Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Balneário Pré-Romano de Bracara

 
Termas pré-romanas Bracara

Termas pré-romanas Bracara

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O Balneário Pré-Romano de Bracara ou Balneário pré-romano da Estação da CP, situa-se na cidade de Braga, mais propriamente na nova Estação de Caminhos de Ferro, ou num contexto histórico, situava-se a 300 m da muralha (futura) da cidade romana de Bracara Augusta. Foi descoberto durante as escavações da nova estação de comboios de Braga. Tem cerca de 4 m de comprimento por 2 m de largura, e segundo os arqueólogos foi construído durante o período pré-romano (época castreja) no noroeste da Península Ibérica.
 
O balneário era semienterrado, típico da cultura castreja, de paredes em pedra e tecto em lajes de pedra que encaixavam nas paredes exteriores e numa viga central de madeira. O interior estava dividido em três zonas, uma sala de sauna, um forno
e uma sala intermédia de transição. Entre a sala intermédia e a sala de sauna existe uma grande laje com uma abertura semicircular, abertura que permitiria a entrada e saída da sala de sauna. A laje destinava-se a reter o calor proveniente da sala de sauna. No exterior existe um pátio com uma pia.
 
A água provinha de uma linha de água que descia do actual centro da cidade até ao rio Cávado. A água que corria no pátio era destinada a banhos frios e lavagens. Dentro do balneário, colocavam-se pedras de pequenas dimensões ou seixos no forno, onde eram aquecidas a fim de provocar, juntamente com água, os vapores que eram conduzidos para a sala de sauna.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Marquês de Pombal

 
Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal

Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal

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Vista de Lisboa desde o Parque Eduardo VII. Ao fundo, a Praça e a estátua do Marquês de Pombal

Vista de Lisboa desde o Parque Eduardo VII
Ao fundo, a Praça e a estátua do Marquês de Pombal

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Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal ou Conde de Oeiras, (Lisboa, 13 de Maio de 1699 — Leiria, 8 de Maio de 1782) foi um nobre e estadista português.
 
Foi secretário de Estado do Reino (primeiro-ministro) do Rei D. José I  (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. Representante do Despotismo iluminado em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo, tendo desempenhado um papel fulcral na aproximação de Portugal à realidade económica e social dos países do Norte da Europa, mais dinâmica do que a portuguesa. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, económicas e sociais. Acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821.
 
Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e suas colónias. A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: a primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távora, uma intriga com consequências dramáticas.
 
 
Origens
 
Foi filho de Manuel de Carvalho e Ataíde, fidalgo da província, com propriedade na região de Leiria e de sua mulher, Teresa Luísa de Mendonça e Melo. Na sua juventude estudou direito na Universidade de Coimbra e serviu no exército um curto período. Quando se mudou para a capital, Lisboa, Sebastião de Melo era um homem turbulento. A sua primeira mulher foi Teresa de Mendonça e Almada (1689-1737), sobrinha do conde de Arcos, com quem casou por arranjo da família, depois de um rapto consentido. Os pais da recém-formada família tornaram a vida do casal insustentável, pelo que se retiraram para as suas propriedades próximas de Pombal.
 
 
Carreira diplomática
 
Em 1738, Sebastião de Melo foi nomeado no seu primeiro cargo público, como embaixador em Londres. Em 1745 foi transferido para Viena, Áustria. Depois da morte da sua primeira mulher, a rainha de Portugal, arquiduquesa Maria Ana de Áustria, mostrou-se amiga do embaixador ao arranjar-lhe o casamento com a filha do marechal austríaco Daun (Condessa Maria Leonor Ernestina Daun). O Rei D. João V, no entanto, pouco satisfeito com as prestações de Sebastião de Melo, fê-lo regressar a Portugal em 1749. O rei morreu no ano seguinte e, de acordo com uma recomendação da rainha-mãe, o novo Rei D. José I nomeou Sebastião como ministro dos Negócios Estrangeiros. Ao contrário do pai, D. José foi-lhe muito benévolo e confiou-lhe gradualmente o controle do Estado.
 
Secretário de Estado do Reino (Primeiro-Ministro)
 
Em 1755, Sebastião de Melo já era primeiro-ministro do reino. Governou com mão de ferro, impondo a lei a todas as classes, desde os mais pobres até à alta nobreza. Impressionado pelo sucesso económico inglês, tentou, com sucesso, implementar medidas que incutissem um sentido semelhante à economia portuguesa. A região demarcada para a produção do vinho do Porto, a primeira região a assegurar a qualidade dos seus vinhos, data da sua governação. Na sua gestão, Pombal pôs em prática um vasto programa de reformas, cujo objectivo era racionalizar a administração sem enfraquecer o poder real. Para atingir essa meta, o ministro incorporou as novas ideias divulgadas na Europa pelos iluministas, mas ao mesmo tempo conservou aspectos do absolutismo e da política mercantilista. O Marquês de Pombal foi a figura-chave do governo português entre 1750 e 1777. A sua gestão foi um perfeito exemplo de despotismo esclarecido, forma de governo que combinava a monarquia absolutista com o racionalismo iluminista. Uma notável realização de Pombal foi a fundação, em 1774, da Vila Real de Santo António, próxima à foz do Rio Guadiana, no sul de Portugal.
 
Também aboliu a escravatura nas colónias nas Índias, reorganizou o exército e a marinha, reestruturou a Universidade de Coimbra e acabou com a discriminação dos "cristãos novos" (pelo menos em parte). Mas uma das mais importantes reformas foi nos campos das economia e finanças, com a criação de várias companhias e associações corporativas que regulavam a actividade comercial, bem como a reforma do sistema fiscal. Naturalmente, todas estas reformas granjearam-lhe a inimizade das altas classes sociais, em especial a nobreza, que o desprezaram, chamando-o de "novo rico".
 
