Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

World Trade Center

 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamase vista dos ataques

Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas e vista dos ataques


World Trade Center foi um complexo de edifícios, construído no início de 1970, localizado em Manhattan, Nova Iorque, EUA, e destruído pelos ataques de 11 de Setembro de 2001, faz hoje 6 anos. Dos sete edifícios que compunham o complexo, destacavam-se as duas Torres Gémeas com 110 andares, idealizadas pelo arquitecto japonês Minoru Yamasaki, consideradas um dos ícones da economia norte-americana e onde trabalhavam diariamente cerca de 50 mil pessoas. Foram considerados os maiores prédios do mundo durante os anos de 1972 e 1973.
 
As Torres Gémeas possuíam 198 elevadores. Na Torre Norte existia, no 107º andar, um luxuoso restaurante onde havia grandes almoços de empresários mundiais apelidado de "Windows on the World" (Janela do Mundo, devido ser o restaurante mais alto do mundo). No último ano de funcionamento, 2000, o restaurante teve um lucro de 37,5 milhões de dólares. No topo da Torre Sul existia um observatório apelidado de "Top of the World" (Topo do Mundo) que ficava a 420 metros de altura e onde os visitantes tinham uma visão de 360º de toda a cidade de Nova York. Tinha uma protecção anti-suicida.
 
Na Torre Norte havia uma antena de TV de 90 metros instalada em 1978. A Torre Norte tinha 526 metros de altura, contando com a antena de TV, (417 metros sem a antena), enquanto a Torre Sul possuía 415 metros.
 
Os Ataques de 11 de Setembro de 2001, causaram pânico em todo o Mundo. Quando a Torre Norte foi atingida pelo avião 767 da American Airlines às 8h45 da manhã, as pessoas da Torre Sul receberam os avisos de emergência para descer. Estranhamente foram barrados pela polícia do WTC que afirmava que o prédio estava seguro e que todos podiam voltar para o seu serviço. A maioria voltou para os seus escritórios esperando uma nova chamada. Muitos deles ligaram para os seus familiares afirmando que iriam continuar na Torre Sul e que ela estava segura. No entanto, as 9h03 da manhã o avião 757 da United Airlines chocou com a Torre Sul atingindo do 78º andar ao 83º andar. Às 9h10 o serviço de segurança de Nova Iorque ordenou a evacuação total do prédio. Muitas pessoas na Torre Sul morreram pois acreditavam que seriam resgatados nos seus próprios escritórios sem ter que enfrentar o pânico de 1993. Todas as pessoas que ficaram nos andares acima da zona do impacto da Torre Norte morreram e na Torre Sul sobreviveram apenas dezoito pessoas, pois encontraram uma escada intacta.

Os mortos nos ataques de 11 de Setembro de 2001 foram milhares: 265 nos aviões; pelo menos 2.602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center, e 125 no Pentágono. Pelo menos 2.992 pessoas foram mortas.

 

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Sábado, 9 de Junho de 2007

Naufrágio na Figueira da Foz

 
 


Um arrastão de Peniche encalhou na Praia da Claridade - Figueira da Foz, Portugal - em 5/06/2007, a cerca de 100 metros a norte da entrada da barra. Infelizmente mais um alvo de "atracção turística". Muitas pessoas se deslocaram ao molhe norte do porto da Figueira da Foz para verem de perto o arrastão que se dedicava à pesca de peixe-espada.
Os oito tripulantes ficaram ligeiramente feridos. Danos extensos no casco, um rombo com cerca de 15 metros de extensão provocado pela acção das ondas, afastou a hipótese da sua remoção por mar, estando a ser desmanchado e retirado aos bocados...
Vídeo de: Filipe Freitas.

Veja AQUI o vídeo n.º 2 

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Sábado, 30 de Dezembro de 2006

Ponte das Barcas e Ponte Pênsil (Porto)

 
As 'Alminhas da Ponte' lembram a tragédia de 29 de Março de 1809, no rio Douro
 

As 'Alminhas da Ponte'
lembram a tragédia de 29 de Março de 1809, no rio Douro



 
  
 
Pilares da antiga Ponte Pênsil, no Porto

Pilares da antiga Ponte Pênsil, no Porto. A Ponte Dom Luís I, ao seu lado.


 
 
 
Chama-se Ponte das Barcas a uma ponte que existiu na cidade do Porto, Portugal, sobre o Rio Douro, construída sobre barcaças.
 
A necessidade de haver uma travessia para a margem sul do Rio Douro para circulação de pessoas e mercadorias, constituiu uma preocupação permanente ao longo dos séculos. Ao longo dos tempos houve várias "pontes das barcas" construídas para determinados propósitos, como a rápida deslocação de contingentes militares. No entanto, por regra a travessia do Rio Douro fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões.
 
A Ponte das Barcas construída com objectivos mais duradouros foi projectada por Carlos Amarante e inaugurada a 15 de Agosto de 1806, e era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial.
 
Foi nessa ponte que se deu a tristemente célebre catástrofe da Ponte das Barcas, em que milhares de vítimas pereceram quando fugiam, através da ponte, às cargas de baioneta das tropas invasoras francesas do Marechal Soult, em 29 de Março de 1809.
 
As Alminhas da Ponte são um baixo relevo do escultor Teixeira Lopes, localizado na cidade do Porto, que eternizou o momento em que centenas de pessoas, fugindo das tropas do Marechal Soult que atacavam a cidade sob ordens de Napoleão, faleceram na travessia da Ponte das Barcas. O peso e a aflição da população em fuga originou o afundamento da ponte que ligava as duas margens do rio Douro. Hoje em dia, os cidadãos depositam velas acesas e flores perto das Alminhas da Ponte para lamentar a tragédia.
 
A Ponte das Barcas, reconstruída depois da tragédia, acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte Pênsil em 1843.
 
 
A Ponte Pênsil, originalmente denominada Ponte D. Maria II, era uma ponte suspensa que ligava as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia.
 
A sua construção foi iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação de D. Maria II, ainda que ficasse conhecida como Ponte Pênsil. A construção terminou cerca de dois anos depois do início das obras.
 
Com pilares de cantaria de 15 metros de altura, 150 metros de comprimento e 6 de largura, a ponte assegurava um melhoramento no tráfego entre as duas margens, substituindo a periclitante Ponte das Barcas.
 
Para testar a sua resistência suportou mais de 105 toneladas, peso esse constituído por cerca de 100 pipas de água. Manteve-se em funcionamento durante cerca de 45 anos, até ser substituída pela Ponte Dom Luís I, construída ao seu lado.
 
Restam actualmente os pilares e as ruínas da casa da guarda militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens para a sua travessia.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

Miguel Corte Real

 
A pedra de Dighton
 
A Pedra de Dighton
 
 
 

Miguel Corte Real (c. 1450 – talvez em 1502), navegador/explorador português, desaparecido nas costas da América do Norte por volta de 1502. O seu desaparecimento deu origem a várias pesquisas e teses controversas, a mais conhecida das quais é do seu naufrágio nas costas da Nova Inglaterra, onde teria mantido contacto com as populações índias e gravado a conhecida epígrafe da Pedra de Dighton.
 
Biografia
 
Miguel Corte Real era filho de João Vaz Corte Real, capitão do donatário (cargo tardo-feudal) na ilha Terceira, Açores e irmão de Gaspar Corte Real. Gaspar Corte Real desapareceu numa viagem de exploração à Terra Nova, então conhecida por Terra Nova dos Bacalhaus, realizada em 1501. No ano seguinte Miguel partiu numa expedição em direcção ao noroeste do Atlântico em sua busca, mas também desapareceu.
 
O poeta siciliano Giovanni Cataldo Parisio, também conhecido por Cataldo Sículo, que residiu temporariamente em Lisboa em finais do século XV, dedicou a Miguel Corte Real um poema, incluído na sua colectânea Poemata, publicada em Lisboa no ano de 1502. Por aquele poema se pode deduzir que Miguel Corte Real terá exercido as funções de porteiro-mor do rei D. Manuel I de Portugal e terá participado numa expedição militar ao norte de África.
 
