Sábado, 30 de Setembro de 2006

A Ópera de Sydney

 
Ópera House, em Sydney
 
Ópera House, em Sydney
 
 
 

A Casa da Ópera de Sydney é um dos edifícios de espectáculo mais marcantes a nível mundial, e um dos símbolos da Austrália.
 
Sydney é a capital do estado de Nova Gales do Sul sendo a metrópole mais populosa da Austrália. Tem cerca de 150 mil moradores na sua região central, enquanto a sua região metropolitana possui mais de 4 milhões de habitantes espalhados por cerca de 600 subúrbios.
 
A construção da Casa da Ópera, projectada por Jorn Utzon, começou em 1959. Apesar do arquitecto ter abandonado o projecto em 1966, foi inaugurada em 1973.
 
A Ópera de Sydney tem cerca de 1.000 divisões, incluindo cinco teatros, cinco estúdios de ensaio, dois auditórios, quatro restaurantes, seis bares e numerosas lojas de souvenirs.
 
O maior auditório, conhecido como Concert Hall, tem capacidade para 2.690 espectadores sentados.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:34
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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006

Base Aérea das Lajes

 
Vista aérea da Base Aérea das Lajes, 1989. Na imagem é possível ver aviões de carga da Força Aérea dos Estados Unidos da América e aviões de patrulha anti-submarina da Força Aérea Portuguesa.
 
Vista aérea da Base Aérea das Lajes, 1989.
Na imagem é possível ver aviões de carga da Força Aérea dos Estados Unidos da América e aviões de patrulha anti-submarina da Força Aérea Portuguesa.

 
 
 

A Base Aérea Nº4 (BA4) é uma infra-estrutura aeronáutica de grandes dimensões da Força Aérea Portuguesa, dependente do Comando da Zona Aérea dos Açores.
 
A base está instalada na povoação das Lajes situada na parte nordeste da ilha Terceira, no arquipélago dos Açores. Com cerca de 10 km², a base ocupa a parte central da planície do Ramo Grande (designação dada à zona plana sita na parte nordeste da ilha Terceira) e boa parte da encosta da Serra de Santiago, com pistas de aterragem e áreas de estacionamento. Tem ainda anexo o molhe norte do porto da Praia da Vitória (Porto Militar), ao qual está ligada por uma estrada militar. Tem ainda instalações de telecomunicações e de armazenamento de combustíveis dispersas pela ilha (em boa parte desactivadas).
 
História
 
A base foi criada em 1941 por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Na altura havia uma ameaça de eventual ocupação dos Açores por forças aliadas ou alemãs, violando a neutralidade portuguesa. Para dissuadir as tentativas de ocupação, o Governo de Portugal enviou fortes contingentes militares para as ilhas, onde se incluiam unidades da Aeronáutica Militar do Exército Português que se instalaram em várias bases no arquipélago.
 
Em 1943, contudo, o Governo Britânico solicitou ao Governo Português, ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico, o uso da Base das Lajes pela Real Força Aérea Britânica (Royal Air Force, amais antiga força aérea independente do mundo, formada no dia 1º de Abril de 1918) o que foi concedido. Ainda antes do fim da 2ª Guerra Mundial, a base começou também a ser utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) que ainda lá se mantém instalada.
 
Após o fim da 2ª Guerra Mundial a base teve sobretudo funções na área das operações de Busca e Salvamento, Reconhecimento Meteorológico e Transporte Aéreo Militar.
 
A base tem tido uma importância estratégica para as Forças Armadas Americanas ao servir de ponto de apoio no meio do Oceano Atlântico às aeronaves que têm vindo a participar ou dar apoio às operações na Europa e no Médio Oriente.
 
Responsável pela vasta área do Atlântico, águas territoriais dos Açores/Portugal, existe um Centro Coordenador de Busca e Salvamento ao qual estão atribuídos os meios aéreos existentes.

Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
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Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006

D. Carlos I, Rei de Portugal

 
D. Carlos I, Rei de Portugal
 
 
 

D. Carlos I (28 de Setembro de 1863 – 1 de Fevereiro de 1908), fazia hoje 140 anos, de seu nome completo Carlos Fernando Luís Maria Victor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança, foi o penúltimo Rei de Portugal. Nascido em Lisboa, era filho do rei Luís I de Portugal e da princesa Maria Pia de Sabóia, tendo subido ao trono em 1889. Foi cognominado O Diplomata (devido às múltiplas visitas que fez a Madrid, Paris e Londres, retribuídas com as visitas a Lisboa dos reis Afonso XIII de Espanha, Eduardo VII do Reino Unido, do Kaiser Guilherme II da Alemanha e do presidente da República Francesa Émile Loubet), O Martirizado e O Mártir (em virtude de ter morrido assassinado), ou O Oceanógrafo (pela sua paixão pela oceanografia, partilhada com o pai e com o príncipe do Mónaco).
 
