Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Stonehenge

 
Stonehenge e a sua localização de na Grã-Bretanha
 
 
 

Stonehenge é um monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado próximo a Amesbury, no condado de Wiltshire, a cerca de 13 km (8 milhas) a noroeste de Salisbury, na Inglaterra.
 
Seria Stonehenge um calendário antigo?
Ou um templo?
Ou uma grande piada?
 
Há provavelmente uma centena de mitos e lendas sobre Stonehenge e a vários povos são atribuídos a edificação deste grande monumento: Dinamarqueses, Romanos, Saxões, Gregos, Atlânticos, Egípcios, Fenícios, Celtas, Merlin, e, é claro, Aliens.
 
Stonehenge parece ter sido projectado para permitir a observação de fenómenos astronómicos - solstícios do Verão e do Inverno, eclipses, e mais. Uma das opiniões mais populares fora a de John Aubrey, a quem primeiro ligou Stonehenge aos Druidas. No século XVII, antes do desenvolvimento de métodos de datamento arqueológico e da pesquisa histórica exata, o arqueólogo supôs que Stonehenge e outras estruturas megalíticas foram construídas pelos Druidas (pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta).
 
Esta ideia (e uma colecção de falsas noções relacionadas) tornaram-se inquestionáveis na opinião da cultura popular do século XVII até os dias actuais, sendo que, na verdade, os Druidas não tiveram nenhuma participação na construção dos anéis de pedra, pois só apareceram na Grã-Bretanha após 300 AC. Mais de 1500 anos após os últimos anéis de pedra serem construídos, porém, algumas evidências sugerem que os Druidas encontraram os anéis de pedra e os usaram para fins religiosos.
 
Outros arqueólogos sugeriram que estes monumentos foram construídos pelos Romanos, mas esta ideia é ainda mais improvável que a teoria dos Druidas, já que os Romanos nunca pisaram nas Ilhas britânicas até 43 DC, quase 2000 anos após a construção dos anéis de pedra.
 
Durante os séculos XIX e XX, alguns arqueólogos atribuíram a construção de Stonehenge e outros anéis da pedra aos Egípcios e outros povos.
 
Somente com o desenvolvimento do método de datação histórica a partir do carbono-14 se descobriram as datas aproximadas para os anéis de pedra, porém nenhuma explicação da sua função. Durante décadas, os arqueólogos supuseram que a sua função se limitava às actividades de rituais e sacrifícios, mas pesquisas fora dos limites ortodoxos começaram a sugerir usos alternativos.
 
Nos anos 50 e 60, o professor Alexander Thom, coordenador da universidade de Oxford e o astrónomo Gerald Hawkins, abriram caminho para um novo campo de pesquisas, chamado de arqueoastronomia - o estudo astronómico de civilizações antigas. Conduziram exames precisos nos anéis de pedra e nos numerosos outros tipos de estruturas. Thom e Hawkins descobriram muitos alinhamentos astronómicos significativos entre as pedras. Esta evidência sugeriu que os anéis de pedra foram usados como observatórios astronómicos. Além disso, os arqueoastrónomos revelaram as habilidades matemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que os ingleses nativos desenvolveram antes das culturas dos egípcios. Dois mil anos antes do teorema de Pitágoras, descobriu-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos (o conceito e o valor do {Pi} ) nos seus anéis de pedra.
 
Stonehenge, o mais visitado e bem conhecido dos anéis de pedra britânicos, é uma estrutura composta, construída durante três períodos distintos:
 
No período I (3100 AC), Stonehenge era uma vala circular com um banco de pedras interno, com um círculo de 97,54 metros de diâmetro, e uma única entrada; 56 misteriosos furos em torno do seu perímetro (com restos de cremações humanas); e um santuário de madeira no meio. O círculo foi alinhado com o pôr do sol do último dia do Inverno, e com as fases da lua.
 
O período II (2150 AC) deu-se a recolocação do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (pedras pintadas com um matiz azulado), alargamento da entrada, a construção de uma “avenida” de entrada marcada pelas valas paralelas alinhadas ao sol nascente do primeiro dia do Verão, e a elevação do círculo de fora, com 35 pedras que pesavam toneladas. As altas pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas no Wales, 24 quilómetros ao norte.
 
Durante o período III (2075 AC), as pedras azuis foram derrubadas e pedras enormes - que estão ainda hoje - foram erguidas. Estas pedras, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando 25 toneladas, foram transportadas do norte por 19 quilómetros. Entre 1500 e 1100 AC, aproximadamente sessenta das pedras azuis foram restauradas e postas num círculo dentro de outro círculo, e outras dezanove foram colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho. Estudos recentes indicam ser improvável que Stonehenge estivesse terninado muito após 1100 AC. As teorias actuais, a respeito da finalidade de Stonehenge, sugerem o seu uso simultâneo para observações astronómicas e funções religiosas. Recolhendo os dados a respeito do movimento de corpos celestiais, as observações de Stonehenge foram usadas para indicar os dias apropriados no ciclo ritual anual.
 
