Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Castanhas

 
Castanhas, algumas no interior do ouriço

Castanhas, algumas no interior do ouriço

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Sabia que...
 
As castanhas retardam o envelhecimento. Para além das gorduras insaturadas, são uma excelente fonte de proteínas, magnésio, potássio, cálcio, zinco e, muito importante, as fibras.  A castanha fresca é uma boa fonte de vitamina C, de tiamina (B1), de piroxila (B6), de potássio (K) e de fósforo (P). Quem tem o hábito de consumir castanhas regularmente parece ter uma melhor condição física.
 
As castanhas ajudam a prevenir  as doenças cardiovasculares. Incluir uma pequena dose de castanhas na alimentação pode diminuir o colesterol e ajudar a reduzir o risco de doença cardíaca.  A castanha não é indigesta, se não for comida em associação com pão, arroz, batata e outros alimentos feculentos. O consumo de castanha é compatível com leite e derivados, fruta fresca, etc. e deve ser bem mastigada.
 
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura.
 
A castanha pode melhorar:
 
- Anemia, astenia física e intelectual.
- Hemorragia.
- Presença de sangue nas fezes.
- Varizes e hemorróidas.
- Bronquite.
- Vómitos.
- Náuseas.
 
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Pseudo-fruto

 
Caju: fruto com pseudo-fruto, neste caso bem visível

Caju: fruto com pseudo-fruto, neste caso bem visível

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Pseudo-fruto, ou "falso fruto", é um desenvolvimento de um tecido vegetal adjacente à flor que sustenta o fruto, de forma que este se assemelhe em cor e consistência a um fruto verdadeiro (que, por definição, é proveniente do desenvolvimento do ovário).
 
É uma estrutura característica da família Anacardiaceae, onde o caju é o exemplo mais conhecido. O pedúnculo desenvolve-se numa estrutura carnosa, doce em algumas variedades, de forte cor amarela ou alaranjada, que consiste na parte comestível do caju. A fruta em si é o "caroço" em forma de meia-lua no seu ápice, onde se encontra a castanha de caju, a sua semente.
  
O figo é outro exemplo de pseudo-fruto. De facto trata-se de uma estrutura oca com flores no interior (uma inflorescência). O morango, por exemplo, é também um "falso fruto", já que a parte comestível é um receptáculo desenvolvido e carnudo, com os frutos minúsculos (os pequenos grãos negros) na sua superfície. Também a pinha, o ananás, a maçã e a pêra podem ser considerados pseudo-frutos.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Maçã

 
Maçã

Maçã

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A maçã é uma das frutas mais cultivadas do mundo. A maioria das maçãs produzidas são frutos das macieiras, árvores da família Rosaceae, pertencentes ao género Malus. As variedades mais comuns são M. domestica e M. sieversii e respectivos híbridos.
 
 
História
 

A maçã foi uma importante fonte alimentícia em todos os climas frios e, provavelmente, a macieira é a árvore cultivada há mais tempo. São a espécie de fruta, à excepção dos cítricos, que pode ser conservada durante mais tempo, conservando boa parte do seu valor nutritivo. As maçãs de Inverno, colhidas no final do Outono e guardadas em câmaras ou armazéns acima do ponto de congelamento, têm sido um alimento destacado durante milénios na Ásia, Europa e nos Estados Unidos (desde 1800). A maçã, cientificamente falando, não é realmente um fruto, é sim um pseudo-fruto (falso fruto).
 
 
Importância nutritiva
 
A maçã é excelente para prevenir e manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, através da ingestão de uma maçã por dia. Esse efeito é devido ao alto teor de pectina, encontrada na casca. Também tem um efeito acentuado para emagrecimento, pois a pectina dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol. O alto teor de potássio contido na polpa da maçã faz eliminar o sódio excedente, eliminando o excesso de água retida no corpo.
 
