Domingo, 31 de Dezembro de 2006

Corrida de São Silvestre

 
São Paulo - Brasil

São Paulo - Brasil


 

 

A Corrida de São Silvestre é a mais antiga, tradicional e prestigiosa corrida de rua no Brasil.
 
Reconhecida como o principal evento internacional do atletismo de rua na América Latina, a corrida realiza-se anualmente na cidade de São Paulo no dia 31 de Dezembro. Este é o dia de São Silvestre, pois foi neste dia que morreu o santo católico, que foi Papa, no quarto século da Era Cristã. Neste mesmo dia, Silvestre I (o Papa), foi canonizado, anos após sua morte.
 
A corrida é muitas vezes chamada de “maratona”, mas o seu percurso mede apenas 15 km, o que a categoriza como uma meia-maratona. Isto ocorre porque o evento era originalmente denominado “Maratona de São Silvestre”. Em tempos recentes os organizadores do evento passaram a empregar o termo “corrida” e evitar o nome “maratona”, mas a tradição e a força do hábito ainda levam muitos, inclusive sectores dos "mídea", a referirem-se a ela como “Maratona de São Silvestre”. Jamais houve qualquer esforço oficial declaradamente voltado à correcção da nomenclatura do evento.
 
A corrida torna-se mais difícil devido a factores como o intenso calor do Verão brasileiro e os obstáculos geográficos a serem superados pelos participantes. Desidratação e insolação, entre outros, não são raros tanto entre profissionais como entre amadores (mas são muito mais frequentes entre os segundos).
 
História
 
Cásper Líbero, um milionário que fez fortuna no início do século XX no sector de imprensa, é o idealizador e fundador do evento. A sua ideia original era utilizar a corrida como meio de promoção do seu jornal. Em 1928, ano da quarta edição do evento, Líbero fundou um dos primeiros periódicos dedicados exclusivamente ao desporto no país, a “Gazeta Esportiva”, que a partir de então passou a ser a organizadora e patrocinadora oficial do evento, condição que detém até os dias actuais. A corrida tornar-se-ia o principal meio de publicidade daquela publicação desportiva.
 
A primeira edição da corrida foi realizada em 31 de Dezembro de 1925, pelo que a edição de 2004 marcou o 80º aniversário do evento. Dado importante é o facto de que, ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre jamais deixou de se realizar, nem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial (pelo que o ano de 2004 terá visto a sua 80ª edição).
 
Originalmente restrita a homens, o regulamento original da competição também previa a participação exclusiva de cidadãos da cidade de São Paulo. Nos anos seguintes, corredores de outras partes do país foram aceites ao evento, mas somente em 1941 a corrida seria vencida por um corredor de fora do estado de São Paulo: José Tibúrcio dos Santos, de Minas Gerais. Nesta época, a participação de estrangeiros era proibida. É preciso salientar que a regra bania a vinda de atletas do estrangeiro para participar, mas não impedia que estrangeiros residentes na cidade de São Paulo (imigrantes) participassem. Nesse contexto, um italiano, Heitor Blasi, foi o único estrangeiro a vencer a prova antes de 1947. Em 1945 foi libertada à participação de estrangeiros, mas apenas para corredores convidados provenientes de outros países da América do Sul. O sucesso das duas primeiras “edições internacionais”, no entanto, levou os organizadores a libertarem a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947. Este ano marcou o início de período de 34 anos durante o qual nenhum brasileiro venceria a prova, o que se encerrou somente quando José João da Silva, de Pernambuco, venceu a edição de 1980 (feito que repetiria em 1985).
 
A corrida permaneceria restrita a homens até 1975, quando as Nações Unidas declararam aquele ano como “Ano Internacional da Mulher”. Os organizadores da São Silvestre aproveitaram o momento para realizar a primeira corrida feminina no mesmo ano. O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira vitória brasileira ocorreria somente na 20ª edição da prova, quando Carmem Oliveira venceu, em 1995.
 
Em 1993, realizou-se a primeira maratona infantil, denominada “São Silvestrinha”, como evento unisex.
 
Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, mas o ano de 1989 foi marcado por sensíveis modificações no formato do evento. O objectivo era cumprir as determinações da Federação de Atletismo. O horário de início da corrida foi alterado, passando às 15 horas para mulheres e às 17 horas para homens; e a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km, o mínimo exigido pela Federação de Atletismo. Naquele mesmo ano de 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da Federação.
 
Crescimento e prestígio
 
Na primeira edição do evento, em 1925, 60 pessoas preencheram o formulário de inscrição para participar, mas apenas 48 compareceram no local e horário marcados para o evento. Desses, apenas 37 foram oficialmente classificados, pois o regulamento da época exigia que todos os corredores cruzassem a linha de chegada no máximo 3 minutos após a chegada do vencedor para que fossem classificados no quadro oficial da prova.
 
Em 2004, 13 mil homens e 2 mil mulheres participaram nos seus respectivos eventos.
 
Apesar de ter sido aberto à participação internacional já em 1945, a São Silvestre adquiriu fama no calendário do atletismo internacional apenas em 1953, quando o corredor mais famoso da época (e, possivelmente, de todos os tempos), Emil Zatopek, participou e venceu a corrida. Nas últimas duas décadas, quase todos os principais corredores de longa distância do mundo (com a notável excepção de Haile Gebrselassie, da Etiópia) participaram da São Silvestre pelo menos uma vez.
 
O maior vencedor de todos os tempos é, no momento, Paul Tergat, do Quénia, que venceu a prova 5 vezes (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). Tergat também detém o recorde para a actual distância de 15 km, marcado já na sua primeira participação no evento, de 43 minutos e 12 segundos.
 
Vencer a Corrida de São Silvestre representa fama instantânea no Brasil. Paul Tergat é hoje a segunda figura africana mais reconhecida no país, atrás apenas de Nelson Mandela.
 
Vencedores portugueses na Corrida de São Silvestre
 
Manoel Faria    - 1956 e 1957
Carlos Lopes   -  1982 e 1984
Rosa Mota       -  1981,1982,1983,1984,1985 e 1986
Aurora Cunha  -  1988
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 30 de Dezembro de 2006

Ponte das Barcas e Ponte Pênsil (Porto)

 
As 'Alminhas da Ponte' lembram a tragédia de 29 de Março de 1809, no rio Douro
 

As 'Alminhas da Ponte'
lembram a tragédia de 29 de Março de 1809, no rio Douro



 
  
 
Pilares da antiga Ponte Pênsil, no Porto

Pilares da antiga Ponte Pênsil, no Porto. A Ponte Dom Luís I, ao seu lado.