Infância e educação
 
D. Carlos nasceu na qualidade de príncipe herdeiro da coroa, pelo que recebeu desde cedo os títulos oficiais de Príncipe Real de Portugal e Duque de Bragança. Na verdade o seu nascimento significou um verdadeiro alívio para a sucessão dinástica constitucional portuguesa (depois da morte de três filhos varões de D. Maria II), afastando-se assim as pretensões do ramo miguelista. O Príncipe recebeu desde muito cedo a cuidada educação reservada aos sucessores reais, incluindo o estudo de várias línguas estrangeiras. Ainda jovem viajou por várias cortes europeias (Inglaterra, Alemanha, Áustria, etc.). Foi numa dessas deslocações que conheceu a princesa francesa
Amélia de Orleães, nascida também a 28 de Setembro, filha primogénita do Conde de Paris (pretendente ao trono de França). Após um curto noivado veio a desposar a princesa, em Lisboa, na Igreja de São Domingos, em 22 de Maio de 1886. Ainda como herdeiro do trono esteve ligado ao grupo Vencidos da Vida, personificando uma certa esperança de renovação cultural.
 
A crise do Ultimato
 

D. Carlos subiu ao trono em 19 de Outubro de 1889, por morte de seu pai. A sua aclamação como Rei de Portugal ocorreu em 28 de Dezembro de 1889 e teve a presença de D. Pedro II, Imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês. D. Carlos foi um homem considerado pelos contemporâneos como bastante inteligente mas dado a extravagâncias. O seu reinado foi caracterizado por constantes crises políticas e consequente insatisfação popular. Logo no início do seu governo, o Reino Unido apresentou a Portugal o Ultimato Britânico de 1890, que intimava a Portugal (movido pelo seu desejo expansionista, materializado no Mapa cor-de-rosa) a desocupar os territórios compreendidos entre Angola e Moçambique num curto espaço de tempo, caso contrário seria declarada a guerra entre os dois países. Como Portugal se encontrava na bancarrota, tal movimentação foi impossível e assim se perderam importantes áreas. A propaganda republicana aproveitou o momento de grande emoção nacional para responsabilizar a coroa pelos desaires no ultramar. Estalou então a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, que apesar de sufocada mostrou que as ideias republicanas avançavam com alguma intensidade nos tecidos operários e urbanos.
 
D. Carlos,
O Diplomata
 
Apesar da grave crise que D. Carlos enfrentou no início do seu reinado face à Inglaterra, então a maior potência mundial, o Rei soube inverter a situação e, graças ao seu notável talento diplomático conseguiu colocar Portugal no centro da diplomacia europeia da primeira década do século XX. Para isso contribuiu também o facto de D. Carlos ser aparentado com as principais casas reinantes europeias. Deslocou-se inúmeras vezes ao estrangeiro, representando inclusivamente Portugal nas exéquias da rainha Vitória, em 1901. Uma prova do seu sucesso foi o facto da primeira visita que Eduardo VII do Reino Unido fez ao estrangeiro (como monarca) ter sido a Portugal, onde foi recebido com toda a pompa e circunstância, em 1903. Nos anos seguintes, D. Carlos recebeu em Lisboa as visitas de Afonso XIII, o jovem monarca espanhol, da Rainha Alexandra (esposa de Eduardo VII), de Guilherme II da Alemanha e, em 1905, do Presidente da República Francesa, Émile Loubet. Todas estas visitas deram algum colorido à corte de Lisboa, porém a visita do Presidente francês seria marcada por entusiastas manifestações dos republicanos. D. Carlos e D. Amélia visitaram também, nesses anos de ouro da diplomacia portuguesa, Espanha, França e Inglaterra, onde foram entusiasticamente recebidos em 1904. Em 1908, estava ainda prevista uma memorável visita ao Brasil (para comemorar o centenário da abertura dos portos brasileiros), e que não veio a acontecer devido aos trágicos acontecimentos desse ano.
 
O Franquismo
 
De facto, durante todo o reinado de D. Carlos, o país encontrou-se a braços com crises políticas e económicas, que se estenderam ao ultramar. Face à instabilidade geral, motivada pelo chamado rotativismo (rotação alternada dos dois principais partidos políticos, o Progressista e o Regenerador), D. Carlos nomeou o regenerador liberal João Franco como primeiro ministro. Este, afrontado pelos constantes ataques provenientes da Câmara dos Deputados solicitou ao Rei que dissolvesse o parlamento, adiando por algum tempo as novas eleições, ao que D. Carlos acedeu. A oposição (não só a republicana, mas também os monárquicos opositores de João Franco) lançaram então uma forte campanha anti-governo, envolvendo também o próprio rei, alegando que se estava em ditadura. Este regime ditatorial foi o início do movimento republicano, que começava a ganhar adeptos em todo o país.
 
