Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

O Esqueleto Humano

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O esqueleto humano é formado por 206 ossos.  Tem a função principal de sustentar o corpo, mas também a de proteger determinados órgãos, como, por exemplo, o crânio, que protege o cérebro, e as costelas, que protegem os pulmões e o coração.

Variam de formato e tamanho sendo o maior deles o fémur, que fica na coxa, e o menor é o estribo que fica dentro do ouvido médio.

É nos ossos que se prendem os músculos, por intermédio dos tendões.
Também fazem parte do esqueleto humano os ligamentos e as cartilagens.

O esqueleto feminino difere um pouco do masculino, como, por exemplo, na pélvis, cujo formato favorece a saída de um bebé do ventre da mãe.

O esqueleto

A função mais importante do esqueleto é sustentar a totalidade do corpo e dar-lhe forma.

Torna possível a locomoção ao fornecer ao organismo, material duro e consistente, que sustenta os tecidos brandos contra a força da gravidade e onde estão inseridos os músculos, que lhe permitem erguer-se do chão e mover-se sobre a sua superfície.

O sistema ósseo também protege os órgãos internos (cérebro, pulmões, coração) dos traumatismos do exterior.

Osso:  em todo o osso longo, o corpo geralmente cilíndrico, recebe o nome de diáfise, e os extremos recebem o nome de epífise.

A diáfise é oca e o seu interior é ocupado pela medula amarela.

Também na epífise, há um grande número de cavidades, formadas pelo entrecruzamento dos delgados tabiques ósseos, os quais contém a medula vermelha, formadora de glóbulos sanguíneos.

O periósteo é uma membrana muito tenaz e extremamente vascularizada que envolve os ossos e permite que estes cresçam em espessura; esta membrana é de grande importância pois, por meio dos seus vasos sanguíneos, chegam às células ósseas as substâncias nutritivas.

O esqueleto é composto por ossos, ligamentos e tendões. O esqueleto humano é formado por 203 ou 204 ossos e divide-se em cabeça, tronco e membros. Na face os ossos são: maxilares, zigomáticos, nasais, e a mandíbula, único osso móvel da cabeça que serve para a mastigação. Em continuação do crânio está a coluna vertebral que é formada pelas vértebras. As vértebras são uma série de anéis colocados sobretudo de maneira que o orifício central de cada uma corresponda com o do superior e o do inferior, de tal maneira que no centro da coluna vertebral existe uma espécie de conduta, pelo qual passa a espinal medula, órgão nervoso de fundamental importância. A articulação que se interpõe entre uma vértebra e a vértebra seguinte permite a mobilidade de toda a coluna vertebral, garantindo a esta a máxima resistência aos traumas. Entre uma vértebra e outra existem os discos cartilaginosos que servem para aumentar a elasticidade do conjunto e atenuar os efeitos de eventuais luxações.

As vértebras são 33 e não são todas iguais; as inferiores tem maior tamanho porque devem ser mais resistentes para realizar um trabalho maior.

As primeiras 7 (sete) vértebras denominam-se cervicais; a primeira chama-se atlas e a segunda áxis. Em continuação das cervicais estão 12 vértebras dorsais que continuam através das costelas e se unem ao esterno, fechando a caixa torácica mediante as cartilagens costais, protegendo os órgãos contidos no tórax: coração, pulmões, brônquios, esófago e grandes vasos. A coluna vertebral continua com as 5 vértebras lombares. A estas, seguem-se outras 5 vértebras soldadas entre si, que formam o osso sacro e, por último, as 4 ou 5 rudimentarias, quase sempre soldadas entre si, que tomam o nome de cóccix ou osso caudal.

Os ossos dos membros superiores começam com o ombro formado pela cintura escapular, de forma triangular, plana, e pela clavícula situada em frente da anterior, que é longa e curvada. A articulação do ombro é bastante móvel, o que permite mover o braço em todas as direcções; esta articulação junto com a do quadril é uma das mais importantes no corpo humano. O osso do braço é o úmero, longo e robusto; o antebraço é formado pelos ossos: rádio e cúbito. O rádio termina no cotovelo com a articulação e o cúbito apresenta (em correspondência com o cotovelo) um saliente que não permite ao antebraço pregar-se quando está distendido em linha recta com o braço. Com os dois ossos do antebraço articula-se na sua parte inferior a mão, que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: 8 são chamados ossos do carpo, são os que formam o punho; 5 denominados metacarpos e que correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Os dedos da mão, estão formados pela primeira, segunda e terceira falanges (o polegar tem só dois).

Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis, que é formada pela fusão de três ossos: íleo, ísquio e púbis. Com a pélvis articula-se o fémur, osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. Na sua parte inferior o fémur une-se à tíbia e ao Fíbula (perónio), que são os dois ossos da perna.

Esta união tem lugar na articulação do joelho, do qual forma parte a Patela (rótula) e os meniscos (dois discos cartilaginosos cuja rotura é muito frequente em alguns desportistas). Interpostos entre os côndilos femorais, a tíbia e o fíbula (perónio). Por último, aos ossos da perna articulam-se com os do pé: o calcâneo, o astrágalo, os ossos metatarsos, os dos dedos que têm três falanges, excepto o primeiro que tem duas.