A maçã produz uma acção benéfica sobre o coração actuando de duas formas: pelo elevado teor de potássio e pela presença de pectina, que evita a deposição de gorduras na parede arterial, evitando a arteriosclerose. Por tudo isto, melhora a circulação sanguínea, reduzindo o trabalho cardíaco, prolongando a vida útil do coração. Também tem propriedades medicinais, ao ser suavemente usada como uma espécie de laxante, pois ajuda na eliminação das fezes. Ela actua da seguinte maneira: durante a digestão ela absorve a água e durante a eliminação ela liberta esta água que ficou armazenada, assim, não deixando que as fezes sequem, causando problemas posteriores como a prisão de ventre.
 
A maçã possui as seguintes vitaminas: B1, B2 e Niacina, e também contém sais minerais como Fósforo e Ferro. Fermentada é utilizada para elaborar bebidas alcoólicas como a sidra asturiana, o Calvados francês e a sagardua basca.
 
 
Espécies cultivadas
 
Há mais de 7.500 espécies e variedades de maçãs. As diferentes espécies encontram-se em climas temperados e subtropicais, já que as macieiras não florescem em áreas tropicais, pois necessitam de um número importante de horas de frio, que é variável em função da variedade cultivada. As variedades da família da Gala, por exemplo, necessitam de um Inverno com cerca de 700 horas de frio (temperatura abaixo de 7,2 oC) para terem o rendimento ideal na colheita.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 19 de Agosto de 2006

Os Orégãos

 
Orégãos
 
 

orégão, é uma erva perene e aromática muito utilizada na cozinha do Mediterrâneo. São utilizadas as suas folhas, frescas ou secas, pelo sabor e aroma que dão aos preparados culinários. Considera-se que as folhas secas tem melhor sabor.
 
O orégão tem alta actividade anti-oxidante pela presença do ácido fenólico e flavanóides. Tem ainda propriedades anti-microbianas contra Listeria monocytogenes (infecção bacteriana ) e outras patogenias presentes nos alimentos, o que faz com que seja bom para ajudar a preservá-los.
 
É um ingrediente imprescindível da culinária italiana, onde é utilizado em molhos de tomate, vegetais refogados, carne e nas célebres pizas. Junto com o manjericão (a) dá o carácter da culinária italiana.
 
Em Portugal, o orégão é indispensável na confecção de caracóis, e é usado também nas famosas caldeiradas portuguesas, e em saladas de tomate e queijo fresco ou requeijão. Aparece também, mas em menor quantidade, nas cozinhas espanhola, francesa, mexicana e grega.
 
O orégão deve ser utilizado em receitas de saladas, em molhos de manteiga para pratos de peixe, bem como em receitas de carne que levem pimentão e alho. Mas só deve adicionar os orégãos nos últimos minutos de cozedura. O seu forte aroma perde-se rapidamente quando é exposto à acção do calor. 
 
Valor Terapêutico: estimulante, anti-espasmódico, expectorante, depurativo, digestivo. Utilizado na cura da asma, catarros, nevralgias, menstruações difíceis, constipações e reumatismo.
 
(a) - O manjericão ou alfavaca, também chamada de manjericão de folha-larga, é bastante apreciada como planta ornamental devido às suas flores. Recomenda-se retirar as primeiras florações para aumentar o número de folhas e o ciclo da planta.

Na culinária, as folhas são utilizadas como um aromático tempero. Na medicina popular, as suas folhas e flores são utilizadas no preparo de chás pelas suas propriedades tónicas e digestivas. São indicados ainda para problemas respiratórios e reumáticos.
 
A alfavaca fresca entra no preparo de saladas, pizas, massas, cogumelos, carnes, sanduíches e sopas. Combina com molho de tomate, queijo parmesão, beringela, aboborinha e tomate fresco. Use-a também nas receitas que pedem manjericão.
 