 
O terramoto de 1755
 
 
O desastre abateu-se sobre Portugal na manhã do primeiro de Novembro (dia de Todos os Santos) de 1755. Nesta data, Lisboa foi abalada por um violento tremor de terra, com uma amplitude que em tempos actuais é estimada em cerca de nove pontos na escala de Richter. A cidade foi devastada pelo tremor de terra, pelo maremoto (um tsunami) e ainda pelos incêndios que se seguiram. Sebastião de Melo sobreviveu por sorte, mas não se impressionou. Imediatamente tratou da reconstrução da cidade, de acordo com a famosa frase: "E agora? Enterram-se os mortos e alimentam-se os vivos". Apesar da calamidade, Lisboa não foi afectada por epidemias e menos de um ano depois já estava reconstruída. A baixa da cidade foi desenhada por um grupo de arquitectos, com a orientação expressa de resistir a terramotos subsequentes. Foram construídos modelos para testes, nos quais os terramotos foram simulados pelo marchar de tropas. Os edifícios e praças da Baixa Pombalina de Lisboa ainda prevalecem, sendo uma das atracções turísticas de Lisboa. Sebastião de Melo fez também uma importante contribuição para a sismologia: elaborou um inquérito enviado a todas as paróquias do país. Exemplos de questões aí incluídas: "os cães e outros animais comportaram-se de forma estranha antes do evento?; O nível da água dos poços subiu ou desceu?; Quantos edifícios foram destruídos?". Estas questões permitiram aos cientistas portugueses a reconstrução do evento e marcaram o nascimento da sismologia enquanto ciência.
 
 
O Processo dos Távoras
 
 
Na sequência do terramoto, D. José I deu ao seu primeiro-ministro poderes acrescidos, tornando Sebastião de Melo numa espécie de ditador. À medida que o seu poder cresceu, os seus inimigos aumentaram e as disputas com a alta nobreza tornaram-se frequentes. Em 1758 D. José I é ferido numa tentativa de regicídio. A família de Távora e o Duque de Aveiro foram implicados no atentado e executados após um rápido julgamento. Expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus (jesuítas), porque a sua influência na sociedade portuguesa e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio.
 
Sebastião de Melo não mostrou misericórdia, tendo perseguido cada um dos envolvidos, incluindo mulheres e crianças. Com este golpe final, o poder da nobreza foi decisivamente contrariado, marcando uma vitória sobre os inimigos. Pela sua acção rápida, D. José I atribuiu ao seu leal ministro o título de Conde de Oeiras em 1759.
 
No seguimento do caso Távora, o novo Conde de Oeiras não conheceu qualquer nova oposição. Adquirindo o título de Marquês de Pombal em 1770, teve quase exclusivamente o poder de governar Portugal até a morte de D. José I em 1779. A sucessora, Rainha Maria I de Portugal e seu marido Pedro III detestavam o Marquês. Maria nunca perdoou a impiedade mostrada para com a família Távora e retirou-lhe todos os cargos.
 
A rainha ordenou que o Marquês se resguardasse sempre a uma distância de pelo menos 20 milhas dela. Se passasse em viagem por uma das suas propriedades, o Marquês era obrigado, por decreto, a afastar-se de casa. Maria I teria alegadamente sofrido de ataques de raiva apenas ao ouvir o nome do antigo primeiro-ministro de seu pai.
 
O Marquês de Pombal morreu pacificamente na sua propriedade em 15 de Maio de 1782. Os seus últimos dias de vida foram vividos em Pombal e na Quinta da Gramela, propriedade que herdara de seu tio, o arcipreste Paulo de Carvalho e Ataíde, em 1713. Hoje, ele é relembrado numa enorme estátua colocada numa das mais importantes praças de Lisboa, que tem o seu nome. Marquês de Pombal é também o nome da estação de metropolitano mais movimentada de Lisboa.
 
 
Reformas económicas
 
Apesar dos problemas, Sebastião de Melo levou a cabo um ambicioso programa de reformas. Entre outras realizações, o seu governo procurou incrementar a produção nacional em relação à concorrência estrangeira, desenvolver o comércio colonial e incentivar o desenvolvimento das manufacturas. No âmbito dessa política, em 1756 foi criada a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, à qual o ministro concedeu isenção de impostos nas exportações e no comércio com a colónia, estabelecendo assim a primeira zona de produção vinícola demarcada no mundo, colocando-se os célebres marcos pombalinos nas delimitações da região. Em 1773, surgia a Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve, destinada a controlar a pesca no sul de Portugal.
 
Ao mesmo tempo, o marquês criou estímulos fiscais para a instalação de pequenas manufacturas voltadas para o mercado interno português, do qual também faziam parte as colónias. Essa política proteccionista englobava medidas que favoreciam a importação de matérias-primas e encareciam os produtos importados similares aos de fabricação portuguesa. Como resultado, surgiram no reino centenas de pequenas manufacturas produtoras dos mais diversos bens.
 
O ministro fundou também o Banco Real em 1751 e estabeleceu uma nova estrutura para administrar a cobrança dos impostos, centralizada pela Real Fazenda de Lisboa, sob seu controle directo.
 
Reformas religiosas
 
A acção reformadora de Pombal estendeu-se ainda ao âmbito da política e do Estado. Nesse campo, o Primeiro-Ministro empenhou-se no fortalecimento do absolutismo do rei e no combate a sectores e instituições que poderiam enfraquecê-lo. Diminuiu o poder da Igreja, subordinando o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) ao Estado e, em 1759, expulsou os jesuítas da metrópole e da colónia, confiscando os seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autónomo dentro do Estado português.
 
Apesar de a Inquisição não ter sido oficialmente desmantelada, ela sofreu com o governo do Marquês de Pombal um profundo abalo, com medidas que a enfraqueceriam.
  • Em 5 de Outubro de 1768 obrigou por decreto os nobres portugueses anti-semitas (na altura chamados de "puritanos") que tivessem filhos em idade de casar, a organizar casamentos com famílias judaicas.
  • Em 25 de Maio de 1773 fez promulgar uma lei que extinguia as diferenças entre cristãos-velhos (católicos sem suspeitas de antepassados judeus) e cristãos-novos, tornando inválidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam os cristão-novos. Passou a ser proibido usar a palavra "cristão-novo", quer por escrito quer oralmente. As penas eram pesadas: para o povo - chicoteamento em praça pública e exílio em Angola; para os nobres - perda de títulos, cargos, pensões ou condecorações; para o clero - expulsão de Portugal.
  • Em 1 de Outubro de 1774, publicou um decreto que fazia os veredictos do Santo Ofício dependerem de sanção real, o que praticamente anulava a Inquisição portuguesa. Deixariam de se organizar em Portugal os Autos-de-fé.
 
