Quarta-feira, 3 de Agosto de 2005

Nuvens


Nuvens_altocumulus.jpg

Altocumulus



Nuvem  é um conjunto visível de partículas minúsculas de água líquida ou de gelo, ou de ambas ao mesmo tempo, em suspensão na atmosfera.

Este conjunto pode também conter partículas de água líquida ou de gelo em maiores dimensões, e partículas procedentes, por exemplo, de vapores industriais, de fumaças ou de poeiras.

Apesar de os astrónomos antigos terem atribuído nomes às maiores constelações há cerca de 2000 anos, as nuvens não foram devidamente identificadas e classificadas até inícios do século XIX.

O aspecto de uma nuvem depende essencialmente da natureza, dimensões, número e distribuição no espaço das partículas que a constituem. Depende também da intensidade e da cor da luz que a nuvem recebe, bem como das posições relativas do observador e da fonte de luz (sol e a lua)  em relação à nuvem.

Os principais factores que intervém na descrição do aspecto de uma nuvem são as suas dimensões, a sua forma, a sua estrutura e a sua textura, assim como a sua luminosidade e cor.

Estes factores serão levados em consideração na descrição de cada uma das formas características das nuvens.

As nuvens são a humidade do ar condensada. São constituídas por gotículas de água e/ou cristais de gelo. Quanto ao seu aspecto podem ser:




  • Estratiformes  - desenvolvimento horizontal, cobrindo grande área; de pouca espessura; precipitação de carácter leve e contínuo.


  • Cumuliformes - desenvolvimento vertical, em grande extensão; surgem isoladas; precipitação forte, em pancadas e localizadas.

Podem ser líquidas (constituídas por gotículas de água), sólidas (constituídas por cristais de gelo) e mistas (constituídas por gotículas de água e cristais de gelo). De acordo com o Altas Internacional de Nuvens da OMM (Organização Meteorológica Mundial)  existem três estágios de nuvens:



  • Nuvens Altas:   base acima de 6 km de altura - sólidas.


  • Nuvens Médias:  base entre 2 a 4 km de altura nos pólos, entre 2 a 7 km em latitudes médias, e entre 2 a 8 km no equador - líquidas e mistas.


  • Nuvens Baixas:  base até 2 km de altura - líquidas.


"As nuvens são das principais responsáveis pela existência da Meteorologia. Sem elas, não existiriam fenómenos como a neve, trovões e relâmpagos, arco-íris ou halos. Seria imensamente monótono olhar para o céu: apenas existiria o céu azul. Uma nuvem consiste num agregado visível de pequenas gotas de água ou cristais de gelo suspensos no ar. Umas são encontradas a altitudes muito elevadas, outras quase tocam no chão. Podem assumir formas diversas, mas são geralmente divididas em 10 tipos básicos."

Tipos de Nuvens



  • Cirrus (CI):   aspecto delicado, sedoso ou fibroso, cor branca brilhante. São as nuvens altas mais comuns. São finas e compridas e formam-se no topo da troposfera. Formam estruturas alongadas e permitem inferir a direcção do vento àquela altitude (geralmente de Oeste). A sua presença é normalmente indicadora de bom tempo.


  • Cirrocumulos (CC): delgadas, compostas de elementos muito pequenos em forma de grânulos e rugas. Indicam base de corrente de jacto e turbulência. São menos vistas do que os cirrus. Aparecem como pequenos puffs, redondos e brancos. Podem surgir individualmente ou em longas fileiras. Normalmente ocupam uma grande porção de céu.


  • Cirrostratus (CS):  véu transparente, fino e esbranquiçado, sem ocultar o sol ou a lua, apresentam o fenómeno de halo (fotometeoro). São as nuvens finas que cobrem a totalidade do céu, causando uma diminuição da visibilidade. Como a luz atravessa os cristais de gelo que as constituem, dá-se refracção, dando origem a halos e/ou sun dogs. Na aproximação de uma forte tempestade, estas nuvens surgem muito frequentemente e portanto dão uma pista para a previsão de chuva ou neve em 12 - 24h.


  • Altostratus (AS):  camadas cinzentas ou azuladas, muitas vezes associadas a altocumulus; compostas de gotículas superfrias e cristais de gelo; não formam halo, encobrem o sol; precipitação leve e contínua. São muito semelhantes aos cirrostratus, sendo muito mais espessas e com a base numa altitude mais baixa. Cobrem em geral a totalidade do céu quando estão presentes. O Sol fica muito ténue e não se formam halos como nos cirrostratus. Uma outra forma de os distinguir é olhar para o chão e procurar por sombras. Se existirem, então as nuvens não podem ser altostratus porque a luz que as consegue atravessar não é suficiente para produzir sombras. Se produzirem precipitação podem originar nimbostratus.