O Regicídio
 
Como era habitual no início de cada ano, D. Carlos partiu com toda a família para Vila Viçosa, a morada ancestral dos Braganças e o seu palácio preferido. Aí reuniu pela última vez os seus amigos íntimos (raramente levava convidados oficiais para a vila alentejana), promovendo as suas célebres caçadas. Entretanto, a situação política agravava-se em Lisboa, com a oposição ao franquismo, estalando uma revolta, abortada em 28 de Janeiro. João Franco decidiu ir mais longe e preparou um decreto prevendo o degredo sumário para as colónias asiáticas dos revoltosos republicanos. O rei assinou o decreto ainda em Vila Viçosa (consta que terá então dito: acabei de assinar a minha sentença de morte. A 1 de Fevereiro de 1908, a família real regressou a Lisboa depois de uma temporada no Palácio Ducal de Vila Viçosa. Viajaram de comboio até ao Barreiro, onde apanharam um "vapor" para o
Terreiro do Paço. Esperavam-nos o governo e vários dignitários da corte. Após os cumprimentos, a família real subiu para uma carruagem aberta em direcção ao Palácio das Necessidades. A carruagem com a família real atravessou o Terreiro do Paço, onde foi atingida por disparos vindos da multidão que se juntara para saudar o rei. D. Carlos I morreu imediatamente, o herdeiro D.Luís Filipe foi ferido mortalmente e o infante D.Manuel ferido num braço. Os autores do atentado foram Alfredo Costa e Manuel Buíça, embora avaliações recentes das evidências balísticas sugiram a existência de mais regicidas desconhecidos. Os assassinos foram mortos no local por membros da guarda real e reconhecidos posteriormente como membros do movimento republicano. A sua morte indignou toda a Europa, especialmente a Inglaterra, onde o Rei Eduardo VII lamentou veementemente a impunidade dos chefes do atentado.
 
O cientista, lavrador e pintor
 
D. Carlos foi um político desastrado que não soube ouvir as vozes do descontentamento popular, embora fosse um homem extremamente culto e com forte talento diplomático, tendo sido várias vezes incompreendido pelos políticos do seu tempo. Foi, no entanto, um homem apreciador das tecnologias que começavam a surgir no princípio do século XX. D. Carlos instalou luz eléctrica no Palácio das Necessidades e fez planos para a electrificação das ruas de Lisboa. Embora fossem medidas sensatas, contribuíram para a sua impopularidade visto que o povo as encarou como extravagâncias desnecessárias. Carlos foi ainda um amante da fotografia e autor do espólio fotográfico da família real. Foi ainda um pintor de talento, com preferências por aguarelas de pássaros que assinava simplesmente como Carlos Fernando. Esta escolha de tema reflectia outra das suas paixões, a ornitologia (ramo da biologia que se dedica ao estudo das aves).
 
Para além da ornitologia, D. Carlos era um apaixonado pela oceanografia, tendo adquirido um iate, o Amélia, especificamente para se dedicar a campanhas oceanográficas. Estabeleceu uma profunda amizade com Alberto I, Príncipe do Mónaco, igualmente um apaixonado pela oceanografia e as coisas do mar. Desta relação nasceu o Aquário Vasco da Gama (abriu a 20 de Maio de 1898), que pretendia em Portugal desempenhar papel semelhante ao Museu Oceanográfico do Mónaco. Alguns trabalhos oceanográficos realizados por D. Carlos, ou por ele patrocinados, foram pioneiros na oceanografia mundial. Honrando esta faceta do monarca, a Armada Portuguesa opera actualmente um navio oceanográfico com o nome de D. Carlos I.
 
D. Carlos foi também um excelente lavrador, tendo tornado rentáveis as seculares propriedades da Casa de Bragança (património familiar destinado a morgadio dos herdeiros da coroa), produzindo vinho, azeite, cortiça, entre outros produtos, tendo também organizado uma excelente ganadaria e incentivado a preservação dos prestigiados cavalos de Alter (vila portuguesa pertencente ao Distrito de Portalegre, região do Alentejo).
 
Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa, ao lado do filho que foi com ele assassinado.
 
Descendência
 
De sua mulher
Amélia de Orleães, princesa de França (1865-1951):
 
- Luís Filipe, Duque de Bragança (1887-1908)
- Maria Ana de Bragança, princesa de Portugal (1887)
- Manuel II, rei de Portugal (1889-1932)
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Amélia de Orleães, Rainha de Portugal

 
Amélia de Orleães, Rainha de Portugal

  
 

Maria Amélia Luísa Helena de Orleães (nasceu em Twickenham, Inglaterra, 28 de Setembro de 1865, fazia hoje 141 anos, faleceu em Versalhes, França, 25 de Outubro de 1951) foi princesa de França e última Rainha de Portugal.
 