 
 
 
Chama-se Ponte das Barcas a uma ponte que existiu na cidade do Porto, Portugal, sobre o Rio Douro, construída sobre barcaças.
 
A necessidade de haver uma travessia para a margem sul do Rio Douro para circulação de pessoas e mercadorias, constituiu uma preocupação permanente ao longo dos séculos. Ao longo dos tempos houve várias "pontes das barcas" construídas para determinados propósitos, como a rápida deslocação de contingentes militares. No entanto, por regra a travessia do Rio Douro fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões.
 
A Ponte das Barcas construída com objectivos mais duradouros foi projectada por Carlos Amarante e inaugurada a 15 de Agosto de 1806, e era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial.
 
Foi nessa ponte que se deu a tristemente célebre catástrofe da Ponte das Barcas, em que milhares de vítimas pereceram quando fugiam, através da ponte, às cargas de baioneta das tropas invasoras francesas do Marechal Soult, em 29 de Março de 1809.
 
As Alminhas da Ponte são um baixo relevo do escultor Teixeira Lopes, localizado na cidade do Porto, que eternizou o momento em que centenas de pessoas, fugindo das tropas do Marechal Soult que atacavam a cidade sob ordens de Napoleão, faleceram na travessia da Ponte das Barcas. O peso e a aflição da população em fuga originou o afundamento da ponte que ligava as duas margens do rio Douro. Hoje em dia, os cidadãos depositam velas acesas e flores perto das Alminhas da Ponte para lamentar a tragédia.
 
A Ponte das Barcas, reconstruída depois da tragédia, acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte Pênsil em 1843.
 
 
A Ponte Pênsil, originalmente denominada Ponte D. Maria II, era uma ponte suspensa que ligava as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia.
 
A sua construção foi iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação de D. Maria II, ainda que ficasse conhecida como Ponte Pênsil. A construção terminou cerca de dois anos depois do início das obras.
 
Com pilares de cantaria de 15 metros de altura, 150 metros de comprimento e 6 de largura, a ponte assegurava um melhoramento no tráfego entre as duas margens, substituindo a periclitante Ponte das Barcas.
 
Para testar a sua resistência suportou mais de 105 toneladas, peso esse constituído por cerca de 100 pipas de água. Manteve-se em funcionamento durante cerca de 45 anos, até ser substituída pela Ponte Dom Luís I, construída ao seu lado.
 
Restam actualmente os pilares e as ruínas da casa da guarda militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens para a sua travessia.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Ilha do Pico - Açores

 
Localização da Ilha do Pico no Arquipélago dos Açores
Localização da Ilha do Pico no Arquipélago dos Açores
 
 
A Montanha do Pico vista da ilha do Faial

A Montanha do Pico vista da ilha do Faial


 
 
 

A Ilha do Pico é a segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, e dista da Ilha do Faial 8,3 km e da Ilha de São Jorge dista 15 km. Tem uma superfície de 447 km² e conta com uma população residente de 14 806 habitantes (em 2001). Mede 50 km de comprimento e 20 km de largura. Deve o seu nome à majestosa montanha vulcânica, a Ponta do Pico ou Montanha do Pico(1), que termina num pico pronunciado cujo topónimo é Pico Pequeno ou Piquinho. É a mais alta montanha de Portugal e a terceira maior montanha que emerge do Atlântico, atingindo 2 351 metros de altitude.
 
Administrativamente, a ilha é constituída por três concelhos: concelhos das Lajes do Pico com seis freguesias, Madalena e São Roque do Pico, ambas com cinco freguesias.
 
Dispõe, em Santa Luzia, de um moderno Aeroporto Regional com ligações aéreas directas com Lisboa (TAP/SATA Internacional), Terceira (Lajes) e Ponta Delgada (SATA - Air Açores). Tem ligações marítimas diárias (Transmaçor) com a cidade da Horta e vilas das Velas e Calheta. Durante os meses de Verão usufrui de ligações marítimas com as restantes ilhas do arquipélago.
 
Geologia
 
A ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESSE – a mesma que deu origem à Ilha do Faial, denominada Fractura Faial-Pico, que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Médio Atlântica (sigla CMA) até uma área a Sul da Fossa do Hirondelle.
  • Complexo Vulcânico da São Roque
  • Complexo Vulcânico da Lajes
  • Complexo Vulcânico da Madalena

História
 
A designação henriquina da ilha era Ilha de São Dinis. Na cartografia do século XIV, a ilha foi chamada de "Ilha dos Pombos". O seu povoamento foi iniciado em 1460, na fajã lávica das Lajes, mas tornou-se definitivo em 1483, quando Joss van Hurtere mandou fundar São Mateus. Em 29 de Dezembro de 1482, faz hoje 524 anos, a ilha é integrada na Capitania do Faial pela Infanta D. Beatriz, em virtude de Álvaro de Orlenas não ter tomado posse da ilha.
 
Em 1501, Lajes do Pico é elevada a Vila e sede de concelho pelo Rei D. Manuel I. Em 1542 é a vez de São Roque do Pico e, em 1712, a de Madalena.
 
Cultura e Património
 
Em Julho de 2004, o comité da UNESCO considerou a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património da Humanidade. A área engloba os lajidos das freguesias da Criação Velha e de Santa Luzia. A cultura da vinha domina a parte ocidental da ilha, sendo o famoso "Verdelho do Pico" cultivado em pequenas quadrículas de terreno onde crescem as vinhas, separados por muros de basalto negro feitos de pedra solta, chamados localmente de "currais".
 
Presentemente, pretende-se constituir um Parque Nacional na Ilha do Pico, englobando a área da Montanha do Pico e o Planalto Central. Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.
 
Outro património inclui: a Gruta das Torres, na Criação Velha; as Furnas de Frei Matias; na Madalena, Museu do Vinho, instalado no antigo Convento das Carmelitas; o Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico; o Museu Regional dos Baleeiros, nas Lajes do Pico.
 