Reformas na educação
 
Na esfera da educação, introduziu importantes mudanças no sistema de ensino do reino e da colónia - que até essa época estava sob a responsabilidade da Igreja -, passando-o ao controle do Estado. A Universidade de Évora, por exemplo, pertencente aos jesuítas, foi extinta, e a Universidade de Coimbra sofreu profunda reforma, sendo totalmente modernizada.
 
A "reforma universitária" do Marquês de Pombal incluía também o fim da proibição de alunos ou professores com ascendência judaica nos quadros do estabelecimento de ensino.
 
 
O Marquês de Pombal no Brasil
 
Existe uma grande dissonância entre a percepção popular do Marquês entre os portugueses (que o vêem como herói nacional) e entre os brasileiros (que o vêem como tirano e opressor).
 
Na visão do governo português, a administração da colónia devia ter sempre como meta a geração de riquezas para o reino. Esse princípio não mudou sob a administração do Marquês. O regime de monopólio comercial, por exemplo, não só se manteve, como foi acentuado para se obter maior eficiência na administração colonial.
 
Em 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as actividades económicas no Norte e Nordeste da colónia. Na região mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama era uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a colónia era obrigada a mandar para a metrópole, independente da real produção de ouro.
 
As maiores alterações, porém, ocorreram na esfera político-administrativa e na educação. Em 1759, o regime de capitanias hereditárias foi definitivamente extinto, com a sua incorporação aos domínios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da colónia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo económico do Nordeste para a região Centro-Sul.
 
Com a expulsão violenta dos jesuítas do império português, o Marquês determinou que a educação na colónia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas Régias. Até então, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das missões, afastando os padres de sua administração, e criou, em 1757, o Directório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos.
 
Complementando esse "pacote" de medidas, o Marquês procurou dar maior uniformidade cultural à colónia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral  (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português. Alguns estudiosos da história afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um país bilingue.
 
Ainda hoje se encontra uma estátua de mármore em tamanho natural do Marquês de Pombal na Santa Casa de Misericórdia da Bahia, localizada no centro histórico de Salvador.
Fonte: Wikipédia.  

 
Praça Marquês Pombal, Lisboa,  no ano de 1930

Praça Marquês Pombal, Lisboa, no ano de 1930


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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Panteão Nacional

 
Vista aérea do Panteão Nacional

Vista aérea do Panteão Nacional

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Igreja de Santa Engrácia - fachada frontal

Igreja de Santa Engrácia - fachada frontal

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O Panteão Nacional de Portugal situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.
 
O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida uma igreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia.
 
O templo passou a ter a função de Panteão a partir de 1916. Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos Amália Rodrigues, depois de se alterarem as disposições legais que apenas permitiam a trasladação para o Panteão Nacional quatro anos após a morte da individualidade. No mesmo local encontram-se os restos mortais dos escritores João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro.
 
Os Presidentes da República portugueses Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona estão também aí sepultados.
 
São também evocados no Panteão Nacional, através de cenotáfios (monumentos fúnebres, erguidos em memória de alguém, sem lhe conter o corpo), as personalidades de Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do Infante D. Henrique, ainda que os seus corpos aí não estejam presentes.
 
 
Igreja de Santa Engrácia
 
A igreja original foi constantemente alvo de modificações e alterações, de tal modo que hoje nada resta dela. A versão original foi vítima de um temporal, em 1681. A primeira pedra do novo edifício barroco, lançada em 1682, marcou o início de uma saga de 284 anos. As obras mantiveram-se durante tanto tempo que se deu azo à expressão popular "obras de Santa Engrácia" para designar algo que nunca mais acaba. A igreja só foi terminada em 1966.
O interior está pavimentado com mármore colorido e coroado por uma cúpula gigante. Como Panteão Nacional abriga os cenotáfios de heróis da história portuguesa, tais como Vasco da Gama e Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia, à esquerda, Henrique o Navegador e Luís de Camões, à direita. Também aqui se encontra o túmulo da fadista Amália Rodrigues, ícone cultural para os Portugueses, bem como de Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Alfredo Marceneiro


Alfredo Rodrigues Duarte, ComIH (Comendador da Ordem do Infante D. Henrique), nasceu em 25 de Fevereiro de 1891, Lisboa, e faleceu em 26 de Junho de 1982, Lisboa. Mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.
 
Vida
 
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigues Duarte. Era filho de uma família muito humilde. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
 
Desde pequeno, sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
 
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
 
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e com a qual teve três filhos.
 
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
 
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
 
Em 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado  no Café Luso.
 
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
 
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinhas, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
 
Faleceu no dia 26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer, com 91 anos de idade.
 
No dia 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
 
 
Curiosidades
 
Alfredo Marceneiro teria nascido a 29 de Fevereiro mas dada a complexidade da data, a mãe tê-lo-ia registado na mesma data de nascimento que o pai, o 25 de Fevereiro.
  • Alfredo ganhou o nome Marceneiro em 1920, quando um grupo de pessoas decidiu organizar uma homenagem a dois fadistas conhecidos na época. Como só o conheciam como Alfredo Lulu, decidiram colocar o nome da sua profissão no cartaz. Depois disso Alfredo Marceneiro nunca mais largou o nome artístico.
  • Em 1943 Alfredo Marceneiro participou numa greve geral que reivindicava as oito horas de trabalho diário. Foi preso. Não aceitou a prisão e demitiu-se. Foi a partir deste momento que passou a dedicar-se inteiramente ao fado.
  • Foi, de todos os tempos, uma das principais figuras do fado, sem nunca se ter ausentado de Portugal com o objectivo de divulgar a sua música no estrangeiro, e escassas foram também as vezes que saiu de Lisboa.
Fonte: Wikipédia. 
    