D.Amélia era a filha primogénita de Luís Filipe de Orleães, conde de Paris (neto do último rei de França, Luís Filipe I, e como tal pretendente ao trono francês) e de Maria Isabel de Orleães-Montpensier, filha do Duque Fernando de Montpensier. D.Amélia passou a sua infância em Inglaterra, onde nasceu, devido ao exílio a que a sua família estava sujeita desde que, em 1848, Napoleão III assumira o Trono de França. Somente após a queda do império, em 1871, os Orleães puderam regressar ao país. A princesa teve então a esmerada educação reservada aos príncipes europeus, embora o seu pai apenas fosse pretendente à coroa.
 
A jovem princesa conheceu então Príncipe Real D.Carlos de Portugal, Duque de Bragança, curiosamente também nascido a 28 de Setembro, com quem se casou, em 22 de Maio de 1886, na Igreja de São Domingos, em Lisboa. Após três anos de permanência em Portugal, como esposa do herdeiro do Trono, veio a ocupar o lugar de Rainha em 1889, com a subida do seu marido, D.Carlos, ao trono.
 
Como rainha, desempenhou um papel importante, influenciando, com o seu carácter culto e elegante, a corte portuguesa. Fundou o Instituto de Socorros a Náufragos em 1892 e o Museu Nacional dos Coches 
em 1905 (então chamado "Museu dos Coches Reais", após o golpe republicano de 1910 teve seu nome alterado). Fundou ainda a Assistência Nacional aos Tuberculosos, instituição que combatia o maior flagelo da época.
 
Como mãe soube dar uma excelente educação aos seus dois filhos, alargando-lhes os horizontes culturais com uma viagem pelo Mediterrâneo, a bordo do iate real Amélia, mostrando-lhes as antigas civilizações romana, grega e egípcia.
 
O regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, lançou-a num profundo desgosto, do qual jamais se recuperou totalmente. Retirou-se então para o Palácio da Pena
, em Sintra, não deixando porém de procurar apoiar, por todos os meios, o seu jovem filho Rei D.Manuel II no período a que se assistiu ao degradar das instituições monárquicas. Encontrava-se justamente no Palácio da Pena, quando eclodiu a revolução de Outubro de 1910.
 
Após a proclamação da República Portuguesa, em 5 de Outubro de 1910, D.Amélia seguiu o caminho do exílio, com o resto da família real, para Londres. Depois do casamento de D.Manuel II passou a residir em Versalhes, na França. Sofreria ainda um novo desgosto, com a morte de D.Manuel II, em 1932. Passou então a simbolizar toda uma dinastia, da qual era a única representante viva. Durante a II Guerra Mundial, o governo de Salazar, ofereceu-lhe asilo político, que ela recusou, e declarou o seu castelo território nacional, tornando-o território neutro, intocável, na França ocupada. Após o fim da guerra, em 8 de Junho de 1945, regressou a Portugal, numa emocionante jornada, visitando Fátima e todos os lugares que lhe estavam ligados, excepto Vila Viçosa, pela grande afeição que sentia por esta residência alentejana.
 
Foi ainda madrinha de baptismo de Dom Duarte Nuno, o actual Duque de Bragança, D. Duarte Pio, nascido em 1945, casado e pai de três filhos.
 
A Rainha D.Amélia faleceu em Outubro de 1951, na sua residência em Versalles. A derradeira rainha de Portugal foi então transladada para junto do marido e dos filhos, no Panteão Real dos Braganças
, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.
 
Descendência
 
D.Amélia foi mãe do príncipe D.Luís Filipe, herdeiro do trono, assassinado com o seu pai o rei D.Carlos no dia 1 de Fevereiro de 1908 (Regicídio), assim como do seu irmão D.Manuel II, último rei de Portugal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006

A Batalha do Buçaco

 
A Batalha do Buçaco, foi uma batalha travada durante a Guerra Peninsular, próxima do Luso, na Mealhada, a 27 de Setembro de 1810, faz hoje 196 anos, combatendo por um lado forças coligados portuguesas e britânicas, sob o comando de Arthur Wellesley, primeiro Duque de Wellington, e por outro as forças francesas lideradas pelo marechal André Massena.
 
Wellesley começou por ocupar a montanha do Buçaco com as suas forças (cerca de 25 mil portugueses e outros tantos ingleses), esperando aí pelos franceses que se retiravam das Linhas de Torres
, de onde saíram derrotados. Denominam-se Linhas de Torres Vedras, ou simplesmente Linhas de Torres, o extenso conjunto de linhas fortificadas que, à época da Guerra Peninsular, visava a defesa de Lisboa e o seu porto diante das tropas invasoras napoleónicas.
 
