Sexta-feira, 23 de Março de 2007

Torres São Rafael/São Gabriel

 
Vista parcial do Parque das Nações com as duas torres ao fundo à esquerda

Vista parcial do Parque das Nações com as duas torres ao fundo à esquerda

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As Torres São Rafael / São Gabriel são duas torres para habitação que se situam em Lisboa, no Parque das Nações. Têm cada uma 110 metros de altura. Até agora são os maiores arranha-céus de Portugal com ocupação residencial.
 
Parque das Nações
é a designação actual da antiga Zona de Intervenção da Expo, que inclui o local onde foi realizada a Exposição Mundial de 1998 e ainda todas as áreas sob administração da ParqueExpo, S.A. Esta área tornou-se, entretanto, um centro de actividades culturais e um novo bairro da cidade, com perto de 15.000 habitantes (prevendo-se que o total de população seja de 25.000, daqui a poucos anos), com várias instituições culturais e desportivas próprias.
 
A sua arquitectura contemporânea, os espaços de convívio e todo o projecto de urbanização e requalificação urbana trouxeram nova dinâmica à zona oriental da cidade de Lisboa que, em 1990, ainda era uma zona industrial.
 
Destacam-se, como exemplos da arquitectura presente no Parque das Nações, as abóbadas das plataformas da Gare do Oriente, de Santiago Calatrava, impondo a sua linha arquitectónica; o Pavilhão de Portugal, do arquitecto português Álvaro Siza Vieira, que tem por entrada uma imponente pala de betão pré-esforçado, que se baseia na ideia de uma folha de papel pousada em dois tijolos, abrindo o espaço à cidade para albergar os diversos eventos que um espaço desta escala acolhe.
 
O Parque dispõe de um Pavilhão do Conhecimento, um moderno museu de ciência e tecnologia com várias exposições interactivas; um teleférico transporta os visitantes de uma ponta à outra da área da antiga exposição. De referir ainda a emblemática Torre Vasco da Gama, o edifício mais alto de Lisboa.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 4 de Março de 2007

Teatro Municipal de São Luiz - Lisboa

 
Teatro Municipal de São Luiz - Lisboa - Portugal

Teatro Municipal de São Luiz

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O Teatro Municipal de São Luiz é um teatro localizado em Lisboa, Portugal, sendo considerado uma das mais importantes salas de espectáculos da cidade.
 
O Teatro de Municipal de São Luiz foi inaugurado em 22 de Maio de 1894, tendo então o nome Teatro Dona Amélia, à época rainha de Portugal. A ideia da sua construção partiu do actor Guilherme da Silveira, que conseguiu cativar diversos investidores, entre os quais o Visconde de São Luiz de Braga, que viria a ser o principal impulsionador do novo teatro. O projecto foi feito pelo arquitecto francês Louis Reynaud, que lhe conferiu um ar "parisiense" e cosmopolita.
 
Com a queda da monarquia e fuga da família real em 1910, o visconde rebaptiza a sala, passando então a chamar-se Teatro República.
 
Em 1914 um incêndio viria a destruir por completo o teatro. O visconde chama o arquitecto Tertuliano Marques para reconstruir o teatro, pedindo-lhe que seguisse a traça original, tendo a sala sido reaberta a 16 de Janeiro de 1916.
 
Em 1928 o teatro foi novamente remodelado, desta feita para adaptação a cinema, passando a chamar-se São Luiz Cine, tendo estreado com a projecção do filme Metropolis, de Fritz Lang. Em 1930, foi modernizado, passando a ser o primeiro cinema sonoro de Portugal.
 
A partir de 1960 o cinema começou a perder público, o que levou ao retorno, sem sucesso, do teatro. Em 1971, já quase sem público, a sala acabou por ser comprada pela Câmara Municipal de Lisboa, passando a ter o seu nome actual: Teatro de Municipal de São Luiz. Inicia-se então um longo período de altos e baixos, em que nenhum projecto cultural consegue trazer à sala a importância de outrora.
 
Em 1998 é iniciada uma grande obra de remodelação e ampliação do teatro. O arquitecto Francisco Silva Dias fez o programa base, no qual foram estabelecidas as linhas principais da intervenção a realizar. O programa previa a recuperação da sala principal, a remodelação do palco e zonas de apoio, a criação de uma sala estúdio, de um café-concerto e de um restaurante.
 
O projecto da sala principal é desenvolvido pelo Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal, pelo arquitecto Jorge Carvalho, com o apoio e consultoria da empresa Espaço Tempo e Utopia. O projecto da sala estúdio, do café concerto e do restaurante é desenvolvido pelo arquitecto José Romano.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Marquês de Pombal

 
Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal

Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal

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Vista de Lisboa desde o Parque Eduardo VII. Ao fundo, a Praça e a estátua do Marquês de Pombal

Vista de Lisboa desde o Parque Eduardo VII
Ao fundo, a Praça e a estátua do Marquês de Pombal

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Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal ou Conde de Oeiras, (Lisboa, 13 de Maio de 1699 — Leiria, 8 de Maio de 1782) foi um nobre e estadista português.
 
