Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Lua Azul

 
Lua Cheia

Lua Cheia

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O termo Lua Azul refere-se comummente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A frequência de acontecimento é de 1 vez a cada 2 ou 3 anos.


O que é?

O fenómeno é raro e não acontece todos os anos. A última vez ocorreu dia 31 de Maio de 2007. Se você acha que Lua Azul é a cor com que nosso satélite será visto no céu, enganou-se. Lua Azul não é nada além do nome dado à Lua cheia que acontece duas vezes no mesmo mês. O facto dá-se devido ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que num mesmo mês a sua fase se apresente cheia por duas vezes, sendo Fevereiro o único mês impossível de se ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos. Inclusive é possível um ano não ter Lua Cheia no mês de Fevereiro. Nesses anos, acontece uma Lua Cheia no final de Janeiro e a outra no início de Março, ou seja 2 Luas Azuis no mesmo ano, em Janeiro e Março. Isto ocorre em média a cada 35 anos.

Cada ano do calendário contém doze ciclos lunares cheios, mas sobram aproximadamente onze dias para poupar. Os dias extras acumulam, de modo que, a maioria de anos tem doze luas cheias, mas a cada dois ou três anos, um ano tem as treze luas cheias. Na média, isto acontece uma vez cada 2.72 anos.


Problema de Zona do Tempo

A Lua Cheia acontece simultaneamente para todos os países, más o horário nem a data são iguais. Por exemplo: uma noite do dia 31 de Agosto na Europa já é manhã do dia 1 de Setembro na Nova Zelândia. Então se acontecesse uma Lua Azul no dia 31 de Agosto para um país na Europa, não seria Lua Azul no dia primeiro na Nova Zelândia, que iria ocorrer no final do mês de Setembro.


História

De acordo com alguns historiadores, o nome Lua Azul foi criado no século XVI, por algumas pessoas que ao observar a Lua, a viam azulada. Outras, no entanto, diziam que era cinza. Muitas discussões ocorreram até se concluir que era impossível a Lua ser azul. Esse facto criou uma espécie de expressão linguística, e "Lua Azul" passou a ser sinónimo de algo impossível ou difícil. O termo ganhou força principalmente nos EUA e algumas frases como "só me caso com você se a lua estiver azul", popularizaram-se rapidamente.

Foi com esse significado de "nunca" ou "raro", que o termo foi usado para designar as duas luas cheias que ocorrem no mesmo mês, uma coisa rara, que não acontece sempre.

O primeiro registo sobre Lua Azul que se tem é de um panfleto escrito na língua inglesa que dizia assim: "If they say the moon is blue, we must believe that it is true". Algo como: "Se eles dizem que a lua é azul, nós devemos acreditar que isso é real".

A expressão "once in a blue moon" é usada para descrever algo que ocorre muito raramente.

Historicamente a Lua Azul era a terceira Lua Cheia que acontecia num quarto do ano que houvesse quatro Luas Cheias. Normalmente um quarto do ano tem 3 Luas Cheias. Sendo esses quartos de ano iniciados entre os dias 20 e 21 ou 21 e 22 de Março, devido aos anos bissextos coincidente com a data de equinócio, que dão origem as estações do ano.

Um erro de publicação em época mais recente (1946) fez-se entender que a Lua Azul seria a segunda Lua Cheia que acontecesse num mesmo mês. E mesmo depois de descoberto o erro, como é mais fácil de se entender essa definição do que a outra mais complicada, ficou mais difundida entre a população a segunda teoria.


Curiosidades

Existem alguns registos raros onde a coloração do nosso satélite foi realmente alterada. Um desses registos remonta aos anos de 1883, quando uma violenta erupção no vulcão Krakatoa, na Ilha de Java, Indonésia, lançou ao espaço milhões de toneladas de gases e poeira, fazendo com que a Lua, quando observada próxima do horizonte, fosse vista em tons azulados. De acordo com os relatos, isso durou aproximadamente dois anos e foi testemunhado em todo o planeta. Em 1951, um grande incêndio nas florestas canadenses produziu o mesmo efeito que o Krakatoa, mas só pôde ser observado na América do Norte.

Fonte: Wikipédia. 
 



