Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

O primeiro satélite artificial

 
Sputnik 1, o primeiro satélite artificial

Sputnik 1, o primeiro satélite artificial

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Sputnik 1 aberto, mostrando o seu interior

Sputnik 1 aberto, mostrando o seu interior

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Faz hoje 50 anos que começou a exploração espacial.
 
 
Sputnik, que em Russo significa "amigo" ou "companheiro", foi o primeiro satélite artificial lançado pela URSS (e o primeiro objecto fabricado pelo homem a orbitar a Terra).
  
Sputnik foi o primeiro satélite artificial da Terra. Foi lançado pela URSS em 4 de Outubro de 1957, no Cosmódromo de Baikonur (base de foguetes da URSS), e a missão que o lançou chamou-se Sputnik I. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 58,5 cm e pesando 83,6 kg. Ele não tinha nenhuma função, a não ser transmitir um sinal de rádio, "beep", que podia ser sintonizado por qualquer rádio-amador. O satélite orbitou a Terra por seis meses antes de cair.
 
O seu foguete, chamado R.7, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele foi projectado originalmente para lançar ogivas nucleares.
 
A missão Sputnik I, junto com o voo de Yuri Gagarin no Vostok I, teve um impacto profundo na história da exploração espacial, foram os eventos que desafiaram os Estados Unidos da América e foram a gota d'água para o lançamento do programa espacial dos EUA objectivando alcançar a Lua.
 
A Sputnik tornou-se uma lenda e um marco da exploração espacial. A sua história confunde-se com a tenacidade do seu principal engenheiro, Sergei Korolev, que mais tarde foi indicado por Nikita Khrushchov, o líder soviético na época, como "engenheiro-chefe" do programa espacial soviético.
 
A missão Sputnik provou duas coisas importantes. Em primeiro lugar que era possível colocar em órbita um artefacto humano, e em segundo lugar, e mais importante, que era possível colocar seres vivos no espaço, inclusive humanos.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Missão: LUA... Faz hoje 38 anos !

 
Tripulação da Apollo 11: Neil Armstrong, Michael Collins e

Tripulação da Apollo 11: Neil Armstrong, Michael Collins e "Buzz" Aldrin

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Câmara de TV externa do Módulo Lunar Eagle mostra Neil Armstrong pisando a Lua

Câmara de TV externa do Módulo Lunar Eagle
mostra Neil Armstrong pisando a Lua


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A Apollo 11 foi a primeira missão tripulada a pousar na Lua, e o seu comandante — o astronauta Neil Armstrong — o primeiro ser humano a pisar o solo lunar. A frase dita por ele, ao pisar a Lua em 20 de Julho de 1969, tornou-se uma das frases épicas do século XX:
 
"Este é um pequeno passo para o Homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade."
 
 
Tripulação:
  • Neil Armstrong – Comandante
  • Edwin Aldrin – Piloto do Módulo Lunar
  • Michael Collins - Piloto do Módulo de Comando
     
  • Missão: 1º Pouso na Lua
  • Lançamento: 16 de Julho de 1969
  • Pouso Lunar: 20 de Julho de 1969
  • Local de Pouso: Mar da Tranquilidade
  • Retorno à Terra: 24 de Julho de 1969
  • Módulo de Comando: Columbia
  • Módulo Lunar: Eagle 

"A Águia Pousou"
 
Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins, os tripulantes da nave Columbia e integrantes da missão Apollo 11, tiveram um lançamento perfeito da Terra, uma jornada longa e calma para a Lua e uma rotineira ignição dos motores para colocá-los em órbita lunar. O seu destino era um local chamado Mar da Tranquilidade, uma grande área plana, formada de lava basáltica solidificada, na linha equatorial da face brilhante do satélite.
 
Após a separação dos módulos da Apollo, enquanto Michael Collins ficava no Módulo de Comando Columbia, numa órbita cem quilómetros acima do satélite, Armstrong e Aldrin começaram a sua descida ao Mar da Tranquilidade a bordo do Módulo Lunar Eagle. Não havia assentos no ML. Armstrong e Aldrin voavam em pé, firmes nos lugares por cordas elásticas presas no chão. Durante o mergulho, eles olharam pelas janelas e cronometraram a passagem dos marcos das paisagens abaixo deles, através de uma escala marcada na janela de Armstrong, para confirmar o rastreamento de dados que o controle da missão no Centro Espacial de Houston estava a receber. Com a ajuda de Houston, eles também testaram e retestaram a saúde do Módulo.
 
Se, como dizia Eugene Cernan - um ex-piloto da marinha americana que virou astronauta e comandou a última das missões a pousar na Lua, a Apollo 17 - pousar o Módulo Lunar era mais fácil que pousar um jacto num porta-aviões durante a noite. Uma das muitas vantagens era o facto de que o Eagle estava equipado com o que era, na época, um sofisticado computador de bordo, que fez a maior parte do trabalho de rotina do voo de descida da nave espacial. Excepto nos momentos finais da aproximação do solo, voar na trajectória correcta era apenas uma questão de analisar os dados de navegação dos sistemas de radar e de inércia e então ir delicadamente ajustando o impulso e a acção dos motores do Módulo Lunar. Era uma tarefa de trabalho intensivo e bem ajustado ao controle do computador.
 
Várias vezes durante a descida, porém, o computador soou alarmes. A trajectória da nave parecia boa, mas a mensagem de alerta “1202”  trouxe alguns segundos tensos à tripulação até que Houston avisasse, que, ao que parecia, partes da memória do computador estavam a ser sobrecarregadas com estranhos dados do radar de aproximação, mas, felizmente, não apenas o computador havia sido programado de modo que continuasse a conduzir tarefas de alta prioridade como também a pessoa que melhor conhecia o computador – o homem que o criou, o engenheiro de sistemas Steve Bales – precisou de apenas alguns segundos para diagnosticar o problema e recomendar que o pouso continuasse. Mais tarde, Bales, ficaria de pé ao lado da tripulação numa cerimónia na Casa Branca e foi condecorado pela sua especial contribuição para o sucesso da missão.
 
Os seguidos alarmes e as quedas nas comunicações entre o Eagle e Houston eram irritantes, mas em todos os outros aspectos o computador do ML e o sistema de navegação tiveram um desempenho brilhante. Oito minutos e trinta segundos após a ignição do motor de descida, o computador colocou o Módulo quase erecto e Armstrong teve a sua primeira visão em close-up do lugar para onde estava a ser levado pelo computador. Ele estava cerca de 1.600 m acima e 6.000 m a leste da área de pouso. Como planeado, ele tinha combustível para mais 5 minutos de voo. Cada astronauta tinha uma janela pequena, triangular e de vidraça dupla à sua frente.
 
Em princípio, se Armstrong não gostasse do ponto escolhido pelo computador, poderia movimentar o “joy-stick”  manual de controle para frente, para trás ou para qualquer lado, além de orientar o computador para mover um pouco o alvo na direcção indicada. De acordo com o plano, Aldrin dava a Armstrong o ângulo de descida de poucos em poucos segundos, porém a arte de direcção computorizada ao tempo da Apollo 11 não era tão refinada como seria nas próximas missões e a fatalidade e o computador estavam colocando o Eagle dentro de um campo de rochas, a nordeste de uma cratera do tamanho de um campo de futebol.
 