Tradições, festas e curiosidades
 
Festa e Procissão do Senhor Bom Jesus (São Mateus, Madalena), Semana dos Baleeiros (N. Sra. de Lurdes), Cais Agosto (Cais do Pico - S.Roque), Festa de São Roque, Festas de Santa Maria Madalena, Semana das Vindimas, Festas do Espírito Santo.
 
Economia
 
Os habitantes da ilha do Pico dedicam-se à agricultura, à pesca e à criação de bovinos. A vinha, outrora uma das grandes riquezas da ilha que produzia o afamado vinho do Pico, exportado para a Inglaterra e para a América do Norte e que chegou a ser servido à mesa do próprio czar do Império Russo, foi gradualmente afectada pela praga do oídio na segunda metade do século XIX.
 
Actualmente, a produção é reduzida e as principais fontes de rendimento no campo da agricultura são os produtos hortícolas, a fruta e os cereais. A pecuária está muito desenvolvida, em especial no concelho de São Roque do Pico. A pesca é outra actividade importante. As indústrias da ilha estão, na sua quase totalidade, ligadas ao ramo alimentar: lacticínios, destilarias e moagens. No artesanato destaca-se a escultura em basalto e em osso de baleia, bem como rendas e bordados.
 
(1) - A Montanha do Pico (Ponta do Pico ou Serra do Pico) é o ponto mais alto do vulcão do mesmo nome na ilha do Pico, arquipélago dos Açores. O cume da montanha está a 2.351 m acima do nível médio do mar, sendo o ponto mais alto da Região Autónoma dos Açores e o mais alto sob soberania portuguesa. Medido a partir da zona abissal contígua, o edifício vulcânico tem quase 5 000 m de altura, quase metade submersa sob as águas do Atlântico.
 
O Vulcão do Pico é muito "recente" (aproximadamente 750 000 anos de idade), entrando em actividade pela última vez no seu flanco sueste (São João) no século XVIII. É escalável por trilhos marcados em cerca de quatro horas, sendo a ascensão muito cansativa devido ao forte declive em todo o percurso.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Metropolitano de Lisboa

 
Estação das Olaias do Metropolitano de Lisboa
 
Estação das Olaias do Metropolitano de Lisboa


 
  
 

Metropolitano de Lisboa é o nome pelo qual é conhecido o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa e o primeiro metropolitano de Portugal.
 
História
 
Inaugurado em 29 de Dezembro de 1959, faz hoje 47 anos, com uma linha bifurcada, formando um Y e ligando Sete Rios (agora Jardim Zoológico) e Entrecampos, com um ramo comum entre Rotunda (agora Marquês de Pombal) e Restauradores, no centro da cidade. O comprimento total era então de 6,5 km. Posteriormente, foi sendo estendido: uma grande extensão foi completada em 1972, quando o prolongamento chegou a Alvalade. Novas ligações à Cidade Universitária e Colégio Militar foram inauguradas em 1988. Em 1998 uma linha totalmente nova (a vermelha) permitiu aceder à zona da Expo'98 - exposição mundial que decorreu na zona Este da cidade - actualmente Parque das Nações.
 
Linhas
 
O sistema conta agora com 4 linhas, 44 estações (48 se as estações de correspondência contarem mais que uma vez) e comprimento total de 36,9 km. Estão actualmente (2006) em construção os prolongamentos da Linha Azul entre Baixa-Chiado e Santa Apolónia (a inaugurar em 2007) e da linha vermelha entre Alameda e São Sebastião (2008). A próxima expansão será a ligação ao Aeroporto de Lisboa, com a expansão da linha vermelha no seguimento da estação Oriente, incluindo as novas estações de Moscavide, Encarnação e Aeroporto. A conclusão desta obra está prevista para 2010. Com a conclusão destas extensões, o Metro terá uma rede de cerca de 40 km de via dupla, e 52 estações.

Site oficial do Metro de Lisboa
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Batalha de Ourique

 
http://fotos.sapo.pt/topazio1950/pic/000fy4fg
 
  
 

A Batalha de Ourique desenrolou-se muito provavelmente nos campos de Ourique, no actual Baixo Alentejo (sul de Portugal) em 1139 - significativamente, de acordo com a tradição, no dia de Santiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros; um dos nomes populares do santo, era precisamente Matamouros.
 
Foi travada numa das incursões que os cristãos faziam em terra de mouros para apreenderem gado, escravos e outros despojos. Nela se defrontaram as tropas cristãs, comandadas por D. Afonso Henriques, e as muçulmanas, em número bastante maior.
 
Inesperadamente, um exército mouro saiu-lhes ao encontro e, apesar da inferioridade numérica, os cristãos venceram. A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal (ou foi aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha), tendo a sua chancelaria começado a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140 - tornando-se rei de facto, embora a confirmação do título de jure pela Santa Sé date apenas de Maio de 1179.
 
A ideia de milagre ligado a esta batalha surge pela primeira vez no século XIV, muito depois da batalha. Ourique serve, a partir daí, de argumento político para justificar a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.
 
A lenda narra que, naquele dia, consagrado a Santiago, o soberano português teve uma visão de Jesus Cristo e dos anjos, garantindo-lhe a vitória em combate. Contudo, esse pormenor foi interposto mais tarde na narrativa, sendo praticamente decalcado da narrativa da Batalha da Ponte Mílvio, opondo Maxêncio a Constantino o Grande, segundo a qual Deus teria aparecido a este último dizendo IN HOC SIGNO VINCES (latim, «Com este sinal vencerás!»).
 
Este evento histórico marcou de tal forma o imaginário português, que se encontra retratado no brasão de armas da nação: cinco escudetes (cada qual com cinco besantes), representando os cinco reis mouros vencidos na batalha.
 
O local da peleja
 
Não há consenso entre os estudiosos acerca do local exacto onde se travou a batalha de Ourique.
 
A mais antiga descrição da batalha figura na Crónica dos Godos sob a entrada dos acontecimentos da Era Hispânica de 1177 (1139 da Era Cristã).
 
Séculos mais tarde, um dos primeiros autores a abrir a polémica sobre a autenticidade das narrativas foi Alexandre Herculano quando, ao afirmar que “Ourique não passa de uma lenda”, foi acusado de anti-clericalismo.
 
Contemporaneamente, outros historiadores, entre eles José Hermano Saraiva, voltaram a abordar e a reinterpretar essa questão.
 