Segundo o site do Observatório Astronómico de Lisboa
(ver aqui) a próxima Lua Azul será em Dezembro de 2009.
Acrescento ainda que vai acontecer no dia 2 e no dia 31.
  
  

 
 
E assim chegou o último dia do ano de 2007.
 
Os meus votos sinceros de
 
FELIZ 2008 !
 
 
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Chuva de estrelas

 
Representação de uma chuva de meteoros sobre a América do Norte em 1833

Representação de uma chuva de meteoros
sobre a América do Norte em 1833


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Chuva de meteoros é o nome que se atribui à queda de vários meteoros sobre a Terra num curto espaço de tempo, dando a impressão de que todos vêm do mesmo radiante. A maior chuva de meteoros ocorrida na história deu-se no dia 13 de Novembro de 1833, faz hoje 174 anos. Esta "queda de estrelas" pôde ser vista do Canadá até o México.
 
Meteoro designa o fenómeno luminoso observado quando da passagem de um meteoróide (fragmentos de material que vagueiam pelo espaço) pela atmosfera terrestre. Este fenómeno pode apresentar várias cores, que são dependentes da velocidade e da composição do meteoróide, um rasto, que pode ser designado por persistente, se tiver duração apreciável no tempo, e pode apresentar também registo de sons. Um meteoro é também por vezes designado de "estrela cadente".
 
A aparição dos meteoros pode-se dar sob duas formas: uma delas são as designadas "chuvas de meteoros" ou "chuva de estrelas cadentes" ou simplesmente "chuva de estrelas", em que os meteoros parecem provir do mesmo ponto do céu nocturno, denominado de radiante. Outra forma é a de "meteoros esporádicos".
 
Os meteoróides são corpos do sistema solar que foram desviados das suas rotas e que ficam, então, desgovernados. Os desvios das suas rotas são devidos a colisões ente eles (asteróides ou cometas) ou devido a forças exteriores (campos gravíticos de outros planetas).
 
Estes corpos, ao entrarem em rota de colisão com planetas, podem tomar duas designações:
 
Meteoro:  Se ao entrar na atmosfera desintegra-se deixando um rasto luminoso. Formam-se assim as chamadas estrelas cadentes.
 
Meteorito:  Caso não se desintegre na atmosfera embatendo contra a superfície do planeta.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 18 de Agosto de 2007

Satélite natural: FOBOS

 
Fobos (satélite do planeta Marte)

Fobos (satélite do planeta Marte)

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Fobos é uma das duas luas de Marte e tem um diâmetro equatorial de 26 km. É a maior e a mais próxima lua de Marte. Fobos foi descoberto, faz hoje 130 anos, por Asaph Hall em 18 de Agosto de 1877, justamente 6 dias após a descoberta do seu parceiro Deimos.
 
Fobos é, em todo o Sistema Solar, o satélite que orbita mais próximo do planeta-mãe: menos de seis mil quilómetros acima da superfície marciana. Encontra-se, por isso, abaixo da órbita síncrona para Marte. Por esse motivo, a sua órbita vai descendo a um ritmo de 1,8 m por século. Assim, dentro de 50 milhões de anos, pode ocorrer uma de duas coisas: ou Fobos se despenha sobre Marte ou, o que é mais provável, antes que isso aconteça as forças gravitacionais destruirão o satélite criando um anel à volta de Marte.
 
Os astrónomos supõem que o satélite era provavelmente um asteróide que foi capturado pela força de gravidade do planeta. A outra lua, Deimos, e também algumas luas de Neptuno, acredita-se também que eram asteróides que foram capturados.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 11 de Agosto de 2007

Duas "LUAS"... ???

 
Têm circulado mail's com a seguinte "notícia":
 
"Duas Luas no dia 27 de Agosto. Todo o Mundo está à espera. O Planeta Marte será o mais brilhante no início da noite. Parecerá tão grande quanto a Lua cheia (...)."
 
 
Esta notícia não é verdadeira!...
Do amigo C.Martins, entendido em astronomia, ao qual agradeço, recebi o seguinte esclarecimento:
 
 
"Como tenho sido bombardeado com as duas Luas, quer por mail's quer por telefone, lembrei-me se não seria interessante falar nisto no seu blog....
 