Foi atacado por cinco vezes sucessivas pelos 65 mil homens do marechal André Massena, mas não cedeu a posição. Massena não pôde ser bem sucedido no seu objectivo dado que desconhecia a disposição do inimigo no terreno, bem como o seu número – Wellington havia disposto as suas forças na outra vertente da Serra do Buçaco
, onde não podiam nem ser vistos nem facilmente atingidos com artilharia.
 
A Serra do Buçaco (antigamente usava-se também a grafia Bussaco, em tempos foi também chamada Serra de Alcoba) é uma elevação de Portugal Continental, com 549 metros de altitude. Situa-se no Luso, Mealhada, Distrito de Aveiro, região Centro.
 
O último assalto foi comandado pelas forças do Marechal Ney
e do general Reynier, mas foram incapazes de desalojar as forças anglo-lusas da sua posição, tendo perdido pelo menos 4.500 homens, mortos ou gravemente feridos, sendo que as perdas dos luso-britânicos ascendiam apenas a 1.250.
 
Após a batalha Wellesley retirou o seu exército em direcção às Linhas de Torres, em 10 de Outubro. Massena, por seu turno, iniciou a sua marcha de retirada de Portugal. Sem víveres para os seus homens, e constantemente perseguido por alguns esquadrões ingleses, bem como por grupos de guerrilha portugueses, que utilizando a táctica da terra queimada, inviabilizavam a sua sobrevivência - com efeito, Massena perdeu pelo menos mais 25 mil homens, capturados ou mortos pela fome, antes de chegar a Espanha no início de 1811. Por essa altura, todo o território português estava livre das forças francesas, excepto a Praça de Almeida, no Ribacôa, próxima da fronteira.
 
O Ribacôa é uma região da Beira Alta, situada entre a margem direita do rio Côa (este localizado na margem esquerda do rio Douro, perto de Vila Nova de Foz Côa, é dos poucos rios portugueses que efectua um percurso na direcção Sul-Norte) e a margem esquerda do rio Águeda
 (rio internacional que nasce em Espanha na Serra das Mesas, irmão gémeo do rio Côa, tem uma extensão de 130 quilómetros e desagua no Douro junto a Barca de Alva no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
 
Refira-se ainda que a Batalha do Buçaco foi a primeira batalha da Guerra Peninsular em que as forças do reconstituído e reorganizado exército português participaram (o exército havia sido desmobilizado por Junot em Dezembro de 1807 e parte dele enviado para servir Napoleão como a Legião Portuguesa; só em 1809 havia sido restaurado e treinado pelo marechal inglês William Carr Beresford
).
 
Legião Portuguesa
 (organização miliciana portuguesa fundada em 1936 e que perdurou até ao 25 de Abril de 1974).
  
William Carr Beresford (Irlanda, 1768 — 8 de Janeiro de 1854), militar britânico, marechal (1809) e depois marechal-general (1816) do Exército português foi comandante durante toda a Guerra Peninsular, desde Março de 1809 até à revolução liberal de 1820, gozando de poderes de governação dada a ausência da Corte portuguesa, então refugiada no Brasil (1808-1821).
Fonte: Wikipédia.
 

Publicado por: Praia da Claridade às 21:20
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Província romana

 
A divisão provincial do Império Romano

A divisão provincial do Império Romano
 
 
 

Uma província romana era a maior divisão administrativa das possessões estrangeiras (fora da península itálica) da Roma antiga. As províncias eram atribuídas por períodos de um ano a governadores originários da classe senatorial, normalmente ex-cônsules ou ex-pretores (cargo associado ao cursus honorum  - carreira política em Roma Antiga). No início do ano romano (em Março, até às reformas de Júlio César), as províncias eram atribuídas aos governadores por sorteio, na época da República, ou nomeação, no Império. Normalmente, as províncias onde eram esperadas complicações, quer por rebeliões internas ou invasões de povos bárbaros, eram conferidas a homens mais experientes, de grau consular. A distribuição de legiões romanas pelas províncias era igualmente dependente do perigo em que se encontrava. A Legião Romana era a divisão fundamental do exército romano. Os legiões variavam entre os 4000 e os 8000 homens, dependendo das baixas que eventualmente sofressem nas batalhas.
 
Assim, em 14 d.C., a Lusitânia não detinha nenhuma legião permanente, enquanto que a Germânia Inferior, onde a fronteira do Reno ainda representava um problema, tinha uma guarnição de quatro legiões. As províncias mais problemáticas eram as mais desejadas pelos futuros governadores, pois problemas significavam guerra e na guerra havia a possibilidade de obter despojos, escravos para venda e outras oportunidades de enriquecimento.
 