Foi secretário de Estado do Reino (primeiro-ministro) do Rei D. José I  (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. Representante do Despotismo iluminado em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo, tendo desempenhado um papel fulcral na aproximação de Portugal à realidade económica e social dos países do Norte da Europa, mais dinâmica do que a portuguesa. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, económicas e sociais. Acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821.
 
Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e suas colónias. A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: a primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távora, uma intriga com consequências dramáticas.
 
 
Origens
 
Foi filho de Manuel de Carvalho e Ataíde, fidalgo da província, com propriedade na região de Leiria e de sua mulher, Teresa Luísa de Mendonça e Melo. Na sua juventude estudou direito na Universidade de Coimbra e serviu no exército um curto período. Quando se mudou para a capital, Lisboa, Sebastião de Melo era um homem turbulento. A sua primeira mulher foi Teresa de Mendonça e Almada (1689-1737), sobrinha do conde de Arcos, com quem casou por arranjo da família, depois de um rapto consentido. Os pais da recém-formada família tornaram a vida do casal insustentável, pelo que se retiraram para as suas propriedades próximas de Pombal.
 
 
Carreira diplomática
 
Em 1738, Sebastião de Melo foi nomeado no seu primeiro cargo público, como embaixador em Londres. Em 1745 foi transferido para Viena, Áustria. Depois da morte da sua primeira mulher, a rainha de Portugal, arquiduquesa Maria Ana de Áustria, mostrou-se amiga do embaixador ao arranjar-lhe o casamento com a filha do marechal austríaco Daun (Condessa Maria Leonor Ernestina Daun). O Rei D. João V, no entanto, pouco satisfeito com as prestações de Sebastião de Melo, fê-lo regressar a Portugal em 1749. O rei morreu no ano seguinte e, de acordo com uma recomendação da rainha-mãe, o novo Rei D. José I nomeou Sebastião como ministro dos Negócios Estrangeiros. Ao contrário do pai, D. José foi-lhe muito benévolo e confiou-lhe gradualmente o controle do Estado.
 
Secretário de Estado do Reino (Primeiro-Ministro)
 
Em 1755, Sebastião de Melo já era primeiro-ministro do reino. Governou com mão de ferro, impondo a lei a todas as classes, desde os mais pobres até à alta nobreza. Impressionado pelo sucesso económico inglês, tentou, com sucesso, implementar medidas que incutissem um sentido semelhante à economia portuguesa. A região demarcada para a produção do vinho do Porto, a primeira região a assegurar a qualidade dos seus vinhos, data da sua governação. Na sua gestão, Pombal pôs em prática um vasto programa de reformas, cujo objectivo era racionalizar a administração sem enfraquecer o poder real. Para atingir essa meta, o ministro incorporou as novas ideias divulgadas na Europa pelos iluministas, mas ao mesmo tempo conservou aspectos do absolutismo e da política mercantilista. O Marquês de Pombal foi a figura-chave do governo português entre 1750 e 1777. A sua gestão foi um perfeito exemplo de despotismo esclarecido, forma de governo que combinava a monarquia absolutista com o racionalismo iluminista. Uma notável realização de Pombal foi a fundação, em 1774, da Vila Real de Santo António, próxima à foz do Rio Guadiana, no sul de Portugal.
 
Também aboliu a escravatura nas colónias nas Índias, reorganizou o exército e a marinha, reestruturou a Universidade de Coimbra e acabou com a discriminação dos "cristãos novos" (pelo menos em parte). Mas uma das mais importantes reformas foi nos campos das economia e finanças, com a criação de várias companhias e associações corporativas que regulavam a actividade comercial, bem como a reforma do sistema fiscal. Naturalmente, todas estas reformas granjearam-lhe a inimizade das altas classes sociais, em especial a nobreza, que o desprezaram, chamando-o de "novo rico".
 
 
O terramoto de 1755
 
 
O desastre abateu-se sobre Portugal na manhã do primeiro de Novembro (dia de Todos os Santos) de 1755. Nesta data, Lisboa foi abalada por um violento tremor de terra, com uma amplitude que em tempos actuais é estimada em cerca de nove pontos na escala de Richter. A cidade foi devastada pelo tremor de terra, pelo maremoto (um tsunami) e ainda pelos incêndios que se seguiram. Sebastião de Melo sobreviveu por sorte, mas não se impressionou. Imediatamente tratou da reconstrução da cidade, de acordo com a famosa frase: "E agora? Enterram-se os mortos e alimentam-se os vivos". Apesar da calamidade, Lisboa não foi afectada por epidemias e menos de um ano depois já estava reconstruída. A baixa da cidade foi desenhada por um grupo de arquitectos, com a orientação expressa de resistir a terramotos subsequentes. Foram construídos modelos para testes, nos quais os terramotos foram simulados pelo marchar de tropas. Os edifícios e praças da Baixa Pombalina de Lisboa ainda prevalecem, sendo uma das atracções turísticas de Lisboa. Sebastião de Melo fez também uma importante contribuição para a sismologia: elaborou um inquérito enviado a todas as paróquias do país. Exemplos de questões aí incluídas: "os cães e outros animais comportaram-se de forma estranha antes do evento?; O nível da água dos poços subiu ou desceu?; Quantos edifícios foram destruídos?". Estas questões permitiram aos cientistas portugueses a reconstrução do evento e marcaram o nascimento da sismologia enquanto ciência.
 