Site oficial: Alfredo Marceneiro


A Casa da Mariquinhas
(para ouvir esta canção, desligue a que está a tocar na coluna esquerda)


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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

D. José I - Rei de Portugal

 
D.José I, Rei de Portugal

D.José I, Rei de Portugal

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Estátua de José I, no Terreiro do Paço em Lisboa

Estátua de José I, no Terreiro do Paço em Lisboa

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D. José I (6 de Junho de 1714 - 24 de Fevereiro de 1777, faleceu faz hoje 230 anos), de nome completo José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança, 25.º Rei de Portugal, cognominado O Reformador  devido às reformas que empreendeu durante o seu reinado, foi Rei de Portugal da Dinastia de Bragança desde 1750 até à sua morte. Casou em 1750 com Mariana Vitória de Espanha. Predecessor: D. João V; Sucessor: D. Maria I.
 
O reinado de José I é sobretudo marcado pelas políticas do seu primeiro ministro, o Marquês de Pombal, que reorganizou as leis, a economia e a sociedade portuguesas, transformando Portugal num país moderno. A 1 de Novembro de 1755, José I e a sua família sobrevivem à destruição do Paço Real no
Terramoto de Lisboa por se encontrarem na altura a passear em Belém. Depois desta data, José I ganhou uma fobia de recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda em Lisboa. Outro ponto alto do seu reinado foi a tentativa de regicídio que sofreu a 3 de Setembro de 1758 e o subsequente Processo dos Távoras. Os Marqueses de Távora, o Duque de Aveiro e familiares próximos, acusados da sua organização, foram executados ou colocados na prisão, enquanto que a Companhia de Jesus foi declarada ilegal e os jesuítas expulsos de Portugal e das colónias.
 
Quando subiu ao trono, D. José I tinha à sua disposição os mesmos meios de acção governativa que os seus antecessores do século XVII, apesar do progresso económico realizado no país, na primeira metade do século XVIII.
 
Esta inadaptação das estruturas administrativas, jurídicas e políticas do país, juntamente com as condições económicas deficientes herdadas dos últimos anos do reinado de
D. João V, vai obrigar o monarca a escolher os seus colaboradores entre aqueles que eram conhecidos pela sua oposição à política seguida no reinado anterior.
 
Diogo de Mendonça, Corte Real Pedro da Mota e Silva, e Sebastião José de Carvalho e Melo passaram a ser as personalidades em evidência, assistindo-se de 1750 a 1755 à consolidação política do poder central e ao reforço da posição do Marquês de Pombal, com a consequente perda de importância dos outros ministros.
 
Uma segunda fase, de 1756 a 1764, caracteriza-se pela guerra com a Espanha e a França, pelo esmagamento da oposição interna - expulsão dos Jesuítas, reforma da Inquisição e execução de alguns nobres acusados de atentarem contra a vida do rei, entre os quais o duque de Aveiro e o Marquês de Távora -, e pela criação de grandes companhias monopolistas, como a do Grão-Pará.
 
Uma terceira fase, até 1772 é marcada por uma grande crise económica e, até final do reinado, assiste-se à política de fomento industrial e ultramarino e à queda económica das companhias monopolistas brasileiras.
 
Todo o reinado é caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo económico e educativo, no sentido de adaptar o País às grandes transformações que se tinham operado. Funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa Censória; reforma-se o ensino superior, cria-se o ensino secundário (Colégio dos Nobres, Aula do Comércio) e o primário (mestres régios); reorganiza-se o exército. Em matéria de política externa, D. José conservou a política de neutralidade adoptada por seu pai. De notar ainda, o corte de relações com a Santa Sé, que durou 10 anos.
 
Local de falecimento:
Real Barraca, Lisboa
Jaz no
Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.
 
 
Descendência
 
Do seu casamento com Mariana de Espanha teve quatro filhas:
  • D. Maria Francisca, Rainha de Portugal
  • D. Maria Ana Francisca, Infanta de Portugal
  • D. Maria Francisca Doroteia, Infanta de Portugal
  • D. Maria Francisca Benedita, Princesa do Brasil
 
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Zeca Afonso

 
Zeca Afonso - Monumento em Grândola

Zeca Afonso - Monumento em Grândola

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Comemora-se hoje o 20º aniversário do seu falecimento.
 
 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por Zeca Afonso, foi um cantor e compositor de música de intervenção português. Escreveu, entre outras coisas, música de crítica à ditadura fascista que vigorou em Portugal desde 1933 até 1974.
 
Biografia
 
Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.
 
A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta, esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do "apartheid".
 
Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.
 
O tio Filomeno era, na altura, presidente da Câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoso admirador. Ele era pro-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. "Foi o ano mais desgraçado da minha vida", confidenciou Zeca.
 
Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.
 
Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira), se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.
 
Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anti-colonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.
 
Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, "Baladas e Canções".
 
Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a LUAR e o PCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no 1º Encontro da "Chanson Portugaise de Combat", em Paris, e grava também o LP "Cantares do Andarilho", recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa em virtude de ser alvo de censura.
 
Em 1971, edita "Cantigas do Maio", no qual surge "Grândola Vila Morena", que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da Revolução de Abril. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP "Eu vou ser como a toupeira". Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum "Venham mais cinco".
 
Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP "Coro dos tribunais" e participa em numerosos "cantos livres". A sua intervenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à Presidência da República.
 
Os seus últimos espectáculos decorrem nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final deste ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa. Mais tarde, em 1994, é feita nova tentativa a título póstumo, mas a sua mulher recusa, dizendo que, se o marido a não tinha aceitado em vida, não seria depois de morto que a iria receber.
 
Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, "Galinhas do Mato", em que, devido ao avançado estado da doença, José Afonso não consegue cantar a totalidade das canções. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República.
 
