeronaves de asa-fixa convencional (avião).
 
 
História
 
A primeira ideia um pouco prática de um helicóptero foi concebida primeiro por Leonardo da Vinci no século XV, mas esquecida até a invenção do avião no século XX. Desenvolvedores como Louis Breguet, Paul Cornu, Juan la de de Cierva, Emile Berliner, e Igor Sikorsky abriram caminho para este tipo de aeronave. O primeiro voo de um helicóptero completamente controlável foi demonstrado por Hanna Reitsch em 1936 em Berlim, Alemanha.
 
 
Finalidades
 
Os helicópteros têm serventias militares e civis, como passagem de tropa, apoio de infantaria, combate ao fogo, operações entre navios, deslocamentos de empresários, evacuação de vítima, polícia e vigilância de civis, transportes de bens (alguns helicópteros podem levar cargas que podem ser atiradas por pára-quedas) etc.
 
 
Vantagens e desvantagens
 
Comparando com os aviões, os helicópteros são muito mais complexos, mais caros na compra e operam, relativamente, com reduzida velocidade, com pouca autonomia e com pouca capacidade de carga. A vantagem obtém-se na habilidade de manobra: os helicópteros podem pairar, inverter trajectória, e acima de tudo com voo vertical à terra. Dependendo do reabastecimento e quantidade de carga, um helicóptero pode viajar para qualquer localização, e aterrar em qualquer lugar desde que haja espaço no local de aterragem.
 
 
(1) - Rotor é o componente de um helicóptero destinado a prover a sustentação necessária ao voo. Pode ser descrito como um tipo especial de hélice mas incorpora articulações nas pás que permitem os movimentos de passo, abano e avanço.
 
O movimento de passo é o que permite a mudança do ângulo de ataque das pás e faz variar a sustentação.
 
O movimento de abano é o que permite ao rotor acomodar-se a eventuais esforços devidos à precessão giroscópica durante o voo translacional. Juan de La Cierva foi o primeiro a utilizar esse artifício na construção dos autogiros.
 
O movimento de avanço e recuo das pás permite a sua acomodação aos esforços devidos ao arrasto aerodinâmico das pás durante o voo translacional.
 
A combinação destes movimentos permite ao helicóptero deslocar-se longitudinalmente sem que a precessão giroscópica o faça emborcar, como acontecia com os primeiros aparelhos.
 
Num helicóptero convencional o rotor principal provê a sustentação, enquanto que o rotor de cauda provê o controle anti-torção e evita que a fuselagem gire no sentido oposto ao do rotor principal.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Temas:
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Terça-feira, 9 de Maio de 2006

Controle de Tráfego Aéreo

 
Torre de controle de tráfego aéreo
 
Torre de controle de tráfego aéreo

    

Controle de Tráfego Aéreo  (Air Traffic Control, ou ATC, em inglês)  é um serviço prestado por controladores, em terra, que guiam aeronaves (geralmente, aviões) no ar e no solo, para garantir um fluxo de tráfego seguro, ordenado e expedito. Os Controladores de tráfego aéreo fornecem indicações e autorizações de voo, de acordo com as características operacionais das aeronaves e as condições de tráfego em determinado momento. Estas autorizações podem incidir sobre a rota, altitude e/ou velocidade propostas pelo operador da aeronave, para determinado voo, devendo os pilotos cumprir as instruções/autorizações recebidas. No seu trabalho, os Controladores de tráfego aéreo, utilizam regras e padrões definidos e aprovados pelas entidades aeronáuticas, nacionais e internacionais, que regulamentam a circulação do tráfego aéreo. Nos aeródromos, os controladores de tráfego aéreo são ainda responsáveis pela circulação de pessoas e veículos na área de manobra, como as pistas e os caminhos de circulação.
 
O controle de tráfego aéreo é prestado por unidades de controle, designadas torre de controle de aeródromo que controla o tráfego a pousar e a descolar dos aeródromos, e ainda em centros de controle de rota, que prestam serviço às aeronaves em sobrevoo ou na fase de cruzeiro que se segue a uma descolagem ou que precede uma aproximação e pouso.
 