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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006

As massas alimentícias

 
Spaghetti e fusilli
 
Spaghetti e fusilli
  
 

As massas alimentícias da culinária europeia, como o spaghetti  e o macarrão, são ingredientes culinários feitos com massa de farinha, geralmente de trigo, a que se dá várias formas que depois são cozidas em água e servidas com diferentes molhos. São equivalentes ao min  da culinária oriental ou ao cuscus da culinária mediterrânica.
 
 
Fabrico das massas alimentícias
 
As formas de massas alimentícias vão desde lâminas como para lasanha, a canudos como o macarrão, fios de diferentes espessuras, como o spaghetti ou a aletria ou ainda pequenas figuras como letras, pevides, conchas, espirais e muitas outras. Para fazê-las, a massa pode ser “estendida” com um rolo da massa até ficar da espessura desejada e depois cortada de várias formas; as formas cilíndricas são geralmente feitas numa máquina parecida com a máquina de picar, em que se faz passar a massa por uma placa com orifícios de diferentes tamanhos e formas. Depois de preparada, a massa pode ser imediatamente cozinhada – a massa fresca – ou seca num forno pouco quente, para lhe retirar a maior parte da água, sem modificar o amido – esta massa seca pode ser guardada sem se estragar durante vários meses.
 
Para além da massa básica, composta apenas de farinha, água e sal, as massas alimentícias podem também ser coradas, quer com corantes artificiais, quer adicionando à massa básica puré de espinafre ou de cenoura, podem ser enriquecidas com ovo e podem ainda ser recheadas, como nos raviolli.
 
 
Breve história das massas alimentícias
 
As massas da
culinária europeia foram, antes da globalização, uma espécie de imagem de marca da culinária da Itália, fazendo parte, geralmente como antipasto, ou seja, entrada a todas as refeições, pelo menos de acordo com os filmes sobre aquele país. Provavelmente por essa razão, pensou-se durante muito tempo que o spaghetti teria sido trazido da China – onde omin  era igualmente um importante componente da sua gastronomia – por Marco Polo, no século X. No entanto, foram encontrados sinais deste tipo de alimento em frescos etruscos do século IV a.C. e nas ruínas de Pompeia, juntamente com outros objectos chineses, demonstrando que a rota da seda tinha sido estabelecida pelo menos no século I a.C..
 
Actualmente pensa-se que as massas, tal como as conhecemos hoje, podem ter sido “inventadas” antes do forno, como uma forma diferente de comer cereais, par além das papas. Com a globalização as massas tornaram-se comuns em todo o mundo, não só nos restaurantes italianos, mas em praticamente todas as cozinhas.
 
 
Modos de servir as massas alimentícias
 
A forma mais simples de servir as massas é cozidas em água e servidas com diferentes molhos, quer como uma entrada, em que o molho é mais simples, como o molho de tomate ou o pesto, ou como prato principal, em que o molho pode conter
carne, peixe ou mariscos, ou ainda vários tipos de vegetais. O hábito italiano de polvilhar o prato de massa com queijo ralado tornou-se também uma moda quase universal.
 
Outra forma simples de servir as massas, principalmente as de pequeno tamanho, é nas sopas. A massa guisada, em que a massa é cozida dentro do molho, é também uma forma usual de preparar este tipo de alimento.
 
O macarroni and cheese, muito apreciado nos
Estados Unidos da América, é uma forma diferente de preparar a massa, que é cozinhada numa mistura de leite e queijo fundido, normalmente a do tipo denominado cotovelo, ou seja, um pequeno canudo curvo. Existem ainda os pratos de massa assados no forno, como a lasanha e os cannelloni ou na forma de empadão.
 
Finalmente, as massas podem ainda fazer parte da sobremesa, ou seja, cozinhadas com açúcar, como a aletria doce, muito apreciada pelos indianos.
 
