Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

Moeda

 
Moedas de 1 Euro e 2 Euros
 
 
Reconstituição de antigo processo para cunhagem de moedas
Reconstituição de antigo processo para cunhagem de moedas

 
 

Ontem foi a NOTA....
Hoje é a MOEDA para ficarem com a carteira bem recheada...
Um post extenso, mas talvez valha a pena ler.
Mas, pensando já no futuro pós-industrial:
Extinção da moeda, que se reduzirá a meras informações armazenadas em discos magnéticos de computador. As operações serão realizadas via cartões de crédito, de débito, terminais bancários, computadores domésticos, transferência electrónica de fundos, etc. É o chamado "dinheiro electrónico".

  
 
Moeda
é o meio através do qual são efectuadas as transacções monetárias. É todo o activo que constitua forma imediata de solver débitos, com aceitabilidade geral e disponibilidade imediata, e que confere ao seu titular um direito de saque sobre o produto social.
 
É importante perceber as diferentes definições de “moeda”. O dinheiro constitui as notas (geralmente em papel) e moedas (peça metálica) admitidas em circulação; em geral, a moeda é emitida e controlada pelo governo do país, que é o único que pode fixar e controlar o seu valor. O dinheiro está associado a transacções de baixo valor; a moeda (no sentido aqui tratado), por sua vez, tem uma definição mais abrangente, já que engloba, mesmo no seu agregado mais líquido (M1), não só o dinheiro, mas também o valor depositado em contas correntes.
 
Agregados monetários
 
É difícil definir moeda. Por practicidade, os economistas chegaram a uma classificação dos diversos tipos de moeda e “quase moeda”, de acordo com a satisfação dos requisitos das suas principais funções (meio de troca, unidade de conta e reserva de valor) e com a sua liquidez. Alguns agregados mais comuns são:
  • M1 (“narrow definition of money”): moedas em circulação + cheques de viagem + depósitos à vista + outros depósitos. É o agregado mais líquido.
  • M2 (“broader definition of money”): M1+ aplicações de overnight + fundos mútuos do mercado monetário (excepto pessoas jurídicas) + contas de depósito no mercado monetário + depósitos de poupança + depósitos a prazo de menor valor.
  • M3: M2 + fundos mútuos do mercado monetário (pessoas jurídicas) + depósitos a prazo de grande valor + acordos de recompra + eurodólares.

Funções da moeda
 
A moeda tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (procura):
  • Meio de troca: A moeda é o instrumento intermediário de aceitação geral, para ser recebido em contrapartida da cessão de um bem e entregue na aquisição de outro bem (troca indirecta em vez de troca directa). Isto significa que a moeda serve para solver débitos e é um meio de pagamento geral.
  • Unidade de conta: Permite contabilizar ou exprimir numericamente os activos e os passivos, os haveres e as dívidas.
Esta função da moeda suscita a distinção entre preço absoluto e preço relativo. O preço absoluto é a quantidade de moeda necessária para se obter uma unidade de um bem, ou seja, é o valor expresso em moeda. O preço relativo exige que se considere dois preços absolutos, uma vez que é definido como um quociente. Assim, P1 e P2 designam os preços absolutos dos bens 1 e 2, respectivamente. P1/P2 é o preço relativo do bem 1 expresso em unidades do bem 2. Ou seja, é a quantidade de unidades do bem 2 a pagar por cada unidade do bem 1.
  • Reserva de valor: A moeda pode ser utilizada como uma acumulação de poder aquisitivo, a usar no futuro. Assim, tem subjacente o pressuposto de que um encaixe monetário pode ser utilizado no futuro, isto porque pode não haver sincronia entre os fluxos da despesa e das receitas, por motivos de precaução ou de natureza psicológica. A moeda não é o único activo a desempenhar esta função; o ouro, as acções, as obras de arte e mesmo os imóveis também são reservas de valor. A grande diferença entre a moeda e as outras reservas de valor está na sua mobilização imediata do poder de compra (maior liquidez), enquanto os outros activos têm de ser transformados em moeda antes de serem trocados por outro bem.
Sachs e Larrain (2000) observam ainda que em períodos de alta inflação a moeda deixa de ser utilizada como reserva de valor, mas que em outros casos, que apesar de ser um “activo dominado” (há activos tão seguros quanto a moeda mas que rendem juros), ela é preferida como reserva de valor por alguns grupos (especialmente aqueles que realizam actividades ilegais), pois mantém o anonimato do seu dono - ao contrário, por exemplo, dos depósitos a prazo, que podem ser facilmente rastreados.

A moeda como um "bem"
 
O mercado de moeda funciona de maneira muito similar aos demais mercados: um aumento na quantidade de moeda no mercado diminui o seu preço, ou seja, faz que com ela diminua o seu poder de compra.
 
Oferta de moeda
 
A oferta de moeda (em inglês, “money supply”) pode ser definida como o stock total de moeda na economia, geralmente o stock de M1. Se a relação (M1)/(PIB) for muito grande, os juros tendem a cair e os preços a subir, e se for muito pequena a tendência é oposta. Os bancos centrais controlam a oferta de moeda principalmente através da alteração da taxa de reservas bancárias (uma taxa maior de reservas bancárias reduz a oferta de moeda) e da compra e venda de títulos, mas também através do controle da quantidade de papel moeda emitido.
 
Procura por moeda
 
A definição de procura por moeda é similar à definição de procura por qualquer outro bem. Ela pode ser definida como a quantidade de riqueza que os agentes decidem manter na forma de moeda. A maioria dos livros-texto refere-se à procura por moeda como uma procura por encaixes reais. Isso quer dizer que os indivíduos retêm moeda por aquilo que irão comprar em bens e serviços, isto é, os agentes económicos estão interessados no poder aquisitivo dos encaixes monetários que possuem.
 
Também é praticamente consenso entre os economistas que a procura por moeda é determinada basicamente pela taxa de juros (quanto maior a taxa, menor o incentivo para reter moeda), pelo nível de preços (que afectaria somente a procura nominal por moeda ), pelo custo real das transacções (se fosse possível transformar, imediatamente e sem custos, os fundos em dinheiro, não seria preciso manter dinheiro, já que seria possível realizar transacções com a transformação do activo rentável em moeda ocorrendo somente no exacto momento em que ela se mostrasse necessária, o que permitiria que o activo ficasse mais tempo rendendo), e pela renda. É importante observar que procura por moeda não é igual à procura por dinheiro. A procura por moeda M1 pode aumentar e a procura por dinheiro diminuir, se as transacções forem efectuadas directamente entre contas bancárias, sem necessidade de o usuário sacar papel moeda.
 
Histórico
 
As moedas foram uma tentativa bem sucedida de organizar a comercialização de produtos, e substituir a simples troca de mercadorias. Há divergências sobre qual povo foi o primeiro a utilizar a técnica da cunhagem de moedas, pois de acordo com alguns, a China utilizava moedas cunhadas antes do século VII a.C., época que é creditado ao povo lídio esta realização (Lídia é o nome de uma antiga região da Anatólia ocidental). Durante muitos anos, a moeda possuía um valor real, dependia do metal de que era feita. Hoje, a maioria dos países do mundo usam moedas de valor nominal, pois o seu valor não corresponde ao metal de que é produzida.
 
Importância
 
A moeda é a unidade representativa de valor, aceite como instrumento de troca. É hoje parte integrante da sociedade, controla, interage e participa dela, independentemente da cultura. O desenvolvimento e a ampliação das bases comerciais fizeram do dinheiro uma necessidade. Sejam quais forem os meios de troca, sempre se tenta basear num valor qualquer para avaliar outro. Em épocas de escassez de meio circulante, a sociedade procura formas de contornar o problema (dinheiro de emergência), o importante é não perder o poder de troca e compra. Podem substituir o dinheiro governamental: letras, passes, recibos, cheques, vales, notas comerciais, entre outros, o chamado "dinheiro de emergência".
 
Por que usar moeda?
 
Nos tempos mais remotos, com a fixação do homem à terra, estes passaram a permutar o excedente que produziam. Surgia a primeira manifestação de comércio: a permuta, que consistia na troca directa de mercadorias como o gado, sal, grãos, pele de animais, cerâmicas, cacau, café, conchas, e outras. Esse sistema de troca directa, que durou por vários séculos, deu origem ao surgimento de vocábulos como "salário", o pagamento feito através de certa quantidade de sal; "pecúnia", do latim "pecus", que significa rebanho (gado) ou "peculium", relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, tal como conhecemos hoje, eram peças representando valores, geralmente em metal, e surgiram na Lídia (actual Turquia), no século VII a.C.. As características que se desejava ressaltar eram transportadas para as peças, através da pancada de um objecto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, onde os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou pelas suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na actualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades. A necessidade de guardar as moedas em segurança deu surgimento aos Bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas ao seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro dos seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos (então conhecidos como "goldsmiths notes") passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento pelos seus possuidores, por serem mais seguros de levar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras notas de "papel moeda", ou notas de Banco, ao mesmo tempo que a guarda dos valores em espécie dava origem às instituições bancárias. Os primeiros Bancos reconhecidos oficialmente surgiram na Inglaterra, e a palavra "bank" veio da italiana "banco", peça de madeira que os comerciantes de valores oriundos da Itália e estabelecidos em Londres usavam para operar os seus negócios no mercado público londrino.
 
 
Portugal
 
O Escudo português, cujo símbolo é o cifrão ($), foi a última moeda de Portugal antes do Euro. O escudo deu origem a outras variações de Escudo nas dependências africanas.
 
O código do escudo segundo a norma ISO 4217 é "PTE".
 
A designação provém da própria figuração nelas representada: um escudo. O escudo português foi substituído pelo euro no início de 2002. A taxa de conversão entre escudo e euro foi estabelecida em 1998-12-31, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos.
 
História do Escudo português
 
No reinado de D. Duarte apareceu o meio-escudo de ouro, do qual nem o desenho se conhece. No reinado de D. João V cunharam-se também as dobras, múltiplos do escudo. Também nos reinados de D. José I, D. Maria I e D. João VI se cunharam escudos.
 
O decreto de 22-5-1911 reformou profundamente, sob o ponto de vista técnico, o sistema monetário que vigorava em Portugal, alterando a denominação de todas as moedas, o material, o peso, e as dimensões das moedas de bronze e substituiu, pelo escudo de ouro, o real. Dividido em 100 partes iguais, denominadas centavos, o escudo correspondia, quer no valor, quer no peso de ouro fino, à moeda de 1000 réis. Como múltiplos, criaram-se moedas de ouro, que nunca se cunharam, de 2, 5 e 10 escudos e, como submúltiplos, moedas do valor legal de 10, 20 e 50 centavos e moedas subsidiárias de bronze-níquel de valor legal de 4, 2, 1 e 0,5 centavos, as quais, com excepção desta última, vieram todas a ser cunhadas.
 