Entre as teorias consideradas, citam-se:
  • Hipótese de Ourique (Baixo-Alentejo), outrora conhecida como «Campo d'Ourique»: mais ou menos equidistante entre Évora e Silves, é a hipótese tradicionalmente sustentada. À época, o poder Almorávida estava em fragmentação na península Ibérica, e o território correspondente ao moderno Portugal, ainda em mãos muçulmanas, encontrava-se repartido em, pelo menos, quatro taifas(1), sediadas respectivamente em Santarém, Évora, Silves, e Badajoz. Neste cenário, uma razia do infante D. Afonso Henriques que incidisse numa zona tão a sul como o Baixo Alentejo, não seria, de todo, improvável, uma vez que era durante os períodos de maior discórdia entre os muçulmanos que as fronteiras cristãs mais progrediam para o Sul. Nesse sentido, a razia que seu filho, o infante D. Sancho, fez em 1178 a Sevilha, acha-se bem documentada, demonstrando na prática, a possibilidade de se percorrer uma distância tão significativa em território hostil.
  • Hipótese de Vila Chã de Ourique (c. 15 km do Cartaxo), no Ribatejo; a sua localização era ocidental demais para atrair o interesse e as forças do emir de Badajoz, o mais forte dos quatro supramencionados.
  • Hipótese de Campo de Ourique (c. 7 km de Leiria), na Estremadura: tal como no caso de Vila Chã, a sua localização era próxima demais ao litoral para atrair da mesma forma o interesse e as forças do emir de Badajoz;
  • Hipótese de Campo de Ourique (Lisboa): presente no imaginário popular, sem qualquer fundamentação.
  • Hipótese de Aurélia (possivelmente, a moderna Colmenar de Oreja, próxima a Madrid e Toledo): Há quem defenda uma confusão entre Ourique (Aurik) e Aurélia (Aureja, com o "j" aspirado como em castelhano), aumentando a dúvida sobre a localização da batalha. É possível que tivesse havido um plano acordado entre Afonso Henriques e o rei de Leão e Castela, Afonso VII; embora inimistados dois anos antes na batalha de Cerneja, a guerra ao inimigo comum (o Islão) constituía uma razão forte o suficiente para suscitar um entendimento entre ambos os soberanos cristãos, no sentido de este último poder atacar a fortaleza de Aurélia. Para evitar ser cercado pelo inimigo muçulmano, Afonso VII teria pedido ao primo D. Afonso Henriques que providenciasse uma manobra diversionista, que passaria por esta incursão portuguesa no Alentejo, e que forçaria os emires das taifas do Gharb al-Andalus a combatê-la em autodefesa. Com isso, Afonso VII esperava ter a sua retaguarda livre para atacar Aurélia, confiante em uma rendição rápida, dada a impossibilidade de resposta do inimigo, ocupado com a manobra dos portugueses.
De qualquer modo, como consequência, quando o Cardeal Guido de Vico, emissário do Papa, reuniu D. Afonso Henriques e Afonso VII em Zamora (1143), para tentar convencê-los que a animosidade entre ambos favorecia os infiéis, o soberano português escreveu ao Papa Inocêncio II, reclamando para si e para os seus descendentes, o status de «censual», isto é, dependente apenas de Roma, invocando para esse fim o «milagre de Ourique», o que ocorrerá apenas em 1179. Entretanto, naquele encontro, pelo tratado então firmado, o Tratado de Zamora(2), Afonso VII considerou D. Afonso Henriques como igual: afirmava-se a independência de Portugal.
 
Nesta batalha combateu e foi ordenado Cavaleiro o futuro Grão-Mestre da Ordem dos Templários, Dom Gualdim Pais, fundador das cidades de Tomar e Pombal.
 
(1)  - O termo taifa, no contexto da história Ibérica, refere-se a um principado muçulmano independente, um emirato ou pequeno reino existente na Península Ibérica (o Al Andalus) após o colapso final do Califado de Córdoba dos Omíadas em 1031. O termo deriva da expressão árabe muluk at-ta'waif, «os reis das facções» (simplificada em ta'waif, donde a facção, o reino).
 
(2) -  O Tratado de Zamora marca a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Este Tratado foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, marcando geralmente a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Vitorioso em Ourique, em 1139, Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurou conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143, com a presença do cardeal Guido de Vico.
 
A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, mas o título de Rei de Portugal, que Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal Guido de Vico, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual. Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui, de 1137.
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Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

Maratona

 
Maratona
 

 
 
 

A maratona é a mais longa, desgastante e uma das mais difíceis e emocionantes provas do atletismo olímpico disputada na distância de 42,195 km desde 1908.
 
A maratona lendária
 
A lenda que deu origem à maratona moderna ocorreu após a Batalha de Maratona, na Primeira Guerra Médica, no século V a.C..Tudo começou no ano de 490 a.C., quando soldados gregos e persas travaram uma batalha que se desenrolou entre a cidade grega de Maratona e o mar Egeu.
 
A luta estava difícil para os gregos. Comandados por Dario, os persas avançavam o seu exército em direcção a Maratona. Milcíades, o comandante grego, resolveu pedir reforço. Chamou então Fidípides, um dos seus valentes soldados e óptimo corredor, que levou o apelo de cidade em cidade até chegar a Atenas, a quarenta quilómetros de distância. Fidípedes voltou com dez mil soldados e os gregos venceram a batalha, matando 6.400 persas.
 
Entusiasmado com a vitória, Milcíades ordenou que Fidípides fosse até Atenas outra vez para informar que eles tinham vencido a batalha. Fidípides retornou correndo, sem parar. Quando chegou ao seu destino, só teve forças para dizer uma palavra: "Vencemos!". E caiu morto.
 
Maratonas desportivas
 
Em 1896, durante os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Fidípedes foi homenageado com a criação da prova. No início, a distância a ser percorrida era de cerca de quarenta quilómetros, a mesma que separava Maratona de Atenas.
 
Em 1908 nos Jogos Olímpicos de Londres, a distância da maratona olímpica foi estabelecida. Até aí, a distância era variável, embora sempre próxima dos quarenta quilómetros. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Palácio de Windsor, o comité organizador aferiu a distância total em 42.195 metros, que continua até hoje.
 
