Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Lua Azul

 
Lua Cheia

Lua Cheia

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O termo Lua Azul refere-se comummente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A frequência de acontecimento é de 1 vez a cada 2 ou 3 anos.


O que é?

O fenómeno é raro e não acontece todos os anos. A última vez ocorreu dia 31 de Maio de 2007. Se você acha que Lua Azul é a cor com que nosso satélite será visto no céu, enganou-se. Lua Azul não é nada além do nome dado à Lua cheia que acontece duas vezes no mesmo mês. O facto dá-se devido ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que num mesmo mês a sua fase se apresente cheia por duas vezes, sendo Fevereiro o único mês impossível de se ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos. Inclusive é possível um ano não ter Lua Cheia no mês de Fevereiro. Nesses anos, acontece uma Lua Cheia no final de Janeiro e a outra no início de Março, ou seja 2 Luas Azuis no mesmo ano, em Janeiro e Março. Isto ocorre em média a cada 35 anos.

Cada ano do calendário contém doze ciclos lunares cheios, mas sobram aproximadamente onze dias para poupar. Os dias extras acumulam, de modo que, a maioria de anos tem doze luas cheias, mas a cada dois ou três anos, um ano tem as treze luas cheias. Na média, isto acontece uma vez cada 2.72 anos.


Problema de Zona do Tempo

A Lua Cheia acontece simultaneamente para todos os países, más o horário nem a data são iguais. Por exemplo: uma noite do dia 31 de Agosto na Europa já é manhã do dia 1 de Setembro na Nova Zelândia. Então se acontecesse uma Lua Azul no dia 31 de Agosto para um país na Europa, não seria Lua Azul no dia primeiro na Nova Zelândia, que iria ocorrer no final do mês de Setembro.


História

De acordo com alguns historiadores, o nome Lua Azul foi criado no século XVI, por algumas pessoas que ao observar a Lua, a viam azulada. Outras, no entanto, diziam que era cinza. Muitas discussões ocorreram até se concluir que era impossível a Lua ser azul. Esse facto criou uma espécie de expressão linguística, e "Lua Azul" passou a ser sinónimo de algo impossível ou difícil. O termo ganhou força principalmente nos EUA e algumas frases como "só me caso com você se a lua estiver azul", popularizaram-se rapidamente.

Foi com esse significado de "nunca" ou "raro", que o termo foi usado para designar as duas luas cheias que ocorrem no mesmo mês, uma coisa rara, que não acontece sempre.

O primeiro registo sobre Lua Azul que se tem é de um panfleto escrito na língua inglesa que dizia assim: "If they say the moon is blue, we must believe that it is true". Algo como: "Se eles dizem que a lua é azul, nós devemos acreditar que isso é real".

A expressão "once in a blue moon" é usada para descrever algo que ocorre muito raramente.

Historicamente a Lua Azul era a terceira Lua Cheia que acontecia num quarto do ano que houvesse quatro Luas Cheias. Normalmente um quarto do ano tem 3 Luas Cheias. Sendo esses quartos de ano iniciados entre os dias 20 e 21 ou 21 e 22 de Março, devido aos anos bissextos coincidente com a data de equinócio, que dão origem as estações do ano.

Um erro de publicação em época mais recente (1946) fez-se entender que a Lua Azul seria a segunda Lua Cheia que acontecesse num mesmo mês. E mesmo depois de descoberto o erro, como é mais fácil de se entender essa definição do que a outra mais complicada, ficou mais difundida entre a população a segunda teoria.


Curiosidades

Existem alguns registos raros onde a coloração do nosso satélite foi realmente alterada. Um desses registos remonta aos anos de 1883, quando uma violenta erupção no vulcão Krakatoa, na Ilha de Java, Indonésia, lançou ao espaço milhões de toneladas de gases e poeira, fazendo com que a Lua, quando observada próxima do horizonte, fosse vista em tons azulados. De acordo com os relatos, isso durou aproximadamente dois anos e foi testemunhado em todo o planeta. Em 1951, um grande incêndio nas florestas canadenses produziu o mesmo efeito que o Krakatoa, mas só pôde ser observado na América do Norte.