Não havia problemas para Armstrong em pousar num campo de rochas. Não era essencial que o ML pousasse perfeitamente erecto. Uma inclinação de mais de quinze graus não causaria nenhum problema em particular para o lançamento de volta à órbita após a missão. Entretanto, se ele batesse o sino do motor ou uma das patas do trem de aterragem numa rocha grande, haveria uma hipótese real do Módulo Lunar sofrer um dano estrutural. Ele decidiu então seguir a velha máxima de pilotos: “Em caso de dúvida, pouse longe”. Para fazer isso ele teria que sobrevoar a cratera e pousar a oeste dela. E não havia maneira – nem tempo – de dar ao computador uma actualização de informações suficiente via controle manual. Então, a uma altitude de cerca de 150 metros do solo, Neil Armstrong assumiu completamente o controle manual da nave para a descida final, apontou o ML para frente, começou a voar como um helicóptero e levou o Eagle para 400 metros a oeste, sobre crateras e rochas.
 
Enquanto Armstrong conduzia o Módulo Lunar à procura de um bom ponto de pouso, a sua atenção estava totalmente focada no trabalho que tinha em mãos. Aldrin foi quem virtualmente falou o tempo todo e também estava bastante ocupado. Ele lia os dados do computador para Armstrong dando-lhe a altitude, a taxa de descida e a velocidade frontal. Em Houston, o Director do Voo Gene Kranz e outros membros da equipe de apoio na Sala de Controle da missão, estavam a vigiar a telemetria do ML. Eles não sabiam ainda sobre a cratera e o campo de rochas, mas era óbvio que a alunagem estava demorando mais tempo que o planeado. Além disso, a cada segundo que passava, havia uma crescente inquietação quanto ao combustível que restava. Por causa das incertezas em ambos os calibradores nos tanques e nas estimativas que podiam ser feitas por dados de telemetria no motor funcionando, a quantidade de tempo restante até que o combustível acabasse era em torno de 20 segundos. Se eles chegassem a um nível muito baixo, Kranz teria que ordenar que o pouso fosse abortado.
 
Um drama era a última coisa que alguém queria para o primeiro pouso na Lua. O evento em si já era monumental e excitante o bastante. Finalmente, Neil Armstrong achou um local que gostava, começou a cortar a sua velocidade frontal e deixou o Módulo Lunar descer suavemente para a superfície. Quando eles baixaram para 25 m, Houston avisou que eles tinham 60 segundos de combustível restante e na cabine 'Buzz' Aldrin viu uma luz de aviso que dizia a mesma coisa. Mas agora eles estavam muito próximos e era apenas uma questão de pousarem suavemente. Armstrong tinha cortado quase toda a velocidade frontal do Eagle e agora que eles começaram a levantar poeira com o exaustor do motor, ele pediu a Aldrin para confirmar se eles ainda se estavam movendo um pouco para frente. Ele queria pousar numa superfície que pudesse ver à frente, em vez do solo que não podia ver atrás. Aldrin deu a confirmação que ele queria e oito segundos depois eles viram a luz de contacto. As sondas de dez pés de comprimento que pendiam do trem de pouso haviam tocado a Lua. Um segundo ou dois depois, eles estavam pousados e desligaram o motor. Só tinham mais 20 segundos de combustível, mas estavam pousados. Então Armstrong falou no rádio a frase imortal: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou”). A mais de 300 mil quilómetros dali, o Mundo, que acompanhava ao vivo as comunicações de rádio entre o Controle de Voo em Houston e a Apolo 11, entrava em comoção e aplaudia e gritava freneticamente.
 
 
O Homem na Lua
 
Em todas as direcções que se olhasse, a terra era como o solo plano de uma planície. O horizonte circular era quebrado aqui e ali por suaves bordas de distantes crateras. A meia distância, Armstrong e Aldrin podiam ver pedras arredondadas e cumes, alguns deles com talvez 7 ou 10 metros de altura. Bem próximo, uma mistura de crateras deformava a superfície e havia pequenas rochas e seixos espalhados por toda a parte. Era um local plano e nivelado mas pequenas variações davam às redondezas uma delicada beleza própria. E é claro, por ser este o pouso pioneiro na Lua, tudo era de enorme interesse. Entretanto, antes que Armstrong e Aldrin pudessem prestar muita atenção na vista ou pensar em sair da nave, eles tinham de se certificar de que tinham uma nave funcional e que o computador de navegação estava carregado correctamente com as informações necessárias para levá-los de volta à órbita para o encontro com Collins. Finalmente, duas horas após o pouso, eles e os engenheiros da NASA ficaram convencidos de que o Eagle estava pronto para voltar para casa quando fosse o momento.
 
De acordo com o plano de voo, Armstrong e Aldrin estavam instruídos a terem um descanso de cinco horas antes de sair da nave. Entretanto, a excitação normal pelo momento histórico, fez com que eles solicitassem a Houston permissão para se preparem para a saída, uma AEV - período de actividade extra-veicular, na linguagem "estranha" da NASA. Normalmente a preparação para uma AEV supostamente demorava cerca de duas horas, mas como essa seria a mais curta de todas as AEV das missões Apollo, ninguém – excepto talvez a audiência mundial que esperava impaciente pela TV – estava preocupado quando os preparativos duraram três horas e meia.
 
Finalmente, cerca de seis horas e meia após o pouso, eles abriram a escotilha do Módulo Lunar e Armstrong rastejou em direcção à saída; primeiro os pés, depois as mãos e joelhos. Instantes depois ele pisou o degrau mais alto da escada, em frente à bancada de trabalho da nave, onde estavam acondicionados os equipamentos e experiências científicas a serem usados na missão. A mais importante peça de equipamento nele era, sem dúvida, a câmara de TV preto e branco. Para os astronautas o pouso tinha sido o grande momento da missão. Mas para o mundo que aguardava ansioso, o grande momento ainda estava por vir.
 
Armstrong precisou dar um pulo de um metro do último degrau da escada até o protector das patas do Módulo. Dali ele estava apenas a dois centímetros de pisar a superfície lunar propriamente dita. Ele parou no suporte por um momento, testando o chão com a ponta de suas botas, antes de finalmente pisar no solo e dizer a frase mais épica da Era Espacial:
“Este é um pequeno passo para o Homem....mas um grande salto para a Humanidade”.
 
O solo era finamente granulado e tinha uma aparência empoeirada. Assim que ele o pisou, a sua bota afundou talvez um par de polegadas, fazendo uma pegada perfeitamente definida. Por causa do campo gravitacional relativamente fraco da Lua (1/6 da Terra), o peso total de Armstrong – metade astronauta, metade roupa e equipamento de sobrevivência – era de apenas 30 quilos. Movimentar-se não era particularmente cansativo, mas devido ao dramático deslocamento para cima e para trás do seu centro de gravidade, causado pela mochila de sobrevivência às costas, ele tinha que se inclinar à frente para manter o equilíbrio e demorou alguns minutos até que pudesse andar confortavelmente. Para o caso de precisar encerrar a AEV repentinamente, Armstrong usou uma ferramenta de cabo comprido para juntar um pedacinho de rocha e terra dentro de um saco de Teflon. Ele suspendeu o saco, dobrou e então guardou num bolso da canela do macacão o primeiro pedaço de solo extra-terrestre da História.
 