Nesta consideração, é importante mencionar que a estrutura não foi usada somente para determinar o ciclo agrícola, uma vez que nesta região o solstício de Verão ocorre bem após o começo da estação de crescimento; e o solstício de Inverno bem depois que da colheita terminada. A respeito de sua forma e função arquitectónicas, os estudiosos sugeriram que Stonehenge - especialmente os seus círculos mais antigos - pretendia ser a réplica de um santuário de pedra, sendo que os de madeira eram mais comuns em épocas Neolíticas.
 
Formações circulares de pedras com a função de templo/calendário foram "marcas registadas" de culturas pré-históricas, que com a sua construção, estabeleciam um vínculo cerimonial e transcendental entre os seus ciclos vitais e a mecânica celeste. Uma característica comum destes sítios é a existência de alinhamentos especiais de blocos de pedras e do Sol, marcando os solstícios de Inverno e/ou de Verão, entre outras marcações, tais como registos do calendário anual e das fases da Lua.
 
No dia 21 de Junho, o sol nasce em perfeita exactidão sob a pedra principal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:59
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11 comentários:
De smareis a 21 de Setembro de 2006 às 03:50
Olá!
Interessante esse monumento Stonehenge. cada vez que venho aqui conheço coisas curiosas. interessante que no dia 21 de Junho, o sol nasce em perfeita exactidão sob a pedra . Parece uma coisa sagrada.
Amigo, obrigada pelo carinho da visita. Fico feliz quando vejo seu comentário no meu blog.
Ótimo fim de semana pra ti
Um grande abraço!


De Anónimo a 21 de Setembro de 2006 às 11:21
Olá, bom dia,

Amei sua mensagem. Legal! Passei para desejar um dia maravilhoso, com muita saúde e muita paz.
Edimar Suely
edi_suely.blig.ig.com.br


De conchitamachado a 21 de Setembro de 2006 às 12:46
Filipe,
Existe grande beleza nesta imagem !!!...
Parabéns pelo texto

Grande beijinho
ConchitaMachado


De Chicailheu a 21 de Setembro de 2006 às 12:51
Muit interessante!
Aliás como sempre. Também gostei de saber que o Papa tal...tinha nascido em Portugal.
Bjs.
Chicailheu


De soaresesilva a 21 de Setembro de 2006 às 12:52
Há muitas teorias sobre este monumentos. Seja qual for a verdade - e naturalmente haverá muitas verdades - gostaria imenso de lá ir na época do solistício


De Ricardo a 21 de Setembro de 2006 às 14:54
De facto é fantastica a precisão e o conhecimento que alguns povos tinham, já nessa altura, relativamente ao movimento dos astros.
Isto séculos antes de ter sido inventado o telescopio.
Mas em minha opinião, teria a ver com rituais praticados na altura e que se perderam com o tempo.
De certo que terá tido variadissimos usos.
Abraço


De Maria Papoila a 21 de Setembro de 2006 às 22:45
Tenho uma filha a viver em Oxford e claro que Stonehenge foi visita obrigatória... para mim as pedras falam... Senti-me um pouco desiludida coma as auto estrads envolventes... Esta foto é belíssima. O artigo muito pormenorizado. Para quando um trabalho sobre o nosso Cromeleque dos Almendres?
Beijo


De Praia da Claridade a 22 de Setembro de 2006 às 00:13
Alguém chamou a este blog da Praia da Claridade um "blog inter-activo"...
Mas não posso publicar aquilo que, quem me visita, pensa..... não consigo adivinhar !.....
Como já várias vezes tenho correspondido às ideias deixadas, em comentários, pelos leitores deste meu cantinho, o "Cromeleque dos Almendres" será, de bom gosto, o tema de um dos meus próximos post's.
Agradeço a ideia e, como se costuma dizer, "não percam os próximos capítulos..."
Bom fim de semana.
Beijo.


De Monica Freitas a 21 de Setembro de 2006 às 23:21
Olá Filipi. Como sempre, seu blog é uma aula... Incrível o monumento. Certas coisas o homem não consegue explicar... tenha um ótimo restinho de semana.


De Thais Marques da silva a 3 de Novembro de 2007 às 14:40
nossa como é lindo esse lugar eu dava tudo para conhecer!!!
Thais Marques
13 anos


De Praia da Claridade a 3 de Novembro de 2007 às 15:24
Olá, Thais Marques !
Agradeço a visita ao meu blog. Obrigado pelo comentário e por mencionares a tua idade.
Volta sempre ! Há muitas coisas para ler e descobrir.
Filipe Freitas


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