 
O Processo dos Távoras
 
 
Na sequência do terramoto, D. José I deu ao seu primeiro-ministro poderes acrescidos, tornando Sebastião de Melo numa espécie de ditador. À medida que o seu poder cresceu, os seus inimigos aumentaram e as disputas com a alta nobreza tornaram-se frequentes. Em 1758 D. José I é ferido numa tentativa de regicídio. A família de Távora e o Duque de Aveiro foram implicados no atentado e executados após um rápido julgamento. Expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus (jesuítas), porque a sua influência na sociedade portuguesa e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio.
 
Sebastião de Melo não mostrou misericórdia, tendo perseguido cada um dos envolvidos, incluindo mulheres e crianças. Com este golpe final, o poder da nobreza foi decisivamente contrariado, marcando uma vitória sobre os inimigos. Pela sua acção rápida, D. José I atribuiu ao seu leal ministro o título de Conde de Oeiras em 1759.
 
No seguimento do caso Távora, o novo Conde de Oeiras não conheceu qualquer nova oposição. Adquirindo o título de Marquês de Pombal em 1770, teve quase exclusivamente o poder de governar Portugal até a morte de D. José I em 1779. A sucessora, Rainha Maria I de Portugal e seu marido Pedro III detestavam o Marquês. Maria nunca perdoou a impiedade mostrada para com a família Távora e retirou-lhe todos os cargos.
 
A rainha ordenou que o Marquês se resguardasse sempre a uma distância de pelo menos 20 milhas dela. Se passasse em viagem por uma das suas propriedades, o Marquês era obrigado, por decreto, a afastar-se de casa. Maria I teria alegadamente sofrido de ataques de raiva apenas ao ouvir o nome do antigo primeiro-ministro de seu pai.
 
O Marquês de Pombal morreu pacificamente na sua propriedade em 15 de Maio de 1782. Os seus últimos dias de vida foram vividos em Pombal e na Quinta da Gramela, propriedade que herdara de seu tio, o arcipreste Paulo de Carvalho e Ataíde, em 1713. Hoje, ele é relembrado numa enorme estátua colocada numa das mais importantes praças de Lisboa, que tem o seu nome. Marquês de Pombal é também o nome da estação de metropolitano mais movimentada de Lisboa.
 
 
Reformas económicas
 
Apesar dos problemas, Sebastião de Melo levou a cabo um ambicioso programa de reformas. Entre outras realizações, o seu governo procurou incrementar a produção nacional em relação à concorrência estrangeira, desenvolver o comércio colonial e incentivar o desenvolvimento das manufacturas. No âmbito dessa política, em 1756 foi criada a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, à qual o ministro concedeu isenção de impostos nas exportações e no comércio com a colónia, estabelecendo assim a primeira zona de produção vinícola demarcada no mundo, colocando-se os célebres marcos pombalinos nas delimitações da região. Em 1773, surgia a Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve, destinada a controlar a pesca no sul de Portugal.
 
Ao mesmo tempo, o marquês criou estímulos fiscais para a instalação de pequenas manufacturas voltadas para o mercado interno português, do qual também faziam parte as colónias. Essa política proteccionista englobava medidas que favoreciam a importação de matérias-primas e encareciam os produtos importados similares aos de fabricação portuguesa. Como resultado, surgiram no reino centenas de pequenas manufacturas produtoras dos mais diversos bens.
 
O ministro fundou também o Banco Real em 1751 e estabeleceu uma nova estrutura para administrar a cobrança dos impostos, centralizada pela Real Fazenda de Lisboa, sob seu controle directo.
 
Reformas religiosas
 
A acção reformadora de Pombal estendeu-se ainda ao âmbito da política e do Estado. Nesse campo, o Primeiro-Ministro empenhou-se no fortalecimento do absolutismo do rei e no combate a sectores e instituições que poderiam enfraquecê-lo. Diminuiu o poder da Igreja, subordinando o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) ao Estado e, em 1759, expulsou os jesuítas da metrópole e da colónia, confiscando os seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autónomo dentro do Estado português.
 
