Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Arco-íris

 
Arco-íris em Jasper National Park, Alberta, Canadá O início de um arco-íris, onde, em crenças populares, estariam escondidos diversos tesouros

Arco-íris em Jasper National Park, Alberta, Canadá.
Em crenças populares, no início de um arco-íris,
estariam escondidos diversos tesouros

Clique aqui para ampliar a imagem



 
Dispersão da luz numa gota de água e num prisma




Um arco-íris é um fenómeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol no seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta no seu interior; a sequência completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta.
 
Para ajudar a lembrar a sequência de cores do arco-íris, usa-se a mnemónica: «Vermelho lá vai violeta», em que l,a,v,a,i (lá vai) representam a sequência intermédia laranja, amarelo, verde, azul, índigo.
 
O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador numa baixa altitude ou ângulo. O mais espectacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está num local com céu claro. Outro local comum para vermos o arco-íris é perto de cachoeiras (quedas de água, cascatas, cataratas e os saltos).
 
Física dos arco-íris
 
A aparência do arco-íris é causada pela dispersão da luz do sol que sofre refracção pelas (aproximadamente esféricas) gotas de chuva. A luz sofre uma refracção inicial quando penetra na superfície da gota de chuva. Dentro da gota ela é reflectida (reflexão interna total), e finalmente volta a sofrer refracção ao sair da gota. O efeito final é que a luz que entra é reflectida numa grande variedade de ângulos, com a luz mais intensa num ângulo de cerca de 40°–42°, independente do tamanho da gota. Desde que a água das gotas de chuva é dispersiva, o grau que a luz solar retorna depende do comprimento de onda e da frequência, principalmente. A luz azul retorna num ângulo maior que a luz vermelha, mas devido à reflexão interna total da luz na gota de chuva, a luz vermelha aparece mais alta no céu, e forma a cor mais externa do arco-íris.
 
O arco-íris não existe realmente num local do céu, mas é uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador. Todas as gotas de chuva refractam e reflectem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chega até o olho do observador. Estas gotas são percebidas como o arco-íris para aquele observador. A sua posição é sempre na direcção oposta do sol em relação ao observador, e o interior é uma imagem aumentada do sol, que aparece ligeiramente menos brilhante que o exterior. O arco é centralizado com a sombra do observador, aparecendo num ângulo de aproximadamente 40°–42° com a linha entre a cabeça do observador e a sua sombra. Isto significa que se o sol está mais alto que 42° o arco-íris está abaixo do horizonte e o arco-íris não pode ser visto a menos que o observador esteja no topo de uma montanha ou em outro lugar de altura similar. Similarmente é difícil de fotografar o arco completo, o que requer um ângulo de visão de 84°. Para uma câmara de 35 mm, é necessária uma lente com foco de 19 mm ou menos; entretanto a maioria dos fotógrafos têm lentes de 28 mm.
 
Podemos ver arco-íris de diferentes «tamanhos» porque, para estimar a sua largura, o nosso cérebro só tem como informação a dimensão do ângulo de visão que lhe corresponde. Se perto da imagem dele existirem objectos longínquos, como montanhas, o arco-íris parecerá maior. Se o arco-íris estiver perto de objectos menos distantes, parecerá menor. É, fundamentalmente, a mesma ilusão que faz com que a Lua, o Sol ou as constelações pareçam maiores quando estão perto do horizonte.
 
Algumas vezes, um segundo arco-íris mais fraco é visto fora do arco-íris principal; ele é devido a uma dupla reflexão da luz do sol nas gotas de chuva, e aparece num ângulo de 50°–53°. Devido à reflexão extra, as cores do arco são invertidas quando comparadas com o arco-íris principal, com o azul no lado externo e o vermelho no interno. De um aeroplano é possível ter a oportunidade de ver o círculo completo do arco-íris, com a sombra do avião ao centro.
 
Um triplo arco-íris é ainda mais raro de se ver. Uns poucos observadores já relataram a visão de quatro arcos, quando o arco mais externo tem uma aparência pulsante e vibrante.
 