A primeira província romana foi a Sicília, anexada pela república em 241 a.C., depois do fim da primeira guerra púnica. Hispânia Tarraconensis e Hispânia Ulterior, que englobavam a Península Ibérica (Hispânia para os romanos) foram obtidas em 197 a.C., de novo à custa de Cartago, no fim da segunda guerra púnica. Em 147 a.C., Lucius Aemilius Paullus adquire a Macedónia e a destruição de Cartago em 146 a.C. rende a província do Norte de África. Já no período do Império Romano, a Britânia tornou-se numa província depois da invasão comandada pelo Imperador Cláudio em 43, apesar da pacificação completa ter demorado umas décadas a ser obtida. A província romana da Bretanha (Britannia, em latim) ocupou o território equivalente aos actuais País de Gales, Inglaterra e sul da Escócia, na ilha da Grã-Bretanha, do século I ao início do século IV.
 
O número e dimensão das províncias flutuou ao longo da história, de acordo com as políticas da metrópole. Durante o Império, as maiores e mais bem guarnecidas províncias foram subdivididas em territórios mais pequenos, para evitar que um único governador detivesse demasiado poder nas mãos.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:27
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Terça-feira, 26 de Setembro de 2006

O PoSAT-1

 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português
 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português ... fonte da imagem
 
 
 

O PoSAT-1 é o primeiro satélite português, entrou em órbita em 26 de Setembro de 1993, (faz hoje 13 anos) por volta das 2h45, hora de Lisboa. O Satélite foi lançado para o espaço através do foguetão Ariane 4; o lançamento foi no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separava-se do foguetão.
 
O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou por volta de um milhão de contos (ou seja, 5 milhões de euros), 600 mil contos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 mil por empresas portuguesas envolvidas. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, conhecido como o pai do primeiro satélite português.
 
Fernando Carvalho Rodrigues nasceu a 28 de Janeiro de 1947 em Casal de Cinza, freguesia do concelho da Guarda, Portugal. É professor da Universidade Independente em Lisboa. Conhecido como o «pai do satélite português», é, na realidade, o responsável máximo pelo consórcio PoSAT que constitui e lançou o primeiro satélite português em 26 de Setembro de 1993.
 
A Missão
 
A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites, o PoSAT-1, o EyeSat e o ItamSat (Itália), o KitSat-B (Coreia), o HealthSat (da organização médica internacional Satellite), o Stella (França), mas a jóia da coroa era o satélite francês SPOT-3, um super satélite de reconhecimento fotográfico.
 
Composição
 
O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.
 
Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contem 1344 células de GaAs.
 
Números
  • Velocidade7,3 km por segundo.
  • Órbita:  dura 101 minutos, faz uma média de 14 voltas às Terra.
Morte
 
A morte física PoSAT-1 prevê-se para 2043. O Satélite de repente, descerá de órbita,  de dia para dia, até que grande parte deve desintegrar-se na atmosfera.
 
Imagem de Satélite em Tempo real:
(carregue em "Choose satellite", seleccione POSAT, depois "View Earth from Satellite" )
 
Percurso do satélite português POSAT 1 em tempo real.
(clique nas várias opções de visualização - zoom ( +  - ), Satellite, Hybrid...
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

Joseph Cugnot

 
A locomotiva de Cugnot


A locomotiva de Cugnot

A locomotiva de Cugnot
 
 

Nicolas-Joseph Cugnot (nasceu em 25 de Setembro de 1725, faz hoje 281 anos, faleceu em 2 de Outubro de 1804) foi um inventor francês que construiu o que poderá ter sido o primeiro veículo auto-propulsionado do mundo.
 
Cugnot nasceu em Poid, Meuse, Lorraine. A Lorena (francês Lorraine ) é uma região do nordeste da França. A única região francesa a possuir fronteiras com três outros países: a Bélgica (Valónia), o Luxemburgo e a Alemanha (länder de Sarre e Renânia-Palatinado). Ela é também vizinha de três regiões francesas: Alsácia, Champanha-Ardenas e Franche-Comté.
 
Foi engenheiro militar e fez experiências com modelos de máquinas a vapor. Estas experiências destinavam-se ao transporte de pesados canhões para o Exército Francês. Corria o ano de 1765.
 
Cugnot parece ter sido o primeiro a conseguir converter o movimento de um piston num movimento rotativo.
 