Depois de 1914, por virtude da crise provocada pela Primeira Guerra Mundial, o escudo-papel  (nota) experimentou uma descida vertiginosa de valor, atingindo a sua menor correspondência em ouro, em Julho de 1924. Desde o segundo semestre de 1926 até Abril de 1928, o escudo sofre nova desvalorização, em consequência de dois aumentos de circulação, do agravamento da dívida flutuante interna e externa e do quase esgotamento das reservas de ouro que o Tesouro Nacional possuía em Londres.
 
Pelo decreto nº 19.869, de 9-6-1931, lançaram-se as bases dum novo sistema monetário, para manter a estabilização do valor desta moeda, continuando a ser o escudo de ouro a unidade monetária, mas com um peso inferior, servindo apenas como moeda-padrão.
 
 
Brasil
 

Dom Sebastião, rei de Portugal, determinou a circulação de moedas portuguesas no Brasil em 1568. Porém, a partir dessa época, as moedas eram o açúcar, o pau-brasil e o ouro, que formaram os ciclos económicos no Brasil.
 
As primeiras moedas cunhadas no Brasil entraram em circulação nos anos de 1645, 1646 e 1654. Essas moedas foram colocadas em circulação pelos holandeses (neerlandeses), que controlavam Pernambuco e fizeram as moedas para pagamento aos seus soldados.
 
Em 1694 cria-se a primeira Casa da Moeda na Baia, que previa a cunhagem da grande diversidade de moedas que circulavam na América Portuguesa desde o fim da União Ibérica em 1640.
 
Entre 1695 e 1698 foram criadas as primeiras moedas para uso exclusivo na colónia. Durante e após esse período, existiram Casas da Moeda em Pernambuco, na Baia e no Rio de Janeiro.
 
Na Casa da Moeda no Rio de Janeiro foram cunhadas em 1703 as primeiras moedas para uso no Reino Unido, portanto válidas também em Portugal.
 
Actualmente, a Casa da Moeda do Brasil produz em média 2,4 biliões de notas e 1,5 biliões de moedas por ano. A primeira sede da instituição foi construída na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro. Actualmente, a fábrica da Casa da Moeda fica no bairro de Santa Cruz, também no Rio.
 
 
Histórico das Moedas no Brasil
  • Real (plural: Réis) - de 1500 a 7.out.1833
    • Mil Réis - de 7.out.1833 a 1.nov.1942
    • Conto de Réis (equivalente a um milhão de réis)
  • Cruzeiro - de 1.nov.1942 a 13.fev.1967
  • Cruzeiro Novo - de 13.fev.1967 a 15.mai.1970
  • Cruzeiro - de 15.mai.1970 a 28.fev.1986
  • Cruzado - de 28.fev.1986 a 15.jan.1989
  • Cruzado novo - de 15.jan.1989 a 15.mar.1990
  • Cruzeiro - de 15.mar.1990 a 1.ago.1993
  • Cruzeiro Real - de 1.ago.1993 a 1.jul.1994
  • Real (plural: Reais) - de 1.jul.1994 até actualmente
Moedas dos países
Afeganistão - Afegani
África do Sul - Rand
Albânia - Lek novo
Alemanha - Euro
Andorra - Euro
Angola - Kwanza reajustável
Antígua e Barbuda - Dólar do Caribe Oriental
Arábia Saudita - Riyal
Argélia - Dinar argelino
Argentina - Peso argentino
Arménia - Dram
Aruba - Florim de Aruba
Austrália - Dólar australiano
Áustria - Euro
Azerbeijão - Manat
Bahamas - Dólar das Bahamas
Bahrein - Dinar do Bahrein
Bangladesh - Taka
Barbados - Dólar de Barbados
Belarus - Rublo bielo-russo
Bélgica - Euro
Belize - Dólar de Belize
Bermudas - Dólar das Bermudas
Benin - Franco CFA
Bolívia - Boliviano
Bósnia-Herzegovina - Marco conversível
Botsuana - Pula
Brasil - Real
Brunei - Dólar de Brunei
Bulgária - Lev novo
Burkina Fasso - Franco CFA
Burundi - Franco do Burundi
Butão - Ngultrum
Cabo Verde - Escudo de Cabo Verde
Camarões - Franco CFA
Camboja - Riel
Canadá - Dólar Canadense
Catar - Rial do Catar
Chade - Franco CFA
Chile - Peso chileno
China - Iuan Renmimbi
Chipre - Libra cipriota
Singapura - Dólar de Singapura
Colômbia - Peso colombiano
Comores - Franco comorense
Congo - Franco CFA
Coreia do Norte - Won norte-coreano
Coreia do Sul - Won sul-coreano
Costa do Marfim - Franco CFA
Costa Rica - Colón costa-riquenho
Croácia - Kuna
Cuba - Peso cubano, Peso Conversível
Dinamarca - Coroa dinamarquesa
Djibouti - Franco do Djibouti
Egipto - Libra egípcia
El Salvador - Dólar americano, Colón salvadorenho
Equador - Dólar americano
Eritreia - Nakfa
Eslováquia - Coroa eslovaca
Eslovénia - Euro (até 31 de Dezembro de 2006, era o Tolar)
Espanha - Euro
Estados Unidos da América - Dólar americano
Etiópia - Birr
Fiji - Dólar de Fiji
Finlândia - Euro
França - Euro
Gabão - Franco CFA
Gambia - Dalasi
Gana - Cedi novo
Grécia - Euro
Guatemala - Quetzal
Guiana - Dólar guianense
Guiné Equatorial - Franco CFA
Guiné-Bissau - Franco CFA
Haiti - Gourde
Hungria - Florim húngaro
Índia - Rupia
Irã / Irão - Riel
Iraque - Dinar iraquiano
Irlanda / Eire - Euro
Islândia - Nova coroa islandesa
Israel - Novo sheqel israelense
Itália - Euro
Jamaica - Dólar jamaicano
Kazaquistão - Tenge
Letónia - Lats
Libéria - Dólar liberiano
Líbia - Dinar líbio
Liechtenstein - Franco suíço
Lituânia - Litas
Luxemburgo - Euro
Macedónia - Novo denar macedónio
Madagáscar - Franco malgaxe
Malawi - Cuacha malawiana
Mali - Franco CFA
Malta - Lira maltesa
Marrocos - Dirrã marroquino
Mauritânia - Uguia
México - Peso mexicano
Micronésia - Dólar americano
Moçambique - Metical
Moldávia - Leu
Mónaco - Euro
Montenegro - Euro
Namíbia - Dólar namibiano
Nepal - Rupia Nepalesa
Nicarágua - Córdoba Ouro
Níger - Franco CFA
Nigéria - Naira
Noruega - Coroa norueguesa
Nova Zelândia - Dólar da Nova Zelândia
Países Baixos - Euro
Panamá - Balboa
Paraguai - Guarani
Peru - Sol novo
Polónia - Zloty
Portugal - Euro
Quénia - Xelim queniano
Reino Unido - Libra esterlina
República Centro-Africana - Franco CFA
República Democrática do Congo - Franco Congolês
República Dominicana - Peso dominicano
Roménia - Leu romeno
Ruanda - Franco do Ruanda
Rússia - Rublo
Samoa - Tala
San Marino - Euro
São Tomé e Príncipe - Dobra
Senegal - Franco CFA
Serra Leoa - Leone
Sérvia - Dinar
Somália - Xelim somaliano
Sri Lanka - Rupia do Sri Lanka
Suazilândia - Lilangeni
Sudão - Libra sudanesa / Dinar sudanês
Suécia - Coroa sueca
Suíça - Franco suíço
Suriname - Dólar do Suriname
Tailândia - Baht
Tanzânia - Xelim tanzaniano
Togo - Franco CFA
Tonga - Pa'anga
Trinidad & Tobago - Dólar de Trinidad e Tobago
Tunísia - Dinar tunisino
Ucrânia - Hryvna
Uganda - Novo xelim do Uganda
Uruguai - Peso uruguaio
Vanuatu - Vatu
Venezuela - Bolívar
Vaticano - Euro
Vietname - Dong
Zâmbia - Cuacha zambiana
Zimbabué - Dólar zimbabueano
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

Papel-moeda

 
As famosas notas de 500 escudos, efígie Vasco da Gama, falsificadas por Alves dos Reis
As famosas notas de 500 escudos, efígie Vasco da Gama,
falsificadas por Alves dos Reis
 
 
 
Notas e moedas em circulação na União Europeia
Notas e moedas em circulação na União Europeia
 
 
 

A ideia do papel-moeda nasceu no dia em que uma pessoa, necessitando de moedas correntes, entregou a outra um vale para troca de mercadorias ou metais (ouro, prata, ferro ou cobre), depois dado em pagamento a um terceiro, com direito de recebê-lo do emitente. Com função semelhante, circularam na Idade Média recibos de depósitos de ouro em pó, que circulava como moeda-corrente, pois era facilmente divisível, mas difícil de ter a sua pureza garantida. A esses comprovantes chamava-se recibos de ourives, pois eram neles que certos comerciantes confiavam, graças à sua idoneidade e cuja assinatura garantia os valores apresentados.
 
Os Bilhetes de Banco - Os comerciantes, preocupados com o cerceamento do ouro das moedas, eram obrigados a pesar as peças e a verificar o teor de metal fino, em operações bastante demoradas. Para evitá-las, eles passaram a guardar o dinheiro em Bancos de Depósitos que surgiram na Itália e alguns outros países do séc. XII ao XV. Eles recebiam um certificado de depósito do qual constava a promessa de devolução ao portador da quantia entregue. Esse bilhete, conversível à vista, deu início ao que conhecemos hoje como moeda de papel ou representativa, que contava, assim, com um lastro de metal nobre. No Séc. XIII, o famoso navegador veneziano Marco Polo levou a cabo a sua aventura pela China. Os seus registos contém as primeiras descrições ocidentais com relação ao papel-moeda numa forma monetária incompreensível para os europeus daqueles tempos, devido à falta de um valor intrínseco e real: o lastro (depósito em ouro que serve de garantia ao papel-moeda). Essa forma de papel-moeda desenvolveu-se por si própria, inicialmente como dinheiro de emergência e logo após como forma legal. Na Suécia, em 1661, devido à falta e à incredulidade das moedas de baixo valor em cobre e a escassez de prata até então correntes, foram emitidas as primeiras notas sem lastro na Europa pelo Stockholms Banco.
 