Marte fica mais próximo da Terra quando a posição dos dois planetas de frente um para o outro (em oposição) do mesmo lado do Sol, é óbvio, coincide com a aproximação das respectivas órbitas.
Ora, nem isso acontece em Agosto. As órbitas estiveram mais próximas há cerca de um mês e a oposição só se dará lá para Outubro / Novembro quando as órbitas já estarão mais afastadas.
Mesmo em 2003 (quando o meu amigo andou de "nariz no ar" à procura de Marte), nessa altura sim, estiveram excepcionalmente próximos. Ainda se lembrará que o seu tamanho aparente nada tinha a ver com o da Lua.
 
Vejamos então os tamanhos com uma experiência fácil:
 
Com uma máquina fotográfica munida de uma tele-objectiva, digamos de 500mm, tiremos uma foto à Lua, outra a Vénus, a Júpiter e a MARTE. Os diâmetros angulares aparentes, são, em finais de Agosto:
 
Lua: meio grau;

Vénus: 59" (quase um minuto);
Júpiter: 35" (pouco mais de meio minuto); 
Marte: 8"!!!!

 
Daqui se pode concluir que depois da Lua a pinta mais brilhante será Vénus, a seguir Júpiter e só depois Marte, uma pintinha.
 
Então na nossa foto teríamos:
 
Lua com 5 mm (meio centímetro);
Vénus com 0.16 mm;
Júpiter com 0.10 mm
MARTE com 0.02 mm.
 
Enfim, não consigo perceber como estas notícias aparecem, pois para a maioria das pessoas o mais provável é acabarem por dar cabo do pescoço e não chegarem a encontrar Marte (se não souberem onde ele está, por informação paralela e mesmo assim teriam de "conhecer" suficientemente o céu)."

 

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Sábado, 16 de Junho de 2007

O perímetro da Terra

 
Cálculo do Perímetro da Terra

Cálculo do perímetro da Terra



 

A descoberta da esfericidade da Terra
 
 
Eratóstenes (276 aC. - 194 aC., matemático, geógrafo e astrónomo grego) comprovou, pela trigonometria, que a Terra era esférica, e mediu, engenhosamente e com relativa precisão o perímetro da sua circunferência.
 
Num dos rolos de papiro da Biblioteca de Alexandria, encontrou a informação de que na cidade de Siena (hoje Assuão ou Assuã, cidade do sul do Egipto, distante 950 quilómetros do Cairo), ao meio-dia do solstício de verão (o dia mais longo do ano, 21 de Junho, no Hemisfério Norte), o Sol se situava a prumo, pois iluminava as águas profundas de um poço. Entretanto, o geómetra observou que, no mesmo horário e dia, as colunas verticais da cidade de Alexandria projectavam uma sombra perfeitamente mensurável. Conforme concluiu, este facto só poderia ser possível se a Terra fosse esférica.
 
Aguardou o dia 21 de Junho do ano seguinte e determinou que se instalasse uma grande estaca em Alexandria. Ao meio-dia, enquanto o Sol iluminava as profundezas do poço em Siena (fazia ângulo de 90º com a superfície da Terra), Eratóstenes mediu, em Alexandria, o ângulo de inclinação dos raios solares, 7º12', ou seja, aproximadamente 1/50 dos 360º de uma circunferência. Portanto, o comprimento do meridiano terrestre deveria ser 50 vezes a distância entre Alexandria e Siena.
 
Alexandria e Siena situavam-se a uma distância desconhecida. Para medi-la, Eratóstenes determinou que uma equipe de instrutores com seus camelos e escravos a pé seguissem em linha recta, percorrendo desertos, aclives, declives e tendo que, inclusive, atravessar o rio Nilo. A distância medida foi de 5.000 estádios [1] ou cerca de 925 km. Assim, multiplicando 925 km por 50, conjecturou que o perímetro da Terra seria de 46.250 km, razoavelmente próximo do valor correcto (40.076 km).
 
... Isto há dois mil e duzentos anos...
 