Fonte: Wikipédia. 
 



Segundo o site do Observatório Astronómico de Lisboa
(ver aqui) a próxima Lua Azul será em Dezembro de 2009.
Acrescento ainda que vai acontecer no dia 2 e no dia 31.
  
  

 
 
E assim chegou o último dia do ano de 2007.
 
Os meus votos sinceros de
 
FELIZ 2008 !
 
 
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Fossa das Marianas

 
Localização da Fossa das Marianas

Localização da Fossa das Marianas



A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 10.911 metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a este das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
 
O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 por um batiscafo da marinha dos Estados Unidos da América tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, e de nome Challenger 2. O batiscafo é um aparelho destinado à medição das profundezas dos oceanos (veja aqui um batiscafo sendo içado). O local foi baptizado com o nome Challenger Deep  (veja aqui).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Flor-do-Natal

 
Flor-do-Natal

Flor-do-Natal

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As brácteas vermelhas parecem pétalas que rodeiam as pseudo-umbelasonde estão as pequenas flores, envolvidas por uma camada verde e umaglândula amarela que nasce unilateralmente

Pormenor:  as brácteas vermelhas parecem pétalas que rodeiam as pseudo-umbelas onde estão as pequenas flores, envolvidas por uma camada verde e uma glândula amarela que nasce unilateralmente

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A poinsétia, também designada pelos nomes de bico-de-papagaio, rabo-de-arara e papagaio (no Brasil), cardeal, flor-do-natal, ou estrela-do-natal,é uma planta originária do México, onde é espontânea. O seu nome científico é Euphorbia pulcherrima, que significa "a mais bela (pulcherrima) das eufórbias".
 
É uma planta muito utilizada para fins decorativos, especialmente na época do Natal, devido às suas folhas semelhantes a pétalas de flores vermelhas. Como é uma planta de dia curto, floresce exactamente no solstício de Inverno que coincide com o Natal (no hemisfério norte – o que explicaria porque essa planta não é tão identificada com o Natal no Brasil).
 
Efectivamente, aquilo que muitas pessoas julgam ser flores são apenas brácteas modificadas que envolvem as pseudo-umbelas onde estão as pequenas flores, envolvidas por uma camada de tecido verde e uma glândula amarela que nasce apenas num dos lados da flor.
 
 
História
 
Vinda da América Central, mais especificamente da região de Taxco del Alarcon, a planta era denominada pelos astecas de "cuetlaxochitl". A planta era utilizada por este povo para a produção de tintas usadas na cosmética e tingimento de tecidos, além de usarem a sua seiva na produção de medicamentos contra a febre. Ainda hoje se utilizam aí as poinsétias de brácteas esbranquiçadas para a produção de cremes depilatórios, além do seu cultivo para a formação de sebes.
 
Terá sido talvez a partir do século XVII que a planta começa a ter um significado natalício, quando frades franciscanos começam a utilizá-la numa procissão desta quadra, designada por "Festa de Santa Pesebre". As brácteas vermelhas começaram a ser associadas simbolicamente, pela sua forma, à estrela de Belém.
 
Os floricultores, especialmente os da Escandinávia e da Califórnia, foram os responsáveis pela obtenção de variedades cultivares mais adaptadas à decoração doméstica, quer pelo tamanho (já que estas plantas chegam a formar arbustos ramificados que atingem 3 m de altura, principalmente se plantadas no exterior), quer pela coloração e padrão de cores presente nas brácteas. Há, assim, poinsétias cor-de-laranja, verde pálido, marmoreadas, salpicadas, etc.
 