José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, faz hoje 20 anos, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Será certamente recordado como um resistente que conseguiu trazer a palavra de protesto antifascista para a música popular portuguesa e também pelas suas outras músicas, de que são exemplo as suas baladas.
 
 
Discografia
  • Balada do Outono (1960, EP)
  • Baladas de Coimbra (1962, EP)
  • Ó vila de Olhão (1964, single)
  • Cantares de José Afonso (1964, EP)
  • Baladas e canções (1964)
  • Cantares de andarilho (1968)
  • Contos velhos rumos novos (1969)
  • Menina dos olhos tristes (1969, single)
  • Traz outro amigo também (1970)
  • Cantigas do Maio (1971)
  • Eu vou ser como a toupeira (1972)
  • Venham mais cinco (1973)
  • Coro dos tribunais (1974)
  • Viva o poder popular (1974, single)
  • Grândola, vila morena (1974, EP)
  • Com as minhas tamanquinhas (1976)
  • Enquanto há força (1978)
  • Fura fura (1979)
  • Ao vivo no Coliseu (1983, álbum duplo)
  • Como se fora seu filho (1983)
  • Galinhas do mato (1985)
Fonte: Wikipédia. 
Grândola Vila Morena
(para ouvir esta canção, desligue a que está a tocar na coluna esquerda)




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Música: Traz outro amigo também
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Ilha do Faial - Açores

 
Localização da Ilha do Faial - Açores

Localização da Ilha do Faial - Açores

 
Caldeira do Faial

Caldeira do Faial

 
Vulcão dos Capelinhos

Vulcão dos Capelinhos

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Situada no extremo ocidental do Grupo Central do Arquipélago dos Açores, a Ilha do Faial está separada da Ilha do Pico por um estreito de 8,3 km (ou 4,5 milhas náuticas) de largura - o Canal do Faial. Tem uma área de 172,43 km² e uma população residente de 15 063 habitantes (em 2001). Em 1924, Raul Brandão chamou-a de "Ilha Azul" devido à grande quantidade de hortênsias (localmente chamados de novelos) que florescem ao longo das estradas, nos meses de Verão. Dispõe de um moderno Aeroporto Internacional, com ligações aéreas regulares inter-ilhas e directas com Lisboa, bem como de diversas ligações marítimas inter-ilhas.
 
A Horta é uma cidade com cerca de 8 800 habitantes. É sede do único concelho da Ilha do Faial e sede do Parlamento Regional dos Açores.
 
 
Geografia
 
Com uma forma quase pentagonal, a ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESSE – a mesma que deu origem à
Ilha do Pico, denominada Fractura Faial Pico, uma estrutura do tipo transformante leaky  que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Médio Atlântica (sigla CMA) até uma área a Sul da Fossa do Hirondelle.
 
As suas elevações convergem, de um modo geral, para o centro da ilha onde se ergue uma montanha vulcânica chamada Cabeço Gordo, que atinge uma altitude máxima de 1 043 metros no seu bordo Sul. No seu topo, abre-se uma grande cratera de abatimento – a Caldeira. No seu fundo, situado a cerca de 570 metros acima do nível médio do mar, existe um pequeno cone e onde se forma pequenos lagos.
 
 
Geologicamente, a Ilha do Faial compreende 3 grandes divisões:
 
Período Pré-Caldeira
 
Pertence ao "período Pré-Caldeira", o complexo vulcânico da Ribeirinha datado em 800 mil anos. É a parte mais antiga da ilha. Depois surge o complexo vulcânico dos Cedros, datado em 580 mil anos. Entre 400 mil anos até há 10 mil anos, foi-se desenvolvendo um cone vulcânico de tipo escudiforme, essencialmente constituído por derrames lávicos e uma actividade eruptiva predominantemente efusiva.
 
Em resultado de uma importante actividade tectónica e vulcânica fissural, surgiu há cerca 50 mil anos, o Relevo Falhado da Costa Este. É bastante notório um relevo falhado com levantamento (horst, localmente chamados de Lombas) e afundamento (graben) de blocos rochosos visíveis. Em resultado disso, surgiram vários cones periféricos com derrames lávicos.
 
Formação da Caldeira
 
Há 10 mil anos, deu-se uma mudança de estilo eruptivo, quase exclusivamente explosiva, responsável pelos vastos depósitos de pedras-pomes e outros materiais piroclásticos que cobrem quase toda a ilha. A formação da Caldeira parece ter resultado de 2 episódios de colapso. O primeiro acontecimento ocorreu no seu interior. O segundo foi originado por um violenta erupção do tipo pliniana (libertação de uma "nuvem ardente"). O abatimento da cratera terá ocorrido ao mesmo tempo ou imediatamente depois da erupção.
 
Após esta erupção, mais de 40% da superfície da ilha de então, são cobertos por camadas de materiais piroclásticos para Norte e Leste. A maior parte da cobertura vegetal, senão a sua totalidade, foi destruída. Surgiram várias enxurradas que resultaram de precipitação intensa (resultante da condensação em torno das poeiras vulcânicas presentes na atmosfera), do relevo íngreme e da inconsistência do solo. Poderá encontrar-se vestígios das mesmas nas falésias da Praia do Norte.
 
Posteriormente, há cerca de mil anos, ocorreu nova erupção com derrame lávico no interior da Caldeira. Desconhece-se qual a idade do pequeno cone no seu interior, e se este estará relacionado com o complexo vulcânico do Capelo. A Caldeira é constituída por um acumulamento de materiais de projecção, de pedra-pomes e cinzas, que atingem notável espessura nas proximidades na borda da cratera, diminuindo gradualmente à medida que se afastam da cratera central.
 
Segundo a descrição dada pelo Padre Gaspar Frutuoso (1570-1580), a Caldeira manteve-se praticamente idêntica até à Erupção dos Capelinhos, em Setembro de 1957. No decurso da Crise Sísmica de Maio de 1958, abriram-se fendas no seu interior que romperam a impermeabilização do fundo da Caldeira. Este facto levou ao escoamento das suas águas para o interior do cone central desencadeando violentas explosões freáticas e ocorrência de actividade fumarólica temporária. Em resultado do Sismo de 9 de Julho de 1998, deram-se derrocadas nas paredes quase verticais da cratera.
 