A ideia de papel-moeda lastreado por um metal nobre manteve-se firme até à Segunda Guerra Mundial, época na qual vários países tiveram as suas economias completamente modificadas. As recentes teorias e observações económicas e mercadológicas deram novo formato e função ao papel-moeda, transformando-o numa representação da saúde económica de um país.
 
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Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Doença de Crohn

 
A Doença de Crohn é uma doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal). Muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Actualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.
 
A Doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias intestinais. A outra é a colite ulcerosa, que difere em vários detalhes. Muitos acreditam que a Doença de Crohn e a colite ulcerosa são duas manifestações extremas de um mesma patologia intestinal subjacente.
 
Epidemiologia
 
A doença atinge particularmente jovens (mais mulheres que homens) com idades entre 10 e 30 anos em países industrializados. A incidência é de 1 caso em 1000 pessoas.
 
Etiologia
 
A etiologia é ainda oficialmente desconhecida. No entanto supõe-se que seja resultado de hiperactividade intestinal do sistema imunitário digestivo por acção de factores ambientais com tendência genética.
 
Julga-se que esse factor ambiental será provavelmente um vírus ou bactéria que desencadeia uma reacção inflamatória descontrolada e inapropriada nas paredes do intestino, que se torna depois independente do agente inicial. A doença cursa com formação de granulomas, uma forma de defesa especifica do sistema imunitário contra algumas bactérias intracelulares ou fungos. Uma teoria que tem sido suportada em alguns estudos ultimamente é a de que o agente desencadeador seja o Mycobacterium avium-complexo. Contudo é importante frisar que apesar de possivelmente desencadeada por um agente infeccioso, a doença é devida a uma desregulação das defesas do próprio indivíduo devido a factores genéticos (alguns genes do MHC) e não será causada pelo micróbio. Em indivíduos sem essa susceptibilidade, esse microorganismo nunca causa a doença.
 
Recentemente (ainda não publicado, há apenas resumo publicado on-line na revista Science em Outubro de 2006), uma equipe de médicos do Canadá e E.U.A. descreveu que mutações no gene IL23R, do cromossoma 1p31 (que codifica uma subunidade do receptor para a interleucina 23) estariam associadas a risco aumentado ou reduzido de desenvolver uma doença inflamatória intestinal. O achado suporta a hipótese de que a DII teria uma base genética para a sua etiologia e indica novas linhas de pesquisa em busca de tratamentos mais eficazes.
 
Sintomas
 
A doença afecta qualquer porção do tracto gastrointestinal, mas é mais comum no íleo terminal (última porção do intestino delgado) e cólon. Aí ocorre formação de granulomas e inflamação em sectores distintos, intercalados de forma bem delimitada por outros completamente saudáveis (ao contrário das lesões difusas na colite ulcerosa-CI).
 
A doença progride com alguns períodos sintomáticos interrompidos por outros sem sintomas. Pode progredir continuamente com deterioração das lesões, ou ser não progressiva, com regeneração das regiões atingidas entre as crises. Metade dos doentes apresenta lesões em ambos ileo e cólon, enquanto 25% apresentam-nas limitadas ao cólon.
 
Os sintomas mais comuns são diarreia e dor abdominal, geralmente à volta do umbigo na região mais baixa à direita (muitas vezes confundida com a apendicite), acompanhada de náuseas e vómitos acompanhados de febre moderada, sensação de distensão abdominal piorada com as refeições, perda de apetite e peso (podem provocar atraso de desenvolvimento e problemas de crescimento em adolescentes), mal-estar geral e cansaço. Nas fezes pode haver eliminação de sangue, muco ou pus.
 
Em alguns casos pode haver aftas, artralgias, eritema nodoso, inflamação nos olhos (conjuntivite secundária), problemas nos vasos sanguíneos (tromboses ou embolias) e deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.
 
As complicações são possíveis com a repetição das crises: artralgias ou artrite, em alguns casos, abcessos e fístulas (comunicações anormais que facilitam infecções), obstruções intestinais (devido à inflamação ou aderências de partes inflamadas dos intestinos e à fibrosação durante as cicatrizações), cálculos vesiculares (devido a má reabsorção intestinal dos sais biliares). São ainda comuns as fissuras e abcessos anais.
 
Menos frequentemente, pode ocorrer sangramento, perfuração intestinal com peritonite. O cancro do cólon é raro ao contrário do que ocorre na colite ulcerosa.
 
Diagnóstico
 
Radiografias contrastadas do intestino delgado (trânsito intestinal) podem ajudar a apurar o diagnóstico com achados de úlceras, fístulas e obstruções intestinais. O intestino grosso costuma ser examinado por clister baritado ou por colonoscopia.
 
Dois exames de sangue, ASCA e p-ANCA, podem ser usados no diagnóstico da doença, mas não são confirmatórios e são limitados devido ao seu custo elevado. Análises ao sangue permitem ainda verificar se há anemia (que pode indicar sangramento no intestino), e se há uma alta taxa de glóbulos brancos (sinal de infecções algures no corpo). A
TAC é também útil, assim como as biópsias.
 
A distinção com a colite ulcerosa e a eliminação de possíveis diagnósticos alternativos como gastroenterites bacterianas ou parasitárias são importantes na escolha de tratamentos.
 
Tratamento e dieta
 
O tratamento depende da localização, severidade da doença, complicações e resposta aos tratamentos anteriores. Pretende-se reduzir a inflamação, corrigir deficiências nutricionais e aliviar os sintomas. O tratamento pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação das três. Os fármacos mais usados são imunodepressores como aminosalicilatos, corticosteróides. A cirurgia com excisão das regiões mais afectadas melhora o prognóstico dos casos mais graves.
 
Não é possível predizer quando ocorrem os sintomas e regressões; um doente necessita de consultas regulares e vigilância médica.
 
Algumas pessoas sofrem de intolerância alimentar, muitas vezes à lactose, comida picante, chocolate, álcool, café, leguminosas e especiarias; assim, o regime alimentar deve ser individualizado. Através de Dietoterapia, pretende-se manter ou aumentar o peso através dos hidratos de carbono de absorção lenta, mas também de gorduras numa quantidade bem tolerada.
 
Os fármacos do grupo dos aminosalicilatos são usados com algum sucesso no seu controlo, mas menos que com a colite ulcerosa.
 
Prognóstico
 
A maioria dos casos é moderado e controlado pela medicação e a vida normal é possível. A taxa de mortalidade é de 15% em 30 anos com a doença. No entanto pode ser muito debilitante para alguns outros, sem provocar a morte.
 
História
 
A primeira descrição cientifica da doença ocorreu em 1913, pelo escocês Dazliel; no entanto só foi largamente reconhecida quando Burrill Crohn e dois colegas descreveram vários casos em 1932.
Fonte: Wikipédia. 
 

  
 
Nota:
Este post não pretende afligir ninguém nem alterar indicações de médicos assistentes. Foi simplesmente para dar a conhecer um pouco desta doença, a partir de elementos disponíveis na Internet. Por isso desejo a quem ler este artigo que seja portador da Doença de Crohn, ou tenha amigos ou familiares com a mesma, os meus sinceros votos de muitas melhoras e de esperança para uma melhor qualidade de vida.
 
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Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Anders Celsius

 
Anders Celsius
 
 
 

Anders Celsius (27 de Novembro de 1701, faz hoje 305 anos, - 25 de Abril de 1744) foi um astrónomo sueco.
 
Celsius nasceu em Ovanåker, na Suécia. Foi professor de Astronomia na Universidade Uppsala de 1730 a 1744, mas viajou de 1732 a 1735, visitando principalmente observatórios na Alemanha, Itália e França.
 
Em 1733 publicou em Nuremberga (Nürnberg) uma colecção de 316 observações da Aurora Boreal feitas por ele próprio e outros durante os anos 1716-1732.
 
Em Paris, defendeu a medida do arco de meridiano na Lapónia, e em 1736 fez parte da expedição organizada com este intuito pela Academia Francesa de Ciências e dirigida por Pierre Louis Moreau de Maupertuis.
 
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronómico de Uppsala em 1741, mas é mais conhecido pela escala de temperatura Celsius, proposta pela primeira vez num documento endereçado à Academia Real de Ciências da Suécia em 1742.
 
Morreu de tuberculose em Uppsala (uma cidade e município da Suécia, situada a cerca de 70 km a norte de Estocolmo e a quarta maior cidade na Suécia).
 
 
A escala Celsius
 
Celsius
(°C) designa a unidade de temperatura, assim denominada em homenagem ao astrónomo sueco Anders Celsius, que foi o primeiro a propô-la em 1742. A escala de temperatura Celsius foi concebida de forma a que o ponto de congelação (congelamento) da água corresponde a 0 grau, e o ponto de evaporação corresponde a 100 graus observados a uma pressão atmosférica padrão.
 
Como existem cem graduações entre esses dois pontos de referência, o termo original para este sistema foi centígrado (100 partes) ou centésimos. Em 1948, o nome do sistema foi oficialmente modificado para Celsius durante a 9° Conferência Geral de Pesos e Medidas (CR 64), tanto em reconhecimento a Celsius como para eliminar a confusão causada pelo conflito de uso do prefixos centi do SI (Sistema Internacional de Unidades) . Portanto, não é conveniente dizer "graus centígrados" mas sim "graus Celsius".
 
Enquanto que os valores de congelação e evaporação da água são aproximadamente correctos, a definição original não é apropriada como um padrão formal: ela depende da definição de pressão atmosférica padrão, que por sua vez depende da própria definição de temperatura. A definição oficial actual de Celsius define 0.01 °C como o ponto triplo da água, e 1 grau como sendo 1/273.16 da diferença de temperatura entre o ponto triplo da água e o zero absoluto. Esta definição garante que 1 grau Celsius representa a mesma diferença de temperatura que 1 Kelvin.
 
Anders Celsius propôs inicialmente que o ponto de congelação fosse 100 graus, e o ponto de evaporação 0 grau. Isso foi invertido em 1747, sob instigação de Linnaeus, ou talvez de Daniel Ekström, o construtor da maior parte dos termómetros usados por Celsius.
 
A escala Fahrenheit
 
Devido às baixas temperaturas verificadas nos países do norte da Europa, Gabriel Fahrenheit havia desenvolvido uma escala prévia para conseguir medir as baixíssimas temperaturas destas regiões.
 
Conversão
 
0 método de conversão para Fahrenheit consiste em multiplicar o valor em Celsius por 1,8 e somar 32 ao resultado. De maneira similar, para converter Fahrenheit para Celsius subtrai-se 32 e divide-se o resultado por 1,8.
 