O esqueleto constitui o arcabouço do organismo e é formado pelos ossos. Além da função de sustento, tem aquela, também importantíssima, de permitir ao homem mover-se. Os ossos constituem a parte passiva do aparelho locomotor: o seu movimento é devido à contracção e ao relaxamento dos músculos que neles se inserem. Sobre a forma dos ossos têm influência a direcção e a potência dos músculos.

Os ossos que formam o esqueleto do adulto são 203, excluindo os ossos considerados "supranumerários" (que existem na cabeça) e os ossos "sesamóides" (pequenos ossos acessórios que se acham na vizinhança das articulações, geralmente imersos num tecido fibroso). Cada osso do nosso corpo apresenta uma forma característica que permite reconhecê-lo imediatamente, não obstante as variações que possam existir de um indivíduo para outro. A forma dos ossos não é casual mas devida a um complexo de razões. A primeira de tais razões é a forma do seu esboço devido a causas hereditárias; intervêm depois outras causas que influem sobre a forma de cada uma das suas porções: o modo pelo qual dois ossos se põem em relação, determina uma mudança das duas superfícies de contacto, e os músculos e os tendões que neles se inserem produzem modificações na superfície de implantação.

Além disso, as partes contíguas deixam sobre os ossos impressões, mesmo que sejam menos duras do que ele, como, por exemplo, uma artéria ou um nervo; mesmo o cérebro deixa uma impressão sobre os ossos que o encerram.

Estrutura dos Ossos

Os ossos são formados essencialmente pelo tecido ósseo (tecido conjuntivo duro, com 1,87% de fosfato e cálcio) do qual o aspecto é compacto ou esponjoso: no osso compacto o tecido ósseo é constituído por delgadas lâminas ósseas que se sobrepõem umas às outras, unindo-se intimamente em torno de um centro; no osso esponjoso, essas delgadas lâminas dispõem-se de modo a formar pequenas cavidades ou celuletas. Há três espécies de ossos: os ossos longos, os ossos curtos e os ossos chatos.

O seu nome diz-nos qual a sua característica. O osso longo tem mais desenvolvida uma das suas dimensões; constitui uma espécie de cilindro, no qual podemos distinguir uma parte central dita corpo ou diáfise, e duas extremidades chamadas cabeças ou epífises. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto e é percorrida longitudinalmente por um canal interno, chamado canal medular, ocupado pela medula. A medula do osso desempenha uma função importantíssima: fabrica os glóbulos do sangue, sejam os vermelhos ou brancos. As epífises são formadas por tecido ósseo esponjoso, que, na superfície, é revestido por uma camada de tecido ósseo compacto.

No osso esponjoso, a medula enche as cavidades formadas pelo interpenetrar das trabéculas. Até a idade adulta, a diáfise e as epífises são separadas entre si, ou, melhor, estão unidas somente por um tecido cartilaginoso; é esta a cartilagem de conjugação ou diafisiária que permite o desenvolvimento do osso em comprimento, e permanece até que o indivíduo complete o seu desenvolvimento esquelético. Depois, constitui a chamada comissura diafisiária.

Os ossos longos estão presentes sobretudo nos membros (osso do braço: úmero; osso da coxa: fémur). Os ossos curtos são aqueles nos quais nenhuma das três dimensões prevalece. Geralmente, os ossos curtos são formados por tecido esponjoso, revestido mais vezes superficialmente por uma camada de tecido compacto. Exemplos de ossos curtos são os ossos do carpo e do tarso.

Os ossos chatos são aqueles em que predominam duas dimensões; têm, portanto, o aspecto de uma lâmina. São formados por tecido compacto no meio do qual, todavia, se encontra uma camada de tecido esponjoso. Exemplos de ossos chatos são os ossos da abóbada craniana.

A forma aparente de um osso pode, por vezes, levar a engano: o osso parece pertencer a certo tipo, quando se considera a forma, mas a sua estrutura é a de um tipo diverso. Por exemplo, as costelas têm a forma alongada e pareceriam, assim, ossos longos; são porém esponjosos internamente e compactos na periferia, como todos os ossos chatos.

Certos ossos estão atravessados na periferia por furos: são os furos de transmissão, que servem de passagem a órgãos importantes como vasos e nervos. Todos os ossos têm furos que penetram no seu interior, os furos nutritivos, pelos quais penetram no osso os vasos que devem nutri-lo.

Eles estão revestidos por uma membrana fibrosa: o periósteo, que tem a função de nutrir o osso e de fazê-lo crescer em espessura (enquanto o osso cresce em comprimento por meio das cartilagens de conjugação). Sem o periósteo o osso não pode viver: destacando-o, o osso morre.


Curiosidades

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  • Nos pés encontra-se um quarto dos ossos do corpo humano, com 26 em cada um.
  • Podemos saber, através do raio-X, a nossa idade óssea. Assim saberemos se iremos crescer mais. Esse raio-X é tirado do punho.
  • Para saber quantos quilos de ossos uma pessoa tem, basta dividir o peso da pessoa por quatro. O resultado é o peso ósseo aproximado.

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:08
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1 comentário:
De Anónimo a 27 de Outubro de 2005 às 18:55
Éis um pouco de anatomia, também é necessário esse conhecimento. Beijinhos.Maria do Céu Costa
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)


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