Período Pós-Caldeira
 
Pertence a este período o complexo vulcânico do Capelo, datado em 4/5 mil anos. Em resultado de uma importante actividade vulcânica fissural ao longo de uma linha de fractura, surgiu um alinhamento de cones. Aqui se registaram 2 erupções históricas que destruíram as freguesias do Capelo e da Praia do Norte:
  • erupção do Cabeço do Fogo, em 1672-73.
  • erupção na Ponta dos Capelinhos, em 1957-58.
Durante o Século XX, a ilha registou fortes sismos de origem tectónica, em 31 de Agosto de 1926, em 23 de Novembro de 1973 e o de 9 de Julho de 1998.
 
 
História
 
Deve o seu actual nome à abundância de árvores de faia-das-ilhas (lat. Myrica faya) aquando do seu povoamento. Em 1460, a designação henriquina era "Ilha de São Luís [de França]". Na cartografia do Século XIV, a ilha aparece pela primeira vez individualizada no Atlas Catalão de 1375-1377, como "Ilha da Ventura". No ano de 1432, Gonçalo Velho Cabral terá achado as ilhas do Grupo Central. Diogo de Teive passa ao largo da Ilha do Faial na sua 1.ª viagem de exploração para Ocidente do Mar dos Açores, em 1451.
 
Povoamento
 
O relato da primeira expedição à Ilha do Faial pertence a Valentim Fernandes da Morávia. Ele diz-nos que o confessor da Rainha de Portugal, Frei Pedro, indo a Flandres, como embaixador para a Duquesa de Borgonha, Infanta D. Isabel de Portugal, relacionou-se com um nobre flamengo chamado Joss van Hurtere, ao qual contou "como se acharam as ilhas em tal rota e que havia nelas muita prata e estanho" (porque, para ele, as ilhas dos Açores eram as supostas ilhas Cassitérides - nome dado na antiguidade às actuais ilhas britânicas). Hurtere demoveu 15 homens de bem, trabalhadores, "dando mesmo a entender, de como lhes faria ricos" se lhe o acompanhassem.
 
Por volta de 1465, Hurtere desembarca pela primeira vez na ilha, juntamente com mais 15 flamengos, com o fim de achar os ditos metais preciosos. Os primeiros povoadores terão desembarcado primeiramente no areal da enseada da Praia do Almoxarife. Permaneceram na ilha durante 1 ano, na Lomba dos Frades, até que se esgotaram os mantimentos que tinham trazido. Revoltados por não encontrarem nada do que lhes fora prometido, os seus companheiros andaram para o matar, que com esperteza escapou da ilha, voltando para a Flandres, comparecendo novamente perante a Duquesa da Borgonha. (Crónicas da Província de São João Evangelista, Frei Agostinho de Monte Alverne).
 
Por volta de 1467, Hurtere regressa numa expedição organizada sob o patrocínio da Duquesa da Borgonha. Ela mandou homens e mulheres de todas as condições, e bem assim como padres, e tudo quanto convém ao culto religioso, e além de navios carregados de móveis e de utensílios necessários à cultura das terras e à construção de casas, e deu-lhes, durante 2 anos, tudo aquilo de que careciam para subsistir, segundo legenda feita pelo geógrafo alemão Martin Behaim no Globo de Nuremberga. Valentim Fernandes acrescenta um pormenor, por rogo da dita Senhora, os homens que mereciam morte civil mandou que fossem degredados para esta ilha.
 
Ainda não satisfeito com o local, Hurtere decide contornar a Ponta da Espalamaca. Próximo do local de desembarque mandou erguer a Ermida de Santa Cruz (onde hoje existe a Igreja de N. Sra. das Angústias). Hurtere regressa a Lisboa e casa-se com D. Beatriz de Macedo, criada da Casa do Duque de Viseu. O Infante D. Fernando, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo, fez-lhe doação da Capitania do Faial, em 21 de Março de 1468. Por volta de 1470, desembarca Willelm van der Hagen, que aportuguesou o seu nome para Guilherme da Silveira, liderando uma segunda vaga de povoadores. O rápido crescimento económico da ilha ficou a dever-se à cultura de trigo e do pastel (nome comum da planta Isatis tinctoria L. e do extracto fermentado das suas folhas usado como corante azul em pintura e tinturaria).
 
É o Padre Gaspar Frutuoso que conta a história de que o primeiro povoador teria sido um eremita vindo do Reino. Este vivia só, apenas com algum gado miúdo que nela deitaram os primeiros povoadores (em 1432?), e mais tarde, os moradores da Ilha da Terceira. "Somente no Verão iam pessoas da Terceira às suas fazendas, visitar os seus gados e comunicavam com este ermitão." Ele acabaria por desaparecer ao fazer a travessia do Canal do Faial para ir até à Ilha do Pico, numa pequena embarcação revestida de couro. (Saudades da Terra, Vol. VI, Cap. 37).
 
 
Tradições, Festas e Curiosidades
 
Festa do Sr. Santo Cristo da Praia do Almoxarife (1 de Fevereiro); Festa de São João Baptista, padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho), Festas do Culto do Divino Espírito Santo; Festa de N. Sra. das Angústias (), Semana do Mar; Festa de N. Sra. da Graça, na Praia do Almoxarife (); Festa de N. Sra. de Lurdes, na Feteira (), Festa de Santa Cecília, na Matriz, padroeira dos músicos (25 de Novembro), Festa de Santa Catarina de Alexandria de Castelo Branco (), Festa de N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro).
 