Actualidade
 
A escala Celsius é usada quotidianamente em quase todo o mundo, apesar de ter sido chamada de centígrada até o final dos anos 1980 e início dos 1990, principalmente em previsões do tempo em redes de rádio e televisão europeias como a BBC, a ITV, e RTÉ.
 
Nos EUA e na Europa do norte, Fahrenheit é a escala preferida para medidas de temperatura no dia a dia. Deve ser notado, no entanto, que mesmo estes países usam Celsius ou Kelvin em aplicações científicas.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 26 de Novembro de 2006

O Mapa Cor-de-Rosa

 
O Mapa Cor-de-Rosa

 
 
 

O chamado Mapa cor-de-rosa seria o documento representativo da pretensão de Portugal de soberania sobre os territórios sitos entre Angola e Moçambique, nos quais hoje se situam a Zâmbia, o Zimbabué e o Malawi.
 
A disputa com a Grã-Bretanha sobre estes territórios levou ao ultimato britânico de 1890, a que Portugal cedeu, causando sérios danos à imagem do governo monárquico português.
 
Enquadramento histórico
 
Face ao crescente interesse das potências europeias pela África, ao final do século XIX, tornou-se claro que Portugal deveria também definir uma nova política africana já que a crescente presença inglesa, francesa e alemã naquele continente ameaçava a tradicional hegemonia portuguesa nas zonas costeiras de Angola e Moçambique.
 
Com base no chamado direito histórico, alicerçado na primazia da ocupação europeia, Portugal reclamava vastas áreas do continente africano, embora, de facto, apenas dominasse feitorias costeiras com um pequeníssimo hinterland. Contudo, a partir da década de 1870 ficou claro que apenas o direito histórico não seria suficiente e que a presença portuguesa dependia do alargamento para o interior das possessões reclamadas. Para tal começaram a ser organizados planos destinados a promover a exploração do interior da África. Em 1877 foi lançado, por João de Andrade Corvo, um conjunto de iniciativas de exploração destinadas a conhecer a zona que separava as colónias de Angola e Moçambique, que levaram às famosas expedições de Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto, integradas numa nova, e então pouco aceite, estratégia portuguesa para o continente africano que privilegiava a ocupação efectiva através da exploração e colonização em detrimento dos simples direitos históricos.
 
A génese do mapa cor-de-rosa
 
Predominando em Portugal a visão colonial que assentava ainda nos direitos históricos, o governo português começou por reclamar áreas cada vez maiores do continente africano, entrando em colisão com as restantes potências europeias, o que levou a um agudizar de tensões, enquanto eram desenvolvidos esforços para uma ocupação efectiva do território.
 
Nesse contexto, a Sociedade de Geografia de Lisboa, defendendo a necessidade de formar uma barreira às intenções expansionistas britânicas que pretendiam a soberania sobre um território que, do Sudão, se prolongasse até ao Cabo da Boa Esperança pelo interior da África, organizou uma subscrição permanente para manter estações civilizadoras na zona de influência portuguesa do interior do continente, definida num mapa como uma ampla faixa da costa à contra-costa, ligando Angola a Moçambique. Nascia assim, ainda sem sanção oficial, o chamado "Mapa Cor-de-Rosa".
 
Em 1884 a aceitação unilateral pela Grã-Bretanha das reivindicações portuguesas ao controlo da foz do rio Congo levou ao agudizar dos conflitos com as potências europeias rivais. Convocada uma conferência internacional, a Conferência de Berlim (1884–1885), para dirimir os múltiplos conflitos existentes e fixar as zonas de influência de cada potência em África, assistiu-se a um entendimento entre a França e Alemanha, face a uma atitude conciliatória da Grã-Bretanha, que abandonou totalmente o seu anterior entendimento com Portugal. O resultado foi a partilha do continente entre as potências europeias e o estabelecimento de novas regras para a corrida à África.
 
Portugal foi o grande derrotado da Conferência de Berlim pois, para além de assistir à recusa do direito histórico como critério de ocupação de território, foi ainda obrigado a aceitar o princípio da livre navegação dos rios internacionais (aplicando-se ao Congo, ao Zambeze e ao Rovuma em território tradicionalmente português), e perdeu o controlo da foz do Congo, ficando só com o pequeno enclave de Cabinda.
 
Após o choque da Conferência de Berlim, em Portugal percebeu-se a urgência de delimitar as possessões em África. Logo em 1885, começaram negociações com a França e a Alemanha para delimitar as fronteiras dos territórios portugueses.
 
O tratado com a França foi assinado em 1886. Nele foi incluído, como anexo, a primeira versão oficial do "mapa cor-de-rosa", apesar da França não ter interesses naquele território. No tratado com a Alemanha, concluído em 1887, o mapa "mapa cor-de-rosa" foi novamente apenso, sendo apresentado às Cortes como a versão oficial das pretensões territoriais portuguesas. Contudo, no tratado assinado, a Alemanha apenas garantiu que não tinha pretensões directas na zona.
 
Informada desta pretensão portuguesa, a Grã-Bretanha reagiu de imediato informando a Portugal ser nulo o pretenso reconhecimento francês e alemão do "mapa cor-de-rosa", pois aquelas potências nunca tiveram interesses na zona.
 
O governo português, que necessitava do acordo britânico (a Grã-Bretanha era a super-potência do tempo) para a delimitação de fronteiras, resolveu atrasar a negociação, fazendo saber que as suas pretensões eram efectivamente as do "mapa cor-de-rosa", que entretanto se tinha transformado num documento com ampla divulgação pública e objecto de arraigadas paixões patrióticas (a designação de "mapa cor-de-rosa" nasceu nesta altura dado o mapa enviado ao parlamento apresentar os territórios em disputa aguados com esta cor).
 
Barros Gomes, o responsável pela política colonial da época, aparentemente apostou no atraso inglês no controlo efectivo das áreas disputadas e organizou expedições portuguesas que percorreram as zonas em disputa e assinaram dezenas de tratados de vassalagem com os povos autóctones. O plano era secreto mas a espionagem britânica estava a par dele desde o primeiro momento, graças a um informador que tinha no próprio gabinete de Barros Gomes.
 
Após o desfecho do ultimato britânico de 1890 foi afirmado que o governo português em 1888 não assumia por completo as pretensões do "mapa cor-de-rosa", tendo-o utilizado apenas como base para negociações com Londres. Estaria então disposto a ceder à Grã-Bretanha o norte do Transval (o país dos Matabeles), retendo apenas o sul do lago Niassa e o planalto de Manica, por temer que a cedência daqueles territórios, para além de impedir a ligação costa a costa, conduzisse à livre navegação no rio Zambeze, podendo retalhar Moçambique.
 
Procurando o apoio do Transval e da Alemanha, o governo português procurou convencer o chanceler Bismarck que era do interesse bóer (bóeres ou boeres, também denominados africânderes, africâneres ou ainda afrikaans, são descendentes de colonos calvinistas da Holanda e também da Alemanha e França) e alemão entregar a zona central de África a um terceiro poder de modo criar uma comunidade de interesses que obrigasse a Inglaterra a cedências.
 
Prosseguindo uma política de aproximação aos interesses bóer, o governo português retirou à Inglaterra o controlo do caminho-de-ferro de Lourenço Marques expropriando em meados de 1889 a companhia inglesa que o controlava. O Transval, em contrapartida, assinou pouco depois um acordo de tarifas aduaneiras e acedeu na fixação do traçado definitivo da fronteira com Moçambique.
 
Considerando injusta e injustificável  a expropriação do caminho-de-ferro, a Grã-Bretanha reclamou de imediato, com o apoio dos Estados Unidos da América, pedindo uma arbitragem internacional, que Portugal recusou. Iniciou-se uma grande campanha de imprensa contra Portugal, que criou as condições políticas para a ruptura.
 
O resultado foi o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1890 sendo exigido a Portugal a retirada de toda a zona disputada sob pena de serem cortadas as relações diplomáticas. Isolado, Portugal protestou mas seguiu-se a inevitável cedência e recuo. E assim acabou o "mapa cor-de-rosa", mas não sem que antes tivesse deixado um legado de humilhação nacional e frustração (bem patente no Finis Patriae de Guerra Junqueiro) que haveria de marcar Portugal durante muitas décadas. Na sequência deste episódio, Alfredo Keil compôs a portuguesa.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 25 de Novembro de 2006

Eça de Queiroz

 
Estátua de Eça de Queiroz na Praça do Almada na Póvoa de Varzim
Estátua de Eça de Queiroz na Praça do Almada na Póvoa de Varzim
 

 
 

José Maria Eça de Queiroz (Póvoa de Varzim, 25 de Novembro de 1845, faz hoje 161 anos, — Paris, 16 de Agosto de 1900) é por muitos considerado o maior escritor realista português do século XIX. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias.
 
Biografia
 
José Maria Eça de Queiroz ( Queiroz é a grafia vigente na época em que viveu o escritor) nasceu numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde a 25 de Novembro de 1845. Filho de José Maria Teixeira de Queiroz e Carolina Augusta Pereira d'Eça.
 
Com 16 anos foi para Coimbra estudar Direito, tendo aí sido amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados como um folheto na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras. Em 1869 e 1870, Eça de Queiroz viajou ao Egipto e visitou o Canal do Suez que estava a ser construído, o que inspirou diversos dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o Mistério da Estrada de Sintra, de 1870, e A Relíquia, apenas publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino, uma série de conferências realizadas na Primavera de 1871 em Lisboa. Foram impulsionadas pelo poeta Antero de Quental que insuflou no chamado Grupo do Cenáculo o entusiasmo para as realizar. Este poeta estava sob a influência das ideias revolucionárias de Proudhon (um anarquista francês). Este grupo também passou a ser conhecido como Geração de 70. Tratava-se de um grupo de escritores e intelectuais jovens e de vanguarda. As Conferências do Casino, ou Conferências Democráticas do Casino, são uma réplica da anterior Questão Coimbrã.
 
Eça de Queiroz, quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu a sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875. Aparentemente, Eça de Queiroz passou os anos mais produtivos da sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, incluindo A tragédia da Rua das Flores e A capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. As suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, também foram escritas em Inglaterra. O seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc. XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.
 
Eça morreu, no ano de 1900, em Paris. Os seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas.
 
Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.
 