Centros de controle de rota ou Centro de controle de área (ACC) é um órgão pertencente ao sistema de controle de tráfego aéreo e sua função primordial é a prestação de serviços de supervisão de tráfego aéreo a todas as aeronaves sob sua área de jurisdição (Regiões de informação de voo ou rotas ATS, mais conhecidas como corredores aéreos superiores ou inferiores) que estejam na fase de voo de cruzeiro. Actua em espaços aéreos controlados de áreas maiores do que os do controle de aproximação e a torre de controle, responsável ainda pelo espaço aéreo transoceânico. Os Centros de controle de área prestam o serviço de vigilância por radar ou de informação de voo bem como são os responsáveis por emitir mensagens e coordenar o alerta de busca e salvamento em casos de perda de contacto por rádio e radar com a aeronave além do tempo previsto pelo regulamento.
 
Existem centros de controle de área aparelhados com radar de rota e outros que não possuem tal equipamento sendo então o serviço prestado via fonia (rádio), é o caso da cobertura sobre grandes áreas de oceanos ou regiões remotas.
 
O Controle de aproximação (também conhecido como APP) de um aeródromo exerce o controle do espaço aéreo em um raio de 35 milhas (ou 50 Km) a partir do seu respectivo aeródromo. Quando uma aeronave se aproxima de um determinado aeródromo, o APP transfere o seu controle para a torre de controle quando a aeronave está já a poucos minutos de seu pouso.
 
A torre de controle é uma parte do aeródromo responsável pelo controle de tráfego aéreo nas proximidades deste aeródromo. Costuma ser a estrutura mais alta de um aeroporto sendo que a sua altura pode variar entre alguns poucos metros a várias dezenas de metros. Ela possui esta altura de acordo com a sua necessidade de visão das áreas cujo controle aéreo ela efectua, seja em terra ou no ar. A torre de controle pode ou não possuir radar para a visualização do tráfego aéreo nas suas proximidades. O radar facilita o trabalho dos controladores de tráfego aéreo e aumenta a segurança e confiabilidade das operações realizadas pela torre. A comunicação entre a torre de controle e os pilotos das aeronaves é efectuada através de rádios comunicadores, os quais ficam sintonizados nas frequências aeronáuticas que estão compreendidas entre 118,00 MHz e 136,00 MHz. Nem todos os aeródromos possuem torre de controle. Dependendo da localidade onde exista a torre de controle, o seu funcionamento pode ser contínuo ou em horários específicos.
 
A torre de controle faz parte de um elo de órgãos de controle de tráfego aéreo o qual é ainda formado pelo controle de aproximação e pelo centro de controle de área, os quais controlam espaços aéreos de maior área do que o da torre de controle.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 10:44
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Sábado, 6 de Agosto de 2005

A Bomba de Hiroshima

BombaAtomicaNagasaki_06_08_1945.jpg

O cogumelo atómico de Hiroshima
A nuvem, em forma de cogumelo, deixada pela Bomba Atómica que explodiu em Nagasaki, Japão, em 6 de Agosto de 1945,
atingiu 18 quilómetros de altura.
 
 
Hiroshima ... é a sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desagua no mar Interior.

A bomba de Hiroshima ocasionou a morte de milhares de pessoas e devastou completamente 9 km2. Devido aos efeitos nocivos das radiações, os habitantes de Hiroshima e Nagasaki foram vítimas de vários problemas de saúde. Houve inúmeros casos de crianças que nasceram defeituosas em consequência de alterações genéticas e muitos casos de leucemia, só para citar alguns exemplos.

Todos os anos, o dia 6 de Agosto é lembrado com muita tristeza, fazendo votos para que nunca mais o mundo tenha de assistir a uma tragédia como a desse dia.

No dia 6 de Agosto de 1945, uma ordem é dada para lançar a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima. Dois minutos e dezassete segundos depois, a bomba explodia, matando e ferindo mais de cem mil pessoas.

Três dias depois, 9 de Agosto, outra bomba, chamada Fatman, é lançada sobre Nagasaki. Mata quarenta mil e fere outros quarenta mil japoneses. O Japão rende-se e termina a guerra. A arma atómica, com poder equivalente a vinte mil toneladas de TNT (Tri-Nitro-Tolueno), é mil vezes mais potente que qualquer das bombas conhecidas naquela época.
A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados.