Edwin Aldrin juntou-se a Armstrong na superfície 15 minutos depois e durante as próximas quatro horas e quarenta minutos, os astronautas examinaram o Módulo Lunar, montaram e colocaram para funcionar a câmara de TV, hastearam e bateram continência à bandeira americana – os dois eram oficiais da Força Aérea - instalaram instrumentos científicos, deram pulos como cangurus experimentando a baixa gravidade lunar, tiraram cerca de 100 fotografias, apanharam mais amostras no solo e falaram ao vivo com o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, acompanhados pelos olhos e ouvidos de biliões de pessoas ao redor do planeta, que assistiam a tudo pela televisão.
 
 
Encerrando a Odisseia Lunar
 
Apesar de Armstrong e Aldrin não terem tido tempo de descobrir muitos dos truques que poderiam facilitar um trabalho sob as condições de baixa gravidade da Lua dentro dos rígidos macacões pressurizados que vestiam, nem contar com a experiência de tripulações anteriores para se guiarem por elas, a AEV (actividade extra-veicular) correu tranquilamente. Este sucesso pode ser creditado ao planeamento, a um treinamento cuidadoso e a uma parcela de justificada cautela nesta primeira visita lunar. O único problema significante que eles encontraram foi quando Aldrin tentou enterrar os tubos colectores de núcleo (tubos especiais que se enfiavam no solo para colher terra abaixo da superfície) no solo. Apesar de martelar forte, em ambas as tentativas Aldrin só conseguiu enterrá-los alguns centímetros no chão. Depois descobriu-se que o solo lunar, a partir de certa profundidade, logo abaixo da superfície mais fofa, era bastante compactado, o que dificultava a perfuração. Tubos mais resistentes e potentes foram fabricados para as missões seguintes.
 
De volta ao Módulo Lunar, Armstrong e Aldrin ainda tinham muito que fazer. Havia amostras para embalar, equipamento para ser descartado e uma longa lista de tarefas domésticas a serem cuidadas até que eles pudessem ter um período programado de descanso. Eles dormiram com as suas roupas – ou pelo menos tentaram – com Aldrin enrolado no chão e Armstrong recostado em cima da cobertura do motor de subida, na traseira da cabine. O período de descanso antes da partida foi uma perda completa. Eles estavam incomodados com barulhos da nave espacial e pela luz do sol vazando em volta dos limites das cortinas das janelas e através do sextante. Estavam com frio e húmidos dentro das roupas e, claro, excitados demais para dormir. Até à Apollo 15, ninguém realmente conseguiu dormir na Lua. Da Apollo 12 em diante, as tripulações tiveram um aquecedor para aumentar a temperatura da cabine e redes para dormir.
 
Durante as próximas sete horas, Houston deixou-os sozinhos com seus pensamentos. Então chegou a hora de levantar, fazer uma rápida refeição e se aprontar para a subida, o encontro com Michael Collins em órbita e receber as boas vindas mundiais aos heróis de volta para casa. Se, de um prático ponto de vista, a missão da Apollo 11 foi apenas um voo de demonstração, do que era possível o Homem fazer, apenas um ponto de partida para as missões mais sofisticadas e produtivas para o conhecimento humano que a sucederiam, ela era ainda a única para os livros de História. As missões posteriores poderiam trabalhar em relativa obscuridade, pisando brevemente sob a luz dos reflectores, mas sem deixar uma grande impressão no público. Nunca mais haveria nada próximo do que fazer aquela primeira pegada no solo de outro mundo.
 
 
Curiosidades
  • Após o pouso, "Buzz" Aldrin, católico fervoroso, retirou de um estojo que carregava, uma hóstia e comungou, num ritual silencioso de devoção e agradecimento pelo ocorrido.
     
  • Durante os meses que antecederam a missão e já escalado para o voo pioneiro e sabendo que Neil Armstrong seria o comandante do voo histórico (e portanto, o primeiro na Lua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem humorado e de personalidade intensa, tentou de todo jeito junto dos seus amigos, que trabalhavam na direcção do Programa Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do Módulo na hora da saída, com a justificativa técnica para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer do Eagle e pisar na Lua! Claro que não conseguiu nada.
     
  • Os astronautas deixaram uma placa na Lua, onde se lê: Here Men From Planet Earth First Set Foot Upon The Moon. July 1969 A.D. We Came In Peace For All Mankind. (Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez a Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a Humanidade). A placa foi assinada pelos três astronautas que participaram da Apolo 11 e pelo Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.
     
  • Um vídeo  mostra o momento em que Buzz Aldrin desce pela escada do Módulo Lunar e pisa pela primeira vez o solo da Lua, logo a seguir de Armstrong. Ele tenta, sem sucesso, retornar ao primeiro degrau da escada, só conseguindo na segunda tentativa. Após, ele vira-se para a câmara de vídeo e exclama: "Magnífica desolação!".
     
  • Existem muito poucas fotos de Neil Armstrong na Lua porque ele ficou quase todo o tempo com a câmara fotográfica. Assim, quase todas as fotos que mostram um astronauta sobre o solo lunar durante a Missão Apollo 11 são de Edwin Aldrin.
Fonte: Wikipédia. 
 



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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Microgravidade

 
Astronautas na Estação Espacial Internacional mostrando um exemplo de ambiente sob microgravidade. Michael Foale pode ser visto a exercitar-se
 
Astronautas na Estação Espacial Internacional mostrando um exemplo de ambiente sob microgravidade. Michael Foale pode ser visto a exercitar-se
 
 
 

A microgravidade ou ausência de peso é uma experiência (de pessoas e objectos) sentida durante a queda livre, aonde não se possui um peso aparente.
 
A ausência de peso sentida nas maioria das naves espaciais não é ocasionada devido à maior distância da Terra: a aceleração de um corpo sob acção da gravidade numa altitude de 100 km é apenas 3% menor que a mesma na superfície de Terra. A ausência de peso significa uma força G igual a zero ou um peso aparente igual a zero: a aceleração ocorre apenas devido à gravidade, em oposição aos casos aonde outras forças estão actuando, incluindo as seguintes situações:
  • uma pessoa em pé no chão, ou sentada numa cadeira ou piso (a gravidade é cancelada devido à reacção proveniente do chão);
  • voo num avião (a gravidade é cancelada pela sustentação que das asas provêem) - veja abaixo as trajectórias especiais que são uma excepção e este caso;
  • Reentrada atmosférica, aterragem num pára-quedas: a gravidade é eliminada pela resistência do ar;
  • Durante uma manobra orbital numa nave espacial. O foguete provê propulsão.
A diferença é que a gravidade actua directamente numa pessoa e outras massas, enquanto forças como a resistência do ar e a propulsão actuam primeiro no veículo, e o veículo actua então na pessoa. No primeiro caso a pessoa e o veículo são puxados mutuamente, enquanto no outro caso o veículo recebe a força e transmite-a para a pessoa.
 
Visão geral
 
O que os seres humanos sentem como peso não é realmente a força proveniente da gravidade (apesar de esta ser a definição de peso). O que nós sentimos realmente é a força normal de reacção vinda do solo (ou da superfície em que estejamos em contado) que nos empurra para cima para eliminar a força da gravidade. Este é o peso aparente.
 