Apesar de a Inquisição não ter sido oficialmente desmantelada, ela sofreu com o governo do Marquês de Pombal um profundo abalo, com medidas que a enfraqueceriam.
  • Em 5 de Outubro de 1768 obrigou por decreto os nobres portugueses anti-semitas (na altura chamados de "puritanos") que tivessem filhos em idade de casar, a organizar casamentos com famílias judaicas.
  • Em 25 de Maio de 1773 fez promulgar uma lei que extinguia as diferenças entre cristãos-velhos (católicos sem suspeitas de antepassados judeus) e cristãos-novos, tornando inválidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam os cristão-novos. Passou a ser proibido usar a palavra "cristão-novo", quer por escrito quer oralmente. As penas eram pesadas: para o povo - chicoteamento em praça pública e exílio em Angola; para os nobres - perda de títulos, cargos, pensões ou condecorações; para o clero - expulsão de Portugal.
  • Em 1 de Outubro de 1774, publicou um decreto que fazia os veredictos do Santo Ofício dependerem de sanção real, o que praticamente anulava a Inquisição portuguesa. Deixariam de se organizar em Portugal os Autos-de-fé.
 
Reformas na educação
 
Na esfera da educação, introduziu importantes mudanças no sistema de ensino do reino e da colónia - que até essa época estava sob a responsabilidade da Igreja -, passando-o ao controle do Estado. A Universidade de Évora, por exemplo, pertencente aos jesuítas, foi extinta, e a Universidade de Coimbra sofreu profunda reforma, sendo totalmente modernizada.
 
A "reforma universitária" do Marquês de Pombal incluía também o fim da proibição de alunos ou professores com ascendência judaica nos quadros do estabelecimento de ensino.
 
 
O Marquês de Pombal no Brasil
 
Existe uma grande dissonância entre a percepção popular do Marquês entre os portugueses (que o vêem como herói nacional) e entre os brasileiros (que o vêem como tirano e opressor).
 
Na visão do governo português, a administração da colónia devia ter sempre como meta a geração de riquezas para o reino. Esse princípio não mudou sob a administração do Marquês. O regime de monopólio comercial, por exemplo, não só se manteve, como foi acentuado para se obter maior eficiência na administração colonial.
 
Em 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as actividades económicas no Norte e Nordeste da colónia. Na região mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama era uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a colónia era obrigada a mandar para a metrópole, independente da real produção de ouro.
 
As maiores alterações, porém, ocorreram na esfera político-administrativa e na educação. Em 1759, o regime de capitanias hereditárias foi definitivamente extinto, com a sua incorporação aos domínios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da colónia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo económico do Nordeste para a região Centro-Sul.
 
Com a expulsão violenta dos jesuítas do império português, o Marquês determinou que a educação na colónia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas Régias. Até então, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das missões, afastando os padres de sua administração, e criou, em 1757, o Directório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos.
 
Complementando esse "pacote" de medidas, o Marquês procurou dar maior uniformidade cultural à colónia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral  (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português. Alguns estudiosos da história afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um país bilingue.
 
Ainda hoje se encontra uma estátua de mármore em tamanho natural do Marquês de Pombal na Santa Casa de Misericórdia da Bahia, localizada no centro histórico de Salvador.
Fonte: Wikipédia.  

 
Praça Marquês Pombal, Lisboa,  no ano de 1930

Praça Marquês Pombal, Lisboa, no ano de 1930


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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Metropolitano de Lisboa

 
Estação das Olaias do Metropolitano de Lisboa
 
Estação das Olaias do Metropolitano de Lisboa


 
  
 

Metropolitano de Lisboa é o nome pelo qual é conhecido o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa e o primeiro metropolitano de Portugal.
 
História
 
Inaugurado em 29 de Dezembro de 1959, faz hoje 47 anos, com uma linha bifurcada, formando um Y e ligando Sete Rios (agora Jardim Zoológico) e Entrecampos, com um ramo comum entre Rotunda (agora Marquês de Pombal) e Restauradores, no centro da cidade. O comprimento total era então de 6,5 km. Posteriormente, foi sendo estendido: uma grande extensão foi completada em 1972, quando o prolongamento chegou a Alvalade. Novas ligações à Cidade Universitária e Colégio Militar foram inauguradas em 1988. Em 1998 uma linha totalmente nova (a vermelha) permitiu aceder à zona da Expo'98 - exposição mundial que decorreu na zona Este da cidade - actualmente Parque das Nações.
 
Linhas
 
O sistema conta agora com 4 linhas, 44 estações (48 se as estações de correspondência contarem mais que uma vez) e comprimento total de 36,9 km. Estão actualmente (2006) em construção os prolongamentos da Linha Azul entre Baixa-Chiado e Santa Apolónia (a inaugurar em 2007) e da linha vermelha entre Alameda e São Sebastião (2008). A próxima expansão será a ligação ao Aeroporto de Lisboa, com a expansão da linha vermelha no seguimento da estação Oriente, incluindo as novas estações de Moscavide, Encarnação e Aeroporto. A conclusão desta obra está prevista para 2010. Com a conclusão destas extensões, o Metro terá uma rede de cerca de 40 km de via dupla, e 52 estações.

Site oficial do Metro de Lisboa
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

O Chiado - Lisboa

 
Rua do Carmo - Lisboa
 
Rua do Carmo - Lisboa
  

 
 
 
 

É sempre bonito andar pelo Chiado, em Lisboa.
E em toda a baixa lisboeta, nesta altura de Natal...
   