A mais antiga maratona anual do mundo é a Maratona de Bóston, nos Estados Unidos, disputada em todos os feriados do Dia do Patriota, na terceira segunda-feira de Abril, desde 1897, um ano depois da primeira maratona disputada no mundo, a dos Jogos de Atenas 1896.
 
As maiores maratonas mundiais constituem o circuito WMM (World Marathon Majors), estabelecendo um prémio no valor de um milhão de dólares para o melhor classificado feminino e masculino, no final da época anual.
 
Pertencem ao WMM as maratonas de Bóston, de Londres, de Berlim, de Chicago e de Nova York.
 
Actualmente, o recorde mundial pertence ao queniano, Paul Tergat, que no dia 28 de Setembro de 2003, em Berlim, estabeleceu o tempo de 02:04:55 h.
 
Anteriormente, dois atletas de língua portuguesa já quebraram o recorde mundial da maratona: o português Carlos Lopes em Roterdão, Países Baixos em 1985, com 2:07.12 e o brasileiro Ronaldo da Costa em Berlim, na Alemanha, em 1998, com 2:06.05.
 
Campeões Olímpicos Portugueses da Maratona 
 
1984 - Los Angeles (E.U.A.) - Carlos Lopes - tempo 2:09.21 - Recorde Olímpico
1988 - Seul (Coreia do Sul)   - Rosa Mota     - tempo 2:25:39
 
 
Maratonas em Portugal
 
Actualmente realizam-se em Portugal, todos os anos, três Maratonas:
 
Lisboa Gold Marathon  - decorrerá no dia 15 de Abril de 2007
Maratona do Porto  - realiza-se sempre no mês de Outubro
Maratona de Lisboa  - realizou-se em 3 Dezembro
Fonte: Wikipédia. 
 

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Terça-feira, 26 de Dezembro de 2006

Ponta Delgada - Açores

 
Arquipélago dos Açores - localização de Ponta Delgada na Ilha de São Miguel 
Arquipélago dos Açores - localização de Ponta Delgada na Ilha de São Miguel

   
Ponta Delgada - Açores
 
Ponta Delgada - Açores


 
 
 

Ponta Delgada é uma cidade portuguesa na ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores, com cerca de 65.836 habitantes. É a capital administrativa deste Arquipélago desde que os distritos foram extintos no Arquipélago, por volta de 1976 (conjuntamente com Angra do Heroísmo e Horta, onde se sedia o Parlamento regional). É sede de um município com 231,90 km² de área e 65 853 habitantes (2001), subdividido em 24 freguesias. O município é limitado a leste pelos municípios da Ribeira Grande e da Lagoa e tem costa no Oceano Atlântico a norte, sul e oeste.
 
"Esta cidade de Ponta Delgada é assim chamada por estar situada junto de uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como outras da ilha, quasi rasa com o mar, que depois, por se edificar mui perto d'ela uma ermida de Santa Clara, se chamou ponta de Santa Clara..." Gaspar Frutuoso (cronista micaelense do século XVI).
 
História
 
Ponta Delgada foi elevada a cidade por carta régia de 2 de Abril de 1546, no reinado de D. João III, sendo a segunda cidade a ser criada em todo o arquipélago dos Açores. Localizada na ilha de São Miguel, esta cidade inicialmente não passava de um povoado de pescadores, mas desde cedo cresce suplantando a antiga rival Vila Franca do Campo, que na era de quatrocentos, seria a maior e mais importante urbe açoriana, embora tristemente subvertida por um enorme cataclismo em 1522. Ponta Delgada foi crescendo, tornou-se vila e posteriormente cidade. A cidade cresce a uma força avassaladora, ocultando a sua antiga linha de costa, que abrigava o antigo cais de embarque, inúmeros fortes e fortins, o aterro municipal, a antiga alfândega, entre outros... Com mais de 5 séculos de existência, Ponta Delgada é hoje uma referência singular no panorama regional. Sendo o maior concelho que reúne a maior diversidade de equipamentos, a sua linha de costa será novamente ampliada com a construção do projecto "Portas do Mar", composto por inúmeros parques subterrâneos, casinos, novos centros comerciais, anfiteatros, cinemas e variados locais para diversão nocturna.
 
Fotografias de Ponta Delgada
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006

Nascimento de Jesus

 
O nascimento de Jesus retratado numa tela de 1535-40, pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino
  
O nascimento de Jesus retratado numa tela de 1535-40,
pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino
 

   

Depois da "consoada" (jantar na véspera de Natal, geralmente reunindo toda a família em ambiente de festa e terminando com a distribuição dos presentes) chegámos ao Dia de Natal, tradicionalmente o nascimento de Jesus.
 
 
 
 
Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado por cinco pequenos livros do Novo Testamento da Bíblia, designados por Evangelhos canónicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, os Actos dos Apóstolos. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus, nomeadamente no Evangelho de Judas e no Evangelho de Tomé.
 
Esses Evangelhos narram os factos mais importantes da vida de Jesus. Os Actos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também dizem alguma coisa sobre Jesus e algumas das suas palavras aparecem noutros lugares. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo, que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetónio, que escreveu por volta do ano 120. Todos eles escreveram sobre Jesus muitos anos após a sua morte.
 
Preparação para o nascimento e anunciação segundo Lucas
 
O trabalho da vida de Jesus na Terra, teria sido iniciado por João Baptista. Zacarias, o pai de João, era um sacerdote judeu, enquanto a sua mãe, Isabel, era membro do ramo mais próspero do mesmo grande grupo familiar ao qual também pertencia Maria, a mãe de Jesus. Zacarias e Isabel, embora estivessem casados há muitos anos, não tinham filhos.
 
Levando em conta a datação do nascimento de Jesus, aconteceu que, algures no final do mês sexto, do ano 8 a.C., cerca de três meses após o casamento de José e Maria, Gabriel, certo dia, apareceu a Isabel, ao meio-dia, tal como mais tarde se apresentaria perante Maria. E Gabriel contou-lhe do nascimento do seu filho João e do nascimento de um menino esperado na sua parente Maria.
 
Essa visão tocou Isabel profundamente, mas não falou da revelação a ninguém, excepto ao seu marido, até que posteriormente visitasse Maria, em princípios do segundo mês seguinte.
 