Por exemplo, um bloco de madeira num contentor numa experiência de queda livre experimenta a ausência de peso. Isto ocorre pois não há reacção ao peso do bloco pelo contentor, visto que o contentor está a ser puxado para baixo com a mesma aceleração. A aceleração do contentor é igual à aceleração do bloco, que é igual à aceleração causada pela gravidade. Quando o contentor está em repouso no solo, entretanto, a força em cada peça do bloco não é uniforme, pois o bloco não está acelerando. Existe também uma força com sentido para cima que ocorre pelo facto do bloco ser sólido. Cada secção horizontal do bloco não cobre apenas acção da força da gravidade, mas também o peso de qualquer porção do bloco que esteja acima dela. Parte do sentimento de peso ocorre devido a este aumento de variação contínua de pressão em nosso corpo.
 
Existe outro aspecto do sentimento de peso que não é coberto pelo efeito da pressão gradiente (variação contínua). Um exemplo deste é a forma como os nossos braços são puxados para baixo com relação ao nosso corpo. Este efeito vem do facto de que algo suspenso não é suportado directamente através de uma pressão vinda do solo. De facto este efeito é exactamente o oposto de uma pressão gradiente. Ele ocorreu pois cada secção transversal de um objecto suspenso, como o nosso braço, tem que suportar o peso de todas as partes que estiverem abaixo do mesmo.
 
Deste modo, resumidamente, a ausência de peso não tem relação com o facto de estarmos sob influência de um campo gravitacional, mas sim com o facto de existirem forças gradientes através de nosso corpo. Em queda livre, todas as partes de um objecto aceleram uniformemente (assumindo que não existam forças tidais, o que é verdadeiro para uma aproximação de objectos na escala humana em órbita terrestre), e desta forma uma pessoa não sentiria nenhum peso.
 
Microgravidade
 
O termo microgravidade é também utilizado, pois a ausência de peso numa nave espacial ou num contentor não é perfeita. As causas disto incluem:
  • A redução da gravidade em 1 ppm para cada aumento de 3m na altura (partes por milhão ou abreviadamente ppm é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas. Exemplo: Quando se afirma que a água poluída de um rio contém 5 ppm em massa de mercúrio significa que 1 g da água deste rio contém 5 µg de mercúrio);
  • Numa nave espacial, a força centrípeta necessária é maior no lado superior (força centrípeta é a força que puxa o corpo para o centro da trajectória num movimento curvilíneo ou circular);
  • Apesar de muito fina, existe uma pequena camada de ar no nível orbital, o que causa uma desaceleração devido à fricção.
O "peso" causado pelos dois primeiros itens (a força tidal) é direccionado para fora da nave espacial, sendo este proveniente do aumento da distância com relação à Terra. Os pontos mais distantes da Terra dentro da nave sofrem uma maior acção desta força que o seu centro de gravidade, que está mais próximo da Terra.
 
O símbolo da microgravidade, µG, foi utilizado na insígnia na missão espacial STS-107, pois esta missão foi dedicada a pesquisas sobre a microgravidade.
 
Aeronave KC-135 de Gravidade Reduzida da NASA
 
A aeronave de gravidade reduzida KC-135 da NASA tem a sua base no Lyndon B. Johnson Space Center e é comummente chamada de o "cometa do vómito". Esta é um aeroplano que a NASA faz voar em arcos parabólicos de 6 milhas de comprimento, primeiro subindo em altitude, e então caindo, de tal forma que o percurso e a velocidade correspondem ao de um objecto sem propulsão e que não sinta a fricção do ar. Isto é feito através da propulsão e direcção de modo que a fricção do ar seja compensada. O resultado disto é que as pessoas no interior do veículo não são puxadas para o chão ou qualquer outro lado da aeronave; elas passam temporariamente pela sensação de ausência de peso, durante períodos de 25 segundos. Tipicamente um voo dura cerca de duas horas, tempo durante o qual são executadas cerca de 40 parábolas.
 
Corporação Zero Gravity
 
A Corporação Zero Gravity opera um Boeing 727 modificado que voa em arcos parabólicos similares aos dos percorridos pela aeronave de gravidade reduzida da NASA. Os voos podem ser adquiridos para propósitos de pesquisa e turismos.
 
Ausência de peso numa nave espacial
 
A ausência de peso em períodos mais prolongados ocorre nas naves espaciais que estejam no exterior da atmosfera terrestre, contanto que nenhuma propulsão seja aplicada nas naves, e que elas não estejam girando no seu eixo. A órbita da Terra é uma excepção na qual os foguetões são utilizados para manobras orbitais, até à re-entrada atmosférica.
 
Uma nave propulsionada por foguetes que esteja acelerando pelos seus disparos possui um comportamento diferente. Mesmo que o foguete esteja acelerando uniformemente, a força é aplicada ao final posterior do foguete pelo gás que se escapa pela sua saída. Esta força deve ser transferida para cada parte da nave, seja através da tensão ou pressão, e desta maneira não é sentida a ausência de peso.
 
Ausência de peso no centro de um planeta
 
No centro de um planeta uma pessoa iria sentir ausência de peso, pois a atracção da massa externa iria cancelar-se. Genericamente, a força gravitacional é igual a zero em qualquer lugar de um planeta esférico simétrico e oco, de acordo com o teorema de shell.
 
Efeitos na saúde
 
Seguindo o estabelecido nas estações espaciais que podem ser habitadas por longa duração pelos humanos, foi demonstrado que a exposição à microgravidade pode apresentar alguns efeitos negativos à saúde. Os seres humanos estão adaptados para a vida na superfície da Terra. Quando o efeito da gravidade é removido, certos sistemas fisiológicos começar a funcionar deficientemente, influenciando todo o organismo.
 
A condição inicial mais comum sentida pelos seres humanos em condições de ausência de peso é comummente conhecida como o mal-estar espacial. Os sintomas incluem enjoos gerais, náuseas, vertigens, dores de cabeça, letargia (estado em que as funções da vida estão atenuadas por forma tal que parecem estarem suspensas), vómitos, e um mal estar geral. O seu primeiro caso foi reportado pelo cosmonauta Gherman Titov em 1961. Cerca de 45% de todas as pessoas que passaram por uma experiência de flutuação livre sob condições de microgravidade sofreram destes sintomas. A duração do mau-estar espacial varia, porém em nenhum caso ela durou mais de 72 horas. Por volta deste tempo os astronautas já se acostumam ao novo ambiente.
 
Os efeitos adversos mais significativos da exposição prolongada à microgravidade são o atrofiamento muscular e a deterioração do esqueleto: estes efeitos podem ser minimizados através de um regime de exercícios. Outros efeitos significativos incluem e redistribuição dos fluidos, um atraso no sistema cardiovascular, produção reduzida de células vermelhas no sangue, desordens de orientação, e um enfraquecimento do sistema imunitário. Os sintomas menores incluem perda de peso, congestão nasal, distúrbios no sono, flatulências excessivas, e enchimento da face. Estes efeitos são reversíveis com o retorno à Terra.
 