Também se sabe que Miguel Corte Real não participou na expedição capitaneada por seu irmão em 1501, apesar de a ter financiado em troca da partilha das terras que descobrisse, porque naquele ano terá partido, por ordem régia, em auxílio dos venezianos nas suas lutas contra os turcos no Mediterrâneo oriental.
 
Verificado o desaparecimento do irmão, no Inverno de 1502/1502 organizou uma expedição, composta por três navios, destinada a proceder a buscas na zona para onde ele tinha partido. A expedição partiu de Lisboa a 10 de Maio de 1502 e atingiu a costa da Terra Nova, onde os navios se separaram para alargar a área investigada, marcando encontro numa baía para o dia 20 de Agosto. Pela data aprazada dois dos navios tinham comparecido, mas o de Miguel Corte-Real nunca mais foi visto.
 
No ano seguinte o irmão mais novo, Vasco Anes Corte Real, solicitou autorização para partir em busca dos irmãos desaparecidos, mas o rei, temendo novo desaparecimento, não autorizou a expedição. Contudo, naquele ano, dois navios terão partido para o noroeste do Atlântico, mas foram debalde as suas buscas.
 
A partir da leitura feita por Edmund Delabarre em 1918, surgiu a tese de que as inscrições feitas na Pedra de Dighton, no que é hoje o estado norte-americano de Massachusetts, teriam sido feitas por Miguel Corte Real. Naquelas interpretações da inscrição, os seus defensores vêem a Cruz de Cristo, o escudete português e o seguinte texto em latim:
MIGUEL CORTEREAL v[oluntate] DEI
hic DUX IND[iorum]
1511
cuja tradução para português dirá:
MIGUEL CORTEREAL pela vontade de DEUS
aqui CHEFE dos ÍNDios
1511

Ligação externa:
O mistério dos Navegadores Perdidos
 
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

Joseph Cugnot

 
A locomotiva de Cugnot


A locomotiva de Cugnot

A locomotiva de Cugnot
 
 

Nicolas-Joseph Cugnot (nasceu em 25 de Setembro de 1725, faz hoje 281 anos, faleceu em 2 de Outubro de 1804) foi um inventor francês que construiu o que poderá ter sido o primeiro veículo auto-propulsionado do mundo.
 
Cugnot nasceu em Poid, Meuse, Lorraine. A Lorena (francês Lorraine ) é uma região do nordeste da França. A única região francesa a possuir fronteiras com três outros países: a Bélgica (Valónia), o Luxemburgo e a Alemanha (länder de Sarre e Renânia-Palatinado). Ela é também vizinha de três regiões francesas: Alsácia, Champanha-Ardenas e Franche-Comté.
 
Foi engenheiro militar e fez experiências com modelos de máquinas a vapor. Estas experiências destinavam-se ao transporte de pesados canhões para o Exército Francês. Corria o ano de 1765.
 
Cugnot parece ter sido o primeiro a conseguir converter o movimento de um piston num movimento rotativo.
 
Uma versão funcionável da sua máquina a vapor, circulou em 1769 e no ano seguinte construiu uma versão melhorada. Este veículo tinha capacidade para carregar até 4 toneladas à velocidade de 4 km por hora; tinha dois pares de rodas atrás e um na frente que suportavam a caldeira e era dirigido por um leme. Em 1771, o seu veículo bateu contra uma parede de tijolos, ficando conhecido como o primeiro acidente automóvel do mundo. Este acidente, juntamente com problemas financeiros, puseram termo às experiências do exército francês com veículos mecanizados; no entanto, no ano seguinte, Luís XV atribuiu a Cugnot uma pensão de 600 francos anuais, como prémio pelo seu trabalho inovador.
 
Com a Revolução Francesa, a pensão foi-lhe retirada em 1789 e o inventor exilou-se em Bruxelas, onde viveu na pobreza. Pouco antes da sua morte, voltou a Paris a convite de Napoleão Bonaparte, onde veio a morrer.
 
A máquina de Cugnot de 1770 encontra-se preservada em Paris no ‘Conservatoire des Arts et Metiers’.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

Ataques de 11 de Setembro de 2001

 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas e vista dos ataques.
 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas
e vista dos ataques.

  
 
 
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus
 
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus, depois das torres caírem.
 

 
 

Cinco anos depois... O dia em que o mundo mudou...
 
 
Os ataques de 11 de Setembro foram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001. Membros do grupo islâmico al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves, fazendo duas delas colidirem contra as duas torres do World Trade Center em Manhattan, Nova Iorque, e uma terceira contra o quartel general do departamento de defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, no Condado de Arlington, Virgínia, próximo da capital dos Estados Unidos, Washington, D.C.. O quarto avião sequestrado foi intencionalmente derrubado num campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas.
 
Desde a Guerra de 1812, esse foi o primeiro ataque de efeitos psicológicos e altamente correctivos imposto por forças inimigas em território americano. Embora ainda não declaradas as respectivas autorias, esse inimigo invisível deixou um saldo de mortes próximo a 3.000, ainda sem reivindicação de autorias, permanece até hoje um mistério. Mesmo tratando-se de vitimas inocentes, para se ter uma ideia quantitativa do seu arrasador resultado, só o ataque em si excedeu o saldo de aproximadamente 2.400 militares norte-americanos mortos no ataque sem um aviso prévio dos japoneses à base militar de Pearl Harbor em 1941. Além disso, essa terrível demonstração de impunidade, tudo indica que foi caprichosamente planeada e direccionada aos ícones americanos, praticado impunemente tendo como arma simples aviões de linhas comerciais. O acto agravou-se muito mais por ter sido transmitido ao vivo pelas cadeias de TV do mundo inteiro com a própria tecnologia americana, tal ataque ainda sem precedentes em toda a história da humanidade, que feriu profundamente o orgulho americano, superou em muito o efeito moral imposto às tropas americanas pela força aérea japonesa.
 
Os ataques
 
Os ataques envolveram o sequestro de quatro aviões de passageiros. Com aproximadamente 91.000 litros (24 mil galões) de combustível de aviação nos tanques, os aviões foram transformados em bombas voadoras. O voo 11 da American Airlines colidiu com a torre norte do WTC às 8:46 da manhã horário local (12:46:40 UTC). Às 09:03:11 da manhã, horário local (13:03:11 UTC), o voo 175 da United Airlines colidiu com a torre sul. O voo 77 da American Airlines colidiu no Pentágono às 9:37:46 da manhã, horário local de(13:37:46). O quarto avião sequestrado, o voo 93 da United Airlines, possivelmente teria sido abatido num campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC) ou quando num confronto directo entre os passageiros (revoltosos) e sequestradores. Nenhum dos ocupantes dos aviões sequestrados sobreviveu.
 
Os mortos nos ataques de 11 de Setembro de 2001 foram milhares: 265 nos aviões; pelo menos 2.602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center, e 125 no Pentágono. Pelo menos 2.992 pessoas foram mortas. Além das Torres Gémeas de 110 andares do World Trade Centre ("WTC"), cinco outras construções nas proximidades do WTC e quatro estações subterrâneas de metropolitano foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou por se desmoronar.
 
Alguns passageiros e tripulantes puderam fazer chamadas telefónicas dos voos condenados. Eles relatavam que vários sequestradores dos ataques de 11 de Setembro estavam em cada avião. Um total de 19 sequestradores foram posteriormente identificados, cinco na maioria dos voos, quatro no voo 93 da United. Segundo informações, os sequestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as assistentes de bordo, pilotos, e/ou ao menos um passageiro. No voo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os sequestradores usavam punhais. Foi relatado o uso de algum tipo de spray químico nocivo, chamado gás de efeito moral para manter os passageiros longe da primeira classe nos voos 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Ameaças de bombas foram feitas em três aviões, mas não no 77 da American.
 