A nível de artesanato destacam-se as miniaturas em miolo de figueira que retratam cenas do dia-a-dia, edifícios, flores, animais e pequenos navios, sendo Euclides Silveira da Rosa o mestre mais conhecido desta arte. A arte popular também engloba esculturas em osso de cachalote, objectos em vime, os bordados de crivo, bordados em ponto de cruz, bordados a palha de trigo sobre tule; as flores de escama de peixe, as toalhas de papel recortado e chapéus e bolsas de palha. Não deixe de conhecer no Capelo, a Escola de Artesanato, pelo trabalho desenvolvido na divulgação do artesanato local e regional, bem como na formação de novos artesãos.
 
Dentre as personalidades ligadas ao concelho que mais se distinguiram, destaca-se: o Duque de Ávila e Bolama e Dr. Manuel de Arriaga, na política (o 1.º Presidente da República Portuguesa); Dr. João José da Graça, no jornalismo; Sário Nunes, na música; Marquês de Ávila e Bolama, como militar e geodesista; e Dr. José de Arriaga, no papel de historiador.
 
Economia
 
O concelho da Horta tem um sector primário forte na área da agro-pecuária e em que a área agrícola ocupa 28% da área total da ilha. O cultivo é praticado em pequenas explorações, destacando-se as culturas forrageiras, a horta familiar, as culturas de citrinos, bananas, trigo e milho. Na pecuária, destaca-se a criação de gado suíno e bovino. A actividade piscatória, nomeadamente a pesca do atum, é outro pilar importante na sua subsistência. Outrora, a indústria baleeira ("caça à Baleia") foi outra fonte de sua subsistência.
 
Apresenta uma baixa densidade florestal, de 14,1%, que corresponde a uma área florestal de 645 ha, salientando-se a faia-das-ilhas, para além de cedros-do-mato, zimbros e fetos. Quanto ao sector secundário, é de referir uma moderna indústria - de lacticínios, de carnes de muita boa qualidade e de panificação. No sector terciário, o Turismo é a actividade económica de maior importância na ilha, que resulta fundamentalmente do movimento gerado pela passagem dos veleiros e cruzeiros que atravessam o Atlântico Norte e do turismo sazonal às ilhas. Dispõe de várias e excelentes instalações hoteleiras com pessoal qualificado, e regista-se o grande interesse no desenvolvimento do Turismo Rural e do Eco-turismo.
 
As principais actividades e atracções turísticas que se podem encontrar no concelho consistem no hipismo, desportos náuticos, excursões de observação de cetáceos (baleias, cachalotes e golfinhos), mergulho e fotografia subaquática, bem como passeios pedestres e marítimos. Está prevista a construção de um campo de golfe em terrenos já adquiridos nos arredores da cidade da Horta.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Dez mandamentos


 
Dez mandamentos de qualidade do dia-a-dia
 
 
 

1. Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. No máximo, comente os seus planos no sentido de tornar o seu trabalho cada vez mais produtivo.
Pensar Positivo é Qualidade.
 
2. Ao entrar no prédio da sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirige o olhar, mesmo não sendo colega da sua área.
Ser Educado é Qualidade.
 
3. Seja metódico ao abrir o seu armário, ligar o seu computador, disponibilizar os recursos ao seu redor. Comece relembrando as notícias de ontem.
Ser Organizado é Qualidade.
 
4. Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem talvez não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permita obter um parecer correcto sobre o assunto.
Ser Prevenido é Qualidade.
 
5. Quando for abordado por alguém, tente adiar a sua própria tarefa, pois quem o veio procurar deve estar precisando bastante da sua ajuda e confia em você. Ele ficará feliz pelo auxílio que você lhe possa dar.
Ser Atencioso é Qualidade.
 
6. Não deixe de se alimentar na hora do almoço. Pode ser até um pequeno lanche, mas respeite as suas necessidades humanas. Aquela tarefa urgente pode aguardar mais 30 minutos.
Respeitar a Saúde é Qualidade.
 
7. Dentro do possível tente agendar tarefas (comerciais e sociais) para os próximos 10 dias. Não fique trocando datas a todo momento, principalmente a minutos do evento. Lembre-se, você afectará o horário de vários colegas.
Cumprir o Acordo é Qualidade.
 
8. Ao comparecer a estes eventos, leve tudo o que for preciso para a ocasião, principalmente as suas ideias. E divulgue-as sem receio. O máximo que pode ocorrer é alguém poderoso - ou um grupo - não as "comprar". Em dois ou três meses, talvez você tenha hipótese de mostrar, com mais ênfase, que estava com razão. Saiba esperar.
Ter Paciência é Qualidade.
 
9. Não prometa o que está além do seu alcance só para impressionar quem o ouve. Se você ficar a dever um dia, vai arranhar o conceito que levou anos para construir.
Falar a Verdade é Qualidade.
 
10. Na saída do trabalho, esqueça-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família, o que lhe dá segurança para desenvolver as suas tarefas com equilíbrio.
Amar a Família é a Maior Qualidade.
 
 
Haroldo P. Barbosa  - Poeta, autor de livros e artigos e matemático.

 

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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

Arca de Noé

 
A Arca de Noé segundo Edward Hicks

A Arca de Noé segundo Edward Hicks

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O Monte Ararat, com o Pequeno Ararat à direita (Landsat, NASA)

O Monte Ararat, com o Pequeno Ararat à direita (Landsat, NASA)

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Segundo o livro bíblico do Génesis, a Arca de Noé foi a provisão pela qual os antepassados de toda a Humanidade sobreviveram ao Dilúvio Bíblico. Deus deu a Noé instruções detalhadas sobre o tamanho, formato, feitio da iluminação e da ventilação, e sobre os materiais a usar na sua construção (Génesis 6:14-16). A sua representação comum tem a forma de um barco, mas na realidade seria uma caixa rectangular. O termo hebr. teváth  vertido por "arca", significa efectivamente uma arca ou caixa. Não pretendia ser uma embarcação com o objectivo de navegar, mas somente para flutuar. A Bíblia diz que 5 meses após o Dilúvio Bíblico começar, a "Arca veio pousar nos Montes de Ararate(1)" (Génesis 8:4). Após isso, depois de 5 meses e 10 dias, a porta foi aberta (Génesis 7:11; 8:4, 14). Ararate refere-se a uma região na Arménia – o antigo Reino de Urartu, e não um monte específico. Após a saída de Noé, da sua família e dos animais da Arca, a localização e o seu destino jamais foi referido na Bíblia.
 