  • Altocumulus (AC): banco, lençol ou camada de nuvens brancas ou cinzentas, tendo geralmente sombras próprias. Constituem o chamado "céu encarneirado". São nuvens médias que são compostas na sua maioria por gotículas de água e quase nunca ultrapassam o 1 km de espessura. Têm a forma de pequenos tufos de algodão e distinguem-se dos cirrocumulus porque normalmente apresentam um dos lados da nuvem mais escuro que o outro. O aparecimento desta nuvens numa manhã quente de Verão pode ser um sinal para o aparecimento de nuvens de trovoada ao final da tarde.


  • Stratus (St):  muito baixas, em camadas uniformes e suaves, cor cinza; coladas à superfície é o nevoeiro; apresenta topo uniforme (ar estável) e produz chuvisco (garoa). Quando se apresentam fraccionadas são chamadas fractostratus (FS). É uma camada uniforme de nuvens que habitualmente cobre todo o céu e lembra um nevoeiro que não chega a tocar no chão. Aliás, se um nevoeiro espesso ascender, originam-se nuvens deste tipo. Normalmente não originam precipitação, que, a ocorrer, o faz sob a forma de chuvisco. Não deve ser confundida com os Nimbostratus (visto que estes originam precipitação fraca a moderada). Além disso, os stratus apresentam uma base mais uniforme. E estas nuvens não devem ser confundidas com altostratus visto que não deixam passar a luz directa do Sol.


  • Stratocumulus (SC): lençol contínuo ou descontínuo, de cor cinza ou esbranquiçada, tendo sempre partes escuras. Quando em voo, há turbulência dentro da nuvem. Nuvens baixas que aparecem em filas, ou agrupadas noutras formas. Normalmente consegue ver-se céu azul nos espaços entre elas. Produzem-se frequentemente a partir de um cumulus muito maior por altura do pôr-do-sol. Diferem dos altocumulus porque a sua base é muito mais baixa e são bastante maiores em dimensão. Raramente provocam precipitação, mas podem eventualmente provocar aguaceiros no Inverno se se desenvolverem verticalmente em nuvens maiores e os seus topos atingirem uma temperatura de -5ºC.


  • Nimbostratus (NS):  aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta. Nuvens baixas, escuras. Estão associados aos períodos de chuva contínua (de intensidade fraca a moderada). Podem ser confundidos com altostratus mais grossos, mas os nimbostratus são em geral de um cinzento mais escuro e normalmente nunca se vê o Sol através deles.


  • Cumulus (Cu): contornos bem definidos, assemelham-se a couve-flor; são as nuvens mais vulgares de todas e aparecem com uma grande variedade de formas, sendo a mais vulgar a de um bocado de algodão; máxima frequência sobre a terra de dia e sobre a água de noite. Surgem bastante isoladas, distinguindo-se assim dos stratocumulus. Além disso, os cumulus têm um topo mais arredondado. Estas nuvens são normalmente chamadas cumulus de bom tempo, porque surgem associadas a dias soalheiros. Podem ser orográficas ou térmicas (convectivas); apresentam precipitação em forma de pancadas; correntes convectivas. Quando se apresentam fraccionadas são chamadas fractocumulus (FC). As muito desenvolvidas são chamadas cumulus congestus.


  • Cumulosnimbos (CB): nuvem de trovoada, aguaceiros, granizo e até tornados; base entre 700 e 1.500 m, com topos chegando a 24 e 35 km de altura, sendo a média entre 9 e 12 km; são formadas por gotas de água, cristais de gelo, gotas super-frias, flocos de neve e granizo. Caracterizadas pela "bigorna":  o topo apresenta expansão horizontal devido aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro, e é formado por cristais de gelo, sendo nuvens do tipo Cirrostratos(CS).

    Apesar de parecerem muitos tipos, basta notar que resultam da combinação de algumas características básicas:



    • As nuvens altas são sempre antecedidas do prefixo cirro porque apresentam sempre um aspecto ténue e fibroso;
    • As nuvens médias apresentam o prefixo alto;
    • A designação estrato entra nas nuvens de maior extensão horizontal, enquanto a designação cumulo entra nas de maior desenvolvimento vertical;
    • As nuvens capazes de produzir precipitação identificam-se com o termo nimbo.

Formação de Nuvens



As nuvens são constituídas por gotículas ou cristais de gelo que se forma em torno de núcleos microscópicos na atmosfera. Há vários processos de formação das nuvens e das suas consequentes formas e dimensões.


As nuvens são formadas pelo resfriamento do ar até a condensação da água, devido à subida e expansão do ar. É o que sucede quando uma parcela de ar sobe para níveis onde a pressão atmosférica é cada vez menor e o volume de ar se expande. Esta expansão requer energia que é absorvida do calor da parcela, e, por isso, a temperatura desce. Este fenómeno é conhecido por resfriamento adiabático. A condensação e congelamento ocorrem em torno de núcleos apropriados, processos que resultam ao resfriamento adiabático, o qual, em troca, resulta de ar ascendente.