A quarta aeronave
 
Especula-se que o alvo dos sequestradores da quarta aeronave, o voo 93 da United Airlines, era o Capitólio ou a Casa Branca em Washington, DC. As gravações da caixa preta revelaram que os passageiros tentaram assumir o controle do avião dos sequestradores, e como abanar o avião não foi o suficiente para subjugar os passageiros, os sequestradores derrubaram o avião num descampado entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC). Some-se aos acontecimentos a possibilidade da quarta aeronave ter sido abatida em voo pela força aérea americana o que também explicaria o abanar da aeronave na tentativa inútil de desviar dos caças. Esta notícia divulgada no início, mas depois suprimida dos noticiários, seria a única explicação ao padrão de destroços da quarta aeronave distribuídos em inúmeras localidades. O próprio espalhamento dos destroços sugere que, antes do impacto com o solo, houve de facto uma desintegração da fuselagem da aeronave ainda em voo, possivelmente causada por uma explosão no ar, resultado da acção de abate provocada por míssil ar-ar ou de forma indirecta, devido ao desgaste estrutural prematuro causado pela alternância da acção centrípeta que era submetida a aeronave em fuga. Teoriza-se que a difícil decisão para abater uma aeronave civil, com vidas humanas a bordo, teria partido do presidente Bush, que se viu na difícil posição de ordenar o ataque e abater a aeronave sobre uma aérea desabitada ou esperar que mais uma possível incursão kamikaze contra outra instituição governamental fosse concluída e mais vidas perdidas, além das que já estavam a bordo.
 
11 de Setembro
 
Normalmente as pessoas referem-se aos ataques como o 11 de Setembro. Era uma terça-feira, e os voos domésticos nos Estados Unidos carregam poucos passageiros no meio da semana, portanto tornando um voo mais fácil de ser sequestrado.
 
Responsabilidade
 
Em 29 de Outubro de 2004, Osama bin Laden assumiu explicitamente a responsabilidade pelos ataques. Ele afirmou que "nós decidimos destruir as torres na América ... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa ideia, mas nossa paciência esgotou-se diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelitas contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a ideia surgiu na minha mente."
 
O grupo militante Islâmico al-Qaeda elogiou os ataques e os líderes do grupo haviam previamente dado a entender que tinham participação nos ataques. De facto, pouco depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos declarou-os, juntamente com o líder deles, Osama bin Laden, como principais suspeitos. Em 2004, a comissão do governo norte-americano que investigou os ataques oficialmente concluiu que os ataques foram concebidos e implementados por pessoal da al-Qaeda. A comissão que investigou os ataques relatou que, embora tenha havido contactos com o Iraque durante a presidência de Saddam Hussein, não foram encontradas "relações colaborativas" entre o Iraque e a al-Qaeda quanto ao ataque de 11 de Setembro em especial. Entretanto entidades ligadas à Casa Branca afirmam que a al-Qaeda tinha ligações com grupos Iraquianos desde o início da década de 1990. Porém a veracidade dessas afirmações é profundamente questionada pela sociedade civil mundial.
 
 
Consequências do 11 de Setembro
 
Medidas militares e de segurança
 
Os ataques levaram ao que o Presidente George W. Bush chamou de "Guerra contra o Terror" ou "Guerra contra o Terrorismo". O governo dos Estados Unidos intensificou as operações militares, pressões políticas e medidas económicas contra grupos que ele considera serem terroristas, assim como governos e países acusados de os acolher. Em Outubro de 2001 aconteceu a primeira operação militar iniciada pelos Estados Unidos segundo essa política, quando os Estados Unidos derrubaram o governo Taliban no Afeganistão, após estes se negarem a extraditar Osama bin Laden para os Estados Unidos. Os ataques de 11 de Setembro também levaram ao aumento da segurança interna dos Estados Unidos e à criação de uma nova agência federal em nível de gabinete, o Departamento de Segurança Interna.
 
De imediato, os ataques de 11 de Setembro colocaram os Estados Unidos e outros países num alto grau de alerta contra ataques subsequentes em potencial. O tráfego aéreo sobre os Estados Unidos foi — pela primeira vez na história — quase totalmente suspenso por três dias, com vários eventos e locais a serem afectados por encerramentos, cancelamentos, adiamentos e evacuações. Outros países impuseram restrições de segurança similares; na Inglaterra, por exemplo, a aviação civil foi proibida de voar sobre Londres por vários dias depois dos ataques.
 
Reacção internacional
 
Os ataques também tiveram importantes efeitos na política mundial. Muitos países introduziram legislações duras anti-terrorismo - nos Estados Unidos foi o USA PATRIOT Act - e também levaram adiante acções para cortarem as finanças de terroristas (inclusive através do congelamento de contas bancárias suspeitas de serem usadas pelos eles). As agências da lei e de inteligência estabeleceram cooperação para prenderem suspeitos de terrorismo e destruírem células supostamente terroristas ao redor do mundo. Esse foi um processo altamente controverso, já que restrições anteriores impostas pelas autoridades governamentais foram levantadas e certos direitos civis foram derrubados. Isso foi levantado em Setembro de 2004, quando Yusuf Islam, um activista muçulmano britânico conhecido pelo seu trabalho pela paz e pela caridade, anteriormente conhecido como Cat Stevens, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Isso levou o secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw a reclamar com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, que ordenou uma revisão na restrição colocada contra pessoas para entrarem nos EUA.
 
Os ataques levaram, por todo o mundo, a várias cerimónias em memória das vítimas. Em Berlim, 200 mil Alemães marcharam para mostrar a sua solidariedade às vítimas. O jornal francês Le Monde, tipicamente crítico contra os Estados Unidos, colocou em manchete de primeira página "Nous Sommes Tous Américains", ou "Somos todos americanos". Em Londres, o hino dos Estados Unidos foi tocado durante a troca de guarda no palácio de Buckingham. De imediato, o apoio ao direito dos americanos de se defenderem foi expressado por todo o mundo, como expresso na Resolução 1368 do Conselho de Segurança da ONU.
 
As reacções aos ataques no mundo Islâmico foram confusas. A grande maioria dos líderes religiosos e políticos islâmicos condenaram o ataque - a única excepção significativa foi Saddam Hussein, então presidente do Iraque. Logo após ao ataque foram relatadas celebrações em alguns países por pessoas opositoras às políticas americanas no Médio Oriente.
 
Reacção da população norte-americana
 
Os ataques também tiveram efeitos imediatos e avassaladores na população dos Estados Unidos. A gratidão diante dos trabalhadores uniformizados de segurança pública (especialmente no caso dos bombeiros) foi amplamente expressada na luz tanto do drama dos riscos envolvidos no momento quanto no alto saldo de mortes entre eles. O número de mortos entre os serviços de emergência foi sem precedentes. O papel feito por Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova Iorque, garantiu-lhe enorme prestígio nacional. Ele foi eleito Pessoa do Ano de 2001 pela Revista Time, e mantém um prestígio maior nos Estados Unidos do que o do presidente George W. Bush.
 
Consequências económicas
 
Os ataques tiveram impactos significativos nos mercados dos Estados Unidos e mundiais. A Bolsa de Valores de Nova Iorque, o American Stock Exchange e a NASDAQ não abriram em 11 de Setembro e permaneceram fechadas até ao dia 17. As instalações e centros de processamento de dados remotos da Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”) mais as empresas participantes, consumidores e mercados, foram incapazes de se comunicarem devido aos danos ocorridos na instalação da central telefónica próxima ao World Trade Center. Quando os mercados de acções reabriram em 17 de Setembro de 2001, após o maior período em que estiveram fechadas desde a Grande Depressão em 1929, o índice do mercado de acções Dow Jones Industrial Average (“DJIA”) caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8920 pontos, a sua maior queda num único dia. No fim da semana, o DJIA tinha caído 1369,7 pontos (14,3%), a sua maior queda numa semana na história. O mercado de acções americano perdeu 1,2 trilião de dólares em valores numa semana.
 