[1] - Estádio  provém do grego stádion, através do latim stadiumStádion, em grego, era inicialmente uma medida itinerária equivalente a 125 passos, ou 1/8 de milha, ou ainda 600 pés gregos ou 625 pés romanos, correspondendo a cerca de 180 metros. Alguns léxicos dão a medida de 41,25 m, que é incorrecta.

 

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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Equinócio - Primavera


Chegou hoje a Primavera !

Dia 21 de Março de 2007 - chegou a Primavera !

 
Esquema dos Equinócios




Em astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, na sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a elíptica cruza o equador celeste.
 
A palavra equinócio vem do Latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em Março e Setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite têm duração igual. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte, e o pôr do Sol o instante em que o corpo solar se encontra metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição o dia durante os equinócios tem 12 horas de duração.
 
No hemisfério Norte o equinócio de Março é o Equinócio de Primavera (chamado de Verão ou Vernal), e o de Setembro é o Equinócio de Outono. O inverso ocorre no hemisfério Sul.
 
O Equinócio de Primavera (hemisfério Norte) ocorre nos dias 20 ou 21 de Março (nas culturas nórdicas esta data era festejada com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa), e o de Outono em 22 ou 23 de Setembro. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia. Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os equinócios não dividem o ano num número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).
 
A distância entre a Terra e o Sol no periélio é de aproximadamente 147,1 milhões de quilómetros e no afélio é de aproximadamente 152,1 milhões.
Fonte: Wikipédia. 
 

Eventos cíclicos deste dia:
 
Dia Mundial da Poesia
Dia Mundial para a Eliminação da Discriminação Racial
Dia Mundial da Floresta
Dia Mundial da Árvore
Dia Mundial do Sono

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Terça-feira, 6 de Março de 2007

Meteorito

 
Meteoritos


  
 
Meteorito

Meteorito

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Um meteorito é a denominação dada quando um meteoróide, formado por fragmentos de asteróides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilómetros de diâmetro alcançam a superfície da Terra, pode ser um aerólito(rochoso) ou siderito (metálico). Tais eventos acontecem aproximadamente 150 vezes por ano sobre toda a superfície terrestre.

Meteoróides  são fragmentos de material que vagueiam pelo espaço e que "possuem dimensões significativamente mais pequenas que um asteróide e significativamente maiores que um átomo ou molécula". Podem ter origem na ejecção a partir de cometas que se encontram em aproximação ao sol, ou na colisão entre dois asteróides, ou mesmo ser um fragmento de sobra da criação do sistema solar. Ao entrar em contacto com a atmosfera de um planeta, um meteoróide dá origem a um meteoro (o fenómeno luminoso observado quando da passagem de um meteoróide pela atmosfera terrestre). Os meteoróides derivam de corpos como os asteróides e os cometas.
 
 
Composição de um meteorito 
 
Ao contrário dos meteoros (popularmente chamados de estrelas cadentes), os meteoritos que atingem a superfície da Terra não são consumidos completamente pelo fogo decorrente do atrito da atmosfera. Os mais comuns não contêm misturas de elementos, sendo compostos por condritos, podendo também conter partículas de ferro. Os condritos carbonosos podem conter moléculas complexas de hidrocarbonetos. Os meteoróides são corpos no espaço que ainda não atingiram a atmosfera terrestre.
 
Os meteoritos metálicos são constituídos por ferro (aproximadamente 85%) e níquel (aproximadamente 14%), podendo conter outros elementos em menor proporção. São também designados de sideritos.
 
 
Meteoritos Encontrados
 
O maior conhecido é o Hoba West, foi encontrado próximo de Grootfontein, Namíbia, tem 2,7 m de comprimento por 2,4 m de largura e peso estimado de 59 toneladas.
 
O maior em exibição num museu é o Cabo York que pesa aproximadamente 30 toneladas, foi encontrado perto de Cabo York, Gronelândia, em 1897 pela expedição do Comte. Robert Peary e está no Museu Americano de História Natural, Nova Iorque, Estados Unidos.
 