 
São muitas as hipóteses para a palavra Chiado, usada desde 1567, uma das mais interessantes refere-se ao chiar  das rodas das carroças que subiam as íngremes vertentes. Uma segunda refere-se à alcunha ao poeta do século XVI, António Ribeiro, "O Chiado".
 
Área tradicionalmente conhecida pelas suas ligações intelectuais, encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa, um famoso poeta português do século XIX e XX, está sentado a uma mesa no exterior do Café A Brasileira.
 
O nome "Chiado" é por vezes usado para designar apenas a Rua Garrett, a principal artéria comercial, que recebeu o nome do escritor e poeta Almeida Garrett. A rua que desce do Largo do Chiado para a Baixa, é bem conhecida pelas suas lojas, cafés e livrarias. A zona, devastada pelo fogo está a ser restaurada gradualmente.
 
No Largo do Chiado erguem-se duas igrejas barrocas: a italiana, Igreja do Loreto, no lado norte, e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, em frente, com as paredes exteriores parcialmente decoradas com azulejos.
 
O Incêndio do Chiado
 
A 25 de Agosto de 1988 deflagrou um desastroso incêndio numa loja da Rua do Carmo, que liga a Baixa ao Bairro Alto. Os carros de bombeiros não conseguiram entrar na rua, reservada aos peões, e o fogo propagou-se para a Rua Garrett. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Os piores estragos foram na Rua do Carmo. O projecto de renovação agora completo, preservou muitas fachadas originais e foi dirigido pelo arquitecto português Siza Vieira.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

Massacre de Lisboa de 1506

 
Massacre de Lisboa de 1506 - Uma das duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa 1755 e ao incêndio da Torre do Tombo: “Von dem Christeliche - Streyt, kürtzlich geschehe - jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona - ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri - sten oder juden , von wegen des gecreutzigisten [sic] got.” (Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)
 
Massacre de Lisboa de 1506
Uma das duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa 1755 e ao incêndio da Torre do Tombo:
“Von dem Christeliche - Streyt, kürtzlich geschehe - jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona - ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri - sten oder juden , von wegen des gecreutzigisten [sic] got.”
 
(Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)
 

 
 
 

E já passaram 500 anos !...
 
 
No Massacre de Lisboa de 1506 (ou a matança da Páscoa de 1506), que sucedeu há 500 anos, uma multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou entre duas mil a quatro mil pessoas, acusadas de serem judias. Isto sucedeu antes da inquisição começar e nove anos depois da conversão forçada dos judeus em Portugal em 1497, durante o reinado de D. Manuel I.
 
Uns 93 mil judeus encontraram refúgio em poucos anos em Portugal depois da expulsão pelos reis católicos de Espanha em 1496.
 
O Rei D. Manuel I mostrava uma atitude mais tolerante para com o judaísmo, mas sob a pressão de Espanha, também em Portugal (1497) os judeus foram forçados a converter-se.
 
A historiografia situa o início da matança no Mosteiro de São Domingos (Santa Justa), no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste que tomavam Portugal, alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado - fenómeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias, um milagre.
 
Um cristão-novo (judeu obrigado a converter-se ao catolicismo sob pena de morte) que também participava da missa tentou explicar que a luz era apenas o reflexo do sol, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.
 
A partir daí os judeus da cidade foram o bode expiatório da determinada situação de seca, fome e peste: sucederam três dias de massacre, incitados por frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os "hereges".
 
Por causa da peste, a corte estava em Abrantes quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Terá sido avisado dos acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue. Com o rei fora, os poucos representantes da autoridade eram também postos em causa e, em alguns casos, obrigados a fugir.
 
Como consequência homens, mulheres e crianças, foram torturados, massacrados, violados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país. A matança durou três dias, de 19 de Abril a 21 de Abril na Semana Santa de 1506, e só acaba quando é morto um judeu que era escudeiro do rei, João Rodrigues Mascarenhas, e as tropas reais acabam por chegar para pôr ordem.
 
D. Manuel I penaliza os envolvidos, confiscando-lhes os bens e os dominicanos instigadores são condenados à morte e há indícios de que o Convento de S. Domingos (da Baixa Lisboeta) teria sido fechado durante oito anos.
 
No seguimento deste massacre, do clima de crescente Anti-Semitismo em Portugal e do estabelecimento da Inquisição - o Tribunal da Inquisição entrou em funcionamento em 1540 e perdurou até 1821 - muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, sendo o destino mais acolhedor a Holanda e um destino secundário, mas importante, o Brasil.
 
Mesmo expulsos da Península Ibérica, os judeus só podiam deixar Portugal mediante o pagamento de "resgate" à Coroa. No processo de emigração, os judeus abandonavam as suas propriedades ou as
vendiam-nas por preços irrisórios e viajavam apenas com a bagagem que conseguissem carregar.
 
Massacre de Lisboa de 1506 na historiografia
 
O Massacre de Lisboa de 1506 ficou como que apagado da memória colectiva, um pedaço de vergonha esquecida que não está nos livros de História, caiu no esquecimento e são poucos os historiadores que lhe fazem referência. O horror e a violência foram descritos e reproduzidos por Damião de Góis, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Garcia de Resende, Salomon Ibn Verga e Samuel Usque.
 