Obras
 
  • A Capital
  • A Cidade e as Serras
  • A Ilustre Casa de Ramires
  • A Relíquia
  • o luis k e gay
  • Alves & C.a
  • As Farpas
  • As Minas de Salomão
  • Cartas de Inglaterra
  • Cartas Familiares e Bilhetes de Paris
  • Contos
             -  A Aia, O Tesouro ...
  • Correspondência de Fradique Mendes
  • Ecos de Paris
  • Notas Contemporâneas
  • O Conde d'Abranhos
  • O Crime do Padre Amaro
  • O Egipto
  • O Mandarim
  • O Mistério da Estrada de Sintra
  • O Primo Basílio
  • Os Maias
  • Prosas Bárbaras
  • Últimas Páginas
  • Uma Campanha Alegre

    Fonte: Wikipédia. 
     

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    Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

    O Castelo de Leiria

     
    O Castelo de Leiria




    O Castelo de Leiria localiza-se na cidade, freguesia, concelho e distrito de Leiria, em Portugal.
     
    Edificado em posição dominante a norte sobre a primitiva povoação e o rio Lis, este belo e imponente castelo medieval, onde se contrastam as belezas do património edificado e da paisagem natural, é um dos ex-libris da cidade, recebendo, anualmente, entre 60 e 70 mil turistas. Considerado o melhor exemplo de transformação residencial de um castelo no país, o monumento compreende outras atracções arquitectónicas, históricas e arqueológicas.
     
     
    História
     
    Antecedentes
     
    Não existem informações seguras acerca da primitiva ocupação humana deste sítio. Sabe-se, entretanto, que à época da reconquista cristã da península Ibérica, a região de Leiria constituía, no século XII, um ponto nevrálgico da defesa da fronteira sul do Condado Portucalense.
     
    O castelo medieval
     
    Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho, a sudoeste pela Serra da Estrela e a sul pelo Rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.
     
    Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar (cf. Brevis historia Gothorum). À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu castelo foram assaltados pelos almóadas, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e os seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.
     
    De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão, na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e o seu castelo, cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu alcaide, D. Paio Gueterres, a cair prisioneiro. De volta às mãos de D. Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).
     
    O seu sucessor, D. Sancho I  (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).
     
    Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à Rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso. É a D. Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324), poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.
     
    Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.
     
    Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras. D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).
     
     
    Da Restauração da independência aos nossos dias
     
    Ao raiar a Restauração da Independência (1640), o Castelo de Leiria foi uma das primeiras fortificações a erguer o pendão de Portugal. Sem valor militar, entretanto, mergulharia progressivamente no abandono, vindo a arruinar-se.
     
    No contexto da Guerra Peninsular, no início do século XIX, as tropas francesas provocaram extensos danos à cidade e aos seus monumentos.
     
    Ao final do século XIX, por iniciativa da Liga dos Amigos do Castelo, o arquitecto Ernesto Korrodi elaborou um projecto de restauro das ruínas do castelo (Zurique, 1898). Estas foram classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.
     
    Finalmente, em 1915, a Liga iniciou as obras de restauro pleiteadas, com fundos próprios e o auxílio do poder público, através da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Este órgão, entretanto, não aceitou o nome do arquitecto suíço para a direcção das obras, paralisadas no ano seguinte. Os trabalhos foram retomados, a partir de 1921, quando uma derrocada parcial nos muros lhes imprimiu carácter de urgência. Korrodi foi finalmente nomeado director das obras, à frente de uma comissão sujeita à DGEMN. O seu trabalho desenvolveu-se até 1934, quando se desligou. As obras, porém, prosseguiram na década de 1930, com base nos seus desenhos. As campanhas de recuperação foram retomadas pela DGEMN em meados da década de 1950, prosseguindo nas duas décadas seguintes. Novas campanhas se sucederam a partir de meados da década de 1980, prosseguindo pela década de 1990.
     
     
    Características
     
    Os estudiosos atribuem a actual configuração do Castelo de Leiria à soma de quatro grandes períodos construtivos:
    • o Românico do século XII;
    • o Gótico dionisino, da primeira metade do século XIV;
    • o Gótico joanino, de inícios do século XV, e
    • as correntes restauradoras de finais do século XIX e primeira metade do século XX.
    Algumas das intervenções promovidas por Korrodi foram posteriormente desfeitas, considerando-se que o seu projecto pecava por excesso de romantismo, sem respeitar o real perfil (original) do monumento.
     
    O castelo apresenta planta poligonal irregular, marcada pela solidez do seu sistema defensivo (muros e torres) no interior do qual destacam-se o Paço Real, a Igreja de Santa Maria da Pena e a Torre de Menagem. Defendida externamente por uma barbacã (muro construído diante das muralhas e mais baixo do que elas, que servia para defender o fosso), a cerca é reforçada por torreões de planta quadrangular, a intervalos regulares. Nesta cerca rasgam-se duas portas: a Porta do Sol, a sul, onde hoje está a Torre da Sé, e a Porta dos Castelinhos, a norte, flanqueada por duas torres. Ultrapassando-se a Porta do Sol  ingressa-se num largo onde se encontram algumas edificações, o antigo Paço Episcopal  (hoje sede da PSP) e a Capela de São Pedro. Subindo por uma rampa, ao longo da cerca, acede-se à entrada do castelo, pela Porta da Albacara, em arco de volta redonda sob uma torre rematada por merlões chanfrados e rasgada por frestões, que funcionou como torre sineira da vizinha Igreja de Nossa Senhora da Pena.
     
    As muralhas do castelo são rematadas por merlões quadrangulares, estando reforçadas no seu trecho mais vulnerável por uma barbacã, seguida por uma cerca avançada, a norte e a leste. Pelo lado oeste, rasga-se a chamada Porta da Traição, em arco quebrado. O reduto interno, envolvido por cinta de muralhas, encontra-se disposto numa plataforma mais elevada a noroeste, e é dominado pela Torre de Menagem.
     
    As principais estruturas do castelo podem ser descritas sucintamente:
    1. Portas da Albacara (recolha de gado, em árabe), em estilo românico, em cotovelo conforme o uso muçulmano. No embasamento das torres que a defendem, encontram-se algumas lápides com inscrições romanas, oriundas da antiga civitas de Collippo.
    2. Casa da Guarda, conjunto erguido à época dos trabalhos de restauro iniciados em 1915, conforme projecto de original de Korrodi. No seu alpendre figuram algumas colunas e mísulas tardo-góticas oriundas do claustro do antigo Convento de Santa Ana de Leiria (1494-c. 1917-1920), das monjas da Ordem de São Domingos.
    3. Torre dos Sinos, porta de acesso ao primitivo recinto fortificado, com arcadas românicas e aduelas contendo sinais cruciformes orbiculares ou templários. No século XIII foi adaptada como torre sineira da vizinha Igreja de Santa Maria da Pena, quando foram rasgadas novas janelas em estilo gótico. Foi também denominada, à época medieval, como Torre da Buçaqueira, o que pode indicar que nela se abrigariam os falcões usados pela realeza nas suas caçadas.
    4. Igreja de Santa Maria da Pena, evolução do primeiro templo de Leiria, a capela casteleira de Nossa Senhora da Pena. Apresenta uma única nave e capela-mor em estilo gótico, acedida lateralmente por um portal ogival de cinco arquivoltas apoiadas em colunelos. A abside poligonal revela cobertura de abóbadas nervuradas. Os panos laterais da capela-mor são rasgados por frestas ogivais de dois lumes, encimadas por quadrifólios. Foi utilizada como capela palaciana pela Dinastia de Avis.
    5. Ruínas da Colegiada dos cónegos e clérigos crúzios de Leiria. Local de interesse arqueológico, aqui existiam sala de audiências, celas e dormitórios, refeitório, cozinha, pátio, cumuas e cisterna que atendiam aos religiosos.
    6. Paços Novos, Paços do Castelo, ou Paços Reais, com planta quadrangular, nas dimensões de 33 m x 21 m. No pavimento inferior, encontra-se um amplo salão com três robustos arcos góticos (Salão dos Arcos), enquanto no segundo piso dois salões menores serviam ao dia-a-dia do palácio (cozinha, adega, dormitório). No terceiro pavimento, os quartos régios situam-se nos extremos, divididos pelo Salão Nobre (Salão das Audiências) que abria para uma galeria ou loggia de arcaria gótica mediterrânica de onde se usufrui a paisagem circundante. Dois corpos que o flanqueiam constituem um quarto piso, que tinha o seu interior repartido por, à época, luxuosas instalações sanitárias.
    7. Pátio Interior, de interesse histórico e arquitectónico é testemunho das políticas de restauro do monumento no século XX, com destaque para as opções pela falsa ruína e pelo trabalho intencionalmente inacabado.
    8. Celeiros Medievais, conjunto de três celeiros datáveis do século XIII, abobadados em alvenaria, que deveriam ser primitavamente rematados por construção em madeira e taipa, hoje desaparecida.
    9. Porta da Traição e Falsas Ruínas, rasgada num pano da muralha a oeste quase que integralmente restaurado na década de 1930, assinala o sítio da porta original. Observam-se também falsas ruínas características das opções de restauro do monumento entre a década de 1930 e a de 1950.
    10. Torre de Menagem, de planta prismática, elevando-se a 17 metros de altura, divide-se internamente em três pavimentos encimados por terraço, coroada por merlões quadrangulares. Mandada executar sobre os alicerces de uma anterior por D. Dinis, uma lápide epigráfica gótica, com os brasões reais inscritos, assinala o facto no lado esquerdo junto à porta. Foi utilizada como prisão régia desde meados do século XIV, estando activa, ainda, na segunda metade do século XVIII. No recinto, persistem vestígios arruinados de obras do século XV.
    11. Torre Sineira da Sé, em estilo barroco, ergue-se sobre uma das antigas torres medievais da Porta do Sol. Por volta de 1546, procedeu-se ao seu alargamento e reforma. Posteriormente, durante o episcopado de D. Miguel de Bulhões (1761-1779) adquiriu a forma actual apresentando no coruchéu o brasão deste bispo. Comporta seis sinos fabricados, em 1800, pelo mestre-fundidor João Craveiro de Faria.
    12. Portas do Norte, marcam o início das muralhas românicas de Leiria que envolviam um perímetro de cerca de 5 hectares. Anteriores a 1152, davam acesso à desaparecida igreja paroquial de Santiago e à Ponte Coimbrã. São compostas por duas quadrigas de vigia e uma barbacã em cujo pórtico se inscreve um dos brasões mais antigos do concelho de Leiria (século XIV), no qual se observa, em torno de um castelo, dois pinheiros encimados por corvos, simbolizando a lenda da fundação de Leiria por D. Afonso Henriques.
    13. Antigo Paço Episcopal, hoje ocupado pela PSP, constitui um significativo exemplar da arquitectura solarenga portuguesa do século XVII, destacando-se o portal e a janela nobre sobreposta. Ergue-se no sítio dos antigos Paços Régios de São Simão onde residiram, entre outros, D. Afonso III, D. Dinis, a Rainha Santa Isabel e D. Fernando.
    14. Igreja de São Pedro, em estilo românico coimbrão (cabeceira) e meridional (pórtico), foi edificado em calcário e alvenaria, apresentando figurações escultóricas românicas ao nível dos cachorros e dos frisos decorativos das arquivoltas. Chegou a ser a segunda catedral de Leiria (c. 1548-1574) e, no século XIX, utilizado como sala de teatro.
    Fonte: Wikipédia. 
     