Salvamento e resgate
 
Apesar da remoção dos escombros do que sobrou dos ataques levarem meses para serem concluídos, com respeito ao cidadão comum, os esforços de salvamento e resgate as vitimas praticamente foram nulos. Levou dias e até semanas simplesmente para apagarem o fogo que queimavam nos escombros do Pentágono e WTC e a limpeza só foi completada parcialmente em Maio de 2002. Apesar de muitos fundos de ajuda terem sido organizados imediatamente para auxiliarem as vítimas dos ataques, o objectivo de fornecer ajuda financeira aos sobreviventes e às famílias das vítimas ainda ocorrem, mostrando uma "desligação" das autoridades.
 
Apenas um pequeno número de sobreviventes e surpreendentemente poucos restos mortais intactos de vítimas foram encontradas nos escombros do WTC.
 
As forças libertadas na desintegração das torres foi tão grande que muitos dos que ficaram presos nos prédios foram simplesmente pulverizados no colapso. Algumas vítimas foram identificadas por coisas mínimas como restos de músculos ou dentes misturados com os escombros. Muitos corpos jamais foram encontrados, presumivelmente por que o calor das chamas os teria incinerado. Em 18 de Janeiro de 2002, o último sobrevivente hospitalizado do ataque ao World Trade Center recebeu alta do hospital.
 
Os mais de 1,5 milhões de toneladas de entulho produzidos pela queda do WTC mostraram serem problemas incríveis de limpeza. Um prédio totalmente ocupado nunca fora derrubado antes, e as consequências sócio-ambientais e para a saúde de tal evento eram desconhecidas. Por volta de 100 toneladas de amianto usados na construção do WTC ainda não foram totalmente removidos. Os ataques libertaram densas nuvens de poeira contendo cimento pulverizado, fibra de vidro, amianto e outros poluidores. Em 2004, por volta da metade dos mais de 1000 trabalhadores e voluntários de resgate envolvidos, relataram problemas respiratórios persistentes e mais da metade relatavam problemas psicológicos. Por causa do grande período de latência entre exposição ao amianto e o desenvolvimento de doenças relacionadas, os residentes de Manhattan, especialmente os trabalhadores do resgate, podem ter problemas futuros de saúde.
 
Seis meses depois do ataque 1,5 milhões de toneladas de entulho foi removido do local do WTC e o trabalho continuou abaixo do solo, apesar das preocupações de que as fundações pudessem vir abaixo. Cerimónias marcando o encerramento da remoção do entulho foram realizadas no final de Maio de 2002.
 
Por que caiu o WTC ?
 
Existe muita especulação sobre as causas do efeito implosório observado nos desabamentos das Torres Gémeas do WTC. Embora sem precedentes na história, a razão de tal queda tão sincronizada acontecer, ainda é um mistério para a ciência que vem sendo debatida por arquitectos, engenheiros de estruturas e agências governamentais, todos voltados à segurança do meio ambiente e interessadas nas respostas ao seguinte questionamento: " Até que ponto os cálculos matemáticos e as técnicas de implosão programada atenderiam ao desmantelamento das grandes estruturas?"
 
Sobre as colisões, deve-se considerar que a força dos impactos com as torres foram relativamente nulas, tendo em vista o efeito trespassador observado quando as velocidades relativas são muito grandes.
 
Contudo, a queima de 91m³ (24.000 galões) de combustível líquido de aviação "praticamente injectados dentro das torres", somado ao design do WTC e as zonas de baixa pressão localizadas nas aberturas “as janelas panorâmicas dos andares superiores por onde os destroços da aeronave abriram fendas”, deram inicio ao efeito-chaminé acelerado. Tal efeito acontece quando a convecção de gases numa chaminé é apressado pelo calor das chamas no seu interior. O alto poder calórico conseguido nesses ciclos promove uma reacção semelhante ao jacto de um maçarico. Essa pois, a causa da falência localizada na estrutura do WTC e que deu início ao aspecto de uma implosão programada.
 
Esta é contudo a versão oficial. O grande problema que se coloca é conseguir provar o que acima está descrito, dado que tal facto é fisicamente impossível.
 
Especulações e teorias da conspiração
 
A partir das fatídicas colisões contra as estruturas que formam a alma dos americanos, tem havido muita especulação sobre o seu planeamento na derrubada desses ícones, em especial relacionadas com a possibilidade de haver mais sequestradores que iriam executar o ataque surpresa. Atrás dessa procura desesperada por informações, formou-se uma comissão para organizar as inúmeras hipóteses, no entanto até agora a comissão do 11 de Setembro não conseguiu explicar de forma racional e coerente os inúmeros fenómenos que rondam esses eventos e mesmo sabendo que existe muita informação disponível da Internet, apoiada por milhares de peritos, que põe em litígio as versões oficiais do 11 de Setembro, apresentando para isso as mais variadas provas cientificas, até agora nada de novo foi acrescentado, demonstrando que os políticos norte-americanos não estão interessados em fazer justiça ou evitar outros ataques mas sim explorar os eventos para alimentar a sua ambição política.
 
O vigésimo sequestrador
 
Apesar de tudo não passar de suposição, Binalshibh 'O vigésimo sequestrador', aparentemente iria participar dos ataques, mas frequentemente foi-lhe negada entrada nos Estados Unidos, recusa essa que deve tê-lo deixado muito deprimido. Mohamed al-Kahtani era outro terrorista em potencial, que também lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional de Orlando, em Agosto de 2001, sendo que posteriormente foi capturado e aprisionado encontrando-se hoje na Baía de Guantânamo. Zacarias Moussaoui era considerado um substituto para Ziad Jarrah, que em certo momento ameaçou abandonar o esquema por causa das tensões entre os envolvidos. Os planos para incluir Moussaoui nunca se completaram, pois a hierarquia da al-Qaeda tinha dúvidas sobre a sua lealdade. No fim, Moussaoui não foi inserido no sequestro.
 
Os outros membros da al-Qeada que tentaram sem sucesso participar dos ataques foram Saeed al-Ghamdi (não confundir com o sequestrador bem sucedido de mesmo nome), Mushabib al-Hamlan , Zakariyah Essabar , Ali Abdul Aziz Ali , e Tawfiq bin Attash. Khalid Sheikh Mohammed, o articulador intelectual do ataque, queria eliminar mais um membro da operação -- Khalid al-Mihdhar -- mas foi impedido por Osama bin Laden.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

Acidente nuclear de Chernobyl

 
O acidente nuclear de Chernobyl ocorreu no dia 26 de Abril de 1986, na Central Nuclear de Chernobyl (originalmente chamada Vladimir Lenin) na Ucrânia (então parte da União Soviética). É considerado o pior acidente nuclear da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem de radioactividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido.
 
Grandes áreas da Ucrânia, Bielo-Rússia e Rússia foram muito contaminadas, resultando na evacuação e realojamento de aproximadamente 200 mil pessoas. Cerca de 60% de radioactividade caiu em terra, na Bielo-Rússia .
 
O acidente fez crescer as preocupações sobre a segurança da indústria nuclear soviética, diminuindo a sua expansão por muitos anos, e forçando o governo soviético a ser menos secreto. Os agora separados países de Rússia, Ucrânia e Bielo-Rússia têm suportado um contínuo e substancial custo de descontaminação e cuidados de saúde devidos ao acidente de Chernobyl. É difícil dizer com precisão o número de mortos causados pelos eventos de Chernobyl, pelas mortes esperadas de cancro, que ainda não ocorreram e são difíceis de atribuir especificamente ao acidente. Um relatório da ONU de 2005 atribui 56 mortes até aquela data  –  47 trabalhadores acidentados e 9 crianças com cancro de tiróide  –  e estima que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente. O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.
 