 
Em Itália
 
A gastronomia da Itália é muito rica em pratos compostos de massa. La pasta  é servida como prato único — i.e., variando unicamente o tipo de massa e o molho — e não servida como acompanhamento, ao contrário de, por exemplo, em Portugal.
 
Existem dois tipo de pasta: pastsciutta  (literalmente, pasta enxuta), massa seca, desidratada — como fusilli, spaghetti, etc. —, e pasta fresca, que inclui a lasanha, fettuccine, canelloni, etc. Uma variante da massa fresca, é a massa recheada, como o ravioli, tortellini.
Fonte: Wikipédia.
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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2006

A Lasanha

 
A Lasanha
 
 
 

Lasanha é uma forma de massa em folhas (normalmente ondulada na América do Norte, mas não em Itália) mas também um prato por vezes chamado "Lasanha no Forno" feito com camadas alternadas de massa, queijo e ragu (um molho de carne). Apesar de tradicionalmente se acreditar que a lasanha é um prato tipicamente originado na Itália, vieram à luz evidências de que um prato muito similar conhecido como "loseyns" (lê-se lasan) era comido na corte de Rei Ricardo II no séc. XIV. Esta receita também figurou no primeiro livro de receitas de Inglaterra. Contudo, esta reclamação está longe de ser universalmente aceite, sendo a Embaixada Italiana em Londres a que mais se manifestou contra.
 
A palavra Lasanha  provém da palavra grega "lasanon" que significa pote de quarto. O termo foi depois emprestado pelos romanos como "lasanum" para significar pote de cozinhar. Os Italianos pegaram na palavra para definir o prato onde, hoje se sabe, era feita a Lasanha.
 
Muitas receitas usam diferentes queijos, mas os mais referidos são o riccota e o parmesão. A clássica Lasanha à Bolonhesa usa apenas Parmigiano Reggiano. Muitas receitas também juntam molho bechamel.
 
Uma variante é a Lasanha Verde, que é a normal massa de ovos, mas com adição de espinafres.
  
A lasanha foi primeiro documentada no séc. XIII quando foi usado num prato às camadas. Esta versão mais antiga não incluía tomate pois este ainda não tinha sido descoberto pelos Europeus.
 
A lasanha é o prato favorito do gato fictício Garfield, uma estrela de uma das tirinhas de banda desenhada mais famosas da história, sendo publicado em 2.570 jornais de todo o mundo.
Fonte: Wikipédia.
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Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006

O Champignon - cogumelo comestível

 
O Champignon - cogumelo comestível
 
 
 

O champignon é um cogumelo comestível da família das agaricáceas ou também da espécie Agaricus bisporus.
 
Os cogumelos comestíveis, apreciados em muitas dietas Europeias e Orientais, vêm crescendo de importância nos últimos anos, quanto à possibilidade de reciclar economicamente certos resíduos agrícolas e agro-industriais. Por outro lado, considerando o elevado conteúdo proteico dos cogumelos comestíveis, o seu cultivo tem sido apontado como uma alternativa para incrementar a oferta de proteínas.
 
Importância nutricional
 
Além de saboroso, o champignon é nutritivo, rico em proteínas, contendo 2.69% de proteínas, cálcio, ferro, cobre, zinco, vitamina C e folato. Contem dezoito aminoácidos. O folato ou ácido fólico é uma potente vitamina antidepressiva natural. Fontes de folato: espinafre, feijão branco, laranja, espargo, couve de Bruxelas.
 
Como se produz
 
A produção deste tipo de cogumelo é feita em composto orgânico à base de capins (nome de várias plantas gramíneas e quase sempre forraginosas), bagaço de cana, palhas de arroz e/ou trigo e/ou soja, onde primeiramente é feita uma hidratação da mistura e a correcção do pH por meio de calcário. Na sequência é feita uma compostagem para transformação da celulose em proteínas e outros nutrientes que serão digeridos pelo fungo e posteriormente é feita a pasteurização do composto e a “semeadura” do fungo. Após algum tempo é colocada uma camada de turfa (terra vegetal) sobre o composto para induzir os frutos. O produto fica em repouso por um período de tempo em local climatizado até o aparecimento dos frutos e posterior colheita.
 
