Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

D. Henrique, o Cardeal-Rei de Portugal

 
D. Henrique, o Cardeal-Rei de Portugal

D. Henrique, o Cardeal-Rei de Portugal

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O Cardeal D. Henrique I (31 de Janeiro de 1512 — Almeirim, 31 de Janeiro de 1580), faz hoje 495 anos que nasceu e 427 anos que faleceu, foi o décimo-sétimo Rei de Portugal, tendo governado entre 1578 e até à sua morte, 1580. É conhecido pelos cognomes de O Casto (devido à sua função eclesiástica, que o impediu de ter descendência legítima), O Rei-Cardeal  (igualmente por ser eclesiástico) ou O Eborense / O de Évora  (por ter sido também arcebispo daquela cidade e aí ter passado muito tempo, e inclusivamente fundado a primeira Universidade de Évora, entregue à guarda dos Jesuítas), transformando Évora num pólo cultural importante, acolhendo alguns vultos da cultura de então: Nicolau Clenardo, André de Resende, Pedro Nunes, António Barbosa, entre outros.
 
Henrique era o quinto filho de D. Manuel I e sua segunda mulher Maria de Aragão, e era irmão mais novo do Rei D. João III. Como se compreende, Henrique não tinha tido a esperança de subir ao trono.
 
Bem cedo na sua vida, Henrique recebeu o sacramento da ordenação, para promover os interesses portugueses na Igreja Católica, na altura dominada pela Espanha. Ele subiu cedo na hierarquia da Igreja, tendo sido rapidamente Arcebispo de Braga, primeiro Arcebispo de Évora, Arcebispo de Lisboa e ainda Inquisidor-mor antes de receber o título de Cardeal, com o título dos Santos Quatro Coroados (1546). Embora nunca tenha assistido a qualquer conclave, chegou a ser apontado como um dos favoritos a suceder no trono de São Pedro nos dois conclaves de 1555 (inclusivamente, o seu irmão João III de Portugal pediu ao cunhado, o imperador Carlos V, que favorecesse a ascensão do seu irmão ao sólio pontifício, através da compra dos votos do colégio dos cardeais).
 
Henrique, mais do que ninguém, empenhou-se em trazer para Portugal a ordem dos Jesuítas, tendo utilizado os seus serviços no Império Colonial.
 
Serviu como regente para o seu sobrinho de segundo grau Sebastião, após 1557, e mais tarde o sucederia como rei, após a desastrosa Batalha de Alcácer-Quibir em 1578, depois de receber a confirmação da sua morte, no Mosteiro de Alcobaça. Henrique renunciou então ao seu posto clerical e procurou imediatamente uma noiva por forma a poder dar continuidade à Dinastia de Avis, mas o Papa Gregório XIII, que era um familiar dos Habsburgos, não o libertou dos seus votos.
 
Mesmo com o sério problema da sucessão em mãos, D. Henrique nunca aceitou a hipótese de nomear seu herdeiro no trono, o seu outro sobrinho, o Prior do Crato, pois não reconhecia a legitimidade de D. António; por consequência após a sua morte, de facto D. António, o Prior do Crato, subiu ao trono, mas não conseguiu mantê-lo, perdendo-o para seu primo Filipe II de Espanha, na batalha com o duque de Alba.
 
Foi aclamado rei na igreja do Hospital de Todos-os-Santos, no Rossio, sem grandes festejos. Caberia-lhe resolver o resgate dos muitos cativos em Marrocos. O reino, então jubilante pela juventude com que D. Sebastião liderava, perde o ânimo com a notícia e exige ao rei a vingança pelo sucedido que, entretanto, adoecia.
 
O Rei-Cardeal morreu em 1580, durante as Cortes de Almeirim, deixando uma Junta de cinco governadores: o arcebispo de Lisboa D. Jorge de Almeida, D. João Telo, D. Francisco de Sá Meneses, D. Diogo Lopes de Sousa e D. João de Mascarenhas.
 
Em Novembro de 1580, enviou o Duque de Alba para reivindicar o Reino de Portugal pela força. Lisboa caiu rapidamente e Filipe I de Portugal foi eleito Rei de Portugal, com a condição de que o Reino e os seus territórios ultramarinos não se tornassem províncias espanholas.
 
Quadra popular:
 
Que o cardeal-rei D. Henrique
Fique no Inferno muitos anos
Por ter deixado em testamento
Portugal aos Castelhanos.
 
 
D. Henrique foi sepultado primeiramente em Almeirim, tendo depois o seu sobrinho Filipe II de Espanha feito-o sepultar, em 1582, no transepto da Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde descansa junto do sobrinho-neto morto em Alcácer-Quibir, D. Sebastião (cuja sepultura foi também aí colocada por ordem de Filipe).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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3 comentários:
De Dalva a 31 de Janeiro de 2007 às 08:29
OI FILIPE
Passada a tempestade.. já consigo sentir um pouco do frescor das brisas suaves.. desta forma consigo vir aqui e ler sobre as Histórias dos nossos países que em muitos momentos.. se mesclam!!
Um grande beijo e tenha uma semana de paz!


De maripossa a 31 de Janeiro de 2007 às 18:07
Olá Filipe!..Depois de uma grande lição há minha pessoa,o que agradeço,sobre este grande texto de História de Portugal,sem duvida sempre agradavél de ler tudo que se refere a nós e ao nosso pais,pois como sempre digo fomos donos do Mundo e agora o nosso Mundo é tão pequeno mas de alma nobre,e generosa pois somos solidários para muitas causas e isso é importante,se somos menos adinheirados é outra história,mas esta que conta aqui no blog é muito bonita.
Amigo Filipe Bjs.
Elisa


De soaresesilva a 31 de Janeiro de 2007 às 21:18
Foi uma época bem triste esta do reinado do cardeal D. Henrique pois caímos nas mãos dos castelhanos. A culpa é muitas vezes atribuída a D. Sebastião pela sua aventura em África. Teria sido diferente se D. Sebastião tivesse ficado em Portugal a governar? Nunca se saberá porque há quem diga que ele também não podia gerar filhos. São as voltas da História.


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