 
A instalação
 
A Central de Chernobyl está situada no assentamento de Pripyat, Ucrânia, 18 km a noroeste da cidade de Chernobyl, 16 km da fronteira com Bielo-Rússia, e cerca de 110 km ao norte de Kiev. A central era composta por quatro reactores, cada um capaz de produzir 1 GW de energia eléctrica (3.2 gigawatts de energia térmica). Em conjunto, os quatro reactores produziam cerca de 10% da energia eléctrica utilizada pela Ucrânia na época do acidente. A construção da instalação começou na década de 1970, com o reactor nº 1 comissionado em 1977, seguido pelo nº 2 (1978), nº 3 (1981), e nº 4 (1983). Dois reactores adicionais (nº 5 e nº 6, também capazes de produzir 1 GW cada) estavam em construção na época do acidente.
 
As quatro instalações eram projectadas com um tipo de reactor chamado RBMK-1000.
 
 
O acidente
 
Sábado, 26 de Abril de 1986, às 1:23:58 A.M., hora local, o quarto reactor da Central de Chernobyl  -  conhecido como Chernobyl-4  -  sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais e um derretimento nuclear.
 
 
Causas
 
Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em Agosto de 1986, atribuindo a culpa, exclusivamente, aos operadores da central. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projecto do reactor RBMK, especificamente nas hastes de controle. Ambos os grupos foram fortemente apoiados por diferentes grupos, inclusive os projectistas dos reactores, pessoal da Central de Chernobyl, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa.
 
Outro importante factor que contribuiu com o acidente foi o facto que os operadores não estavam informados sobre certos problemas do reactor. De acordo com um deles, Anatoli Dyatlov, o projectista sabia que o reactor era perigoso em algumas condições, mas intencionalmente omitiu esta informação. A contribuição disso foi que a gerência da instalação era grandemente composta de pessoal não qualificado em RBMK: o director, V.P. Bryukhanov, tinha experiência e treino em central termo-eléctrica a carvão. O seu engenheiro chefe, Nikolai Fomin, também veio de uma central convencional. O próprio Anatoli Dyatlov, ex-engenheiro chefe dos reactores 3 e 4, somente tinha "alguma experiência com pequenos reactores nucleares ".
 
 
Em particular:
 
-  O reactor tinha um coeficiente a vazio positivo perigosamente alto. Dito de forma simples, isto significa que se bolhas de vapor se formam na água de refrigeração, a reacção nuclear acelera-se, levando à sobre-velocidade se não houver intervenção. Pior, com carga baixa, este coeficiente a vazio não era compensado por outros factores, os quais tornavam o reactor instável e perigoso. Que o reactor fosse perigoso a baixa carga não era intuitivo e não era do conhecimento dos operadores.
 
-  Um defeito mais significante do reactor era o projecto das hastes de controle. Num reactor nuclear, as hastes de controle são inseridas no reactor para diminuir a reacção. Entretanto, no projecto do reactor RBMK, as extensões das hastes de controle eram parcialmente ocas; quando as hastes de controle eram inseridas, pelos primeiros segundos, o refrigerador (água) era distribuído pelas partes ocas das hastes. Uma vez que o refrigerador (água) é um absorvedor de neutrões, a potência do reactor na realidade sobe. Este comportamento também não é intuitivo e não era do conhecimento dos operadores.
 
-  Os operadores foram descuidados e violaram procedimentos parcialmente, porque eles ignoravam os defeitos de projecto do reactor. Também muitos procedimentos irregulares contribuíram para causar o acidente. Um deles foi a comunicação ineficiente entre os escritórios de segurança e os operadores encarregados da experimentação conduzida naquela noite.
 
 
É importante notar que os operadores desligaram muitos dos sistemas de protecção do reactor o que era proibido pelos guias técnicos publicados, a menos que houvesse mau funcionamento.
 
De acordo com o relatório da Comissão do Governo, publicado em Agosto de 1986, os operadores removeram pelo menos 204 hastes de controle do núcleo do reactor (de um total de 211 deste modelo de reactor). O mesmo guia (citado acima) proibia a operação do RBMK-1000 com menos de 15 hastes dentro da zona do núcleo.
 
 
Eventos
 
Dia 25 de Abril de 1986, o reactor da Unidade 4 estava programado para ser desligado para manutenção de rotina. Foi decidido usar esta oportunidade para testar a capacidade do gerador do reactor para gerar suficiente energia para manter os sistemas de segurança do reactor (em particular, as bombas de água) no caso de perda do suprimento externo de energia. Reactores como o de Chernobyl têm um par de geradores diesel disponível como reserva, mas eles não são activados instantaneamente – o reactor é portanto usado para partir a turbina, a um certo ponto a turbina seria desligada do reactor e deixada a rodar sob a força da sua inércia rotacional, e o objectivo do teste era determinar se as turbinas, na sua fase de queda de rotação, poderiam alimentar as bombas enquanto o gerador estivesse partindo. O teste foi realizado com sucesso previamente em outra unidade (com as medidas de protecção activas) e o resultado foi negativo (isto é, as turbinas não geravam suficiente energia, na fase de queda de rotação, para alimentar as bombas), mas melhorias adicionais foram feitas nas turbinas o que levou à necessidade de repetir os testes.
 
A potência de saída do reactor 4 devia ser reduzida da sua capacidade nominal de 3,2 GW para 700 MW a fim de realizar o teste com baixa potência, mais segura. Porém, devido à demora em começar a experiência, os operadores do reactor reduziram a geração muito rapidamente, e a saída real foi de somente 30 MW. Como resultado, a concentração de neutrões absorvendo o produto da fissão, xénon-135 aumentou  (este produto é tipicamente consumido num reactor em baixa carga). Embora a escala de queda de potência estivesse próxima ao máximo permitido pelos regulamentos de segurança, a gerência dos operadores decidiu não desligar o reactor e continuar o teste. Ademais, foi decidido abreviar a experimentação e aumentar a potência para apenas 200 MW. A fim de superar a absorção de neutrões do excesso de xénon-135, as hastes de controle foram puxadas para fora do reactor mais rapidamente que o permitido pelos regulamentos de segurança. Como parte dessa experiência, às 1:05 h. de 26 de Abril, as bombas que foram alimentadas pelo gerador da turbina foram ligadas; o fluxo de água gerado por essa acção excedeu o especificado pelos regulamentos de segurança. O fluxo de água aumentou à 1:19 h. – uma vez que a água também absorve neutrões, este adicional incremento no fluxo de água requeria a remoção manual das hastes de controle, produzindo uma altamente instável e perigosa condição de operação.
 
À 1:23 h., o teste começou. A situação instável do reactor não se reflectia, de nenhuma maneira, no painel de controle, e não parece que algum dos operadores estivesse totalmente consciente do perigo. A energia para as bombas de água foi cortada, e como elas foram conduzidas pela inércia do gerador da turbina, o fluxo de água decresceu. A turbina foi desligada do reactor, aumentando o nível de vapor no núcleo do reactor. À medida que o líquido refrigerador aquecia, bolsas de vapor formavam-se nas linhas de refrigeração. O projecto peculiar do reactor moderado a grafite RBMK em Chernobyl tem um grande coeficiente de vazio positivo, o que significa que a potência do reactor aumenta rapidamente na ausência da absorção de neutrões da água, e nesse caso, a operação do reactor torna-se progressivamente menos estável e mais perigosa.
 
À 1:23 h. os operadores pressionaram o botão AZ-5  (Defesa Rápida de Emergência 5)  que ordenou uma inserção total de todas as hastes de controle, incluindo as hastes de controle manual que previamente haviam sido retiradas sem cautela. Não está claro se isso foi feito como medida de emergência, ou como um simples método de rotina para desligar totalmente o reactor após a conclusão da experiência (o reactor estava programado para ser desligado para manutenção de rotina). É usualmente sugerido que a paragem total foi ordenada como resposta à inesperada subida rápida de potência. Por outro lado Anatoly Syatlov, engenheiro chefe da Central Nuclear de Chernobyl na época do acidente, escreveu no seu livro: “Antes das 01:23 h., os sistemas do controle central... não registavam nenhuma mudança de parâmetros que pudessem justificar a paragem total. A Comissão... juntou e analisou grande quantidade de material, e declarou no seu relatório que falhou em determinar a razão pela qual a paragem total foi ordenada. Não havia necessidade de procurar pela razão. O reactor simplesmente foi desligado após a conclusão da experiência.“
 
Devido à baixa velocidade do mecanismo de inserção das hastes de controle (20 segundos para completar), as partes ocas das hastes e o deslocamento temporário do refrigerador, a paragem total provocou o aumento da velocidade da reacção. O aumento da energia de saída causou a deformação dos canais das hastes de controle. As hastes travaram após serem inseridas somente um terço do caminho, e foram portanto incapazes de conter a reacção. Por volta de 1:23:47 h. o reactor pulou para cerca de 30GW, dez vezes a potência normal de saída. As hastes de combustível começaram a derreter e a pressão de vapor rapidamente aumentou causando uma grande explosão de vapor, deslocando e destruindo a cobertura do reactor, rompendo os tubos de refrigeração e então abrindo um buraco no tecto.
 