No Brasil o maior meteorito encontrado é o chamado Pedra de Bedengó, que caiu no sertão da Bahia em 1784 e está exposto no Museu Nacional, no Rio de Janeiro desde 1888.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Eclipse lunar

 
Esquema de eclipse da Lua

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Eclipse total da Lua em 03-Março-2007

Eclipse total da Lua em 03-Março-2007

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O eclipse total da Lua, fenómeno que decorreu desde as 21:30 deste sábado, 3 de Março, e terminou às 01:20 de domingo, foi observado em algumas zonas do país, pois a existência de  nebulosidade  prejudicou  a observação em várias localidades, especialmente no Norte.
 
Próximo Eclipse total da Lua na Europa, África, Américas e Pacífico:
21 de Fevereiro de 2008.
 
 
 
Um eclipse é um fenómeno que ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham. Se esse fenómeno ocorre durante a fase da Lua cheia, quando a Lua passa pela sombra da Terra, ele é denominado eclipse da Lua, ou eclipse lunar. O tipo e a duração do eclipse lunar depende da localização da Lua em relação à sua órbita.
 
 
Tipos de eclipses lunares
 
Um eclipse de penumbra ocorre quando a Lua apenas passa através da penumbra da Terra, a porção externa da sombra terrestre. A penumbra não provoca um escurecimento perceptível da superfície da Lua.
 
Um eclipse lunar total ocorre quando a Lua atravessa completamente o interior da sombra da Terra, a parte interna da sombra. A velocidade da Lua através da sombra é cerca de um quilómetro por segundo, e um eclipse total pode durar até 102 minutos (1h e 42min). O período decorrido a partir do momento em que a Lua tem o primeiro contacto com a sombra da Terra até o momento em que a abandona totalmente, por outro lado, pode durar várias horas. Se apenas parte da Lua entra na sombra, o eclipse é chamado de eclipse parcial.
 
Num eclipse lunar total a Lua não fica completamente invisível ao ser escurecida pela sombra terrestre devido à refracção da luz solar produzida pela luz da atmosfera do planeta. A intensidade da luz refractada depende da quantidade de nuvens ou poeira existentes na atmosfera, bloqueando a passagem da luz. Isso causa na Lua uma coloração com tons avermelhados, cuja intensidade varia de um eclipse para outro. A escala seguinte foi criada por Andrè Danjon com o intuito de medir o nível de obscurecimento de um eclipse lunar.
0. Eclipse muito escuro; Lua quase invisível, especialmente em meia tonalidade
1. Eclipse escuro; cinza ou com coloração marrom; detalhes distinguíveis apenas com dificuldade
2. Eclipse vermelho intenso ou com coloração ferrugem, com a parte central da zona obscura  muito escura e com a borda externa da zona obscura  relativamente brilhante
3. Eclipse vermelho-tijolo, geralmente com uma borda da zona obscura  brilhante ou amarela
4. Eclipse vermelho-cobre muito brilhante ou laranja, com uma borda obscura azulada e muito brilhante
 
Devido à inclinação de cerca de 5° da órbita da Lua em relação à órbita da Terra ao redor do Sol, os eclipses lunares não ocorrem em todas as luas cheias. Para um eclipse ocorrer, a Lua deve estar perto de seu nodo orbital - a intersecção dos planos orbitais. Passar pela sombra ou muito próximo do nodo resulta num eclipse total ou parcial.
 
Todo os anos acontecem pelo menos dois eclipses lunares. Se você conhece a data de um eclipse, pode prever a data da ocorrência de outros eclipses usando os ciclos de eclipses. Diferente dos eclipses solares, que só podem ser observados de uma área relativamente pequena na superfície terrestre, um eclipse lunar pode ser visto de qualquer lugar onde seja noite no momento em que ele acontece. Se você estivesse no lado da Lua voltado para a Terra durante um eclipse lunar, você veria um eclipse solar, com a Terra passando em frente ao Sol.
 
O eclipse lunar total mais longo entre 1000 a.C. e 300 d.C. ocorreu em 31 de Maio de 318. A sua fase total teve uma duração de 1h47m14s.
 