A primeira explicação teórica precisa do arco-íris foi feita pelo filósofo, físico e matemático francês, Descartes, em 1637. Sabendo que o tamanho das gotas de chuva não pareciam afectar o arco-íris observado, ele fez uma experiência incidindo raios de luz através de uma grande esfera de vidro cheia d'água. Ao medir os ângulos que os raios emergiam, ele concluiu que o primeiro arco era causado por uma única reflexão interna dentro da gota de chuva e que o segundo arco podia ser causado por duas reflexões internas. Ele foi capaz de chegar aos seus resultados a partir da lei de refracção (subsequentemente, mas independente de Snell) e calculou correctamente os ângulos de ambos os arcos. Entretanto, ele não foi capaz de explicar as cores.
 
Isaac Newton foi o primeiro a demonstrar que a luz branca era composta da luz de todas as cores do arco-íris, com um prisma de vidro pôde decompor a luz branca no espectro completo de cores, e com outro pode re-combinar o feixe de luz em luz branca. Ele também demonstrou que a luz vermelha é refractada menos que a azul o que levou a uma completa explicação do efeito óptico do arco-íris.
 
O arco-íris na mitologia e na religião
 
O arco-íris tem o seu lugar nas lendas devido à sua beleza e dificuldade de explicá-lo antes do tratado das propriedades da luz de Galileu. Na mitologia grega, ele era o caminho feito por uma mensageira (Íris) entre a Terra e o Céu. O lugar secreto onde os duendes irlandeses escondiam o seu pote de ouro é normalmente dito ser no fim do arco-íris. Na mitologia chinesa, o arco-íris era uma abertura no céu fechada pela deusa Nüwa utilizando pedras de sete cores diferentes. Na mitologia hindu, o arco-íris é chamado Indradhanush - significando o arco de Indra, a deusa dos raios e trovões. Na mitologia norueguesa, um arco-íris chamado de "a ponte Bifröst" liga o reino de Asgård e Midgård, lares de deuses e homens, respectivamente. No Génesis 9:13, o arco-íris é um sinal do acordo entre Deus e a Humanidade. Depois que Noé sobrevive ao dilúvio na história da Arca de Noé, Deus enviou um arco-íris para prometer que ele nunca mais enviaria um dilúvio para destruir o mundo.
Fonte: Wikipédia. 
 

.......................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar
7 comentários:
De JOSÉ LESSA a 11 de Fevereiro de 2007 às 00:08
Olhar para o arco iris é um fascinio de criança.
É como ver um avião a aproximar-se do Aeroporto...
Hoje com mais de meio século de existencia abrando o carro quando vejo ao longo um avião a aproximar-se do Aeroporto Sá Carneiro, o mesmo acontece quando na estrada avisto um arco iris...
abrando para o contemplar e contar as cores que desde criança ouço dizer que são sete mas que nunca as consigo identificar.
Mais um trabalho brilhante do Filipe que me regalou o olho.
JL


De conchitamachado a 11 de Fevereiro de 2007 às 00:29
Filipe,
Ao passar pelo nosso amigo Jofre Alves encontrei-te e,
tive mesmo que falar mediante este espectacular arco-íris !!! Lindo o texto.

Desejo bom domingo e semana
Beijinho


De zelerias a 11 de Fevereiro de 2007 às 01:10
Agora não dá para ler tudo.
Voltarei.
Desejos de um bom fim-de-semana.
(a minha Naval meteu àgua pela proa!...)

----------
Permito-me convidar-te para ver o que a Arqª. 'Zdéfa Fava escreveu no:
http://www.terapias-inocentes.blogspot.com


De Praia da Claridade a 11 de Fevereiro de 2007 às 01:30
Nem o meu arco-íris safou a Naval. Devia tê-lo publicado ontem para dar lhe sorte...
São coisas do futebol !... Mas era muito bem escusado perder hoje, quando já teve a ousadia de empatar recentemente com um dos grandes...
Agradeço o convite. Vou ver o que a Arqª. 'Zdéfa Fava escreveu.
Bom domingo e boa semana.