O nome poinsétia (poinsettia, em inglês) deriva do nome de Joel Roberts Poinsett, que foi o primeiro embaixador dos Estados Unidos da América no México. Impressionado pelas cores das brácteas, Poinsett enviou alguns exemplares em 1829 para a estufa de sua casa, onde se desenvolveram com facilidade. Poinsett ofereceu muitas destas plantas a amigos que também se interessavam pelo cultivo de flores, como John Bartram que, por sua vez, doou alguns pés da planta para Robert Buist, dono de um viveiro. Este último, desconhecendo o nome científico Euphorbia pulcherrima dado pelo taxonomista alemão Klotzsch em 1833, decidiu vendê-la com o nome Euphorbia poinsettia.
 
 
Perigos
 
A seiva leitosa da planta, constituída por um tipo de látex irritante, em contacto com a pele e mucosas provoca inflamações, dor e comichão, podendo causar também irritação nos olhos, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades na visão. A sua ingestão pode causar náuseas, vómitos e diarreia. É falso, no entanto, que possa provocar a morte. A atribuição de propriedades letais à poinsétia terá tido origem num boato que terá começado nos Estados Unidos com a morte de uma criança de dois anos em 1919, depois de esta ter comido uma folha de poinsétia. Estudos sobre a toxicidade desta planta parecem indicar que só após a ingestão de grandes quantidades (mais de algumas centenas das suas folhas) é que a vida de alguém poderia estar em risco. A razão desta crença pode dever-se ao facto de a maioria das euforbiáceas, família de que a poinsétia faz parte, serem altamente venenosas.
 
 
Lendas
 
Uma lenda mexicana tenta explicar a associação feita entre esta planta e o Natal. Uma menina, de nome Pepita, não sabia o que oferecer ao menino Jesus por ocasião da missa de Natal. Não podendo adquirir uma oferta digna da sua vontade, expõe o seu problema ao seu primo, Pedro, que a acompanhava a caminho da igreja. Este consola-a e diz-lhe que é o amor com que se dá uma oferta que valoriza a mesma, especialmente aos olhos de Deus. Pepita deixa-se convencer e vai recolhendo plantas vulgares das margens do caminho por onde passa. Quando chega à igreja, dá-se conta da pobreza da sua oferta e chora de tristeza. Tenta, no entanto, oferecer os pálidos ramos com todo o amor da sua alma. Então, frente a toda a congregação reunida no templo, as folhas dos ramos ficam tingidos de uma cor brilhante e vermelha. O povo reunido para a eucaristia fica espantado e declara o acontecimento como um milagre.
 
Segundo outra versão desta lenda, as flores-do-natal irrompem do chão molhado pelas lágrimas da criança.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Calçada da Fama

 
Calçada da Fama

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O Hollywood Walk of Fame (em português Calçada da Fama ou Passeio da Fama) é um passeio ao longo de Hollywood Boulevard e Vine Street em Hollywood, Califórnia, Estados Unidos da América, onde o chão é constituído por mais de 2.000 lajes com estrelas de cinco pontas fazendo menção a celebridades honradas pela Câmara do Comércio de Hollywood pelas suas contribuições para a indústria do entretenimento.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Beatriz Costa

Hoje: Centenário do seu nascimento




A Agulha e o Dedal





Aldeia da Roupa Branca



Beatriz Costa, pseudónimo de Beatriz da Conceição (Mafra, 14 de Dezembro de 1907 — Lisboa, 15 de Abril de 1996) é uma actriz de teatro e cinema portuguesa.
 
Ícone da cultura popular portuguesa, estreou-se aos quinze anos, como corista, na revista Chá e Torradas (1923) no Éden Teatro, em Lisboa. No ano seguinte, em 1924, estreia-se no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) com a revista Rés Vés. Posteriormente, ingressa na companhia do Teatro Avenida estreando-se, no mesmo ano, no Rio de Janeiro onde é felicitada pela imprensa e pelos espectadores, nomeadamente nas revistas Fado Corrido e Tiro ao Alvo.
 