Para reduzir custos, e devido ao seu grande tamanho, o reactor foi construído com somente contenção parcial. Isto permitiu que os contaminantes radioactivos escapassem para a atmosfera depois que a explosão de vapor queimou os vasos de pressão primários. Depois que parte do tecto explodiu, a entrada de oxigénio  –  combinada com a temperatura extremamente alta do combustível do reactor e do grafite moderador  –  produziu um incêndio do grafite. Este incêndio contribuiu para espalhar o material radioactivo e contaminar as áreas vizinhas.
 
Há alguma controvérsia sobre a exacta sequência de eventos após 1:22:30 (hora local) devido a inconsistências entre a declaração das testemunhas e os registos da central. A versão mais comummente aceite é descrita a seguir. De acordo a esta teoria, a primeira explosão aconteceu aproximadamente à 1:23:47 h., sete segundos após o operador ordenar a paragem total. É algumas vezes afirmado que a explosão aconteceu antes ou imediatamente a seguir à paragem total (esta é a versão do Comité Soviético que estudou o acidente). Esta distinção é importante porque, se o reactor se tornou crítico vários segundos após a ordem de paragem total, esta falha seria atribuída ao projecto das hastes de controle, enquanto a explosão simultânea à ordem de paragem total seria atribuída à acção dos operadores. De facto, um fraco evento sísmico foi registado na área de Chernobyl à 1:23:39 h. Este evento poderia ter sido causado pela explosão ou poderia ser coincidente. A situação é complicada pelo facto de que o botão de paragem total foi pressionado mais de uma vez, e a pessoa que o pressionou morreu duas semanas após o acidente, envenenado pela radiação.
 
 
Sequência do Evento

-  26 de Abril de 1986. Acidente no reactor 4, da Central Eléctrica Nuclear de Chernoby. Acontece à noite, entre 25 e 26 de Abril de 1986, durante um teste. A equipe operacional planeou testar se as turbinas poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas do liquido de refrigeração funcionando, no caso de uma perda de potência, até que o gerador de emergência, a diesel, fosse activado. Para prevenir o bom andamento do teste do reactor, foram desligados os sistemas de segurança. Para o teste, o reactor teve que ter a sua capacidade operacional reduzida para 25%. Este procedimento não saiu de acordo com planeado. Por razões desconhecidas, o nível de potência de reactor caiu para menos de 1% e por isso a potência teve que ser aumentada. Mas 30 segundos depois do começo do teste, houve um aumento de potência repentina e inesperada. O sistema de segurança do reactor, que deveria ter parado a reacção de cadeia, falhou. Dentro de fracções de segundo o nível de potência e temperatura subiram em demasia. O reactor ficou descontrolado. Houve uma explosão violenta. A cobertura de protecção, de 1000 toneladas, não resistiu. A temperatura de mais de 2000 °C, derreteu as hastes de controle. A grafite que cobria o reactor pegou fogo. Material radioactivo começou a ser lançado na atmosfera.
 
-  De 26 de Abril até 4 de Maio de 1986 - a maior parte da radiação é emitida nos primeiros dez dias. Inicialmente há predominância de ventos norte e noroeste. No final de Abril o vento muda para sul e sudeste. As chuvas locais frequentes fazem com que a radiação seja distribuída local e regionalmente.
 
-  De 27 Abril a 5 de Maio de 1986 - aproximadamente 1800 helicópteros deitam cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, sobre o reactor que ainda queima.
 
-  27 de Abril 1986 - os habitantes de Pripyat são evacuados.
 
-  28 de Abril 1986, 23:00 h - um laboratório de pesquisas nucleares da Dinamarca anuncia a ocorrência do acidente nuclear em Chernobyl.
 
-  29 de Abril de 1986 - o acidente nuclear de Chernobyl é divulgado como notícia pela primeira vez, na Alemanha.
 
-  Até 5 de Maio 1986 - durante os 10 dias após o acidente, 130 mil pessoas são evacuadas.
 
-  6 de Maio de 1986 - cessa a emissão radioactiva.
 
-  De 15 a 16 de Maio e 1986 - novos focos de incêndio e emissão radioactiva.
 
-  23 de Maio de 1986 - o governo soviético ordena a distribuição de solução de iodo à população.
 
-  Novembro de 1986 - o "sarcófago" que abriga o reactor foi concluído. O "sarcófago" destina-se a absorver a radiação e conter o combustível remanescente. O "sarcófago" é considerado uma medida provisória. Foi construído para durar de 20 a 30 anos e o seu maior problema é a falta de estabilidade. Como foi construído às pressas há um risco de ferrugem nas vigas.
 
-  1989 - o governo russo embarga a construção dos reactores 5 e 6 da central.

-  12 de Dezembro de 2000 - depois de várias negociações internacionais a Central de Chernobyl é desactivada.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

 
 
Vírus Chernobyl - O perigo do dia 26
 
 
O "Chernobyl" é uma praga capaz de causar danos ao hardware dos computadores.
 
O nome provém do facto de que a sua variante mais comum, o CIH 1.2, ataca uma vez por ano, em 26 de Abril, data de aniversário do Acidente Nuclear de Chernobyl na Rússia. Outras variantes actuam uma vez por mês, no dia 26.
 
Sem nenhum alarmismo, esse invasor é preocupante. Trata-se do primeiro vírus capaz de causar danos ao hardware. Ele pode corromper a Bios - programa incorporado a um chip da " placa-mãe" - "motherboard", impedindo a inicialização do Sistema do PC.
 
Por este e por muitos outros vírus que aparecem com bastante frequência, com resultados imprevisíveis, é conveniente ter sempre o computador devidamente protegido por um bom antivírus, actualizado diariamente.

 
 

sinto-me: pensando nos que morreram...
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Sexta-feira, 24 de Março de 2006

Minas Terrestres



Soldado do Exército dos EUA numa operação de remoção de minas terrestres 
Soldado do Exército dos EUA numa operação de remoção de minas terrestres Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Minas são dispositivos compostos de um invólucro com carga explosiva e um detonador. A mina terrestre é uma armadilha explosiva enterrada a pouca profundidade e detonada pelo peso do alvo que se quer atingir.
 
A mina terrestre, ou mina explosiva pode continuar activa depois de muito tempo da sua instalação. A principal finalidade da mina terrestre é evitar ou dificultar o avanço de carros de combate ou da infantaria.
 
 
Existem duas classes de minas terrestres:
 
> Minas antitanques ou antiveiculares, destinadas principalmente veículos autopropulsados. Estes dispositivos contêm cerca de cinco quilos de explosivos.
 
> Minas antipessoais, mais leves, tem a função de matar ou ferir várias pessoas se estiverem próximas a estes artefactos após a sua explosão. Contêm em média meio quilo de explosivos e fragmentam-se ao explodir.
 
 
Para a instalação de uma mina, em primeiro lugar, elege-se o que se quer atingir. Para tal, é verificado o grau de fragmentação após a explosão e a dificuldade de detecção do artefacto.
 
O dispositivo é enterrado a pouca profundidade no solo e detonado pelo peso de soldados ou veículos que passam sobre si, dependendo o tipo. O disparo também pode ser através de um temporizador ou por controle remoto.
 