Equipas médicas desdobram-se na tentativa de salvar os mais de trinta e cinco mil feridos. Mas, por semanas, meses e anos, os feridos continuam a morrer, vítimas das terríveis lesões provocadas pela explosão atómica. Mesmo seis meses depois da explosão, centenas de pessoas ainda exibiam queimaduras não cicatrizadas, provocadas pela exposição à radiação. Há milhões de homens e mulheres com problemas causados pela radiação, até então desconhecidos, mas directamente relacionados com o bombardeio, continuam a surgir, mesmo muitos anos mais tarde. Em 1950, um recenseamento nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Assim como as pessoas e as estruturas físicas das duas cidades sofreram consequências graves com a radiação das bombas atómicas, o meio ambiente também foi inteiramente destruído.

Os americanos consumiram seis anos e dois biliões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da Humanidade.
Cinco meses depois de Hiroshima e Nagasaki, um combóio especial transporta o tenente norte-americano Sussan através do território japonês, para registar em filme os efeitos da explosão. O filme permaneceu secreto durante 13 anos.
Quando afinal foi divulgado, os americanos ficaram chocados com o que viram e com as proporções da destruição que a bomba provocou. Admitiram, então, que não imaginavam que o resultado pudesse ser aquele. Mas era impossível voltar a trás...
                                    _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

"Uma  bomba atómica  é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reacção nuclear e tem um poder destrutivo imenso - uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira. Bombas atómicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atómicas, embora este Estado se negue a divulgar se as possui ou não.

Tipos de armas nucleares

As bombas atómicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de libertação da sua energia. Esta classificação, porém, esconde o facto de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogénio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a de fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.

Bombas de fissão nuclear

São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atómicos do urânio ou plutónio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por neutrões. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais neutrões, que bombardeiam outros neutrões, gerando uma reacção em cadeia. Estas são as historicamente chamadas "Bombas-A", apesar de este nome não ser preciso pelo facto de que a chamada fusão nuclear também é tão atómica quanto a fissão.

Bombas de fusão nuclear

Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogénio e hélio se combinam formando elementos mais pesados e libertam neste processo enormes quantidades de energia. As bombas que utilizam a fusão são também chamadas "Bombas-H", bombas de hidrogénio ou bombas termo-nucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reacção ocorra em cadeia.

Bombas "sujas"

Bomba suja é um termo hoje empregado para uma arma radioactiva, uma bomba não-nuclear que dispersa material radioactivo que fica armazenado no seu interior. Quando explode, a dispersão de material radioactivo causa contaminação nuclear, e doenças semelhantes às que ocorrem quando uma pessoa é contaminada pela radiação de uma bomba atómica. As bombas sujas podem deixar uma área inabitável por décadas.

Um exemplo prático do que pode acontecer no caso de um lançamento de uma bomba suja, foi o acidente radioactivo de Goiânia, Goiás, Brasil, onde foi desmontado um equipamento médico contendo 19,26 gr de Cloreto de Césio-137 (CsCl). Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)  "112.800 pessoas foram contaminadas externamente; destas 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa vindo a desenvolver sintomas; destas 49 foram internadas, sendo que 21, em estado grave, precisaram fazer tratamento intensivo; destas quatro não resistiram e acabaram por morrer."

Ainda, segundo o comunicado, "As 19,26 gramas de Césio-137 produziram treze mil e quatrocentos quilogramas de lixo atómico". Este material necessitou de ser acondicionado em 14 contentores fechados hermeticamente, dentro destes, estão 1.200 caixas, e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos.

Daí se vê o perigo de uma bomba suja, que pode conter toneladas de material radioactivo.

Bombas de neutrões

Uma última variante da bomba atómica é a chamada bomba de neutrões, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os neutrões gerados na reacção de fusão intencional não são absorvidos pelo interior da bomba, mas permite-se que escapem. As emanações de raios-X e de neutrões de alta energia são o seu principal mecanismo destrutivo. Os neutrões são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de protecção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles.

Efeitos

Os efeitos predominantes de uma bomba atómica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de libertar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona directamente com o processo de libertação de energia da reacção nuclear, porém estaria presente em qualquer explosão convencional de idêntica magnitude.

O dano produzido pelas três formas iniciais de energia libertada difere de acordo com o tamanho da arma.

Os Estados Unidos são a única nação que alguma vez usou armas nucleares, tanto em guerra como contra populações civis, tendo lançado, como se disse no início deste texto, duas bombas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Rosa de Hiroxima - Vinícius De Moraes
(Poesia Moderna – séc.XX)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rosas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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