De regresso a Lisboa (1925) ocupa um lugar de destaque ao lado de Nascimento Fernandes em Ditosa Pátria, no Teatro da Trindade. Em Agosto do mesmo ano a Companhia do Trindade segue para o Porto apresentando-se no Sá da Bandeira e Beatriz faz a sua primeira ida como artista à cidade invicta.
 
Em Outubro de 1925 integra uma Companhia de operetas sediada no Teatro São Luiz. De regresso à revista, passa pelos teatros Éden e Maria Vitória nas revistas Fox Trot, Malmequer, Olarila , Revista de Lisboa e Sete e meio.
 
Em 1927, traduzindo uma moda cinéfila, aparece pela primeira vez de franja e estreia-se no cinema em papéis episódicos de filmes de Rino Lupo - O Diabo em Lisboa - e, ainda no mesmo ano, havia dançado um tango em Fátima Milagrosa (do mesmo realizador) ao lado de Manoel de Oliveira.
 
Passou pelo Teatro Apolo, transferindo-se depois com a Companhia de Eva Stachino para o Trindade. Aí se fez Pó de Maio , onde conheceu o maior êxito da popularidade com o celebrado número D. Chica e Sr. Pires ao lado de Álvaro Pereira.
 
Na sua segunda tournée ao Brasil (1929), com a Companhia de Eva Stachino, ao Rio de Janeiro, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul.
 
Após breve incursão aos palcos de S. Paulo, Beatriz é convidada por Procópio Ferreira, comediante de indisputável relevo no teatro brasileiro, para ficar a trabalhar no Rio de Janeiro integrando o elenco da sua Companhia de comédias; mas a proposta seria recusada.
 
De volta ao continente, e ainda neste ano, Beatriz Costa aparece no documentário Memória de uma Actriz (com base nos artigos que já escrevia para O Século a contar episódios pícaros da sua carreira).
 
Em 1930 participa no filme Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros.
 
Em Dezembro de 1930, durante a visita de Ressano Garcia, gerente da Paramount em Lisboa, recebe um convite de Blumenthal e San Martin para um contrato muito vantajoso para o papel da protagonista de A Minha Noite de Núpcias (da versão original Her Wedding Night de Frank Tuttle e que na versão portuguesa foi dirigida por Alberto Cavalcanti), o terceiro fonofilme em português, a realizar-se em França.
 
Recebendo sempre provas de apreço desde o pessoal dos estúdios à mais considerada vedeta destaca das suas colegas estrangeiras Olga Tsehekova e Camila Horn.
 
Deixa a Companhia e é contratada por Corina Freire para participar nos êxitos de revistas como A Bola, Pato Marreco, O Mexilhão ou Pirilau.
 
Numa ida a Espanha, a convite da Casa da Imprensa de Badajoz para uma festa no Teatro Lopez Ayola, obteve estrondoso êxito ao representar Burrié, sendo homenageada juntamente com os outros artistas portugueses que a acompanhavam (Amarante e Nascimento Fernandes).
 
Em 1933 a sua imagem imortalizava-se n' A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo, ao lado de António Silva e Vasco Santana, e em 1936, ao participar na revista Arre Burro.
 
Em 1937 Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos "príncipes do cinema português", protagonizando em 1939 A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia, aquele que seria o seu último filme.
 
Neste mesmo ano de 1939, Beatriz Costa aceitou novo convite para o Brasil (dada a sua enorme popularidade) para uma temporada que se prolongou por 10 anos (de 1939 a 1949), a que chamou "os melhores anos da sua vida". Quase sempre actuou no Casino de Urca, no Rio, desde os tempos da peça Tiro-Liro-Liro, até ao final da década, altura do seu único casamento em 1947, com Edmundo Gregorian (poeta, escritor, escultor), de quem se divorciou dois anos depois.
 
Em 1949, regressa aos palcos de Lisboa para uma revista no Teatro Avenida, cujo título diz tudo sobre o mito que continuava a ser: Ela aí está!. E, aos 41 anos, repetiu os êxitos de há 20 anos atrás.
 