Damião de Góis in «Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória»:
 
« No mosteiro de São Domingos da dita cidade estava uma capela a que chamava de Jesus, e nela um crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que davam cor de milagre, com quanto os que na igreja se acharam julgavam ser o contrário dos quais um cristão-novo disse que lhe parecia uma candeia acesa que estava posta no lado da imagem de Jesus, o que ouvindo alguns homens baixos o tiraram pelos cabelos de arrasto para fora da igreja, e o mataram, e queimaram logo o corpo no Rossio. Ao qual alvoroço acudiu muito povo, a quem um frade fez uma pregação convocando-os contra os cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro, com um crucifixo nas mãos bradando, heresia, heresia, (...) tirando-os delas de arrasto pelas ruas, com seus filhos, mulheres, e filhas, os lançavam de mistura vivos e mortos nas fogueiras, sem nenhuma piedade, e era tamanha a crueza que até nos meninos, e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços, e esborrachando-os de arremesso nas paredes. »
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

Novas sete maravilhas do Mundo - rectificação

 
Aqueduto das Águas Livres - Lisboa, Portugal
Aqueduto das Águas Livres - Lisboa, Portugal
 
 
 

Relativamente ao meu post do passado dia 20 sobre "As Sete Maravilhas do Mundo Moderno", cuja votação decorre desde o dia 1 de Janeiro deste ano até 1 de Janeiro de 2007, parece que alguém terá colocado o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa na posição nº 22 na lista que se encontra na Wikipédia onde é lá dito que essa lista "está por ordem alfabética", pelo que achei estranho o Aqueduto, letra  A, estar no fim da mesma...
 
Tendo em consideração alguns comentários, as pesquisas que agora efectuei, para comprovar,  e que deveriam ter sido as primeiras... reparei que, para nossa tristeza, o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa não aparece nos endereços que consultei, salvo melhor opinião.
Pelo que li, ao fim de longas listas publicadas por diversas entidades, os peritos acabaram por considerar  77 locais,  que foram, efectivamente, reduzidos para uma lista de 21 que entrou em votação no início deste ano.
 
As Novas Sete Maravilhas Mundo serão anunciadas durante a Cerimónia Oficial da Declaração de Lisboa, Portugal, no sábado, 7 de Julho 2007  -  07.07.07
 
Alguns sites com interesse sobre este assunto:    
 
 
http://www.new7wonders.com/index.php?id=352&L=3  
 
http://www.new7wonders.com/index.php?id=476
 
http://www.lxjovem.pt/?id_categoria=19&id_item=251265&id_tema=25
 
 
  
Na Cerimónia Oficial da Declaração de Lisboa, Portugal, no sábado, 7 de Julho 2007  -  07.07.07, decorrem em paralelo:
A Declaração das Novas 7 Maravilhas do Mundo,
e a
Eleição das 7 Maravilhas de Portugal.

 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 18:11
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Domingo, 19 de Novembro de 2006

Colégio Militar (Portugal)

 
Os alunos do Colégio Militar em frente ao prédio do Corpo de Alunos preparando-se para um desfile
Os alunos do Colégio Militar em frente ao prédio do Corpo de Alunos
preparando-se para um desfile
 
 
 

 
O Colégio Militar é um estabelecimento público militar de ensino dependente do Comando de Instrução do Exército Português.
 
 
Missão
 
O Colégio Militar tem como missão ministrar, em regime de internato, os cursos de ensino básico e ensino secundário aos filhos do sexo masculino de militares e civis, assegurando igualmente a sua formação militar de base.
 
Ensino
 
No Colégio Militar são ministrados os seguintes estudos:
  • 2º Ciclo do Ensino Básico;
  • 3º Ciclo do Ensino Básico;
  • Ensino Secundário;
  • 1ª Parte do Curso de Formação de Oficiais Milicianos.

História

 
O Colégio Militar tem origem no Colégio da Feitoria criado em 1803 pelo Coronel Teixeira Rebelo, comandante do Regimento de Artilharia da Corte sito no Forte da Feitoria, em Oeiras, com o objectivo de educar os filhos dos oficiais daquele regimento. Em 1813, o colégio passa a ter existência oficial, adoptando a designação de Real Colégio Militar. Não se conhecendo documentação definitiva sobre os primórdios do colégio, foi estabelecido, já nos anos 40 do Séc. XX, o dia 3 de Março de 1803 como a data oficial da sua fundação.
 
O Real Colégio Militar foi transferido em 1814 do Forte da Feitoria para o sítio da Luz, em Lisboa. Entre 1835 e 1859, a sede do colégio mudou várias vezes de local (Rilhafoles-Lisboa e Mafra), voltando naquele ano para a Luz, onde ainda hoje se mantém. Desde essa época que os alunos do Colégio Militar recebem o epíteto de "Meninos da Luz".
 