Uma versão funcionável da sua máquina a vapor, circulou em 1769 e no ano seguinte construiu uma versão melhorada. Este veículo tinha capacidade para carregar até 4 toneladas à velocidade de 4 km por hora; tinha dois pares de rodas atrás e um na frente que suportavam a caldeira e era dirigido por um leme. Em 1771, o seu veículo bateu contra uma parede de tijolos, ficando conhecido como o primeiro acidente automóvel do mundo. Este acidente, juntamente com problemas financeiros, puseram termo às experiências do exército francês com veículos mecanizados; no entanto, no ano seguinte, Luís XV atribuiu a Cugnot uma pensão de 600 francos anuais, como prémio pelo seu trabalho inovador.
 
Com a Revolução Francesa, a pensão foi-lhe retirada em 1789 e o inventor exilou-se em Bruxelas, onde viveu na pobreza. Pouco antes da sua morte, voltou a Paris a convite de Napoleão Bonaparte, onde veio a morrer.
 
A máquina de Cugnot de 1770 encontra-se preservada em Paris no ‘Conservatoire des Arts et Metiers’.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Domingo, 24 de Setembro de 2006

O Cromeleque dos Almendres

 
Cromeleque dos Almendres - Évora, Portugal
 
Cromeleque dos Almendres - Évora, Portugal
 
 
 

O Cromeleque dos Almendres é um monumento megalítico que está situado numa encosta voltada a nascente, em Nossa Senhora de Guadalupe, uma freguesia portuguesa do concelho de Évora, com 68,66 km² de área e 495 habitantes (2001). Densidade: 7,2 h/km². Esta freguesia foi criada em 1985, desmembrando-se da freguesia vizinha de Nossa Senhora da Graça do Divor no território que havia constituído a antiga freguesia de São Matias.
 
O Cromeleque dos Almendres é o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica (não só devido à sua dimensão, mas também, devido ao seu estado de conservação) e um dos mais importantes da Europa. Encontra-se a cerca de 13 quilómetros da cidade de Évora, no Alentejo, a Sul de Portugal continental. Este recinto só foi assinalado em 1964 pelo arqueólogo Henrique Leonor Pina, no decorrer dos trabalhos da carta cartográfica de Portugal. Este monumento data dos finais do VI milénio a.C. ou início do V milénio a.C. e é constituído por 95 menires, sendo que, no seu apogeu, teria cerca de cem. Este cromeleque já teve três campanhas de estudo e escavação.
 
Cromeleque ou Cromlechs, é o conjunto de diversos menires (ou menhires), [monumentos pré-históricos em pedras, cravadas verticalmente no solo (ortóstatos)], agrupados num ou vários círculos, em elipses, em rectângulos, em semicírculo ou por vezes sem ordem aparente. Trata-se de monumentos pré-históricos que parecem ter tido uma função religiosa. A grande maioria dos Cromeleques existentes em Portugal, encontram-se em encostas expostas a nascente-sul.
 
Para erigir os seus monumentos, os homens da época pré-histórica provavelmente começaram por levantar uma coluna, em honra de um deus ou de um acontecimento importante, embora a maioria dos historiadores relacionem o seu aparecimento com:
  • Culto da fecundidade  (menir isolado)
  • Marcos territoriais  (menir isolado)
  • Orientadores de locais  (menires isolados e em linha)
  • Santuários religiosos  (menires em círculo)
Esses monumentos pré-históricos eram pedras, cravadas verticalmente no solo, às vezes bastante grandes (megalito denominado menir ou menhir). Pelo peso dessas pedras, algumas com mais de três toneladas, acredita-se que não poderiam ter sido transportadas sem o conhecimento da alavanca.
 
Estas pedras (os menires) deram origem às colunas. Mais tarde percebeu-se que, usando três elementos, era possível construir. Assim nasceu o dólmen (Bretão dol = mesa, men = pedra), em forma de mesa, ou o trilito (três pedras), formado por duas colunas que apoiavam uma arquitrave. Uma série de trilitos fez a colunata.
 
Cronologia
 
A formação do Cromeleque dos Almendres, foi iniciada no final do Sexto milénio a.C. e terminada no Terceiro milénio a.C..
  • No Neolítico Antigo Médio foi erigido um conjunto de monólitos, agrupados em três círculos concêntricos.
  • No Neolítico Médio foi erigido um novo recinto com a forma de duas elipses concêntricas, mas irregulares.
  • No Neolítico Final foram acrescentados aos dois recintos existentes, alguns monólitos com gravuras com marcada influência religiosa.
Estrutura
 
Os monólitos, alguns com três metros de altura, foram colocados sobre alvéolos ou cavidades, previamente preparados. Actualmente existe planta da disposição de todos estes monólitos, estando todos eles numerados de forma a ser possível identificar as características individuais de cada.
Os dois recintos contíguos apresentam uma orientação nascente-poente.
  • O recinto mais a Oeste, em forma de círculo é o mais antigo e foi edificado no Neolítico Antigo Médio.
É constituído por três círculos concêntricos, apresentando no total vinte e quatro monólitos. O círculo exterior tem de diâmetro, aproximadamente 18,8 metros e o círculo interior cerca de 11,4 metros.
  • O recinto mais a Leste, em forma de elipse, é o recinto edificado no Neolítico Médio e era constituído na sua origem por 56 menires.
Este recinto é formado por duas elipses concêntricas, em que a maior apresenta as seguintes dimensões: eixo maior 43,6 metros e o menor 32 metros.
 