Ainda apareceu em Lisboa em revistas de sucesso como Com Jeito Vai, mas em 1960 despediu-se dos palcos em Está Bonita a Brincadeira.
 
É a partir da década de 60 que começa a viajar por todo o mundo, assistindo a festivais de teatro, de Ocidente a Oriente. Conheceu personalidades como Salvador Dali, Pablo Picasso, Sophia Lorenz, Greta Garbo, Edith Piaf ou o ReHassan II de Marrocos.
 
Depois da Revolução dos Cravos - quando já vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer - começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a "publicara" em vários capítulos nas Páginas das Minhas Memórias nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. Ela que aprendera a ler aos 13 anos de idade e sozinha, seguindo a sua ambição de saber, começou a sua alfabetização à mesa d' A Brasileira, rodeada por figuras como Almada Negreiros, Gualdino Gomes, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, entre outros.
 
Após o seu reaparecimento num espectáculo da Casa da Imprensa que decorreu no Coliseu dos Recreios foi sistematicamente solicitada pelos órgãos de comunicação social e espantou-se com as óptimas reacções do público leitor em relação a essa outra faceta da sua vida - escrever.
 
Em 1977 é editado pela Emi-Valentim de Carvalho um álbum que compila vários dos seus sucessos musicais e que em 1996 seria reeditado com o título Grande Marcha de Lisboa na Colecção Caravela da mesma editora. Apesar das muitas propostas para regressar aos palcos (por Vasco Morgado) preferiu ficar longe deles por considerar o teatro de revista muito diferente do que era, por "estar decadente".
 
Muitos foram também os convites para programas de televisão (por Joaquim Letria) e, de facto, viria a participar como membro de júri no concurso Prata da Casa (RTP) apresentado por Fialho Gouveia e que visava lançar jovens no mundo do espectáculo.
 
Um grupo de jovens chegaria mesmo a propor a sua candidatura simbólica nas eleições presidenciais de 1985 como meio de comemorar O Ano Internacional da Juventude do ano seguinte.
 
Morreu na manhã de 15 de Abril de 1996, aos 88 anos, num quarto do 6º andar do Hotel Tivoli Lisboa.
Faz este ano, 2007, 100 anos que nasceu esta prestigiada actriz, com o qual o Museu de Mafra festeja com uma exposição.
 
 
Filmografia
  • A Aldeia da Roupa Branca, de Chianca de Garcia (1939);
  • O Trevo de Quatro Folhas, de Chianca de Garcia (1936);
  • A Canção de Lisboa, de José Cotinelli Telmo (1933)
  • Minha Noite de Núpcias, de E. W. Emo (1931)
  • Lisboa, de J. Leitão de Barros (1930)
  • Fátima Milagrosa, de Rino Lupo (1928);
  • O Diabo em Lisboa, de Rino Lupo (1926).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Frank Sinatra

 
Frank Sinatra em 1960

Frank Sinatra em 1960
 



Francis Albert Sinatra (Hoboken, Nova Jersey, 12 de Dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de Maio de 1998) foi um cantor e actor americano. Fazia hoje 92 anos.
 
Foi casado com Nancy Barbato e posteriormente com as actrizes Ava Gardner e Mia Farrowe com a socialite Barbara, com quem terminou os seus dias. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma pelo seu trabalho no cinema e outra pelo seu trabalho na TV americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música no século XX. Teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr., e Tina Sinatra.
 
Sem nenhum treino formal, Sinatra desenvolveu um estilo altamente sofisticado. A sua habilidade em criar uma longa e fluente linha musical sem pausas para respiração (recursos vocais normalmente encontrados em ópera), a sua manipulação de frases (apenas encontradas em Billie Holiday e Mabel Mercer), fê-lo chegar bem mais longe que o usual dos cantores pop.
 
