Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Meridiano de Greenwich

 
Meridiano de Greenwich

Meridiano de Greenwich

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Meridiano 0, marcado no observatório de Greenwich, a leste de Londres

Meridiano 0, marcado no observatório de Greenwich, a leste de Londres

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O Meridiano de Greenwich é o meridiano que passa sobre a localidade de Greenwich
(nos arredores de Londres, Reino Unido) e que, por convenção, divide o globo terrestre em ocidente e oriente, permitindo medir a longitude. Definido como o primeiro meridiano serve de referência para estabelecer a relação entre as horas em qualquer ponto da superfície terrestre, estabelecendo os fusos horários. Esse meridiano atravessa dois continentes e oito países. (na Europa: Reino Unido, França e Espanha; e na África: Argélia, Mali, Burkina Faso e Gana). O seu anti-meridiano cruza uma parte da Rússia no estreito de Behring e uma das ilhas do arquipélago de Fiji, no Oceano Pacífico.
 
 
Antes de Greenwich
 
Hoje, como sabemos, o meridiano de Greenwich é usado para a contagem dos graus de longitude. Mas nem sempre foi dessa maneira.
 
Vejamos, respeitando o original, como Balbi tratou do assunto no seu Tratado de Geographia Universal, Physica, Historica e Politica, publicado em 1858:
 
 
"... não assim os graus de longitude, por isso que contando-se de um meridiano de convenção, a que chamam primeiro meridiano há dois modos de os contar, a saber: ou até 360º começando do primeiro meridiano para a parte oriental até o encontrar pela parte ocidental, ou até 180º para a parte oriental, e até outros 180º para a ocidental, e em caso tal é mister que se declare expressamente se a longitude é oriental ou ocidental.
 
Os geógrafos antigos, e ainda hoje os alemães, seguiram sempre o primeiro modo de os contar; o segundo foi geralmente adaptado pelos modernos, e em particular pelos franceses e Ingleses.
 
Quanto ao meridiano de convenção ou primeiro meridiano, convém saber, que Ptolomeu adaptou o das ilhas Afortunadas ou Ilhas Canárias, por se acharem no limite ocidental dos países naquele tempo conhecidos; que Luís XIII, rei de França, determinou por decreto aos geógrafos franceses de referirem as longitudes ao meridiano da Ilha de Ferro, que é a mais ocidental daquele arquipélago; que os holandeses adaptaram o do Pico de Tenerife; que Gerardo Mercator, célebre geógrafo, escolheu o da Ilha do Corvo no arquipélago dos Açores, porque nele no seu tempo a agulha de marear não sofria nenhuma declinação; que porém, ultimamente, quase todas as nações adaptaram os meridianos dos seus respectivos observatórios. Os franceses reportam-se ao meridiano do observatório de Paris, os ingleses ao de Greenwich, os espanhóis ao de Cádis, os portugueses ao de Coimbra ou ao de Lisboa".
 
Como vemos, era uma tremenda confusão naquela época para se determinar que meridiano deveria ser considerado para a contagem dos graus de longitude.
 
Um meridiano de referência tinha que ser escolhido. Enquanto os cartógrafos britânicos usavam o Meridiano de Greenwich há muito tempo, outras referências foram usadas como: El Hierro, Roma, Copenhaga, Jerusalém, São Petersburgo, Pisa, Paris, Filadélfia e Washington. Em 1884 na International Meridian Conference foi adoptado o Meridiano de Greenwich como primeiro meridiano mundial.
Fonte: Wikipédia. 
 

.......................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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16 comentários:
De smareis@hotmail.com a 25 de Junho de 2007 às 00:43
OI amigo, tudo bem!
Vim deixar um abraço, e te desejar uma otima semana.
Ando meia ausente, mas sempre que dá, estou a navegar até aqui pra ver as novidades.
Linda essas imagens.
bjs!