Como conservar o produto “in natura”
 
Os cogumelos podem ser conservados por 10 dias em refrigerador (4 °C) desde que não estejam lavados. Geralmente, são embalados em bandejas de isopor (250g), recobertos por filme de PVC. Este cogumelo "in natura" é muito mais sadio, pois não leva nenhum agente de branqueamento (bissulfito de sódio) e conserva muito mais o seu sabor original, pois também dispensa conservante (ácido cítrico).
 
O cogumelo pode ser preparado em sopas, molhos, pizas, saladas, estufado acompanhando carne, salteado com ovos, refogados, etc. Quando for retirar a parte mais fibrosa dos cogumelos, não as deite fora. Elas podem ser usadas para o preparar deliciosas sopas.
 
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

A Sibéria

 
A Sibéria - localização -
 
 A Sibéria - localização -
 
 

A Sibéria é uma vasta região da Rússia e do Norte do Kazaquistão, integralmente no norte da Ásia, estendendo-se dos Montes Urais ao Oceano Pacífico, e para sul desde o Oceano Árctico até aos montes do centro-norte do Kazaquistão e até à fronteira com a Mongólia e China.
 
 
História da Sibéria
 
A conquista e colonização da Sibéria pelos cossacos (habilidosos cavaleiros do Sul da Rússia que surgiram no século XVI para defender o Império Russo), e pelos russos, feita no século XVI, em geral, têm muitos paralelismos com a conquista do Oeste americano: um povo europeu tecnologicamente mais desenvolvido invade territórios ancestralmente ocupados por povos nómadas, com menos sofisticação tecnológica e um estilo de vida, tradições e maneira de olhar para o mundo, muito diferentes das do povo invasor, armado também com a sua cultura judaico-cristã. O resultado inevitável é a derrota militar dos povos com menor potencial tecnológico, que traz consigo uma assimilação cultural em grande medida feita pela força. Todos os povos europeus que se expandiram pelo mundo, derrotando militarmente as culturas autóctones de menor potencial tecnológico, utilizaram alguns aspectos mais diferentes das culturas locais como pretexto para a sua classificação como inferior, justificando assim não só a dominação mas todo o tipo de desmandos que chegaram mesmo à escravatura e ao genocídio. Os russos na Sibéria não foram excepção.
 
Entre os traços culturais usados para justificar a dominação e a assimilação dos povos siberianos contam-se em lugar de destaque os ritos funerários. Devido à dificuldade em abrir campas com os instrumentos de que dispunham em solo gelado ou encharcado, as culturas siberianas não enterravam os seus mortos. Os koryaques e os chukchis (nómadas e caçadores de renas da Sibéria; vivem em tendas de pele de rena, muito bem vedadas para reter o calor), dissecavam os mortos. Os yukaghires desmembravam-nos e depois distribuíam as várias partes, já secas, pelos familiares mais próximos. Estes pedaços do ente querido eram apelidados de "avós", funcionando como amuletos. Os kamchadales, pelo seu lado, tinham em mente as necessidades de transporte no Além: davam os cadáveres a comer aos cães, para que os falecidos tivessem uma boa equipa de cães a puxar-lhes o trenó.
 
Os russos, presos às suas tradições cristãs, viam estes povos como "bárbaros". Curiosamente, nesta mesma altura (séculos XVII e XVIII), a Europa ocidental olhava para o czar (título usado pelos monarcas da Rússia Imperial entre 1546 e 1917) e os seus súbditos, de uma forma semelhante.
 
No entanto, os cossacos rapidamente aprenderam que lhes sairia muito caro desprezar toda a experiência acumulada pelos siberianos ao longo das muitas gerações que levaram a encontrar as melhores soluções de sobrevivência no clima agreste da Sibéria e na escassez local de recursos.
 