Muitas das condições causadas pela exposição à microgravidade são similares àquelas resultantes do envelhecimento. Os cientistas acreditam que os estudos dos efeitos detrimentais (prejuízos) da ausência de peso podem ter benefícios médicos, tais como um possível tratamento para a osteoporose e um tratamento médico melhor para os internados e os idosos.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Domingo, 15 de Outubro de 2006

Turismo espacial

 
 Anousheh Ansari, a mais recente turista espacial
 
Anousheh Ansari, a mais recente turista espacial

 
 

Turismo espacial é um fenómeno recente que consiste em viagens espaciais realizadas por indivíduos com propósitos não científicos, de puro lazer. Actualmente o turismo espacial está aberto apenas a indivíduos excepcionalmente saudáveis, e o transporte é assegurado pelo programa espacial russo.
 
As principais atracções no turismo espacial é a própria experiência em si, a fantástica sensação de observar a Terra desde o espaço (descrito pelos astronautas como extremamente intenso e impressionante), a elevação do status quo (poder dizer eu estive no espaço), e as vantagens da ausência de gravidade — potencial para desportos extremos, sexo não convencional, e benefícios na saúde, especialmente para pessoas idosas.
 
 
Lista de turistas espaciais

Esta é uma lista de todas as pessoas (quatro até 2006) que pagaram para estar no espaço. Todos os participantes descolaram e aterraram na Estação Espacial Internacional em naves Soyuz.
  1.  Dennis Tito: 28 de Abril a 6 de Maio de 2001
  2.  Mark Shuttleworth: 25 de Abril a 5 de Maio de 2002
  3.  Gregory Olsen: 1 a 11 de Outubro de 2005
  4.  Anousheh Ansari: 18 a 29 de Setembro de 2006

Futuros Turistas Espaciais
  •  Charles Simonyi: Previsto para Março de 2007
  •  Daisuke Enomoto: Sem previsão (deveria ter ido na Soyuz TMA-9, mas, por problemas médicos, foi substituído por Anousheh)

Anousheh Ansari
  (Mashad, 12 de Setembro de 1966) é uma empresária iraniana naturalizada norte-americana. Tornou-se a primeira mulher cosmonauta-turista em 18 de Setembro de 2006, quando a bordo da missão Soyuz TM-9 visitou durante onze dias a Estação Espacial Internacional.
 
Em 1984 a sua família decidiu enviá-la para a Virgínia nos Estados Unidos da América, onde residia uma tia, de modo a poder seguir estudos na área da ciência, limitados às mulheres no Irão pós-revolução islâmica de 1979. Naturalizada norte-americana nos anos 80, formou-se em engenharia eléctrica e ciência de computadores na Universidade George Madison.
 
Fluente em inglês, francês e persa, tornou-se executiva no ramo das telecomunicações, e é hoje sócia, co-fundadora e CEO da empresa Telecom Technologies, que fundou com o seu marido e o seu cunhado nos anos 90. A empresa de sua família, Prodea Systems, anunciou a formação de uma sociedade com a Space Adventures - a empresa que faz os acordos comerciais com a agência espacial russa para levar turistas ao espaço - com a intenção de criar uma frota de veículos espaciais sub-orbitais para uso comercial ao redor do mundo.
 
Como principal contribuinte financeira da Fundação X-Prize, Anousheh Ansari dá nome ao prémio Ansari X-Prize, oferecido pela fundação a quem fizesse o primeiro voo espacial sub-orbital independente da história; o prémio, de dez milhões de dólares, foi conquistado pela equipe do engenheiro e astronauta Mike Melvill e o protótipo espacial SpaceShipOne, do Projecto Tier, entre os vinte e seis concorrentes ao prémio.
 
Ansari contratou a viagem ao espaço através da empresa Space Adventures, (responsável pela viagem dos três primeiros turistas pagantes ao espaço, todos homens) e treinava como cosmonauta-reserva em Baikonur, para uma viagem futura, quando o passageiro principal, Daisuke Enomoto, um empresário japonês, foi reprovado no exame médico final em 21 de Agosto, permitindo a ela ocupar a vaga titular muito antes do que havia imaginado, estando apta a ir ao espaço dali a menos de vinte dias. Em 18 de Setembro de 2006, ela foi lançada em órbita na missão Soyuz TM-9, em companhia dos astronautas Michael Lopez-Alegria e Mikhail Tyurin, para uma estadia de nove dias na ISS (International Space Station - Estação Espacial Internacional).
 
Durante a sua permanência de dez dias no espaço, ela realizou duas experiências da Agência Espacial Europeia e um terceiro do consórcio aeroespacial russo Energia.
 
Estima-se que os turistas espaciais paguem vinte milhões de dólares aos russos pela viagem e estadia de dez dias em órbita. Acredita-se que esse seja o custo do lançamento do foguete da Soyuz. As autoridades russas mantêm confidencialidade sobre os contratos com os turistas.
 
Ansari retornou à Terra a bordo da nave Soyuz TMA-8 juntamente com os membros da Expedition 13 que completaram 6 meses na Estação Espacial Internacional.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

Actividade Extra-Veicular

 
Primeiro "passeio no espaço" - AEV / EVA - norte-americano. Ed White / Gemini IV / 1965
 
Primeiro "passeio no espaço" - AEV / EVA - norte-americano
Ed White / Gemini IV / 1965
 
 
 

EVA (Extra-vehicular Activity, ou em português, AEV - Actividade Extra-Veicular) é um acrónimo (agrupamento das letras iniciais de várias palavras, como o caso de GNR) na gíria da Astronáutica para designar operações desenvolvidas no espaço pelos astronautas, em espaço aberto. O termo geralmente refere-se a caminhadas no espaço fora do veículo ou estação espacial em órbita da Terra, embora também se aplique a operações na superfície da Lua.
 
A primeira actividade extra-veicular da história foi na missão da nave soviética Voskhod 2. Noventa minutos após o lançamento da base de Baikonur, na URSS, no final da primeira órbita, o cosmonauta soviético Alexei Leonov "caminhou" no espaço durante 20 minutos, enquanto o seu companheiro de voo permanecia dentro da espaçonave. O seu "passeio" iniciou-se sobre o norte da África, próximo do Sudão, e terminou no este da Sibéria. No regresso à nave, Leonov teve um problema com o volume da roupa e encontrou grandes dificuldades para entrar novamente, só o conseguindo após fazer uma perigosa manobra de diminuição da pressurização do traje espacial de maneira a poder passar pela escotilha da Voskhod.
 
A primeira actividade extra-veicular norte-americana ocorreu na missão Gemini IV, em Junho de 1965, com o astronauta Edward H. White II. Nesta EVA foi usado um controle de locomoção de mão movido a gás, para melhor estabilização do astronauta.
 
A primeira e única actividade extra-veicular em espaço aberto fora da órbita terrestre ocorreu durante a viagem de retorno da Lua na missão Apollo 15, com o piloto do Módulo de Comando Alfred Worden.
 
A primeira actividade extra-veicular ocorrida em solo, aconteceu, obviamente, quando o astronauta Neil Armstrong pisou pela primeira vez a Lua.
 