Durante cinco meses, contudo, Isabel guardou aquele seu segredo até mesmo do marido. Quando lhe contou sobre a visita de Gabriel, Zacarias permaneceu céptico e por semanas duvidou de toda a experiência, só consentindo em acreditar na visita de Gabriel à sua esposa, e sem maior entusiasmo, quando não mais podia duvidar de que ela esperava uma criança. Zacarias ficou muito perplexo com a maternidade próxima de Isabel, mas não duvidava da integridade da sua esposa, apesar da idade avançada dele. E, apenas seis semanas antes do nascimento de João, é que Zacarias, em consequência de um sonho impressionante, tornou-se plenamente convencido de que Isabel estava para tornar-se a mãe de um filho do destino, aquele que iria preparar o caminho para a vinda do Messias.
 
Gabriel apareceu para Maria por volta de meados do décimo primeiro mês, do ano 8 a.C., no momento em que ela estava a trabalhar na sua casa em Nazaré. Mais tarde, após Maria ter sabido que era certo que estava para ser mãe, ela persuadiu José a deixá-la viajar à cidade de Judá, a sete quilómetros a oeste de Jerusalém, nas montanhas, para visitar Isabel.
 
Gabriel tinha informado a cada uma dessas duas futuras mães sobre a sua aparição à outra. Naturalmente elas estavam ansiosas para se encontrar, para compartilhar as suas experiências, e para falar sobre os prováveis futuros dos seus filhos. Maria permaneceu com a sua prima distante por três semanas. Isabel fez muito para fortalecer a fé de Maria na visão de Gabriel, de modo que ela voltou para a sua casa mais plenamente dedicada ao chamamento de ser mãe do menino predestinado, a quem ela, muito em breve, iria apresentar ao mundo como um bebé indefeso, uma criança comum e normal deste reino.
 
João nasceu na cidade de Judá, perto dos 25 do terceiro mês, do ano 7 a.C. Zacarias e Isabel rejubilaram-se grandemente com o facto de que um filho tivesse vindo para eles como Gabriel tinha prometido.
 
Ao oitavo dia, quando apresentaram a criança para a circuncisão, eles baptizaram-no formalmente como João, exactamente como se lhes tinha sido ordenado. E logo um sobrinho de Zacarias partiu para Nazaré, levando até Maria a mensagem de Isabel, proclamando o nascimento de um filho cujo nome seria João.
 
Desde a mais tenra infância os pais inculcaram em João a ideia de que ele cresceria e tornar-se-ia um líder espiritual e um mestre religioso. E o coração de João sempre foi sensível a essas sementes sugestivas.
 
O Nascimento
 
Jesus nasceu durante a vida de Herodes, o Grande, que os romanos haviam designado para governar a Judeia. Os calendários são contados a partir do ano em que se supõe ter nascido Jesus, mas as pessoas que fizeram essa contagem equivocaram-se com as datas: Herodes morreu no ano 4 a.C., de modo que Jesus nasceu 3 anos antes, a quando dos censos do povo Judeu, que ocorreu exactamente 1 ano após os censos dos outros povos também subjugados ao poder Romano. Estes censos ocorreram para facilitar aos Romanos a contagem do povo e a respectiva cobrança dos impostos. Os Judeus sempre se opuseram a qualquer tentativa de contagem; por essa razão, esta ocorreu um ano depois de ter sido efectuada nos povos vizinhos. Desde o séc. IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de Dezembro. Esta foi uma adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos. A data real ainda é incerta (ver mais adiante).
 
Maria foi a mãe de Jesus. Ela e o carpinteiro José, seu marido, moravam em Nazaré, uma cidade da província da Galileia, no norte da Palestina. O Evangelho de Lucas conta que o arcanjo Gabriel apareceu a Maria e anunciou que ela ia dar à luz o filho de Deus, o prometido Messias. Algum tempo antes de Jesus nascer, Maria e José foram a Belém, a fim de terem os seus nomes registados num recenseamento. Belém era uma pequena cidade do sul da Judeia. Maria e José encontraram abrigo num estábulo, e foi aí que Jesus nasceu. Maria fez de uma manjedoura o berço para ele.
 
Os Evangelhos falam de pastores que, perto de Belém, viram anjos no céu e os ouviram cantar: "Glória a Deus nas alturas e, na Terra, paz e boa vontade entre os homens (Lucas 2:14). Algumas traduções da Bíblia dizem:  paz na Terra aos homens de boa vontade
. Outra história diz que vieram sábios do Oriente para ver o Messias recém-nascido. Ao princípio perguntaram por ele na corte de Herodes. Mais tarde puderam localizá-lo, seguindo até Belém a luz de uma estrela. Trouxeram a Jesus oferendas de ouro, incenso e mirra.
 
Herodes pedira-lhes que voltassem para informá-lo quando tivessem encontrado o menino, mas eles não fizeram isso. Herodes tomou-se de fúria e, com medo desse novo rei dos judeus, mandou que fossem mortos todos os meninos de Belém que tivessem dois anos de idade ou menos. Um anjo apareceu a José, em sonho, e preveniu-o. José fugiu então para o Egipto, com Maria e o menino Jesus. Só retornaram a Nazaré depois da morte de Herodes.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 24 de Dezembro de 2006

Vasco da Gama

 
Vasco da Gama


 

 
Vasco da Gama (pintura)

 
 
 
Vasco da Gama. Estátua no Palácio Antoniadis, em Alexandria
 
Vasco da Gama
Estátua no Palácio Antoniadis, em Alexandria, cidade ao norte do Egipto,
situada a Oeste do delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo



  
 

 
Vasco da Gama
(Sines, Portugal, 1469 — Cochim, Índia, 24 de Dezembro de 1524, faleceu faz hoje 482 anos) foi um navegador português.
 
Filho do alcaide-mor de Sines, Estêvão da Gama, o rei D. Manuel I  (1495-1521) confiou-lhe o comando da frota que, em 8 de Julho de 1497, zarpou do Rio Tejo  à procura da Índia, com 150 homens entre marinheiros, soldados e religiosos, distribuídos por quatro pequenas embarcações:
  • São Gabriel, feita especialmente para esta viagem, comandada pelo próprio Vasco da Gama;
  • São Rafael, também feita especialmente para esta viagem, comandada por Paulo da Gama, irmão do capitão-mor;
  • Bérrio, rebaptizada como São Miguel, mas que continuou a ser conhecida pelo seu nome original, sob o comando de Nicolau Coelho; e
  • uma naveta (pequena nau) para transporte de mantimentos, sob o comando de Gonçalo Nunes, que foi queimada perto da baía de São Brás, na costa oriental africana.
Em 2 de Março de 1498, completando o contorno da costa africana, a armada aportou a Moçambique, depois de haver sofrido medonhos temporais e de Vasco da Gama ter sufocado, com mão de ferro, uma revolta da marinhagem.
 