No interior do recinto em forma de elipse, foram colocados, já no Neolítico Final, alguns novos menires, e em alguns dos já existentes, foram gravadas algumas figuras em relevo.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Com os meus agradecimentos a A PAPOILA que comentou há dias:
"Para quando um trabalho sobre o nosso Cromeleque dos Almendres?"
Como gosto da inter-actividade de quem me visita, sempre que me é possível,  transmito as ideias colocadas nos comentários. 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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Sábado, 23 de Setembro de 2006

O TVG

 
O TGV na estação de Montparnasse, em Paris, França
 
O TGV na estação de Montparnasse, em Paris, França
 
 
 

A França foi o maior impulsionador deste tipo de comboios, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”.
 
Em 23 de Setembro de 1981 (já faz hoje 25 anos !...) foi inaugurado o primeiro troço da linha Paris – Lyon e em 18 de Maio de 1990, um TGV, atinge os 515 km por hora na nova linha Paris-Tours, batendo o anterior recorde de velocidade ferroviário que era de 406 km por hora (1988, na Alemanha). Em 1993 é inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.
 
O TGV é o comboio a grande velocidade francês. Ele é um símbolo nacional na França e, até o momento, o comboio a grande velocidade de maior sucesso na Europa.
 
O TGV é construído pela empresa francesa Alstom, e TGV é uma marca registrada da SNCF (Société nationale des chemins de fer français), empresa pública de transporte ferroviário francesa.
 
Velocidades
 
O TGV viaja em linhas especiais conhecidas como LGV (ligne à grande vitesse, "linha de alta velocidade"), permitindo velocidades de 320 km/h em operação normal nas linhas mais recentes. O TGV também pode usar linhas convencionais, mas neste caso a velocidades mais baixas. O TGV tem um total de aproximadamente 200 destinos na França e no estrangeiro.
 
Durante um teste sem passageiros em 1990, o TGV alcançou a velocidade de 515,3 km/h. Com isso, o TGV é o comboio mais rápido do mundo.
 
Rede
 
A França tem aproximadamente 1.200 km de linhas TGV, construídas durante os últimos 20 anos, com quatro novas linhas propostas ou em construção.
 
Amesterdão e Colónia já são servidas pelos comboios TGV Thalys, circulando em linhas normais, apesar dessas linhas estarem a ser transformadas em linhas de alta velocidade. Londres é servida actualmente pelos comboios Eurostar, que circulam a alta velocidade pela linha do Eurotúnel e pela linha a alta velocidade inglesa (CTRL) até Londres.
 
TGV fora da França
 
A tecnologia do TGV foi adoptada por vários outros países:
  • Thalys, ligando a França à Bélgica, Alemanha e Países Baixos
  • Eurostar, ligando a Grã-Bretanha à França e Bélgica
  • Alfa Pendular, a linha de Alta Velocidade Portuguesa
  • AVE, a linha de alta velocidade na Espanha
  • KTX, a linha de alta velocidade na Coreia do Sul
  • Acela Express, comboio de alta velocidade construído por Bombardier, associado de Alstom, para os Estados Unidos da América, que usa a tecnologia motriz do TGV (apesar de o resto do comboio ser independente).
Alfa Pendular é o nome do comboio de alta velocidade pendolino dos Caminhos de Ferro Portugueses - CP. Liga as cidades de Braga, Porto, Coimbra, Lisboa, e Faro, entre outras. Atinge uma velocidade máxima de 220 km/h (136,7 mph). A sua tecnologia de pendolino permite-lhe fazer curvas a velocidades mais elevadas que os comboios convencionais. A combinação de alta velocidade ao virar com o movimento pendular das carruagens assegura uma experiência dinâmica. As carruagens foram desenhadas para operar na bitola ibérica, utilizada em Portugal. Os comboios são montados pela Alstom na fábrica da Amadora.
 
Impacto
 
As linhas de TGV reduziram consideravelmente o tráfego aéreo entre as cidades. Bruxelas–Paris em 90 minutos incrementou o intercâmbio entre as duas capitais, e, do mesmo modo, a linha Paris–Marselha reduziu o tempo de viagem em relação ao avião de maneira significativa.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:12
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