Em 1984,  o astronauta-especialista do Vaivém Espacial Challenger  Bruce McCandless, foi o primeiro homem a realizar uma EVA / AEV no espaço, sem estar ligado fisicamente à nave-mãe, usando uma mochila espacial de controle manual, movida a jactos de nitrogénio.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Domingo, 8 de Outubro de 2006

Estação Espacial Internacional

 
Estação Espacial Internacional em órbita
 
Estação Espacial Internacional em órbita
 
 
 

No seguimento das operações da Mir russa, do Skylab dos Estados Unidos, e do planeado Columbus europeu, a Estação Espacial Internacional (International Space Station, ou simplesmente ISS) representa a permanência humana no espaço: tem sido dirigida com tripulações de número não inferior a dois elementos desde 2 de Novembro de 2000. A cada rendição da tripulação, a estação recebe equipas, bem como um ou mais visitantes.
 
A ISS é um projecto conjunto da Agência Espacial Canadiana (CSA/ASC), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, Agência Espacial Federal Russa e NASA.
 
A estação espacial encontra-se em órbita em torno da Terra a uma altitude de aproximadamente 360 quilómetros, um tipo de órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa (na verdade, a altitude varia ao longo do tempo em vários quilómetros devido ao arrastamento atmosférico e reposição. A estação perde, em média, 100 metros de altitude por dia). A estação orbita a Terra num período de cerca de 92 minutos; a 1 de Dezembro de 2003 completou mais de 33.500 órbitas desde o seu lançamento.
 
A estação é servida primariamente pelo Vaivém Espacial e pelas unidades Soyuz e Progress. Ainda se encontra em construção, embora já tenha sido palco de experiências científicas. Actualmente a estação tem capacidade para suportar tripulações de três elementos. Até 2004, todos os membros da tripulação permanente provinham dos programas espaciais russos ou norte-americanos. No entanto, a ISS já foi visitada por muitos outros astronautas, muitos deles de outros países (e, curiosamente, por quatro turistas espaciais).
 
Montagem da ISS
 
A construção da ISS irá depender de mais de 50 missões de montagem e utilização. Destas, 39 são assistidas pelo Vaivém Espacial. Adicionalmente a estas missões, aproximadamente 30 missões Progress serão necessárias para providenciar a logística. No final, a ISS estará a operar com um volume de pressurização de 1 200 metros cúbicos, uma massa de 419 000 quilogramas, 110 kilowatts de potência, e uma estrutura de suporte de 108,4 metros de comprimento, com módulos de 74 metros e tripulações de 6 elementos.
 
Segundo a configuração de 2003, a estação tinha de massa 187 016 kg, 425 metros cúbicos de espaço útil, 73 metros de envergadura, 52 metros de comprimento e 27,5 metros de altura. Foram necessários 16 missões norte-americanas do Vaivém Espacial e 22 missões russas. Destas últimas, 8 foram tripuladas e 14 não tripuladas. A construção necessitou de 51 caminhadas no espaço, 25 das quais a partir do vaivém, e 26 a partir da própria ISS. No total, o tempo das caminhadas no espaço foi de 318 horas e 17 minutos.
 
A 1 de Dezembro de 1987 a NASA anunciou os nomes das quatro companhias norte-americanas que conseguiram contratos de cooperação na fabricação das componentes para a ISS: Boeing, General Electric's Astro-Space Division, McDonnell Douglas e a Rocketdyne Division of Rockwell.
 
A primeira secção foi colocada em órbita em 1998. As duas peças seguintes foram adicionadas antes do envio da primeira tripulação, que chegou à estação a 2 de Novembro de 2000 e consistia nos astronautas William Shepherd (EUA) e dois cosmonautas russos, Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev. Decidiram designar a estação espacial de "Alpha", embora o uso do nome estivesse restrito à missão.
 
A ISS tem tido uma história problemática. Inicialmente planeada como uma "Estação Espacial Livre" da NASA, assim promovida pelo Presidente Reagan, mostrou-se demasiado dispendiosa. Após a Guerra Fria, foi retomada como um projecto conjunto entre a NASA e a Rosaviakosmos russa. Desde essa altura o seu custo tem-se mostrado muito superior ao projectado inicialmente pela NASA, além de atrasado. Em 2003 ainda era incapaz de acomodar uma tripulação de sete, consequentemente limitando a quantidade de ciência passível de se realizar, o que também não beneficia as relações com os parceiros europeus no projecto. Em Julho de 2004, a NASA concordou em completar a estação até ao nível de suporte de 4 membros e ao lançamento de secções adicionais como o módulo japonês de experiências. Enquanto a NASA continuará a gerir a construção, a Rússia irá continuar o lançamento e recolha das tripulações de e para a estação.
 
Objectivos da ISS (Estação Espacial Internacional)
 
Algumas críticas encaram o projecto da NASA como um desperdício de tempo e dinheiro, inibidor do progresso em outros projectos mais úteis: por exemplo, os $100 biliões USD estimados poderiam pagar dezenas de missões espaciais não tripuladas. No geral, existem muitas críticas contra a exploração espacial que defendem que essa quantia seria melhor empregue em problemas na Terra.
 
Os defensores da exploração espacial argumentam que tais críticas são, no mínimo, redutoras e de pouca visão, e talvez decepcionadoras. Os defensores da investigação e exploração espacial tripulada defendem que estes esforços já produziram biliões de dólares de tangíveis benefícios às pessoas na Terra. Algumas projecções apontam para um benefício económico indirecto, materializado pela comercialização das tecnologias desenvolvidas durante a exploração espacial tripulada, que já retornou mais de sete vezes o investimento inicial para a economia (algumas projecções conservadoras colocam este valor em três vezes o investimento inicial). Se a ISS, isolada do restante programa espacial, será um contribuidor considerável é, no entanto, um assunto de renhido debate.
 
A ISS já recebeu o primeiro turista espacial, Dennis Tito, que gastou 20 milhões USD para participar numa missão russa de reabastecimento e o primeiro casamento no espaço quando Yuri Malenchenko, na estação, se casou com Ekaterina Dmitriev, que se encontrava no Texas.
 
Estado actual da ISS
 
Após o acidente do Vaivém Espacial Columbia a 11 de Fevereiro de 2003, e a consequente suspensão das missões com estas naves, ainda permanece alguma incerteza sobre o futuro da ISS. A sua construção está praticamente suspensa dado que as componentes principais são tão pesadas que não podem ser colocadas no espaço com o auxílio das naves actualmente em serviço. Por exemplo, o módulo do laboratório da Agência Espacial Europeia, o Columbus, apesar de concluído, não pode ser lançado em órbita. Entretanto, as rendições da tripulação estão a ser efectuadas pelas naves Soyuz. A partir da Soyuz TMA-2, duas equipas de astronautas foram transportadas, no lugar das tradicionais equipas de três elementos.
 
Porém, a Soyuz não dispõe da capacidade do vaivém. Devido à ausência do suporte à ISS por um vaivém por um longo período de tempo, esta está a acumular grandes quantidades de lixo e desperdício, o que começa a afectar as operações.
 
Esta medida de contenção lançou em aberto a possibilidade do foguetão Energia (russo) ou do vaivém espacial Buran voltarem ao serviço. Contudo, apesar da hipótese do Saturno V poder voar uma vez mais, a realidade é que o equipamento destas duas naves foi recolocado ou mesmo corrompido desde a separação da União Soviética.
 