Para evitar a sua detecção magnética através de equipamentos electrónicos, as modernas cápsulas de minas são produzidas por materiais não magnéticos e não condutivos. Existem minas fabricadas com explosivos plásticos, o encapsulamento cerâmico e o dispositivo de disparo fabricado com componentes mecânicos à base de polímeros.
 
O sistema de disparo pode ser accionado por pressão ao toque exercida sobre uma barra articulada.
 
 
Minas antipessoais
 
As minas antipessoais podem ser de explosão ou de fragmentação.
As primeiras atingem ao alvo de forma a causar os maiores danos possíveis, destroçando e queimando o elemento atingido, de forma a reduzir o moral do grupo de avanço, havendo assim, além dos danos físicos, os danos psicológicos.
O segundo tipo expele grande quantidade de fragmentos em altíssima velocidade, o seu alcance é considerável.
Algumas minas são projectadas para ferir o maior número possível de indivíduos. Neste grupo existe o tipo saltador, cuja cápsula, após o disparo, salta de seu nicho a aproximadamente um metro e oitenta cm de altura, explodindo e lançando fragmentos que se espalham horizontalmente, atingindo alvos a grande distância.
 
Existe ainda um tipo de mina fixa não direccional, instalada no solo ou imediatamente abaixo da superfície. Depois da ignição projecta os seus fragmentos para cima e para fora, em 360 graus, formando um arco de 60 graus.
 
A maior indústria de minas antipessoais do mundo encontra-se nos Estados Unidos; o seu nome é Claymore Inc. Esta indústria fabrica um tipo de mina cuja função é destruir e cauterizar após a explosão, os membros inferiores dos elementos atingidos aleijando-os, mas não matando. Este procedimento é feito de forma que o elemento alvo não venha a morrer por hemorragias, mas sim permanecer vivo, acordado, e sentindo dores pela maior quantidade de tempo possível, de forma a quebrar o moral da tropa no seu avanço.
 
Existe um tipo de mina fabricada pela Claymore que dispara cerca de três mil projécteis de aço à base de urânio empobrecido em forma de agulhas (chamados vulgarmente de flexets), cuja função é causar o maior número de danos ao grupo atingido, desde pessoas, até veículos. O alcance destas agulhas chega a várias centenas de metros.
 
 
Minas antitanques
 
As minas antiveiculares necessitam de uma pressão superior a 150 quilogramas para o seu disparo. A carga explosiva danifica os veículos por concussão, e o seu funcionamento básico é semelhante ao de uma mina antipessoal explosiva.
 
Uma mina antitanque, mina AT, ou mina antiveicular, é semelhante a uma mina terrestre, excepto que é desenhada para ser menos sensível e com uma carga explosiva maior, de modo a poder destruir um veículo blindado. Foram primeiramente usadas em grande escala na Segunda Guerra Mundial.
 
Normalmente a instalação de minas é distribuída de forma a ter antipessoais e antiveiculares no mesmo terreno. A função é dificultar a localização e retirada de ambas.
 
A Claymon Inc. fabrica minas químicas que são usadas de forma a dispersar agentes químicos no ambiente próximo à sua localização. Os produtos podem ser líquidos, gasosos, persistentes ou não. A instalação recomendada pelo fabricante deve ser de forma intercalada com minas antipessoais e antiveiculares.
O elemento mais utilizado pelas indústrias norte-americanas de minas terrestres químicas é o gás cloro.
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2005

Terramoto de Lisboa de 1755

Faz hoje 250 anos !...


 

Gravura_em_cobre_alusiva_ao_terramoto.jpg

Gravura em cobre alusiva ao terramoto



 

O Terramoto de 1755,  como ficou conhecido,  aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, às 9h20m da manhã, resultando na quase destruição da cidade de Lisboa e de grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami que se crê terá atingido a altura de 20 metros e múltiplos incêndios, tendo feito mais de 100 mil vítimas mortais. Foi um dos mais mortíferos terramotos da história.

O terramoto teve um enorme impacto na sociedade do Século XVIII, em especial na estrutura política em Portugal e tornou-se o primeiro estudo cientifico do efeito de um terramoto numa área alargada.
Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu 9 graus na escala Richter.

Na prática, a escala é graduada de 1 a 9 mas teoricamente é ilimitada, fala-se assim de uma escala aberta.
  • 1. Sentido apenas por instrumentos científicos.
  • 2. Sentido por algumas pessoas e animais.
  • 3. Sentido por muitas pessoas.
  • 4. Sentido por todas as pessoas.
  • 5. Destrói algumas construções
  • 6. Estruturas balançam e paredes começam a cair.
  • 7. Destrói muitas construções e mata pessoas.
  • 8. Um desastre.
  • 9. Destruição total.
O Terramoto

O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro, no feriado católico do dia de Todos-os-Santos. Relatos contemporâneos afirmam que o terramoto durou, consoante o local, entre seis minutos e 2 horas e meia, causando fissuras gigantescas de cinco metros que cortaram o centro da cidade de Lisboa. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao abaixamento das águas, revelando o fundo do mar, cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Dezenas de minutos depois um enorme tsunami de 20 metros fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afectadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos 5 dias.

Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, nomeadamente o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. As ondas de choque do terramoto foram sentidas por toda a Europa e norte da África. Os tsunamis originados por este terramoto varreram desde a África do norte até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia e através do Atlântico, afectando locais como Martinica e Barbados.

De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, 90 mil foram mortos. Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram pouco danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico.

A recém construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço foi destruído pelo terramoto e pelo tsunami. Dentro, a biblioteca de 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio, foram perdidas. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos. O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora, e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitectura do período Manuelino em Portugal). A sepultura do herói nacional Nuno Álvares Pereira também foi perdida



Ruinas_do_Convento_do_Carmo.jpg

Ruinas do Convento do Carmo

A destruição da cidade de Lisboa, colocou em causa as ambições do Império Português de então. Os europeus do século XVIII tentaram explicar o cataclismo através de sistemas religiosos e racionais. Os filósofos do Iluminismo, especialmente Voltaire escreveram acerca do desastre. O próprio conceito de sublime avançado por Immanuel Kant teve em parte inspiração na tentativa para compreender a catástrofe.


O dia seguinte

Quase por milagre, a família real escapou ilesa à catástrofe. O rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém na altura do terramoto. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda em Lisboa.

Tal como o rei, o Marquês do Pombal, primeiro-ministro de D. José, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua governação, iniciou imediatamente a reconstrução de Lisboa. A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.

O ministro e o rei, contrataram arquitectos e engenheiros, e em menos de um ano depois do terramoto, já não se encontravam em Lisboa ruínas e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova e ordenada e grandes praças e avenidas largas e rectilíneas marcaram a planta da nova cidade. Na altura alguém perguntou ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dias elas serão pequenas... o que se reflecte hoje no trânsito caótico de Lisboa.

O novo centro da cidade, hoje conhecido por baixa pombalina é uma das atracções turísticas da cidade. São os primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções anti-sismo, que foram testados em modelos de madeiras à medida que as tropas marchavam ao seu redor.


 
Implicações Sociais

O terramoto abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com muita tradição de edificação de igrejas e evangelização das suas colónias. O facto de o terramoto ocorrer num feriado religioso e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII esta manifestação da ira divina, era de difícil explicação.

Na política, o terramoto foi também devastador. O ministro Marquês do Pombal era o favorito do Rei mas não era do agrado da alta nobreza, que competia pelo poder e favores do Rei. Depois de 1 de Novembro, a resposta competente do Marquês do Pombal (cujo titulo lhe é atribuído em 1770), garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e aprofundar no Absolutismo o seu reinado. Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras.