Sinatra apareceu em mais de cinquenta filmes, entre eles: "Anchors Aweigh" (1945), "On The Town" (1949), "From Here To Eternity" (1953), com o qual ganhou o Oscar, "The Man With The Golden Arm" e "High Society" (ambos de 1956), "The Manchurian Candidate" (1962) e "The First Deadly Sin" (1980). Fez parte do chamado Rat Pack, grupo de artistas muito activo entre meados da década de 1950 e 1960.
 
Teve o seu próprio show de TV durante vários anos e nos anos 90 continuou no activo em concertos e gravações, onde lançou uma série de duetos, inclusive via satélite, utilizando recursos da mais moderna tecnologia.
 
The Voice (a voz) ou Blue Eyes (olhos azuis), como também era conhecido, certamente ainda irá influenciar muitas gerações.
Fonte: Wikipédia. 
 



 
Frank Sinatra:  Strangers In The Night


 
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Tubarão-touro

 
Tubarão-touro

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O tubarão-touro (Carcharias taurus), também conhecido como tubarão cabeça-chata, é a única espécie de tubarão que é capaz de nadar em águas doces (rios).
 
Tem um aspecto bastante ameaçador, com fileiras de dentes bem visíveis. A sua pele é normalmente castanho-areia ou acinzentada, chegando a atingir 2,7 m de comprimento. Os machos são normalmente mais pequenos que as fêmeas. Alimenta-se de peixes, raias, caranguejos e lagostas, polvos e lulas.
 
Diz-se que este tubarão frequenta os rios para darem à luz, pois os outros tubarões não conseguem nadar nos rios. Assim os tubarões-touro têm as crias protegidas e regressam ao mar quando elas nascem. São mais ou menos frequentes os ataques destes tubarões em rios de águas turvas, visto que, sendo os rios locais de procriação, eles tornam-se bastante defensivos, atacando tudo o que possa ser uma ameaça para as suas crias. É também muito territorialista. De resto, não é uma espécie ameaçadora.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Miguel de Vasconcelos

 
Defenestração de Miguel de Vasconcelos‎

Defenestração de Miguel de Vasconcelos‎



Miguel de Vasconcelos (c. 1590 – 1640) foi Secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-rainha de Portugal, em dependência do rei de Espanha, tornando-se odiado pelo povo, por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina.
 
Foi a primeira vítima da Revolução de 1640, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço. Assim, como previa a revolução o povo que aguardava no Terreiro do Paço, só saberia que a revolução tinha sido bem sucedida quando Miguel Vasconcelos fosse defenestrado
(1).
 
 
Um esconderijo apertado
 
Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Onde estaria metido? Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada!
 
Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.
 
O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades. Há também quem diga que Miguel de Vasconcelos foi atirado vivo e que fora o povo que o matou.
 
 
(1) - Defenestração é o acto de atirar algo por uma janela. Refere-se, contudo, mais especificamente ao acto de atirar pessoas de uma janela com a intenção de as assassinar ou no caso de suicídio.
 
A defenestração, no caso concreto da aplicação a pessoas, foi uma prática corrente no século XVII (embora já viesse do século anterior, tendo sido usada na matança de São Bartolomeu), nomeadamente na Guerra dos Trinta Anos. Ficou famoso o episódio da «Defenestração de Praga» (1619), tendo os nobres protestantes da Boémia invadido o castelo da capital e arremessando representantes do Governo Imperial pelas janelas. Este foi, a par da demolição de duas Igrejas Luteranas na Boémia por parte das forças católicas do Sacro Império Romano-Germânico, um dos episódios determinantes na deflagração da guerra pela Europa.
 
Outra defenestração célebre foi a do Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos na manhã do 1.º de Dezembro de 1640, personagem odioso aos olhos dos portugueses por colaborar com a dinastia filipina e por isso mesmo assassinado dessa forma pelos conjurados que o atiraram das janelas do Paço da Ribeira para o Terreiro do Paço.
 