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    Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

    Novas sete maravilhas do Mundo - rectificação

     
    Aqueduto das Águas Livres - Lisboa, Portugal
    Aqueduto das Águas Livres - Lisboa, Portugal
     
     
     

    Relativamente ao meu post do passado dia 20 sobre "As Sete Maravilhas do Mundo Moderno", cuja votação decorre desde o dia 1 de Janeiro deste ano até 1 de Janeiro de 2007, parece que alguém terá colocado o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa na posição nº 22 na lista que se encontra na Wikipédia onde é lá dito que essa lista "está por ordem alfabética", pelo que achei estranho o Aqueduto, letra  A, estar no fim da mesma...
     
    Tendo em consideração alguns comentários, as pesquisas que agora efectuei, para comprovar,  e que deveriam ter sido as primeiras... reparei que, para nossa tristeza, o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa não aparece nos endereços que consultei, salvo melhor opinião.
    Pelo que li, ao fim de longas listas publicadas por diversas entidades, os peritos acabaram por considerar  77 locais,  que foram, efectivamente, reduzidos para uma lista de 21 que entrou em votação no início deste ano.
     
    As Novas Sete Maravilhas Mundo serão anunciadas durante a Cerimónia Oficial da Declaração de Lisboa, Portugal, no sábado, 7 de Julho 2007  -  07.07.07
     
    Alguns sites com interesse sobre este assunto:    
     
     
    http://www.new7wonders.com/index.php?id=352&L=3  
     
    http://www.new7wonders.com/index.php?id=476
     
    http://www.lxjovem.pt/?id_categoria=19&id_item=251265&id_tema=25
     
     
      
    Na Cerimónia Oficial da Declaração de Lisboa, Portugal, no sábado, 7 de Julho 2007  -  07.07.07, decorrem em paralelo:
    A Declaração das Novas 7 Maravilhas do Mundo,
    e a
    Eleição das 7 Maravilhas de Portugal.

     
     
    Publicado por: Praia da Claridade às 18:11
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    Praça de São Pedro

     
    Vista da Praça de São Pedro no Vaticano a partir da Basílica de São Pedro
    Vista da Praça de São Pedro no Vaticano a partir da Basílica de São Pedro
     
     
     

    Em frente à Basílica de São Pedro, no Vaticano, situa-se a Praça de São Pedro (Piazza di San Pietro), uma das praças mais famosas do mundo. Foi desenhada por Bernini no século XVII em estilo clássico mas com adições do barroco. Ergue-se um obelisco do Antigo Egipto no centro.
     
    O estilo clássico pode ser apreciado na colunata dórica que enquadra a entrada trapezoidal para a Basílica e a grande área oval que a precede. A parte oval da praça reflecte o estilo barroco, próprio da época da Contra-Reforma.
     
    A denominada Contra-Reforma caracterizou-se por um movimento de reafirmação dos princípios da doutrina. O conceito foi forjado pelo historiador protestante alemão Leopold von Ranke no século XIX. É importante considerar que, mesmo antes de Martinho Lutero enunciar as suas 95 Teses contra o comércio de indulgências (Wittenberg, 1517), já havia evidências de uma reforma interna no seio da Igreja Católica(embora ela ainda fosse pouco evidente), combatendo as tendências para a corrupção que haviam levado figuras como Jan Hus (1369-1415) e John Wycliffe (1324-1384) a exigir alterações radicais na doutrina e nas estruturas da Igreja medieval dos finais do século XIV. Este movimento Católico de Reforma, acentuado com o pontificado do Papa Paulo III, visou proteger as instituições e práticas católicas da heresia e do Protestantismo, corrigindo, desde o seio da Igreja, as fontes de descontentamento que alimentavam e tornavam apelativa a Reforma Protestante. Culminou no Concílio de Trento.
     
    O obelisco central da Praça de São Pedro tem 40 metros de altura, incluindo a base e a cruz no topo. Data do século XIII a.C. e foi trazido para Roma  no reinado do imperador Nero. Está no lugar actual desde 1585 sob ordem do Papa Sisto V. Bernini complementou a colocação do obelisco com uma fonte em 1675.
     
    Quase todos os visitantes que chegam ao Estado do Vaticano visitam primeiro a Praça, uma das melhores criações de Bernini, que o romancista francês Stendhal chamou «a arte da perfeição». Quando em 1656 Bernini recebeu o encargo do Papa Alexandre VII de aperfeiçoar a praça diante da Basílica de São Pedro, esta era enorme, rectangular, com piso de terra. Conduzia ao bairro vizinho do Borgo e não tinha adornos, excepto uma fonte e o obelisco egípcio instalado em 1586 por Domenico Fontana, incluídos na remodelação. Por exigência do papa, os peregrinos deveriam ser capazes de entrar e olhar o balcão central do qual o papa dava, e ainda dá, a sua bênção «urbi et orbi» (à cidade e ao mundo).
     
    Bernini desenhou a sua obra-prima imaginando dois espaços abertos conjuntos. O primeiro, a Piazza Obliqua, tem forma de uma elipse rodeada por colunatas (quatro enormes fileiras de altas colunas dóricas) que se abrem como num grande abraço maternal e simbolizam a Igreja Mãe. Há um corredor largo, entre elas, pelas quais passam automóveis, e duas aberturas mais estreitas para pedestres. O pavimento tem pedras brancas que marcam caminho até o obelisco central, montado sobre quatro leões de bronze. Tradicionalmente, o obelisco representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, pois se diz que as cinzas de César descansam na sua base e uma relíquia da Santa Cruz está escondida no topo. Dos dois lados, há duas fontes em bronze, com bases de granito. O segundo espaço, a Piazza Retta, imediatamente a seguir e bem frontal à Basílica de São Pedro, é um espaço trapezoidal que aumenta ao encostar na praça, diminuindo assim numa ilusão de óptica a amplidão da fachada. O edifício à direita abriga o Palácio Apostólico, que leva à «Scala Regia», a escadaria cerimonial desenhada por Bernini.
     
    O Palácio Apostólico, Palácio Papal ou Palácio do Vaticano, é a residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É um complexo de construções que compreende: os Apartamentos Papais (escritórios de governo da Igreja Católica Romana), o Museu do Vaticano e a Biblioteca Apostólica Vaticana. No conjunto existem mais de mil salas (it: stanze). Entre as mais famosas inclui-se a Capela Sistina e os seus afrescos admiráveis, a Sala Régia e as Stanze di Raffaello. Até 1871, a residência oficial do Papa era o Palácio do Quirinal. Em 1870, o Rei da Itália confiscou o palácio que se tornou a sua residência oficial. Posteriormente, com a queda da monarquia italiana, com abdicação de Humberto II da Itália, em 1946, veio a ser a residência do Presidente da Itália. Outras residências papais são: o Palácio Laterano, em Roma mas fora do Vaticano, e Castel Gandolfo fora de Roma.
     
    Na Praça de São Pedro o Papa celebra Missa Pontifícia nas maiores festas da Igreja. 140 estátuas - santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas - saúdam os peregrinos da balaustrada das colunas, que tem 17 m de largura. O brasão e as inscrições evocam o Papa Alexandre VII, um grande protector da arte, que encomendou a obra.
    Fonte: Wikipédia. 
     

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    Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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    Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

    A Civilização Maia

     
    Ruínas de construções maias no México
     
    Ruínas de construções maias no México
     
     
     

    A Civilização Maia habitou a América Central nos actuais Belize e Guatemala, e no Iucatã ao sul do México, com uma rica história de 3 000 anos, tratando-se de uma cultura meso-americana pré-colombiana. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca "desapareceu", pois milhões ainda vivem na mesma região e muitos deles ainda falam alguns dialectos da língua original. Este artigo discorre principalmente sobre a civilização maia antes da conquista espanhola.
     
     
    Origem
     

    Evidências arqueológicas mostram que os maias começaram a edificar a sua arquitectura cerimonial há 3 000 anos. Entre os estudiosos há um certo desacordo entre os limites e diferenças entre a civilização maia e a cultura meso-americana pré-clássica vizinha dos olmecas. Os olmecas e os maias antigos, parecem ter-se influenciado mutuamente.
     
    Os monumentos mais antigos consistem em simples montículos onde construíram tumbas funerárias, precursoras das pirâmides
    erigidas mais tarde.
     
    Eventualmente, a cultura olmeca ter-se-ia desvanecido depois de dispersar a sua influência na península de Iucatã, na Guatemala
    e em outras regiões.
     
    Os maias construíram as famosas cidades de Tikal, Palenque, Copán, e Calakmul, também Dos Pilas, Uaxactún, Altún Ha, e muitos outros centros habitacionais na área. Desenvolveram um império baseado na agricultura depois de uma longa fase de cidades-estado independentes. Os monumentos mais notáveis são as pirâmides que construíram nos seus centros religiosos, junto aos palácios dos seus governantes. Outros restos arqueológicos muito importantes são as chamadas estelas (os maias chamam-nas de Tetún, ou “tres piedras”), monólitos de proporções consideráveis que descrevem os governantes da época: a sua genealogia, os seus feitos de guerra e outros grandes eventos, gravados em caracteres hieroglíficos
    .
     
    Os maias participavam activamente no comércio em toda a meso-américa e possivelmente além. Entre os principais produtos do comércio estavam o cacau, o sal e a obsidiana (variedade de rocha vulcânica de aspecto vítreo, que outrora era utilizada para fazer facas, pontas de lança, espelhos, etc.).
     
    Arte
     
    Muitos consideram a arte maia da Era Clássica (200 a 900 d.C.) como a mais sofisticada e bela do Novo Mundo antigo. Os entalhes e relevos em estuque de Palenque e o estatuário de Copán são especialmente refinados, mostrando uma graça e observação precisa da forma humana, que recordaram aos primeiros arqueólogos da civilização do Velho Mundo, daí o nome dado à Era.
     