O piloto que o sultão da Ilha de Moçambique lhe deu para o conduzir à Índia, foi secretamente incumbido de entregar os navios portugueses aos mouros em Mombaça. Um acaso fez descobrir a cilada e Vasco da Gama pôde continuar até Melinde, cujo rei lhe forneceu um piloto árabe, conhecedor do Oceano Índico.
 
Em 17 de Abril de 1498, avistou Calecute. Estava estabelecida a rota no Oceano Índico e descoberto o caminho marítimo para a Índia.
 
Vasco da Gama regressou a Lisboa no Verão de 1499, um mês depois dos seus companheiros, pois teve de enterrar o irmão mais velho (Paulo da Gama que adoecera e acabara por falecer na ilha Terceira, nos Açores.
 
D. Manuel recompensou este glorioso feito, nomeando o navegador Almirante-mor das Índias e dando-lhe uma renda de trezentos mil réis anuais que passaria para os filhos que tivesse. Recebeu, conjuntamente com os irmãos, o título de Dom e duas vilas, em Sines e Vila Nova de Milfontes.
 
Voltaria mais duas vezes à Índia, de que foi governador e segundo vice-rei para lutar contra os abusos existentes que punham em causa a presença portuguesa na região. Vasco da Gama começa a actuar rigidamente e consegue impor a ordem, mas vem a morrer em Dezembro desse mesmo ano em Cochim, sendo os seus restos mortais trazidos para Portugal, mais concretamente para a Igreja de um convento carmelita, conhecido actualmente como Quinta do Carmo (propriedade privada). A presença das ossadas na vila alentejana de Vidigueira, prende-se com o facto, de o Rei lhe ter atribuído o título de Conde de Vidigueira (a si e aos seus descendentes) em 1519. Aqui estiveram até 1880, data em que ocorreu a trasladação para o Mosteiro dos Jerónimos ficando ao lado do túmulo de Luís de Camões. Há quem defenda, porém, que os ossos de Vasco da Gama ainda se encontram naquela vila alentejana. Se é lenda ou não, não se sabe. Como testemunho da eventual trasladação das ossadas, em frente da estátua do navegador, temos a antiga Escola Primária Vasco da Gama, em Vidigueira, vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, (que serviu de moeda de troca para obterem permissão para efectuar a trasladação), onde se encontra instalado o Museu Municipal de Vidigueira.
 
Teve cinco filhos: Francisco, Estêvão, Paulo, Cristóvão e Pedro. Alguns acompanharam-no e vieram a desempenhar cargos importantes no Oriente.
 
Centro Virtual Camões - Navegações Portuguesas.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 23 de Dezembro de 2006

O Natal

 
Decoração de Natal


 
 
 

O Natal é a festividade que comemora o nascimento de Jesus Cristo. Segundo os crentes, o nascimento do Messias (ou Cristo) estava já previsto no Antigo Testamento. A data convencionada para a sua celebração foi o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.
 
É um acontecimento religioso e socialmente muito importante para as religiões cristãs, juntamente com a Páscoa. Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e as suas primeiras manifestações. É encarado universalmente como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.
 
Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua germânica, é Weihnachten e têm o significado "Noite Bendita".
 
Aspectos históricos
 
Ilustração: Digamos que pessoas em grande número vão a casa de certo cavalheiro, dizendo que estão ali para celebrar o aniversário natalício dele. Ele não é a favor de celebrações de aniversários natalícios. Não gosta de ver pessoas comer demais ou embriagarem-se, nem empenharem-se em conduta desregrada. Mas algumas dessas pessoas fazem todas essas coisas, e trazem presentes para todos os que se acham ali, menos para ele! E, ainda por cima, escolhem como data para tal celebração o aniversário natalício de um inimigo desse homem. Como se sentirá tal homem? Gostaria você de ser participante disso? É exactamente isso que se faz nas celebrações do Natal.
 
No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de Janeiro o seu nascimento, ocasião do seu baptismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No Século IV, as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
 
A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.c.. Na realidade, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar  as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do Solstício de Inverno.
 
Foi por isso que, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o Solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
 
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e um nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
 
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em Junho.
 
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa da sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colónias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.
 
Com a chegada do Natal, vários vídeos com esta temática entram em cena. Alguns abordando assuntos sérios e enaltecendo o espírito natalício e outros com um humor um tanto quanto duvidoso, que é o caso de "Um jinglebell para a morte".
 
O Ponto de Vista da Bíblia
 
A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de quisleu (que corresponde ao nosso Novembro/Dezembro) era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte era tebete (Dezembro/Janeiro). Era o mês em que ocorriam as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o clima naquela região:
 
O escritor bíblico Esdras mostra que quisleu era de facto um mês frio e chuvoso. Depois de dizer que uma multidão se havia reunido em Jerusalém “no nono mês [quisleu], no vigésimo dia do mês”, Esdras informa que o povo ‘tiritava por causa das chuvas’. Sobre as condições do tempo naquela época do ano, as próprias pessoas reunidas disseram: “É a época das chuvadas e não é possível ficar de pé do lado de fora.” (Esdras 10:9, 13; Jeremias 36:22). Não é de admirar que os pastores que viviam naquela parte do mundo não ficassem ao ar livre à noite com os seus rebanhos em Dezembro. Mas o escritor bíblico Lucas mostra que, na ocasião do nascimento de Jesus, havia pastores “vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos” perto de Belém (Lucas 2:8-12). Note que os pastores estavam vivendo ao ar livre, não apenas saindo para os campos durante o dia. Eles mantinham os seus rebanhos nos campos à noite.
 
Como a ideia da vida ao ar livre é oposta às condições climáticas do Inverno, a maioria dos estudiosos acredita que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, mas sim na Primavera ou no Verão.
 