Um dos aspectos onde eles rapidamente adoptaram os costumes locais foi na alimentação, e muita dela chegou aos nossos dias.
 
Os ostyaques e voguls, por exemplo, bebiam o sangue fresco das renas e, quando tal não era possível, aproveitavam-no para fazer panquecas ou para engrossar a sopa. O peixe geralmente era comido cru, e para acompanhar bebia-se seiva de bétula. Os quirguizes, buriates e yakutes adoravam kumis - nada mais, nada menos, que leite de égua fermentado. Os yakutes orgulhavam-se particularmente do seu "alcatrão de leite" (não sendo a tradução fiável). Trata-se de uma mistura cozida de carne, peixe, raízes, ervas e casca de árvores. Tudo isto era bem triturado e misturado, juntando-se-lhe depois farinha e leite.
 
Mas o grande pitéu dos siberianos era a rena, no que não se distinguiam de todos os outros povos do Árctico.
 
Os nómadas da tundra aproveitavam tudo daqueles animais: os globos oculares eram comidos como em Portugal se comem azeitonas, os lábios e orelhas eram especialmente apreciados e até o conteúdo semi-digerido dos intestinos (fibras de plantas) era utilizado para fazer "pudins negros" (os outros ingredientes eram a gordura e o sangue coagulado).
Fonte: Wikipédia.
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

A Aveia (cereal)

 
Aveia (cereal)
 
 
 

Cereal muito nutritivo, que possui cálcio, ferro, proteínas, além de vitaminas, carboidratos e fibras. A aveia está em evidência actualmente pelo alto poder benéfico da sua fibra solúvel, que está relacionada a um bom funcionamento intestinal, à diminuição na absorção de colesterol total e LDL-colesterol e manutenção de níveis adequados dos mesmos.
 
Existem estudos que dizem ainda que o consumo de aveia em diferentes quantidades está associado ao controle da glicemia (açúcar no sangue), manutenção e diminuição do colesterol sanguíneo, controle da pressão arterial e regulador do trânsito intestinal, evitando a obstipação (intestino preso).
 
A fibra solúvel presente na aveia, a chamada ß-glucana, é responsável por parte das vantagens do consumo da aveia, já que existe a vantagem nutricional deste alimento. As fibras solúveis retardam o esvaziamento gástrico, que tem como resultado uma maior saciedade. Elas, também, ao entrarem em contacto com a água, formam géis que tornam o bolo fecal maior e mais viscoso e, com isso, ocorre uma menor absorção de substâncias presentes neste bolo, como glicose e colesterol, devido à uma menor acção de enzimas digestivas.
 
Em relação ao seu poder hipocolesterolemiante, estudos sugerem que a acção da ß-glucana na diminuição do colesterol no sangue esteja ligada à absorção de ácidos biliares. Estes são excretados pelas fezes, diminuindo a absorção de colesterol ou pelos ácidos gordos de cadeia curta, produzidos pela acção das fibras presentes no cólon que inibem a síntese de colesterol no fígado.
 
Sendo assim, o consumo regular de aveia pode estar relacionado com a diminuição da formação de placas de gorduras, que causam doenças cardiovasculares.
 
O tipo de aveia que possui maior quantidade de ß-glucanas é o farelo de aveia, seguido dos flocos e farinha de aveia. Existem ainda outros alimentos que possuem ß-glucanas, como soja cozida, feijão branco cozido, grão de bico cozido, brócolos, farinha de milho, manga e trigo para quibe (prato de culinária síria, feito de carne moída, trigo integral, hortelã-pimenta e outros condimentos).
 
O consumo recomendado de fibras totais (entre as solúveis e insolúveis) é de 20 a 30 gramas por dia, o que comummente não é feito pela população em geral. Mas este objectivo pode ser alcançado com uma alimentação que dê preferência aos cereais integrais como aveia, frutas, verduras, legumes, leguminosas.
 