A 27 de Fevereiro de 2004, a tripulação da ISS Michael Foale e Alexander Kalery fizeram a sua primeira caminhada no espaço, envolvendo toda a tripulação da ISS (a Soyuz 26 foi a primeira a envolver toda a tripulação de um veículo). A maioria dos objectivos desta caminhada, como a instalação de equipamento exterior, foram atingidos antes de um dos tubos no fato de Kalery ter causado um disfunção no arrefecimento e forçar a uma conclusão precoce.
 
A possibilidade de colisões a velocidades muito grandes de detritos espaciais é considerada uma ameaça a longo prazo para a Estação Espacial Internacional. Uma solução proposta pela NASA e outros consiste num laser. No entanto, permanece a preocupação que uma proposta deste tipo possa contrapor os tratados existentes acerca de armamento laser no espaço.
 

Expedições futuras
  • Expedição 15: Fyodor Yurchikin CDR - Rússia, Oleg Kotov - Rússia, John Grunsfeld - Agendada para Março 2007 - Setembro 2007.
A Estação Espacial Internacional é a segunda nave mais visitada na história da exploração espacial. A 12 de Julho de 2006 contava com 120 visitas. A Mir tinha 137. Quase 1/4 dos astronautas que já tinham voado para o espaço estiveram na ISS.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Terça-feira, 26 de Setembro de 2006

O PoSAT-1

 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português
 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português ... fonte da imagem
 
 
 

O PoSAT-1 é o primeiro satélite português, entrou em órbita em 26 de Setembro de 1993, (faz hoje 13 anos) por volta das 2h45, hora de Lisboa. O Satélite foi lançado para o espaço através do foguetão Ariane 4; o lançamento foi no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separava-se do foguetão.
 
O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou por volta de um milhão de contos (ou seja, 5 milhões de euros), 600 mil contos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 mil por empresas portuguesas envolvidas. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, conhecido como o pai do primeiro satélite português.
 
Fernando Carvalho Rodrigues nasceu a 28 de Janeiro de 1947 em Casal de Cinza, freguesia do concelho da Guarda, Portugal. É professor da Universidade Independente em Lisboa. Conhecido como o «pai do satélite português», é, na realidade, o responsável máximo pelo consórcio PoSAT que constitui e lançou o primeiro satélite português em 26 de Setembro de 1993.
 
A Missão
 
A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites, o PoSAT-1, o EyeSat e o ItamSat (Itália), o KitSat-B (Coreia), o HealthSat (da organização médica internacional Satellite), o Stella (França), mas a jóia da coroa era o satélite francês SPOT-3, um super satélite de reconhecimento fotográfico.
 
Composição
 
O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.
 
Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contem 1344 células de GaAs.
 
Números
  • Velocidade7,3 km por segundo.
  • Órbita:  dura 101 minutos, faz uma média de 14 voltas às Terra.
Morte
 
A morte física PoSAT-1 prevê-se para 2043. O Satélite de repente, descerá de órbita,  de dia para dia, até que grande parte deve desintegrar-se na atmosfera.
 
Imagem de Satélite em Tempo real:
(carregue em "Choose satellite", seleccione POSAT, depois "View Earth from Satellite" )
 
Percurso do satélite português POSAT 1 em tempo real.
(clique nas várias opções de visualização - zoom ( +  - ), Satellite, Hybrid...
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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Quarta-feira, 15 de Março de 2006

Graf Zeppelin

Graf Zeppelin
Graf Zeppelin


Graf Zeppelin  (LZ 127)  Dirigível alemão que em 29 de Agosto de 1929, comandado por Hugo Eckener, completou o primeiro voo em redor do mundo ao aterrar em Lakehurst, Nova Jersey, Estados Unidos. O primeiro voo aconteceu em 1928, ligando Frankfurt a Nova York, e que durou 112 horas.

Tinha 213 m de comprimento, 5 motores, transportava 35 passageiros e 45 tripulantes e um volume de 105.000 m³, sendo o maior dirigível da história. A sua estrutura era baseada numa carcaça de alumínio, revestida por uma tela que era recoberta por uma lona de algodão, pintada com tinta prata, para reflectir o calor. Dentro dela, 60 pequenos balões de hidrogénio, juntamente com os motores May-bach diesel de 550 HP, mantinham-no no ar, a uma velocidade até 128 quilómetros por hora. Tinha capacidade de carga até 62 toneladas. Quem observava de fora a silhueta elegante e inconfundível do Graf Zeppelin, não imaginava o conforto que as gôndolas proporcionavam para os passageiros. Suites, banheiros, salas de jantar e estar, área para fumadores e sala de rádio eram comuns a quase todos os modelos. O Graf, por exemplo, contava ainda com 12 camarotes, com dois beliches cada um, e cabines de luxo. Nos sanitários, além dos lavatórios, havia banheiras que confirmavam a fama de "hotel voador". A passagem, na época, custava 6.590 réis.

A sua epopeia ao redor do mundo durou 21 dias, durante os quais percorreu 34.600 km. Saiu de Lakehurst, atravessando o Oceano Atlântico e fazendo a sua primeira escala em Friedrichshafen, na Alemanha, depois cruzou a Europa, sobrevoou os Montes Urais e atravessou a Sibéria até alcançar Tokyo, onde fez uma escala. Posteriormente cruzou o Oceano Pacífico rumo ao Estados Unidos e, em 26 de Agosto, depois de 79 horas 22 minutos de navegação, aterrou em Los Angeles, Califórnia. Finalmente em 29 de Agosto retornou ao Centro de Gerência Aeroespacial de Lakehurst, o seu ponto de partida.

Nenhum acidente foi registrado com o Graf Zeppelin LZ 127. Ele foi desmanchado em 1940, após a tragédia com o seu irmão Hindenburg e a sua estrutura foi utilizada para a confecção de material bélico para a 2ª Guerra Mundial.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005

Vaivém Espacial

 
Vaivém Espacial Atlantis, pousando

Vaivém Espacial Atlantis, pousando

 
Vaivém Espacial (Space Shuttle)  é o veículo parcialmente reutilizável usado pela NASA (Agência Espacial dos EUA) como veículo lançador e espaço-nave para as suas missões tripuladas. Ele tornou-se o sucessor da nave Apollo usada durante o Projecto Apollo.
O Vaivém Espacial voou pela primeira vez em 1981.

História

O projecto de construção de veículos espaciais reutilizáveis remonta a 1975, quando foram feitos os primeiros testes de um protótipo acoplado a um avião Boeing adaptado a testes de voo a grande altitude. O objectivo foi testar a aerodinâmica e a dirigibilidade do Vaivém Espacial.

Foram construídas cinco espaço-naves deste tipo, chamadas Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, que foram usadas em diversas missões no espaço. Destas apenas a Discovery, a Atlantis e a Endeavour ainda existem, já que as outras acabaram destruídas em acidentes que se tornaram tragédias da história da exploração espacial.

Ainda foram construídas mais duas naves, uma chamada Enterprise, usada apenas para testes de pouso, mas sem capacidade de entrar em órbita, e a outra chamada Pathfinder, um simulador usado para treino dos astronautas.