De Vô-Zé a 11 de Fevereiro de 2007 às 12:01
Tem piada, usei sempre VAAVAAV, a diferença é que
aqui o primeiro A é de alaranjado, pois com laranja não dá, não é?
Um abraço


De soaresesilva a 11 de Fevereiro de 2007 às 16:11
Aqui na cidade é difícil de ver muitas vezes o arco-iris. No campo ou sobre o mar é um espectáculo fascinante! Um bom domingo.


De maripossa a 11 de Fevereiro de 2007 às 19:26
Filipe,que bonito falar no ARCO IRIS e esta foto de entrada no" NATIONAL PARK NO CANADÁ"está muito linda pois sempre desde criança que adoro ver o arco iris,lembro de correr para ver se ele mudava de sítío,coisas de criança,então as suas cores fabulosas e são sete como sempre o numero sete deve ter algo de mágico,já pensas-te nisso? eu já.
Filipe hoje a nossa amiga Chica ainda não apareceu deve estár mal,penso eu.beijinho amigo
Maripossa blogeste é mais pequeno mas com carinho.


Comentar Artigo

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Figueira da Foz
PORTUGAL




Os meus outros cantinhos
Clique nas duas imagens:
 



  Clique na imagem seguinte
        para ver o vídeo do

    Mar da Figueira da Foz


       Fonte Luminosa
       Figueira da Foz

      
Video: Filipe Freitas



SELO da minha Praia
..... pode levá-lo .....




Músicas



PRAIA da CLARIDADE nasceu em:

30/Janeiro/2005

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags

Hora e Temperatura locais (clique, veja a sua zona)

Click for Coimbra, Portugal Forecast

........ Anjo da Paz ........

Anjo da PAZ

Blogues Amigos



À Beira Mar


A Iluminura


A Magia das Palavras


A Papoila


A Serpente Emplumada


Acerca do Mundo


Amicus Ficaria


Ana Luar


Arodla 2006


As the world turns


Barão da Tróia


Bella Mistura


Bióloga Poetisa


Blog da Berenice


Blog da Dalva


Blog das Trevas


Blogamizade


Blog Blogs SAPO


Boanova


Cantinho da Florinda


Cantinho da TiBéu


Canto da Conchita


Chica Ilhéu - Açores


Chuviscos


Cidália Santos


Competências


Confraria das Bifanas


Continua a Sorrir


Dador de Madula Óssea


Deixa-me !...


Doença de Parkinson


Domínio dos Anjos


Dreamers of the Night


Ecos do Tempo


Escrevinhando com o Coração


Eterna Parte de Mim


Evasões Bárbaras


Ex-Improviso


Fadinha Arodla


Fallen Angel - Marisocas


Fátima Cidade de Acolhimento


Floresta de Lórien


FLP - Aloé Vera


Formas & Meios


Formiguinha Atómica


Gatinhos Voadores


Ideias e Ideais - Terceira


Isis


Janela Aberta


José Lessa


Lua e Estrela


Mar y Sol


Menina Marota


Momentos a Dois


Mudar o Template


Noites do Amanhecer


O Atónito


O Estrelado


O PALHETAS -Figueira da Foz-


O Sal da Nossa Pele


O Sino da Aldeia


O Teu Doce Olhar


Paraquedista


Paredes de Coura


Parkinson Campinas


PAVANN


Por Terras do Rei Wamba


Princesa do Mar


Putoreguila


Quinto Poder


Rumo ao Sul


Sabor Latino


Sabor da Cozinha


Segunda Vida


Sem Imaginação


Sentimentos


Som & Tom


Sombreiro


Terena, vila Alentejana


Uma caracol falante


Virtual Realidade






Utilitários



FIGUEIRA DA FOZ
on-line

O seu browser não suporta flash. Necessita instalar o "plug-in".



Meteorologia




Portal dos Sites