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

O Chuchu

 
O Chuchu
   
  
 

O Chuchu  (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto ou seja, um vegetal da categoria dos legumes.
 
Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivada na horta caseira, é considerada um fruto, tal como o tomate. A sua origem é atribuída à América Central em países como Costa Rica e Panamá.
 
 
Origem
 
Segundos alguns historiadores essa hortaliça-fruto já era cultivada no Caribe à época do descobrimento da América.
 
Era bem conhecida na antiguidade pelos Astecas e tinha grande destaque entre as demais hortaliças cultivadas na época, devido ao seu sabor característico e bastante suave para ser consumido durante o ano todo. De fácil digestão, rica em fibras e pobre em calorias, bom para um regime alimentar.
 
Na Madeira é conhecida por pepinela e faz parte da gastronomia local.
 
Destaca-se por ser uma fonte de potássio e fornecer vitaminas A e C. O chuchu é uma Cucurbitácea, tal como o pepino, as abóboras, o melão e a melancia.
 
 
Tipos
 
Possui uma grande gama de frutos quanto à forma, tamanho e cor. Estes podem ser arredondados ou terem a forma de pêra, mais comummente encontrada nas feiras e mercados.
 
A casca pode ser lisa ou com espinhos, conforme a espécie, a sua cor varia do branco ao verde bem escuro. No mercado há preferência pelos frutos de casca verde-clara, sem espinhos, com tamanho de 12 a 18 cm de comprimento (fruto graúdo) e 7 a 10 cm (fruto miúdo). Os frutos quando passados apresentam a casca sem brilho e amarelada e com a ponta mais larga começando a abrir-se. Por ser um fruto muito frágil, machuca-se com facilidade e a casca escurece rapidamente quando danificada, portanto deve-se escolher os frutos com cuidado, evitando de feri-los.
 
 
Como é vendido
 
Podemos encontrá-lo já descascado, cortado em cubos e embalado com filmes de plástico, ao natural ou pré-cozidos em mercados e locais de grande acesso público.
 
Certifique-se sempre que esse produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a sua adequada conservação, pois quando mantido em condição ambiente, estraga-se rapidamente. Os melhores preços de chuchu ocorrem entre os meses de Junho a Outubro.
 
 
Conservação
 
Para conservá-lo deve-se mantê-lo em condição ambiente entre 3 a 5 dias depois de colhidos, pois murcham muito rapidamente. Podemos conservá-lo por mais tempo, entre 6 a 8 dias, na parte de baixo do frigorífico, embalados em saco de plástico, caso contrário queimam-se com o frio pois são sensíveis a temperaturas baixas. O produto já descascado e picado conserva-se até 3 dias após o seu preparo, desde que mantido embalado em vasilha tapada ou em saco de plástico, na gaveta inferior do frigorífico.
 
 
Forma de consumo
 
Para consumi-lo não devemos comê-los crus, pois são duros para mastigar e quando os cortamos e o descascamos crus, devemos fazê-lo debaixo de água corrente, pois estes têm um líquido que "cola" nas mãos. Podem ser cozidos e refogados, podemos transformá-los em cremes, sopas, suflés, bolo ou salada fria. Para consumo como refogado ou salada, escolha os frutos mais novos e menores e com casca brilhante.
 
Quando os frutos estão maduros, com a parte de baixo a começar a abrir, são excelentes para a elaboração de suflés, pois são mais consistentes e têm mais fibra. A casca pode ser removida antes ou após o cozimento. Quando os frutos estão bem novos podem ser consumidos com casca e miolo.
 
Do chuchu nada é desperdiçado, podemos consumir as folhas, brotos e raízes da planta, claro que depois de devidamente lavados. Os brotos refogados são ricos em vitaminas B e C e sais minerais como cálcio, fósforo e ferro.
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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