Com a implantação da República, em 1910 o colégio perdeu o título de "Real" passando a ser simplesmente Colégio Militar.
 
Fardamento
 
Os Alunos do Colégio Militar envergam um uniforme de gala de cor castanha de que se destaca a Barretina. A cor castanha foi adoptada em 1837, com base na cor tradicional dos uniformes dos Batalhões de Caçadores portugueses. A Barretina foi adoptada em 1866, baseada no modelo então adoptado pelo Exército Português e tornou-se o principal símbolo do Colégio Militar. O actual uniforme foi adoptado em 1870, sendo de 1912 a sua última alteração.
 
Condecorações
 
Durante toda a sua história muitos foram os louvores e homenagens recebidos.
 
Mercê do valor demonstrado por muitos dos seus antigos alunos, nos mais variados aspectos da vida portuguesa, da inegável qualidade do ensino ministrado e do público reconhecimento do cumprimento da sua missão, o Estandarte Nacional do Batalhão de Alunos do Colégio Militar é o mais condecorado das forças armadas portuguesas, ostentando as seguintes insígnias (ordenadas por ano de atribuição):
  • 1921 — Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
  • 1931 — Ordem da Instrução Pública
  • 1953 — Ordem Militar de Cristo
  • 1959 — Ordem do Mérito Militar (Brasil)
  • 1967 — Medalha de Ouro da Vila de Oeiras
  • 1978 — Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
  • 1981 — Medalha de Honra de Mérito Desportivo
  • 1982 — Ordem do Rio Branco (Brasil)
  • 1985 — Medalha de Honra da Cidade de Lisboa
  • 1990 — Medalha de Ouro de Serviços Distintos
  • 1998 — Medalha do Pacificador (Brasil)
  • 1999 — Medalha Marechal Trompowsky (Brasil)
  • 2003 — Ordem Militar de Avis
  • 2003 — Medalha Naval Vasco da Gama
  • 2003 — Medalha da Cruz Vermelha de Benemerência
  • 2003 — Medalha de Mérito Aeronáutico
  • 2005 — Medalha de Honra da Freguesia de Carnide

Colégio Militar:
 
Página oficial
Página não-oficial 
Blog do Colégio Militar

Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:06
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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

D. Dinis de Portugal

 
 

D. Dinis, 6.º Rei de Portugal
 
D. Dinis, 6.º Rei de Portugal
 
 
 
 

D. Dinis (também existe a grafia arcaizante Diniz)  nasceu em 9 de Outubro 1261 (faz hoje 745 anos) e faleceu em  7 de Janeiro 1325, em Santarém. Rei de Portugal, filho de D. Afonso III e da infanta Beatriz de Castela, neto de Afonso X de Castela. Foi aclamado em Lisboa em 1279. Cognominado O Lavrador ou O Rei-Agricultor (pelo impulso que deu no reino àquela actividade) e ainda, O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador (pelas Cantigas de Amigo e de Amor  que compôs e pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca a que se assistiu no seu reinado), foi o sexto Rei de Portugal. Foi o primeiro rei português a assinar os seus documentos com o nome completo. Presume-se que tenha sido o primeiro rei português não analfabeto.
 
Como herdeiro da coroa, D. Dinis desde cedo foi envolvido nos aspectos de governação pelo seu pai. À data da sua subida ao trono, Portugal encontrava-se em conflito com a Igreja Católica. D. Dinis procurou normalizar a situação assinando um tratado com o Papa Nicolau III, onde jurava proteger os interesses de Roma em Portugal. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal através da criação da Ordem de Cristo, que lhe herdou os bens em Portugal depois da sua extinção e apoiou os cavaleiros da Ordem de Santiago ao separarem-se do seu mestre castelhano.
 
D. Dinis foi essencialmente um rei administrador e não guerreiro: envolvendo-se em guerra com Castela em 1295, desistiu dela em troca das vilas de Serpa e Moura. Pelo Tratado de Alcanises (1297) firmou a Paz com Castela, definindo-se nesse tratado as fronteiras actuais entre os dois países ibéricos. Por este tratado previa-se também uma paz de 40 anos, amizade e defesa mútuas.
 
A sua prioridade governativa foi essencialmente a organização do reino: continuando a vertente legisladora de seu pai D. Afonso III. A profusa acção legislativa está contida, hoje, no Livro da Leis e Posturas e nas Ordenações Afonsinas. Não são "códigos" legislativos tal como os entendemos hoje, mas sim compilações de leis e do direito consuetudinário municipal, alteradas e reformuladas pela Coroa. Com efeito, a incidência de questões de carácter processual com igual peso ao carácter de direito positivo das suas leis, denuncia a crescente preocupação do rei em enquadrar o direito consuetudinário (ou costumeiro) no âmbito da Coroa, e em efectivar o seu poder no terreno. As determinações sobre a actuação de alvazis (oficiais concelhios), juízes, procuratores e advocati  demonstram isto, já que um poder meramente nominal sobre todos os habitantes do Reino, como era típico na Idade Média, não se compatibiliza com este esforço em esmiuçar os trâmites jurídicos, ou em moralizar o exercício da justiça. A criação de corregedores denuncia claramente o início do processo de territorialização da jurisdição da Coroa, extravasando os domínio régios, a par da crescente importância da capitalidade de Lisboa.
 