De Manuela a 25 de Junho de 2007 às 13:05
Olá amigo, nomeei-o Sétima Maravilha.
Pois este seu blog é mesmo uma maravilha.
Vá buscar o prémio se quiser.
Um abraço da
Manuela
fique bem


De Cöllyßry a 25 de Junho de 2007 às 23:25
Olá amigo Filipe, mais um exvelente artigo...

Venho dizer que não consegui enviar os programa, e o meu Outlook bloqueou, se puder amanhã abrir
o MSN , lhe envio...


Meu doce beijo


De Hugo Neves da Silva a 25 de Junho de 2007 às 23:49
Caro blogueiro(a)

O meu nome é Hugo Neves da Silva, mestrando em Ciências da Comunicação, variante, Comunicação, Organização e Novas Tecnologias, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, pólo de Lisboa, e autor do blogue // lisbonlab //, disponível em http://blog.lisbonlab.com/.

No âmbito do Mestrado, estou a elaborar a minha dissertação final sobre blogues e o seu impacto na Web em Portugal, pelo que gostaria de contar com a sua colaboração para a realização deste estudo através do preenchimento do seguinte questionário:
https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=yGWQpEqJRH6P0KAWVPHLpA_3d_3d (https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=yGWQpEqJRH6P0KAWVPHLpA_3d_3d)

Este link está associado ao seu blogue, pelo que agradeço que não reencaminhe esta mensagem.

Em caso de alguma dúvida ou sugestão, não hesite em contactar-me para hugo.silva@lisbonlab.com.

Agradeço o preenchimento do questionário até dia 15 Julho, data em que darei por terminada a recolha de dados.

Obrigado pela sua participação.

Hugo Neves da Silva
hugo.silva@lisbonlab.com


De maripossa a 26 de Junho de 2007 às 00:48
Amigo Filipe. Como sempre um grande texto sobre geografia, a qual sempre dá para aprender o que já esqueçeu,muito bom gostei muito. Filipe beijinho de amizade.Maria Elisa
maripossa


De delta a 26 de Junho de 2007 às 13:21
Mas por que Greenwich?

A maior potência do final do século XIX era, sem sombra de dúvidas, a Inglaterra. "O Sol nunca se põe no Império Britânico", dizia-se na época. E como forma de manter coeso este vasto território, a Inglaterra investiu em tecnologia e conhecimento.

De cada quatro mapas da época, três eram de origem inglesa. Desenhados a partir dos dados obtidos pela Marinha britânica, estes mapas, já havia muito tempo, usavam a longitude do Observatório Real de Greenwich como marco zero. O tratado de Washington apenas ratificou um hábito já existente.

Mas a hegemonia e a importância de Greenwich são muito mais antigas do que qualquer pendenga geográfica. O Observatório Real de Greenwich foi criado em 1675, justamente para ser o centro de estudos astronômicos, cartográficos e geográficos que colocaria a Inglaterra na vanguarda da expansão do Velho Mundo.

Completados 325 anos em 22 de junho, o velho observatório ainda mantém o seu charme, abrigando um museu e incontáveis histórias.


Tudo de bom!




De soaresesilva a 26 de Junho de 2007 às 13:40
Um excelente artigo sobre um assunto, para mim muito importante, que é a contagem das horas no mundo. Quando aqui há uns anos o nosso Governo nos pôs com as horas de outro merediano da Europa foi um horror! Acordar e ir trabalhar de noite era um sofrimento! Ainda bem que nos deixaram com o nosso merediano natural...o de Greenwich


De Vô-Zé a 26 de Junho de 2007 às 13:56
Sempre coisas interessantes.
Um grande abraço


De Maria Papoila a 26 de Junho de 2007 às 16:02
Amigo Filipe:
Sempre a luz desta praia a iluminar a senda do conhecimento. Desta vez Geografia!
Beijos


De joselessa a 26 de Junho de 2007 às 17:16
Alguem lhe chamou a setima maravilha...
Não quantifico a maravilha mas que este seu blog é de facto uma maravilha, ninguem tem dúvidas.
Aquele abraço e boa semana.
JL


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