    Somente existem fragmentos da pintura avançada dos maias clássicos, a maioria sobrevivente em artefactos funerários e outras cerâmicas. Também existe uma construção em Bonampak que tem murais
    antigos e que, afortunadamente, sobreviveram a um acidente.
     
    Com as decifrações da escrita
    maia descobriu-se que essa civilização foi uma das poucas nas quais os artistas escreviam o seu nome nos seus trabalhos.
     
    Arquitectura
     
    A arquitectura maia abarca vários milénios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático, cresceram para se tornarem incríveis cidades como Chichén Itzá, Tikal e Uxmal. Devido às suas muitas semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitectura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução da sua antiga civilização.
     
    Desenho urbano
     
    Ainda que as cidades maias estivessem dispersas na diversidade da geografia da meso-américa, o efeito do planeamento parecia ser mínimo; as suas cidades foram construídas de uma maneira um pouco descuidada, como ditava a topografia e declive particular. A arquitectura maia tendia a integrar um alto grau de características naturais. Por exemplo, algumas cidades existentes nas planícies de pedra calcária no norte do Iucatã converteram-se em municipalidades muito extensas enquanto que outras, construídas nas colinas das margens do rio Usumacinta, utilizaram os declives e montes naturais da sua topografia para elevar as suas torres e templos a alturas impressionantes. Ainda assim prevalece algum sentido de ordem, como é requerido por qualquer grande cidade. No começo da construção em grande escala, geralmente estabelecia-se um alinhamento com as direcções cardinais e, dependendo do declive e das disponibilidades de recursos naturais como água fresca (poços ou cenotes), a cidade crescia ligando grandes praças com as numerosas plataformas que formavam os fundamentos de quase todos os edifícios maias, por meio de calçadas ou sacbeob. No coração das cidades maias existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos de pirâmides e ocasionalmente campos de jogo de bola. Imediatamente para fora destes centros rituais estavam as estruturas das pessoas menos nobres, templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade. Uma vez estabelecidas, as estruturas não eram desviadas das suas funções nem outras eram construídas, mas as existentes eram frequentemente reconstruídas ou remodeladas. As grandes cidades maias pareciam tomar uma identidade quase aleatória, que contrasta profundamente com outras cidades da meso-américa como Teotihuacán na sua construção rígida e quadriculada. Ainda que a cidade se dispusesse no terreno na forma em que a natureza ditara, punha-se cuidadosa atenção à orientação dos templos e observatórios para que fossem construídos de acordo com a interpretação maia das órbitas das estrelas. Afora os centros urbanos constantemente em evolução, havia os lugares menos permanentes e mais modestos do povo comum.
     
    O desenho urbano maia pode descrever-se singelamente como a divisão do espaço em grandes monumentos e calçadas. Neste caso, as praças públicas ao ar livre eram os lugares de reunião para as pessoas. Por esta razão, o enfoque no desenho urbano tornava o espaço interior das construções completamente secundário. Somente no período pós-clássico tardio, as grandes cidades maias se converteram em fortalezas
    que já não possuíam, na maioria das vezes, as grandes e numerosas praças do período clássico.
     
    Materiais de construção
     
    Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metal, polias ou veículos com rodas. A construção maia requeria um elemento com abundância, muita força humana, embora contasse com abundância dos materiais restantes, facilmente disponíveis. Toda a pedra usada nas construções maias parece ter sido extraída de pedreiras locais; com maior frequência era usada pedra calcária, que ainda que extraída e exposta, permanecia adequada para ser trabalhada e polida com ferramentas de pedra, só endurecendo muito tempo depois. Além do uso estrutural de pedra calcária, esta era usada em argamassas feitas do calcário queimado e moído, que tem propriedades muito semelhantes às do actual cimento, geralmente usada para revestimentos, tetos e acabamentos e para unir as pedras apesar de, com o passar do tempo e da melhoria do acabamento das pedras, reduzirem esta última técnica, já que as pedras passaram a encaixar-se quase perfeitamente. Ainda assim o uso da argamassa permaneceu crucial em alguns tetos de postes e vergas sobre portas e janelas (dintel). Quando se tratava das casas comuns, os materiais mais usados eram as estruturas de madeira, adobos nas paredes e cobertura de palha, embora tenham sido descobertas casas comuns feitas de pedra calcária, senão total, parcialmente. Embora não muito comum, na cidade de Comalcalco, foram encontrados ladrilhos de barro cozido, possivelmente solução encontrada para o acabamento em virtude da falta de depósitos substanciais de boa pedra.
     
    Processo de construção
     
    Todas as evidências parecem sugerir que a maioria dos edifícios foi construída sobre plataformas aterradas cuja altura variava de menos de um metro, no caso de terraços e estruturas menores, até quarenta e cinco metros no caso de grandes templos e pirâmides. Uma trama inclinada de pedras partia das plataformas em pelo menos um dos lados, contribuindo para a aparência bi-simétrica comum à arquitectura maia. Dependendo das tendências estilísticas que prevaleciam na área e época, estas plataformas eram construídas de um corte e um aterro de entulhos densamente compactado. Como no caso de muitas outras estruturas, os relevos maias que os adornavam, quase sempre se relacionavam com o propósito da estrutura a que se destinavam. Depois de terminadas, as grandes residências e templos eram construídas sobre as plataformas. Em tais construções, sempre erguidas sobre tais plataformas, é evidente o privilégio dado ao aspecto estético exterior em contra-ponto a pouca atenção à utilidade e funcionalidade do interior. Parece haver um certo aspecto repetitivo quanto aos vãos das construções nos quais os arcos (como curvas) são raros, mas frequentemente rectos, angulados ou imbricados, tentando mais reproduzir a aparência de uma cabana maia, do que efectivamente incrementar o espaço interior. Como eram necessárias grossas paredes para sustentar o teto, alguns edifícios das épocas mais posteriores utilizaram arcos repetidos ou uma abóbada arqueada para construir o que os maias denominavam pinbal, ou saunas, como a do Templo da Cruz em Palenque. Ainda que completadas as estruturas, a elas se iam anexando extensos trabalhos de relevo ou pelo menos reboco para aplainar quaisquer imperfeições. Muitas vezes sob tais rebocos foram encontrados outros trabalhos de entalhes e dintéis e até mesmo pedras de fachadas. Comummente a decoração com faixas de relevos era feita em redor de toda a estrutura, provendo uma grande variedade de obras de arte relativas aos habitantes ou ao propósito do edifício. Nos interiores e notadamente em certo período foi comum o uso de revestimentos em reboco primorosamente pintados com cenas do uso quotidiano ou cerimonial.
     
    Há sugestão de que as reconstruções e remodelações ocorriam em virtude do encerramento de um ciclo completo do calendário maia de conta larga, de 52 anos. Actualmente, pensa-se que as reconstruções eram mais instigadas por razões políticas do que pelo encerramento do ciclo do calendário, já que teria havido coincidência com a data da assunção de novos governantes. Não obstante, o processo de reconstrução em cima de estruturas velhas é uma prática comum. Notavelmente, a acrópole de Tikal
    , parece ser a síntese de um total de 1500 anos de modificações arquitectónicas. Eles fazem a construção em pedras.
     
     
    Construções notáveis
     
    Plataformas cerimoniais
     
    Estas eram comummente plataformas de pedra calcária com muros de menos de quatro metros de altura onde se realizavam cerimónias públicas e ritos religiosos. Construídas nas grandes plataformas, eram ao menos realçadas com figuras talhadas em pedra e às vezes tzompantli ou uma estaca usada para exibir as cabeças das vítimas ou sejam, os oponentes derrotados nos jogos de bola meso-americanos.
     
    Palácios
     
    Grandes e geralmente muito decorados, os palácios geralmente ficavam próximos do centro das cidades e hospedavam a elite da população. Qualquer palácio real grande ou ao menos que tivesse várias câmaras ou erguido em vários níveis, tem sido chamado de acrópole. Tais construções consistiam de várias pequenas câmaras ou pelo menos um pátio interno, parecendo propositadas a servirem de residência a uma pessoa ou pequeno grupo familiar decorada como tal. Os arqueólogos parecem estar de acordo em que muitos palácios são também o lugar de muitas tumbas mortuárias. Em Copán, debaixo de 400 anos de remodelações posteriores, descobriu-se a tumba de um dos seus antigos governantes e a acrópole de Tikal parece ter sido o lugar de vários sepultamentos do final do período pré-clássico e início do clássico.
     
    Grupos E
     
    Os estudiosos têm denominado de "Grupo E" à frequentemente encontrada formação de três pequenas construções, sempre situadas a oeste das cidades, tratando-se de um intrigante mistério a sua recorrência. Estas construções sempre incluem pelo menos uma pequena pirâmide-templo a oeste da praça principal que tem sido aceite como observatório devido ao seu preciso posicionamento em relação ao Sol, quando observado da pirâmide principal nos solstícios e equinócios. Outras teses sugerem que a sua localização reproduz ou pelo menos se relaciona com a história da criação do Universo segundo a mitologia maia, visto que vários dos seus adornos a ela, frequentemente, se referem.
     
    Pirâmides e templos
     
    Com frequência os templos religiosos mais importantes se encontravam em cima das pirâmides maias, supostamente por ser o lugar mais perto do céu. Embora recentes descobertas apontem para o uso extensivo de pirâmides como tumbas, os templos raramente parecem ter contido sepulturas. A falta de câmaras funerárias indica que o propósito de tais pirâmides não é servir como tumbas e se as encerram isto é incidental. Pelas íngremes escadarias, permitia-se aos sacerdotes e oficiantes o acesso ao cume da pirâmide onde havia três pequenas câmaras com propósitos rituais. Os templos sobre as pirâmides, a mais de 60 metros de altura, como El Mirador, de onde se descortinava o horizonte ao longe, constituíram estruturas impressionantes e espectaculares, ricamente decoradas. Comummente possuíam uma crista sobre o teto, ou um grande muro que, teorizam, poderia ter servido para a escrita de sinais rituais para serem vistos por todos. Como eram ocasionalmente as únicas estruturas que excediam a altura da selva, as cristas sobre os templos eram minuciosamente talhadas com representações dos governantes que se podiam ver de grandes distâncias. Debaixo dos orgulhosos templos estavam as pirâmides que eram, em última instância, uma série de plataformas divididas por escadarias empinadas que davam acesso ao templo.
     