Impacto social do Natal
 
Por causa do foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado ou que recentemente sofreram perdas possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isso aumenta o pedido de serviços de apoio psicológico durante esse período. Nessa quadra, muitos acidentes rodoviários devidos a motoristas alcoolizados, a excessos de velocidade e a manobras perigosas ceifam vidas desnecessariamente.
 
Nos países predominantemente cristãos, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. É altamente caracterizado pela troca de presentes entre família e amigos, e presentes que são trazidos pelo Pai Natal (ou Papai Noel) ou outros personagens. Tradições locais de Natal ainda são ricas e variadas, apesar da alta influência dos costumes natalícios de estado-unidenses e britânicos através da literatura, televisão, e outros modos.
 
 
Símbolos e tradições do Natal
 
Árvore de Natal
 
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceite atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Chegando lá, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.
 
Presépio
 
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o Presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.
 
O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. A sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos estendeu-se ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.
 
Decorações natalícias
 
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.
 
Amigo secreto ou oculto
 
No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste em cada pessoa seleccionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.
 
Anúncio do anjo e nascimento de Jesus
 
É um facto que a morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", se deu cerca de 2 anos após o nascimento de Jesus. Segundo a Bíblia, antes de morrer, mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo livrar-se de um possível novo "rei dos judeus"). Antes do nascimento de Jesus, sabe-se que Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem recensear-se, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de se registar com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.
 
"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno "era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial]." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador).
 
Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 a.C. a 6 a.C.), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 d.C.. O único recenseamento relacionado a Quirínio documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo. (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".
 
A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto. (Lucas 2:4-8) Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando os seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.
 
A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende." Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se aos Evangelhos Apócrifos, conjuntos de histórias mais ou menos fantasistas, que começaram a ser escritas desde o 2.º Século.
 
A Estrela de Belém
 
Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente a Jerusalém uns magos [ou sacerdotes astrólogos, em gr. magoi ] que perguntavam: Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus? Pois do Oriente vimos a sua estrela [em gr. astêr ] e viemos adorá-lo." (Mateus 2:1-2). A "sua estrela" não era uma estrela [em gr. astêr ] comum, visto que seguia um percurso invulgar de Oriente para Ocidente, sempre adiante dos magos. Seria um ponto luminoso que ao observador comum se pareceria uma "estrela", e permitiria ao Rei Herodes achar o futuro "Rei dos Judeus". Primeiramente, conduziu os magos até Jerusalém, e daí, à presença do Rei Herodes. Somente depois, a "estrela" os conduziu de Jerusalém até Belém, e uma vez chegados a Belém, "se deteve sobre o lugar onde estava o menino". Não é possível determinar em absoluto o que era essa "estrela".
 
Teorias sobre a estrela
 
Cometa, super-nova ou alinhamento de planetas?
 
A primeira explicação astronómica que se procurou dar para a "Estrela de Belém" foi que teria sido um cometa. Astrónomos do Século XVI propuseram o cometa Halley como a "Estrela de Belém". Essa imagem ainda é muito forte no imaginário popular, onde frequentemente a "Estrela de Belém" é representada como uma "estrela com cauda". Hoje sabemos que o Cometa Halley apareceu no ano 12 a.C.; muito cedo para estar associado ao nascimento de Jesus. E nenhum dos cometas conhecidos, segundo os dados hoje catalogados, passou na Judeia capaz de ser visto a olho nu, entre 7 a.C. e 1 d.C..
 
Astrónomos chineses, entretanto, registaram uma "nova estrela" na Constelação de Capricórnio, no ano 5 a.C. Essa "nova estrela" poderia ser um cometa ou uma estrela "explodindo", uma vez que os registos não nos dizem se essa nova estrela se movimentava em relação às estrelas de fundo. Ao fenómeno de "explosão de uma estrela" os astrónomos chamaram de "super-novas".
 
No ano 7 a.C., houve uma tripla conjunção planetária entre Júpiter e Saturno. Esses planetas aproximaram-se no céu (mas não o bastante para serem confundidos como um único objecto), na Constelação de Peixes, nos meses de Maio, Setembro e Dezembro. Aqueles que acreditam ser essa tripla conjunção a "Estrela de Belém", argumentam que os magos viram a 1.ª conjunção em Maio, e iniciaram a jornada. Durante a 2.ª conjunção, em Setembro, chegaram a Jerusalém e durante a 3.ª conjunção, em Dezembro, chegaram a Belém. Em Fevereiro de 6 a.C., houve uma grande aproximação (quase uma conjunção planetária) entre Júpiter, Saturno e Marte - também na Constelação de Peixes...
 
Conjunções Júpiter-Régulo e Júpiter-Vénus
 
Em Setembro de 3 a.C., Júpiter aproximou-se de Régulo (do lat. Régulus, que significa "pequeno Rei"), a estrela mais brilhante da Constelação de Leão. Essa constelação era considerada a constelação dos reis. Além disso, o "novo leão jubado" estava associado à Tribo de Judá. Em Outubro, houve uma nova conjunção entre Júpiter e Vénus, na Constelação de Leão.
 
No ano 2 a.C., em Fevereiro e Maio, aconteceram outras duas conjunções entre Júpiter e Régulo. Em Junho, houve uma conjunção planetária entre Júpiter e Vénus. Nesse mesmo ano, Júpiter realizou um "loop" no céu - um movimento retrógrado, onde inverteu a direcção do seu movimento em relação às estrelas de fundo - ficando então estacionário - no dia 25 de Dezembro.
 
Outras teorias
 
Outros teólogos encaram esta estrela como uma estrela teológica. Segundo eles, Mateus estaria a fazer interpretação de tradições e, por isso, não se refere a uma estrela literal, apenas no significado do nascimento de um personagem importante.
 
Visita dos magos
 
Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."
 
Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.
 
Outro factor muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.
 
Infância e adolescência de Jesus
 
Lucas faz um breve resumo da infância e adolescência de Jesus: "E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. ... E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens." (Lucas 2:40, 51-52) Toda a sua família frequentava a sinagoga de Nazaré. José ensina-lhe o ofício de carpinteiro. Aos 12 anos, Jesus acompanha pela primeira vez os seus pais ao Templo de Jerusalém para a celebração da Páscoa. Durante alguns dias, Jesus deixa-se ficar nos pátios do Templo, apenas escutando e questionando os sacerdotes. (Lucas 2:41-50)
Fonte: Wikipédia. 
 

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