 
História
 
Os astrónomos da Grécia Antiga notaram que durante o eclipse lunar, a borda da sombra era sempre circular. Eles então concluíram que a Terra poderia ser esférica.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006

Equador (Geografia)

 
A Linha do Equador atravessa o Ihéu das Rolas em São Tomé e Príncipe
 
A Linha do Equador atravessa o Ihéu das Rolas em São Tomé e Príncipe
 
 
 

Equador é a linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação. Devido à oscilação do eixo de rotação, a posição do equador não é rigorosamente constante, razão pela qual é adoptada, para efeitos geodésicos, uma posição média. O equador divide a superfície da Terra em dois hemisférios: o Hemisfério Norte, ou Setentrional, que contém o Pólo Norte; e o Hemisfério Sul, ou Meridional, que contém o Pólo Sul. O raio do equador é cerca de 6 378 km, a que corresponde um perímetro de 40 075 km.
  • Equador geodésico é o círculo máximo, definido num modelo esférico ou elipsoidal a Terra, que é perpendicular ao eixo. O plano do equador geodésico é a referência para a medição das latitudes, de 0º a 90º, para Norte e para Sul.
  • Equador astronómico (ou terrestre) é a linha à superfície da Terra em que a latitude astronómica é igual a 0º. Devido às irregularidades do geóide (modelo físico da forma da Terra), o equador astronómico é uma linha irregular.
  • Equador celeste é a circunferência que resulta da intersecção do plano do equador com a esfera celeste. Sobre o equador celeste, a declinação é igual a 0º.
No Brasil a única capital que é cortada pela linha do Equador é Macapá, no Amapá. Ali existe um complexo turístico-cultural, onde tem o Marco Zero. Um obelisco de 30 metros de altura que tem uma abertura no alto. Nos Equinócios (Março e Setembro), ao entrar a luz do Sol, projecta uma bola de luz, que cai na linha do Equador. As pessoas podem assistir a esse fenómeno todos os anos.
 
O equador cruza o Oceano Atlântico, Oceano Índico e Oceano Pacífico, bem como os seguintes territórios de África, Ásia e América do Sul (de Oeste para Leste, a partir do meridiano de Greenwich):
  • São Tomé e Príncipe
  • Gabão
  • República do Congo
  • República Democrática do Congo
  • Uganda
  • Quénia
  • Somália
  • Maldivas
  • Indonésia
  • Kiribati
  • Equador
  • Colômbia
  • Brasil

Mapa Mundo com a linha do equador a vermelho
Mapa Mundo com a linha do equador a vermelho
 
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Stonehenge

 
Stonehenge e a sua localização de na Grã-Bretanha
 
 
 

Stonehenge é um monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado próximo a Amesbury, no condado de Wiltshire, a cerca de 13 km (8 milhas) a noroeste de Salisbury, na Inglaterra.
 
Seria Stonehenge um calendário antigo?
Ou um templo?
Ou uma grande piada?
 
Há provavelmente uma centena de mitos e lendas sobre Stonehenge e a vários povos são atribuídos a edificação deste grande monumento: Dinamarqueses, Romanos, Saxões, Gregos, Atlânticos, Egípcios, Fenícios, Celtas, Merlin, e, é claro, Aliens.
 
Stonehenge parece ter sido projectado para permitir a observação de fenómenos astronómicos - solstícios do Verão e do Inverno, eclipses, e mais. Uma das opiniões mais populares fora a de John Aubrey, a quem primeiro ligou Stonehenge aos Druidas. No século XVII, antes do desenvolvimento de métodos de datamento arqueológico e da pesquisa histórica exata, o arqueólogo supôs que Stonehenge e outras estruturas megalíticas foram construídas pelos Druidas (pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta).
 
Esta ideia (e uma colecção de falsas noções relacionadas) tornaram-se inquestionáveis na opinião da cultura popular do século XVII até os dias actuais, sendo que, na verdade, os Druidas não tiveram nenhuma participação na construção dos anéis de pedra, pois só apareceram na Grã-Bretanha após 300 AC. Mais de 1500 anos após os últimos anéis de pedra serem construídos, porém, algumas evidências sugerem que os Druidas encontraram os anéis de pedra e os usaram para fins religiosos.
 
Outros arqueólogos sugeriram que estes monumentos foram construídos pelos Romanos, mas esta ideia é ainda mais improvável que a teoria dos Druidas, já que os Romanos nunca pisaram nas Ilhas britânicas até 43 DC, quase 2000 anos após a construção dos anéis de pedra.
 