O nascimento da
sismologia

A competência do ministro não se limitou à acção de reconstrução da cidade. O Marquês do Pombal ordenou um inquérito, enviado a todas as paróquias do país para apurar a ocorrência e efeitos do terramoto.
O questionário incluía:
  • quanto tempo durou o terramoto?
  • quantas réplicas se sentiram?
  • que tipo de danos causou o terramoto?
  • os animais tiveram comportamentos estranhos?
  • que aconteceu nos poços?
... entre outras questões. As respostas estão ainda arquivadas na Torre do Tombo. Através das respostas do inquérito foi possível aos cientistas actuais recolherem dados fiáveis e reconstituírem o fenómeno de uma perspectiva científica. O inquérito do Marquês do Pombal foi a primeira iniciativa de descrição objectiva no campo da sismologia, razão pela qual o Marquês do Pombal é considerado um percursor da ciência da sismologia.

As causas geológicas do terramoto e da actividade sísmica na região de Lisboa são ainda causa de debate científico. Apesar de existirem indícios geológicos da ocorrência de grandes abalos sísmicos com a periodicidade de aproximadamente 300 anos, Lisboa encontra-se no centro de uma placa tectónica, não existindo assim justificação para um terramoto tão intenso. Alguns geólogos portugueses avançam que o terramoto estará relacionado com a zona de subducção do Oceano Atlântico.


Uma  zona de subducção  é uma área de convergência de placas tectónicas, onde uma das placas desliza debaixo da outra. As zonas de subducção são áreas onde o alastramento oceânico iniciado dos rifts encontra compensação, isto é, onde as placas desaparecem. Este movimento descendente provoca a fusão do manto subjacente e induz vulcanismo.

As maiores zonas de subducção encontram-se no Oceano Pacífico, ao largo da costa Oeste da América do Sul e América do Norte. A cordilheira dos Andes e os seus vulcões é o maior exemplo de vulcanismo associado a zonas de subducção.

As zonas de subducção são potenciais focos sísmicos. Os terramotos de consequências mais devastadoras estão normalmente associados a este enquadramento geológico. A fricção das duas placas pode provocar a libertação repentina de enormes quantidades de energia, que resulta no terramoto.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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Sábado, 6 de Agosto de 2005

A Bomba de Hiroshima

BombaAtomicaNagasaki_06_08_1945.jpg

O cogumelo atómico de Hiroshima
A nuvem, em forma de cogumelo, deixada pela Bomba Atómica que explodiu em Nagasaki, Japão, em 6 de Agosto de 1945,
atingiu 18 quilómetros de altura.
 
 
Hiroshima ... é a sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desagua no mar Interior.

A bomba de Hiroshima ocasionou a morte de milhares de pessoas e devastou completamente 9 km2. Devido aos efeitos nocivos das radiações, os habitantes de Hiroshima e Nagasaki foram vítimas de vários problemas de saúde. Houve inúmeros casos de crianças que nasceram defeituosas em consequência de alterações genéticas e muitos casos de leucemia, só para citar alguns exemplos.

Todos os anos, o dia 6 de Agosto é lembrado com muita tristeza, fazendo votos para que nunca mais o mundo tenha de assistir a uma tragédia como a desse dia.

No dia 6 de Agosto de 1945, uma ordem é dada para lançar a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima. Dois minutos e dezassete segundos depois, a bomba explodia, matando e ferindo mais de cem mil pessoas.

Três dias depois, 9 de Agosto, outra bomba, chamada Fatman, é lançada sobre Nagasaki. Mata quarenta mil e fere outros quarenta mil japoneses. O Japão rende-se e termina a guerra. A arma atómica, com poder equivalente a vinte mil toneladas de TNT (Tri-Nitro-Tolueno), é mil vezes mais potente que qualquer das bombas conhecidas naquela época.
A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados.

Equipas médicas desdobram-se na tentativa de salvar os mais de trinta e cinco mil feridos. Mas, por semanas, meses e anos, os feridos continuam a morrer, vítimas das terríveis lesões provocadas pela explosão atómica. Mesmo seis meses depois da explosão, centenas de pessoas ainda exibiam queimaduras não cicatrizadas, provocadas pela exposição à radiação. Há milhões de homens e mulheres com problemas causados pela radiação, até então desconhecidos, mas directamente relacionados com o bombardeio, continuam a surgir, mesmo muitos anos mais tarde. Em 1950, um recenseamento nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Assim como as pessoas e as estruturas físicas das duas cidades sofreram consequências graves com a radiação das bombas atómicas, o meio ambiente também foi inteiramente destruído.

Os americanos consumiram seis anos e dois biliões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da Humanidade.
Cinco meses depois de Hiroshima e Nagasaki, um combóio especial transporta o tenente norte-americano Sussan através do território japonês, para registar em filme os efeitos da explosão. O filme permaneceu secreto durante 13 anos.
Quando afinal foi divulgado, os americanos ficaram chocados com o que viram e com as proporções da destruição que a bomba provocou. Admitiram, então, que não imaginavam que o resultado pudesse ser aquele. Mas era impossível voltar a trás...
                                    _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

"Uma  bomba atómica  é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reacção nuclear e tem um poder destrutivo imenso - uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira. Bombas atómicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atómicas, embora este Estado se negue a divulgar se as possui ou não.

Tipos de armas nucleares

As bombas atómicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de libertação da sua energia. Esta classificação, porém, esconde o facto de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogénio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a de fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.

Bombas de fissão nuclear

São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atómicos do urânio ou plutónio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por neutrões. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais neutrões, que bombardeiam outros neutrões, gerando uma reacção em cadeia. Estas são as historicamente chamadas "Bombas-A", apesar de este nome não ser preciso pelo facto de que a chamada fusão nuclear também é tão atómica quanto a fissão.

Bombas de fusão nuclear

Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogénio e hélio se combinam formando elementos mais pesados e libertam neste processo enormes quantidades de energia. As bombas que utilizam a fusão são também chamadas "Bombas-H", bombas de hidrogénio ou bombas termo-nucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reacção ocorra em cadeia.

Bombas "sujas"

Bomba suja é um termo hoje empregado para uma arma radioactiva, uma bomba não-nuclear que dispersa material radioactivo que fica armazenado no seu interior. Quando explode, a dispersão de material radioactivo causa contaminação nuclear, e doenças semelhantes às que ocorrem quando uma pessoa é contaminada pela radiação de uma bomba atómica. As bombas sujas podem deixar uma área inabitável por décadas.

Um exemplo prático do que pode acontecer no caso de um lançamento de uma bomba suja, foi o acidente radioactivo de Goiânia, Goiás, Brasil, onde foi desmontado um equipamento médico contendo 19,26 gr de Cloreto de Césio-137 (CsCl). Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)  "112.800 pessoas foram contaminadas externamente; destas 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa vindo a desenvolver sintomas; destas 49 foram internadas, sendo que 21, em estado grave, precisaram fazer tratamento intensivo; destas quatro não resistiram e acabaram por morrer."

Ainda, segundo o comunicado, "As 19,26 gramas de Césio-137 produziram treze mil e quatrocentos quilogramas de lixo atómico". Este material necessitou de ser acondicionado em 14 contentores fechados hermeticamente, dentro destes, estão 1.200 caixas, e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos.

Daí se vê o perigo de uma bomba suja, que pode conter toneladas de material radioactivo.

Bombas de neutrões

Uma última variante da bomba atómica é a chamada bomba de neutrões, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os neutrões gerados na reacção de fusão intencional não são absorvidos pelo interior da bomba, mas permite-se que escapem. As emanações de raios-X e de neutrões de alta energia são o seu principal mecanismo destrutivo. Os neutrões são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de protecção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles.

Efeitos

Os efeitos predominantes de uma bomba atómica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de libertar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona directamente com o processo de libertação de energia da reacção nuclear, porém estaria presente em qualquer explosão convencional de idêntica magnitude.

O dano produzido pelas três formas iniciais de energia libertada difere de acordo com o tamanho da arma.

Os Estados Unidos são a única nação que alguma vez usou armas nucleares, tanto em guerra como contra populações civis, tendo lançado, como se disse no início deste texto, duas bombas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Rosa de Hiroxima - Vinícius De Moraes
(Poesia Moderna – séc.XX)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rosas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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