É opinião bastante aceite que a narração sobre Noé e o Dilúvio(2) deve ser interpretada, não como um facto histórico, mas como mera alegoria sem pretensão alguma de ser encarada literalmente. Porém, há grupos religiosos que entendem a narrativa como literal. Na tradição cristã, a Igreja Cristã é simbolizada pela Arca de Noé. Alguns vêm na Arca de Noé a simbologia de fecundidade, ao preservar em si a Vida durante o período do dilúvio purificador e possibilitar a recriação da Humanidade.
 
Formato, tamanho e capacidade de carga
 
De acordo com Génesis, a Arca de Noé era uma grande embarcação em forma de caixa, construída de madeira, provavelmente de cipreste, e impermeabilizada com alcatrão. Baseado no cálculo do côvado comum como tendo 44,5 cm, as suas dimensões seriam 133,5 m de comprimento por 22,30 m de largura, 13,40 m de altura. Tinha uma porta lateral. Certamente, o tecto deveria tido um ligeiro grau de inclinação para escoar a água da chuva. Esta relação entre comprimento e largura, de 6 para 1, é usada pelos modernos engenheiros navais. Isto daria à arca cerca de 40 mil m³ de volume bruto. Internamente, os seus 3 conveses forneceriam uma área total de mais de 8 900 m² de espaço útil. A lista de passageiros da arca era bastante impressionante. Além de Noé e sua família, espécies básicas dos animais terrestres e de aves (Génesis 6:18-21). No relato acadiano sobre o Dilúvio, na Epopeia de Gilgamesh, esta embarcação era um cubo de uns 60 m de cada lado, construído em apenas 7 dias. Noé demorou 40 anos para construir a Arca. Deus não avisou Noé com anos de antecedência sobre o dia e a hora exacta do Dilúvio. No entanto, quando Noé tinha 480 anos de idade, Jeová (Deus) decretou: “Meu espírito não há-de agir por tempo indefinido para com o homem, porquanto ele é carne. Consequentemente, os seus dias hão-de somar cento e vinte anos” (Génesis 6:3). Noé teve total confiança neste decreto judicial. Depois de chegar aos 500 anos de idade, ele “tornou-se pai de Sem, Cã e Jafé”, e o costume existente naqueles dias sugere que se passaram 50 a 60 anos antes dos seus filhos se casarem. Quando se mandou que Noé construísse a arca para haver preservação através do Dilúvio, os seus filhos e as esposas deles, evidentemente, ajudaram-no nesta tarefa. A construção da arca provavelmente coincidiu com o serviço de Noé qual “pregador da justiça”, o que o manteve ocupado pelos últimos 40 a 50 anos antes do Dilúvio - Génesis 5:32; 6:13-22.
 
Descoberta da Arca
 
Nos anos 80 do Século XX, a busca da Arca obteve certo ar de respeitabilidade com a participação activa do ex-astronauta da NASA, James Irwin, em expedições à montanha. Além disso, as investigações sobre a Arca também foram aceleradas com a dissolução da ex-União Soviética, pois a montanha estava justamente na fronteira entre a União Soviética e a Turquia. As afirmações de que alegadamente encontraram vestígios da Arca de Noé não são consideradas credíveis. Dezenas de expedições que foram feitas à região montanhosa do Ararate, têm alimentado numerosas especulações sem no entanto ter sido apresentada nenhuma prova. Hoje em dia, a região é palco de conflitos com as tropas de guerrilheiros Curdos, e os poucos que se aventuraram a escalar o Ararate foram abatidos sem mais perguntas. A única face da montanha cujo acesso não é barrado pelo gelo e pelos guerrilheiros é a face sul. A Arca de Noé estaria do lado norte, sendo este o principal motivo pelo qual até hoje não se comprovou a presença real da mítica arca na região.
 

 

(1) - O Monte Ararat, ou Monte Ararate na sua forma aportuguesada, é a mais alta montanha da moderna Turquia, com 5.137 m de altitude. Tem a forma de um cone vulcânico coberto de neves eternas localizado no extremo nordeste da Turquia, a 16 km a oeste do Irão e a 32 km ao sul da Arménia. O Génesis identifica esta montanha como sendo o local onde a Arca de Noé teria tocado terra firme após o Dilúvio.
 
 
(1) - O Dilúvio é um episódio obscuro da História da Humanidade, tendo sido relatado pelas mais diversas fontes. A versão mais conhecida é aquela descrita na Bíblia, em que Noé, seguindo as instruções divinas, constrói uma arca para a preservação da Vida na Terra, na qual abriga um casal de cada espécie de animal, bem como a ele e a sua própria família, enquanto Deus, exercendo julgamento sobre os ante-diluvianos (povo demente e acções perversas), inundava toda a Terra com uma chuva que durara 40 dias e 40 noites. Após alguns meses, quando as águas começaram a descer, Noé enviou uma pomba, que lhe trouxe uma folha de oliveira. A partir daí, os descendentes de Noé teriam repovoado a Terra, dando origem a todos os povos conhecidos. Golfinhos também estariam na Arca.
 
Além do facto de Jesus considerar o evento como facto real e definitivo (Mateus 24:37-39), o Dilúvio também é descrito em fontes sumérias, assírias, arménias, egípcias e persas, entre outras, de forma basicamente semelhante ao episódio bíblico: Deus (ou o deus em questão) decide limpar a Terra de uma Humanidade corrupta e escolhe um homem bom aos seus olhos para construir uma arca para abrigar a sua Criação no tempo em que a Terra estivesse inundada. Após um certo período, a água desce, a arca fica encalhada numa montanha, os animais repovoam a Terra e os descendentes de tal homem geram todos os povos do mundo.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Carnaval


Figueira da Foz (Buarcos)
 
Carnaval - Figueira da Foz (Buarcos)


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