Ainda devemos citar os dois veículos reutilizáveis da URSS, chamados Buran e Ptichka. Destes apenas a Buran chegou a voar, em 1988, numa missão não tripulada. Ambas as naves foram desmontadas em Novembro de 1995 após o abandono do projecto.

Estrutura

O Vaivém Espacial é constituído por três partes: o veículo reutilizável, um tanque externo e dois foguetes propulsores de combustível sólido. O Vaivém Espacial é operado por motores traseiros e 44 mini-jactos de controle de órbita. A descolagem é feita pelos foguetes e pousa como um avião, numa pista convencional.

O veículo reutilizável possui asas em formato delta largo. É composto por uma estrutura de alumínio, sendo coberto por uma superfície de isolamento reutilizável semelhante a tecido. O nariz, parte das asas e toda a parte inferior da nave estão cobertos por pequenas peças de cerâmica, a fim de resistir às elevadas temperaturas causadas pela fricção com a atmosfera, quando o veículo regressa à Terra. Estas peças são numeradas, colocadas manualmente, e não existem duas peças iguais. Deficiências nestas peças de cerâmica têm causado problemas graves quando se soltam. Na penúltima missão espacial essas peças incendiaram-se, pela altíssima fricção com o ar, o que originou a destruição total da nave e a morte de todos os seus ocupantes ( acidente ocorrido com o Columbia, há dois anos e meio).
Os 49 foguetes da nave possuem diferentes funções. Entre as principais funções estão a de descolagem, controle de reentrada e controle de rota.

A energia eléctrica da nave é fornecida por células de combustível que têm, como subproduto da combustão, água potável. A parte central da nave é um compartimento de carga capaz de levar ao espaço até quatro satélites. Esta estrutura está adaptada a transportar o laboratório Spacelab, assim como o seu resgate de volta ao planeta. Um braço mecânico, chamado Remote Manipulator System, é operado pelos tripulantes na cabine de controle. Esse sistema é responsável em colocar os carregamentos em operação para fora do Vaivém.

A parte frontal da nave possui o alojamento da tripulação e a cabine de comando. Esta área do Vaivém Espacial é semelhante às cabines dos aviões convencionais, porém, algumas características diferenciam os comandos de voo espacial e voo aéreo. A parte anterior do convés tem quatro estações de serviço, como o controle do sistema de manipulação à distância. O compartimento de carga tem o seu ar retirado quando é necessário aos astronautas realizarem alguma actividade fora da nave. A entrada dos tripulantes na nave é através de uma escotilha, localizada na frente da nave, no alojamento da tripulação.

O tanque externo possui os mesmos propelentes utilizados pelos propulsores principais. A sua estrutura externa protege três tanques internos. Na parte frontal, um tanque contém oxigénio líquido sob pressão. Outro tanque interno contém a maioria dos equipamentos electrónicos, e um tanque traseiro comporta hidrogénio líquido sob pressão. As paredes do tanque externo são formadas por uma liga de alumínio, com 5,23 centímetros de espessura. Os propelentes são libertados para os sistemas principais de propulsão da nave, através da pressão do gás libertado pela própria combustão. Tal procedimento é feito de forma controlada.

Os foguetes propulsores praticam a maior parte do empurro de lançamento. O propulsor é formado por quatro unidades tubulares de aço. Na parte frontal do foguete, há uma cápsula em forma de ogiva que contém um pára-quedas, que é accionado para que ele caia no mar sem ser danificado, para ser reutilizado. A parte inferior do foguete tem um bico dirigível. O propulsor também é formado por oito pequenos foguetes, responsáveis pela separação deste do Veículo Espacial. Cada propulsor contém combustível sólido, que é accionado por um pequeno foguete motor. As chamas do foguete passam pelo interior do propulsor, atingindo o máximo empurro em menos de meio segundo.

Lançamento

O lançamento do Vaivém é feito da mesma maneira que os foguetes: numa plataforma, com o veículo na posição vertical. No momento do lançamento, os sistemas de propulsão do veículo exercem um empurro de aproximadamente 30.800.000 Newtons. Este valor equivale à soma do empurro de descolagem de 30 aviões do modelo Jumbo 747. Quando o Vaivém atinge 45 km de altitude, os foguetes propulsores separam-se do veículo e caem no mar, sendo posteriormente recuperados. Ao chegar a 110 km da superfície o combustível acaba, e o tanque externo separa-se da nave. A estrutura acaba por se desintegrar quando reentra na atmosfera.

Os sistemas de manobras orbitais encarregam-se de colocar o Vaivém em órbita. No espaço, o veículo está apto a realizar diversas missões. O transporte de satélites e sondas espaciais, a reparação ou resgate de artefactos que estão em órbita e a realização de pesquisas científicas são as principais funções do Space Shuttle.


A NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) cuja tradução seria Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, é simplesmente conhecida mundialmente como a Agência Aero-Espacial Americana. É uma agência do Governo dos EUA responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial.

A NASA foi responsável pelo envio do homem à Lua (projecto Apollo) e de diversos outros programas de pesquisa no espaço.

Actualmente ela trabalha em conjunto com a Agência Espacial Europeia, com a Agência Espacial Russa e com mais alguns países da Ásia e do todo o mundo (inclusive o Brasil) para a criação da Estação Espacial Internacional.

A NASA também tem desenvolvido vários programas com satélites e com sondas de pesquisa espacial que viajaram até outros planetas e até, alguns deles, se preparam para sair do nosso sistema solar, sendo a próxima grande meta, que tem atraído a atenção de todo o mundo, uma viagem tripulada até o planeta Marte, nosso vizinho.
Fonte: Wikipédia.
 
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2005

Apollo 13

13 de Abril de 1970 - Explode o tanque de oxigénio da
 
Apollo 13

A Apollo 13 foi uma missão tripulada do Projecto Apollo que tinha como objectivo pousar na superfície da Lua. No entanto, ela não pousou devido a um acidente grave, em que dois tanques do Módulo de Serviço explodiram. Acidente provavelmente ocasionado por colisão com um meteorito, e que levou a um retorno tenso e espectacular à Terra, mas com êxito, com um mínimo de oxigénio remanescente.
A missão descolou em 11 de Abril de 1970 e retornou em 17 de Abril de 1970. Os astronautas da missão eram James A. Lovell, Jr., Fred W. Haise, Jr. e John L. Sweigert. Jr..

A explosão no Módulo de Serviço destruiu parcialmente os equipamentos de manutenção de vida. A tripulação mudou-se para o Módulo Lunar "Aquarius", abandonando o Módulo de Comando "Odyssey", como uma estratégia para economizar os poucos recursos que haviam sobrado, retornando ao "Odyssey" apenas para a reentrada na atmosfera terrestre, já que o Módulo Lunar não é preparado para isto. O voo continuou até a Lua, onde os motores da "Aquarius" (já que os motores principais estavam danificados) foram usados para abandonar a gravidade da Lua e retornar a Terra.

A frase que marcou o evento foi: OK, Houston, we've had a problem here. ("OK, Houston, nós temos um problema aqui").
 - "Houston, nós temos um problema aqui" ?

Os astronautas da missão retornaram a salvo no dia 17 de Abril de 1970, e foram resgatados do mar, no Oceano Pacífico, pelo navio USS Iwo Jima.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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