Depenestração é a mesma coisa que Defenestração, contudo não pode ser aplicada.
 
Já antes disso, também em Portugal, nos momentos quentes da crise de 1383-1385, o bispo de Lisboa, D. Martinho, de origem castelhana e por isso suspeito de colaborar com o inimigo, foi atirado pelas janelas da Sé de Lisboa em 1383, pela população enraivecida.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Restauração da Independência

 

 

A Restauração da Independência é a instauração da casa de Bragança face à dinastia filipina em 1 de Dezembro de 1640, que durante 60 anos regeu o país. É comemorada anualmente em Portugal por um feriado no dia 1 de Dezembro.
 
De 1580 a 1640 Portugal viveu sob o domínio do ramo espanhol da casa de Habsburgo. A monarquia dualista da Dinastia Filipina, iniciada após as Cortes de Tomar, com a proclamação de Filipe II de Espanha como Rei de Portugal, fez acumular descontentamentos que resultaram na instauração da casa de Bragança em 1 de Dezembro de 1640.
 
O tumulto do Manuelinho de Évora, em 1637, foi um prenúncio do movimento restaurador. A causa imediata dessas alterações em Évora fora o lançamento de novos impostos. A conspiração de 1640 foi planeada pelos fidalgos D. Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e pelo Dr. João Pinto Ribeiro, não obstante de outros nomes associados que, nesse sábado, 1 de Dezembro de 1640, acorreram ao Terreiro do Paço e mataram o Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos e aprisionaram a duquesa de Mântua, que governava então Portugal em nome de seu primo, Filipe III. O momento fora bem escolhido, porque a casa de Habsburgo defrontava os problemas advindos da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e procurava vencer a revolta da Catalunha.
 
Do decurso do reinado de D. João IV as hostilidades não se caracterizavam por encontros graves devido a coroa estar envolvida na Guerra dos 30 Anos e na revolta da Catalunha, pelo que não pôde dar uma resposta eficaz à revolta portuguesa. O que permitiu ao partido brigantino organizar e aperfeiçoar o seu exército com a chegada de novos efectivos e a utilização de oficiais e técnicos estrangeiros de qualidade.
 
Para além dos pouco significativos incidentes de fronteira, apenas se travou uma batalha importante - a do Montijo, em 1644. Todavia, a guerra arrastou-se durante 28 anos, vindo a paz a ser assinada já na regência de D. Pedro II.
 
A 2 de Dezembro de 1640 D. João IV já se dirigia como soberano por carta régia datada de Vila Viçosa, à Câmara de Évora. O caminho a seguir era o da reorganização de todas as forças para o embate que se previa. Assim, resolve criar em 11 de Dezembro o Conselho de Guerra para promover em todos os assuntos relativos ao exército. Vem a seguir a Junta das Fronteiras que haveria de cuidar das fortalezas fronteiriças, da defesa de Lisboa, das guarnições e portos de mar. Dá-se, ainda em Dezembro de 1641, a criação da Tenência para assegurar o artilhamento das fortalezas com o produto das Terças dos concelhos.
 
Posteriormente são restabelecidas as Leis Militares de D. Sebastião, visando reorganizar o exército. Paralelamente, desenvolve-se uma intensa actividade diplomática.
 
Com as decisivas vitórias do partido brigantino, lograram-se criar condições para o reconhecimento da independência, o que viria a ser conseguido, em 1668, sendo já regente o infante D. Pedro (futuro Rei D. Pedro II). Neste último ano foi assinado o tratado de paz, terminado, assim, ao fim de 28 anos de luta, as Guerras de Restauração.
Fonte: Wikipédia. 

 
Veja aqui, no Portal da História, a Coroação de D. João IV, quadro de Veloso Salgado, representando a aclamação de D. João IV no Terreiro do Paço, tendo o Tejo como fundo, e os chefes da conspiração em frente do novo rei. Restauração da monarquia em 1 de Dezembro de 1640.

 


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