Uma vez formada a nuvem poderá evoluir, crescendo cada vez mais, ou se dissipar. A dissipação da nuvem resulta da evaporação das gotículas de água que compõem motivada por um aumento de temperatura decorrente da mistura do ar com outra massa de ar mais aquecida, pelo aquecimento adiabático ou, ainda, pela mistura com uma massa de ar seco.


Uma nuvem pode surgir quando uma certa massa de ar é forçada a deslocar-se para cima acompanhado o relevo do terreno. Essas nuvens, ditas de “origem orográfica” também decorrem da condensação do vapor de água devido ao resfriamento adiabático do ar.

Constituição das Nuvens

Após formadas as nuvens podem ser transportadas pelo vento no sentido ascendente ou descendente. No primeiro caso a nuvem é forçada a elevar-se e, devido ao resfriamento, as gotículas de água podem ser total ou parcialmente congeladas. No segundo caso, como já vimos, a nuvem pode  dissipar-se pela evaporação das gotículas de água.

Pelo que acabamos de explicar, as nuvens podem ser constituídas por gotículas de água e cristais de gelo ou, ainda, exclusivamente por cristais de gelo em suspensão no ar húmido. Assim, a constituição da nuvem vai depender da temperatura que apresenta a esta, da altura onde a nuvem se localiza.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
Link do post | comentar
2 comentários:
De Anónimo a 3 de Agosto de 2005 às 10:39
apenas duas palavras: muito bom! abraço da leonorleonoretta
(http://leonoretta.blogspot.com)
(mailto:eximproviso@hotmail.com)


De Anónimo a 3 de Agosto de 2005 às 09:54
Com esta explicação ficamos todos a conhecer melhor todos os tipos de nuvens do nosso sistema solar. cumpts fbferto
</a>
(mailto:fb.fb@iol.pt)


Comentar Artigo

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Figueira da Foz
PORTUGAL




Os meus outros cantinhos
Clique nas duas imagens:
 



  Clique na imagem seguinte
        para ver o vídeo do

    Mar da Figueira da Foz


       Fonte Luminosa
       Figueira da Foz

      
Video: Filipe Freitas



SELO da minha Praia
..... pode levá-lo .....




Músicas



PRAIA da CLARIDADE nasceu em:

30/Janeiro/2005

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags

Hora e Temperatura locais (clique, veja a sua zona)

Click for Coimbra, Portugal Forecast

........ Anjo da Paz ........

Anjo da PAZ

Blogues Amigos



À Beira Mar


A Iluminura


A Magia das Palavras


A Papoila


A Serpente Emplumada


Acerca do Mundo


Amicus Ficaria


Ana Luar


Arodla 2006


As the world turns


Barão da Tróia


Bella Mistura


Bióloga Poetisa


Blog da Berenice


Blog da Dalva


Blog das Trevas


Blogamizade


Blog Blogs SAPO


Boanova


Cantinho da Florinda


Cantinho da TiBéu


Canto da Conchita


Chica Ilhéu - Açores


Chuviscos


Cidália Santos


Competências


Confraria das Bifanas


Continua a Sorrir


Dador de Madula Óssea


Deixa-me !...


Doença de Parkinson


Domínio dos Anjos


Dreamers of the Night


Ecos do Tempo


Escrevinhando com o Coração


Eterna Parte de Mim


Evasões Bárbaras


Ex-Improviso


Fadinha Arodla


Fallen Angel - Marisocas


Fátima Cidade de Acolhimento


Floresta de Lórien


FLP - Aloé Vera


Formas & Meios


Formiguinha Atómica


Gatinhos Voadores


Ideias e Ideais - Terceira


Isis


Janela Aberta


José Lessa


Lua e Estrela


Mar y Sol


Menina Marota


Momentos a Dois


Mudar o Template


Noites do Amanhecer


O Atónito


O Estrelado


O PALHETAS -Figueira da Foz-


O Sal da Nossa Pele


O Sino da Aldeia


O Teu Doce Olhar


Paraquedista


Paredes de Coura


Parkinson Campinas


PAVANN


Por Terras do Rei Wamba


Princesa do Mar


Putoreguila


Quinto Poder


Rumo ao Sul


Sabor Latino


Sabor da Cozinha


Segunda Vida


Sem Imaginação


Sentimentos


Som & Tom


Sombreiro


Terena, vila Alentejana


Uma caracol falante


Virtual Realidade






Utilitários



FIGUEIRA DA FOZ
on-line

O seu browser não suporta flash. Necessita instalar o "plug-in".



Meteorologia




Portal dos Sites