O reinado de D. Dinis acentuou a predilecção por Lisboa como local de permanência da corte régia. Não existe uma capital, mas a localização de Lisboa, o seu desenvolvimento urbano, económico e mercantil vão fazendo da cidade o local mais viável para se afirmar como centro administrativo por excelência. A articulação entre o Norte e o Sul do país - este Sul que se torna alvo da maior atenção e permanência dos reis - fazem de Lisboa centro giratório para tornar Portugal viável. Entre o Norte, onde a malha senhorial é mais densa e apertada, e o sul, onde o espaço vasto conquistado aos mouros implanta sobretudo os domínios régios e as ordens militares, assim como vastos espaços de "res nullius", torna Portugal um reino onde duas realidades diferentes se complementam.
 
Preocupado com as infra-estruturas do País, D. Dinis ordenou a exploração de minas de cobre, prata, estanho e ferro e fomentou as trocas com outros reinos, assinou o primeiro tratado comercial com o rei de Inglaterra em 1308 e criou o almirantado, atribuído como privilégio ao genovês Manuel Pessagno, e fundando as bases para uma verdadeira marinha portuguesa ao serviço da Coroa.
 
D. Dinis redistribuiu terras, promoveu a agricultura e fundou várias comunidades rurais, assim como mercados e feiras criando as chamadas feiras francas ao conceder a várias povoações diversos privilégios e isenções. Um dos seus maiores legados foi a ordem de plantar o Pinhal de Leiria, que ainda se mantém, de forma a proteger as terras agrícolas do avanço das areias costeiras.
 
A cultura foi um dos seus interesses pessoais. D. Dinis não só apreciava literatura, como foi ele-próprio um poeta notabilíssimo e um dos maiores e mais fecundos trovadores do seu tempo. Aos nossos dias chegaram 137 cantigas da sua autoria, distribuídas por todos os géneros (73 cantigas de amor, 51 Cantigas de Amigo e 10 Cantigas de escárnio e maldizer), bem como a música original de 7 dessas cantigas (descobertas casualmente em 1990 pelo Prof. Harvey L. Sharrer, no Arquivo da Torre do Tombo, num pergaminho que servia de capa a um livro de registos notariais do século XVI, e que ficou conhecido como "Pergaminho de Sharrer"). Durante o seu reinado, Lisboa foi, pois, um dos centros Europeus de cultura. A Universidade de Coimbra foi fundada pelo seu decreto Magna Charta Priveligiorum no qual foram desde logo ensinadas as Artes, o Direito Civil, o Direito Canónico e a Medicina. Mandou traduzir importantes obras, tendo sido a sua Corte um dos maiores centros literários da Península Ibérica.
 
Os últimos anos do seu reinado foram, marcados por conflitos internos. O herdeiro, futuro D. Afonso IV, receoso que o favorecimento de D. Dinis ao seu filho bastardo, D. Afonso Sanches o espoliasse do trono, exigiu o Poder e combateu o pai. Nesta luta teve intervenção apaziguadora a
Rainha Santa Isabel que, em Alvalade se interpôs entre as hostes inimigas já postas em ordem de batalha. Tem como descendente também o Papa Bento XIII, que foi Papa de 1724 a 1730. D. Dinis está sepultado no Convento de São Dinis, em Odivelas.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:44
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Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Teatro Nacional D. Maria II

 
Teatro Nacional D. Maria II - Lisboa - Portugal
 
Teatro Nacional D. Maria II - Lisboa - Portugal
 
 
 

Aberto desde 1846, pelas mãos de Almeida Garrett, o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro IV, nasceu dos escombros do Palácio dos Estaus, antiga sede da Inquisição e que, em 1836, tinha sido destruído por um incêndio. A estrutura neoclássica foi construída por volta de 1842 do século XIX pelo arquitecto Italiano Fortunato Lodi.
 
O Palácio dos Estaus, onde esteve sediada a Inquisição, era o palácio onde originalmente se alojavam os embaixadores Estrangeiros. Ficava no topo Norte do Rossio onde hoje se encontra o Teatro Nacional D. Maria II.
 
Durante um largo período de tempo o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro que permaneceu no teatro de 1929 a 1964.
 
Em 1964 o Teatro Nacional sofreu um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.
 
Em Março de 2004, o Teatro Nacional D. Maria II foi transformado em sociedade anónima de capitais públicos, passando a denominar-se TNDM II, S.A. – gerido por administração própria e sujeito à superintendência e tutela dos Ministros das Finanças e da Cultura.
 
Neste teatro brilharam muitas estrelas e muitos talentos se revelaram. Aqui brilharam: Eunice Muñoz, Lurdes Norberto, Carmen Dolores, Ruy de Carvalho, Laura Soveral, Anna Paula, Mariana Rey Monteiro, Catarina Avelar, entre muitos outros.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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