    Observatórios astronómicos
     
    Os maias foram excepcionais astrónomos e mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e de Vénus. Muitos dos seus templos tinham janelas e miras demarcatórias (e provavelmente outros aparatos) para acompanhar e medir o progresso das rotas dos objectos observados. Templos arredondados, quase sempre relacionados com Kukulcan, são talvez os mais descritos como observatórios pelos mais modernos guias turísticos de ruínas, mas não há evidências que o seu uso tinha exclusivamente esta finalidade, como também, em vários templos sobre pirâmides, foram encontradas marcações de miras que indicam que observações astronómicas também foram feitas dali.
     
    Campos de jogo de bola
     
    Um aspecto interessante do estilo de vida meso-americano é o seu jogo de bola ritual e os seus campos ou estádios, que foram construídos por todo o império maia em grande escala. Estes estádios situavam-se normalmente nos centros das cidades. Tratava-se de espaços amplos entre duas laterais de plataformas ou rampas escalonadas paralelas, em forma de "I" maiúsculo direccionado uma plataforma cerimonial ou templo menor. Tais campos foram encontrados na maioria das cidades maias, excepto nas mais pequenas.
     
     
    Sistema de escrita
     
    O sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egipto, com o qual não se relaciona) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. É o único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo. As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços fizeram-se nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que actualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente nos seus idiomas originais. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, na sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os livros maias logo após a conquista. Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra e isto porque a grande maioria estava situada em cidades já abandonadas quando os espanhóis chegaram. Os livros maias, tinham normalmente páginas semelhantes a um cartão, feitas de um tecido sobre o qual aplicavam uma película de cal branca, sobre a qual eram pintados os caracteres e desenhadas ilustrações. Os cartões ou páginas eram atadas entre si pelas laterais de maneira a formar uma longa fita que era dobrada em zigue-zague para guardar e desdobrada para a leitura. Actualmente restam apenas três destes livros e algumas outras páginas de um quarto, de todas as grandes bibliotecas então existentes. Frequentemente são encontrados, nas escavações arqueológicas, torrões rectangulares de gesso que parecem ser restos do que fora um livro depois da decomposição do material orgânico.
     
    Relativamente aos poucos escritos maias existentes, Michael Cor, um proeminente arqueólogo da Universidade de Yale disse:
    “Nosso conhecimento do pensamento maia antigo representa só uma minúscula fracção do panorama completo, pois dos milhares de livros nos quais toda a extensão dos seus rituais e conhecimentos foram registados, só quatro sobreviveram até os tempos modernos (como se toda a posteridade soubesse de nós, baseados apenas em três livros de orações e "El Progreso del Peregrino).” (Michael D. Cor, The Maya, Londres: Thames y Hudson, 4ª ed., 1987, p. 161.)
     
    Livros maias
    • Chilam Balam
    • Popol Vuh , (que significa livro da reunião ou comunidade, considerado a Bíblia Maia)
    • Rabinal Achí
    • Anais dos Cakchiqueles

    Matemática
     
    Os maias (ou os seus predecessores olmecas) desenvolveram independentemente o conceito de zero (de facto, parece que estiveram a usar o conceito muitos séculos antes do velho mundo), e usavam um sistema de numeração de base 20. As inscrições mostram-nos, em certas ocasiões, que trabalhavam com somas até à centena de milhões. Produziram observações astronómicas extremamente precisas; os seus diagramas dos movimentos da Lua e dos planetas se não são iguais, são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos ópticos. Ao encontro desta civilização com os conquistadores espanhóis, o sistema de calendários dos maias já era estável e preciso, notavelmente superior ao calendário gregoriano
    , muitas vezes reformado depois disto.
     
    Decadência da civilização maia
     
    Nos séculos VIII e IX a cultura maia clássica entrou em decadência, abandonando a maioria das grandes cidades e as terras baixas centrais. A guerra, o esgotamento das terras agrícolas e a seca, ou ainda a combinação destes factores, são frequentemente sugeridos como os motivos da decadência. Existem evidências de uma era final em que a violência se expandia: cidades amplas e abertas foram então fortemente guarnecidas por muralhas, às vezes visivelmente construídas às pressas. Teoriza-se também com revoltas sociais em que classes campesinas acabaram revoltando-se contra a elite urbana nas terras baixas centrais.
     
    Os estados maias pós-clássicos também continuaram prosperando nos planaltos do sul. Um dos reinos maias desta área, Quiché, é o responsável pelo mais amplo e famoso trabalho de historiografia e mitologia maias, o "Popol Vuh".
     
    A conquista dos estados maias
     
    Os maias foram absorvidos durante o processo de expansão do império asteca por volta do século XV. Por fim, no ano de 1519, Hernán Cortez inicia a conquista das terras astecas, anteriormente parte do território maia. Algumas cidades ofereceram uma grande e feroz resistência; a última cidade estado não foi subjugada pelos espanhóis senão em 1697.
     
    Panorama das descobertas
     
    Cristóvão Colombo, que tomou posse da ilhota (San Salvador) em nome da Coroa de Castela em 12 de Outubro de 1492 e vagou pelas ilhas do Haiti, Cuba e Jamaica, julgava tratar-se das costas ocidentais de Cipango (Japão) e Catai (China).
     
    De retorno, a mercadoria mais interessante que trouxe foram habitantes das terras ocidentais, os índios Caraíbas (vendeu 509 deles em Sevilha em 1495 e o seu irmão vendeu 300 no ano seguinte em Cádis
    ) que, pela sua nudez e modos, logo denunciaram não pertencerem aos reinos das índias, havendo até quem dissesse que nem mesmo descendentes de Adão eram.
     
    Assim, logo se alastrou o preceito de que se chegara apenas nas antilhas ou seja, terra inculta e inóspita a caminho das Índias, razão porque, em 1506, Juan Dias de Solis e Vicente Yanes Pizon, quando chegaram ao México, no extremo norte do Iucatã
    , julgaram tratar-se apenas de mais outra ilha.
     
    Nem no sôfrego desembarque emergencial de um punhado de sobreviventes de uma expedição de Vasco Nuñes de Balboa, em 1511, nas costas do México, nem a chegada de Ponce de León em 1513, mais ao norte, na Flórida, deram notícia dos Maias, que continuaram ignorados mesmo de Fernando Cortez quando se apoderava do Império Asteca no México Central a partir de 1519
    .
     
    Primeiro contacto
     
    Foi somente em 4 de Março de 1517 que a flotilha comandada por Francisco Hernandes de Córdoba (que estava à procura de índios para os escravizar nas fazendas de Cuba), fugindo a uma tempestade que já durava dois dias, aportou no norte do Iucatã e logo foi assediada por algumas canoas repletas de maias vestidos com túnicas de algodão e (em razão de suas aparências) os espanhóis logo lhes atribuíram mais razão que os habitantes de Cuba.
     
    As sólidas e grandiosas construções ("casas de cal y canto") visíveis do mar inspiraram o nome que os espanhóis deram ao lugar: "Gran Cairo" que evocava a cultura islamita da qual os ibéricos eram tradicionais adversários (recorrentemente chamavam as pirâmides de mesquitas
    ). Tratava-se do primeiro contacto entre as duas civilizações.
     
    Entendendo-se por sinais, os espanhóis aceitaram o convite e desembarcaram no dia seguinte e, após duas horas de marcha continente adentro, foram surpreendidos pelo ataque dos maias no qual, já de início, sucumbiram 15 espanhóis. E sucumbiriam todos, se não fora o uso dos mosquetes
    que mais pelo barulho que pelo efeito fatal, pôs os atacantes em fuga.
     
    Conta-nos Bernal Diaz de Castilho
     na sua obra História da Conquista da Nova Espanha, que ficaram horrorizados pelo grande número de ídolos de argila, uns com cabeças monstruosas, mulheres de grande estatura, todos em cenas e gestos diabólicos e que ...Gonzales, o padre da expedição, passou os cinco dedos em diversos deles e confiscou todo o ouro que encontrou.
     
    Apresando dois maias, a expedição fez-se ao mar novamente e navegou a oeste e sul até chegar na actual Campeche
    cujas duas grandes torres visíveis ao longe do mar inspiraram o nome Punta de las Mujeres dado ao local.
     
    Aí os espanhóis horrorizaram-se, pois o sacerdote local acabara de praticar um sacrifício e as paredes, assim como os cabelos do sacerdote, estavam ensopados de sangue (e era preceito rigoroso que não se podia limpar-los). O mal-estar deve ter ficado explícito e o sacerdote, convocando um grande número de guerreiros, fez os espanhóis entenderem que não eram bem-vindos: acenderam uma pequena fogueira e deram a entender que se eles não se fossem até o fogo se extinguir, iria haver violência.
     
    Cautelosa a tripulação retirou-se e rumou mais para o sul até Champoton
    onde desembarcaram pois a provisão de água dos navios se tinha acabado e era necessário renová-la. Tentando encher as suas pipas e vasilhas num poço dos maias, estes os hostilizaram e atacaram por dias a fio, flexando-os à distância do fio das espadas e dos tiros de mosquetes que já não os assustavam.
     
    Sem outra alternativa, os espanhóis romperam o cerco e fugiram em direcção aos navios, abandonando as vasilhas de água. Na fuga os batéis emborcaram e os espanhóis seguiram meio a nado, meio agarrados aos escombros, e depois foram resgatados.
     
    Da centena de homens do início da expedição, neste embate cinquenta foram mortos e os que não tiveram as suas gargantas cortadas com espadas de madeira encravadas de sílex foram capturados para servirem a futuros sacrifícios
    , e todos os demais ficaram feridos à excepção de um único soldado que surpreendentemente saiu ileso.
     
    O próprio cronista Bernal Diaz de Castilhos, então com 25 anos, havia levado três flechadas, e o chefe da expedição Hernandes de Córdoba veio a falecer das complicações dos ferimentos daqueles combates.
     
    Feitos ao mar sem água potável, com pesadas baixas mas com um punhado de ouro, estes primeiros conquistadores foram o estopim para futuras expedições de outros tantos aventureiros. Assim se iniciava a conquista dos estados maias.
     
    Redescoberta dos maias
     
    As colónias espanholas americanas estavam muito afastadas do mundo exterior, e as ruínas das grandes cidades antigas eram pouco conhecidas excepto pelos locais. Entretanto, em 1839, o explorador americano John Lloyd Stephens, escutando notícias de ruínas perdidas nas selvas, visitou Copán, Palenque e outras localidades acompanhado do arquitecto e desenhista Frederick Catherwood. O seu diário de viagem ilustrado sobre as ruínas incendiaram um forte interesse pela região e a sua gente promovendo a assimilação do vínculo com a cultura maia entre os dirigentes locais. A maioria da população rural contemporânea da Guatemala e Belize é maia por descendência e idioma primário; em áreas rurais do México ainda existe uma cultura maia.
    Fonte: Wikipédia. 
     

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