Durante os séculos XIX e XX, alguns arqueólogos atribuíram a construção de Stonehenge e outros anéis da pedra aos Egípcios e outros povos.
 
Somente com o desenvolvimento do método de datação histórica a partir do carbono-14 se descobriram as datas aproximadas para os anéis de pedra, porém nenhuma explicação da sua função. Durante décadas, os arqueólogos supuseram que a sua função se limitava às actividades de rituais e sacrifícios, mas pesquisas fora dos limites ortodoxos começaram a sugerir usos alternativos.
 
Nos anos 50 e 60, o professor Alexander Thom, coordenador da universidade de Oxford e o astrónomo Gerald Hawkins, abriram caminho para um novo campo de pesquisas, chamado de arqueoastronomia - o estudo astronómico de civilizações antigas. Conduziram exames precisos nos anéis de pedra e nos numerosos outros tipos de estruturas. Thom e Hawkins descobriram muitos alinhamentos astronómicos significativos entre as pedras. Esta evidência sugeriu que os anéis de pedra foram usados como observatórios astronómicos. Além disso, os arqueoastrónomos revelaram as habilidades matemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que os ingleses nativos desenvolveram antes das culturas dos egípcios. Dois mil anos antes do teorema de Pitágoras, descobriu-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos (o conceito e o valor do {Pi} ) nos seus anéis de pedra.
 
Stonehenge, o mais visitado e bem conhecido dos anéis de pedra britânicos, é uma estrutura composta, construída durante três períodos distintos:
 
No período I (3100 AC), Stonehenge era uma vala circular com um banco de pedras interno, com um círculo de 97,54 metros de diâmetro, e uma única entrada; 56 misteriosos furos em torno do seu perímetro (com restos de cremações humanas); e um santuário de madeira no meio. O círculo foi alinhado com o pôr do sol do último dia do Inverno, e com as fases da lua.
 
O período II (2150 AC) deu-se a recolocação do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (pedras pintadas com um matiz azulado), alargamento da entrada, a construção de uma “avenida” de entrada marcada pelas valas paralelas alinhadas ao sol nascente do primeiro dia do Verão, e a elevação do círculo de fora, com 35 pedras que pesavam toneladas. As altas pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas no Wales, 24 quilómetros ao norte.
 
Durante o período III (2075 AC), as pedras azuis foram derrubadas e pedras enormes - que estão ainda hoje - foram erguidas. Estas pedras, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando 25 toneladas, foram transportadas do norte por 19 quilómetros. Entre 1500 e 1100 AC, aproximadamente sessenta das pedras azuis foram restauradas e postas num círculo dentro de outro círculo, e outras dezanove foram colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho. Estudos recentes indicam ser improvável que Stonehenge estivesse terninado muito após 1100 AC. As teorias actuais, a respeito da finalidade de Stonehenge, sugerem o seu uso simultâneo para observações astronómicas e funções religiosas. Recolhendo os dados a respeito do movimento de corpos celestiais, as observações de Stonehenge foram usadas para indicar os dias apropriados no ciclo ritual anual.
 
Nesta consideração, é importante mencionar que a estrutura não foi usada somente para determinar o ciclo agrícola, uma vez que nesta região o solstício de Verão ocorre bem após o começo da estação de crescimento; e o solstício de Inverno bem depois que da colheita terminada. A respeito de sua forma e função arquitectónicas, os estudiosos sugeriram que Stonehenge - especialmente os seus círculos mais antigos - pretendia ser a réplica de um santuário de pedra, sendo que os de madeira eram mais comuns em épocas Neolíticas.
 
Formações circulares de pedras com a função de templo/calendário foram "marcas registadas" de culturas pré-históricas, que com a sua construção, estabeleciam um vínculo cerimonial e transcendental entre os seus ciclos vitais e a mecânica celeste. Uma característica comum destes sítios é a existência de alinhamentos especiais de blocos de pedras e do Sol, marcando os solstícios de Inverno e/ou de Verão, entre outras marcações, tais como registos do calendário anual e das fases da Lua.
 
No dia 21 de Junho, o sol nasce em perfeita exactidão sob a pedra principal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:59
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